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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Dieta da verdade



Olhe no seu espelho essencial: como você participa do processo digestivo?




Por Neka menna Barreto* Colaboração Jorge Menna Barreto

Esta semana fiquei pensando muito na digestão. No caminho que cada alimento faz quando metabolizamos. No silêncio. No depois. Na reação. No mapa que traçamos da nossa digestão. Na desaceleração do ato de comer, de mastigar, começar a digestão na boca já, para não adiar o trabalho para o intestino. Colaborar com o aparelho digestivo – fazer o trabalho voluntário da mastigação, antes de passar para o trabalho involuntário do sistema digestivo, que nos agradecerá. Fazer o seu trabalho, e não adiar para os outros, caminhar em sinergia, em estado colaborativo. Tornar o sólido líquido, como os 70% de água que nos constitui. Somos pocinhas de água. Todo alimento tem uma raiz. Na digestão é como se pudéssemos ver as raízes de uma floresta. Pelo que vemos por cima, podemos ver o que está embaixo da terra – onde passam os rios subterrâneos, onde tem água, onde é mais seco, onde um dia era mar e tudo mais... O mundo nos dá uma série de alternativas e cabe a nós selecioná-las.

A não-misturança e o essencial
Estou um pouco cansada com o excesso de informações gastronômicas que recebemos... Se não soubermos escolher, chegaremos aos 70 anos confusos. A verdadeira dieta é aquela que ao acordarmos sabemos o que deveríamos comer e o que não comer. Então pensei em dedicar esta coluna à não-misturança. É como se tivéssemos um filtro no nosso organismo para escolher o que comer, o que ver, o que escutar, e assim não ficarmos obstruídos e obesos do mundo. É impossível digerir tanta coisa! Acho saudável alguma dieta para capturar algo de essencial... Alguma coisa que está no intervalo de uma ação. Alguma coisa que ainda está em cima do muro e não se manifesta, que não sabemos que direção dar. Algo entre o Norte e o Sul.

Seu reflexo
Ao darmos a ESCUTA como pequenos seres observadores de nós mesmos, quando chegarmos aos 90 anos restará alguma coisa de sagrado em nós... Será que estou muito poética? Será querer demais? Acho que não... Este trabalho começa sozinho, ao nos olharmos no espelho quando estamos nus. É preciso estar mais nu. Sem tempero. Sem maquiagem. Sem nada. Assim como é. Assim começo minha segunda-feira vestida de azul com cheirinho de macela do meu travesseiro acordada há pouco, tentando capturar algo que meu dia-a-dia insiste em tirar de mim! É preciso comprar o tempo de volta e guardar, imprimir o gosto da maçã que acabamos de comer. A minha professora de Yoga e o poeta grego Píndaro têm razão:

No céu, aprender é ver
Na terra, é lembrar-se

(e só lembramos porque esquecemos)


Fonte:eyoga

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