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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Os fundamentos do higienismo

Livrar o organismo das toxinas e dos sentimentos negativos, respeitar os diferentes ciclos de digestão, suprir o corpo com alimentos naturais e saudáveis, manter-se em movimento. De maneira simplista é mais ou menos assim que funciona o higienismo, que visa o bem-estar como um todo e a busca de qualidade de vida.
Segundo a atriz, cantora e empresária Tânia Alves, introdutora do método no Brasil, as bases são científicas e existem há cerca de um século e meio.

"Há mais ou menos 150 anos houve um boom na ciência e, a partir de descobertas de médicos americanos, criou-se um sistema para auxiliar na melhoria das funções do corpo humano. Daí surgiram os fundamentos do higienismo", explica. Quando o assunto é a dieta alimentar, são cinco os princípios: ingerir 70% dos alimentos crus; evitar ou eliminar comidas que produzam toxinas; respeitar as etapas do processo digestivo; combinar os alimentos corretamente; não se alimentar em excesso. "Comer é muito bom, mas é preciso saber o que se está levando para dentro do corpo.

Mesmo para quem quer ou precisa emagrecer, optar por shakes e sopas desidratadas, passar fome, ficar contando calorias minuciosamente, partir para o uso de inibidores de apetite ou adotar dietas mirabolantes não é saudável ou inteligente. A única coisa que funciona com segurança é a reeducação alimentar."

Os cinco princípios do higienismo:

1- Ingerir 70% dos alimentos crus
O consumo de alimentos in natura é importante porque eles são uma preciosa fonte de enzimas, fibras e líquidos. Para entender melhor, as enzimas são o princípio vital das moléculas das células e um elemento indispensável para que certas reações químicas aconteçam no nosso organismo. Elas estão presentes em frutas, verduras e legumes crus, já que são sensíveis a temperaturas acima de 80oC e, quando cozidas, morrem.
As fibras - encontradas em abundância nesses alimentos - têm papel muito importante na eliminação de gorduras e toxinas porque agem como verdadeiras 'vassourinhas detergentes' no intestino. Já os líquidos ajudam a manter os 70% de água que há em nosso corpo (assim como no planeta) em perfeito equilíbrio. "Apenas frutas, verduras e legumes crus preenchem esse requisito de manter o teor hídrico", explica a expert Tânia Alves. Mais: as frutas e os vegetais crus auxiliam a desintoxicar as células, retardando seu envelhecimento. Daí os elogios dos adeptos do higienismo, que testemunham melhora na pele, nas unhas e nos cabelos.

2- Não comer em excesso
Alimentar-se demais obriga o corpo a usar uma energia muito maior durante a digestão, fazendo qualquer pessoa se sentir cansada e pesada. "É preciso levantar da mesa saciado, nunca empanturrado", ensina. É bom lembrar que o higienismo inclui crenças e hábitos muitas vezes difíceis de ser incorporados numa rotina e num estilo de vida já viciados por outros comportamentos. Dessa forma, quem se interessa ou simpatiza pelo assunto precisa ter em mente que a adoção do método dificilmente acontece da noite para o dia - é um processo que deve ocorrer a seu tempo e com convicção.
"Algumas pessoas procuram o spa apenas para se desintoxicar. Mas a consciência de que estão se alimentando de maneira errada e vivendo sem extrair o máximo que poderiam de si e do mundo já é um bom começo, sem dúvida."

3- Evitar alimentos que produzam toxinas
Esse princípio tem a ver com a restrição de alguns alimentos responsáveis pela produção de toxinas no organismo. Acredita-se que, ao ingeri-los, a pessoa acabe 'poluindo' o corpo. Os resultados: formação de radicais livres, que favorecem o envelhecimento precoce; deficiência imunológica, que aumenta as chances de adoecer; e tendência à obesidade e doenças degenerativas como a arteriosclerose, as cardíacas e até o câncer.

4- Combinar alimentos corretamente
De acordo com o higienismo, há componentes que são incompatíveis com outros e que, quando mal combinados, dificultam o curso da digestão. Assim o organismo acaba acumulando toxinas que, cedo ou tarde, vão acabar provocando diversos desequilíbrios na saúde.

5- Respeitar as etapas do processo digestivo
Depois de escolher os alimentos corretos, é hora de aprender a comê-los de acordo com os ciclos determinados pelo higienismo. No gráfico abaixo você vai conferir que existe o momento certo para ingerir alimentos, assimilar nutrientes e eliminar resíduos...


Eliminação: das 4 as 12.
Funções metabólicas; limpeza do organismo; momento de repouso físico, e trabalho interno.

Ingestão: das 12 as 20.
Esse é o período ideal para a alimentação ocorrer.

Assimilação: das 20 as 4.
Nesse período não se come, o corpo está assimilando os nutrientes do dia.

Depois de adotar o higienismo, Tânia, que dirige o SPA Maria Bonita em Nova Friburgo(RJ), nunca mais ficou doente e diz que perdeu suas últimas "gordurinhas indesejáveis". (Eis um bem vindo "efeito colateral": não há notícia de algum higienista que tenha se mantido acima do peso -e isso sem contar as calorias, pois as quantidades aqui são livres.) Outra virtude sempre citada pelos adeptos é a capacidade do higienismo de "curar"
doenças., ou melhor, deixar que o corpo as cure.
A pedagoga Graça Aparecida Machado chegou ao consultório de Fernando Travi com um quadro múltiplo de insônia, dores de cabeça, insuficiência renal, problemas vasculares e de quebra, depressão. "A descoberta do higienismo foi minha salvação", diz ela. "Em 20 dias, só cortando carne, frituras e chocolate,já havia mudado a minha vida".
O caso do ator Tino Teske também é eloqüente. Depois de uma cirurgia no coração, Tino vivia atormentado pelo efeito corrosivo de 30 comprimidos diários. Um ano depois de iniciar a dieta higienista, ele havia retirado todos os remédios e assombrava seus médicos com excelentes taxas de colesterol. "E o melhor é que eu descobri uma série de alimentos maravilhosos que não conhecia como o trigo germinado".
Mas o higienismo não é tão bem visto pelas linhas de nutrição tradicionais.
Se a abstenção da carne já é criticada pelos nutricionistas ortodoxos, imagine como lhes parece indigesta a abolição dos alimentos cozidos.
No campo naturalista, porém, a dieta higienista é elogiada até por adeptos da macrobiótica, conhecida pela predominância de pratos cozidos.
Marcio Bontempo, médico, autor de diversos livros sobre alimentação natural e partidário da macrobiótica, é favorável ao higienismo. "A macrobiótica que nos chegou foi criada no Japão, mas se adaptarmos o conceito ao nossoclima,a macrobiótica brasileira serámuito próxima ao higienismo".

Eu fiz e gostei. Instigado, pedi a Fernando Travi que me passasse uma dieta de sete dias- a mesma publicada na página ao lado e que você pode experimentar em casa,no caso de se animar.
O próprio Fernando havia dito que levara cinco anos para se firmar como higienista, devido às recaídas. Entendi bem o que ele quis dizer: Durante o teste, tive vontade de transgredir, principalmente no dia que o pessoal lá de casa pediu pizza. Mas segui firme e valeu a pena.
A semana foi de grande bem-estar e, apesar das restrições, não senti fome - a não ser no terceiro dia, mas consegui debelar a sensação com inúmeros copos de água.
Passei um fim de semana num clube de campo, usufruindo de outros componentes da fórmula higienista: tomei sol, respirei ar puríssimo e caminhei bastante.
Mantive-me firme mesmo tendo participado de alguns churrascos e foundues.
Não passei vontade vendo o pessoal comer. Pelo contrário, ficava me perguntando por que a gente come muito mais do que precisa.

Comendo menos, porém de forma saudável, consegui um nível de energia muito maior do que o normal e no fim de sete dias, fiquei bem animado ao subir na balança e ver que havia perdido três quilos de gorduras e toxinas acumuladas.
Enfim, foi muito bom. Estou até com vontade de continuar e completar meu "um mês higienista". Agora até os 100 anos, não garanto nada.

Fonte: Revista Vida Simples, agosto de 2003

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