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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Freegano - Este sujeito come lixo


Mas é lixo limpinho. O ativista inglês pega alimentos que os mercados jogam fora, em protesto contra o desperdício

Por Francine Lima

A primeira vista, pode parecer nojento. O escritor britânico Tristram Stuart aparece no telejornal pegando comida na lixeira dos fundos de um supermercado. São várias porções de saladas, sanduíches e até refeições completas, devidamente embaladas. Diante das câmeras, ele abre uma das embalagens e degusta o alimento. A intenção clara do rapaz é chocar a opinião pública. Stuart é um dos pregadores de uma variante radical do ecologicamente correto. Ele chama a imprensa para registrar o momento em que recolhe e come alimentos descartados por lojas e redes de supermercados. A idéia é mostrar que existiria um enorme desperdício de alimentos bons para o consumo. Bons o bastante para nutrir quem não tem dinheiro para comprá-los na loja. O movimento ganhou o nome de "freeganismo", junção de free (grátis) com vegan (um tipo de vegetarianismo). Para Stuart, é uma forma de protesto contra os excessos do mercado ocidental de alimentos.

TRISTRAM STUART
Quem é
Escritor e ativista ambiental britânico. Tem 29 anos e mora em Londres com a esposa

O que publicou
Escreveu o livro The Bloodless Revolution (A Revolução sem Sangue), sobre a história do vegetarianismo na Europa

O que faz
Lidera campanhas pró-redução do consumo de carne e contra o desperdício de alimentos

ÉPOCA - Por que você come lixo diante das câmeras?
Tristram Stuart -
Essa é uma das formas como faço campanha contra o desperdício de comida, a ineficiência da indústria de alimentos, as injustiças sociais e os danos ambientais que estamos perpetuando por meio da produção de alimentos. Eu posso comprar comida, mas a abundância de comida desperdiçada é tamanha que posso levar para casa o que o comércio descarta. Em vez de ir para a lata do lixo, esse excesso deveria ser redistribuído antes da data de validade. Na verdade, não deveriam nem mesmo produzir esse excesso. Então prego a redistribuição de comida em larga escala.

ÉPOCA - E você realmente come comida do lixo?
Stuart -
Com certeza. Mas não é o que você imagina. É uma comida em perfeito estado, dentro de um saco plástico, inteiramente embalada e descartada nos fundos da loja. A única diferença é que não é preciso entrar na fila. Faço isso em noticiários de TV para mostrar que não estou falando apenas de alguns sanduíches. São sacos e sacos de comida boa para o consumo. Parece que o Reino Unido é uma nação muito saudável, mas aqui há 4 milhões de pessoas sofrendo da chamada pobreza alimentar. Essas pessoas gastam grande parte da renda com comida e provavelmente não estão comprando tudo o que realmente gostariam. E não estou falando apenas de sem-teto. Há pensionistas de baixa renda. Essas pessoas vão fuçar em latas de lixo nos fundos das lojas para pegar mais comida. É uma situação deplorável.

ÉPOCA - Qual é o tamanho desse desperdício?
Stuart -
Os números variam. Primeiro, os varejistas dizem que isso é um segredo importante para o comércio. Mas também não querem sujar sua imagem pública. Uma das maiores cadeias de supermercados do Reino Unido estima jogar fora 100.000 toneladas de comida por ano. Quem afirmou foi o jornalista John Vidal, do The Guardian. E existe a estimativa do desperdício em toda a cadeia de produção, comércio e consumo em casa, que é de 25% a 70%. Note que esse dado não vem de um ambientalista radical qualquer, mas de Lord Haskins, um dos principais consultores do Departamento de Agricultura britânico e ex-presidente da Northern Foods, uma das maiores indústrias de processamento de alimentos do Reino Unido. Se você levar em conta os níveis da fazenda, processamento, varejo e finalmente consumo doméstico, verá que em todos os estágios da cadeia há desperdício.

CAMPANHA Seqüência de imagens do canal de notícias SkyNews mostra como Stuart recolhe sanduíches e pratos que foram descartados por uma rede de supermercados

ÉPOCA - As empresas, como supermercados, descartam alimentos com prazo de validade vencido por razões de segurança. Se algum consumidor passar mal, vai processar a loja. Essas empresas têm escolha?
Stuart -
Elas afirmam que agora estão tentando participar dos esquemas de redistribuição dos alimentos cujo prazo de validade vai expirar. Independentemente disso, as empresas reconhecem uma minúscula fração do que jogam fora. Estão todos usando suas relações públicas. Argumentam pela segurança alimentar. Mas está claro que muito freqüentemente a razão por que o comércio não quer doar comida para pessoas pobres é que aí elas não entrarão pela porta da frente para comprar seus produtos.

ÉPOCA - Você morou na Índia. Como essa experiência influenciou seu pensamento?
Stuart -
Na Índia, o mercado não é como no Ocidente. Lá a gente aprende como é mais fácil viver em uma dieta vegetariana e quão deliciosos os pratos vegetarianos podem ser. E os indianos não desperdiçam tanto. Pois onde há bastante comida há milhares de pessoas famintas em torno. Existe um bom sistema de caridade na Índia de doação de comida aos pobres. Lá existem muitos vegetarianos. Mas também há muitos que comem carne. Eu prefiro não comer carne por uma razão ambiental. Em termos genéricos, é menos eficiente produzir carne que produzir vegetais.

ÉPOCA - Você prefere não comer carne ou não come mesmo?
Stuart -
Eu como certos tipos de carne que sei que foram produzidos de forma sustentável. Por exemplo, atiro em animais selvagens. No Reino Unido, existem algumas áreas - e minha casa está em uma delas - com populações numerosas de cervos e ausência de predadores naturais. Então é ecologicamente benéfico matar alguns deles.

ÉPOCA - Então você caça?
Stuart -
Eu não usaria esse verbo, porque caçar é um esporte. Eu não mato por esporte. Não acho que seja absolutamente errado matar animais. Ao se preparar o campo para o plantio, alguns animais como insetos e ratos são mortos. Ninguém está livre de matar animais. Mesmo os vegetarianos.

''Essencialmente, estamos financiando a destruição da Floresta Amazônica ao comer o máximo de carne que conseguimos''
PECADO? Açougueiro arruma carnes em loja na Inglaterra

ÉPOCA - De onde saiu o vegetarianismo que hoje cresce no Ocidente?
Stuart -
Eu pesquisei isso porque queria entender melhor a relação entre homem e natureza. Parte da explicação vem da Bíblia. No início, quando Adão e Eva viviam no Jardim do Éden, havia uma relação harmônica entre humanos e animais. Nos séculos XVI e XVII, quando os europeus descobriram o vegetarianismo indiano, constatou-se que ainda era possível viver assim. Os europeus viram que os indianos pareciam respeitar a natureza em seu valor intrínseco. Era uma forma diferente de ver o mundo natural. Isso gerou um debate na sociedade ocidental.

ÉPOCA - Qual debate?
Stuart -
A literatura sobre as viagens à Índia do século XVI era lida por todo mundo. No mínimo surgiu a certeza de que o homem podia viver sem comer carne, pois havia evidências empíricas disso. Até então, acreditava-se que quem não comesse carne ficaria fraco ou passaria fome até morrer. A partir do momento em que se admite que comer carne é desnecessário, e que é uma crueldade matar um animal quando na verdade você não precisa fazer isso, surge um posicionamento moral diferente.

ÉPOCA - Se esse posicionamento moral, de respeito à natureza, surgiu há quatro séculos no Ocidente, por que isso só ganhou força nos últimos anos?
Stuart -
Uma pequena minoria argumentava que a natureza tinha um valor intrínseco e que não deveríamos destruí-la. Só agora mais pessoas estão realmente dizendo que, se não restringirmos nossas atividades, a natureza será destruída, e nós com ela. No momento, o maior motivo para deixar de consumir carne é a destruição da Floresta Amazônica. O desmatamento está servindo ao plantio de soja e outros grãos. Sendo que 80% da soja brasileira é destinada à alimentação animal. Essencialmente, estamos financiando a destruição da Floresta Amazônica ao comer o máximo de carne que conseguimos. Se nos preocupamos com a preservação da floresta e com o aquecimento global, devemos limitar o consumo de carne.

ÉPOCA - Já esteve na Amazônia?
Stuart -
Não. Eu adoraria. Mas o problema é voar. Andar de avião também é ruim para o meio ambiente.


Fotos: Michael Crabtree/Reuters, divulgação

Conceitos básicos do Freeganismo

Freegans são pessoas que adotam estratégias alternativas para viver baseados em uma participação limitada na economia e consomem o mínimo possível de produtos. Os freegans apóiam a comunidade, a generosidade, o interesse social, a liberdade, e a ajuda mútua, ao contrário da atual sociedade baseada em materialismo, apatia moral, competição, conformismo e cobiça.

Os freegans afirmam que, após anos tentando boicotar produtos de corporações responsáveis por violações dos direitos animais, destruição ambiental e exploração humana, eles perceberam que não importa o que comprarmos, de algum modo estaremos de alguma forma apoiando alguma empresa até pior. De acordo com os freegans, eles perceberam que o problema não é só algumas empresas e corporações, mas todo o sistema econômico em si.

O freeganismo é um boicote a esse totalitarismo, onde a causa do lucro atinge considerações éticas, e onde os sistemas de informação em massa asseguram que todos os produtos que comprarmos terão algum tipo de impacto prejudicial - muitos dos quais jamais estaremos cientes. Então, ao invés de evitar comprar produtos de uma empresa socialmente responsável só para apoiar outra (talvez ainda pior), os freegans evitam de comprar qualquer coisa em todos os níveis possíveis.

O termo freegan é derivado das palavras "free" (livre, grátis, em inglês) e vegan. Vegans são pessoas que não consomem produtos de origem animal ou testados em animais, em um esforço de evitar a exploração animal. Os freegans levam isso adiante, reconhecendo que em uma economia industrial, de produção em massa, movida pelo lucro, exploração de animais, de humanos e da terra, essa exploração acontece em todos os níveis de produção (desde a aquisição da matéria-prima, à produção e ao transporte) e em praticamente quase todos os produtos que compramos.

"Trabalho forçado, destruição da floresta amazônica, aquecimento global, desapropriação de terras de comunidades indígenas, poluição do ar e da água, erradicação da vida selvagem na agricultura, manipulação de políticos para o interesse das grandes corporações, destruição de montanhas pelas mineradoras, derramamento de óleo do oceano, exploração do trabalho infantil, são apenas alguns dos vários impactos dos aparentemente inocentes produtos que consumimos todos os dias.", afirmam os freegans.

Retorno ao Natural

Os freegans praticam o "Retorno ao Natural", em que dizem: "Vivemos em uma sociedade onde os alimentos que comemos são cultivados a milhares de quilômetros de nossas casas, industrializados, e então transportados por longas distâncias para serem armazenados por um longo período, tudo isso a um alto custo ecológico. Por causa desse processo, perdemos a valorização das mudanças das estações e dos ciclos da vida, mas muitas pessoas estão se reconectando com a Terra através da jardinagem e da colheita silvestre."

Os freegans afirmam que esses "ecologistas urbanos" têm transformado lotes cheios de entulhos em lotes verdes de jardins e hortas comunitárias. Em bairros onde as lojas mais vendem alimentos industrializados do que vegetais frescos, as hortas comunitárias fornecem uma fonte saudável de alimentação. Onde o ar está sufocado com poluentes indutores de asma, as árvores nesses jardins comunitários produzem oxigênio. Em áreas dominadas por tijolos, concreto e asfalto, os jardins comunitários fornecem um oásis de plantas, espaços abertos, e locais onde as comunidades podem se reunir, trabalharem juntas, dividirem alimento, crescerem juntas, e derrubar as barreiras que mantêm as pessoas longe uma das outras, em uma sociedade onde cada vez mais estamos isolados e distantes uns dos outros.

Os chamados colhedores silvestres nos mostram que podemos nos alimentar sem os supermercados, e tratar nossas doenças sem farmácias, nos familiarizando com as plantas comestíveis e medicinais que crescem ao nosso redor. Até mesmo parques e praças podem nos fornecer alimentos e medicamentos, nos dando uma nova visão à realidade de que nosso sustento vem ultimamente não das comidas fabricadas pelas corporações, mas da própria Terra. Outras pessoas vão além disso, se tornando ferais, se mudando das cidades e centros urbanos para morarem em comunidades alternativas e ecovilas baseadas em técnicas primitivas de sobrevivência.

Transporte Ecológico

Os freegans têm ciência dos desastrosos impactos ecológicos e sociais dos automóveis. Todos sabemos que os automóveis causam a poluição, que é criada através da queima do petróleo, mas normalmente ninguém pensa nos fatores destrutivos como o desmatamento de florestas para a construção de estradas onde antes havia vida selvagem e nas constantes mortes de seres humanos e de animais. Além do mais, o atual uso massivo do petróleo gera o estímulo econômico que acarreta guerras e mortes como as do Iraque e em todo o mundo. Por isso, os freegans optam por não utilizarem carros sempre que possível. Ao invés disso, eles usam outros métodos de transporte incluindo caminhadas, bicicleta, skate, ou caronas. A carona enche os espaços de um carro que não seria utilizado, portanto essa prática nada adiciona ao consumo de carros e de gasolina como um todo.

Alguns freegans acham alguns usos de carro inevitáveis, mesmo assim tentamos eliminar nossa dependência de combustíveis fósseis, por isso em alguns países algumas pessoas adaptam seus veículos para funcionarem a óleos vegetais, utilizando inclusive óleo de fritura de restaurantes - outro exemplo do uso do que seria jogado fora para um uso prático. Em vários países existem grupos de voluntários que incentivam e dão assistência às pessoas para converterem seus carros a gasolina, diesel ou álcool para funcionarem a base de óleo vegetal.

Moradia Livre de Aluguel (Squat)

Os freegans acreditam que a moradia é um direito e não um privilégio. Assim como os freegans acham uma atrocidade milhares de pessoas passarem fome enquanto toneladas de alimento são desperdiçadas, também consideram "um absurdo as pessoas se matarem de trabalhar para pagar aluguel ou literalmente morrerem de frio nas ruas enquanto existem inúmeras casas e prédios ociosos simplesmente porque seus proprietários não vêm lucro em disponibilizar esses espaços para moradia."

Squats são os locais onde as pessoas (os chamados "ocupas") reabilitam imóveis abandonados e mal cuidados. Os ocupas acreditam que as verdadeiras necessidades humanas são muito mais importantes do que as noções abstratas de propriedade privada, e que aqueles que defendem seus direitos legais onde a moradia é vitalmente necessária, não merecem possuir esses imóveis. Além de áreas de moradia, os squats são convertidos também em centros comunitários com programas incluindo atividades educativas, educação ambiental, locais de encontros de organizações comunitárias, e muito mais, afirmam.


Recuperação do que é Desperdiçado

De acordo com os freegans, vivemos em um sistema econômico onde as empresas só avaliam a terra e seus recursos baseados em sua capacidade de gerarem lucro. Os consumidores são constantemente bombardeados com propagandas que dizem para jogarem fora o que já possuem para trocá-los por novos produtos, simplesmente porque é essa atitude que aumenta as vendas. Essa prática produz uma quantidade de lixo tão grande que muitas pessoas podem se alimentar e viver unicamente desse lixo. Os freegans coletam esse lixo ao invés de comprar produtos novos para não serem consumidores desperdiçadores, para desafiarem politicamente a injustiça que é permitir que recursos vitais sejam desperdiçados enquanto milhares de pessoas são carentes das mais básicas necessidades como alimentação, vestuário, e moradia, e reduzir o lixo (utilizável) que iria para aterros sanitários e incineradores que são sempre situados nas periferias das cidades, onde causam problemas de saúde como asma ou câncer.

Talvez a estratégia freegan mais conhecida (embora não seja a única) seja a chamada "colheita urbana" ou "mergulho em lixeiras". Essa técnica consiste em buscar no lixo de varejistas, residências, escritórios, e outros locais, por bens utilizáveis. Apesar dos estereótipos impostos na nossa sociedade sobre o lixo, o que os freegans encontram são coisas utilizáveis e limpas, e em perfeitas ou quase que perfeitas condições de uso, um sintoma da cultura descartável que nos encoraja a constantemente trocar o que já possuímos por produtos novos, e onde os comerciantes dispõem um grande volume de produtos como parte de seu modelo econômico. Alguns freegans fazem suas procuras sozinhos, outros vão em grupos, mas quase sempre as descobertas são divididas entre outros e com qualquer pessoa que esteja interessada. Grupos como o Food Not Bombs (Comida, e não Bombas) recuperam alimentos que provavelmente iriam para o lixo e os utilizam para preparar refeições coletivas em locais públicos.

Recuperando os descartes de supermercados, feiras, escolas, residências, hotéis, ou qualquer lugar, através da técnica de vasculhar o lixo, os freegans encontram alimentos, livros e revistas, cds, móveis, roupas, eletro-domésticos e outros equipamentos eletrônicos, produtos de uso animal, jogos, brinquedos, bicicletas, e praticamente qualquer tipo de bem consumível. Ao invés de contribuirem com o desperdício, os freegans reduzem o lixo e a poluição, diminuindo assim o volume total de lixo nessa tendência ao desperdício.

Muitos itens utilizáveis também podem ser encontrados gratuitamente e divididos com os outros em redes de troca, como Freecycle. Para colocar a disposição itens úteis, os freegans aconselham a procurar redes de trocas. Nessas redes de trocas, as pessoas dividem o que possuem com as outras. Elas dão e recebem, sem a utilização de qualquer dinheiro. Quando os freegans precisam comprar, eles compram de segunda-mão, "o que reduz a produção, ajudando assim a reutilizar e reduzir o que provavelmente seria jogado fora, sem financiar uma nova produção."

Diminuição do Desperdício

Por causa das nossas frequentes coletas de lixo de nossa sociedade descartável, os freegans estão cientes e aborrecidos pelas enormes quantidades de desperdício que um consumidor gera todos os dias, assim não querem fazer parte do problema. Por isso, os freegans praticam a reciclagem, a compostagem, e sempre que possível consertam o que têm ao invés de jogarem fora e comprar algo novo. Tudo que é utilizável, os freegans distribuem para seus amigos, ou doam.

Trabalhando Menos / Desemprego Voluntário

Os freegans fazem a pergunta: "Quanto de nossas vidas nós sacrificamos para pagarmos contas e comprar mais coisas?" Para muitos dos freegans, trabalhar significa sacrificar nossa liberdade para obedecer ordens de outros, significa estresse, chateação, monotonia e em muitos casos, arriscar nosso bem-estar físico e psicológico.

Os freegans percebem que, "não são só alguns produtos que são ruins ou algumas companhias odiosas que são responsáveis pelos abusos sociais e ecológicos em nosso mundo, mas sim todo o sistema em que estamos trabalhando. Como trabalhadores, nós somos a engrenagem nessa máquina de violência, morte, exploração e destruição. O funcionário de um abatedouro que corta o pescoço de um boi é menos responsável pela crueldade que ocorre na criação de animais do que o funcionário da fazenda onde eles são criados? E o publicitário que descobre como fazer o produto mais aceitável? E o contador que trabalha para um açougue para fazê-lo continuar vendendo? Ou o trabalhador da indústria que fabrica os refrigeradores para conservar a carne? E é sempre, claro, o presidente das corporações que carregam toda a responsabilidade por tudo isso, por tomarem as decisões que causam toda a destruição e desperdício. Você não precisa possuir uma ação de uma corporação ou possuir uma fábrica ou uma indústria química para carregar a culpa", são alguns dos pontos levantados pelos freegans em relação ao trabalho.

"Sanando as necessidades básicas como alimentação, moradia, vestuário e transporte sem gastar um centavo sequer, os freegans são capazes de reduzir enormemente ou completamente eliminar a necessidade de constantemente estarem trabalhando. Ao invés disso, eles podem dedicar o seu tempo livre cuidando de suas famílias, se voluntariando em suas comunidades, e se juntando a grupos de ativismo que lutam contra as práticas das corporações que por outro lado poderiam estar nos controlando no trabalho. Para alguns, o desemprego total é uma opção, mas limitando nossas necessidades financeiras, até mesmo aqueles de nós que precisam trabalhar podem estabelecer limites conscientes no tanto que cada um trabalha, assumindo total controle de nossas vidas, e escapando da constante pressão de ganhar um salário no final do mês. Mas, mesmo se precisamos trabalhar, não precisamos conceder total controle aos nossos patrões. O espírito freegan da cooperação também pode se estender dentro do local de trabalho, como parte de uniões trabalhistas.", afirmam.

Fonte: Wikipedia

Mais links sobre o assunto

Sites brasileiros:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Freeganismo
http://www.sejavegetariano.xpg.com.br/free.html
http://www.svb.org.br/15congresso/caryn-hartglass.htmo

Sites do exterior:
http://www.freegankitchen.com/
http://freegan.freeservers.com/
http://www.tigersandstrawberries.com
Vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=AC-NNuYm1sQ
http://www.youtube.com/watch?v=ZiNI85F_dt4
http://www.youtube.com/watch?v=wSlDzu13ytI
Matérias publicadas no exterior:
http://www.msnbc.msn.com/
http://www.organicconsumers.org/

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