Qr Code do blog

Qr Code do blog
Qr Code do blog

Rss

Contacto

Blog Archive

Followers

Follow by Email

Add me on Facebook

NutriViva Tv



Total de visualizações de página

terça-feira, 6 de maio de 2008

Número de células de gordura permanece constante ao longo da vida

O número de células de gordura no nosso corpo permanece constante ao longo da vida adulta, revela um novo estudo. A descoberta sugere que o processo de ganho de peso pode ser fundamentalmente diferente em adultos e em crianças.

Os adultos que ganham ou perdem peso devem faze-lo através de alterações do tamanho das células de gordura, chamadas adipócitos, e que constituem os depósitos de gordura no corpo. Já as crianças, pelo contrário, acumulam mais gordura aumentando o número total destas células no corpo.

Isto pode significar que as pessoas que engordaram durante a infância podem ter mais dificuldade em alterar o seu peso mais tarde na vida do que as que apenas engordaram em adultas, sugere Kirsty Spalding, do Instituto Karolinska de Estocolmo, Suécia, que liderou este novo estudo.

Ainda que o número de adipócitos permaneça constante na fase adulta, Spalding e a sua equipa descobriram que não são sempre as mesmas células. Há um processo dinâmico de morte celular e renovação.

Spalding e a sua equipa recolheram biopsias de gordura da barriga de 687 pessoas, tanto magras como obesas, e registaram o número e a dimensão dos adipócitos, bem como a idade, sexo e índice de massa corporal.

Combinados com dados semelhantes recolhidos anteriormente em crianças, estes revelaram que o número médio de células de gordura aumenta até por volta dos 20 anos e depois permanece relativamente constante, estando fortemente associada ao índice de massa corporal.

Os investigadores também mediram 20 pessoas obesas e realizaram a operação de colocação de uma banda gástrica para reduzir a ingestão de alimento.

Quando Spalding mediu estes voluntários novamente, dois anos após o procedimento, descobriu que não havia uma redução do número de células de gordura: os voluntários ainda tinham mais de 80 mil milhões de células de gordura no corpo, apesar de terem perdido uma média de 18% do peso corporal. Era o volume de cada célula de gordura individualmente que se tinha reduzido e não o seu número.

Ainda assim, as células de gordura estão constantemente a morrer e a ser substituídas, mesmo nos adultos, revela Spalding. Chegaram a essa conclusão estudando gordura extraída durante procedimentos de lipoaspiração em 35 pessoas que viveram o período de testes nucleares da Guerra Fria, de 1955 a 1963, quando a atmosfera esteve mais radioactiva que o normal. Alimentos cultivados e ingeridos durante este período apresentavam níveis elevados do isótopo carbono-14.

Menos células de gordura apresentavam uma dose elevada de carbono-14 do que seria de esperar se estas células nunca fossem substituídas, relata a equipa na última edição da revista Nature. Isto revela que as células foram mudando ao longo das décadas.

Se os biólogos conseguirem perceber exactamente como funciona esta substituição dos adipócitos e de que forma é regulada, pode ser possível criar medicamentos que interfiram com o processo e potencialmente ajudar as pessoas a manter o peso ideal depois de terem emagrecido.

Spalding considera que um tratamento desses seria melhor aplicado a pessoas que já tivessem perdido peso de forma acentuada, como as que se sujeitam a cirurgia gástrica. "Temos que ser realmente cautelosos com a aplicação de uma coisa destas."

"Seria muito perigoso dar estes medicamentos a pessoas ainda muito obesas", acrescenta Spalding. Cortar o número de células de gordura quando as pessoas ainda apresentam um grande volume de gordura colocaria um esforço superior nos adipócitos restantes, levando a complicações metabólicas, como a diabetes, explica ela.

"Não me parece que vá ser tão simples como tomar um comprimido, perder o peso e problema resolvido", acrescenta ela.

Talvez mais importante, diz Spalding, seja a confirmação de que as células de gordura podem proliferar durante a infância mas não na fase adulta. Os factores por trás desta situação provavelmente são tanto genéticos como dietéticos, diz ela.

Assim, ainda que a obesidade tenha tendência para ser uma característica de família, evitar engordar quando jovem vai ajudar a estabelecer um número de células de gordura saudável para toda a vida. "A melhor mensagem que podemos retirar disto é que as pessoas com filhos devem garantir que eles têm um estilo de vida saudável", diz Spalding.

Fontes: Simbiotica Newsletter
Karolinska Institute

Fazer dieta não reduz número de células de gordura, diz estudo - BBC Brasil

homem acima do peso
Fazer dieta não diminui número de células de gordura
Uma pesquisa realizada por especialistas suecos aponta que fazer dieta não diminui o número de células de gordura do corpo humano.

Os especialistas, da Universidade Karolinska, dizem que a quantidade de células de gordura – adipócitos – é definida durante a adolescência e permanece invariável pelo resto da vida, mesmo que a pessoa venha a desenvolver obesidade no futuro.

Os pesquisadores fizeram uma experiência com centenas de crianças, adolescentes e adultos e descobriram que as células de gordura se multiplicavam durante a infância, mas que uma vez atingida a idade adulta, o número continuava o mesmo.

Durante os testes, eles retiraram amostras de gordura de alguns pacientes que se preparavam para se submeter à cirurgia de redução do estômago, um dos últimos recursos utilizados pela medicina moderna na luta contra a obesidade.

Depois que os pacientes emagreceram, os cientistas retiraram uma nova amostra de gordura para averigüar se a quantidade de adipócitos havia reduzido.

Eles perceberam, então, que as células de gordura não haviam diminuído em quantidade, mas no tamanho.

Na avaliação do coordenador da pesquisa, Kirsty Spalding, o estudo representa uma má notícia para quem vive fazendo dietas.

“Isso explica por que é tão difícil perder peso e manter os quilos a menos, porque as células de gordura não estão indo a lugar nenhum. Elas ficam ali, pedindo mais comida”, explicou ele.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Nature.

Obesidade: prevenção só é eficaz se iniciada na infância

Notícia Revista Veja.com - Ciência e saúde: Ciência
Pesquisa: por que é difícil manter o peso
05 de Maio de 2008 | 08:27

O efeito sanfona e a dificuldade para manter o peso depois de uma dieta bem-sucedida podem ser explicados pelo número de células adiposas que é definido na infância. Um estudo publicado na revista científica britânica Nature indica que o número total de células de gordura no corpo é estável e a produção de outras novas é compensada pela destruição das que morrem.

Todos os anos, ocorre uma renovação de 10% dessas células. Assim, quando se perde peso na idade adulta, apenas a massa das células é reduzida. Não há diminuição no número de células adiposas. E quando o tecido é renovado, a tendência é readquirir a massa anterior à dieta. Isso explica, segundo os cientistas, "ao menos parcialmente, porque é tão difícil manter o peso alcançado depois de emagrecer".

Os pesquisadores do Instituto Karolinska de Estocolmo (Suécia) estudaram tecidos procedentes de lipoaspirações e de reconstruções abdominais. Eles concluíram que, depois da infância, o número de células adiposas permanece constante. O estudo confirma as estatísticas que demonstram que a maior parte dos adultos obesos já o eram na infância. Só 10% das crianças com peso normal convertem-se em obesos. Mais de 75% das crianças obesas conservam esta condição na idade adulta.

Para os cientistas, estes dados tornam possível a definição de novas linhas de tratamento para a obesidade. Adotar medidas desde a infância para frear a renovação de células adiposas mortas podeser uma alternativa eficaz.

Fonte: veja.com

Fonte da imagem: http://www.femhealth.com/images/graphics/child249x267.jpg

0 comentários: