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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Dietas com alto índice ou carga glicêmica estão associadas com maior risco de doenças crônicas

Data: 08/05/2008
Autor(a): Thiago Manzoni Jacintho


Uma metanálise que avaliou 37 estudos prospectivos concluiu que dietas contendo alimentos com alto índice glicêmico (IG) ou alta carga glicêmica (CG) aumentaram independentemente o risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, câncer de mama, doença cardíaca e de vesícula biliar.

Foram utilizados questionários de freqüência alimentar na maior parte dos estudos. Os participantes tinham entre 24 a 76 anos de idade e IMC entre 23,5 a 29 kg/m2, atingindo a faixa de normalidade do peso corpóreo e o sobrepeso. A limitação desse estudo, os próprios autores já indicam: "é que quase a totalidade (90%) dos indivíduos em estudo era de mulheres, por isso os resultados não podem ser extrapolados para os homens".

Os autores acreditam que a hiperglicemia pós-prandial em indivíduos sem diabetes é o mecanismo universal que contribui para o desenvolvimento de doenças crônicas. O consumo de alimentos com baixo IG e CG pode evitar esse quadro clínico por meio dos efeitos metabólicos causados na função das células beta do pâncreas, na concentração de triacilgliceróis e ácidos graxos livres, além de ter influência na saciedade.

Apesar de ambos os índices, quando elevados, terem tido associação com o aumento das doenças crônicas, houve um efeito mais potente na inter-relação entre o IG e as doenças do que entre a CG e as mesmas enfermidades. "Isso significa que independente do nível de consumo de carboidrato, a contribuição do IG é importante".


Referência(s)

Barclay AW, Petocz P, McMillan-Price J, Flood VM, Prvan T, Mitchell P, et al. Glycemic index, glycemic load, and chronic disease risk -- a meta-analysis of observational studies. Am J Clin Nutr. 2008;87(3):627-37.

Atividades do Cine Verde

Queridos amigos, ambientalistas e amigos do cinema!!!
Dando continuidade às atividades do Cine Verde, convidamos a todos para mais uma exibição importante.
Filme: Spiritual Realit
Debate: Marisa Raber Suthi - profissional em terapias holísticas há 14 anos
Será um grande prazer nos encontrarmos novamente!

Restaurante Girassol e Escola da Natureza

Alta do preço do trigo reduz consumo de macarrão na Itália


macarrão
Preço do macarrão já subiu 17%
O aumento do preço do trigo está levando os italianos a comerem menos macarrão e pão.

Segundo uma pesquisa realizada pela Confederação dos Agricultores da Itália (CIA, na sigla em italiano), o consumo de pão entre 2006 e 2007 caiu 6,2%, o de verduras diminuiu 4,2%, o de macarrão teve uma redução de entre 2,6% e 5%, e o de frutas ficou 2,5% mais baixo.

"A alta dos preços dos cereais, principalmente do trigo de grão duro, está provocando a diminuição do consumo de produtos típicos da nossa tradição culinária", afirma Giuseppe Politi, presidente da Confederação Italiana dos Agricultores, à BBC Brasil. "E essa tendência pode até se estabilizar."

Com base nos dados divulgados pela confederação, o preço do pão aumentou 13,2% em 2007, e o do macarrão, 17%.

Segundo a pesquisa, a Itália importa 60% do trigo de grão mole e 40% do trigo de grão duro, fundamental para a produção do macarrão.

O trigo de grão duro é considerado mais rico em carboidratos e glúten, sendo também mais nutritivo e saboroso.

O macarrão é o prato fundamental da mesa dos italianos e é consumido diariamente, no almoço e no jantar.

Mudança de hábito

Por conta do aumento dos preços, um italiano em cada dez mudou seus hábitos alimentares, dando preferência a produtos mais baratos, de acordo com a pesquisa.

Por exemplo, peito de frango e omelete no lugar de macarrão. Menos carne de boi ou de porco. Queijo em vez de verduras, pouco pão e pouco vinho.

Ainda segundo a análise da associação dos agricultores, os produtos típicos da dieta mediterrânea estão perdendo espaço na mesa dos italianos.

A dieta mediterrânea é um modelo de alimentação baseado nas tradições de países como Itália, Grécia, Espanha e França, onde as pessoas consomem principalmente pão, verduras, frutas, cereais, azeite, peixe e vinho.

Estudos já indicaram que quem se alimenta à base desta dieta tem menos chances de apresentar doenças cardiovasculares e maior expectativa de vida.

"Essa variação na alimentação pode até provocar desequilíbrios no organismo", afirmou Marcello Ticca, especialista de Ciências da Alimentação, em entrevista ao jornal Corriere della Sera.

Segundo Ticca, o maior interesse em fazer regimes para emagrecer também contribuiu para a mudança dos hábitos alimentares dos italianos, que estão comendo menos massa e pão para manter a linha.

Fonte: BBC Brasil

Um estudo americano diz ter comprovado que o espinafre pode ajudar a aumentar os músculos.

marinheiro Popeye come espinafre para ficar forte
Cientistas testaram tese do marinheiro Popeye
Um estudo americano diz ter comprovado que o espinafre pode ajudar a aumentar os músculos.

A tese, defendida nos desenhos animados do marinheiro Popeye, foi testada em laboratórios por especialistas da Universidade de Rutgers, em Nova Jersey.

Os cientistas extraíram esteróides encontrados nas folhas da verdura e avaliaram sua ação quando em contato com amostras de tecido muscular humano.

Eles perceberam que os esteróides aumentaram a velocidade do crescimento dos músculos em até 20%.

Os especialistas acreditam que o esteróide age diretamente sobre proteínas, transformando-as em massa muscular.

O estudo, publicado pela New Scientist, repetiu os testes com ratos e observou que o efeito foi o mesmo.

Os pesquisadores afirmaram, no entanto, que quem deseja contar com a ajuda do espinafre para ficar mais forte deve comer pelo menos 1 quilo da verdura diariamente.

Estudos anteriores sugerem que o espinafre pode ajudar pessoas com excesso de peso a emagrecer, ao diminuir a velocidade da digestão de gordura e prolongar a sensação de saciedade.

Outras pesquisas também já mostraram que a verdura pode aumentar a capacidade cerebral ao manter a mente aberta.

Fonte: BBC Brasil


Crianças amamentadas são mais inteligentes, diz estudo

mãe amamentando
Leite materno tem componentes importantes para saúde
Um estudo realizado por pesquisadores canadenses sugere que crianças que são amamentadas quando bebês são mais inteligentes.
Os cientistas, da Universidade de Montreal, acompanharam 14 mil crianças nascidas em 31 maternidades de Belarus, do nascimento até os 6 anos e meio.
Ao atingirem essa idade, elas foram submetidas a testes de QI. Os exames revelaram que as que haviam sido alimentadas exclusivamente com o leite materno marcaram 7,5 pontos a mais nas provas de inteligência verbal e 5,9 pontos a mais na pontuação geral.
As crianças que receberam só o leite materno também tiveram melhor desempenho em leitura, escrita e capacidade para solucionar equações matemáticas do que as tomaram leite em pó, acrescentaram os especialistas.
"Nosso estudo fornece fortes evidências de que a amamentação exclusiva e prolongada torna as crianças mais inteligentes", afirmou o autor da pesquisa, Michael Kramer.
Interação física
A pesquisa, publicada na revista especializada Archives of General Psychiatry, confirma estudos anteriores, mas levanta questionamentos sobre se o leite materno, por si só, aumenta a inteligência, ou se fatores associados, como a interação mãe-bebê, também influenciam.
"Ainda não está claro se os efeitos cognitivos observados se devem a algum composto do leito materno e estão relacionados às interações físicas e sociais inerentes ao ato de amamentar", acrescentou Kramer.
O leite materno contém ácidos gordos de cadeia longa essenciais para a saúde e um composto químico similar à insulina que estimula o crescimento e, sozinho, poderia impulsionar a inteligência.

Mostra londrina exibe cartazes pró-amamentação; veja
foto de divulgação - Best Beginnings
Evento reúne cartazes finalistas de competição
Uma mostra exibe em Londres, a partir desta sexta-feira, cartazes de incentivo à amamentação.

A exposição é resultado de uma competição entre quase 500 estudantes de artes e design de uma universidade britânica.

A mostra Get Britain Breastfeeding (Coloque a Grã-Bretanha para amamentar, em tradução livre) reúne os cartazes finalistas, que mostram, sob diferentes aspectos, as vantagens do aleitamento materno.

Segundo a porta-voz do evento, Alison Johnson, a exposição pretende difundir a idéia de que a amamentação deve se tornar uma regra e não uma exceção. Ela ressalta a importância da amamentação tanto para mãe como para o bebê.

O evento também quer conscientizar os “pais de amanhã”. Apesar das recomendações do governo, menos de 2% das mães amamentam os filhos até os seis meses na Grã-Bretanha.

De acordo com a ONG Best Beginnings, uma das promotoras da competição, a partir de julho um DVD sobre amamentação será distribuído para grávidas na Grã-Bretanha.

O cartaz vencedor será reproduzido com os logos da ONG e do Sistema Nacional de Saúde britânico (NHS, na sigla em inglês) e distribuído gratuitamente para hospitais, centros comunitários e médicos da Grã-Bretanha.

O vencedor será anunciado em uma cerimônia no dia 26 de junho. A exposição Get Britain Breastfeeding pode ser visitada até o dia 11 de maio na Dray Walk Gallery, em Londres.

Foto de divulgação - Best Beginnings

Uma mostra em Londres vai exibir cartazes que incentivam a amamentação. A exposição é o resultado de uma competição entre estudantes de artes e design de uma universidade britânica. Este cartaz diz 'Dê uma bebida grátis. Ganhe uma bebida grátis'.

Foto de divulgação - Best Beginnings

A exposição Get Britain Breastfeeding (Coloque a Grã-Bretanha para amamentar, em tradução livre) reúne cartazes que mostram diferentes aspectos sobre o aleitamento materno. Este cartaz diz 'Ligue-se no seu bebê. Ligue-se no seu homem'.
Foto de divugação - Best Beginnings

Quase 500 estudantes estão participando do concurso. Segundo a porta-voz do evento, a exposição pretende difundir a idéia de que a amamentação deve ser uma regra e não uma exceção. 'Transforme seu filho em um pequeno Einstein', diz este cartaz.
Foto de divulgação - Best beginnings

O objetivo da mostra é conscientizar os 'pais de amanhã'. 'Libere seus seios para o bebê', diz este cartaz, que imita o estilo da famosa página três do tablóide britânico The Sun, que todos dias traz a foto de uma mulher com os seios à mostra.
Foto de divulgação - Best Beginnings

De acordo com a ONG Best Beginnings, a partir de julho um DVD será distribuído para grávidas na Grã-Bretanha com a finalidade de encorajar as mulheres a amamentarem seus bebês. Este cartaz mostra uma camiseta com um bebê amamentando e os dizeres 'obrigado, mamãe'.
Foto de divulgação - Best Beginnings

O cartaz vencedor será reproduzido com os logos da ONG e do Sistema de Saúde britânico (NHS na sigal em inglês) e distribuído em hospitais, centros comunitários e médicos da Grã-Bretanha. 'Quisera ter sido amamentado', é o que pensa o jogador de xadrez no cartaz.
Foto de divulgação - Best Beginnings

O vencedor será anunciado em uma cerimônia no dia 26 de junho. A exposição Get Britain Breastfeeding pode ser visitada entre os dias 2 e 11 de maio na Dray Walk Gallery, em Londres. 'Plástico a plástico, pele a pele', diz este cartaz.

FONTE: BBC BRASIL


quinta-feira, 8 de maio de 2008

Falso ou verdadeiro

Roupas quentes promovem uma perda de peso mais rápido durante os exercícios - Falso - O calor pode causar desidratação, que além de provocar mal estar, tontura e fadiga, não contribui com a perda de peso. Este é reposto assim que ingerimos água ou outro líquido.

Frutas secas são digeridas tão rapidamente quanto frutas frescas - Verdadeiro - Frutas desidratadas são tão bem absorvidas quanto as frutas frescas. São mais ricas em nutrientes e engordam mais, uma vez que são 60% mais calóricas, em virtude da concentração de nutrientes ocorrida durante a perda de água.

Dietas baseadas exclusivamente em proteínas podem causar osteoporose - Verdadeiro.

Frutas aquecidas ou cozidas para fazer doce são ricas em vitaminas - Falso. O calor destrói grande parte das vitaminas.

Mastigar o alimento repetidas vezes é importante para a saúde - Verdadeiro. A mastigação facilita os processos digestivos e fazem com que a ingestão de alimento seja menor, o que pode prevenir o ganho de peso. A informação de saciedade leva cerca de 15 minutos para chegar ao cérebro. Portanto, quando mastigamos vagarosamente, e repetidas vezes, acabamos comendo menos.

O mel contribui para a perda de peso - Verdadeiro. Algumas pesquisas demonstraram que o consumo de uma colher de sopa de mel ao dia pode auxiliar a perda de peso uma vez que o mesmo aumenta a concentração de glicose no sangue diminuindo o apetite. Mas não abuse: 100 gramas de mel fornecem 350 calorias!

O consumo de vinho auxilia o processo de emagrecimento - Falso. Qualquer álcool estimula a produção de suco gástrico e aumenta o apetite.

O álcool possui mais calorias que o açúcar - verdadeiro. O álcool fornece 7 calorias por grama. Já o açúcar, ou qualquer outro carboidrato, fornece 4 calorias por grama.

A cafeína diminui a absorção de cálcio - Verdadeiro. Pesquisas indicam que a quantidade máxima de café ao dia naõ deve exceder 150 ml.

Sucos de fruta podem substituir a fruta in natura - Falso. O suco possui menor quantidade de vitaminas C e A, que são distruídas pela luz. Além disso, pode fornecer menos fibras e mais açúcar!

Fonte:Andreia Torres - Nutricionista, especialista em nutrição clínica e mestre em nutrição humana.

Maçã para diminuir o risco de doença coronarianas e cardiovasculares em mulheres pós-menopausa

Um estudo, publicado na edição de março de 2007 do American Journal of Clinical Nutrition, mostrou que a maçã é um dos três alimentos (os outros dois são o vinho e a pêra) capazes de diminuir o risco de doença coronarianas e cardiovasculares em mulheres pós-menopausa. Neste estudo, 34.000 mulheres foram monitoradas durante 20 anos.

O resultado benéfico se deve, provavelmente, ao consumo de flavonóides, substâncias presentes em pequenas quantidades em produtos de origem vegetal, como frutas, hortaliças, chás, vinhos, nozes, sementes, ervas e temperos. Pesquisas anteriores a estas demonstraram que os flavonóides atuariam como antioxidantes, prevenindo as doenças que mais causam óbitos no mundo todo: as cardiovasculares,

Por isso, continua valendo a regra básica: pessoas de todas as idades devem ser incentivadas a consumir mais frutas e hortaliças para um maior benefício da saúde em geral.

Para saber mais: www.eurekalert.org/pub_releases/2007-03/uaa-acr031507.php

Brotos de brócolis (bróculos) contém uma quantidade 50 vezes maior de sulforafano que o brócolis maduro

Vários estudos tem demonstrado propriedades importantes dos vegetais crucíferos como o brócolis, a couve-flor e o repolho, no combate ao câncer. Agora, pesquisadores do Instituto Linus Pauling na Universidade de Oregon, EUA demonstraram que os brotos de brócolis contém uma quantidade 50 vezes maior de sulforafano que o brócolis maduro. O estudo publicado pela pesquisadora Emily Ho e colaboradores, no Journal of the Society of Experimental Biology and Medicine, mostra, mais uma vez que o consumo deste vegetal ou de seu broto podem prevenir o câncer de próstata e o câncer de cólon.

Propriedades benéficas da saúde, na casca da maçã

Cientistas da Universidade de Cornell conseguiram isolar um composto com propriedades benéficas da saúde, na casca da maçã. A idéia de estudar a casca veio da constatação de que indivíduos que consumiam maçãs tinham um risco reduzido de desenvolverem doenças crônicas, tais quais o câncer de pulmão e doenças cardiovasculares. Outros estudos mostraram que a maior parte dos compostos antioxidantes responsáveis pelo efeito benéfico está na casca da fruta. Agora os pesquisadores Rui Hai Liu and Xiangjiu He conseguiram extrair estes compostos. O estudo foi publicado no dia 30 de maio de 2007 no Journal of Agricultural and Food Chemistry, com o nome: "Triterpenoids isolated from Apple Peels Have Potent Antiproliferative Activity and May be Partially Responsible for Apple's Anticancer Activity".

Importância da fibra alimentar

A fibra da dieta é a parte comestível das plantas ou carboidratos resistentes à digestão e à absorção no intestino delgado de humanos. Têm importância na dieta já que promove efeitos fisiológicos benéficos, incluindo melhora do funcionamento intestinal, atenuação do colesterol e do açúcar no sangue. Recomenda-se uma ingestão de pelo menos 30 gramas ao dia para adultos. Para crianças a conta é: idade +5. Assim, uma criança de 6 anos deverá ingerir 11 gramas de fibras (6+5).
Para adultos atingir as 30 gramas de fibras significa consumir cerca de 400 gramas de frutas e verduras ao dia. Tente aumentar sua ingestão até atingir esse recomendação. As frutas e verduras também oferecem vitaminas, minerais e fitoquímicos necessários ao bom funcionamento do organismo e para a prevenção de doenças cardiovasculares, respiratórias, diabetes, obesidade e diversos tipos de câncer.

Fonte:Andreia Torres - Nutricionista, especialista em nutrição clínica e mestre em nutrição humana.

Crianças comem mais frutas e verduras quando as mesmas são oferecidas nas escolas

Frutas e verduras são importantíssimos para a saúde pois fornecem vitaminas, minerais, fitoquímicos e fibras que nos protegem contra doenças e fazem com que crianças cresçam e desenvolvam-se apropriadamente. As mesmas devem consumir entre 3 e 5 porções de frutas e verduras ao dia porém a maioria dos indivíduos (crianças, adolescentes e adultos) não atingem estas recomendações. Para que estas metas sejam atingidas algumas estratégias são importantes como incluir lanches saudáveis durante o dia e oferecer saladas, verduras e legumes diariamente.

Os pais devem ser o exemplo principal porém o papel da escola é importantíssimo e um estudo da Universidade da Califórnia demonstrou que quando as escolas oferecem este tipo de alimento as crianças tendem a se alimentar melhor. Por isso, ao escolher a escola de seus filhos atente não só para o projeto pedagógico mas também para o tipo de alimentos fornecidos em lanchonetes e refeitórios. A educação nutricional é fundamental para a saúde dos jovens futuramente uma vez que é capaz de prevenir doenças como vários tipos de câncer, diabetes e obesidade.

Para saber mais: http://www.newswise.com/articles/view/536011/?sc=rsmn
Imagem: http://www.healthcastle.com/images/kid_orange.jpg

Frutas e verduras reduzem risco de derrames cerebrais

Um artigo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, reafirma a importância do consumo de uma dieta abundante em frutas e hortaliças. De acordo com a pesquisa, da Universidade de Cambridge, o consumo adequado de vitamina C é capaz de reduzir os casos de acidente vascular cerebral (AVC) em 42%. No estudo, foram acompanhados 20.649 indivíduos ingleses por 9,5 anos. Destes, 448 participantes tiveram AVC, principalmente aqueles com menores concentrações de vitamina C no sangue, independentemente da idade, hábitos de tabagismo, pressão arterial e níveis de colesterol. Daí a importância de uma alimentação saudável. De acordo com o especialista em AVC, Dr. Larry B. Goldstein, MD, os alimentos são a chave já que não existem evidências de que suplementos tenham o mesmo efeito. Além disto existem estudos mostrando que as cápsulas antioxidantes podem interferir com a ação de medicamentos para redução de colesterol, rotineiramente prescritos para a pacientes em risco de sofrerem infartos ou derrames.

Fonte da imagem: http://www.gilbertguide.com/blog/wp-content/uploads/2007/05/veggies_fruits_21.jpg

Frutas diminuem o risco de Alzheimer

Frutas são fontes importantes de vitaminas, minerais e fibras, nutrientes protetores contra doenças neurodegenerativas, incluindo o mal de Alzheimer. Pesquisadores da Universidade de Cornell investigaram os efeitos do consumo de maçãs, bananas e laranjas nos neurônios e descobriram que fitoquímicos fenólicos destes alimentos previnem a neurotoxicidade das células. Dentre as três frutas, as maçãs contém os níveis mais altos de antioxidantes, seguidas das bananas e laranjas.

Este estudo foi publicado no Journal of Food Science.

Frutas e hortaliças diminuem o risco de câcer de mama

Pesquisadores do Vanderbilt-Ingram Cancer Center e do Shanghai Cancer Institute na China confirmaram que a alimentação saudável reduz o risco de câncer de mama. O estudo publicado na edição de março de 2008 do American Journal of Clinical Nutrition mostrou que as mulheres que consomem mais vegetais crucíferos têm um risco menor de desenvolver câncer de mama. Os pesquisadores identificaram também três tipos de genótipos entre as pacientes com câncer: Ile/Ile, Ile/Val and Val/Val. As mulheres com o genótipo Val/Val tiveram um maior risco de câncer em comparação às Ile/Ile e Ile/Val. Porém, mesmo com a genética desfavorável (mulheres com o genótipo Val/Val), aquelas que consumiam vegetais crucíferos (como repolho, brócolis, couve, couve-flor e couve de bruxelas) tinham um risco bem diminuído de desenvolver câncer de mama. Isto acontece pois ete alimentos contém isotiocianatos e indol-3-carbinol que também estão associados à diminuição do risco de câncer de pulmão, estômago, reto, cólon e vesícula biliar.

Pesquisadores: Sang-Ah Lee, Wei Lu, Chuangzhong Ye, Ying Zheng, Qiuyin Cai, Kai Gu, Yu-Tang Gao, Xiao-ou Shu and Wei Zheng.

Vanderbilt University Medical Center
D-3237A Medical Center North
Nashville, TN 37232-2390
United States

Antioxidantes presentes na uva melhoram a resposta ao tratamento contra o câncer


Pesquisadores da Universidade Rochester mostraram que antioxidantes encontrados na casca das uvas e no vinho tinto podem destruir células cancerígenas no pâncreas. O estudo foi publicado na edição de maio do Advances in Experimental Medicine and Biology. Como o consumo de vinho não foi bem estudado em pacientes em tratamento quimio ou radioterápico o melhor ainda é optar pelo consumo das frutas frescas ou sucos. O principal benefício é que um dos antioxidantes da uva, o reverastrol deixa as células mais sensíveis ao tratamento contra o câncer.

Fonte:Andreia Torres - Nutricionista, especialista em nutrição clínica e mestre em nutrição humana.
Para saber mais: http://www.medicalnewstoday.com/articles/101764.php

Propriedades nutricionais da aloe vera (babosa)

A babosa ou Aloe Vera (Aloe barbadensis Miller) tem diversas propriedades importantes para a saúde:
- Mata bactérias que causam doenças;
- Tem ação antiinflamatória;
- Facilita a digestão e absorção de proteínas;
-Diminui o pH intestinal retardando o crescimento de
bactérias patogênicas e da cândida;
- Contém Magnésio, Cálcio, Zinco, Vitaminas do complexo B, vitamina C, ligninas, aminoácidos e várias enzimas;
- Pode ser utilizada no tratamento da indigestão, azia, gastrite, úlcera, síndrome do intestino irritável, colite, constipação, e doenças hepáticas;
- O uso tópico é eficiente no tratamento de queimaduras, acne, psoríase e vitiligo;
- A substância glucomanan forma uma barreira no intestino, prevenindo a hiperpermeabilidade; sistemicamente, age como imunomodulador aumentando a ação dos Linfócitos NK;
- As saponinas têm propriedade antiséptica.


A indicação de suplementação com o extrato é de 2 a 3 colheres de sopa (20 – 30ml), 10 min antes das 3 refeições. Se for comprar um suplemento escolha um que não seja feito da casca pois pode ser tóxica e cancerígena. E atenção: não deve ser utilizado por gestantes ou lactantes.


Fonte:Andreia Torres - Nutricionista, especialista em nutrição clínica e mestre em nutrição humana.

Devo comer mais quando estou resfriado?

Não fique preocupado se perder a fome quando estiver resfriado ou gripado. Alguns estudos mostram que comer menos nestes períodos pode ajudar na recuperação já que neste período o organismo precisa gastar energia para produzir mais anticorpos e se recuperar. A digestão dos alimentos fica então em segundo plano. Obviamente não devemos deixar de comer já que pessoas com mais baixo peso tem um maior risco de desnutrir, o que atrasaria a recuperação. Por isto, mesmo comendo menos opte por alimentos de alto valor nutritivo, ricos em vitaminas, minerais, proteínas e fibras. Já alimentos açúcarados não são a melhor opção pois alimenta fungos, vírus e bactérias e enfraquece o sistema imune. Por isto o ideal é comer uma fruta como melancia, mamão ou laranja ao invés de tomar um suco de limão com muito açúcar. Sopinhas de legumes também são excelentes opções pois trazem conforto já que são quentes e ainda fornecem vários nutrientes importantes para a recuperação do organismo (nota Luis Guerreiro - pode fazer sopa sem ferver cozinhando a uma temperatura entre 42 e 45º para preservar ao máximo os nutrientes).

E a vitamina C? Todas as vitaminas antioxidantes são necessárias para o fortalecimento do sistema imune. Por isto a alimentação deve ser saudável o ano todo já que uma vez com gripe não há muito o que fazer, a não ser esperar que ela vá embora. Enquanto isto descanse, coma alimentos saudáveis e beba bastante água para acelerar a limpeza do organismo.

Fonte:Andreia Torres - Nutricionista, especialista em nutrição clínica e mestre em nutrição humana.Fonte da imagem: http://static.howstuffworks.com/gif/flu-respiratory.gif

Pacientes com artrite beneficiam-se com dieta vegetariana


Pacientes com artrite reumatóide (AR) que consomem dietas com menos alimentos de origem animal e também menos glúten estão mais protegidos contra doenças cardiovasculares. A AR é um fator de risco importante para as doenças cardíacas porém a dieta livre de glúten melhora o perfil lipídico, diminuindo o colesterol ruim (LDL) e aumentando os níveis de anticorpos naturais que combatem os sintomas da artrite. Estes achados foram publicados no Arthritis Research & Therapy.
Fonte da imagem: http://www.fonteaminternational.com/images/blowups/vegan.jpg

Panelas de TEFLON (antiaderentes) são perigosas?

Há vários anos cientistas vem alertando sobre os potenciais perigos das panelas de Teflon, com estudos demonstrando o possível potencial cancerígeno das mesmas. Contudo, até agora os estudos não foram conclusivos. Porém, este mês um time de pesquisadores liderados pela Dra. Kathleen Arcaro da Universidade de Massachusetts anunciou um novo estudo no qual compostos produzidos com a fabricação dos materiais antiaderentes foram encontrados no leite materno. Os resultados da pesquisa serão publicados no jornal científico Environmental Science and Technology. Apesar das quantidades encontradas no leite materno serem pequenas e não excederem os volumes máximos estabelecidos pela agência britânica de toxicologia, os pesquisadores recomendam cautela na interpretação dos dados uma vez que os valores aceitos são derivados de estudos com roedores e é importante observar que os PFCs podem ficar retidos no corpo por anos. Apesar de os efeitos na saúde de adultos e crianças ainda não ser claro, investigadores recomendam evitar o uso de panelas antiaderentes e alimentos ricos em PFCs (compostos perfluorinatados) como aqueles que vem em embalagens resistentes à gordura, como pipoca de microondas e caixas de pizza. Outros pesquisadores são mais moderados em suas conclusões porém relatam que aquelas panelas e utensílios já riscados, com marcas de facas ou colheres devem ser inutilizados, pois apresentam um risco maior de contaminação.

Notícia adaptada de: http://www.sciencedaily.com/releases/2008/04/080430203049.htm

Adapted from materials provided by University of Massachusetts Amherst.

Para saber mais sobre o teflon: http://www.nossofuturoroubado.com.br/0806te%20teflon.htm

Emagrecimento depende da auto-estima

Pesquisadores da universidade de Queensland acreditam que somos o que comemos e, o que comemos depende de nosso auto conceito. Quando gostamos de nós mesmos nossa propensão para cuidar de nossa saúde, praticar atividade física e nos alimentarmos de maneira mais equilibrada é maior.

Em um estudo conduzido pela Dra. Rhonda Anderson com 560 mulheres com idades entre 51 e 66 anos, quase todas com excesso de peso, foi observado que aquelas com uma crença mais forte nelas mesmas tiveram um resultado mais positivo com o tratamento dietético. Isto porque pessoas com melhor auto-estima são mais motivadas e otimistas mesmos em momentos de cansaço, chateações, ou em situações como férias ou festas. E, mesmo quando as coisas tornam-se difíceis elas se mantém firme aos objetivos traçados. Já as pessoas com baixa auto-estima tendem a evitar tarefas difíceis e quando passam por dificuldades são mais propensas a desistir de suas metas. Existem maneiras de se melhorar a auto-estima e, a psicoterapia pode ser necessária para o aprendizado de estratégias de encorajamento.

Ao mesmo tempo existem situações que podem diminuir a auto-estima como sucessivos fracassos. Por isto, não faça dietas malucas e sem orientação já que o engorda-emagrece reduz o metabolismo tornando o emagrecimento realmente mais difícil além de deixar uma sensação de que não é possível manter um peso compatível com as recomendações médicas e nutricionais.

Obviamente o esforço deverá ser proporcional à quantidade de peso que se necessita perder. Para alguns uma caminhada e a diminuição da quantidade de manteiga no pão já são suficientes para se voltar rapidamente ao peso ideal. Para outros um longo acompanhamento que incluirá estratégias de emagrecimento e suporte emocional será necessário.

Fonte: Andreia Torres Nutricionista, especialista em nutrição clínica e mestre em nutrição humana.
Fonte da imagem: http://musicforchange.com/cms/images/selfesteem.jpg

Azeite de Oliva extra-virgem

O azeite de oliva é um alimento importante uma vez que fornece ácidos graxos (gorduras) boas e, também possui propriedades antiinflamatórias. Agora, um grupo de cientistas da Universidade de Granada (Espanha) mostraram um poder antioxidante do azeite extra virgem. Para outros trabalhos sobre o efeito antioxidante do azeite os pesquisadores recomendam o uso do método ABTS.

Outros benefícios do azeite de oliva:

- Controle do colesterol LDL ("ruim");
- Diminuição da incidência de pedras na vesícula;
- Redução do risco de câncer de cólon.

PS: o azeite extra-virgem é o mais saudável visto que sofre menos processamento, sendo extraído logo na primeira prensagem das azeitonas.

Azeite de oliva contra a inflamação

Uma pesquisa do Monell Chemical Sciences Center na Philadelphia mostrou que o consumo regular do azeite de oliva pode bloquear enzimas que causam a inflamação em nosso organismo. Para mais propriedades benéficas do óleo de oliva consultem o artigo do dia 06 do NY Times aqui.

Fonte: Nutricionista, especialista em nutrição clínica e mestre em nutrição humana.

Austrália e a luta contra a obesidade


A obesidade vem crescendo em todos os países e na Austrália os custos de tratamento da condição e de doenças associadas ultrapassa 20 bilhões de dólares ao ano. Isto porque mais de 50% dos australianos adultos tem sobrepeso ou obesidade e existe a mesma tendência de crescimento dos números entre crianças e adolescentes. Preocupada com a questão, a associação médica australiana (AMA) pediu mais responsabilidade por parte da indústria no que concerne a lula contra a obesidade. De acordo com a associação o governo precisa tomar uma ação firme para encorajar a indústria a promover hábitos de vida saudáveis. Ao liberar o documento AMA Position Statement on Obesity, a associação deixa clara sua crença de que o problema é de toda a sociedade: indivíduo, família, governo, indústria e que todos precisam contribuir para a redução do número de casos de obesidade no país. De acordo com a associação até os supermercados precisam ser responsabilizados e incentivados a promover a saúde, dando mais evidência (menores preços e melhores lugares nas prateleiras) para os alimentos mais saudáveis. A associação também reforça a necessidade de um planejamento urbano mais eficiente e que deixe lugares livres para a prática de atividade física e para o fácil acesso a mercados de frutas e verduras já que as evidências mostram que quanto maior o número de hortifruti mais as pessoas tendem a consumir estes alimentos. O documento da AMA colaca pontos importantes como:

- Aumento das taxas e preços de alimentos ricos em gordura e açúcar como doces, refrigerantes e fast food afim de incentivar um menor consumo destes;
- Subsídios para a produção de frutas e verduras para que o preço final dos mesmos seja reduzido inclusive em áreas de difícil acesso;
- Um sistema simples e uniforme para a rotulagem nutricional dos produtos industrializados garantindo um maior entendimento por parte dos consumidores;
- A proibição de propaganda de alimentos ricos em gorduras e açúcar para crianças.

Será que podemos aproveitar algo por aqui?

Para saber mais (EM INGLÊS) clique aqui.
Fonte da imagem: http://www.theage.com.au/ffximage/2006/05/14/1505FATTIES_wideweb__470x222,0.jpg

Seja saudável e ajude o planeta - 5 dicas

Você sabia que pode melhorar sua saúde e ainda ajudar o seu planeta? É o que sugerem os especialistas de Harvard na edição de abril do Harvard Health Letter:

1. Ande ou pedale para o trabalho. Além de gastar calorias e exercitar seu coração, você ainda reduzirá as emissões de gases de seu veículo.

2. Durma cedo. Vários estudos identificaram uma correlação entre poucas horas de sono e o sobrepeso. Além disso, o uso do computador ou TV a noite aumenta o consumo de energia elétrica.

3. Desligue o ar condicionado. Os humanos controlam sua temperatura através de ajustes em seu metabolismo. Porém quando você regula a temperatura ambiente artificialmente acaba queimando menos calorias. Ao desligar o ar condicionado você também reduz o consumo de energia elétrica.

4. Consuma frutas e hortaliças da estação. Estas são mais baratas. Além disso o transporte de vegetais de outros locais pode ser caro. Por isso, dê também preferência aos produtos produzidos em sua comunidade.

5. Não ingira medicamentos por conta própria nem consuma mais do que o necessário. Nosso corpo usa apenas uma fração do medicamento consumido. O restante é excretado. Produtos farmacêuticos na água podem afetar o ecossistema adversamente.

Para saber mais: Harvard Health Publications - http://www.health.harvard.edu/health/

Veja como manter o equilíbrio alimentar em todas as fases da vida

da Folha de S.Paulo

NA GESTAÇÃO
- Nessa fase, as mulheres precisam de mais quantidade de nutrientes como proteínas, ferro e vitamina D. As vegetarianas devem ficar especialmente atentas a isso na hora de planejar a dieta

- Além do complexo vitamínico e mineral que costuma ser indicado para todas as grávidas no primeiros seis meses, as vegetarianas (principalmente as veganas) devem continuar, após esse período, tomando suplementos da vitamina B12, presente apenas em alimentos de origem animal

- O DHA, ácido graxo derivado do ômega 3, é importante para o desenvolvimento do sistema nervoso central do bebê. Gestantes que não comem peixes, ricos nesse nutriente, devem buscar outras fontes, como o óleo de linhaça --duas colheres (chá) por dia são suficientes

- O suplemento de ácido fólico, recomendado para todas as gestantes, deve ser tomado também pelas vegetarianas, ainda que a ingestão deste nutriente geralmente seja maior nesse tipo de dieta

NO PRIMEIRO ANO DE VIDA
- Os nutrientes ingeridos pela mãe passam para o leite materno. Por isso, além de balancear muito bem a dieta, mães vegetarianas devem dar atenção à vitamina B12 e ao ômega 3 (veja recomendações do item anterior)

- O leite materno tem todos os nutrientes necessários na primeira infância, sendo o alimento mais recomendado para bebês, vegetarianos ou não, até os 12 meses

- Se isso não for possível, fórmulas infantis à base de soja são uma alternativa para bebês veganos. Mas, segundo a Sociedade Européia de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica, esses produtos só devem ser usados em caso de necessidade, já que não há estudos de longo prazo que comprovem que consumir soja na infância seja seguro

-pesquisas em animais apontam que os fitoestrógenos do alimento podem aumentar o risco de esterilidade e de câncer nas gônadas

NA INFÂNCIA (ATÉ 12 ANOS)
- Estudos mostram que crianças vegetarianas, quando seguem uma dieta bem planejada, não têm deficiência de crescimento em relação às onívoras. Até dietas mais estritas, como o veganismo, são aceitas, apesar de exigir mais cuidados. Já o crudivorismo, o frugivorismo e dietas macrobióticas muito restritas não são recomendadas para essa faixa etária

- Para garantir os nutrientes necessários nessa fase, confira as dicas abaixo.

NA ADOLESCÊNCIA (DE 13 A 19 ANOS)
- Nessa fase da vida, o crescimento rápido aumenta a demanda por vários nutrientes. O chamado "estirão" demanda muita proteína. Nas meninas, a perda menstrual faz com que haja maior necessidade de ferro. Já os meninos precisam de mais zinco para a espermatogênese e o aumento da massa muscular.

- Além de ingerir mais alimentos ricos nesses minerais (veja dicas no item "Crianças"), pode ser necessário, em alguns casos, tomar suplementos desses e de outros nutrientes. Para os veganos, a suplementação de vitamina B12 é altamente recomendável.

FIQUE DE OLHO NAS CALORIAS
Crianças precisam de energia e, como a dieta vegetariana tende a ter menos calorias, a dica é incluir alimentos mais concentrados caloricamente, como frutas oleaginosas --como castanhas e nozes--, óleos e leguminosas do grupo do feijão. Também é importante evitar o excesso de fibras, que enchem o pequeno estômago da criança rapidamente sem contribuir com muitas calorias. Para garantir um crescimento saudável, o peso da criança deve ser monitorado com freqüência

MELHORE A ABSORÇÃO DE FERRO
A carne possui o ferro heme, melhor absorvido pelo organismo. Para compensar essa falta, a soja(Nota Luis Guerreiro- prefira soja fermentada tipo misso), o feijão branco e outras fontes vegetais de ferro não-heme devem ter destaque na dieta do vegetariano. É importante comer alimentos ricos em vitamina C, que melhoram a assimilação do mineral. Alimentos que dificultam a absorção de ferro, como os chás e o espinafre, devem ser evitados durante as refeições. Outras substâncias que atrapalham a absorção de ferro são os fitatos, presentes em feijões e cereais integrais. Para minimizar o problema, deixe os grãos de molho na água por cerca de 12 horas e, se possível, em local fresco (sem água) por mais 12

BUSQUE FONTES VEGETAIS DE ZINCO
Semente de abóbora, castanhas, feijão azouki e outras leguminosas são boas fontes vegetais de zinco. A dica do item anterior para retirar os fitatos dos alimentos também ajuda na absorção desse nutriente

TOME SUPLEMENTOS VITAMINA B12
Presente apenas em fontes animais, deve ser suplementada em crianças veganas. Mesmo entre as ovolactovegetarianas, deve-se monitorar os níveis no organismo e, se necessário, indicar suplementos

NÃO DESCUIDE DO CÁLCIO
Quem toma leite e derivados não costuma ter problemas com o nutriente. Já as crianças veganas devem ter refeições ricas em oleaginosas, leguminosas e vegetais verde-escuros, para ajudar a suprir o cálcio. Melado de cana, quinua, aveia, brócolis, rúcula e feijão branco são algumas fontes vegetais do nutriente. Alimentos com alto teor de ácido oxálico (espinafre, beterraba, acelga e cacau), que dificulta a absorção de cálcio, devem ser evitados. Alimentos enriquecidos e suplementação podem ser indicados em alguns casos

OBTENHA O ÔMEGA 3 DE LINHAÇA
Quem não come peixe deve buscar o nutriente em alimentos como a linhaça. Para as crianças, recomenda-se ingerir uma colher (chá) de óleo de linhaça, pura ou sobre os alimentos --mas sem aquecer

GARANTA A VITAMINA D
Como, além de estar presente nos alimentos, essa vitamina é sintetizada pelo corpo com a ação da luz solar, só deve receber suplementação quem não se expõe ao sol --em média, 20 minutos, três vezes por semana

VARIE AS FONTES DE PROTEÍNA
Na falta da carne, fonte protéica completa por possuir todos os aminoácidos essenciais --ou seja, aqueles que o corpo não produz-, o importante é ter uma dieta variada. Se a dieta banir leite, ovo e queijo, vale recorrer a leguminosas (como o feijão branco) e a frutas oleaginosas (como o pistache e a semente de abóbora), boas fontes vegetais de proteína. Para completar o perfil dos aminoácidos necessários, a dica é consumir cereais (por exemplo, arroz, trigo e milho)

Fontes: nutricionistas Sílvia Cozzolino e George Guimarães; nutrólogo Eric Slywitch; pediatras Roseli Sarni e Mauro Fisberg; estudo "Vegetarian Eating for Children and Adolescents" ("Journal of Pediatric Health Care")

Estudo afirma o papel do zinco na performance ósteo-locomotora de atletas

O zinco é um forte aliado dos atletas, principalmente daqueles que realizam intensas atividades aeróbicas, como correr, pedalar e nadar. Durante os exercícios, o metabolismo energético fica acelerado e ocorre a formação de espécies reativas de oxigênio. Esses radicais livres podem causar lesões musculares e danos na membrana das células. Para evitar esses problemas, o organismo conta com mecanismos antioxidantes, cujo funcionamento, muitas vezes, depende da ação do zinco. O problema é que, em geral, a ingestão diária desse mineral pelos atletas é insuficiente. E, para piorar a situação, em resposta aos exercícios, a excreção de zinco pelo suor fica aumentada. É o que revela artigo assinado por duas pesquisadoras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro: Josely Koury, do Departamento de Nutrição Básica, e Carmen Donangelo, do Laboratório de Bioquímica Nutricional e de Alimentos.

De acordo com o artigo, publicado na edição de outubro-dezembro da Revista de Nutrição, “na atividade física intensa, há um aumento de 10 a 20 vezes no consumo total de oxigênio do organismo e um aumento de 100 a 200 vezes na captação de oxigênio pelo tecido muscular, favorecendo o aumento da produção de espécies reativas de oxigênio”. Esses radicais livres atacam as principais classes de moléculas que formam o corpo humano. Os lipídeos, abundantes nas membranas celulares, são os mais suscetíveis aos ataques. Para manter a integridade e a funcionalidade das membranas, é fundamental a função que o zinco desempenha no organismo. Pesquisas têm demonstrado que, devido à deficiência desse mineral, a membrana dos glóbulos vermelhos do sangue se torna mais frágil. “O zinco é um nutriente com papel biológico essencial nos mecanismos de proteção antioxidante, principalmente nos relacionados às membranas celulares, bastante requisitados durante a atividade física intensa”, dizem Josely e Carmen no artigo.

No entanto, os efeitos benéficos do zinco podem ficar limitados por causa de uma alimentação inadequada. “Os atletas geralmente consomem quantidade de zinco na dieta insuficiente para compensar as perdas aumentadas pelo suor e urina e para atender a elevada demanda bioquímica”, alertam as pesquisadoras no artigo. A ingestão diária recomendada de zinco é de oito miligramas para mulheres e de 11 miligramas para homens. Suplementos alimentares poderiam ser usados para enriquecer a dieta com zinco. Mas é preciso cuidado para não exagerar na dose. Zinco em excesso inibe a absorção de cobre, outro mineral importante para que o corpo funcione corretamente.

Fonte:Agência Notisa - via http://www.medcenter.com


Fontes Vegetais de Zinco


Feijão, lentilha, nozes, sementes, cereais integrais, semente de abóbora, castanhas, feijão azouki e outras leguminosas são boas fontes vegetais de zinco.
A deficiência de zinco traz prejuízo à força muscular, à imunidade , à formação de hormônios e à força dos cabelos.

(Nota Luís Guerreiro) - Na alimentação viva damos preferência aos grãos e feijões germinados onde os nutrientes aumentam e há uma diminuição dos factores antinutricionais como fitatos, etc, prejudiciais à saude.

A dica do item anterior para retirar os fitatos dos alimentos também ajuda na absorção desse nutriente

Fontes: nutricionistas Sílvia Cozzolino e George Guimarães; nutrólogo Eric Slywitch; pediatras Roseli Sarni e Mauro Fisberg; estudo "Vegetarian Eating for Children and Adolescents" ("Journal of Pediatric Health Care")

Dieta rica em carboidratos refinados pode aumentar risco de degeneração macular relacionada à idade

Autora: Laurie Barclay

Publicado em 09/10/2007

De acordo com os resultados de um estudo prospectivo publicado no volume de outubro do American Journal of Clinical Nutrition, as pessoas que ingerem mais carboidratos refinados apresentam um risco maior de degeneração macular relacionada à idade, enquanto uma dieta com baixo índice glicêmico reduz esse risco.

"Nossos dados mostraram que as pessoas no grupo de alto índice glicêmico se encontravam em grande risco de progressão da degeneração macular relacionada à idade, especialmente aquelas nos estágios mais avançados, declara o autor principal do estudo, Dr. Chung-Jung Chiu, DDS, PhD, do Jean Mayer US Department of Agriculture Human Nutrition Research Center on Aging (USDA HNRCA), na Tufts University, em Boston, em um release da imprensa. "Os participantes que consumiram os carboidratos mais refinados apresentaram uma probabilidade 17% maior de desenvolver cegueira decorrente de degeneração macular relacionada à idade do que aqueles do grupo que consumiram carboidratos menos refinados."

O objetivo desse estudo foi avaliar prospectivamente o efeito do índice glicêmico da dieta no início do estudo, calculado como a média ponderada de índices glicêmicos dos alimentos, na progressão da degeneração macular relacionada à idade.

Em 3.977 participantes do Age-Related Eye Disease Study (AREDS), o índice glicêmico da dieta no início do estudo foi categorizado como acima ou abaixo da média entre os sexos (feminino: 77,9; masculino: 79,3). A faixa etária foi de 55 a 80 anos; 58% dos participantes eram mulheres. Os pesquisadores classificaram 7.232 pacientes elegíveis, sem degeneração macular avançada relacionada à idade, em uma das três categorias da doença: grupo 1 (drusas pequenas não-disseminadas), grupo 2 (drusas intermediárias, drusas pequenas disseminadas, ou anormalidades pigmentares), ou grupo 3 (drusas grandes ou drusas intermediárias disseminadas). Para determinar a relação entre o índice glicêmico da dieta no início do estudo e o risco de degeneração macular relacionada à idade, o modelo de regressão de riscos proporcionais de Cox foi usado, permitindo a produção de um modelo do tempo de progressão máxima da degeneração macular relacionada à idade.

Durante oito anos de acompanhamento (média, 5,4 anos), o risco de progressão multivariado ajustado total foi significativamente maior no grupo de índice glicêmico da dieta inicial alto em comparação com o grupo que apresentava esse índice inicial baixo (taxa de risco, 1,10; intervalo de confiança de 95%, 1,00 – 1,20; P=0,047). O risco de progressão foi 5% maior no grupo 1, 8% maior no grupo 2 e 17% maior no grupo 3 (P para tendência, <0,001).

Os pesquisadores, portanto, estimam que se as pessoas consumissem uma dieta com baixo índice glicêmico, 7,8% dos novos casos avançados de degeneração macular relacionada à idade seriam prevenidos em cinco anos.

"As mudanças nos hábitos alimentares constituem o método mais prático e custo-efetivo para combater a progressão da degeneração macular", afirma Allen Taylor, PhD, diretor do Laboratory for Nutrition and Vision Research, do USDA HNRCA. "É surpreendente como há tão pouca atenção dada à relação entre a degeneração macular e os carboidratos... Ninguém foi capaz de identificar uma intervenção efetiva e não-invasiva que diminuiria a progressão da degeneração macular."

As limitações do estudo incluem: dificuldades em determinar o tempo exato da progressão, possíveis mudanças dietéticas durante o período do estudo e confundidores potenciais e residuais sem controle, tais como atividade física, diabetes e nível socioeconômico.
"Nós acreditamos ter identificado um fator de risco que poderia atrasar a debilitante perda de visão com poucas privações pessoais e econômicas", declara Dr. Taylor. "De acordo com nossos dados, a ingestão limitada de carboidratos refinados, restringindo bebidas adoçadas ou trocando o pão branco por pão integral, em idosos em risco, poderia reduzir o número de casos avançados de degeneração macular relacionada à idade em 8%, em cinco anos. Isso pode ser equivalente a salvar a visão de aproximadamente 100.000 pessoas."

O Departamento de Agricultura dos EUA, o National Institutes of Health e o Johnson and Johnson Focused Giving Program financiaram esse estudo. Os autores declaram não possuir conflito de interesses.

Am J Clin Nutr. 2007;86:1210–1218.
Informação sobre a autora: A Dra. Laurie Barclay é revisora e escritora freelancer para o Medscape.

Fonte: http://www.medcenter.com/Medscape/content.aspx?id=8208&LangType=1046

Salvem os antibióticos



O sistema atual para produção de alimentos de origem animal nos EUA não é sustentável

A fundação norte-americana Pew Charitable Trusts é conhecida por apostar fundo na produção de conhecimento e ferramentas de análise para resolver problemas contemporâneos e aperfeiçoar políticas públicas. Na semana passada, publicou um relatório duro da comissão que trabalhou dois anos e meio sobre o sistema industrial de produção de carne (bois, porcos e aves). É de tirar o apetite.
O estudo de 124 páginas recebeu o título de "Pondo a Carne na Mesa" e pode ser baixado da página da Pew na internet (www.pewtrusts.org). Vai direto ao ponto: "O sistema atual para produção de alimentos de origem animal nos Estados Unidos não é sustentável e representa um inaceitável nível de risco para a saúde pública e de dano ao ambiente, assim como traz malefício desnecessário aos animais que criamos para comer".
O relatório lista "n" fatores em apoio a essa conclusão. Um dos preponderantes, que acabou se tornando muito atual, é a dependência da agropecuária americana dos preços baixos do milho, base da ração usada para o animal ganhar peso em confinamento. A demanda pelo grão para produzir álcool combustível está pulverizando essa fonte barata de proteína, justamente no momento em que o preço do petróleo -de onde saem combustíveis para máquinas e matérias-primas para fertilizantes e defensivos- também bate recordes.
No quesito água, o estudo fornece uma informação preocupante: metade do aqüífero Ogallala já foi exaurida. Com mais de 450 mil quilômetros quadrados, o reservatório debaixo dos Estados de Nebraska, Kansas, Colorado, Oklahoma, Novo México e Texas fornece 20% de toda a água usada em irrigação nos EUA. Não demora em acabar, pois está baixando cerca de um metro por ano.
Chocantes, mesmo, são as conclusões na área dos efeitos sobre a saúde pública. Das 12 recomendações do capítulo, metade diz respeito ao abuso de antibióticos na agropecuária. Além de prevenir e tratar infecções nos animais, antibióticos também são empregados como aditivos na ração, para aumentar o ganho de peso.
Quanto mais se usam antibióticos, em humanos ou animais, pior se torna o problema da resistência. A maior parte das bactérias expostas a esses remédios morre. As poucas que tiverem resistência ao composto, porém, ganham uma enorme vantagem competitiva e se reproduzem rapidamente, passando a infectar os organismos sem que o antibiótico em questão possa eliminá-las. Com o tempo, surgem cepas terríveis de micróbios, que deixam os médicos sem ação.
O relatório diz que o fenômeno da resistência já se tornou "epidêmico". Propõe, por isso, uma medida radical: banir todo uso não-terapêutico de antibióticos na pecuária. Ou seja, essas drogas só poderiam ser empregadas para tratar animais com infecção ou para prevenir infecções naqueles que comprovadamente tenham sido expostos a elas. Quanto ao uso terapêutico, propõe tornar obrigatória a regra de excluir do tratamento de animais aqueles antibióticos classificados como importantes para a saúde humana.
A Suécia baniu os antibióticos não-terapêuticos em 1986. A Dinamarca, em 1998. A União Européia, em 2006. Como resultado, vem diminuindo o reservatório de genes para resistência que poderia armar os germes capazes de atacar humanos (bactérias trocam material genético a torto e a direito).
E você, já ingeriu a sua ração diária de antibióticos?


Autor - MARCELO LEITE é autor de "Promessas do Genoma" (Editora da Unesp, 2007) e de "Brasil, Paisagens Naturais - Espaço, Sociedade e Biodiversidade nos Grandes Biomas Brasileiros" (Editora Ática, 2007). Blog: Ciência em Dia ( cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br ). E-mail: cienciaemdia.folha@uol.com.br

Folha de São Paulo - 04/05/2008

Macacos japoneses sofrem de obesidade mórbida com comida dada por humanos

Animais vivem em parque na região de Osaka e recebem alimentação errada de turistas. Problema atinge 30% do bando; espécie vive com facilidade perto de seres humanos.

Turistas japoneses que não observaram a velha máxima "Não alimente os animais" causaram uma epidemia de obesidade entre os macacos resos (Macaca mulatta) que vivem num parque de Sakai, na região da cidade de Osaka. De acordo com as autoridades que cuidam do parque, 30% dos bichos que vivem na área estão acima do peso por causa da comida extra oferecida pelos visitantes. Os administradores do local temem pela saúde dos bichos, que são nativos da Ásia.

Foto: Kazuhiro Nogi/France Presse
Membros da espécie são conhecidos por sua facilidade de se adaptar aos hábitos humanos (Foto: Kazuhiro Nogi/France Presse)

Foto: Kazuhiro Nogi/France Presse
Um dos bichos fazendo o que aparentemente mais adora: comer (Foto: Kazuhiro Nogi/France Presse)

Foto: Kazuhiro Nogi/France Presse
Organismo dos animais tem dificuldade para processar comida calórica (Foto: Kazuhiro Nogi/France Presse)

Fonte: France Presse - 04/05/2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008

Os Fins e os Meios

Todo ser consciente tem interesses - e nós criamos complexos sistemas sociais e legais para garantir que nossos interesses não sejam violados, ainda que nossa habilidade de garanti-lo seja fortemente determinado por nossa raça, classe, gênero, e outros fatores de privilégio. Ser confinado fisicamente, submetido a ataques dolorosos ou prejudiciais, ser privado de comida ou roubado, ou assassinado, ou forçado a realizar ações não-naturais ou degradantes, tudo isso viola
nossos interesses, e quem quer que faça isso conosco enfrentará conseqüências legais e sociais.

No entanto, agimos precisamente da mesma maneira contra os animais, numa escala inimaginavelmente massiva, com impunidade. Queremos nossos interesses protegidos, mas não nos importamos com os deles. Esta é nossa sombra, jamais confrontada, e a causa real do ciclo de violência além do qual devemos evoluir ou desaparecer. Nosso desaparecimento, ainda que trágico, seria uma enorme bênção para a maioria dos animais deste planeta. Este pensamento profundamente perturbador deveria nos motivar a examinar a nós mesmos e mudar.

(Will Tuttle - no livro "The World Peace Diet")
Livro em inglês online no Google books

Desigualdade social no mundo afora - o que se gasta em alimentos por semana

Preste bastante atenção no tamanho das famílias, na dieta de cada país e na disponibilidade e custo do que é ingerido em uma semana. É impressionante a desigualdade entre as diferentes partes do mundo.


1 - Alemanha: Família Melander de Bargteheide.
Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares




2 - Estados Unidos da América:
Família Revis da Carolina do Norte
Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares




3 - Italia:
Família Manzo da Secília
Despesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares




4 - México:
Família Casales de Cuernavaca
Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares




6 - Egito:
Família Ahmed do Cairo
Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares




7 - Equador:
Família Ayme de Tingo
Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares




8 - Butão:
Família Namgay da vila de Shingkhey
Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares




9 - Chade:
Família Aboubakar do campo de refugiados de Breidjing
Despesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares

Fontes:
-Time ( http://www.time.com/time/photogallery/0,29307,1626519,00.html )
-Livro:
Hungry Planet - What the World Eats by Peter Menzel, Faith D'Aluisio

TV e falta de sono 'elevam risco de obesidade infantil'

O número de crianças e bebês acima do peso está aumentando
Uma pesquisa da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, relaciona a falta de sono e o uso de televisão com a obesidade em bebês e crianças.

Os pesquisadores da Escola de Medicina da universidade descobriram que crianças que dormem menos de 12 horas e assistem à televisão mais de duas horas por dia têm 16% de chances de ficarem obesos.

Em contraste, o risco para os bebês e crianças que dormem mais e assistem menos à TV é de apenas 1%.

O estudo, realizado com 915 crianças e publicado na revista especializada Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine, afirma que a descoberta também pode ser importante para crianças mais velhas.

"Cada vez mais pesquisas sugerem que a diminuição do tempo de sono pode ser mais prejudicial à nossa saúde do que imaginávamos", afirmou a chefe da pesquisa, Elsie Taveras.

"Precisamos de mais estudos. Mas nossas descobertas sugerem que os pais podem retirar as televisões dos quartos das crianças e encorajar uma melhor qualidade do sono", acrescentou.

Peso e medida

No estudo, o peso e as medidas das crianças foram analisados durante várias visitas às famílias, até a criança completar três anos de idade.

Ao mesmo tempo, as mães informavam regularmente quantas horas as crianças dormiam e quantas horas assistiam à televisão a cada dia.

Os pesquisadores sugeriram que a falta de sono pode aumentar o risco de problemas com o peso, pois estimula os hormônios que influenciam o apetite, levando as crianças a comerem mais.

Além disso, o maior tempo em frente à televisão leva à maior exposição a propagandas de 'junk food', piorando a dieta dessas crianças, segundo os pesquisadores.

"A questão do peso nesta idade é muito importante e está se transformando em um problema", disse Terence Stephenson, vice-presidente do Royal College of Paediatrics and Child Health, da Grã-Bretanha.

"Bebês acima do peso levam a crianças acima do peso e adultos acima do peso. Mas o que precisamos saber é se as crianças que assistem mais à televisão e dormem menos estão comendo mais e se exercitando menos", acrescentou.


Fonte: BBC Brasil

Dieta da mãe influencia sexo do bebê, sugere pesquisa

Bebê
Nascimento de bebês meninos está caindo em países desenvolvidos
A dieta da mãe na época da concepção pode influenciar o sexo do bebê, sugere uma pesquisa da Universidade de Exeter e Oxford publicada na revista especializada Biological Sciences, da Royal Society.

Segundo o estudo, mulheres que têm dieta rica em calorias e comem cereais regularmente no café da manhã podem aumentar as chances de conceber um menino.

Os pesquisadores afirmam ainda que a tendência moderna de optar por dietas de baixa caloria pode explicar a queda no nascimento de meninos em países desenvolvidos.

O estudo analisou a primeira gravidez de 740 mulheres na Grã-Bretanha, que relataram seus hábitos alimentares antes e durante os primeiros estágios da gestação.

Os pesquisadores concluíram que 56% das mulheres que tinham consumo mais alto de calorias à época da concepção tiveram filhos homens, em comparação com 45% das mulheres com uma dieta de baixa caloria.

As mulheres que tiveram filhos homens também tinham tendência maior a comer quantidades maiores e uma variedade maior de nutrientes, incluindo potássio, cálcio e vitaminas C, E e B12.

Elas também tinham tendência maior a comer cereal no café da manhã.

Menos meninos

Nos últimos 40 anos houve um pequeno, mas constante, declínio no nascimento de meninos de cerca de um por cada 1.000 nascimentos anualmente, nos países desenvolvidos, inclusive a Grã-Bretanha.

Pesquisas anteriores também mostraram uma redução na média do consumo de calorias nos países desenvolvidos, e também há evidências de que mais pessoas agora pulam o café da manhã.

Já se sabia que em muitas espécies animais as fêmeas têm mais filhos machos quando os recursos são abundantes.

O fenômeno foi observado mais extensivamente em invertebrados, mas também é visto em cavalos, vacas e algumas espécies de cervos, e acredita-se que a explicação esteja na disposição evolutiva de produzir descendentes.

Segundo a pesquisadora Fiona Mathews, que liderou o estudo, “potencialmente, os machos da maioria das espécies podem produzir mais descendentes do que as fêmeas, mas isso pode ser fortemente influenciado pelo tamanho ou posição social do macho, com machos de baixa qualidade fracassando em se reproduzir”.

“As fêmeas, por outro lado, se reproduzem de maneira mais consistente.”

“Se uma mãe tem recursos em abundância, faz sentido investir em ter um filho macho, porque as chances são de que ele dará a ela mais netos do que uma filha.”

“Mas, em tempos difíceis, uma filha pode ser uma aposta mais segura.”

Níveis de glicose

Também se sabe, por pesquisas sobre fertilização artificial, que altos níveis de glicose encorajam o crescimento e desenvolvimento de embriões masculinos ao mesmo tempo em que inibem os embriões femininos.

Nos humanos, pular o café da manhã diminui o nível de glicose e pode ser interpretado pelo corpo como um indicador de um ambiente escasso e com pouca disponibilidade de alimentos.

O médico Allan Pacey, especialista em fertilidade da Universidade de Sheffield, disse que há fortes evidências de que a natureza tem maneiras sutis de mudar a proporção entre os sexos na população em resposta a uma série de circunstâncias.

Mas ele afirmou que as mulheres não deveriam “passar fome” na tentativa de influenciar o sexo do bebê.

“Já foi observado em alguns estudos sobre animais que mesmo mudanças pequenas na dieta das mulheres podem afetar a saúde dos filhos a longo prazo, então é importante que a mãe tenha uma nutrição apropriada na hora da concepção e durante a gravidez.”

Fonte : BBC Brasil - 23 de Abril, 2008