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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Nova cozinha americana refuta alimentos cozidos

SÉRGIO DÁVILA
da Folha de S.Paulo, em Nova York

O mundo poderia ser dividido entre as pessoas que tentam falar as aspas de uma palavra dita com sentido irônico, fazendo com os dedos pequenas curvas no ar, e as que acham o hábito ridículo. As primeiras dominam o ambiente da mais nova onda gastronômica a tomar os Estados Unidos.

É a raw-food, ou literalmente comida crua, em inglês, cujos praticantes são chamados aqui de raw-foodists, ou crudicistas. É isso mesmo: restaurantes que oferecem em seu cardápio apenas produtos crus e naturais, e nada vindo do reino animal, inclusive leite, ovos e seus derivados.

Visitar um destes restaurantes é encontrar um mar de aspas no cardápio e na explicação gestual dos garçons. Por exemplo: bolinhos de "camarão" (na verdade, de nozes) de entrada; no prato principal, "ravióli" (lâminas vegetais fechadas na forma do pastelzinho italiano e recheadas com cogumelo) e torta "cremosa" de coco na sobremesa (sem leite).

A onda começou -onde mais?- na Califórnia, berço de 90% dos modismos gastronômicos do país, e vem se espalhando aos poucos pelos EUA. Um dos principais teóricos é Stephen Arlin, autor do pioneiro "Natura's First Law - The Raw-Food Diet" (A Primeira Lei da Natureza - A Dieta da Comida Crua, editora Maul Brothers, 1998).

Está chegando a Nova York, que recebe sua primeira rede de raw-food, a Quintessence (www.quin tessencerestaurant.com), já com três endereços em Manhattan. Foi criada por Dan Hoyt, expert no assunto que dá aulas de gastronomia e avisa que se alimenta exclusivamente de alimentos crus há pelo menos três anos, sem uma recaída.

"Comer alimentos crus é antes de tudo um ato político, pois as grandes corporações estão envenenando as pessoas com comidas ultraprocessadas e destituídas de suas propriedades naturais", disse Dan Hoyt, que tem sua mulher, a também crudicista Tolentin Chan, como sócia na empresa.

Um de seus cursos mais disputados é o de Introdução à Raw-Food, US$ 100 por quatro horas, em que ele explica todos os aspectos da filosofia gastronômica, do tipo de cozinha que a pessoa deve ter em casa para só se alimentar de crus até os talheres especiais na preparação.

Pois que para ser considerado crudicista, o seu alimento deve ser preparado de acordo com uma cartilha draconiana. Por exemplo: nada pode ser guardado na geladeira. Se não pode ser conservada naturalmente, então a comida não serve. Água, só para lavar os alimentos, e sempre fria. Nada de pasteurização, nem conservas, muito menos enlatados.

Demi Moore
Os defensores da nova dieta brandem no ar estudos britânicos que apontam a baixa incidência de câncer e de ataques cardíacos em quem se alimenta principalmente de crus. "Além disso, gasta-se menos energia no processo da digestão", defendeu Stephen Arlin. Com ele concordam nomes como os dos atores Demi Moore e Robin Williams.

Fonte: Folha de S.Paulo

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