Qr Code do blog

Qr Code do blog
Qr Code do blog

Rss

Contacto

Search/ Busca

Carregando...

Blog Archive

Followers

Follow by Email

Add me on Facebook

NutriViva Tv



Total de visualizações de página

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Dr Alberto Peribanez Gonzalez TVE Super Tudo



Entrevista do Dr Alberto Peribanez Gonzalez ao Programa TVE Super Tudo
Livro Lugar de Médico é na Cozinha - Apresentando a Oficina da Semente. Participação dos estudantes de medicina Daniela e Fábio; do chef de cozinha Nino; do artista de teatro de bonecos Fábio Virgulino e do ativista vegano Bruno Jesus
www.oficinadasemente.com.br
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Fritura aumenta chance de câncer, indica pesquisa

Batatas fritas
Cientistas atribuem riscos a substância gerada durante fritura
As mulheres que comem batatas fritas todos os dias, industrializadas ou não, podem dobrar suas chances de desenvolver câncer no ovário ou no útero, segundo um estudo da Universidade de Maastrich, na Holanda.

Os cientistas atribuem os riscos à acrilamida, uma substância química produzida por certos alimentos quando eles são fritos, grelhados, ou assados.

Os pesquisadores entrevistaram 120 mil pessoas sobre seus hábitos alimentares e concluíram que as mulheres que ingerem mais acrilamidas sofrem maior risco, segundo o estudo publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomakers and Prevention.

Especialistas britânicos acreditam que outros fatores possam estar envolvidos e pediu às mulheres que não entrem em pânico.

Testes de laboratório realizados há cinco anos mostraram um perigo potencial, mas este estudo é o primeiro a encontrar uma ligação entre as acrilamidas presentes na dieta e o risco de câncer.

Alimentos que tenham ganho cor ou tenham queimado durante o cozimento têm muito mais chances de conter acrilamidas.

Especialistas em alimentos afirmam que é praticamente impossível eliminar totalmente as acrilamidas da dieta.

Dieta

O estudo acompanhou os 120 mil voluntários – 62 mil deles mulheres – por 11 anos, depois da entrevista inicial. Neste período, 327 delas desenvolveram câncer no endométrio (útero) e 300 desenvolveram câncer no ovário.

A análise dos dados sugere que as mulheres que ingeriam 40 mg de acrilamida por dia – o equivalente a meio pacote de biscoitos, uma porção de fritas ou um pacote de batatas fritas – tinham duas vezes mais chances de desenvolver esses tipos de câncer, em comparação com as que comiam menor quantidade de acrilamida.

Apesar do tamanho do estudo, os pesquisadores afirmam que os resultados ainda têm que ser confirmados por outras pesquisas.

“Dourada”

No Reino Unido, onde a batata frita é um dos “pratos nacionais”, há cerca de 6.400 casos de câncer uterino por ano, e 7.000 casos de câncer de ovário.

Um porta-voz da agência que regulamenta os alimentos no Reino Unido pediu as pessoas que mantenham uma dieta equilibrada, com bastante frutas e legumes, e especialistas da União Européia aconselham que os alimentos não sejam “cozidos demais”.

Um porta-voz da EU disse que a “a orientação geral, como resultado deste projeto, é evitar cozinhar demais os alimentos na hora de assar, fritar ou tostar comidas ricas em carboidratos”.

“Batatas fritas ou coradas devem ser cozidas até chegar a um dourado amarelado, e não marrom.”

Mas a médica britânica Lesley Walker, da organização Cancer Research UK, disse que é difícil ter certeza de que os casos de câncer são resultado apenas das acrilamidas, e não de outros componentes pouco saudáveis da dieta.

“As mulheres não devem ficar excessivamente preocupadas com a notícia”, disse ela ao jornal Daily Telegraph. “Não é fácil separar um componente da dieta de todos os outros quando se estudam as dietas complexas de pessoas comuns.”

A indústria alimentícia afirma ter aumentado os esforços para reduzir a presença de acrilamidas em alimentos semi-prontos nos últimos anos.

Um estudo publicado em 2005 não encontrou nenhuma evidência de que a acrilamida aumente o risco de câncer de mama.

Fonte: BBC Brasil

Medicina Ortomolecular

Por : Daiane Cristina Guerra e Paula Maria dos Santos
O que é a Dieta ou Terapia Ortomolecular?

O termo ORTOMOLECULAR vem do grego ORTHOS que significa normal, direito, correto, e a denominação Medicina Ortomolecular foi proposta por LINUS PAULING, (Prêmio Nobel de Química em 1954 e da Paz em 1962), conhecido mundialmente por seus trabalhos e pela ênfase com que recomenda o uso diário de vitaminas (principalmente a vitamina C) e minerais.

O objetivo da Terapia (Medicina) Ortomolecular é compreender as inter-relações que ocorrem ao nível bioquímico do organismo e assim poder atuar em conformidade com esses próprios mecanismos, harmonizando de maneira global a bioquímica de células, órgãos e sistemas. O reequilíbrio é feito por meio da correção dos mecanismos moleculares fisiológicos (normais), suprindo o organismo com os elementos adequados para essa reordenação, cabendo o papel principal às vitaminas e aos minerais.

Segundo os conceitos da terapia, reeducação alimentar não é suficiente, pois nem sempre o paciente consegue absorver todas as substâncias presentes nos alimentos. “Existem pessoas que não conseguem absorver o cálcio do leite e do queijo, por exemplo. Nesses casos, é preciso buscar outra fonte da substância”, acredita o médico Dr. Marcos Natividade, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular e Radicais Livres.

Histórico

A Terapia ortomolecular data do início da década de 1950 quando alguns psiquiatras começaram a adicionar doses altas de nutrientes aos seus tratamentos de problemas mentais graves. A substância original era a vitamina B3 (ácido nicotínico ou nicotinamida) e a terapia era denominada "terapia de megavitamina". Mais tarde o regime do tratamento foi expandido para incluir outras vitaminas, minerais, hormônios e dietas, qualquer uma delas pode ser combinada com a terapia medicamentosa convencional e com os tratamentos de eletrochoque. Atualmente cerca de uma centena de médicos norte-americanos usam esta abordagem para tratar uma variedade de distúrbios, tanto mentais como físico

Em que se baseia?

Uma das bases da Terapia Ortomolecular é o combate aos radicais livres (RL), que são quaisquer átomos, moléculas ou íons que possuam um ou mais elétrons livres na sua órbita externa. Estes elétrons têm grande instabilidade química e, mesmo tendo meia vida de frações de segundos, são altamente reativos com qualquer composto próximo, a fim de retirar deste o elétron necessário para sua estabilização, produzindo reações de dano celular em cadeia, e sendo assim chamado de oxidantes.

Embora existam os RL de íons metálicos e de carbono, os principais são os de OXIGÊNIO.

Podemos entender a formação de Radicais Livres pelo nosso organismo em condições normais, pois são necessários no processo de respiração celular que ocorre nas mitocôndrias, a fim de gerar o ATP. Estes também podem ser produzidos pelos macrófagos e neutrófilos contra bactérias e fungos invasores do nosso organismo.

O efeito prejudicial dos RL ocorre quando estão em quantidade excessiva, ultrapassando a capacidade de neutralização dos sistemas enzimáticos do organismo.

Como são neutralizados os RL?

Existem dois sistemas naturais de eliminação de Radicais Livres, que são os chamados “Varredores” (scavengers) de RL, que atuam eliminando-os ou então impedindo sua transformação em produtos mais tóxicos. Esses sistemas podem ser divididos em Enzimáticos e em Não Enzimáticos.

Os sistemas enzimáticos são compostos pelas seguintes enzimas: Glutation-Peroxidase, Catalase, Metionina-Redutase e Superóxido-Dismutase, os quais combatem os seguintes RL: Peróxido de Hidrogênio, Superóxido, Oxigênio Singlet, Ion Hidroxila, Oxido Nítrico e Oxido Nitroso.

Os Antioxidantes Não Enzimáticos, em sua maioria são exógenos, ou seja, necessitam ser absorvidos pela alimentação diária, ou como complementos nutricionais. Os principais podem ser divididos em: Vitamina A, Vitamina E, Beta-caroteno, Vitamina C, Vitaminas do complexo B, os oligoelementos (Zinco, Cobre, Selênio, Magnésio), os bioflavonóides (derivados de plantas).

Terapia Ortomolecular

Investigar deficiências nutricionais do organismo, assim como detectar a presença de metais tóxicos no corpo (que podem ser a causa de determinadas doenças), é o início da terapia ortomolecular. Isto pode ser feito através do Teste do Cabelo (também chamado Mineralograma), que além disso, identifica se há excesso ou carência dos oligoelementos (minerais).

A dosagem de RL pode ser feita por meio de métodos baseados na espectometria de ressonância eletrônica de “spin” e ressonância paramagnética eletrônica, dosagem de MDA (malondialdeído), e métodos indiretos como o HLB, pelo qual numa gota de sangue verifica-se, com auxílio de um microscópio o efeito dos radicais livres na matriz extracelular (agregados proteoglicanos, colágeno, elastina, fibrina), fragmentando-a e produzindo lacunas que serão maiores quanto maior for a quantidade de RL presente.

Os benefícios atribuídos à terapia pelos médicos e adeptos incluem a perda de peso, melhora da pele, dos cabelos e das unhas e ainda as vantagens com relação às dietas de caráter restritivo, que geralmente causam sensações de fome, fraqueza ou irritabilidade. Isso porque muitas vezes associa-se o uso de remédios fitoterápicos na receita. Há fórmulas para aumentar a saciedade ou diminuir o desejo por tipos de alimentos. “O composto garcínia, por exemplo, ajuda a reduzir a compulsão por doces”, garante a médica Sylvana Braga, de São Paulo, que emprega o tratamento.

Como a dieta ortomolecular atua no organismo? (Segundo os médicos que a adotam)

* A pele fica viçosa, cabelo e unhas mais fortes. O benefício é atribuído às vitaminas A,E e do complexo B.
* Ajuda a prevenir problemas cardíacos ao restringir a ingestão de carne vermelha, rica em gorduras saturadas e também ao restringir frituras, que aumentam o nível de colesterol sanguíneo.
* O intestino funciona melhor porque a dieta é rica em cereais integrais, frutas e fibras.
* Promove perda de peso devido às refeições pouco calóricas, mas ricas em nutrientes essenciais para o organismo.
* Promove diminuição do cansaço e do estresse por meio da reposição de vitaminas, minerais e aminoácidos.
* Combate o envelhecimento precoce devido ao consumo de alimentos ricos em antioxidantes, substâncias que atuam contra a degeneração celular.
* Alivia a retenção de líquidos ao equilibrar a quantidade de potássio, fósforo e sódio com refeições balanceadas e o consumo de pílulas contendo esses minerais.

A dieta ortomolecular não é milagrosa

Como em qualquer dieta, é preciso disciplina e dedicação. “Os resultados são muito bons, mas dependem muito da pessoa. Não é um tratamento milagroso, o paciente ideal é aquele que já se alimenta adequadamente, pratica exercícios físicos, mas não consegue emagrecer”, acredita Dr. Marcos Natividade.

A perda de peso acontece graças à reeducação alimentar e ao equilíbrio nutricional promovido pelos suplementos. “Esse equilíbrio soluciona problemas como estresse, retenção de líquido, TPM e depressão, que muitas vezes são a causa do excesso de peso”, diz o especialista.

Os médicos que empregam a dieta dizem que o tempo de tratamento nos casos de emagrecimento varia conforme o estado físico do paciente, mas em casos de pessoas não-obesas, três a quatro meses são suficientes para uma boa perda de peso.

O ponto central da terapia ortomolecular é a busca pelo bem-estar, pela prevenção de doenças. “A função da ortomolecular não é a de combater doenças, mas sim de fortalecer o organismo, para que ele tenha melhores condições de reagir contra males que o acometem. Desta forma, colabora para a melhora dos mais diversos problemas como diabetes, depressão, obesidade, falta de memória, câncer, intoxicações, doenças reumáticas e cardiovasculares”, afirma Dr. Marcos Natividade.

Críticas à Medicina Ortomolecular

A medicina ortomolecular não é reconhecida como especialidade. A resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) 1.499/98, proíbe aos médicos a utilização de práticas terapêuticas não reconhecidas pela comunidade científica, bem como a vinculação de médicos a anúncios referentes a tais métodos e práticas.

Em reportagem publicada, dia 22 de outubro de 2004, no jornal Diário de São Paulo, o colunista Prof. Dr. Joel Rennó Júnior (Doutor em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina da USP. Coordenador do Pró-Mulher-Projeto de Atenção à Saúde Mental da Mulher-Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP) faz severas críticas à prática da Medicina Ortomolecular:

“Essa dieta não apresenta nada de novo. Os profissionais recomendam reeducação alimentar, ou seja, comer várias vezes ao dia porções pequenas e pouco calóricas, dando-se preferência a verduras, legumes, frutas e carnes brancas, além dos cereais integrais. Outras interessantes e “inéditas” informações referem-se à restrição de doces, carne vermelha e frituras, além das atividades físicas. Alguma novidade, caros leitores?

Supondo haver uma ingestão insuficiente de vitaminas, sais minerais e proteínas, os ortomoleculares lançam fórmulas com tais complexos, sugerindo que as células precisam de mais energia para o perfeito funcionamento do organismo. Alegam que tal método aumenta a qualidade de vida. Será que pessoas jovens, com alimentação saudável, realmente necessitam de tais complementações?

Esses médicos do regime ortomolecular, observando que grande parte dos seus pacientes obesos são ansiosos ou deprimidos, lançam mão de fórmulas “mágicas” contendo, provavelmente, antidepressivos e ansiolíticos — de forma aleatória —, e alguns, infelizmente, até sem avisar seus pacientes sobre tais recursos terapêuticos. Outros, justificando-se pela necessidade de aderência terapêutica, ainda mantêm os velhos inibidores de apetite no início do tratamento.

Outro fato relevante é que tal método, além de dispendioso, pelo valor das consultas e fórmulas, não possui qualquer comprovação científica. Reitero, aqui, a minha opinião: o Conselho Federal de Medicina deveria exigir maiores explicações de tais profissionais, alguns, infelizmente, beirando o charlatanismo e um marketing grotesco. É ético divulgar tratamentos médicos com exposição pública de pacientes?

Hoje, quando a beleza é perseguida, de forma incessante e até obsessiva, tal dieta tem o único benefício de engordar o bolso de certos ortomoleculares “diet”. Sai mais barato buscar uma orientação com um nutrólogo ou nutricionista e investir na mudança de hábitos de vida, como a prática regular de exercícios. A parte psicológica, tão importante em obesos, também é negligenciada por ortomoleculares especializados em dietas.

Referências

Sites:

* www.portalmedico.org.br
* www.laleva.com.br
* www.asu.com.br
* www.istoe.com.br
* www.diariosp.com.br

SOMA ou AYAHUASCA?


SOMA ou AYAHUASCA? Desde o período Paleolítico Superior (entre 75.000 a 15.000 anos a.C) que nossos ancestrais já utilizavam certas plantas para fins medicinais e como meio de acesso ao reino dos espíritos, através do feitio das chamadas Bebidas Sagradas. O impacto do seu uso na estruturação da psique e da cultura humana é muito maior do que se pode imaginar. Hoje em dia essas plantas são chamadas enteógenas, que significa: capaz de suscitar a experiência de Deus em si mesmo. Seus compostos psico-ativos produzem um estado de expansão de consciência. Num contexto espiritual apropriado geram experiências de êxtase místico. Nesses estados de consciência é que os santos, os avatares e os profetas lançaram o alicerce para muitas das grandes religiões de massa dos nossos dias.

Dizem que, periodicamente, a força espiritual que assiste e modela este planeta muda de lugar, o que explicaria os súbitos ciclos de decadência e de florescimento de culturas e tradições religiosas. Foi assim que se sucederam os cultos do Soma (uma bebida sagrada que possui efeito similar à Ayahuasca) no período pré-védico, através da Civilização do Vale do Indo ou Dravida (por volta de 7.000 a.C) da Índia antiga, onde o Xamanismo Ancestral já estava em evidência e que através do Soma, passou a fazer uso dessa Bebida Sagrada para conectar-se com o Grande Espírito. Da Índia, por volta de 4.500 a.C, quando o subcontinente indiano passou a sofrer diversas mudanças climáticas causadas em parte pelo movimento de placas tectônicas no decorrer de vários séculos, fazendo com que grande parte dessa civilização migrasse para outras regiões do planeta, levando todo o conhecimento deste povo, foi que a primeira bebida sacramental, o Soma, tomou novos rumos e disparou para o mundo, alimentando assim os Mistérios de Eleusis na Grécia Antiga, as tradições cristãs gnósticas e esotéricas, os yogues da Índia e do Tibet, a Cabala da Espanha Islâmica, os Incas e Astecas até chegar aos povos e culturas remanescentes do Éden original. Situadas na selva sul-americana, foi lá onde o Grande Espírito parece ter semeado grande parte da sua farmacopéia enteógena.

A intensidade da experiência mística desencadeada a partir destas bebidas, usadas desde milênios, tem sido relatada e estudada com cada vez maior frequência. O seu uso desperta na consciência a sensação inefável de fazer parte da Totalidade. Esta não é uma abstração e sim uma verdade que se encontra nas camadas mais profundas do nosso ser. Vista através desse tipo de experiência, a Natureza não é apenas um conjunto de solo, paisagens, flora e fauna e sim a forma visível da Mãe-Terra, o ser biológico espiritual planetário.

A forma pela qual essa compreensão ficou mais preservada chama-se Xamanismo. Ele é, segundo a já clássica definição de Eliade, aquelas técnicas arcaicas do êxtase, a primeira forma sistematizada pelo homem para acessar o desconhecido mundo dos espíritos. É profundamente excitante que este mesmo Xamanismo esteja novamente em destaque em nossos dias. Desde as incursões às selvas sul-americanas de alguns botânicos e etnógrafos do século passado, que a comunidade científica vem demonstrando um crescente interesse pela contribuição que as plantas psico-ativas podem dar, tanto para estabelecer uma cartografia da consciência, quanto para a solução dos grandes enigmas da espécie humana.

Em torno dessa indagação sobre os efeitos dessas plantas no sistema nervoso central e seu papel como fator estruturador da auto-consciência do homem e na criação do próprio pensamento religioso está se criando um campo de estudos comum entre o saber científico e a experiência mística. Se estas técnicas, xamânicas, principalmente as que se servem das Plantas e Bebidas Sagradas, foram responsáveis no passado pelas visões que deram origem às grandes revelações espirituais, certamente ainda hoje, elas nos estarão transmitindo a mesma mensagem. E a nossa consciência é ao mesmo tempo o aparelho receptor e o cenário onde essa mensagem nos é revelada.

Isso é válido tanto para as técnicas xamânicas tradicionais quanto para as religiões enteógenas, fenômeno recente, dos quais a Religião do Santo Daime no Brasil, da Iboga no Gabão e do Peyote nos EUA são os maiores expoentes. Todos esses cultos utilizam um sacramento enteógeno, uma planta psico-ativa que se transforma em um líquido sagrado que produz uma expansão de consciência e uma experiência de cunho eminentemente místico.

Na Amazônia Ocidental Brasileira o Xamanismo religioso dos pajés sempre esteve associado ao uso das plantas enteógenas. Uma das mais importantes delas é sem dúvida a Ayahuasca, em torno da qual convergem muitas tradições dos índios e caboclos da região.

Quando os imigrantes nordestinos trouxeram para a Amazônia seus mitos e suas crenças religiosas, bastante influenciadas por um catolicismo de raízes populares, aqui encontraram os povos nativos dessas matas, conhecedores dos seus múltiplos mistérios e dos segredos das plantas ultilizadas nos seus rituais xamânicos.

Foi nesse cenário, ao mesmo tempo mágico, que floresceu o culto do Santo Daime, um típico exemplo desta nova forma de fenômeno espiritual cada vez mais presente nos dias de hoje. Nas florestas da América do Sul, o Mestre Raimundo Irineu Serra cristianizou as tradições caboclas e xamânicas da Bebida Sagrada Ayahuasca, que em idioma Quéchua significa liana de los espíritos, conhecida desde o tempo dos Incas e rebatizou-a com o nome de "Daime", significando com isso o rogativo que deveria ser feito pelo fiel ao comungar com a bebida.

Raimundo Irineu Serra foi um maranhense de cor negra e elevada estatura física e espiritual. Com sua humildade e determinação, granjeou o respeito de todos quanto o conheceram. Depois de entrar em contato com a bebida na fronteira com o Perú, foi para a cidade de Rio Branco, onde começou a trabalhar com um pequeno círculo de discípulos. Obteve uma revelação da própria Virgem Maria, que lhe apareceu sob a forma da Rainha da Floresta. A partir deste momento, estava nascendo o Terceiro Testamento, uma Nova Anunciação Visionária, através dos hinos que o Mestre Irineu foi recebendo e que re-interpretava a cosmologia cristã pela lente e pelas luzes da Ayahuasca.

Mais uma vez, longe dos saberes eruditos e dogmáticos, da pompa dos cortesões eclesiásticos, um ensinamento espiritual de grande profundidade foi tecido por humildes seringueiros, no contexto de um cristianismo popular, durante o boom da borracha no final do século passado. Neste cenário ímpar foi que o Mestre Irineu reuniu em seu cadinho alquímico esse mesmo cristianismo com tradições pré-colombianas, esoterismo europeu, crenças africanas e Xamanismo enteógeno.

O resultado dessa mistura é um sistema que consegue aliar a extrema simplicidade de sua formulação a uma profundidade espiritual raras vezes lograda por outras correntes que se dedicam a batalha e a investigação do auto-conhecimento. As visões, que são chamadas também de mirações, mostram tudo que a nossa fé precisa acreditar. Considerando que no passado os cristãos eram glorificados por crer naquilo que não tinham visto, a revelação enteógena promove um avanço substancial. Mata a cobra e mostra o pau.

A cristianização da Ayahuasca é o fecho de um longo processo de resgate cultural e espiritual. Quis o Grande Espírito, que escreve certo por linhas tortas, unir a fé dos conquistadores cristãos (protagonistas da empresa colonialista que, sob a benção da Igreja, submetiam povos inteiros a escravidão e ao genocídio), com o sacramento destes povos subjugados e oprimidos. Com o Mestre Irineu, o Vinho das Almas se converte no novo sangue do Cristo, o Consolador Prometido, o Paráclito Vegetal, o Logos-Cipó. Através dele assimilou-se a espiritualidade dos nativos pré-colombianos ao mesmo tempo que se resgatava o karma desta página sombria da expansão da cristandade no novo continente. Isso sem falar na restauração do papel da experiência visionária como o centro da revelação espiritual, descrucificando assim o Ser Crístico da cruz dos dogmas a que foi reduzido.

Assim, nasce a Doutrina da Floresta, mais conhecida como Santo Daime, que prolifera no Brasil a utilização e divulgação da Bebida Sagrada, o Vinho da Alma, a Ayahuasca.

AYAHUASCA

Ayahuasca é uma bebida psicoativa, de poder espiritual milagroso que cura doenças do corpo e da alma. Ela é feita pela cocção de duas espécies vegetais distintas e utilizada atualmente em cerimônias ou rituais religiosos e místico-espirituais.

Cipó Mariri e a Chacrona

Inicialmente era usada pelos nativos em rituais de cura espirituais para chamar os espíritos curadores das matas. Seu culto de adoração é milenar, já era usado pelos ancestrais Incas após Huayna Cápac e cultuado pelos nativos, logo depois pelos caboclos acreanos, bolivianos e peruanos, os povos da floresta amazônica.

Uma das plantas é a liana, cientificamente denominada Banisteriopsis caapi, e a outra é um arbusto da família das rubiáceas denominada Psychotria viridis. Em Quéchua, língua nativa dos Incas, as plantas são conhecidas como Mariri (Jagube na floresta amazônica), o nome da liana, e Chacruna ou Chacrona, o nome do arbusto. Na mesma língua o nome da bebida é Ayahuasca, o vinho dos espíritos, das almas, dos mortos ou dos ancestrais.

Chacrona
Cipó Mariri
Chacrona
Chacrona: folha e sementes

A bebida é feita das duas plantas postas em maceração ou cozinhadas, com diversos graus de apuro e concentração. As plantas são conhecidas por várias outras denominações por estar sendo usada desde tempos imemoriais numa área extensa e por diversas nações indígenas separadas por grandes distâncias, diferenças culturais e idiomáticas. São conhecidos pelo menos quarenta e dois nomes indígenas para esta poção usada por pelo menos setenta e duas tribos indígenas da bacia Amazônica.

Feitio da Ayahuasca
Feitio da Ayahuasca
Ayahuasca
Ayahuasca pronta para consumo

O efeito desta Bebida Sagrada, quando ingerida, é como se fosse aceso um grande candelabro sobre a alma, iluminando-a, tornando possível ver a verdade material e espiritual, abrindo um portal de revelações interiores e mirações de um mundo encantado de cores de luz em uma outra dimensão. É a harmonia entre o homem e a natureza, a união do animal com o vegetal que transmite a ciência e a sabedoria do Grande Espírito.

A antiguidade do uso da Ayahuasca se perde na pré-história. De uma utilização regional milenar, centrada na Amazônia Ocidental, seu uso tem modernamente se expandido em toda a América do Sul, primordialmente, graças à preservação do uso pelos indígenas e mestiços, apesar da incessante repressão cultural desde os primórdios da colonização Brasileira. Muito do que se pratica e conhece sobre Ayahuasca vem da observação e conhecimento empírico acumulado pelos indígenas.

O uso dessas plantas pelos mestiços em geral acontece dentro do contexto da etnomedicina e segue os princípios gerais do uso tradicional dos nativos (uso xamânico) com modificações e acréscimos atinentes aos diversos sistemas de crenças religiosas importados junto com a colonização, principalmente: espiritismo, cristianismo, maçonaria e cultos africanos.

O impulso inicial em direção a uma expansão mundial da utilização da Ayahuasca se deu graça ao interesse geral por assuntos etnológicos e à expansão dos grandes movimentos religiosos sincréticos do Brasil, organizados em torno da utilização da Ayahuasca como sacramento, sendo os maiores o "Santo Daime", o mais antigo, e a "União do Vegetal (UDV)", entre várias outras denominações.

A Ayahuasca vem sendo utilizada há séculos por milhares de pessoas. Um tal período de ensaio excede em muito os padrões de estudos administrados para a aprovação de drogas e medicamentos. Na maioria das culturas amazônicas, até hoje, a Ayahuasca ocupa culturalmente um elevado conceito ao lado de outras Plantas Mestras (professoras ou Instrutoras) como o Peyote.

Durante as últimas décadas, a literatura contemporânea, sócio-antropológica, farmacológica e popular debateu significativamente as diversas dimensões e uso da Ayahuasca, do ponto de vista cultural, químico, psicológico e espiritual.

OS NOMES DA AYAHUASCA

Os nomes usados pelas diversas tribos e nações indígenas ao longo do Perú amazônico, Equador, Colômbia, Bolívia, Brasil ocidental e em determinada região da Venezuela são:

Yagé; bejuco bravo; bejuco de oro; caapi (Tupi, Brasil); mado, mado bidada e rami-wetsem (Culina); nucnu huasca e shimbaya huasca (Quéchua); ka-malampi (Piro); punga huasca; rambi e shuri (Sharanahua); ayahuasca amarillo; ayawasca; nishi e oni (Shipibo); ayahuasca; ayahuasca negro; ayahuasca blanco; ayahuasca trueno, cielo ayahuasca; népe; xono; datém; kamarampi; Pindé (Cayapa); natema (Jivaro); iona; mii; nixi; pae; ka-hee' (Makuna); mi-hi (Kubeo); kuma-basere; wai-bu-ku-kihoa-ma; wenan-duri-guda-hubea-ma; yaiya-suava-kahi-ma; wai-buhua-guda-hebea-ma; myoki-buku-guda-hubea-ma (Barasana); ka-hee-riama; mene'-kají-ma; yaiya-suána-kahi-ma; kahí-vaibucuru-rijoma; kaju'uri-kahi-ma; mene'-kají-ma; kahí-somoma' (Tucano); tsiputsueni, tsipu-wetseni; tsipu-makuni; rami-wetsem (Kulina); amarrón huasca, inde huasca (Ingano); oó-fa; yajé (Kofan); bi'-ã-yahé; sia-sewi-yahe; sese-yahé; weki-yajé; yai-yajé; nea-yajé; horo-yajé; sise-yajé (Shushufindi Siona); shimbaya huasca (Ketchwa); shillinto (Perú); nepi (Colorado); wai-yajé; yajé-oco; beji-yajé; so'-om-wa-wai-yajé; kwi-ku-yajé; aso-yajé; wati-yajé; kido-yajé; weko-yajé; weki-yajé; usebo-yajé; yai-yajé; ga-tokama-yai-yajé; zi-simi-yajé; hamo-weko-yajé (Siona do Putomayo); shuri-fisopa; shuri-oshinipa; shuri-oshpa (Sharananahua).

No Brasil os nomes mais usados são: Yagê, Ayahuasca, Daime, Vegetal, Hoasca e Oasca.

A FARMACOLOGIA DA AYAHUASCA

O Jagube (Banisteriopsis caapi): As Betacarbolinas (Harmina, Harmalina e Tetra-hidroharmina) são extraídas do chá do Jagube (Banisteriopsis caapi). Isoladamente o chá do Jagube pode induzir efeitos psicoativos indiretos, mediados pela sua atividade inibidora sobre a Monamina Oxidase e conseqüente elevação dos níveis de serotonina no organismo. O surgimento de imagens tipicamente hipnagógicas e modificações do humor e das emoções são atribuídos à elevação dos níveis de serotonina no sistema nervoso central. Os efeitos purgativos e eméticos são mediados pelo efeito da serotonina no intestino.

A Chacrona (Psicotria viridis): A substância N-Dimethyltryptamine (DMT) está presente nas folhas da Chacrona (Psicotria viridis). O chá das folhas, ou as folhas, não são psicoativas quando ingeridas isoladamente devido à rápida destruição destes alcalóides pela Monoamina Oxidase (MAO), uma enzima naturalmente presente no organismo humano. A estrutura da DMT, como a de outros compostos psicodélicos, é bem semelhante à da serotonina (5-Hidroxitriptamina ou 5-HT),um importante neurotransmissor de modulação. A serotonina age naturalmente, desinibindo controles e processos reguladores no cérebro. Suponha-se que tanto o acréscimo dos níveis de serotonina (efeito do Mariri) como os da DMT afeta os neurônios serotonérgicos, promovendo uma hiperestimulação e modulação, que desencadeia um largo espectro de efeitos como liberação de emoções reprimidas, recordações de memórias esquecidas e geração de imagens.

Sinergismo Químico Jagube/Chacrona: A DMT foi produzida em laboratório em 1931. Desde o início descobriu-se que a substância produzia efeitos intensos quando aplicada por via intramuscular em doses diminutas de alguns miligramas (na ordem de 0.7mg por kg de peso), mas que em contrapartida era inativa por via oral até mesmo em doses mil vezes superiores. Uma vez bem estabelecido a sua inatividade por via oral levantou-se a necessidade de se explicar como doses diminutas, de aproximadamente 29 mg de DMT, tipicamente ingerida numa Cerimônia de Ayahuasca, são capazes de produzir efeitos intensos.

A enzima Monoamina Oxidase (MAO) é a chave do mistério. Esta enzima, fisiologicamente presente no sistema digestivo, tem como função destruir as diversas monoaminas naturalmente contidas nos alimentos no sentido de proteger as diversas funções cerebrais mediadas por neuroreceptores ativados por monoaminas endógenas.

Sendo a DMT uma monoamina ela passa a ser imediatamente, tão logo ingerida, oxidada e decomposta pela enzima MAO ao nível do intestino. Mas, no caso da Ayahuasca, acontece que os demais alcalóides presentes na poção, as Betacarbolinas trazidas pelo Jagube, inibem momentâneo e reversívelmente a enzima intestinal MAO a ponto de evitar a degradação da acompanhante DMT na área digestiva, ficando assim disponível para absorção e penetração na corrente sanguínea e sistema nervoso central sem nenhum prejuízo ao organismo humano.

INOCUIDADE DA AYAHUASCA

Entre 1991 e 1993, a Universidade Federal de São Paulo (antiga Escola Paulista de Medicina), Universidade de Campinas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Universidade do Amazonas, Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (INPA), Universidade da Califórnia, Universidade de Miami, Universidade do Novo México e Universidade de Kuopio (Finlândia), foram convidados por inciativa de uma das igrejas sincréticas Brasileiras, a UDV, para gerenciar uma pesquisa cientifica, intitulada "Farmacologia Humana da Hoasca, chá usado em contexto ritual no Brasil".

A pesquisa foi articulada pela direção central do Centro de Estudos Médico-Científico da União do Vegetal, órgão interno da instituição, que reúne seus adeptos profissionais de áreas relevantes. Os resultados constatam que a bebida Ayahuasca é inofensiva à saúde.

A pesquisa está publicada em importantes revistas científicas como: "Psychopharmacology", em texto assinado por J. C. Callaway (PhD), e "The Journal of Nervous and Mental Disease", em texto de Charles S. Grobb (PhD).

Este estudo se deu em Manaus e envolveu nove centros universitários e instituições de pesquisa do Brasil, Estados Unidos e Finlândia, financiados pela fundação norte-americana Botanical Dimension. A pesquisa começou a ser planejada em 1991 e aconteceu em 1993. Consistiu em aplicar testes laboratoriais e questionários, dentro dos procedimentos científicos padrões, em usuários da Ayahuasca. Eram pessoas de faixas etárias variadas, dos meios urbano e rural, freqüentadores assíduos dos cultos. Os testes foram também executados em não usuários servindo de grupo de controle.

A avaliação psiquiátrica conduzida pelo Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo, Centro de Referência da Organização Mundial da Saúde, não encontrou entre os usuários pesquisados nenhum caso de dependência, abuso ou perda social pelo uso da Ayahuasca, aspectos presentes em usuários de drogas proscritas pela legislação.

As conclusões comparativas são surpreendentes. A primeira delas, confirmando a afirmação de que a bebida é inócua do ponto de vista toxicológico: não se constatou "nenhuma diferença significante no sistema neurosensorial, circulatório, renal, respiratório, digestivo, endócrino entre os grupos experimentadores e de controle".

Nos testes psiquiátricos, foram aplicados os recomendados pela ortodoxia científica, o CIDI (Composite International Diagnostic Interview), com os critérios do CID 10 e DSM IIIR, e o TPQ (Tridimensional Personality Questionnaire). Constatou-se que os usuários da Ayahuasca, comparativamente aos não usuários (grupo de controle) mostraram-se mais "reflexivos, resistentes, leais, estóicos, calmos, frugais, ordeiros e persistentes". E ainda: mais "confiantes, otimistas, despreocupados, desinibidos, dispostos e enérgicos". Exibiram também "alegria, hipertimia, determinação e confiança elevada em si mesmo". Os examinandos apresentaram desempenho significativamente melhor que os do grupo de controle quanto à capacidade de lembrar as palavras na quinta tentativa. Foram melhores também em "número de palavras lembradas, recordação tardia e recordação de palavras após interferência".

Embora o protocolo de estudo não permitia separar os benéficos atinentes ao contexto religioso dos efeitos da bebida em si, esta pesquisa confirma a impressão geral, decorrente da sua utilização milenar, da inocuidade da Ayahuasca. De fato não se conhece caso de lesões e doenças provocadas pelo seu uso "in natura", sem adulterações ou misturas.

ASSOCIAÇÃO COM MEDICAMENTOS

Está claro que a utilização concomitante de drogas inibidoras da MAO, ou que, de alguma maneira interferem com o sistema serotonérgico não é recomendado e deve ser evitado, já que teoricamente pode levar à chamada "síndrome serotonérgica", um quadro clínico resultando de uma elevação patogênica dos níveis de Serotonina e potencialmente perigoso e suceptivel de levar a convulsões, hipertermia e perda da consciência.

Por uma questão de prudência e absoluta prevenção destes problemas (que nunca foram registrados com o uso tradicional da Ayahuasca) pelo menos teoricamente possíveis, não recomendamos o uso da bebida para pessoas em tratamento com fármacos psicoativos em geral e principalmente antidepressivos até três semanas antes da Cerimônia para permitir a total recomposição do estoque de MAO endógena e o retorno do sistema nervoso à sua fisiologia natural.

CONTRA-INDICAÇÃO

Consideramos ser contra-indicado o uso da Ayahuasca para pessoas com personalidades esquizóides e pré-psicóticas, neuróticos com instabilidade de identidade e níveis altos de ansiedade (síndrome do pânico).

Desde a década de 1960, época da descobertas de alguns antidepressivos e dos agentes inibidores da monoamina oxidase sabe-se que a utilização concomitante dessas substâncias deve ser contra-indicada. Aconselhamos os interessados a buscar referências na literatura especializada. Assim consideramos como contra-indicado o uso da Ayahuasca para os usuários de drogas e medicamentos psicoativos listados a seguir, a não ser após três semanas de suspensão da medicação, como:

  • Antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina como: Fluoxetina (Prozac e outros); Citalopram (Cipramil, Denyl); Paroxetina (Aropax, Cebrilin, Pondera); Sertralina (Novativ, Sercerin);
  • Antidepressivos tricíclicos como: Imipramina (Tofranil); Desipramina (Norpramina); Clomipramina (Anafranil);
  • Antidepressivos de efeito dual ou complexo como: Venlafaxina (Efexor);
  • Substância de mecanismo de ação não muito bem estabelecido como: Lítio (Carboclim, Litiocar, Neurolithium);
  • Inibidores da Monamia Oxidade como: Tranilcipromina (Parnate, Stelapar); Fenelzina (Nardil).

    Por conta dos seus efeitos hipertensivos, eliminamos também os candidatos em uso de psicoestimulantes como Ritalina.

    O bom senso indica que enquanto não se sabe ao certo os efeitos específicos de cada uma das substâncias citadas em relação às dosagens habituais de DMT e agentes inibidores da monoamina oxidase tipicamente contida na Ayahuasca, não se deve incentivar o uso da bebida em pessoas usuárias dessas medicações.

    Apenas por questão de prudência não recomendamos o uso da Ayahuasca, a não ser em condições especiais, para mulheres grávidas.

    RECOMENDAÇÕES DE USO DA AYAHUASCA

    Evitar tirosina: Embora o efeito da Ayahuasca sobre a MAO seja de inibição curta e reversível é interessante, pelo menos para quem sofre de hipertensão, não utilizar alimentos contendo níveis elevados de tirosina (precursor da dopamina, epinefrina e norepinefrina) convertida em tiramina pelas bactérias intestinais.

    A tiramina, na vigência de uma inibição da MAO como a induzida pelo Jagube, pode também chegar na circulação gerando elevação da pressão arterial. O uso de alguns estimulantes do grupo das anfetaminas assim como alguns broncodilatadores podem também reforçar uma tendência para hipertensão.

    Assim sendo para pessoas portadores de hipertensão achamos por bem recomendar a limitação do uso das bebidas e alimentos ricos em tirosina por 24 horas antes da Cerimônia.

    Alimentos ricos em tirosina: vinhos tintos, cerveja e whisky, soja fermentada (misso), favas, queijos envelhecidos (não os de coalho e ricotas), peixes defumados, patê de produtos animais enlatados, molhos concentrados de carne, salsicharia, repolho fermentado (Sauerkraut) e aditivos protéicos vendidos em academia de ginástica.

    O triptófano: Algumas pessoas esperando reforçar os efeitos do chá pretendem elevar os seus níveis de serotonina (um dos neurotransmissores mais importante do sistema nervoso) ingerindo maior quantidade do aminoácido essencial, precursor dietético fundamental na síntese orgânica da serotonina ou seja, o triptófano.

    Vários estudos demonstram que a concentração de serotonina no cérebro é diretamente proporcional à concentração de triptófano no plasma e sistema nervoso. A ingestão dietética de triptófano influencia diretamente a quantidade de serotonina no plasma, cérebro e todos os tecidos do corpo. O metabolismo do triptófano requer uma quantidade adequada de vitamina B6 e magnésio para funcionar corretamente. O triptófano é o aminoácido essencial menos abundante nos alimentos. Além das carnes e anchovas os queijos tipo suíços, gruyère e parmesão, os ovos e as nozes são ricos em triptófano.

    Não é necessário esse tipo de dieta de eficiência duvidosa no sentido de reforçar os efeitos da Ayahuasca, de fato não existem notícias de investigações elaboradas no sentido de conferir os efeitos de um complemento dietético de triptófano em pessoas refratarias ou pouco sensíveis aos efeitos da Ayahuasca.

    O regime dos vegetalistas: Na prática dos vegetalistas e curandeiros utilizando a Ayahuasca como medicina para cura é comum a recomendação de regimes diversos principalmente sem carne (sendo excluída a carne de porco por muitos dias antes da experiência), gorduras, sal, açúcar, bebidas alcoólicas e abstinência sexual; o tabaco, considerado uma planta sagrada, é usado em diversos rituais. Alguns desses preceitos, com a eliminação do sal e do álcool se justificam do ponto de vista bioquímico, outras tem justificativas de natureza essencialmente espiritualistas.

    O valor relativo das dietas: No fim vale a pena salientar que milhares de adeptos, afiliados às grandes seitas sincréticas como as do Santo Daime e da UDV, não recebem dos dirigentes nenhuma orientação dietéticas, além de não fumar nem usar bebidas alcoólicas ou drogas, sem por isso deixar de obter os resultados desejados nas suas experiências nem tampouco apresentar reações atípicas.

    SOMA OU AMRITA

    Para o Xamanismo Ancestral o Soma, também conhecido como Amrita (o Elixir da Imortalidade) é a Bebida Sagrada que originou a Ayahuasca. O Soma também era uma bebida sacramental utilizada na Índia antiga, originada no céu, e passou a ser comparada mais tarde como a Ambrósia dos Gregos. Ela é mecionada nos Vedas, as escrituras sagradas da Índia, a qual relata uma série de contos envolvendo sua ingestão por alguns Deuses Hindus.

    O Soma védico era uma bebida ancestral que promovia a imortalidade àqueles que a tomavam. Seu feitio era realizado através da planta medicinal Asclepias acida ou Sarcostoma viminales colhida nas montanhas do Vale do Indo.

    Soma também é o nome do Deus da Lua, e assim como a Lua ele possuía, para nossos ancestrais Indianos, um simbolismo ambíguo, representada o bem e o mal, muito mais o mal do que o bem. Astrologicamente, Soma é o regente invisível da Lua, que representa também o símbolo da ilusão, da Deusa Maya. Soma é o Deus misterioso que desperta a natureza mística e oculta da humanidade.

    Para os xamãs ancestrais o uso sagrado do Soma fornecia visões místicas e revelações espirituais recebidas através de transes profundos. O Soma era utilizado nas iniciações xamânicas e bramínicas no período pré-védico e védico.

    Os iniciados no Soma sentiam seus corpos se fortalecerem, seus corações se encherem de coragem, suas mentes se encherem de lucidez e da certeza da sua imortalidade.

    Contos Hindus afirmam que o próprio Deus Indra adoecia às vezes por tê-la bebido. Os simples mortais poderiam até mesmo morrer se bebessem uma dosagem forte. O Soma danificava profundamente o organismo, mas para os iniciados ele gerava uma felicidade tão transcendente que este preço no fundo não era considerado exorbitante.

    Nas lendas Hindus, a Lua era o copo onde os deuses bebiam o Amrita, o Elixir da Imortalidade. Os eclipses aconteciam sempre que o monstro Rahu conseguia agarrar a Lua e beber essa bebida mágica. Mas como o Rahu não tinha ventre, a Lua podia escapar sempre e "seguir o seu caminho."

    O mesmo Elixir da Imortalidade recebia o nome de Amrita na Pérsia. Algumas vezes era chamado o leite da Deusa Mãe, algumas vezes bebida fermentada, algumas vezes como sangue sagrado. E sempre em associação com a Lua. O orvalho e chuva se tornava seiva vegetal, seiva se tornava o leite da vaca, e o leite então era convertido em sangue: Amrita, água, seiva, leite e sangue representavam estados diferentes de um mesmo elixir. O vaso ou cálice deste fluído imortal é a Lua.

    O Soma podia ser bebido também entre os Deuses Hindu, e o Deus que bebia chegava à posição de Indra, o Rei dos Deuses.

    Entre os humanos, ele possibilitava o renascimento em forma de Deus, deixando assim sua forma física, pois o Soma fornecia o divino poder de inspiração e desenvolvia no ser humano a faculdade de clarividência.

    Para o Xamanismo Ancestral o Soma possibilitava a mesma conexão que a Ayahuasca promove. O efeito era similar, apenas com uma diferença, mantras eram entoadas para intensificar ainda mais seu efeito.

    Por fim, o segredo do Soma védico chega à Grégia antiga, e assemelha-se a Ambrósia ou néctar, a bebida dos Deuses do Olimpo. E passa então a ser utilizado nas iniciações Eleusianas. E para os Gregos aquele que bebia o Soma chegava facilmente à posição de Brahma, o Deus Criador da Trindade Hindu.

    O Soma grego passou a ficar conhecido em toda a Europa, entre as tribos Teutônicas, os Germânicos e os Anglo-Saxões como a Bebida dos Deuses. Porém, para os Hindus a destilação da bebida era empregada da mesma forma como a da Ayahuasca, através das fases da Lua. Para os Gregos da época de Homero o Soma passou a ser extraído do néctar da Ambrósia.

    Infelizmente, nessa época, o Soma do admirável Velho Continente passou a não possuir mais os efeitos místico-espirituais promovidos pela Ayahuasca . Em pequenas doses proporcionava apenas uma sensação de felicidade. Doses mais altas geravam visões, e com três doses de Soma se caía, depois de alguns minutos, num sono relaxante. Isto sem qualquer desgaste sério para o organismo ou para a mente. Os habitantes do Velho Continente libertavam-se assim de seu mau humor, conflitos cotidianos ou criatividade reprimida pelo sistema.

    O Soma grego passou a ser visto como um direito dos cidadãos. Aprendia-se sobre as dosagens nas sessões de hipnopedia, e para o Estado era uma garantia contra a desadaptação pessoal e a divulgação de idéias subversivas. O Soma passou então a ser o ópio do Velho Continente, possuindo uma visão completamente contrária do Soma védico. "A religião, segundo Karl Marx, é o ópio do povo. No admirável Velho Continente, a situação invertera-se. O Ópio, ou antes o Soma, era a religião do povo."

    O DEUS SHIVA BEBE O VENENO DO MUNDO

    É surpreendente a força da religião na Índia. Qualquer visitante pode verificar que lá, os Deuses estão vivos! Shiva, que significa "O Benéfico", é uma das várias formas divinas que reúne aspectos contraditórios. As numerosas e diferentes formas de Shiva representam a dialética da própria natureza. Suas manifestações são complexas e contraditórias: Shankara é o Pai do Xamanismo Ancestral, Mahakala é o Senhor do Tempo, Mrituñjaya é o Vencedor da Morte, Pashupati é o yogi que medita nas florestas, Senhor das Feras, Sarva é o Arqueiro, Mahadeva é o Grande Deus, o deus da vida e da morte, Nataraja é o Rei dos Dançarinos, Ardhanarishvara é o andrógino, que unifica e transcende as dualidades.

    Diferentemente da idéia da cultura judaico-cristã, Shiva é a síntese, a integração das forças da vida e da morte. Seus mitos são símbolos que expressam de maneira poética e alegórica a percepção que o povo Hindu teve e tem das verdades universais, bem como da reconciliação entre a poesia e a religião por um lado, e a ciência, pelo outro.

    Dentre essas inúmeras formas, destacam-se duas que são pólos opostos: Nilakantha e Mahakala. Por um lado, Shiva é o preservador da criação, sob a forma de Nilakantha, "Aquele da Garganta Azul". Nessa forma, Shiva absorve em si próprio o veneno do mundo (halahala, ou kalakata). Esse veneno é a antítese do néctar celestial da imortalidade, chamado Amrita.

    Para que a imortalidade exista, a morte também deve existir. Apenas Shiva, o grande yogi que está além das dualidaes, pode absorver o veneno da morte e salvar o mundo.

    Shiva é ao mesmo tempo, então, o Senhor da Vida e da Morte, do nascimento e da destruição.

    Por outro lado, Shiva é igualmente Mahakala, o devorador do tempo, que dissolve o universo (mahapralaya) no final dos ciclos cósmicos (mahakalpas). Nesta forma, ele revela um aspecto de grande profundidade filosófica: o tempo é rítmico. É por isso que Shiva é o senhor da dança, Nataraja. Ele dança o tandava, a dança da dissolução, marcando o ritmo com o damaru, um tambor em forma de ampulheta.

    O mito de Nilakantha, conhecido como O Bater do Oceano de Leite (samudra mantham) exemplifica o quanto o Deus Shiva integra em si próprio as forças de criação e dissolução, bem como todas as ambigüidades, dualidades e pares de opostos.

    A história é assim: muito, mas muito tempo atrás, deuses e demônios estavam engajados numa luta sem quartel pela supremacia e pela conquista da imortalidade. Nessa guerra, a arma definitiva seria o Amrita, o Elixir da Imortalidade, que jazia no fundo do Oceano das Águas Causais.

    No entanto, todo o poder dos deuses, inimaginável para nós, mortais, era insuficiente para extrair o Amrita das profundezas. Ainda mais, quando os demônios estavam concentrados na mesma tarefa, e boicotavam o esforço dos deuses.

    Brahma, o Deus Criador, conclamou então um encontro para resolver a questão. Acordou-se que deuses e demônios cooperariam entre si, ao invés de lutar. Vishnu assumiria a forma de Kurma, uma tartaruga gigante. O ciclo do deus Vishnu inclui dez encarnações, das quais a tartaruga é a segunda. Essas encarnações são chamadas Avatara, que significa "Aquele que Desce [para salvar o mundo]".

    Sobre as costas de Kurma, os demais deuses colocariam o monte Mandara, e ele desceria carregando essa montanha até o fundo do Oceano das Águas Causais (Samudra). O deus-serpente Vasuki, enroscado ao redor da montanha, serviria como corda, puxada alternadamente por deuses e demônios, cada grupo ficando numa das beiras do Oceano. Desta maneira, Kurma, girando alucinadamente com os braços e as pernas abertos, trabalhou como uma espécie de liquidificador gigante, que espalhou as águas do Oceano em todas as direções, fazendo com que os tesouros submersos nele desde o início dos tempos, viessem à superfície. A tarefa estava dando muito certo, até a aparição do Veneno.

    A maneira em que o Veneno Mortal surgiu é aberta a interpretações. Por um lado, algumas versões do mito de Nilakantha afirmam que ele jorrou das profundezas do mar quando deuses e demônios começaram a bater as águas. Por outro, algumas versões sustentam que ele foi segregado por um imenso peixe que morava nas profundezas do Oceano, e que foi incomodado por Kurma quando este começou a bater as águas.

    A aparição do veneno kalakata marca o fim da Primeira Era das quatro do presente ciclo cósmico. Essa Era Cósmica chama-se Satya Yuga em Sânskrito, que significa Era da Verdade, ou Era do Dharma.

    Shiva estava meditando no alto do Himalaya. Deuses e demônios foram lhe rogar para serem salvos daqueles vapores letais. Ele aquiesceu, e bebeu o veneno, ficando com a garganta colorida de azul. É por isso que ele é chamado Nikalantha, o da Garganta Azul. O nome Garganta Azul aponta para o fato de que não existe nenhum conflito entre o coração e a mente de Shiva. Mente e coração estão em sintonia, alinhados e, entre eles, só existe espaço vazio, representado pela cor azul. Nikalantha é aquele que vê todo o mundo em si mesmo, e a si próprio em todo o mundo.

    O desapego de Shiva perante a vida e a morte é absolutamente aterrador. Ao beber o veneno kalakata, ele salva o Universo. Ao absorver em seu próprio organismo o veneno do mundo, ele redime a Humanidade.

    Desta maneira, deuses e demônios puderam retomar a tarefa de desenterrar não apenas o Elixir da Imortalidade, mas igualmente a Deusa Lakshmi, que surge das águas numa cena idéntica à do nascimento de Afrodite na mitologia grega, e que acaba casando com Vishnu, bem como alguns valiosos tesouros, dentre os quais destaca-se o kausthubha, uma jóia que o Deus carrega até hoje no peito.

    Uma vez resgatados esses tesouros, os deuses deram uma rasteira nos demônios para ficarem com o Elixir da Imortalidade, o Amrita.

    Akaiê Sramana - autor do livro Xamanismo Ancestral - O legado da Índia antiga
    Autor: Akaiê Sramana
    [Fonte: " Xamanismo Ancestral - O legado da Índia antiga", Akaiê Sramana]
  • Aloe Vera ou Babosa

    A Planta
    Aloe Vera Barbadensis Miller
    A conhecida Aloe Vera ou Babosa é uma planta da família das Liliáceas que possuí inúmeras propriedades regeneradoras, curativas, umectantes, lubrificantes e nutritivas. Chamada de "a planta da saúde e beleza", tem seu uso documentado desde a época do antigo Egito, com passagens na Bíblia e antigos documentos fenícios. Também há relatos que Alexandre Magno usava Aloe Vera como único paliativo para os ferimentos de guerra. Inúmeras e renomadas instituições científicas e docentes, como o Instítuto de Ciências e Medicina Linus Pauling, de Palo Alto, Califórnia; Instituto Weisman de Israel, Universidade de Oklahoma e outros, têm efetuado estudos formais sobre a Aloe Vera.
    Depoimento de Mahatmãn Ghandi
    "Vocês me perguntam quais eram as forças secretas que me sustentavam durante minhas longas jornadas. Bem, foi a minha inabalável fé em Deus, meu simples e moderado estilo de vida, e a Aloe, cujos benefícios eu descobri quando cheguei na África no final do século XIX."
    Propriedades

    Apoiada por provas de laboratório como o Instituto de Ciências Médicas Linus Pauling, de Palo Alto, Califórnia, o Conselho Internacional de Ciência do Aloe (IASC) e a Universidade de Oklahoma trabalham em estudos oficiais sobre a Babosa.
    Muito bem, e quais são essas propriedades que fazem desta planta uma "Imperatriz"?


    O Dr. Greg Henderson, diretor de uma clínica naturalista, no estado da Califórnia, apoiado em provas de laboratório, menciona as seguintes propriedades da babosa:


    1) Ação Anestésica: A Aloe Vera reduz a dor ao ser aplicada no lugar do ferimento devido a sua grande capacidade de penetração, ocasionada pela presença de LIGNINA, vantagem que não é encontrada na maioria dos outros produtos.


    2) Ação Anti-inflamatória: A Aloe Vera tem uma ação similar à dos esteróides como a cortisona, porém sem os efeitos nocivos que esta provoca. Por esta razão, pode utilizar-se em todos os transtornos inflamatórios, como a bursite, artrite ou picadas de inseto.


    3) Ação Coagulante: Como a Aloe Vera contém alto conteúdo de cálcio e potássio, ela provoca a formação de uma rede de fibras que retém os eritrócitos do sangue, ajudando assim a coagulação e a cicatrização necessária. O cálcio é um elemento muito importante para o bom funcionamento do sistema nervoso e para a ação muscular, sendo um grande catalisador em todo o processo de cicatrização.


    4) Ação Queratolítica: Esta ação permite que a pele danificada ou ferida se desprenda, havendo uma renovação de tecidos com células novas. Permite que exista também um maior fluxo sanguíneo através de veias e artérias, livrando-as de pequenos coágulos.


    5) Ação Antibiótica: Comprovou-se que a Aloe Vera inibe a ação destruidora de muitas bactérias, como a Salmonella e os Staphylococcus que produzem o pus, etc. É um produto excelente para a eliminação bacteriana, bem como para a sua prevenção.


    6) Ação Desintoxicante: Desintoxicação = eliminação + regeneração + assimilação Devido ao potássio que a Aloe Vera contém, ela melhora e estimula o fígado e os rins, que são os principais órgãos de desintoxicação. A Aloe contém ácido urônico, o qual elimina as toxinas ao nível celular.


    7) Ação Nutritiva: A Aloe Vera contém 18 dos 23 aminoácidos (componentes das proteínas) que o organismo necessita para formação de células e tecidos. Além disso, contém enzimas necessárias aos processamento dos carboidratos, das gorduras e das proteínas no estômago e no intestino.


    8) Ação Digestiva: A Aloe Vera contém uma grande quantidade de enzimas. Algumas enzimas podem ser produzidas pelo organismo (ex.: pelo pâncreas), porém outras não o são, havendo portanto a necessidade de serem adquiridas externamente. Durante o processo digestivo, as enzimas transformam as proteínas, convertendo-as em aminoácidos; os carboidratos em açúcares (glicose) e as gorduras em ácidos graxos. E desta forma esses elementos transformados são absorvidos pelo intestino e levados à corrente circulatória.


    9) Ação Energizante: A Aloe Vera ajuda no bom funcionamento do metabolismo celular, isto é, ajuda na produção da energia que o corpo necessita. Além disso, devido a seu conteúdo de vitamina C, ela produz uma ação que melhora e estimula a circulação e o bom funcionamento do aparelho cardiovascular. A vitamina C não é produzida pelo organismo, por isso temos de buscá-la externamente. Esta vitamina é muito importante para o fortalecimento do sistema imunológico, do aparelho circulatório, do aparelho digestivo, intervindo na prevenção da maioria das enfermidades.


    10) Ação Reidratante da Pele: A Aloe Vera penetra profundamente na pele e restitui os líquidos perdidos, além de restaurar os tecidos danificados de dentro para fora, como acontece no caso das queimaduras, tanto as ocasionadas por fogo, por radiação ou pelo sol.


    11) Ação Transportadora: A Aloe Vera é um veículo perfeito para transportar profundamente para dentro da pele outras substâncias ou elementos aos quais está combinada. Esta é a razão pela qual existem milhares de produtos cosméticos e medicinais misturados com Aloe.


    12) Ação Regeneradora Celular: A Aloe Vera possui o hormônio que acelera o crescimento de novas células e além disso elimina as células velhas. Graças a presença de cálcio na Aloe Vera, as células podem manter seu equilíbrio interno e externo, proporcionando assim melhor saúde celular a todos os tecidos do corpo, porque o cálcio regula a passagem dos líquidos nestas células.


    Esta planta milenar será a ferramenta mais importante contra o câncer no futuro, embora já está comprovado desde 1939 que Aloe Vera previni, combate e cura o câncer. O Dr. Faith Strickland, do Centro de Câncer Anderson, da Universidade do Texas, assegura que Aloe Vera evita que o sistema imunológico da pele se danifique. Uma característica importante é que a Aloe Vera contém 18 aminoácidos que o corpo humano necessita para a formação de proteínas.


    As Propriedades e Atividades do Aloe Vera Gel Estabilizado


    Foi observado e relatado como propriedades ou atividades do Aloe Vera quando utilizado internamente (como bebida) ou aplicado externamente sobre a pele ou cabelo:
      1) É um limpador natural devido à presença de saponinas. 2) Penetra no tecido devido ao seu conteúdo de lignina. 3) Anestesia o tecido na área sobre a qual é aplicado, aliviando a dor profundamente abaixo da superfície, incluindo dores associadas a juntas e músculos inflamados. 4) É bactericida quando em alta concentração por várias horas em contato direto com a bactéria, enquanto os antibióticos matam bactérias quando altamente diluídos. 5) Pode reduzir sangramentos. 6) É viricida e fungicida quando em contato direto com uma alta concentração e por um Iongo período de tempo. 7) É anti-pirético - reduzindo o calor da febre causada por úlcera. 8) É anti-inflamatório. Atua como um esteróide mas sem efeitos colaterais. 9) Acaba com coceiras e ardência. 10) É umedecedor natural levando a umidade a todas as camadas da pele. 11) Estimula a divisão celular. 12) As enzimas proteolíticas quebram os tecidos mortos, limpando a ferida. 13) Ajuda a aumentar o fluxo sanguíneo na pele através da dilatação dos capilares. 14) Proporciona saúde à pele e ao corpo, fornecendo uma ampla variedade de vitaminas, minerais, açúcares, enzimas e aminoácidos, essenciais e secundários. 15) Segurança - cada uma das propriedades acima pode ser alcançada com um ou mais tipos de droga. Normalmente elas são caras e têm inúmeros efeitos colaterais. 16) O Aloe Vera em alta concentração pode produzir esses efeitos, porém sem efeitos colaterais.
    As VITAMINAS e seus campos de atuação mais importantes:
    • A (Beta Caroteno) Visão, pele, ossos e contra a anemia.
    • B1 (Tiamina) Crescimento dos tecidos e energia.
    • B2 (Riboflavina) Associada a vitamina B6 participa da produção das células sangüíneas.
    • B3 (Niacina) Participa da regulamentação do metabolismo.
    • B6 (Piridoxina) Associada a vitamina B12 participa da produção das células sangüíneas.
    • B12 (Cianocobalamina) Contra a anemia e problemas neuro-patológicos.
    • C (Ácido Ascórbico) Combate as infecções estimulando o sistema imunológico.
    • E (Tocoferol) Juntamente com a vitamina C combate infecções.
    • Ácido Fólico (do Complexo B) Auxilia a formação do sangue.
    Os MINERAIS e seus campos de atuação mais importantes:


    A Aloe Barbadensis contêm mais de 20 minerais essenciais à saúde.
    Vamos identificar alguns:
    • Fosfato de Cálcio Crescimento dos dentes e dos ossos, alimento do sistema nervoso.
    • Potássio Regula os fluídos do sangue e dos músculos, dos batimentos cardíacos.
    • Ferro Absorve o oxigênio para dentro dos glóbulos sangüíneos e aumenta resistência às infecções.
    • Sódio Juntamente com o potássio regula os fluídos do corpo e transporta os aminoácidos e a glicose para dentro das células.
    • Colina Um dos compostos da lecitina, indispensáveis ao metabolismo.
    • Magnésio e Manganês: Preservam o sistema nervoso e os músculos.
    • Cobre Participa da formação do sangue.
    • Cromo Colabora no controle do nível de açúcar no sangue, do metabolismo, da glicose e da circulação.
    Os MONO E POLI SACARÍDEOS e seus campos de atuação mais importantes:


    Os polissacarídeos de cadeias longas parecem ser os verdadeiros responsáveis pelos efeitos milagrosos gerados pela utilização da Aloe Vera. Eles são diametralmente opostos aos monosacarídeos (açúcares simples) que não podem ser destruidos pela água. São eles:
    • Celulose
    • Glicose
    • Manose
    • Aldopentose
    • Ácido Urônico
    • Lipase
    • Alínase
    • L-raminose
    • Aceman recentemente descoberto e tendo se tornado o maior foco da maioria das pesquisas sobre Aloe Vera, vem sendo apontado como o maior responsável pela ação “milagrosa” da Aloe como agente contra doenças auto-imunes do tipo câncer, AIDS, reumatismo, artrite, alergias.
    Os AMINOÁCIDOS ESSENCIAIS e seus campos de atuação mais importantes:


    Os aminoácidos são os elementos que compõem as proteinas.


    AMINOÁCIDOS ESSENCIAIS:


    São aqueles que o organismo não consegue produzir.
    Fundamentais às funções cerebrais, eles também exercem uma ação direta sobre as reações emocionais.
    Dentre os oito aminoácidos classificados como essenciais, sete estão presentes na Aloe Vera Barbadensis Miller.


    AMINOÁCIDOS SECUNDÁRIOS:


    Dentre os 14 secundários, isto é, que o organismo pode produzir a partir dos 8 essenciais, 11 estão presentes na Barbadensis Miller:
    • Àcido Aspártico e Glutâmico;
    • Alanina e Arginina;
    • Cistina e Glicina;
    • Histidina e Hidroxiprolina;
    • Prolina e Serina;
    • Tirosina.
    As ENZIMAS e seus campos de atuação mais importantes:


    Brandiquinase Analgésico, anti-inflamatório e estimulante do sistema imunológico.
    • Catalase: evita a acumulação de líquidos no corpo
    • Celulase: ajuda a digerir a celulose
    • Creatina Fosfoquinase: enzima muscular
    • Proteolitiase: liquidifica as proteínas no seu interior
    • Fosfotase, Amilase e Nucleotidase.
    Outras substâncias, não menos importantes que as outras apresentadas anteriormente, são as seguintes:
    • Ácidos Graxos: são os ácidos instaurados indispensáveis à saúde. Dentre esses, o ácido Caprílico é utilizado no tratamento de micoses.
    • Lignina: penetração rápida até a terceira camada da pele.
    • Saponinas: são ao mesmo tempo depurativas e anti-sépticas.
    • Antraquinonas: analgésicas e laxativas.
    • Aloína: antibiótica e cartática.
    • Isobarbaloína: analgésica e antibiótica.
    • Ácido Aloético: antibiótico.
    • Aloe Emodina: bactericida e laxativa.
    • Ácido Cinâmico: germicida e fungicida.
    • Óleo Etéreo: tranquilizante.
    • Ácido Crisofânico: fungicida para a pele.
    • Antranol e Resistanol
    Pesquisa Bioeletrográfica no consumo de Aloe Vera

    # Estudo completo sobre a pesquisa
    A Bioeletrografia é um método de obter a fotografia de uma luminosidade que envolve os vivos e não-vivos, tais como: minerais, vegetais, animais e humanos. A obtenção dessas fotografias se dá através de um gerador específico de alta tensão, capaz de gerar uma corrente elétrica apropriada para impregnar a “energia humana” em uma fotografia, quando uma parte do corpo está em contato com o filme, neste caso, o dedo indicador da mão direita...
    Depoimento
    "Após o uso do suco de Aloe Vera tenho melhorado cada vez mais meu bem-estar... Através das experiências com a Bioeletrografia, só ficou mais claro o quanto é importante cuidar da saúde física, vital, emocional e mental."
    Loelmo Coelho Gonçalves (empresário)
    Brasil - São Paulo - SP
    Os Capilarem determinam nosso destino
    Michael Peuser, um dos maiores pesquisadores no mundo sobre o grande poder medicinal da planta, autor dos livros “Câncer, onde está tua vitória?” e “Aloe, a Imperatriz das Plantas Medicinais” descobriu o papel decisivo que os capilares exercem sobre a saúde, resultando na “Doutrina dos Capilares”. Segundo ele, “ nos 150.000 km de vasos capilares que existem em nosso organismo, dá-se o metabolismo de vital importância que depende do diâmetro dos finíssimos vasos capilares"....
    Mais

    Conclusões Finais

    Segundo o Dr. Peter Atherton, Aloe Vera não é uma panacéia para todas as doenças e não há mágica nela. "Eu acredito, que ela funcione primariamente nas duas áreas já mencionadas: tecidos epiteliais e sistema imunológico. Isso é largamente registrado por casos evidenciados por milhares de pessoas através dos séculos que relataram os vários benefícios em problemas de pele como eczemas, psoríase, úlceras, queimaduras, acne e picadas de insetos. Eles acharam o alívio em doenças intestinais como colite, diverticolite e síndrome do cólon irritado. Outras condições resultantes de uma desordem no sistema imunológico como artrites, asma, Síndrome de fadiga pós viral e lupus eritematoso, melhoraram depois da ingestão regular do gel da Aloe Vera. Aloe Vera portanto, tem um papel complementar a cumprir no tratamento de várias condições. É muito importante contudo, que as pessoas procurem sempre seus médicos quando o diagnóstico for duvidoso ou quando não encontrarem melhoras em suas condições de saúde. Se autodiagnosticar pode ser muito perigoso uma vez que uma doença grave pode parecer algo sem importância algumas vezes".
    Sobre o Autor
    Dr. Peter Atherton
    MB Chb. D. Obst. RCOG. MRCGP.
    Graduado em 1968 na Universidade de Leeds e após 6 anos no Corpo médico do exército Real, se tornou clínico geral. É atualmente Sócio Sênior de um treinamento prático com interesses especiais em dermatologia. Trabalhou 3 anos no departamento de dermato de um hospital regional. Esses interesses combinados com um grande conhecimento das qualidades das plantas medicinais adquiridos enquanto servia no oriente e na Índia que o levaram à sua fascinação pela Aloe Vera. Ela dá diversas palestras sobre os aspectos medicinais da Aloe e é o autor de "Aloe Vera Essencial", seu trabalho definitivo sobre o assunto. Ele é um pesquisador da GIFTS of HEALTH e também freqüentemente um pesquisador temporário na Universidade de Green e Oxford.
    Bibliografia
    * O Poder Curativo da Aloe Vera - Babosa, Niels Stevens, Ed. Madras
    * Revista Ervas & Plantas, Ed. Minuano, Ano I, nº 1
    * Revista Ervas & Plantas, Ed. Minuano, Ano II, nº 10
    * Os Capilares Determinam o Nosso Destino, Michael Peuser, Ed. Leart
    * Saúde & Beleza Forever - Seu Guia Contemporâneo de Nutrição e Higiene, Copyright Mônica Lacombe Camargo, 2003, RJ.
    * The Essential Aloe vera: The Actions and the Evidences (1997)
    * http://www.aloevera.co.uk/athrtnbk.htm
    * Aloe vera: Magic or Medicine? (1998) Ed, Nursing Standard.