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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Plantas perderão capacidade de absorver CO2 até 2100, diz estudo

Londres, 25 jul (EFE).- Os níveis de ozônio superficial, que se acumula na camada mais baixa da atmosfera, aumentarão até 2100, dificultando o crescimento das plantas e reduzindo sua capacidade de absorver dióxido de carbono (CO2).
Esta é a conclusão de um relatório publicado esta semana na revista científica britânica “Nature”. O estudo foi elaborado por pesquisadores que trabalham em diversas instituições científicas do Reino Unido, como a Universidade de Exeter, no sul da Inglaterra.

O documento adverte que a concentração do ozônio superficial, também chamado troposférico, disparou nas últimas décadas e, por enquanto, não apresenta sinais de que vai parar de aumentar.

Este ozônio troposférico é diferente do que forma a camada de ozônio que preserva a Terra das radiações ultravioletas, segundo os pesquisadores. Os estudiosos afirmam que o aumento em sua quantidade é causado, em parte, pelas emissões poluentes da indústria e pelo aumento do uso de veículos.

Os pesquisadores acreditam, ainda, que a situação não melhorará, já que o excesso de CO2 na atmosfera obstrui os poros das plantas que absorvem o ozônio troposférico, em um círculo vicioso.

De acordo com os cientistas, as emissões associadas às queimadas de florestas e à queima de combustíveis fósseis, que liberam CO2 para a atmosfera, “aproximadamente dobrou a concentração de ozônio troposférico”, que deve aumentar ainda mais nos próximos anos.

O quadro tem conseqüências sobre o processo de aquecimento global.

O fato de as plantas não serem capazes de absorver nem o ozônio, nem o CO2 da atmosfera - um dos responsáveis pela intensificação do efeito estufa e, conseqüentemente, pela elevação das temperaturas -, será muito mais determinante para o aquecimento da Terra que a maior concentração desses gases, afirmam os pesquisadores.

Neste sentido, a evolução do clima do planeta durante o século XXI dependerá, em grande parte, do ritmo com que as plantas forem capazes de absorver o CO2, concluem os cientistas. EFE lj-mcs is/ma

Fonte: [ Último Segundo ]

Temores sobre os transgênicos estão se confirmando, diz cientista gaúcho

O Geneticista Flávio Lewgoy revela que já há vários casos comprovados no mundo de graves danos à saúde humana e animal provocados pelo uso de transgênicos. “O que os críticos dos transgênicos sempre disseram está aparecendo, e em grau exponencial, mostrando que se tratam de produtos de alto risco”, afirmou o cientista à EcoAgência.

Porto Alegre, RS - Um parecer científico da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) sobre os Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), dirigido ao Conselho Estadual de Saúde, põe mais lenha na fogueira desse debate. O texto afirma, com todas as letras, que estão comprovados os riscos dos transgênicos à saúde humana e animal.

Elaborado pelo químico e especialista em genética Flávio Lewgoy, ex - professor titular do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e conselheiro da Agapan, o documento destaca que, em 1999, ele já tinha alertado a respeito do potencial nocivo dos OGMs, como resultado dos genes alienígenas inseridos em seus genomas.

“Desde então, pesquisas científicas em renomadas instituições de vários países, bem como relatos de casos, evidenciam que esse potencial se concretizou, em alto risco à saúde pública e animal, com a liberação comercial de variedades Geneticamente Modificadas de soja e milho sem avaliação adequada”, afirma Lewgoy.

A seguir, ele enumera no documento de quatro páginas, com a citação das fontes científicas, vários exemplos disso. Tais pesquisas, observa, foram publicadas em periódicos científicos internacionais, de reconhecida seriedade, após rigorosa revisão por painéis de especialistas da mesma área – o chamado “peer review”. “Os artigos expõem anomalias na bioquímica, sistema imune, anatomia, crescimento, reprodução e comportamento em animais aliementados com batatas, milho ou soja geneticamente modificados”, assinala Lewgoy.

Pesquisas com roedores

São impressionantes, por exemplo, os resultados citados de pesquisas com roedores alimentados com transgênicos.

No Rowett Institute, em Aberdeen, Escócia, roedores jovens alimentados com a batata transgência mostraram, após 110 dias, lesões pré-cancerosas no aparelho digestivo, limitado desenvolvimento do cérebro, fígado, testículos, pâncreas, intestinos dilatados e danos no sistema imune, relataram os cientistas Puztai e Ewen, autores do estudo.

Já a doutora Irina Ermákova, da Academia de Ciências da Rússia, publicou que ratas alimentadas com soja RR (tolerante ao herbicida glifosato, liberada no Brasil) tiveram excesso de filhotes malformados e com pouca sobrevida: os sobreviventes eram estéreis. Além disso, num comunicado ao 14º. Congresso Europeu de Psiquiatria, ela advertiu ainda que a mesma dieta elevou os níveis de ansiedade e agressividade dos roedores.

Com resultados bem semelhantes, cientistas das universidade de Urbino, Perguia e Pavia, na Itália, revelaram que a alimentação de camundongos com soja RR provocou alterações no pâncreas, fígado e intestino dos roedores.

Reações humanas ao algodão, milho e soja

Na Índia, em seis aldeias, os trabalhadores de plantações do algodão Bt (transgênicos) tiveram afecções de pele, olhos e aparelho respiratório. Detalhe importante: todos tinham, anteriormente, trabalhado com algodão não geneticamente modificado (convencional), sem apresentar esses problemas de saúde.

Em outro caso relatado por Lewgoy, nas Filipinas, em 2003, cerca de 100 pessoas que viviam perto de uma plantação de milho Bt Mon810 tiveram reações cutâneas, intestinais, respiratórias e outros sintomas quando o milho começou a florescer. “Testes do sangue de 39 pessoas acusaram a presença de anticorpos contra a toxina Bt, o que reforça a suposição de que o pólen seria a causa do episódio. Esses sintomas reapareceram em 2004, em ao menos quatro outras localidades onde foi plantado o mesmo cultivar de milho”.

Já na Grã-Bretanha verificou-se um grande aumento nas alergias à soja após a introdução do produto GM. “Em 1999, em curto espaço de tempo, alergias causadas pelo consumo de soja tiveram um salto na incidência de 10% para 15%”.

A soja geneticamente modificada foi introduzida justamente naquele ano no país. E os testes sangüíneos para anticorpos revelaram reações diferentes das pessoas a variedades de soja não-transgências e transgênica (que tem maior concentração de uma proteína alergênica, por “coincidência”).

Mortes de animais

Após a colheita do algodão, no distrito de Warangal, em Andhra Pradesh, Índia, 10 mil ovelhas que pastaram folhas e brotos das plantas transgênicas adoeceram e morreram em cinco a sete dias, conta o geneticista. A causa provável apontada foi a a toxina Bt (do produto transgênico), sendo que não houve mortes de ovelhas nos campos de algodão não-Bt.

Enquanto isso, em Hesse, Alemanha, doze vacas leiteiras de um rebanho, alimentadas com folhas e sabugos de milho Bt 176, duplamente transgênico, resistente ao herbicida glufosinato e secretor da toxina Bt, morreram. A Syngenta, fornecedora das sementes pagou 40 mil euros de indenização ao fazendeiro, mas as amostras coletadas para exames de laboratório sumiram, misteriosamente.

Por outro lado, em fazendas dos Estados Unidos constatou-se que, entre ração transgênica e não-transgênica, os animais preferem a última: “Em testes feitos em fazendas, vacas e porcos repetidamente rejeitaram milho GM Bt. Animais que evitaram alimentos GM (soja RR, milho Bt) incluem vacas, porcos, gansos selvagens, esquilos, veados, alces, ratos e camundongos”, destaca o parecer.

Crítica à CTNBio

Quando aprovou a liberação comercial do milho transgênico da Bayer (resistente ao herbicida glufosinato), recentemente, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) afirmou que a espécie não é potencialmente causadora de degradação ao meio ambiente ou de prejuízos à saúde humana e animal. “Esta afirmação não se sustenta nos fatos”, critica o cientista gaúcho e conselheiro da Agapan.

Segundo ele, as duas únicas pesquisas publicadas a respeito foram duramente criticadas por pesquisadores independentes por serem mal elaboradas, mas mesmo assim detectaram problemas no uso do produto. Um experimento com galinhas, cita Lewgoy, mostrou que as aves alimentas com ração de milho geneticamente modificado tiveram o dobro da mortalidade, além de menor ganho de peso. A segunda experiência empregou a proteína PAT, que o milho transgênico sintetiza, e filhotes de ratos alimentados por 13 dias com baixas ou altas doses da proteína tiveram problemas de crescimento.

Além disso, completa, são muito reduzidos ou inexistentes os estudos sobre a digestão no organismo humano e animal do herbicida e seus metabólitos (empregados na planta e na espiga transgênica), bem como sua interação com os microorganismos do aparelho digestivo.

Riscos preocupantes

“Os riscos de saúde, humanos e animais, do consumo de transgênicos agrícolas, expostos e documentados neste parecer, imediatos – por exemplo, alergias – e a médio e longo prazo, afetando os sistemas nervoso, digestivo e imune, são preocupantes”, afirma o geneticista.

Na conclusão do documento, ele recomenda que seja exigido o cumprimento da lei que determina a rotulagem dos produtos transgênicos disponíveis aos consumidores. Orienta também para que o Conselho Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul e dos demais estados e municipios tomem medidas judiciais para impedir o licenciamento e liberação comercial dos transgênicos que não tenham passado por rigorosas avaliações, feitas por cientistas independentes, declaradamente sem conflitos de interesse, ressalta.

“Os defensores dos transgênicos estão ficando acuados, os fatos sinalizam que alguma coisa há de errado. Estamos na véspera de grandes acontecimentos para derrubar os mitos dos transgênicos, que só existem pelas enormes quantias que as empresas do setor investem”, disse Lewgoy à EcoAgência.

Genoma é muito complexo

O geneticista destaca que o genoma é extremamente complexo, por isso é impossível aos cientistas que trabalham na produção de transgênicos controlar todos os seus efeitos.

Para ele, estes fatos todos só não têm vindo à público por omissão da imprensa e cumplicidade de boa parte dos cientistas, alguns ingênuos – acreditando que ser contra os transgênicos é ser contra a ciência – e outros silenciados ou pagos pela indústria. Mas dois cientistas brasileiros já abandonaram a CTNbio por não concordarem com os procedimentos do órgão na avaliação dos OGMs, lembra.

Por estranho que pareça, destaca, há muitos cientistas norte-americanos contestando os OGMs e que estão sofrendo represálias por isso: “O poder financeiro dessas empresas é estarrecedor, mas não estão conseguindo mais tapar o sol com a peneira, há uma série de denúncias contra os transgênicos, estamos vivendo outros tempos”, acredita o cientista.

{Texto de Ulisses A. Nenê para a EcoAgência.}

Fonte: [ EcoAgência ]

Casa na árvore deixa de ser sonho de criança


Projeto variam desde um pequeno espaço de 9 m² e vai até 82 m² de construção.
No interior de São Paulo, casa será evolução da técnica e terá energia elétrica.

Glauco Araújo Do G1, em São Paulo

Casa na árvore 1 - Casa construída em figueira centenária em Porecatu, no Paraná (Foto: Divulgação)
Ter uma casa na árvore não é mais um sonho de criança. Esta também é a saída encontrada por adultos para se refugiar da agitação das grandes cidades e viver entre pássaros, copas repletas de frutas e até dividir a morada com um ninho de joão-de-barro.

O empresário paranaense Ricardo Brunelli é um exemplo disso. Ele construiu a primeira casa na árvore em 1976. A estrututa era de bambu e coberta por folhas de bananeira. O projeto durou até a primeira chuva. Ele contou com a ajuda de dois amigos e a construção foi levantada em espaço afastado, numa fazenda, em Rolândia (PR). “Essa idéia ficou na minha cabeça e pensava sempre se um dia eu conseguiria construir uma casa de verdade para mim”, disse.

O que era brincadeira de criança hoje é o trabalho de Brunelli, que constrói casas em árvores. A primeira casa, feita profissionalmente, está em uma figueira centenária, localizada numa fazenda na cidade de Porecatu, no interior do Paraná. “É uma figueira com 30 metros de altura. A casa está a 10 metros de altura. A plataforma de lazer está a 18 metros de altura, como se fosse um apartamento no sexto andar.”

Casa na árvore 2 - Construção de casa em árvore em fazenda em Bauru, no interior de São Paulo (Foto: Divulgação)
A casa na árvore construída na figueira pode muito bem abrigar uma família de maneira permanente, segundo Brunelli. “São 44 m² de construção, com sacada de 20 m² e uma área de lazer com 17m² sobre a casa.”

A obra tem fogão a lenha, que pode ser usado como lareira nas estações frias, o quarto tem ar-condicionado. O banheiro é completo e tem azulejo na parede, feita de placas de isopor. Como segurança, a escada sobe e desce por meio de controle-remoto. “A estutura é feita de angico-preto, que é bem resistente e suporta até 150 quilos por metro quadrado”, disse Brunelli.

Ele conta que aproveita o imóvel da árvore nos finais de semana com a família. “Sou eu que cuido e faço a manutenção. Tenho muito carinho por ela”, disse o empresário. Acostumado à altura das copas das árvores, Brunelli está construindo um escritório suspenso, em Londrina. “Serão 30 m² em um condomínio fechado. A outra, na figueira, será apenas para passeio mesmo.”

Casa na árvore 3 - Travamento feito com cabos de aço evitam que árvores seja agredida (Foto: Divulgação)
Meio ambiente

A integração dos donos de casas em árvores com a natureza é total. “Nós não derrubamos um galho sequer das árvores. Temos uma preocupação com o meio ambiente. Mudamos o projeto de uma casa para manter dois ninhos de joão-de-barro na árvore escolhida para construção e estão lá até hoje”, afirmou Brunelli. Para garantir a sustentação da casa entre os galhos, a construção é feita com travamentos feitos com cabos de aço.

Para construir uma casa na árvore é preciso ter olho clínico para acertar qual é a melhor e mais segura. “Muitas vezes as pessoas nos procuram com um projeto de casa pronto na cabeça e com uma árvore já escolhida. No entanto, não é difícil a gente mudar o projeto e até mesmo a árvore. É preciso que ela tenha entre 70 e 80 centímetros de diâmetro de tronco para poder apoiar uma casa. Além disso, tem de ter espaço para que o deck não cubra totalmente a raíz da árvore, que precisa receber sol. A base de uma casa para adulto também não pode ser construída, por exemplo, a menos de seis metros de altura”, disse Brunelli.

O empresário conta com o apoio técnico de José Aparecido Rossato, de 48 anos. A família dele trabalha com madeira a seis gerações. “Meu avô ensinou mei pai, que me passou as informações e assim foi indo. Com isso já são seis gerações. Ao mesmo tempo que a gente usa a madeira para construir as casas, temos pena de matar uma árvore para ter a madeira. Eu fico sentido com isso, porque queria mesmo ver a árvore em pé, no meio da natureza.”

Rossato, no entanto, disse que se sente bem em construir casas em árvores. Ele diz ter certeza de que ela não será derrubada enquanto abrigar a construção. “Isso serve de conforto para nós. Não tem jeito mesmo, pois temos de usar madeira em tudo na vida. De qualquer forma, tomamos cuidado para não machucar a árvore.”

Medo de raio

A sensação de liberdade e de isolamento ainda compensam o risco, considerado pequeno, de um raio cair sobre a árvore que sustenta a casa. “Só colocar um pára-raio sobre a árvore não garante segurança. O ideal seria construir três torres de madeira, mais altas do que a árvore, mas isso sai muito caro.” Brunelli lembra que durante uma tempestade teve de descer com a mulher e os filhos para o carro. Não demorou muito tempo e voltamos para a casa na árvore.”

Casa na árvore 4 - Varanda de 20 m² foi construída em Santo Antônio da Platina (Foto: Divulgação)
Vida de Tarzan

O casal Manolo Moran e Tereza Setti escolheu a cidade de Santo Antônio da Platina, no Paraná, para construir a casa da árvore para a família. “Já faz três anos que curtimos isso. Depois que tivemos os nossos filhos, amadurecemos a idéia de termos uma casa assim. Não precisamos dos clichês de casas na árvore, como cordas para subir e nem escorregadores, não era essa a nossa idéia”, disse Tereza.

Para ela, a casa, também instalada em uma fazenda, serve de refúgio para a família. “É espaço suficiente para nós quatro. As crianças adoram, mas as visitas adoram mais ainda. A primeira coisa que perguntam quando chegam à fazenda é onde está a casa na árvore”, disse Tereza.

A casa foi construída em um aglomerado de flamboaiã e tem 9m² de área interna. “É o suficiente para nós. Ainda temos uma lareira para manter o local quente nos dias mais frios”, afirmou Tereza.

Em Botucatu, no interior de São Paulo, Brunelli construiu uma casa que surge num pé de jambo e termina entre duas mangueiras. Esta tem 82 m² e uma passarela de 22 metros de comprimento e está a 10 metros de altura. O caminho para o mirante sai da piscina da casa e segue com 15 metros de passarela.

O projeto mais ambicioso está sendo construído em Araras, no interior de São Paulo. A casa, segundo Brunelli, será a mais bonita de todas. “É a evolução de toda técnica e conhecimento que temos em casas de madeira. O projeto vai ter energia elétrica, móveis e tudo que uma casa construída no chão tem”.

A obra possui um parque infantil na parte inferior e depois tem uma casa de dois quartos para adolescentes. Há também passarelas interligando os ambientes até um mirante com vista para a represa local.

Fonte: [ G1 ]

Já não se podem deixar os miúdos sozinhos…


(imagem descaradamente palmada ao abrupto.blogspot.com)
No minuto em que cheguei a casa, ainda de havaianas e cheia de sal no cabelo, recebi um telefonema da minha mãe a dizer “Liga rapidamente a TV, na SIC”. Estava a dar a 1ª reportagem sobre o movimento de cidadãos que destruiu cerca de um hectare de uma plantação de (50 hectares de) milho OGM no Algarve.

O meu primeiro pensamento foi “lá vai o meu trabalho andar para trás”. Como bióloga que trabalha no sentido de integrar a espécie humana na natureza sem que existam desequilíbrios prejudiciais às 2 partes, geralmente as manifestações dos “ambientalistas” só vêm descredibilizar a imagem do meu trabalho. Quem é que liga aos maluquinhos que andam a salvar baleias?

Na verdade, no dia seguinte já tinha mudado de opinião. Passo a explicar porquê:

- Sou totalmente contra a violência, mas não acho que o grupo de cidadãos tenha usado violência nenhuma. Destruíram para aí 1% do milho, levaram sacas de milho biológico para oferecer ao produtor e ofereceram-se como mão de obra para o cultivar. Se quisessem mesmo destruir a plantação tinham-lhe pegado fogo como fazem sistematicamente os activistas da Greenpeace em França. A acção foi pacífica e simbólica, e usaram máscaras porque em 2003 houve um caso grave de intoxicação de populações nas Filipinas que viviam perto de plantações deste milho, sendo detectados anticorpos no seu sangue, conforme comunicação do Dr. Traavik (Norwegian Institute of Gene Ecology) numa conferência dada em Kuala Lumpur a 22 de Fevereiro de 2004.

- Não percebo onde é que foram buscar a ideia de que a manifestação era composta por um bando de miúdos que nunca trabalharam. Eu pela TV não percebi se eram miúdos; se nunca trabalharam então pelo menos os estrangeiros não arranjavam dinheiro para cá chegar de avião, e se são assim tão amigos de charros e da preguiça não se explica que tenham posto de pé um evento para 500 pessoas num campo alentejano, com alimentação garantida, fornos solares, casas de banho secas, duches quentes, construções de taipa e uma data de workshops, como estava no programa. A mim soa-me a pessoas bem mais desenrascadas que o cidadão comum, que acha que o frango nasce no supermercado.

- Sinceramente, estou farta do monopólio de informação sobre os transgénicos e de nos quererem inpingi-los à força. Quase todos os comentários que li no Público, no DN e as demagogias no Abrupto e no Ambio são nem mais nem menos do que rezinguices de macho omega. Porque morder ao macho alfa está fora de questão. Para estes senhores é mais fácil cair em cima de um bando de pessoas (”miúdos”) que teve coragem de trazer as suas convicções para a rua do que virar-se para quem devia apresentar explicações. Esquecem-se de quando eles eram miúdos que trouxeram as convicções para a rua e fizeram o 25 de Abril, agora que estão confortavelmente empoleirados? Talvez. Mas passo a esclarecer a minha alergia aos transgénicos:

- Os OGM não foram aprovados por nenhum sistema de votação democrática em que eu me lembre de participar, apesar de ter respondido a todas as (muito pouco divulgadas) consultas públicas que decorreram antes da aprovação destes. Alguém se lembra delas? Dificilmente, são realizadas porque a lei europeia o exige mas são escondidas nos sites da UE que nem barras de ouro.

- A Agencia Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) não realiza os seus próprios estudos antes de aprovar uma planta para circulação na UE, aceita como credíveis os estudos apresentados pelas próprias empresas que querem comercializar essa planta (estamos a ficar tão espertos como os americanos). Isto passou-se com o milho transgénico em causa;

- O Dr. Séralini, da Universidade de Caen (França) pegou nos dados fornecidos pelos estudos da Monsanto e tratou-os com um tipo de formula estatística diferente, vindo a revelar que os ratos alimentados com milho transgénico (desse que anda por aí a circular) sofrem perturbações a nivel de fígado e rins.

- Releiam o ponto anterior. As experiências foram feitas em RATOS. Nunca houve uma experiência feita com um grupo de humanos que se dispusessem a comer transgénicos para se verem as consequências. Os primeiros cobaias somos NÓS.

- O principal argumento da UE para levantar a moratória ao cultivo e consumo de OGM é o facto de “estarem a perder a corrida económica com os EUA e a China”. Se te mandares ao poço eu vou atrás…

- O aparecimento de ervas daninhas super resistentes, insectos que querem lá saber de folhas geneticamente modificadas e espécies agressivas afins que evoluíram por causa da pressão evolutiva causada pela presença dos OGM é incontável. Leiam http://www.stopogm.net

- O Ministério da Agricultura teve este ano uma atitude vergonhosa de desrespeito para com a população portuguesa, divulgando a localização dos campos de milho GM apenas no fim de Julho quando o milho já ia alto, ao contrário do que está estabelecido na lei europeia transposta para a portuguesa. Além disso divulgou a coisa do género “propriedade sem nome, no concelho X, 30 hectares”, o que é igual ao litro. Se temos um campo de OGM ao pé de casa, ficámos a saber agora. Além disso era também obrigado a comunicar esta informação ao Ministério do Ambiente, e não o fez. Vide site do MADRP.

Posto isto, face à indiferença dos cientistas portugueses e europeus no geral em relação a um problema de saúde pública que está a ser causado apenas porque empresas multinacionais querem fazer fortunas à custa de sementes patenteadas (o que é uma estupidez porque elas não desenharam os transgenes incluídos nas plantas GM, apenas os foram buscar a outros organismosI), percebo que haja gente que está farta. O Ministro da Agricultura dizia ontem na TV: se isto faz mal, provem-no cientificamente. Mas onde? E oportunidade para isso? E gente para o ouvir? Quem o queira saber, quem não esteja resignado a comer frangos com nitrofuranos e milho com toxinas de bactérias, onde estão as pessoas que acham que o seu voto ou o seu protesto ainda vai fazer alguma diferença?

100 delas estavam em Silves na 6ª feira.

Fonte: [ Polegar Verde ]

Cereais reagem bem à música clássica

Genes do arroz respondem aos sons de compositores como Beethoven.
Descoberta pode baratear as técnicas de cultivo dos agricultores.

Mudas de arroz \'gostaram\' de ouvir composições de Beethoven (Foto: Divulgação)

Cereais gostam de música clássica, alega uma equipe de cientistas sul-coreanos, após identificar dois genes do arroz que respondem de forma mais ativa ao serem submetidos aos sons de compositores como Ludwig van Beethoven.

Apesar de ter provado que as plantas respondem à luz, que afetam e otimizam seu crescimento, e também ao tato, o que reforça a resistência ao vento, até agora a reação ao som era um mistério.

Segundo estudo publicado hoje na revista científica britânica “New Scientist”, os pesquisadores expuseram mudas de arroz ao som de 14 obras distintas de música clássica em diferentes freqüências, enquanto analisavam os níveis de atividade dos genes.

Dirigido por Mi-Jeong Jeong, do Instituto Nacional de Biotecnologia Agrícola de Suwon (Coréia do Sul), a equipe descobriu que os genes rbcS e Ald eram mais ativados quando submetidas a freqüências de 125 e 250 hertz, enquanto diminuíam sua atividade a 50 hertz.

Os resultados do relatório sugerem que o som poderia ser uma alternativa à luz como gene regulador. Os pesquisadores acrescentam que a descoberta baratearia as técnicas de cultivo dos agricultores porque poderiam prescindir de produtos químicos para ativar os genes de crescimento.

No entanto, o descobrimento gerou ceticismo entre alguns cientistas, como Philip Wigge, do centro John Innes. Ele qualifica as técnicas utilizadas de “antiquadas” e acredita que os exemplos analisados são “poucos”.

Fonte: [ G1 ]

Da evolução à extinção

A vida na Terra surgiu há milhões de anos, evoluiu lentamente e está desaparecendo a um ritmo sem precedentes: um em cada quatro mamíferos, um em cada oito pássaros, um terço de todos os anfíbios e 70 por cento das plantas catalogadas do planeta aparecem agora na Lista Vermelha de Plantas e Animais em Perigo, da World Conservation Union (IUCN), responsável pelo relatório anual das espécies em risco de extinção, segundo o qual, o ritmo de extinção atual é 10.000 vezes mais alto do que se estimava.

A atividade humana, destruindo os habitats naturais através da urbanização, agricultura e desmatamento, juntamente com as mudanças climáticas representam as maiores ameaças às plantas e animais. Hoje, 16.306 espécies estão ameaçadas de extinção, enquanto as já extintas somam 785. Nossas vidas, é bom lembrar, dependem da biodiversidade e sua proteção é essencial para a nossa sobrevivência.

Segundo o World Wildlife Fund (WWF), estamos em alerta vermelho, e a situação das espécies é um espelho da situação do planeta; elas estão sendo submetidas a enormes pressões à medida que nós sistematicamente destruímos seus habitats ou as superexploramos para sustentar nosso cada vez mais exigente modo de vida; precisamos urgentemente reverter esta ameaça e começar a viver conforme a real disponibilidade de recursos naturais do planeta.

Tradução: sustentabilidade, palavra da moda, derivada de sustentar, entre cujos significados encontram-se conservar, agüentar, suportar e, principalmente, lutar em defesa de algo. Quando se fala com tanta freqüência em desenvolvimento sustentável, incorre-se em certo abuso da expressão, a menos que se lha acrescente o adjetivo limitado. Desenvolvimento sustentável limitado, aí sim. Limitado pela quantidade de recursos naturais disponíveis, e as opiniões acerca dessa disponibilidade são controversas, há quem diga que ela já ultrapassou em muito o limite do razoável, porque estes recursos precisam ser divididos entre todos os seres vivos.

A questão da água é tão importante quanto a da energia, e um terço da humanidade – por enquanto - sofre com a sua falta, e por “água” deve-se entender aquela que se presta ao consumo, a qual está tendo sua quantidade gradualmente reduzida pela contaminação dos lençóis freáticos, lagos e rios. O maior consumidor de água é a agricultura, que requer, atualmente, 78% de toda ela, e a plantação intensiva de cana, beterraba e tudo o mais que se preste à produção de biocombustíveis tende a acentuar este consumo.

O pintor novaiorquino Walton Ford dá uma visão artística da disputa entre os seres vivos, ou melhor, entre os homens e os demais seres vivos, em sua crítica das relações dos homens com os animais e a natureza. Todas as suas obras são produto de histórias e fábulas que o autor lê e nelas se inspira. Preocupado com o meio-ambiente, Ford pinta a própria cadeia alimentar: leões que dominam humanos, gorilas que se rebelam contra as câmeras dos fotógrafos, leões que engolem crocodilos, como que ilustrando a justiça implacável da Natureza. Ele fala sobre um espécime conhecido como Martha, a remanescente única de bilhões que existiam na América do Norte no século XVII. Seu corpo foi doado ao Smithsonian Institute, onde foi mantida, empalhada, sob a epígrafe: “Martha, a última de sua espécie, falecida às 13 horas de 1º de setembro de 1914, aos 29 anos, no Zoológico de Cincinatti, Ohio. Sua obra ‘Pancha Tantra’ será publicada em novembro pela editora Taschen. www.taschen.com

Como se viu acima, apenas com o exemplo de algo tão comum como a água, a competição entre os seres vivos é absurdamente intensa, e pode ser amenizada se o homem mudar seus hábitos de consumo. Ou isso, ou acabará figurando na Lista Vermelha.

Luiz Leitão
luizmleitao@gmail.com
http://detudoblogue.blogspot.com

Fonte: [ Olhar Direto ]

ALIMENTOS: Soya e Liza serão identificados como transgênicos

transg 115 - transgenico
SÃO PAULO, 20 de setembro de 2007 - A Justiça de São Paulo determinou que as duas maiores fabricantes de óleo de soja do Brasil, a Bunge e a Cargill, rotulem seus produtos, os óleos Soya e Liza, respectivamente, como transgênicos. As empresas terão de se adequar ao decreto federal de rotulagem de 2003, que obriga a constar nos rótulos a imagem do triângulo amarelo com um T no meio e a informação de que o produto foi fabricado com matéria-prima transgênica, no caso, a soja.

A ação civil pública proposta pelo Ministério Público de São Paulo resultou de uma denúncia feita pelo Greenpeace em outubro de 2005, quando cerca de 20 ativistas da organização foram à Brasília entregar ao governo um dossiê que comprovava a utilização de soja transgênica na fabricação dos óleos Soya e Liza

De acordo com o decreto de rotulagem, todos os produtos fabricados com mais de 1% de organismos geneticamente modificados devem trazer essa informação no rótulo. Isso vale para produtos como o óleo, a maionese e a margarina, em que não é possível detectar o DNA transgênico. (Redação - InvestNews)

Fonte: [ Gazeta Mercantil ]

Chás que eliminam miomas

Enviado em Notícias, Plantas Medicinais de Anderson Porto | 16 de Outubro de 2007 @ 09:55

Mito ou verdade? Há quem não espere pela resposta definitiva. Na rota dos pesquisadores, foi encontrado o uxi-amarelo, árvore que alguns brasileiros consideram quase milagrosa.

“A casca do uxi-amarelo é utilizada no tratamento de miomas. É feito um chá, que deve-se deixar ferver bastante. No caso específico do tratamento para mioma e cisto, é necessário tomar meio litro de uxi-amarelo de manhã e meio litro de unha-de-gato pela tarde”, ensina o botânico.

A unha-de-gato é considerada um poderoso anti-inflamatório natural, usado contra gripes e viroses. A erva fortalece o sistema imunológico e também é recurso no tratamento de tumores.

Uxi-amarelo e unha-de-gato. Quantas vezes essa mistura já surpreendeu médicos e pacientes? A professora Carla Ribeiro e a vendedora ambulante Maria Neide Oliveira não se conhecem, mas estão unidas para sempre por histórias muito parecidas.

No consultório médico, a professora e o marido olham emocionados mais uma ultra-sonografia. Durante sete anos, o casal tentou, sem sucesso, ter um filho. Os miomas, tumores benignos no útero, não deixavam.

Carla fez várias cirurgias para extrair os miomas. Mas, depois de um tempo, eles surgiam novamente. Já desanimada, começou a tomar o chá de uxi-amarelo e unha-de-gato.

“O chá foi para redução dos miomas. Comecei em maio e em junho eu engravidei. Um mês depois”, conta Carla.

A gravidez é normal. A cada exame, Carla e Mailer ficam mais ansiosos pela chegada do bebê, que já ganhou um nome.

“É um milagre, uma emoção maravilhosa. Por isso, colocamos o nome de um anjo: Gabriel”, revela Carla.

“Acredito que a gravidez signifique que o chá uxi-amarelo e unha-de-gato atuou e, de alguma maneira, reduziu os miomas que a impediam de engravidar. Com a minha experiência, hoje posso afirmar que ele dá um bom resultado”, diz o médico Afrânio Melo Lins.

“Gabriel é forte. Com certeza, ele quer muito vir ao mundo. Agora que ele está perto de nascer, só quero ver a carinha dele”, diz Carla, ansiosa.

Outro Gabriel também é forte, saudável. O xodó da mãe.

“Isso aqui é uma benção. Ele é um anjo na minha vida”, exalta Neide.

Um anjo que chegou de surpresa. Em agosto de 2001, o Globo Repórter mostrou o início desta história. Naquela época, Neide só queria acabar com um incômodo provocado pelos miomas. Eram tantos que ela tinha sido aconselhada por médicos a fazer uma histerectomia radical – a retirada cirúrgica do útero, ovário e trompas. Foi quando começou a tomar os chás de uxi-amarelo e unha-de-gato. Cinqüenta dias depois, o susto.

“Eu achava que estava com outra doença, mais grave ainda. Depois de um mês sem menstruar, voltei ao consultório e disse para o médico que achava que estava doente”, lembra Neide.

A resposta do médico foi desconcertante.

“Ele disse que eu estava com o mioma, mas que aquele mioma chorava, tomava mingau. Pensei que ele estivesse brincando comigo”, diz Neide.

Enquanto estiver amamentando Yanno Gabriel, Neide não vai tomar os chás. Mas diz que os últimos exames revelaram que o uxi-amarelo e a unha-de-gato continuam e controlando os miomas.

“Posso assegurar que 90% das pacientes que utilizaram os chás tiveram resultado satisfatório”, diz o médico Afrânio Melo Lins.

Fonte: [ Globo Repórter ]

Pesquisa busca a cura de doenças a partir das plantas da Amazônia

Mirtes Bogéa

Parceria entre o Hospital Sírio-Libanês e a Unip vai rastrear novas moléculas que poderão resultar em medicamentos contra o câncer, hipertensão e outros

Em 1995, os médicos Drauzio Varella e Riad Younes, membros do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês, decidiram iniciar uma busca pelo conhecimento de extratos de plantas e árvores em uma região que contém uma das maiores biodiversidades do mundo: a Amazônia. O objetivo da iniciativa era identificar novas moléculas que levassem ao desenvolvimento de medicamentos contra doenças como o câncer e a hipertensão.

“Cerca de 60% dos remédios se originam de plantas e na época, a flora amazônica era sub-pesquisada. Fazia sentido rastrear essas plantas” garante o cirurgião torácico Riad Younes, diretor clínico do Hospital Sírio-Libanês.

Baseados no modelo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, os pesquisadores contaram com o patrocínio da Universidade Paulista - UNIP e estabeleceram um laboratório (em São Paulo e em Manaus) onde já foram classificadas 1 mil espécies de plantas, obtidos 2,2 mil extratos vegetais e 1.220 extratos já testados.

Até o momento, 120 extratos já testados apresentaram atividades antitumorais e/ou antibacterianas e agora, o Laboratório de Extratos da UNIP une-se ao Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês para aumentar a velocidade do rastreamento e dar os próximos passos na pesquisa de novos fármacos.

Segundo o Dr. Riad Younes, o Laboratório integrado das duas instituições usará uma metodologia que poderá ser aplicada em vários modelos, possibilitando que pesquisadores conduzam estudos em várias linhas. Ou seja, no futuro, poderão ser descobertas drogas para vários tratamentos.

A parceria com o IEP - Hospital Sírio-Libanês, que investirá R$ 600 mil na iniciativa, em 2008, proporcionará um passo importante para os estudos. O novo laboratório contará com equipamentos mais sofisticados que permitirão o fracionamento das substâncias em busca de novas moléculas. Uma das ações do laboratório, que começa a funcionar no início do ano, pretende iniciar os ensaios na área de hipertensão.

Um projeto sustentável

O trabalho dos médicos Drauzio Varella e Riad Younes foi o primeiro projeto de bioprospecção a solicitar autorização junto ao Ibama, e um dos poucos projetos autorizados a conduzir a extração nas áreas sob a responsabilidade do órgão governamental.

Ainda de acordo com a autorização do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético, órgão que conta com representantes de vários Ministérios, o projeto não visa nenhum lucro e as eventuais descobertas reverterão divisas para a sustentabilidade da própria Amazônia.[14]

Estão previstas ainda pesquisas com plantas da Mata Atlântica.

O novo laboratório, na sede do IEP, em São Paulo, oferecerá oportunidades para pesquisadores de várias áreas. A previsão de descoberta de uma nova molécula, que possa levar a um novo remédio, é de um a dois anos.

Fonte: [ SEGS.com.br ]

Plantas Medicinais: uma cientista que aposta na sabedoria popular


Professora Alba Regina Monteiro Souza Brito
Faz mais de 20 anos que a professora Alba Regina Monteiro Souza Brito investiga o princípio ativo de plantas medicinais, sobretudo contra doenças gastrointestinais.

Além de coordenar o Laboratório de Produtos Naturais do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, a docente está à frente de um projeto temático da Fapesp envolvendo espécies que nascem tanto na Mata Atlântica como no Cerrado do Estado de São Paulo.

Alba Brito é uma cientista altamente credenciada que põe fé na sabedoria popular. Se buscasse plantas ao acaso, penaria para encontrar aquelas com atividades terapêuticas. Indo diretamente às plantas de uso popular, a atividade é quase uma certeza. “Quando não consigo detectar a atividade farmacológica é porque meu modelo de análise ou a dosagem são inadequados. Nesses vinte anos, a margem de acerto tem sido muito grande”.

Alba Brito é uma cientista altamente credenciada que põe fé na sabedoria popular. Se buscasse plantas ao acaso, penaria para encontrar aquelas com atividades terapêuticas. Indo diretamente às plantas de uso popular, a atividade é quase uma certeza. “Quando não consigo detectar a atividade farmacológica é porque meu modelo de análise ou a dosagem são inadequados. Nesses vinte anos, a margem de acerto tem sido muito grande”.

“Na análise química destas plantas, as substâncias encontradas são as mesmas, como por exemplo, aquelas dos gêneros Byrsonima, Anacardium, Qualea, Hancornia, Alchornea, Mouriri e Strychnos, todas elas ativas em modelos experimentais de úlceras gástricas. Ou seja: além de funcionar, elas têm o mesmo constituinte químico em sua grande maioria”, assegura.

A pesquisadora crê na teoria de William Irwin Thompson, segundo a qual as plantas medicinais geralmente pertencem a famílias com grande número de gêneros e de espécies, como das leguminosas e compostas. “A população pobre de áreas isoladas apanha as plantas mais facilmente encontradas ao seu redor. Ela não tem como percorrer longas distâncias”.

Thompson prega, também, que os homens descobriram as plantas medicinais por experimentação direta, seguindo seu instinto, tal como o cão vira-lata que mastiga capim depois de se dar mal com a comida. “Plantas amargas, como o boldo (Peumus boldus Mol.), possuem catequina e servem para problemas gástricos. Houve alguém que amassou a folha de boldo, cheirou, experimentou e percebeu que sanava aqueles problemas”.

Da mesma forma, as informações sobre espécies tóxicas ou alucinógenas foram sendo passadas de um para outro, levando ao conhecimento tradicional tão presente no Nordeste, Norte e Centro-Oeste. “No Estado de São Paulo, constatamos o uso de plantas medicinais apenas por migrantes de outras regiões do país e por caiçaras. A maioria dos paulistas perdeu essa cultura”.

LIVRO

O projeto temático no âmbito do Programa Biota/Fapesp, coordenado pelo professor Wagner Vilegas (Unesp de Araraquara) e por Alba Brito, começou em 2004 e termina em julho do próximo ano. Esta parceira entre Unicamp e Unesp já trouxe resultados significativos na investigação de plantas com atividades antiúlceras gástricas, antioxidante, analgésica, antiinflamatória, anti-tuberculose e anti-câncer.

O relatório final será entregue juntamente com um livro que deverá se tornar referência para os estudiosos de plantas de uso popular. “A publicação vai trazer todos os aspectos estudados em cada espécie, incluindo os locais (latitudes e longitudes) onde elas podem ser encontradas”, antecipa a professora do IB.

Plantas bastante estudadas e com atividade comprovada contra a úlcera gástrica são as espécies do gênero Vernonia (que o povo simplificou para “verônica”) e as Indigoferas (sem nome popular). A Vernonia polyanthes já propiciou o isolamento de um princípio ativo, com atividade inédita em vegetais, cujo pedido de patente está sendo encaminhado através da Inova – Agência de Inovação da Unicamp.

Alba Brito reitera que este projeto dá continuidade ao levantamento no cerrado do Tocantins realizado pela professora Clélia Hiruma-Lima, do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu. O objetivo foi comparar as espécies existentes no Tocantins e também na Mata Atlântica e em cerrados paulistas, e validar o conhecimento da população. “Estudamos mais de trinta espécies, todas com trabalhos já publicados”.

Está sendo apresentado à Fapesp um novo projeto, que vai se concentrar nas plantas mais promissoras, estendendo o foco para outras espécies do mesmo gênero e buscando a melhor delas para produção de um fitoterápico ou de um medicamento alopático. “Este material deve gerar um segundo volume do livro”.

USO SUSTENTÁVEL

Uma preocupação dos pesquisadores que participam do projeto temático é com o uso sustentável das plantas medicinais. Alba Brito informa que o cerrado de Rubião Júnior (distrito de Botucatu), por exemplo, apresenta uma flora bastante diversificada e não encontrada em outras regiões.

“A paisagem é bonita para os botânicos e pesquisadores de plantas medicinais, que lutam para preservá-la. Mas, para muitas pessoas que têm aquele cerrado em suas propriedades, a sensação é de que houve uma queimada no local, nascendo depois uma vegetação rasteira que em nada lembra a exuberância de uma mata atlântica”, admite a professora.

Por isso, os pesquisadores do Laboratório de Produtos Naturais procuram agregar valor medicinal às plantas do cerrado de Rubião Júnior e de outras partes do Estado de São Paulo, mostrando à população a importância de não degradar o bioma e incentivando inclusive o cultivo das espécies no entorno, expandido a área.

Há poucos anos, a doutoranda Leônia Maria Batista, orientada da professora Alba Brito, trouxe sempre-vivas da Serra do Cipó, em Minas Gerais. Depois de estudar os efeitos das espécies Syngonanthus bisulcatos e Syngonanthus arthrotrichus em modelos animais, Leônia constatou uma excelente proteção da mucosa gástrica contra os agentes indutores de úlceras.

Este rico teor de flavonóides, porém, é desprezado. As sempre-vivas são de fato belas e acabam exportadas às toneladas para países do primeiro mundo, utilizadas em arranjos ornamentais e buquês. “Na Alemanha, um buquê de noiva chega a custar cem euros. Viabilizando o uso medicinal dessas plantas evitaríamos seu corte indiscriminado”, observa Alba Brito.

O BEABÁ DAS PLANTAS MEDICINAIS

Chá de capim santo: quatro xícaras (de café) com folhas frescas picadinhas, tampadas em água fervente por 10 minutos. Tome duas ou três xícaras ao dia para combater insônia, nervosismo, diarréia e gases intestinais. Cuidado: não deve ser tomado por mulheres grávidas!

Xarope de alecrim: adicionar, em meio litro de água, o sumo de quatro xícaras (café) de folhas frescas amassadas. Junte uma xícara de açúcar e deixe ferver, mexendo até engrossar. Tome uma colher de sopa a cada três horas para problemas respiratórios. Experimente colocar a infusão fria em um borrifador para passar roupas.

Essas duas receitas estão na cartilha Plantas medicinais na escola: aprendendo com saúde, elaborada pela aluna de doutorado Priscila Fernandes, e foram enviadas por mães de alunos de primeiro grau de escolas públicas de Atibaia. A cartilha, que traz desenhos mostrando detalhes como o serrilhado do caule da babosa e a delicadeza das flores da camomila, é fruto da convivência que mais de uma centena de crianças tiveram com canteiros de plantas medicinais.

As atividades foram desenvolvidas em parceria com os professores das escolas e o projeto Fruto da Terra, da Prefeitura de Atibaia. O sucesso das atividades levou à sua incorporação pela Delegacia de Ensino de toda a região. Hoje, a mestranda Patrícia de Sousa Oliveira dá continuidade aos canteiros em escolas públicas de Sumaré e em assentamentos rurais.

“O projeto temático da Fapesp inclui a educação ambiental. Nossos pós-graduandos colaboram na montagem dos canteiros e com palestras para levar até os alunos e seus pais o conhecimento produzido no laboratório”, explica a professora Alba Brito.

A pesquisadora esclarece que, embora a população já guarde bom conhecimento, é sempre importante alertá-la sobre plantas tóxicas e outras que não devem ser consumidas cruas. “Mesmo depois de fervidas, o uso das mãos pode transferir bactérias para uma solução dada ao bebê com dor de barriga ou vômitos”.

FONTE

Jornal da Unicamp
Luiz Sugimoto - Jornalista
E-mail: imprensa@unicamp.br

disponível online em: [ Portal Agrosoft ]

Extrato de brócolis protege a pele contra efeito de raios ultravioleta

Teste feito nos Estados Unidos mostrou potencial para reduzir vermelhidão.

Substância da planta protege células contra reações químicas nocivas.

Brócolis: um santo remédio contra aquela pele vermelha feito camarão (Foto: Reprodução)
Parece uma daquelas dicas de saúde bizarras do tempo da vovó, mas esta tem o apoio irrestrito da ciência: o extrato de brócolis é um santo remédio contra queimaduras produzidas pelos raios ultravioleta do Sol. Um estudo coordenado por Paul Talalay, da prestigiosa Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, comprovou essa capacidade ao aplicar o emplastro em cobaias e pessoas com vermelhidão na pele.

O estudo está na edição desta semana da revista científica americana “PNAS”. Na pesquisa, Talalay e seus colegas investigaram os efeitos protetores do sulforafano, substância presente em abundância nos brotos de brócolis com três dias de vida.

Já se sabia que essa molécula tem atividade antioxidante, impedindo a ação de substâncias que danificam os componentes das células. Já a radiação ultravioleta do Sol costuma ter o efeito oposto, danificando diretamente o DNA celular, estimulando o aparecimento de moléculas altamente reativas que bagunçam a química do organismo e diminuindo a ação do sistema de defesa do corpo.

Em testes feitos em camundongos e depois em seres humanos (três homens e três mulheres que se voluntariaram para a pesquisa), os pesquisadores verificaram efeitos muito positivos do extrato: diminui a inflamação causada pelas queimaduras, bem como a vermelhidão — para ser mais exato, em 40%.

No futuro próximo, os pesquisadores estimam que será possível levar esse conhecimento para o uso clínico, impedindo, pelo menos em parte, as piores conseqüências da radiação ultravioleta, como o câncer de pele.

Fonte: [ G1 ]

Projeto de lei proíbe produção e comercialização de transgênicos em Cuiabá

Várzea Grande, 07/11/2007 - 16:40.

Da Assessoria

O plantio, cultivo, armazenamento, comercialização e a industrialização de produtos transgênicos, organismos geneticamente modificados, devem ser proibidos nos limites do município de Cuiabá. É o que defende o vereador Lúdio Cabral (PT) em um projeto de lei proposto na Câmara Municipal.

Segundo Lúdio a medida é necessária pela falta de resultados definitivos nos estudos sobre o impacto dos produtos transgênicos na alimentação das pessoas e no meio ambiente.

“Ainda não foi comprovado a ausência de riscos a saúde com os produtos transgênicos, não temos resultados claros sobre os impactos desta produção ao meio ambiente, há lacunas no processo regulatório e ausência de um controle eficaz para produção e comercialização desses produtos, então o poder público municipal deve adotar mecanismos rígidos de cautela para garantir a proteção das pessoas, e esse projeto é um instrumento legal para isso”, afirma Lúdio

O projeto, além de prevê a proibição da produção e comercialização de transgênicos, destaca também a proibição para a comercialização de alimentos sobre os quais haja denuncia de que contenha organismos geneticamente modificados em sua composição e institui penalidades para quem infringir a lei.

Entre as penalidades previstas estão multas diárias no valor de 10.000,00 (dez mil reais), apreensão dos produtos, suspensão das atividades no âmbito do município, condenação dos campos, viveiros ou produtos com organismos geneticamente modificados e seus derivados, e a destruição dos mesmos.

Os recursos provenientes da aplicação das multas devem ser utilizados em políticas de incentivo a agroecologia.

Fonte: [ Jornal Documento ]

Bambu é o futuro

Resistente ao cultivo, essa planta pode salvar o planeta - e revolucionar a jardinagem

Anne raver

O bambu é uma planta antiga e resistente, que aparece nos mitos da criação, mas também em vasos dos terraços de Manhattan. Nasce em touceiras e se reproduz por rizomas, o que é ótimo para a formação de um bosque, mas não funciona se a intenção é usá-lo como um anteparo que não avance para o quintal do vizinho. Por esse vigor, os ambientalistas o elegeram o vegetal capaz de salvar a terra.

O bambu é incansável no seqüestro do dióxido de carbono e na sua troca por oxigênio. É uma planta robusta, que fabrica seus próprios componentes antibacterianos e se desenvolve muito bem sem pesticidas. Além disso, suas fibras porosas podem produzir tecidos que respiram e são tão macios como seda.

Hoje, embora haja uma explosão de produtores de tecidos na China e no Japão - onde o bambu é criado em fazendas e processado -, essa indústria ainda é inexistente nos Estados Unidos. Na sua edição de maio, a revista National Geographic prediz que o bambu poderá “algum dia competir com o Rei Algodão”.

Resistência ao cultivo

Apesar do clamor mundial por mais bambu, o estoque é pequeno. Planta que geralmente floresce uma vez a cada 60 a 120 anos e depois morre; fornece poucas sementes para a reprodução; e tentar criá-la pela divisão dos exemplares existentes é ainda mais difícil. Assim, quando Jackie Heinricher e Randy Burr imaginaram uma forma de cultivar bambu em tubos de laboratório - vendendo seus primeiros 2 mil exemplares em 2004 para centros de jardinagem locais, em Skagit Valley, Washington - provocaram uma comoção no mundo da horticultura. “É engraçado, porque o bambu é uma planta que tem reputação de se espalhar pelo universo e, no entanto, é a mais difícil de criar”, diz a bióloga Jackie, no centro de produção de sua empresa, a Boo-Shoot Gardens, em Mount Vernon, ao norte de Seattle.

Jackie, que cresceu rodeada por bambus (seu pai plantou um bambuzal dourado em torno de sua casa em Olympia, Washington), tentou criar a planta pela primeira vez no final dos anos 90, em uma pequena estufa de sua casa nos arredores de Anacortes, onde fundou a Boo-Shoot Gardens, em 1998. “Desde cedo fiquei interessada em bambus… Sabia que eles eram muito bonitos, mas impossíveis de reproduzir”, diz. Imediatamente, ela percebeu o quanto era difícil cultivá-los quando tentou dividir alguns de seus espécimes raros e viu-os morrer. Por isso, persuadiu Randy Burr, o proprietário do vizinho B&B Laboratories, a ajudá-la.

Burr e seu laboratório estavam no negócio há quase 30 anos, com uma cultura de 1.300 m² e 3.700 m² de estufas. A B&B trabalhava com culturas, como a de rododendros, couves e samambaias, que ele produziu em Boston, em 1973, para um viveiro em Oxanard, Califórnia. “Mas bambu era mais difícil”, diz ele, retrocedendo para os últimos oito anos de tentativas de uma infinita combinação de variedades para obter bambu em tubos de ensaio.

Opção ao gramado

As fibras de bambu são uma fonte renovável para produção de tecidos, alimento e papel. Plantações experimentais, financiadas pelo Departamento de Agricultura entre 1933 e 1965 no Alabama, mostraram quão promissor o vegetal pode ser: ele produz 14 toneladas de madeira por acre, contra 8 do pinho - uma das mais importantes fontes de madeira dos Estados Unidos. Muitas das suas variedades podem, agora, ser produzidas em vasta escala, o que revolucionará a indústria da jardinagem. Outros países, como a Bélgica, também estão explorando a cultura de laboratório, mas a Boo-Shoots parece estar liderando.

“Há uma tremenda tendência na indústria de jardinagem para usar bambu no paisagismo”, diz Nicholas Staddon, diretor da Monrovia, empresa com cinco pontos de venda nos Estados Unidos. “E Jackie está trabalhado em variedades desconhecidas ou impossíveis de serem produzidas por outro método.”

Criar bambu com sementes ou por divisão resulta em plantas de diferentes tamanhos, formas e cores. Mas cada espécie, crescendo aos milhares em Mount Vernon, é surpreendentemente uniforme. Jackie e eu caminhamos ao longo de tabuleiros cheios de Borinda boliana - bambu de touceiras, cujas canas de um azul-pálido, enquanto novas, tornam-se púrpura depois - e Fargesia rufa, com canas alaranjadas que formam bons biombos ou cercas.

Há também coberturas de solo, como a Pleioblastus viridistriatus, cujas folhas de amarelo-âmbar contrastam com o verde-escuro. “As pessoas começam a usá-las como alternativa ao gramado”, diz Jackie, correndo os dedos pelas folhas suaves. “Pode-se andar sobre elas e, se forem aparadas com cortador de grama, ficarão minúsculas.”

Fonte: [ Estado de São Paulo ]

Casca de magnólia pode combater mau hálito, diz estudo


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Defensores da magnólia defendem o seu uso contra reumatismo

Extrato de casca de magnólia pode ser usado para combater o mau hálito, de acordo com um estudo da fabricante de chicletes Wrigley Company, publicado na última edição da revista especializada Journal of Agricultural and Food Chemistry.

O extrato da planta já é usado no tratamento de diversas doenças e também pode ser eficaz no combate às bactérias que provocam cáries.

Os testes foram aplicados em nove voluntários da Wrigley e, segundo os pesquisadores, a combinação de menta com magnólia matou 20 vezes mais bactérias do que apenas menta.

Ao deixar a pastilha de magnólia e menta agir por meia hora, os estudiosos registraram uma diminuição de 60% no número de bactérias, enquanto com a redução apenas com balas de menta foi de 3,6%.

Cáries

Todos os voluntários eram pessoas saudáveis e tinham acabado de almoçar.

Entre as bactérias reduzidas pela pastilha estavam as responsáveis por problemas de mau hálito, bem como a Streptococcus mutans, que provoca cáries.

“Mau hálito ou halitose é um grande problema social e psicológico que afeta a maioria da população”, de acordo com os pesquisadores.

Os estudiosos escreveram ainda que o extrato de casca de magnólia demonstrou ter “significativa atividade anti-bactericida contra organismos responsáveis pelo mau odor oral”.

A pesquisa conclui que o extrato pode ser incorporado em balas e chicletes para trazer “os benefícios de um maior frescor no hálito”.

Há muitos que defendem o uso de magnólia para aliviar os sintomas de reumatismo e asma, entre outras doenças.

Fonte: [ BBC Brasil ]

Terapias de DESINTOXICAÇÃO

Hipócrates, o "Pai da Medicina", há quase 2.500 anos, recomendava: "que o teu alimento seja o teu remédio e o teu remédio seja o teu alimento".

Portanto, a cada refeição devemos nos lembrar: amanhã, este alimento será meu sangue.

O que usamos como alimento determina a qualidade de nosso sangue, que por sua vez influencia o desempenho das células, órgãos e sistemas. Se o sangue for rico de nutrientes e desintoxicado, as células serão vigorosas, eficientes, integradas: saúde verdadeira.

Mas para acordar o organismo para esta nova forma de “viver”, é preciso:

- Estar diariamente buscando uma nova forma de alimentar-se.

- Estar periodicamente permitindo o alívio das cargas tóxicas presentes no organismo.

Existem várias formas de se desintoxicar, desde a prática diária dos sucos desintoxicantes, que é a proposta do meu livro Alimentação Desintoxicante – editora Alaúde, até programas de 1, 2, 3 ou mais dias. Porém, qualquer que seja o programa de desintoxicação; sempre serão os alimentos crus e vivos os empregados. Somente eles são altamente energéticos e ricos em enzimas, condições estas que permitem ao organismo se livrar de toxinas em uma velocidade gradual e segura.

Esperar que toxinas acumuladas durante toda uma vida, sejam eliminadas em um curto período de tempo não é sábio. Um processo gradual de desintoxicação permite ao organismo ir se ajustando às mudanças sem passar por perigosas "crises de cura" e distúrbios emocionais.

É claro que, dependendo da condição de saúde e dieta anterior, se pode experimentar algumas mudanças temporárias. Relaxe e confie na sabedoria interna de seu corpo. Com alimentos vivos, o organismo se purifica em ciclos, na sua velocidade própria. Estas mudanças acontecerão e, mais purificada, a pessoa irá descobrir que tem uma nova disposição de vida. Observar aumento de disposição e de energia, que é esperado durante todo trabalho de desintoxicação.

A sugestão é que a transição para uma alimentação predominantemente crua se inicie com um programa de desintoxicação. Vamos saber um pouco sobre as possibilidades e formas:

Importante: todas as receitas mencionadas abaixo encontram-se em Receitas da Alimentação Crua e Viva.

DESINTOXICAÇÃO COM SUCOS

- 1 dia inteiro só com líquidos ou

- 1 a 3 sucos/dia tomados diariamente (1 em jejum + 2 nos intervalos das refeições principais)

Abster-se de qualquer alimento sólido, favorecendo assim a eliminação de toxinas e gorduras. Beber 5 copos de 200 ml de suco de frutas ou verduras cruas. Por exemplo: suco de laranja, tangerina, lima, abacaxi, mamão, melão, caqui, figo, maçã, pêra, uva, cenoura, beterraba, etc. Os sucos de frutas podem ser misturados entre si e os sucos de verduras de igual forma; mas não se deve misturar sucos de frutas com sucos de verduras. Os sucos devem ser naturais, a partir de vegetais crus e tomados imediatamente após seu preparo. Devem ser tomados lentamente, ensalivando cada gole antes de engolir. Não acrescentar sal nem açúcar. Não os tomar gelados. Toma-se um suco a cada 3 horas. Entre os sucos devem ser tomadas 2 a 3 xícaras de chá de ervas e bastante água. Repouso, pouco exercício, lavagem intestinal (enema) de 2 litros de chá de camomila ou cavalinha morna todos os dias.

DESINTOXICAÇÃO COM FRUTAS

Comer 3 refeições de aproximadamente 300 gramas de frutas cruas, frescas e maduras por dia. Usar somente 1 a 2 qualidades em cada refeição e não misturar frutas doces com ácidas. Mastigar muito bem.

Exemplo de cardápio para 1 dia: - Desjejum: mamão e banana / - Almoço: abacaxi e morangos / - Jantar: pêra e maçã.

Entre as refeições pode ser tomado um suco de frutas ou de verduras e uma xícara de chá de ervas com gotas de mel, além de bastante água. Fazer enema com 1/2 litro de água fria previamente fervida caso não haja evacuação intestinal.

DESINTOXICAÇÃO COM MONODIETAS

Comer uma única qualidade de alimento/dia, em 3 a 5 refeições, e tomar somente água nos intervalos. Exemplos:
- Manga, se houver obstipação intestinal (laxante);
- Melancia para reduzir inchaços (diurética);
- Caqui para aliviar o fígado;
- Figo para cicatrizar uma úlcera de estômago;
- Banana madura para moléstias do intestino;
- Integradas com o limão para alcalinizar o sangue muito ácido.
- Arroz integral, para alcalinizar o sangue.

As monodietas de frutas devem ser feitas por somente 1 dia. A de arroz integral pode durar até 10 dias.

Na monodieta a digestão é leve e rápida e libera energias para a desintoxicação orgânica. Além disto, sempre haverá uma perda de peso e uma regressão de inchaços, por causa da ausência de sal.

DESINTOXICAÇÃO COM ALIMENTAÇÃO CRUA

Comer somente alimentos crus, 3 vezes ao dia e beber sucos de frutas ou verduras cruas, 2 vezes ao dia, além de chá de ervas e água. Exemplo de uma dinâmica diária:

Manhã
Das 7 às 10 horas –Líquidos (suco de clorofila, água, Rejuvelac, suco de frutas, vitamina cremosa)
Das 10 às 11:30 horas – Frutas

Tarde
12 horas – Refeição completa (sopa de energia + salada básica diária)
15 horas – Lanche (salada de frutas, mousse de frutas, vitamina cremosa, fruta ou desidratados ao sol)
17 horas – Frutas

Noite
19 horas – Refeição completa (sopa de energia + salada básica diária)
22 horas – Lanche (Rejuvelac, vitamina cremosa ou desidratados)

- Beba água antes de sentir sede
- Beba líquidos somente 30 minutos antes ou 1 hora após as refeições principais
- Mastigue muito bem os alimentos

DESINTOXICAÇÃO COM ALIMENTAÇÃO PREDOMINANTEMENTE CRUA – 14 dias

Primeira FASE: 3 dias consumindo somente líquidos
Durante este período será proporcionado ao organismo um descanso na digestão de sólidos, como também um preparo para o cólon, para iniciar a administração de enemas.

Durante estes 3 dias a pessoa poderá estar desempenhando suas funções de rotina, apesar dos procedimentos de limpeza e purificação internas. Portanto, nada de fome nestes dias. Alimentar-se bem, ingerindo – em forma liquida – uma “refeição” de 3 em 3 horas. Na necessidade de mastigar algo, permita-se uma fruta.

Sugestão para estes três primeiros dias (ver receitas aqui):
- 2 copos de suco verde (clorofila);
- Água a vontade;
- 1 litro de Rejuvelac;
- Sopas cremosas a vontade;
- 1 Sopa de energia;
- 1 Suco de melancia.

Segunda FASE: 2 semanas
No terceiro dia da desintoxicação deverão ser iniciados os enemas (lavagem intestinal). Faça no mínimo 1 enema/dia durante estas duas semanas, pois o cólon estará recebendo uma grande quantidade de toxinas e desta forma, precisa-se evitar a reassimilação destas toxinas pelo organismo, além de acelerar o processo de purificação interna.

Durante estas 2 semanas, as elevadas excreções tóxicas e a prática dos enemas, poderão gerar um desequilíbrio da flora intestinal. Portanto, é importante que os lactobacilos sejam repostos, encontrados em abundância nos alimentos fermentados, como o Rejuvelac e o Vegi-kraut.

Nesta fase é permitido se alimentar também de sólidos, logicamente não processados (refinados, industrializados, etc.) e não cozidos.

Aproveite para reaprender a mastigar bem os alimentos. Volte à dieta líquida sempre que sentir que seu organismo pede, contudo evite mais que 3 dias.

Observação: A duração de cada desintoxicação curativa depende de uma orientação médica. Mas, após os períodos de desintoxicação intensiva, recomenda-se adotar definitivamente uma alimentação saudável: desintoxicante, revitalizante e restauradora do equilíbrio orgânico.
- Comer sempre alimentos crus no início de cada refeição;
- Comer diariamente no mínimo 50% de alimentos crus;
- Comer sempre um pouco menos do que se deseja comer;
- Evitar açúcar, principalmente o refinado, frituras e refogados gordurosos. Usar pouco sal e, moderadamente azeite de oliva ou óleo vegetal prensado a frio.
- Evitar todos os alimentos desintegrados, como o arroz branco, a farinha branca e seus derivados, substituindo-os pela versão integral, feitos em casa;
- Evitar vinagre, mostarda, pimenta, todas as conservas, chá preto e mate, álcool, chocolate, fumo, bombons e doces processados (mesmo os caseiros);
- Evitar carnes, embutidos, linguiças, queijos picantes ou gordurosos. Quando necessário, consumir somente ricota magra ou queijo Minas fresco (magro);
- Planejar o horário das refeições. Deve haver um espaço de 3 a 5 horas entre elas;
- Não comer entre as refeições (3 vezes/dia). Se houver vontade, tomar sucos de frutas, de verduras ou chá;
- Não beber líquidos nas refeições. Deixar para fazê-lo até 1/2 hora antes ou 1 hora depois das refeições;
- Não comer mais do que 2 a 3 ovos por semana (dar preferência aos de galinhas caipiras);
- Não usar sobremesa nem frutas após as refeições de verduras;
- Mastigar bem os alimentos. Comer com calma e em ambiente tranqüilo;
- Após as refeições, não deitar para dormir ou ler imediatamente, mas movimentar-se (caminhar) durante 15 a 30 minutos, para facilitar a digestão.

Fontes: Apostila do curso Preservação e Recuperação da Saúde de Catharina Walzberg.
Guia de desintoxicação da Teodora - Trigueirinho - Figueira/MG.

Porque ficamos doentes?

Saúde não é tudo. Mas, sem saúde, tudo é nada. Nem o trabalho, nem a recreação têm graça quando estamos doentes. Não é assim?


E o que é saúde? A OMS (Organização Mundial de Saúde) diz que é o perfeito bem estar físico, mental, social e espiritual. Explicando melhor, eu acrescentaria que saúde é o perfeito funcionamento de todas as partes de nosso ser - corpo, mente e espírito - numa harmonia comparável ao desempenho de uma complicada máquina de precisão ou então a uma orquestra sinfônica de harmonia perfeita, regida por um maestro talentoso: nosso sistema nervoso central (SNC). Este sistema nervoso possui um modelo de como deve ser nosso organismo com saúde e procura constantemente realizar este modelo.

E aí vem a pergunta: Então por que ficamos doentes?

As causas são diversas, porque há vários grupos de doenças: Doenças congênitas, doenças degenerativas e doenças psicossomáticas.

- Doenças congênitas: as causas são, muitas vezes, desconhecidas. Às vezes, são os acidentes de parto, doenças venéreas dos pais, doenças da mãe ou uso de fumo, álcool, drogas ou medicamentos inadequados durante a gravidez. Podem também ser herdadas, especialmente quando os pais são parentes chegados.

Em muitos casos, não se consegue uma cura. Os esforços da medicina serão no sentido de compensar o estado do doente e levá-lo às melhores condições de vida possíveis. Por isto, é tão importante que os jovens se preparem conscienciosamente para o casamento e a paternidade.

- Doenças degenerativas: a causa é a violação das leis da saúde. Se a pessoa nasceu com saúde, seu corpo funcionando perfeitamente e depois aparecem doenças, é porque as leis que a mantém em ordem foram violadas. Se uma máquina fotográfica, uma máquina de lavar ou um automóvel têm leis, é claro que nosso corpo também as tem. Porém, o corpo humano é uma máquina viva. Portanto, ele consegue compensar, corrigir os erros de manutenção, pelo menos por algum tempo.

Então, pensamos que podemos continuar a praticar tais “maus hábitos”, porque não sentimos imediatamente os efeitos dos maus-tratos que lhe demos.

Você abastece seu carro com o combustível adequado, mas não se pergunta se sua comida é adequada para manter sua vida. Você põe na sua máquina de lavar a quantidade exata de roupa e sabão, mas você não se importa em sobrecarregar seu estômago com comida, nem sua mente com ansiedade e trabalho em excesso. Você mantém seu cortador de grama em uso constante, para não deixá-lo enferrujar, mas você deixa de exercitar-se, até que suas articulações endureçam.

Percebe? E seu corpo vai compensando tudo isto. Até que um dia ele dá um aviso: - "assim não dá mais. Cuide melhor de mim". Isto pode acontecer através de uma febre, uma diarréia ou uma erupção de pele: são as doenças agudas.

Na realidade, toda doença aguda é um esforço do nosso organismo para se libertar das matérias tóxicas que nele se acumulam, às vezes durante dezenas de anos, por causa da falta de cuidado com as suas leis.

Se você não compreende a advertência, mas apenas engole um comprimido para ficar livre do incômodo e continua abusando das suas reservas de energia, seu organismo acaba desistindo de lutar e a doença toma conta dele. O sistema imunológico, responsável pelas auto-defesas, se enfraquece a tal ponto que não consegue mais combater as bactérias, nem os vírus, nem as células malignas e a pessoa se torna vítima de toda sorte de infecções, alergias e outras doenças decorrentes de deficiência imunológica: doenças crônicas.

Em seu estado normal de saúde, nosso organismo consegue defender-se perfeitamente contra estes ataques. Os germes estão por toda parte, mas nem todos pegam uma gripe ou pneumonia. As células malignas estão presentes em todas as pessoas do século XXI, mas nem todas desenvolvem câncer.

A diferença está no sistema imunológico. Quando este falha, o organismo fica indefeso, portais abertos para todos os agressores: a doença grave se instala. Às vezes ela leva à morte; outras vezes decorre de maneira mais crônica, como na artrite, nas alergias da pele ou nas moléstias do aparelho digestivo. A cura, nestes casos, se apresenta difícil. Se bem que a medicina natural, em muitos casos, consegue reverter o processo, reativando as defesas orgânicas, permanece válida a frase: "Um grama de prevenção vale mais do que um quilo de tratamentos".

- Doenças psicossomáticas: as causas estão na mente, na alma, no sistema nervoso e se refletem sobre o corpo. O termo "psicossomática" é muitas vezes mal compreendido: pensamos tratar-se de doenças imaginárias ou provenientes de mau humor instantâneo ou de vontade de aparecer do doente. Mas a realidade é que estas doenças são muito reais, tão reais como se fossem provenientes da má formação de algum órgão. Elas são resultado da incapacidade da mente de lidar com certo problema: estresse excessivo, emoções negativas, sofrimento excessivo e prolongado, o que transtorna o sistema nervoso central, a ponto de emitir mensagens incoerentes ou exageradas para as diversas partes do organismo.

Na repetição destas ordens, a doença se torna real. Um exemplo bem conhecido é a famosa "úlcera de fundo nervoso". Mas existem muitas outras doenças produzidas ou desencadeadas por falhas do sistema nervoso central, como: a bronquite asmática, a hipertensão arterial, o diabetes, a enxaqueca, as doenças de pele, alguns problemas cardíacos e até o câncer. As pesquisas revelam que entre 70 e 90% de todas as doenças de hoje são de fundo emocional. Imagine o que significaria eliminá-las completamente da nossa vida! - É claro que a vida agitada que as pessoas levam hoje, as predispõe a uma sobrecarga da mente, mas também neste grupo de doenças é válida a conscientização e a prevenção.

"Muito pode ser feito se conhecermos as leis de nossa mente."

Bons hábitos para a preservação da sáude

Toda máquina tem suas leis de funcionamento. Nosso corpo é uma máquina e também tem leis, que precisam ser obedecidas se quisermos nos conservar sadios. Aqui estão 8 regras para um viver saudável:

1- RESPIRAÇÃO PROFUNDA, em lugares despoluídos. Faça exercícios respiratórios pelo menos 3 vezes ao dia. Se morar na cidade, procure um lugar com ar puro aos fins-de-semana. Próximo a árvores o ar é mais puro. Inspire pelo nariz e expire pela boca. Aprenda a respiração abdominal. Colabore com o meio-ambiente, não poluindo o ar com fumaça, inseticidas, aerossóis, etc.

2- EXERCÍCIO FÍSICO DIÁRIO - Nossa musculatura atrofia quando não os fazemos. A circulação se torna morosa, ineficiente. Há desequilíbrio quando usamos muito a mente e pouco o físico. O exercício produz endorfinas, família de hormônios que provocam relaxamento, alegria e abertura para atitudes construtivas. O melhor exercício é a caminhada ao ar livre, a passo rápido, com a coluna ereta, os braços soltos, o abdómen encolhido e respiração profunda. A natação, o ciclismo, a ginástica orientada são outras formas adequadas de exercício. Escolha o que melhor lhe convém. Em caso de dúvida, consulte o seu médico.

3- REPOUSO ADEQUADO - Adulto: 7 a 8 horas de sono por dia. Quanto mais cedo se iniciar o sono, mais restaurador ele se torna. Jantar cedo e leve, para que a digestão esteja completa antes do sono chegar. Relaxar bem antes de dormir. Deixar as vidraças abertas. É útil um período de descanso de 1/2 a 1 hora no meio do dia; mas não é conveniente dormir após o almoço, para não interromper a digestão.

4- LUZ SOLAR - As plantas morrem aos poucos se não receberem suficiente luz solar. Nós também. Procurar tomar sol logo de manhã, até as 10:00 horas ou após as 15:00 horas; Tomar cuidado com o sol da praia - usar protetor solar e chapéu - especialmente no meio do dia. A luz solar, ao penetrar em nossos olhos, ativa a produção de serotonina, um hormônio que produz serenidade e sono. Além disto aumenta as auto-defesas do nosso corpo. Transforma o excesso de colesterol em vitamina D - necessária para fixar o cálcio e o magnésio nos ossos - ajudando com isto a prevenir a osteoporose.

5- USO INTELIGENTE DA ÁGUA - 1 a 2 banhos por dia, sempre com sabonete de pH neutro. Uma vez por semana esfregue a pele com bucha ou toalha áspera. Termine o banho com ducha fria sempre, mesmo no inverno. Beber de 6 a 8 copos de água pura por dia, entre as refeições, para hidratar, purificar e refrescar o organismo. Caso não tenha acesso a água de poço, de fonte ou mineral, ferva a água, depois agite-a e coloque-a em filtro de barro.

6- REGIME ALIMENTAR - Atente cuidadosamente para a qualidade, quantidade e combinação dos seus alimentos. Eles formam seu sangue e levam nutrição às suas células. Prefira alimentos vegetais, integrais, frescos e se possível de plantio orgânico, preparados de maneira simples. Inicie toda refeição com alimentos crus - frutas ou saladas - na proporção de 50% do total.

7- MODERAÇÃO - Evite todos os excessos, seja no comer, no dormir, no trabalho, no estudo, no esporte, etc. Equilibre a prática das leis de saúde e evite completamente os hábitos nocivos, como o uso de álcool, fumo e drogas. Tente abster-se de uma, duas ou três refeições, uma vez por semana, substituindo-as por sucos de frutas, raízes e caldo de verduras. Isto proporciona um descanso muito benéfico ao seu aparelho digestivo e, ao mesmo tempo, uma mini-desintoxicação diária.

8- ATITUDE MENTAL CORRETA - Não pode haver saúde, se nossa mente for povoada de pensamentos negativos como ódio, inveja, frustração, sentimentos de inferioridade ou de culpa. Aprenda a manter uma atitude positiva, esperançosa, animada e altruísta. Leia bons livros sobre o assunto. Leia uma parte da Bíblia com oração e meditação diariamente. Entregue seus cuidados ao seu Criador, que quer ser seu Pai e se interessa carinhosamente pelo seu bem-estar. Logo você sentirá a ansiedade desaparecer.

Texto extraído e adaptado da apostila do curso Preservação e Recuperação da Saúde de Catharina Walzberg.
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A boa digestão depende das ENZIMAS

A exposição dos alimentos a temperatura do cozimento, destrói as enzimas neles contidos, que foram exatamente criadas pela natureza para facilitar a sua digestão. Sábia a natureza não? Mas nós aproveitamos este presente que a natureza nos oferece?


Quando os alimentos são cozidos, são destruídas estas enzimas necessárias à sua digestão, e o organismo é obrigado a usar as suas próprias reservas, gastando no processo mais energia e recursos são deslocados. Essa é uma das vantagens da alimentação vegetariana viva, crudívora ou crudicista sobre os alimentos cozidos.

O que é Alimentação Solar?

A Alimentação Solar é basicamente a Alimentação Crua. O sistema de Alimentação Solar desmistifica a Alimentação Crua. A Alimentação Solar requer que 80% ou mais das opções alimentares contenham um balanço de vegetais de folhas verdes, frutas doces e oleaginosas. Os outros 20% podem conter qualquer um dos 14 tipos de alimentos vegetais crus mencionados abaixo ou outros alimentos que você sinta serem apropriados neste estágio. A idéia por trás da Alimentação Solar é comer pelo menos 80% de alimentos vegetais crus e, em seguida, mover-se adiante a partir daí.

Os alimentos vegetais se enquadram em 14 categorias principais:

Frutas: são alimentos que contêm uma semente dentro deles para a reprodução de sua variedade. Podem ser predominantemente doces, neutras, cítricas, sub-cítricas e gordurosas.

Folhas: contêm pigmentos, o principal é o verde da clorofila, fonte de fibras, água vital e minerais. A maioria das ervas são folhas verdes.

Castanhas: são os agentes reprodutivos de certas árvores. São alimentos predominantemente gordurosos.

Sementes: são os agentes reprodutivos das plantas. São ricas em proteína e gordura. Os grãos são sementes.

Leguminosas: incluem todas as ervilhas, feijões e amendoins. São idealmente germinadas antes do consumo. São predominantemente protéicas.

Flores: são os órgãos sexuais das plantas.

Brotos: são plantas novas espalhadas por "trepadeiras" subterrâneas a partir de suas matrizes.

Brotos verdes: aparecem quando sementes ou leguminosas são germinadas e brotadas, quando alcançam um certo ponto de crescimento em que folhas verdes surgem.

Raízes: são as porções das plantas que penetram abaixo da terra. Ricas em minerais, dão a sustentação para o crescimento da planta.

Casca: as camadas de proteção externas das árvores.

Seiva: o fluído vivo de uma árvore.

Haste: as hastes são as partes estruturais fibrosas das plantas.

Vegetação Aquática: os vegetais aquáticos são folhas de plantas contendo elevada concentração de minerais retirados do oceano e acima do solo oceânico. A spirulina e as algas de todos os tipos estão incluídas nesta categoria.

Cogumelos: não são alimentos verdadeiramente vegetais. Estes fungos crescem no escuro e não são diretamente nutridos pela energia vibrante do Sol.

Os benefícios

As implicações da Alimentação Crua são imensas. Uma dieta de alimentos vegetais crus nos põe em contato com o poder vital. Na origem de todo poder vital encontra-se uma abundância infindável.

Dietas como a Ayurvédica, a Medicina Tradicional Chinesa e a Macrobiótica permitem o restabelecimento da saúde humana até certo nível. Estes sistemas foram desenvolvidos para a pessoa comum; o propósito destes sistemas era ajudar a pessoa comum a alcançar uma boa saúde.

O propósito da Alimentação Solar é ajudar a pessoa comum a se tornar um ser humano extraordinário que experimenta uma saúde superior, que vai ao encontro das formas de vida mais elevadas e que libera poderes adormecidos. A Alimentação crua nos possibilita uma relação alquímica com as forças da natureza.

As primeiras coisas que evaporam em um ambiente tóxico são as habilidades supernaturais que nos foram dadas ao nascimento. Assim que o corpo começa a ser envenenado, estes poderes se perdem. Em qualquer degeneração biológica, os poderes mais elevados desaparecem primeiro. Contudo, suas habilidades naturais superiores não foram totalmente destruídas pela alimentação inadequada, elas estão apenas adormecidas e podem renascer, regenerar e ressuscitar. Quanto mais limpo o corpo, mais perfeitamente irradiará seus poderes supernaturais.

Um dos aspectos mais importantes da Alimentação Solar é abrir para a idéia de que muitas de suas crenças arraigadas talvez sejam totalmente falsas. Como conseqüência da adoção da Alimentação Solar a visão de mundo pode ser reconstruída. Uma vez que você experiência que comer alimentos cozidos e crescidos artificialmente reduzem imediatamente o funcionamento normal do seu organismo, você começa a questionar muitos outros aspectos do seu sistema de crenças. Então, a Alimentação Solar age como um aríete desintegrando crenças estagnadas, falsas e doentes de sua mente. Isto lhe permite crescer em novas direções que jamais poderia ter previsto. Enxergar novos horizontes, novas saídas para os desafios diários da vida será natural.

Alimentos diferentes estimulam novas percepções de mundo. Alimentos vegetais crus sintonizam você com vibrações mais evolutivas. Com alimentos vegetais crus, seus instintos tornam-se mais fortes, a intuição tornar-se mais confiável - clara - e a tomada de decisões acontece sem esforço.

Durante a implementação da Alimentação Solar, você experimentará momentos de mudança instantâneos como o enxergar melhor. Mas haverão mudanças sutis, que com o passar do tempo se edificam, e um dia você acordará transformado. De um modo geral, as opções alimentares têm um efeito acumulativo sobre seu organismo: para o bem ou para o mal..

Nós sabemos que todo sucesso é sobre a transmutação da energia. Esta mensagem é sobre a transmutação da energia usada na digestão para a realização de novos objetivos.

Na Alimentação Solar você precisa de menos sono. Em média, considerando a informação que tenho reunido, as pessoas que seguem esta dieta experimentam uma redução de 2 horas/noite. Em um ano, haverá um ganho de 30 dias de tempo extra para alcançar objetivos de saúde, crescimento e evolução.

Depois de ter feito o compromisso de melhorar sua alimentação, de realmente viver a vida, seu subconsciente reforça em sua mente que sua vida tem significado e que se empenhar por uma saúde extraordinária vale a pena. O aspecto mais importante da Alimentação Solar é que ela lhe compele a viver naturalmente e em harmonia com a Terra.

Comida Cozida

A distinção cru-versus-cozido é o mais importante discernimento no campo da nutrição.

O cozimento altera a constituição fisico-química do alimento. Quando ele é cozido, sempre se torna menos do que era antes, nunca mais. O fogo é um destruidor, ele nunca cria nada, ele mata. O cozimento apenas retira a vida, mata a vida.

Entenda: você é água, água eletrificada. Tudo que você engole precisa ser quebrado até ser solúvel em água (suas águas) para nutri-lo. A primeira coisa a desaparecer com o cozimento é a água, que evapora com o calor do fogo.

Comida cozida é densa, pois ela não tem mais a sutileza da vida vegetal. Tal densidade, uma vez ingerida, passa a ser tóxica no corpo, impura, além de ser um combustível de elevado custo energético. Muito caro.

Com os anos e décadas consumindo alimentos cozidos, estes restos tóxicos se acumulam sob a forma de mucos, pedras, tumores, úlceras, inflamações e bloqueios energéticos.

Uma semente crua contém todas as informações genéticas e vitais para gerar uma nova planta. Uma semente cozida não contém mais estas substâncias e vibrações, estas informações: gere vida, aconteça a vida. Não germinará, não brotará, não crescerá. Alimentos cozidos não possuem energia de força vital.

Pessoas em uma dieta padrão de comida cozida atravessam a vida em uma condição debilitada, com sua vitalidade muito abaixo do normal, mas elas não estão conscientes disto porque não conhecem nada diferente. Elas não têm razão para acreditar que sua vitalidade e saúde não são o que deveriam ser. Elas não podem sentir falta do que elas nunca tiveram. As pessoas estão decaindo a cada dia para níveis mais debilitados, apesar de acreditarem estar conquistando um padrão de vida mais elevado.

Comer comida cozida e processada debilita, desequilibra emocional e mentalmente, afeta os humores, abaixa o nível de consciência e interfere na vitalidade, na produtividade.

Comida cozida é viciante (não existe uma maneira mais leve de descrevê-la). Um vício é um desejo por uma substância que não tem conexão com os desejos verdadeiros. Comer alimentos cozidos tem todas as características de uma dependência físico-química. Esta é uma colocação forte, mas acho que, à medida que você experimentar consumir mais e mais alimentos vegetais crus, encontrará uma verdade interessante dentro de você.

As pessoas não estão verdadeiramente apegadas a muitos dos alimentos cozidos que comem. Elas os comem pelo sabor ou divertimento. A maioria das pessoas têm normalmente 5 ou 6 comidas cozidas que têm problemas em abandonar: pão, leite (ou queijo), carne, café, batata frita e doces (chocolate, sorvete).

Tipicamente, estas comidas estão presas a âncoras emocionais. Quando estas comidas são retiradas, sentimentos emocionais emergem para serem desintoxicados do organismo. Alguém talvez se sinta desconfortável por um tempo (enquanto estas emoções são liberadas), mas se sentirá muito melhor a longo prazo.

David Wolfe - www.pandavas.org.br

Como é nosso corpo?

O corpo é a "máquina elétrica" mais incrível. Uma máquina regulada por um computador eletroquímico conhecido como o cérebro. Cada indivíduo é o condutor e guardião de sua própria mente e corpo. Cada um de nós tem uma grande responsabilidade para com o próprio corpo e sua significância aqui na Terra. Devemos entender, compreender e manter saudável (pacificamente) as partes deste complexo mecanismo. Como qualquer máquina, o corpo requer manutenção contínua (amorosa e qualificada) para que possa funcionar com plenitude e harmonia metabólica a todo tempo.

Essa "possessão" preciosa funciona em quatro partes:

1. Primeiro tem o esqueleto, que sustenta e mantém coesa toda a estrutura, composto de ossos, ligamentos e juntas, além dos músculos, que permitem a estrutura ser flexível e móvel.

2. A segunda parte é o sistema cardiovascular, composto pelo coração, artérias e vasos sanguíneos, além dos líquidos que por elas circulam, provendo nutrição e também removendo os excretos e toxinas.

3. A terceira parte é composta por diversos órgãos, todos com suas especialidades, mas integrados como numa orquestração desta mais maravilhosa criação de Deus, o corpo humano. Estes órgãos incluem os pulmões, o fígado, os rins, o pâncreas, os intestinos, etc.

4. A quarta parte constitui o sistema nervoso central. Um sistema extremamente sofisticado e delicado que deve ser “mantido” com a melhor nutrição possível, ou seja, com alimentos “vivos” e crus, para que possa trabalhar em sincronicidade com as leis da natureza. É através deste sistema nervoso que fluem as energias positivas e negativas, que podem ser bloqueadas ou desviadas, pelas toxinas dos alimentos cozidos, vazios, processados ou tratados artificialmente. Quando a corrente sanguínea é desta forma poluída, desordens nas células nervosas acontecem, e com o tempo, há um desequilíbrio de todo o sistema, principalmente no balanço elétrico do corpo.

A menos que tomemos a responsabilidade por nosso corpo e mente, não será possível a paz, a felicidade, o sucesso em conduzir nosso crescimento pessoal. Se no corpo físico, no nível celular, tal paz e harmonia não acontecem, como poderá ser possível nos demais níveis de consciência e da existência (emocional, mental e espiritual)?

A necessidade fundamental do corpo físico é em primeiro lugar de energia e nutrição a partir de um alimento fácil de digerir. De alimentos disponibilizados pela natureza, para servirem à evolução humana. Um combustível limpo, que sustenta a vida em sincronicidade com a natureza, que nutre, previne deficiências e gera um mínimo de resíduos tóxicos para o corpo e a mente.

A estrutura celular do corpo humano é sincrônica com alimentos de origem vegetal, com os alimentos crus e vivos. Eles já vêm prontos para serem digeridos, pois são ricos nas enzimas específicas para a sua própria digestão, além de conterem informações físicas e metafísicas para a vitalidade das células, mantendo o organismo como um todo, livre de doenças, da velhice precoce e degenerativa.

As escolhas alimentares, que irão nutrir nosso corpo e mente são muito importantes. Devemos nos perguntar a cada refeição ou lanche: o alimento que escolho agora é somente para me dar prazer ou também para nutrir meu amado corpo e minha, cada vez mais, sábia mente?

Quanto mais entendermos nossas necessidades físicas, melhor poderemos compartilhar nosso conhecimento com os outros, e aí sim, estaremos dando sentido e significância a nossa estada neste planeta.

Texto baseado na apostila de Ann Wigmore: O que é estilo de vida Alimento Vivo?

Combinações Alimentares

Antes uma reflexão

Cada vez que leio algum artigo sobre combinação de alimentos fico bastante desnorteada, pois do meio para o final das proibições já estou confusa e não sei mais o que pensar ou fazer. Muitos destes trabalhos são escritos por médicos e nutricionistas de peso e respeito. Como química, até entendo a maioria das fundamentações. Porém tenho algumas questões a serem colocadas, na defesa da praticidade e da maior liberdade para as escolhas alimentares:

1) Quando uma pessoa está por demais intoxicada, é real: o organismo não administra mais nada. Sabotagens estão proibidas e os sintomas e doenças começam a acontecer, sinalizando total estado de alerta. Neste caso, seguir tais recomendações médicas é um recurso indicado, até que o organismo tenha mais espaço e recursos endógenos para digerir os alimentos, a sua vida, a si mesmo e as suas relações.

2) Quando a pessoa tem hábitos alimentares saudáveis, fazendo uso mínimo de alimentos que desativam e matam a vida (como é o caso dos doces, refinados e processados), fazendo uso massivo (> que 50%) de alimentos crus e vivos, além de hábitos desintoxicantes, etc., seu organismo está muito mais preparado (numa boa, com folgas) para muitas das combinações alimentares que muitos autores condenam. Exemplo: frutas com legumes e hortaliças. Dentre as receitas que sugiro no meu livro Alimentação Desintoxicantes, em muitas delas faço uso desta combinação. Porque depois da fase inicial de desintoxicação, que pode durar de 1 semana a 1 mês, tais coquetéis são muito bem aceitos pelo organismo.

3) Assim como não se deve superproteger uma criança, inclusive de bactérias e vírus, não se deve superproteger nenhum sistema metabólico. O que desejo expor é que não é possível oferecer ao nosso sistema digestivo ZERO de estresse metabólico. Ele precisa ter flexibilidade, capacidade adaptativa e desenvolver inteligências. Existem alimentos da natureza, que contém em sua composição alguma das proibidas combinações, como batatas amiláceas que são doces, frutas que são gordurosas e protéicas. Deixamos de comê-las? Minha opinião: jamais, desde que com moderação. Aliás, moderação em tudo na vida!

Estas combinações são bem razoáveis

Com o objetivo de facilitar a digestão, a combinação dos alimentos vem se tornado uma prática mais e mais aceita como uma necessidade. A idéia é que para recebermos a energia dos alimentos não precisamos depois gastá-la para digeri-los. No final da refeição nos sentiremos mais leve, com ganho de energia para continuarmos nossos movimentos diários.

Apresento a seguir um estudo de Ann Wigmore, adaptado por Ana Branco.

Sementes Germinadas e Brotos - Com o processo da germinação as sementes tornam-se neutras. Percebam a magia: combinam com todos os alimentos. Dê preferência a combinação das sementes oleaginosas com as frutas pois, com sua elevada riqueza em enzimas, facilitam, com folga, todo o processo de digestão e excreção.

Hortaliças - As verduras, legumes, raízes, flores e ervas combinam-se entre si. Abacate, maçã e limão são as frutas que melhor acompanham as hortaliças.

Frutas Doces - Banana, caqui, figo, jaca, tâmara, uva moscatel, fruta do conde e frutas secas em geral, combinam-se entre si.

Frutas Cítricas e Sub-cítricas - Maçã, uva, pêra, ameixa, abacaxi, tangerina, laranja, manga, graviola. maracujá, goiaba e kiwi são exemplos de frutas que se combinam entre si.

Frutas Neutras - Abacate, mamão e limão são frutas que combinam com todas as outras frutas e o abacate e limão também com as hortaliças.

Melão e Melancia - Devem ser consumidos sozinhas, com limão ou ervas frescas e digestivas como o hortelã e o funcho.

Combinações inadequadas

As limitações abaixo são difíceis de praticar, mas são úteis no momento de uma doença mais crônica ou grave. Até mesmo para se fazer um estudo de alergias e diagnósticos.

O texto a seguir é da amiga e nutricionista Fátima Pinsard.

O valor nutritivo de um alimento não está na sua composição química, mas no seu grau de digestibilidade. Mesmo com alimentos naturais, boa mastigação e lenta deglutição, não está completamente assegurado o êxito do processo digestivo, pois há alimentos que misturados com outros produzem má combinação, dando lugar a subprodutos tóxicos.

Para evitar os inconvenientes das más combinações, a melhor regra será simplificar as refeições e usar sua intuição. A quantidade é outro fator que intervém na digestão. Comer sem fome ou em excesso são fatores desequilibrantes na digestão, pois o corpo não assimila o excesso.

Evite líquidos durante as refeições, principalmente os que contém açúcares, pois estes desencadeiam a fermentação. Os líquidos apressam a deglutição antes de completar a mastigação e a ensalivação dos alimentos impedindo também a ação do suco gástrico até que sejam absorvidos. As bebidas geladas ou muito quentes alteram a temperatura da massa alimentar no estômago, cuja digestão fica interrompida até que seja atingida novamente a temperatura natural do corpo (37 graus C).

1. Evite ingerir mais de dois alimentos amiláceos na mesma refeição, pois cada um tem um tempo digestivo. Isto provoca fermentação (gases e arrotos) e acidifica o estômago. Exemplo: macarrão + batata + pão.

2. Evite ingerir alimentos ácidos e amidos na mesma refeição. A digestão dos amidos começa na boca pela ação da ptialina, que os transforma em maltose (tipo de açúcar). A ptialina só atua em meio alcalino. A presença de ácidos danificam esta enzima favorecendo sua fermentação. Exemplo: macarrão com molho de tomate.

3. Evite ingerir amidos e açúcares na mesma refeição. A digestão dos amidos começa na boca e prossegue, em condições apropriadas, no estômago. Os açúcares não são digeridos nem na boca nem no estômago, a sua digestão se dá no intestino delgado. Quando consumimos isoladamente, passam rapidamente do estômago ao intestino. Quando consumidos juntos, ficam retidos no estômago aguardando a digestão destes. Como os açúcares têm a tendência à fermentação rápida, nas condições de calor e umidade existentes no estômago, a combinação amido e açúcares produz fermentação ácida. Exemplos: arroz doce, bolos e pães doce.

4. Evite ingerir duas proteínas concentradas na mesma refeição. Para uma digestão eficiente, cada proteína exige sucos gástricos de composições diferentes, além de tempos distintos. Exemplo: enquanto o suco gástrico necessário à digestão da carne tem seu pH máximo no início da digestão, o suco gástrico necessário à digestão do leite terá seu pH máximo no final. Exemplos: carne com leite, carne com ovos ou leite com nozes.

5. Evite ingerir proteínas e ácidos na mesma refeição. O início da digestão das proteínas se dá no estômago em presença da enzima pepsina que atua em meio ácido. A ingestão de ácidos em excesso irá inibir a ação desta enzima.

6. Evite ingerir proteínas com gorduras. A presença das gorduras nos alimentos diminui a atividade da secreção gástrica, além de baixar a quantidade de ácido clorídrico e pepsina no suco gástrico, atrasando a digestão das proteínas.

7. Evite ingerir leite com frutas ácidas. Quando o leite entra no estômago, ele coalha, envolvendo as partículas dos outros alimentos, isolando-os do suco gástrico.

8. Evite ingerir sobremesas (doces e sorvetes). Elas já constituem um excesso sobre a alimentação, sobrecarregando a capacidade digestiva. Além disso, geralmente são açucaradas, o que leva aos transtornos anteriormente mencionados.

9. Evite ingerir frutas oleaginosas com frutas doces na mesma refeição porque a gordura ao se misturar com o açúcar produz fermentação alcoólica.

10. Evite ingerir frutas ácidas com amido, pois os ácidos, impedem a natural digestão dos amidos, causando fermentação ácida.

Fontes: site Ana Branco - texto Fátima Pinsard - Alimentação Desintoxicante (Conceição Trucom - Editora Alaúde).

Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para a alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.

Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citada a autora e a fonte.