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sexta-feira, 13 de julho de 2007

Mundo saudável precisa de muitas espécies

A perda da biodiversidade pode ter um enorme impacto na produção de alimentos, na qualidade da água e nos níveis de dióxido de carbono presentes nas atmosfera, muito mais do que antes se pensava, alertam os cientistas.

Andy Hector, da Universidade de Zurique, Suíça, e o seu colega Robert Bagchi, da Universidade de Oxford, Reino Unido, desenvolveram um método de análise da forma como o número de espécies de um dado local afecta o conjunto total de processos do ecossistema, como a decomposição, a formação do solo, reciclagem de nutrientes e água ou o crescimento vegetal.

Uma estimativa feita em 1997 colocava o valor económico desses serviços, prestados pelos ecossistemas à humanidade, em cerca de US$33 triliões por ano.

Usando dados das planícies europeias, Hector e Bagchi descobriram que à medida que mais processos ecológicos são tidos em conta, o número de espécies necessárias para os manter também aumenta drasticamente. A maioria dos estudos anteriores analisaram cada um dos processos, ou seja, serviços prestados pelos ecossistemas, de forma isolada.

"As análises anteriores focavam-se de forma demasiado estreita e assumiram efectivamente que as espécies que são importantes num processo de um dado ecossistema também são capazes de realizar todos os restantes serviços", diz Hector. "Mas afinal essa situação não é real." Os resultados deste estudo aparecem publicados na última edição da revista Nature.

O estudo fornece as primeiras evidências de que os diferentes processos de um ecossistema de um dado local são afectados por diferentes grupos de espécies. "As pessoas já tinham falado disto antes mas não havia dados que o apoiassem até agora", diz Owen Petchey, da Universidade de Sheffield, Reino Unido.

"Este estudo sugere que para um ecossistema plenamente funcional, com muitas funções portanto, o número máximo de espécies tem que ser preservado", diz Petchey. "Toda a biodiversidade é essencial e nenhuma é redundante. Esta descoberta tem um potencial enorme em termos de políticas de conservação, porque a humanidade depende de muitos serviços essenciais prestados pelos ecossistemas."

Um relatório de 2005 das Nações Unidas concluiu que o Homem causou mais danos à diversidade biológica nos últimos 50 anos que em qualquer outra época da história.

A não ser que esta tendência seja parada e revertida, alertava já o relatório nesse ano, as populações irão perder os benefícios vitais concedidos pelo mundo natural.


Saber mais:

Millennium Ecosystem Assessment

Lançada Enciclopédia da Vida

Biodiversidade está a desaparecer

Salve-se as espécies emblemáticas em primeiro lugar

Século passado assistiu ao declínio da biodiversidade


Nove novas áreas de crise para a biodiversidade

Este boletim é mantido por simbiotica.org, a Rede Simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Cozinheiros sem forno nem fogão

Consumo de alimentos naturais e hipocalóricos, aquecidos a uma temperatura inferior a 40 graus centígrados, é o primeiro passo para quem pretende seguir à risca a culinária viva


Ele não prega uma mudança radical de hábitos alimentares. Aprendeu com sua mestra, Ana Branco, professora do Departamento de Artes e Design da PUC-Rio, adepta da alimentação viva há mais de 20 anos, que é perigoso mudar de repente. “Os alimentos industrializados e as misturas de amido com proteína são altamente acidificantes e causam dependência. Seria um choque passar, de repente, para os alimentos crus. É como a desintoxicação de drogas pesadas. Tem que ser aos poucos”, diz o gastroenterologista Alberto Peribanez Gonzalez.

Como endoscopista do Hospital Universitário Estácio de Sá e coordenador da Oficina da Semente, Alberto propõe uma mudança cultural, já que alguns alimentos estão muito arraigados desde a infância. “São docinhos de leite, sorvetes, pudins, feijoada, churrasco, bolos e tortas, gorduras hidrogenadas, como a da margarina, amidos, açúcares e proteínas animais, como ovos, carnes vermelhas e brancas. Não importa o que a pessoa coma, mas é preciso pegar o caminho de volta para uma alimentação natural, com o leite da terra, os sucos verdes, as sementes germinadas e o pão dos essênios”, explica.

É por isso que ele gasta mais de uma hora só na prescrição da receita. Depois de ouvir o histórico do paciente, de fazer o exame clínico e pedir exames laboratoriais de rotina, “dou uma longa aula sobre culinária viva. O primeiro segredo é não perder as enzimas ativas com o cozimento dos alimentos, que não devem passar de 40 graus centígrados, o mesmo calor do corpo. O termômetro é a mão, colocada dentro da panela morna, com ou sem luvas. Se estiver na temperatura da mão, é hora de desligar o fogo”.

Outro segredo é que alimentação viva é hipocalórica. Os amidos usados são crus, como batata, cará, mandioca. Na Oficina da Semente , não há farinhas nem açúcares. O único pó branco usado é o sal grosso ou marinho. “Reduzindo o gasto energético do corpo, a carga micótica será menor, pois os animais microscópicos chegam por meio da alimentação. As fezes desses fungos que vivem em nosso organismo produzem as micotoxinas. Sabemos que essas toxinas são excrementos dos fungos.” Uma delas, por exemplo, é a toxina aldeídica, responsável pela formação do colesterol LDL no fígado, em decorrência do excesso de amido e açúcar. Esse é o outro segredo da alimentação viva. Reduzir a ingestão de amido e açúcar e, conseqüentemente, a população de fungos no organismo.

A consulta ainda não acabou, porque Alberto quer denunciar uma outra microtoxina poderosa, um veneno protoplásmico, que atua no núcleo celular, retirando todas as suas vitaminas: o álcool, que desarranja a célula. “Sou um professor universitário e, pelo menos duas vezes ao ano, faço um discurso para os meus alunos contra o álcool, que é uma toxina de fungo. Tanto o álcool do vinho, passando pela cerveja, até o uísque e a cachaça. Primeiro, há a fermentação por animais microscópicos que defecam no organismo. E o excremento desses animais chama-se álcool.”

No receituário de Alberto entram também os segredos do liqüidificador; da moagem; do biossocador feito de pepinos e cenoura para triturar os alimentos; e também como retirar o amido dos produtos, como ralar, hidratar, desidratar, prensar, germinar os brotos e sementes e até como abrir cocos, refogar verduras e amornar pratos.

Na cozinha

Indiferentes ao pagode que grita nos rádios das casas da Lapa, na zona boêmia do Rio, Alberto recebe os primeiros clientes para o almoço vegetariano. Há cinco meses no Brasil, o francês Arzhel Racine, de 24 anos, prepara a sobremesa sem nenhuma pitada de açúcar. É dele também o leite da terra com vegetais e água de coco. Já Ana Luzia da Silva, de 35, também agente de saúde da Oficina da Semente, faz uma caldeirada de frutos do mato. Depois de morar 10 anos no Canadá e quatro meses na Índia e na Tailândia, ela coordena os cursos da alimentação viva. Apesar de ter sido macrobiótica por mais de 15 anos, Ana está gostando dessa nova culinária. Reconhece que alguns pratos ainda não foram bem digeridos, mas está livre dos gases que bloqueiam o fluxo de energia.

Mesmo não comendo carne há mais de 20 anos, a passagem para a alimentação viva já trouxe vantagens. “Minha pele melhorou, não tenho mais sono e cansaço depois do almoço”, diz ela, enquanto rala cenoura e cará, pica cebola fininha, brócolis americano, trigo de quibe germinado.” Separada e sem filhos, ela foi ao Rio de Janeiro para aprender que os grãos germinados potencializam o poder dos nutrientes em até 20 mil vezes.

Alheia aos gritos dos bêbados lá fora, ela vai plantando as sementes de um mundo melhor, junto com Arzhel e seus alunos Priscila Ramalho, Marcos Odara, Ângela Santana e José Cláudio Leal, ávidos por saúde. O contraste entre o que se passa fora e dentro do casarão de três andares não incomoda os aprendizes dessa medicina integrativa. “Estamos harmonizando a Rua Joaquim Silva”, proclama ela, sob os olhos orgulhosos de Alberto, que tem muitos projetos comunitários para os morros do Vidigal e do Turano, no Rio, e também na Favela do Preventório, em Niterói – a laje biogênica, com o uso da energia solar na preparação dos alimentos. Seu maior sonho é que os moradores transformem as lajes de seus barracos, com a germinação das sementes. “A laje passa a ser um local de alimentos vivos, energizados, prontos para serem consumidos por famílias de classes sociais menos favorecidas. É um projeto embrionário ainda, mas que pode mudar a vida na Terra, sem guerras, destruição da natureza. É o primeiro passo no caminho da paz”, diz.


Déa Januzzi
Do Rio de Janeiro




Alimentos vivos

Técnica culinária usa produtos crus, orgânicos e funcionais, deixando de lado processos de industrialização e de cozimento, para a prevenção de doenças e preservação da saúde


Você já experimentou leite da terra, suco do Sol, pão dos essênios e musse de rosas? Não? Então, venha e esqueça o árido estilo da alimentação contemporânea. Nada de fast food, delivery, microondas e freezer, pesticidas ou aditivos químicos, pois um novo conceito de alimentação está ganhando adeptos em todo o mundo: a culinária viva, vega ou crudivorista, uma dieta à base de alimentos vegetais in natura, que não passam pelo processo de industrialização ou de cozimento. É o que mostra o médico gastroenterologista carioca, Alberto Peribanez Gonzalez, de 45 anos, formado em medicina pela Universidade de Brasília (UnB), mestre e doutor pelo Instituto de Pesquisa Científica de Munique, na Alemanha, e autor do livro Lugar de médico é na cozinha, lançado pela editora Universidade Estácio de Sá, onde ele é professor de fisiologia cardiovascular.

Para conhecer as idéias do médico, é preciso visitar um casarão histórico de três andares, na Lapa, na zona boêmia do Rio de Janeiro. Num dia de chuva fina, sob os arcos da Lapa, a equipe do caderno Bem Viver chegou à Oficina da Semente, com pequeno restaurante logo na entrada e uma cozinha, que é espécie de laboratório vivo, onde ele desenvolve técnicas culinárias para que os alimentos funcionais, orgânicos, germinados e crus possam ser assimilados por famílias de todas as classes sociais, na prevenção de doenças e preservação da saúde.

Na mesa posta do bistrô, o almoço começa a ser servido: salada verde, com chicória, alface, abacate, tomate e uva passa. Em seguida, vem a cevadinha, sopa, verduras amornadas e uma sobremesa que não leva açúcar, mas encanta o paladar. O leite da terra, com água de coco e castanhas é um néctar dos deuses.

Ao fundo, os cozinheiros Arzhel Racine, um francês de 24 anos; Ana Luiza da Silva, de 35, de Maceió; e outros alunos que são considerados pelo médico como agentes de saúde, pois estão ajudando a divulgar a alimentação viva. Na bancada da cozinha, germinam brotos de girassol e de trigo. Uma velha geladeira, que funciona no frio mínimo, guarda legumes, hortaliças, ervas frescas e frutas de todas as cores e sabores. O azeite extravirgem é o único usado no preparo dos alimentos. Assim, nenhuma gordura saturada vai ficar colada nas paredes da cozinha ou das artérias do coração. E, como não há cozimento, os nutrientes são inteiramente preservados.

Por instantes, Alberto sobe as escadas até a laje da casa, onde está preparando o pão dos essênios, cuja receita foi ensinada por Jesus Cristo e retirada dos manuscritos do Mar Morto. Como Hipócrates, o pai da medicina, Alberto Gonzalez, acha que o alimento é um dos caminhos da cura, o melhor remédio. E veste o avental para ensinar 88 receitas de alimentos crus e fáceis de preparar. Mas vai logo avisando: “Sou um médico normal. Em minhas consultas, o que muda é a prescrição”.

Déa Januzzi
Do Rio de Janeiro

Nova York incentiva consumo da água da torneira

Jane Peel





A prefeitura de Nova York está tentando convencer a população a beber água da torneira em vez de água mineral engarrafada, com o objetivo de proteger o meio-ambiente.

A cidade lançou uma campanha para promover a causa, e restaurantes locais estão sendo chamados a aderir. As autoridades dizem que a campanha vai ajudar os nova-iorquinos a economizar dinheiro e reduzir o desperdício.

De acordo com grupos ambientalistas, quatro entre cinco garrafas plásticas acabam em lixões, e o processo de produção de mais garrafas contribui para o aquecimento global.

Eles lembram ainda que a distribuição da água mineral engarrafada muitas vezes envolve o transporte do produto por longas distâncias. Em pleno calor, os novaiorquinos estão divididos quanto aos méritos da campanha.

"O problema é que gosto de água com gás", disse um deles, rindo e acrescentando que não tem nada contra a campanha. Restaurantes na Califórnia começaram a servir apenas água de torneira, e alguns em Nova York estão seguindo o exemplo.

A entidade Bottled Water Association, entidade que reúne as empresas que comercializam água engarrafada, disse que é injusto penalizar uma indústria que está promovendo a reciclagem e introduzindo embalagens biodegradáveis.

BBC Brasil

Nova York incentiva consumo da água da torneira

A prefeitura de Nova York está tentando convencer a população a beber água da torneira em vez de água mineral engarrafada, com o objetivo de proteger o meio-ambiente.

A cidade lançou uma campanha para promover a causa, e restaurantes locais estão sendo chamados a aderir. As autoridades dizem que a campanha vai ajudar os nova-iorquinos a economizar dinheiro e reduzir o desperdício.

De acordo com grupos ambientalistas, quatro entre cinco garrafas plásticas acabam em lixões, e o processo de produção de mais garrafas contribui para o aquecimento global.

Eles lembram ainda que a distribuição da água mineral engarrafada muitas vezes envolve o transporte do produto por longas distâncias. Em pleno calor, os novaiorquinos estão divididos quanto aos méritos da campanha.

"O problema é que gosto de água com gás", disse um deles, rindo e acrescentando que não tem nada contra a campanha. Restaurantes na Califórnia começaram a servir apenas água de torneira, e alguns em Nova York estão seguindo o exemplo.

A entidade Bottled Water Association, entidade que reúne as empresas que comercializam água engarrafada, disse que é injusto penalizar uma indústria que está promovendo a reciclagem e introduzindo embalagens biodegradáveis.

BBC Brasil

Ratos desabrigados espalham pânico na China


ratos
Mais de dois bilhões de ratos invadiram 20 cidades chinesas
Mais de dois bilhões de ratos invadiram 20 distritos da província de Hunan, na China, destruindo plantações numa área de 1,6 milhão de hectares - mais de dez vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

Os roedores estão fugindo da água desde o mês passado, quando a cheia no rio Yangtze elevou o nível do lago Dongting, alagando as tocas dos roedores que habitavam as redondezas.

Os animais tiveram de deixar seus ninhos em busca de terra seca e agora espalham terror por onde passam.

Apenas no distrito de Dahu, 2,3 milhões de roedores foram exterminados, o que equivale a 90 toneladas de ratos mortos.

“É como tropas inimigas que saqueiam em uma guerra. Não nos restou nada”, disse Yin Xinjin, de 65 anos, sobre o ataque dos roedores à sua colheita.

A invasão se concentra próximo às cidades de Yueyang e Yiyang, regiões conhecidas pela prosperidade agrícola.

Camponeses lamentam a destruição das plantações. As áreas afetadas são famosas por cheirar a “perfume de arroz e melão doce” na época da colheita, dois alimentos considerados nobres na culinária chinesa.

Para o jornal South China Daily, além das cheias, o desequilíbrio do ecossistema ao redor do lago de Dongting também pode ser uma razão do problema.

"As cobras, consideradas uma iguaria na culinária da região, têm sido caçadas para atender a demanda dos restaurantes. Sem um predador natural, os ratos de Hunan procriaram descontroladamente", diz uma reportagem do jornal chinês.

Medidas de combate

As autoridades alertam para o alto risco de contágio de doenças como a leptospirose, mas até agora nenhum caso foi registrado.

O governo está distribuindo veneno de rato e enviou equipes para exterminar os roedores e também promove uma campanha de conscientização.

“O foco está na educação dos moradores, para que eles se protejam enquanto matam os ratos e supervisionem as condições de saúde local”, disse à imprensa oficial Peng Zaizhi, diretor da divisão de contenção de emergências do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da província de Hunan.

As autoridades aconselham os moradores a queimar e enterrar os animais em áreas remotas e ainda oferecem uma "recompensa" de 50 centavos de Yuan por rato morto (R$ 0,12).

Mas quem quiser receber o dinheiro deve mostrar o rabinho do rato como prova.

Fonte: BBC Brasil

Tribunal da UE proíbe pesticida por apresentar riscos à saúde


11/07 - 07:09 - EFE



Bruxelas, 11 jul (EFE).- O Tribunal de Primeira Instância da União Européia anulou hoje a norma que permitia o uso da substância "paraquat", uma das mais usadas do mundo para herbicidas, porque considera que a autorização "viola as exigências de proteção da saúde humana e animal".

A Justiça comunitária determinou, em sua sentença, que quando a Comissão Européia (órgão executivo do bloco) aprovou o produto não levou em conta estudos sobre a relação com doenças como o Parkinson e nem um relatório sobre os danos a trabalhadores da Guatemala.

O "paraquat" é uma substância ativa que faz parte da composição de um dos três herbicidas mais utilizados do mundo. É usado em mais de 50 variedades de cultivos em 120 países e comercializado como pesticida há 60 anos.

Na UE, 13 países proíbem a substância, entre eles Dinamarca, Áustria, Finlândia e Suécia, que pediram ao tribunal que impugnasse a norma que autorizava o uso.

O Tribunal de Primeira Instância apontou que houve uma "infração" no procedimento de autorização, porque omitiu estudos desfavoráveis aos pesticidas.

A Comissão Européia pode apresentar um recurso contra a decisão, num prazo de dois meses. EFE ms mf

Aquecimento global não é provocado pelo Sol, diz estudo



Um novo estudo científico concluiu que mudanças na atividade do Sol não podem estar causando mudanças climáticas no mundo moderno.


Sol
A atividade do Sol passa por ciclos, dizem os cientistas

Ele mostra que nos últimos 20 anos a atividade do Sol diminuiu, embora temperaturas na Terra tenham aumentado.

O estudo mostra ainda que as temperaturas modernas não são determinadas pelo efeito do sol em raios cósmicos (um tipo de radiação emitida por estrelas e galáxias), como foi alegado.

Por esta teoria, os raios cósmicos ajudam a formação das nuvens ao fornecer pequenas partículas em torno das quais o vapor d'água pode se condensar.

De maneira geral, nuvens resfriam a Terra.

Durante certos períodos de atividade solar, raios cósmicos são bloqueados parcialmente pela maior intensidade do campo magnético do Sol. A formação de nuvens diminui e a Terra se aquece.

Em artigo na revista científica da Sociedade Real Proceedings A, os pesquisadores dizem que raios cósmicos podem ter afetado o clima no passado, mas não no presente.

"Isto deve resolver o debate", disse Mike Lockwood, do Laboratório Rutherford-Appleton, na Grã-Bretanha, que realizou o novo estudo juntamente com Claus Froehlich, do World Radiation Center, na Suíça.

Lockwood iniciou o estudo em parte como resposta ao documentário exibido na televisão britânica em meados do ano The Great Global Warming Swindle (A Grande Enganação do Aquecimento Global), que apresentou a hipótese dos raios cósmicos.

"Todos os gráficos que eles mostraram paravam por volta de 1980, e eu sei por que - é porque as coisas mudaram depois daquilo", disse Lockwood.

"Não se pode ignorar dados de que não se gosta", afirmou.

Tendência

A principal abordagem dos cientistas nesta nova análise é simples: observar a atividade do sol e a intensidade dos raios cósmicos nos últimos 30 ou 40 anos, e comparar estas tendências com o gráfico para média global das temperaturas da superfície, que aumentou cerca de 0,4ºC nesse período.

O Sol varia em um ciclo de cerca de 11 anos entre períodos de atividade intensa e baixa.

Mas este ciclo ocorre junto com outras tendências de longo-prazo e a maior parte do século 20 viu um aumento leve, mas persistente, da atividade solar.

Mas por volta de 1985, esta tendência parece ter se revertido, com a atividade solar diminuindo.

Apesar disso, neste período temperaturas subiram tão depressa, ou talvez até mais depressa, do que qualquer época nos cem anos anteriores.

"Este estudo reforça o fato de que o aquecimento nos últimos 20 ou 40 anos não pode ter sido causado por atividade solar", disse Piers Forster, da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, um dos principais cientistas que contribuíram para a avaliação científica do clima feita pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês).

O relatório do IPCC apresentado em fevereiro concluiu que gases do efeito estufa eram cerca de 13 vezes mais responsáveis do que as mudanças no Sol pelo aumento das temperaturas na Terra.

Mas a organização foi criticada em algumas áreas por não levar em conta a hipótese dos raios cósmicos, desenvolvida por, entre outros, Henrik Svensmark e Eigil Friis-Christensen, do Centro Espacial Nacional da Dinamarca.

A análise de Mike Lockwood parece ter colocado um grande fim nesta hipótese intrigante.

"Eu acho que há um efeito dos raios cósmicos sobre a cobertura oferecida por nuvens. Funciona no ar marítimo limpo, onde não há muito mais onde o vapor d'água pode se condensar", afirmou.

"Pode até ter tido um efeito significativo no clima pré-industrial. Mas não se pode aplicar isto ao que estamos vendo agora, porque estamos em uma situação completamente diferente."

Svensmark e Friis-Christensen não foram encontrados para comentar o caso.

Fonte: BBC Brasil
Bebê mamute
Os olhos e o tronco do mamute bebê fêmea estão intactos
Cientistas revelam descoberta de mamute bebê


Um bebê mamute encontrado no permafrost (região permanentemente congelada) no noroeste da Sibéria pode ser o espécime mais bem preservado já achado até hoje, cientistas anunciaram.

A carcaça congelada deverá ser enviada ao Japão para um estudo detalhado.

O bebê fêmea, de seis meses de idade, foi encontrado na península Yamal, na Rússia, e teria morrido há 10 mil anos.

O tronco e os olhos do animal estão intactos. Ele também conserva um pouco dos seus pêlos longos.

O mamute é um membro extinto da família dos elefantes. Os adultos possuíam presas longas e curvadas e uma cobertura de pelos longos.

O espécime encontrado na Sibéria, com 30 cm de comprimento e 50 kg de peso, data do final da última Era Glacial, quando os gigantescos animais foram extintos do planeta.

Ele foi descoberto por um pastor de renas em maio deste ano.

Yuri Khudi encontrou a carcaça perto do rio Yuribei, no distrito autônomo russo de Yamal-Nenets.

Cauda desaparecida

Na semana passada, uma delegação internacional de especialistas se reuniu na cidade de Salekhard, perto do local da descoberta, para fazer um exame preliminar no animal.

"O mamute não tem defeitos exceto pela cauda, que foi arrancada", disse Alexei Tikhonov, vice-diretor do Instituto de Zoologia da Academia Russa de Ciências, um dos membros da delegação.

"Em termos do seu estado de preservação, esta é a descoberta mais importante do mundo", ele disse.

Larry Agenbroad, diretor do Mammoth Site do centro de pesquisas de Hot Springs, em Dakota do Sul, nos Estados Unidos, disse:

"Encontrar um mamute jovem em qualquer estado é extremamente raro." Agenbroad acrescentou que sabia de apenas três outros espécimes.

Alguns cientistas têm esperança de que esperma bem preservado ou outras células contendo DNA viável possam ser usadas para ressuscitar o mamute.

Apesar das dificuldades, Agenbroad continua otimista sobre as possiblilidades de clonagem.

Agenbroad disse à BBC que quando ele e seus colegas conseguiram o mamute Jarkov (encontrado congelado na Sibéria em 1997), ouviu dos geneticistas: "Se você conseguir bom DNA, vamos ter um bebê mamute em 22 meses".

Comércio lucrativo

Aquele espécime não produziu DNA de boa qualidade, mas alguns pesquisadores acreditam que pode ser apenas uma questão de tempo até que o exemplar certo seja encontrado na Sibéria.

Trazer os mamutes de volta à vida pode ser alcançado com a injeção de esperma no ovo de um parente, como o elefante asiático, para se criar um híbrido.

Como alternativa, os cientistas poderiam tentar clonar um mamute puro fundindo o núcleo de uma célula de mamute com uma célula de um óvulo de elefante de onde foi retirado todo o DNA.

Agenbroad disse, no entanto, que os valiosos mamutes siberianos estão sendo perdidos por causa do lucrativo comércio de marfim, pele, pêlo e outras partes do animal.

A cidade de Yakutsk, no extremo leste da Rússia, é o centro deste comércio.

O bebê mamute deve ser transferido para a Universidade de Jikei, em Tóquio, no Japão, no final do ano.

Uma equipe liderada pelo especialista Naoki Suzuki vai fazer um estudo detalhado da carcaça, incluindo exames dos órgãos internos.

Os primeiros mamutes surgiram há 4,8 milhões de anos.

Não se sabe ao certo o que causou seu desaparecimento no final da última Era Glacial, mas mudanças climáticas e caça excessiva por humanos podem ter sido algumas das causas.

Uma população de mamutes viveu isolada na remota ilha Wrangel, na Rússia, até cerca de 5 mil anos atrás.

Fonte BBC Brasil

Mudança climática deve elevar preço de alimentos no mundo


O chefe do IPCC, Rajendra Pachauri, pede que o Conselho Econômico da ONU aja na questão.


GENEBRA - O presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), Rajendra Pachauri, disse que o aquecimento global reduzirá as plantações nas regiões tropicais, onde milhões de pessoas vivem da agricultura, o que provocará um aumento dos preços do setor.

"A mais afetada pela mudança climática será a população mais pobre, que depende totalmente da agricultura", advertiu, Pachauri durante uma entrevista coletiva.

A perda de áreas cultiváveis gerará a queda das reservas agrícolas e, em conseqüência, aumentará os preços de produtos do tipo, advertiu.

Já na África, destacou Pachauri, ocorrerá um declínio da disponibilidade de água, o que, junto com a redução de plantios, aumentará os níveis de desnutrição.

Ao mesmo tempo, os países mais pobres, que provavelmente serão os mais afetados pela nova situação climática, não poderão importar produtos agrícolas pelo alto preço que alcançarão no mercado, alertou o responsável pelo IPCC.

As áreas litorâneas também sofrerão grandes danos com o aumento do nível do mar, que subirá de 18 centímetros a 59 centímetros, daqui até o final de século, segundo o analista.

Por tudo isso, Pachauri pediu ao Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), cuja reunião anual acontece em Genebra, que tenha um papel mais ativo no enfrentamento dos efeitos da mudança climática.

O responsável pelo IPCC também ressaltou que "para se reduzir a poluição é preciso estabelecer taxas para o comércio de carbono".

Efe 05 de julho de 2007 - 13:56

Biografia do Dr. R.K. Pachauri

http://en.wikipedia.org/wiki/Rajendra_K._Pachauri

ONU faz advertência para perigos dos biocombustíveis

Ambientalistas já advertiram que a ´corrida do ouro´ para os biocombustíveis poderá causar muito mais dano ao meio ambiente que os combustíveis fósseis.



ROMA - As Nações Unidas dizem que biocombustíveis, como etanol, podem ajudar bastante a reduzir o aquecimento global e criar empregos para os pobres das regiões rurais, mas advertem que os benefícios poderão ser eliminados por problemas ambientais graves e uma elevação no preço de alimentos para os mais famintos.

Em seu primeiro grande relatório sobre bioenergia, as Nações Unidas tentam equilibrar o entusiasmo com os biocombustíveis, chamando atenção para seus possíveis efeitos prejudiciais. O relatório sai poucos dias depois de uma conferência sobre mudança climática em Bangcoc ter dito que o mundo tem os meios para evitar que o aquecimento global atinja níveis catastróficos.

Os biocombustíveis, que podem ser feitos de cana-de-açúcar, milho, dendê e outros produtos agrícolas, têm sido vistos por muitos como uma forma mais limpa e barata de suprir as necessidade energéticas do mundo, sem a queima de combustíveis fósseis.

Líderes europeus já decidiram que pelo menos 10% do combustível consumido no bloco virá de fontes biológicas, como o etanol, até 2020, e os Estados Unidos trabalham numa proposta para multiplicar a produção de biocombustíveis por sete, até 2022. Com o preço do petróleo chegando a níveis recorde, os biocombustíveis tornaram-se uma alternativa atraente.

Mas ambientalistas já advertiram que a "corrida do ouro" para os biocombustíveis poderá causar muito mais dano ao meio ambiente que os combustíveis fósseis - preocupação refletida no relatório, divulgado em Nova York por um consórcio de 20 agências e programas das Nações Unidas.

O texto reconhece que a bioenergia representa uma "oportunidade extraordinária" para redução das emissões de gases do efeito estufa. Mas alerta que "o crescimento rápido da produção líquida de biocombustíveis colocará demandas substanciais sobre os recursos mundiais de terra e água, num momento em que a demanda por alimento e produtos florestais também se eleva rapidamente".

Mudanças no conteúdo de carbono dos solos e nos estoques de carbono em florestas e charcos poderão eliminar parte ou todo o benefício do biocombustível em termos de redução do efeito estufa, diz o relatório.

"O uso de monoculturas em larga escala poderá levar a perda significativa de biodiversidade, erosão do solo e sangria de nutrientes", afirma o texto, acrescentando que os investimentos em bioenergia devem ser administrados cuidadosamente, em escala nacional, regional e local, para evitar que problemas sociais e ambientais "alguns dos quais poderão ter conseqüências irreversíveis".

O relatório constata que a demanda crescente por óleo de palmeira já levou à eliminação de florestas tropicais no sudeste asiático. A eliminação das selvas pode resultar em emissões de gases ainda maiores que as geradas por combustíveis fósseis.

Além disso, a destinação de terras antes usadas para plantar comida para o plantio de combustível elevará o preço da comida e de mercadorias básicas, impondo uma nova carga aos pobres do mundo. E, embora as plantações de biocombustível tenham o potencial de melhorar a renda em áreas rurais, esse é um tipo de produção que favorece a agricultura em larga escala, o que pode levar á eliminação de pequenas propriedades. O texto sugere a formação de cooperativas e subsídios oficiais para manter os pequenos fazendeiros no negócio.

Associated Press 08 de maio de 2007 - 15:3

A polêmica dos biocombustíveis


1. O que são biocombustíveis?


São combustíveis renováveis como o álcool etanol e o biodiesel, produzidos a partir de matéria orgânica, como cana-de-açúcar, milho, soja, semente de girassol, madeira ou celulose.

2. Qual a vantagem econômica dos biocombustíveis sobre os derivados de petróleo?

A fonte do biocombustível é renovável, e sua abundância pode ser regulada, plantando-se mais em caso de maior demanda. Já o petróleo existe em depósitos deixados sob o solo e o fundo do mar há milhões de anos, é privilégio de poucos países e está se tornando cada vez mais raro - o que leva os preços a subir, tornando o biocombustível competitivo.

3. O biocombustível oferece benefício contra o efeito estufa?

A questão é polêmica. Defensores dos biocombustíveis ponderam que as plantas que dão origem a eles absorvem gás carbônico do ar, reduzindo o efeito estufa e, até, compensando o gás carbônico que será emitido na queima do combustível. Mas é preciso realizar cálculos complexos para determinar se esse benefício realmente existe - levando em conta fatores como a poluição gerada pelas máquinas que colhem as plantas, pelo processamento do material e pelo transporte do biocombustível até o ponto de consumo. Estudo produzido nos EUA, por exemplo, indica que o uso de etanol de milho na China causaria um aumento - e não redução - de 17% na emissão de CO2, em 2010, em relação à poluição gerada pela gasolina. Já se os chineses optassem, em vez de etanol de milho, por álcool metanol de madeira, haveria queda de 50% no CO2.

4. Em que se baseia a oposição ao uso de biocombustível?

Há várias frentes: a incerteza quanto ao benefício real na redução dos gases do efeito estufa; a questão de que, para plantar a matéria-prima para o biocombustível, é preciso terra - terra que poderia estar sendo usada para produzir alimentos, ou para abrigar ecossistemas valiosos, como florestas. Muitas vezes, são realizadas queimadas para limpar o terreno para o plantio, o que injeta ainda mais CO2 na atmosfera. Manifesto lançado por ambientalistas na Europa afirma: "Os monocultivos (...) como de palmeiras, soja, cana-de-açúcar e milho, conduzem a uma maior destruição da biodiversidade e do sustento da população rural." Além disso, há objeções de caráter social, por conta das condições de trabalho a que são submetidos os empregados de fazendas voltadas para a produção de matéria-prima para o biocombustível, e objeções baseadas em questões de saúde pública.

5. Qual o problema do biocombustível para a saúde?

Embora os biocombustíveis sejam promovidos como menos poluentes que os derivados de petróleo, a fumaça gerada pela queima de substâncias como o etanol não é livre de moléculas prejudiciais à saúde. Simulação realizada pelo cientista Mark Jacobson, da Universidade Stanford, na Califórnia, sugere que a fumaça de uma mistura de 85% etanol e 15% gasolina poderia aumentar a concentração de ozônio no ar, principalmente sobre regiões onde há muita incidência de luz do Sol. O ozônio é um gás tóxico, que causa problemas respiratórios. O trabalho de Jacobson não prevê nenhum benefício do etanol na redução do número de casos de câncer causados pela poluição do ar.

Textos Relacionados:

Fontes: http://www.estadao.com.br/
http://www.biodieselbr.com

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18 de abril de 2007 - 15:40

Biocombustíveis ameaçam florestas, dizem ambientalistas


Desmatar florestas para a produção de óleo geralmente envolve queimadas, argumentam os críticos

Julia Hayley, Reuters


MADRI - Florestas tropicais estão sendo derrubadas e queimadas para dar lugar a plantações de soja e palma, destinadas a gerar biodiesel para os motores europeus, disseram ambientalistas na quarta-feira, 18.

Eles citaram casos no Brasil, na Indonésia e na Malásia, pedindo providências aos respectivos governos.

"No Brasil, uma das áreas mais afetadas é o Estado de Mato Grosso, onde vastas áreas desapareceram para dar espaço para lavouras de soja destinadas à exportação", disse a ONG Ecologistas em Ação, num relatório distribuído durante uma cúpula de biocombustíveis em Madri.

ONGs ambientais pediram à União Européia que não adote a adição obrigatória de biocombustíveis nos combustíveis do transporte, como parte dos seus esforços para conter as emissões de dióxido de carbono.

"Biocombustíveis feitos de óleo de palma insustentável não são verdes", disse Michelle Desilets, diretora da Fundação para a Sobrevivência do Orangotango de Bornéu, com sede no Reino Unido. "Desmatar florestas para a produção de óleo de palma freqüentemente envolve queimadas."

As emissões de dióxido de carbono, pela queima de matas indonésias, podem facilmente superar as emissões que os motoristas europeus produziriam queimando combustíveis fósseis ao invés de usar biocombustíveis, acrescentou ela.

Defensores dos biocombustíveis dizem que eles são uma ferramenta importante contra o aquecimento global, pois substituem combustíveis fósseis, que geram dióxido de carbono, e são feitos de plantas que absorvem carbono ao crescer.

A UE tem sobras na sua produção de grãos, que poderiam ser usados para a produção do etanol adicionado à gasolina, mas não cultiva sementes oleaginosas em quantidade suficiente para abastecer, com biodiesel, os motores a diesel derivado de petróleo, que são maioria no continente.

As usinas de biodiesel, que proliferam rapidamente, precisariam importar milhares de toneladas de soja brasileira e de óleo de palma da Indonésia e da Malásia para atenderem à meta da União Européia, de que o biodiesel represente 5,75% do combustível de transportes até 2010. Os ambientalistas pediram à UE que desista dessas metas.

"Elas vão incentivar lavouras que têm impacto negativo nas emissões de gases do efeito estufa, provocam o desmatamento e destroem a biodiversidade", disseram eles em carta aberta aos participantes da conferência.

A Comissão Européia está ciente dessas questões e prepara um esquema com incentivos para quem produzir biocombustíveis de forma sustentável, disse Signe Ratso, diretora de transportes da Comissão. "O esquema deve estar em vigor até 2010."

http://www.estadao.com.br/

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Florestas têm alto potencial contra o efeito estufa, diz IPCC


Preservação das florestas pode ajudar a conter o aquecimento global com baixo custo e impacto positivo no combate à pobreza, afirma relatório



SÃO PAULO - O relatório do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC) divulgado nesta sexta-feira, 4, em Bangcoc, afirma que as florestas têm potencial para reduzir as emissões globais de dióxido de carbono e ampliar a remoção do gás causador do efeito estufa do ar, como parte dos esforços para contenção do aquecimento global até 2030.

Atividades ligadas às florestas podem ser planejadas para se integrar a programas de desenvolvimento sustentável, segundo o texto, com impacto positivo na preservação ambiental e na redução da pobreza.

O relatório afirma que 65% de todo o potencial de mitigação das emissões, se o preço da emissão de carbono ficar abaixo dos US$ 100 a tonelada, está nos trópicos, e 50% desse potencial poderia ser atingido com reduções no desflorestamento. O texto adverte que a mudança climática poderá afetar esse potencial.

Biocombustível

Os biocombustíveis, como o etanol, poderão desempenhar um papel importante na redução das emissões de gases causadores do efeito estufa, com potencial para representar de 3% a 10% da demanda total de energia para transportes em 2030.

O texto adverte, porém, que a redução nas emissões depende do modo como o biocombustível será produzido e na disponibilidade de terra arável e de água. "O uso disseminado de terra agrícola para produção de biomassa para energia poderá competir com outros usos da terra", com efeitos ambientais e na segurança alimentar da população que podem ser tão "positivos quanto negativos".

Opção nuclear

A energia nuclear é citada como opção que pode chegar a 18% da geração de eletricidade até 2030, mas o relatório menciona preocupações como "segurança, proliferação de armas e resíduos" como restrições à adoção dessa opção.

O IPCC afirma ainda que opções de eficiência energética para a construção civil poderão trazer grandes reduções na emissão de gases causadores do efeito estufa, com benefícios econômicos. O setor de construção poderia ganhar dinheiro reduzindo suas emissões em até 30% até 2030, segundo o relatório. As dificuldades seriam de "disponibilidade tecnológica, financiamento, limitações de projeto e pobreza".

O relatório enfatiza, ainda, que as medidas a serem tomadas nas próximas duas a três décadas "terão o maior impacto nas oportunidades de atingir níveis de estabilização" dos gases do efeito estufa mais baixos.

Confira alguns dos principais pontos desta parte do relatório, destacados pela BBC Brasil:

Emissões

- A emissão de gases causadores do efeito estufa aumentou 70% entre 1970 e 2004, chegando a 49 bilhões de toneladas por ano.

- A oferta de energia aumentou 145% entre 1970 e 2004.

- A eficiência energética não acompanhou o aumento da renda mundial e da população do planeta.

- Emissões podem aumentar entre 25% e 90% até 2030, em comparação com os níveis de 2000.

- Entre 66% e 75% deste aumento deve acontecer em países em desenvolvimento. A emissão per capita, no entanto, deve se manter abaixo do nível dos países ricos.

- Em 2004, países industrializados representavam 20% da população global e 46% das emissões.

Custo

- Quanto maiores e mais rápidos forem os cortes nas emissões, maiores serão os custos.

- Mas as medidas podem ser relativamente modestas e as tecnologias existentes podem ser usadas. O custo de se agir agora ainda pode ser menor do que o custo caso não haja ação do homem.

Cenários

- Estabilizar as emissões de gases do efeito estufa em 445-535 partes por milhão (ppm) equivalentes de dióxido de carbono limitaria o aquecimento global a 2º/2,8ºC. O impacto dessa limitação na economia mundial seria de até 3% do PIB global até 2030.

- Estabilizar as emissões em 535-590 ppm limitaria o aquecimento global a 2,8º/3,2ºC, com redução de 0,1% do crescimento do PIB mundial até 2030.

- Entre 590-710 ppm, o aquecimento global seria de 3,2º/4ºC, com redução de 0,06% do crescimento do PIB até 2030.

Opções

- O relatório propõe repassar o "preço do carbono" aos consumidores e produtores, ou seja, que os preços na economia levem em conta o dano ambiental causado pela queima de combustíveis, para estimular a eficiência energética.

- Outras possibilidades são novas leis, impostos e mercados de troca de permissões de emissão de carbono. Acordos voluntários entre governo e indústria são "atraentes politicamente", mas "não têm atingido resultados satisfatórios de redução de emissões".

- Taxar as emissões de carbono seria eficiente no setor energético. Um preço de US$ 20 a US$ 50 por tonelada de dióxido de carbono transformaria o setor energético, aumentando a participação das fontes renováveis na matriz energética para 35% até 2030 (quase o dobro da fatia registrada em 2005).

- Fontes de energia renováveis como eólica, solar e geotérmica deveriam ser estimuladas, com subsídios, tarifas preferenciais e compra obrigatória.

- Mais eficiência energética, com mudança nos padrões de construção, economia obrigatória de combustíveis, mistura de biocombustíveis e investimento em melhores serviços de transporte público.

- Medidas de seqüestro de carbono "têm potencial para dar uma importante contribuição" na mitigação das emissões até 2030.

Fonte: http://www.estadao.com.br/


Cientistas querem mudar dieta de vacas contra efeito estufa

Nota: Tanta coisa... quando o mais simples seria deixarmos de produzir carne e leite para consumo humano...

Luis Guerreiro



10 de julho de 2007 - 16:54

Projeto neozelandês indica que a dieta pode reduzir emissões de metano das ovelhas em até 50%

Efe


LONDRES - Os ruminantes, como as vacas, são responsáveis por até 25% das emissões de metano produzidas pelas atividades humanas, incluindo a pecuária, e cientistas britânicos querem mudar a dieta desses animais para fazer com que seja melhor digerida, em benefício do clima.

Especialistas do Instituto de Pesquisas Ambientais de Aberystwyth (Gales, Reino Unido) acreditam que é possível modificar a dieta para que os animais produzam menos metano, que é um gás de efeito estufa mais potente que o dióxido de carbono.

Segundo o especialista Mike Abberton, os pecuaristas poderiam ajudar a combater a mudança climática cultivando variedades de pasto que tenham maiores níveis de açúcar.

Uma dieta alterada como esta pode modificar a forma como as bactérias no estômago dos ruminantes transformam o material ingerido em gás, que depois soltam para a atmosfera.

O instituto lançou um novo projeto de pesquisa com as universidades de Gales e Reading para ver como este processo pode ser melhorado.

Um projeto similar realizado na Nova Zelândia indica que estas alterações na dieta podem reduzir as emissões de metano das ovelhas em até 50%.

"É improvável que no Reino Unido consigamos uma redução tão grande, mas, mesmo se fosse menor, já seria significativa. Tornar a dieta dos animais mais digestíveis pode reduzir suas emissões de metano", explica Abberton.

Uma vaca pode produzir diariamente entre 100 e 200 litros de metano.

Além de reduzir a produção de metano, o cultivo de certas leguminosas pode ajudar a melhorar os níveis de nitrogênio do solo, já que estas plantas atraem, de forma natural, bactérias e fungos que fixam o nitrogênio da atmosfera.

Segundo um porta-voz do Ministério de Alimentação e Assuntos Rurais britânico, outra idéia para reduzir a produção de metano é aumentar a longevidade da vaca, já que, desta forma, se produziria a mesma quantidade de leite com menor número de animais.


Fonte: http://www.estadao.com.br/

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Pílulas evitam que vacas emitam metano

28 Março, 2007 - 10:46h Délcio Rocha

O que você pode fazer para colaborar na luta contra o aquecimento global? Reduzir as viagens de avião, vender o carro, reciclar garrafas plásticas… mas se você realmente quer atacar as mudanças climáticas, deveria fazer com que as vacas deixassem de ruminar. De acordo com estimativas científicas, o metano produzido por esses animais é responsável por 4% das emissões de gases causadores do efeito estufa. E agora, cientistas alemães inventaram uma pílula que corta o arroto bovino.
A pílula de base vegetal, conhecida como bolus, combinada com uma dieta especial e alimentação restrita, é destinada a reduzir o metano produzido pelas vacas. "Nosso objetivo é aumentar o bem-estar dos animais, reduzir os gases do efeito estufa produzidos e incrementar a produção agrícola tudo de uma vez", diz Winfried Drochner, professor de nutrição animal que lidera o projeto na Universidade de Hohenheim, em Stuttgart. "É um meio efetivo de lutar contra o aquecimento global".
O professor deseja usar a pílula para capturar parte da energia do metano, que é naturalmente produzido no processo de fermentação quando a vaca digere a grama - que depois retorna para a garganta do animal, que fica ruminando. Até agora, o gás tem sido desperdiçado.
"Nós poderíamos usar a energia para melhorar o metabolismo das vacas", avalia. A idéia é fazer com que elas utilizem metano para produzir glucose ao invés de liberar o gás ao vento. Isto deverá ajudá-las a produzir mais leite. "As pílulas farão com que substâncias microbióticas sejam dissolvidas lentamente no estômago da vaca durante meses", afirma o professor.
Ao longo dos últimos 50 anos, a concentração de metano na atmosfera aumentou seis vezes. Com o aumento do consumo de carne, deve crescer ainda mais rápido.

Fonte: The Guardian/ CarbonoBrasil

União Européia proíbe uso de mercúrio em termômetros

Intoxicação por mercúrio pode matar, e pequenas quantias podem afetar a saúde



ESTRASBURGO, França - O uso de mercúrio em termômetros e em outros instrumentos de medição será proibido na União Européia, para proteger o meio ambiente e a vida humana.

O Parlamento Europeu aprovou, nesta terça-feira, 10, novas regras vetando o uso do metal, altamente tóxico, em termômetros de febre, manômetros e outros instrumentos de medição não-elétricos. A lei já havia sido aceita pelos 27 países-membros.

Alternativas sem mercúrio existem para praticamente todos os dispositivos atingidos pela proibição. Aparelhos médicos especiais, para os quais ainda não há uma alternativa livre de mercúrio, continuarão a ser permitidos.

Aparelhos em uso continuarão a poder ser utilizados e reparados, e instrumentos classificados como antiguidades - com mais de 50 anos - poderão ser comercializados.

Segundo a Comissão Européia, órgão executivo da UE, a proibição evitará o lançamento no ambiente de 33 toneladas de mercúrio ao ano.

A UE é o maior exportador mundial de mercúrio, mas já concordou em abandonar esse comércio a partir de 2011. O metal é usado, ainda, em certas modalidades de mineração de ouro e na produção de plástico PVC.

O envenenamento por mercúrio pode ser fatal, e mesmo pequenas quantias podem prejudicar o sistema nervoso.

Associated Press 10 de julho de 2007 - 14:46

Suécia, Suíça, Dinamarca e Noruega proibiram há vários anos a comercialização de termómetros de mercúrio. Em França, a venda foi proibida a partir de Março de 1999. De acordo com a revista «Teste Saúde», da Deco, os hospitais franceses utilizavam, por ano, cinco milhões de termómetros de mercúrio (o que equivale a dez toneladas desta substância).


A quebra de instrumentos com mercúrio, frequente nos hospitais, e a sua conservação e eliminação inadequadas podem expor as pessoas à substância tóxica. O risco mais frequente deve-se à dispersão do mercúrio em caso de limpeza com aspirador e à inalação dos vapores.
Uma regra básica, segundo a «Teste Saúde», é a de que nunca se deve usar o aspirador para remover as esferas prateadas de mercúrio quando se parte um termómetro, porque vai permitir a evaporação; em vez disso, deve deitar-se o mercúrio nos contentores de pilhas dos ecopontos.
No que respeita ao ambiente, o aspecto mais negativo é a contaminação das águas. Este efeito foi tragicamente descoberto, em 1956, com o primeiro caso da chamada doença de Minamata (nome de uma cidade do Japão e da sua baía), devido ao consumo humano de peixe contaminado por um composto de mercúrio.

Exposição humana ao metilmercúrio em comunidades ribeirinhas da Região do Tapajós, Pará, Brasil (resumido)

A exposição humana ao metilmercúrio através da ingestão de alimentos contaminados tem sido associada a tragédias ambientais, em diferentes partes do mundo, como conseqüência principalmente das atividades industriais1 2 11 16 17.

Hoje são conhecidos importantes acidentes ambientais decorrentes da descarga de resíduos industriais contendo mercúrio, em baías, rios e lagos, contaminando animais de vida marinha e secundariamente as populações humanas6 13 15.

A contaminação mercurial dos rios e lagos decorrentes das atividades garimpeiras de ouro, com conseqüente contaminação dos peixes e humanos, tem sido caracterizada na região Amazônica brasileira1 2 7 9 11 .

Na Região do Rio Tapajós, a contaminação pelo mercúrio, vem sendo estudada através da análise do metal nos peixes e nas amostras de cabelo das populações de diferentes comunidades ribeirinhas2.

Sabe-se que, no processo da garimpagem do ouro nos rios da Amazônia, grande quantidade de mercúrio é utilizada na captação de finas partículas do metal nobre, formando um amálgama ouro-mercúrio que posteriormente é submetido a queima para separação dos metais. O excesso do mercúrio líquido e o vapor resultante da queima do amálgama, depositam-se nos rios e lagos da região, onde provavelmente sofrem processos de metilação, com conseqüente acúmulo na cadeia alimentar aquática4 5 9 11 17.

Estudos demonstraram que determinadas espécies de peixes da região, consideradas de hábito carnívoro, como Hoplias malabarilus (traíra), Cichla ocellaris (tucunaré), Plagioscion surinamensis (pescada), Hydrolycus scomberoides (peixe cachorro), dentre outras, freqüentemente consumidos pela população local, apresentaram níveis de mercúrio total acima do limite recomendável para consumo humano pela Organização Mundial da Saúde, isto é, superiores a 0,5µg/g-1 1 2.

A exposição humana ao metilmercúrio tem sido avaliada pela determinação das suas concentrações em amostras de cabelo, que constitui, até o momento, um bom indicador biológico para avaliação desta exposição1 15 17.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Akagi H, Malm O, Branches FJP. Human exposure to mercury due to gold mining in the Amazon, Brazil. A review. Environmental Science 4:199-211, 1996. [ Links ]

2. Akagi H, Malm O, Kinjo Y, Harada M, Branches FJP, Pfeiffer WC, Kato H. Methylmercury pollution in the Amazon, Brazil. The Science of Total Environment 175:85-95, 1995. [ Links ]

3. Clarkson TW. Recent advances in the toxicology of mercury with emphasis on the arylmercurials. Critical Reviews in Toxicology 1:203-234, 1972. [ Links ]

4. D'itri FM. The environmental mercury problem. CRC-Press, Michigan, 1972. [ Links ]

5. Grandjean P, Cardoso B, Guimarães G. Mercury poisoning. The Lancet 342:991,1993. [ Links ]

6. Harada M. Minamata disease: methylmercury poisoning in Japan caused by environmental pollution. Critical Reviews in Toxicology 25:1-24, 1995. [ Links ]

7. Harada M. Neurotoxicity of methylmercury: Minamata and the Amazon. In: Yasui M, Strong MJ, Ota KK, Verity MA (eds) Mineral and metal neurotoxicology, CRC Press, New York, p.177-187,1997. [ Links ]

8. Igata A. Epidemiological and clinical features of Minamata Disease. In: Suzuki T, Imura N, Clarkson TW (eds) Advances in mercury toxicology. Plenum Press, New York, p. 439-457, 1991. [ Links ]

9. Malm O, Pfeiffer WC, Souza CMM, Reuther R. Mercury pollution due to gold mining in the Madeira river basin, Brazil. Ambio 19:11-15, 1990. [ Links ]

10. Mariayama H, Tretatsuka M, Kinjo Y. Faetal Minamata Disease. A review. Environmental Sciences 3:15-23, 1994. [ Links ]

11. Pfeiffer WC, Lacerda LD. Mercury inputs into the Amazon region, Brazil. Environmental Technology Letters 9:325-330, 1988. [ Links ]

12. Rose D. Mercury in man. In: Canada National Research Council (ed) Effects of mercury in the Canadian environment. Ottawa (NRCC nº 16739) p.137-167, 1977. [ Links ]

13. Soong TR, Chu FR, Fun ZT. Epidemiological study on the health of residents along the Sunhua River, polluted by methylmercury. Environmental Sciences 3:41-54, 1994. [ Links ]

14. Takeuchi T, Eto K. Minamata disease, chronic occurrence from pathological viewpoints. In: Japan Environmental Agency (ed) Studies on the health effects of alkylmercury in Japan, Tokyo, p. 28-62, 1975. [ Links ]

15. Wheatley B. Exposure of Canadian aboriginal peoples to methylmercury. Environmental Science 3:33-40,1994. [ Links ]

16. World Health Organization. Mercury. (Environmental Health Criteria, nº 1). Geneva, 1976. [ Links ]

17. World Health Organization. Methylmercury. (Environmental Health Criteria, nº 118). Geneva, 1990
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PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento, NAKANISHI, Junko, OIKAWA, Teichii et al. Methylmercury human exposure in riverine villages of Tapajos basin, Pará State, Brazil. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. [online]. 2000, vol. 33, no. 3 [cited 2007-07-11], pp. 265-269. Available from: <>. ISSN 0037-8682.

Mercúrio

1. Introdução

O trabalhador que lida com o mercúrio metálico é o mais exposto aos vapores invisíveis despreendidos pelo produto. Eles são aspirados sem que a pessoa perceba e entra no organismo através do sangue, instalando-se nos órgãos.
Geralmente quem foi intoxicado dessa maneira pode apresentar sintomas como dor de estomago, diarréia, tremores,depressão, ansiedade, gosto de metal na boca, dentes molescom inflamação e sangramento nas gengivas, insônia, falhas de memória e fraqueza muscular, nervosismo, mudanças de humor, agressividade, dificuldade de prestar atenção e até demência. Mas a contaminação por mercúrio pode também acontecer por ingestão.
No sistema nervoso, o produto tem efeitos desastrosos, podendo dar causa a lesões leves e até à vida vegetativa ou à morte, conforme a concentração. Neste nosso trabalho mostraremos como o mercúrio age no organismo, suas conseqüências na vida do contaminado e suas formas de tratamento.




  1. Descrição Geral

    Mercurio - Forma Mineral















Nome: Mercúrio
Símbolo: Hg
Nome Latino:hydrargirium
Cor: prateado
Número Atômico: 80
Massa Atômica: 200,59
Densidade:13,6 g/ml
Temperatura de Fusão/Ebulição:
-38,87 ºC / +356,58ºC
Estado Físico Natural
líquido a temperatura ambiente
Uso Industrial:
termômetros, barômetros, lâmpadas, medicamentos, espelhos, detonadores, corantes, entre outros.
Produção mundial: 3 400 toneladas/ano
Doença causada por contaminação: hidrargirismo


  1. Emprego do Mercúrio na Medicina
Empregado na medicina desde a antiguidade, o mercúrio vem sofrendo substituição por outros medicamentos mais potentes e menos tóxicos. Hoje, ainda se usa o bicloreto, como anti-séptico, o protocloreto como colagogo e purgativo. Os óxidos amarelo e vermelho apresentados em pomadas dermatológicas e oftalmológicas. O cianeto de mercúrio foi utilizado em casos de sífilis visceral e os diuréticos a base de mercúrio estão praticamente abandonados. O mercúrio-cromo e o mercurobutol são empregados como anti-séptico em ferimentos.

  1. Efeitos Ecológicos do Mercúrio
As atividades industriais e a utilização de combustíveis fosseis em geral são acompanhadas por grandes derramamentos de mercúrio. Quando um curso de água é poluído pelo mercúrio, parte deste se volatiliza na atmosfera e depois torna a cair , em seu estado original com as chuvas. Uma outra parte absorvida direta ou indiretamente pelas plantas e animais aquáticos circula e se concentra em grandes quantidades ao longo das cadeias alimentares. Alem disso, a atividade microbiana transforma o mercúrio metálico em mercúrio orgânico, altamente tóxico.



  1. Esquema do Ciclo de Intoxicação do Mercúrio

  1. Intoxicação por Mercúrio
Uma vez absorvido, o mercúrio é passando ao sangue, é oxidado e forma compostos solúveis, os quais se combinam com as proteínas sais e álcalis dos tecidos.

Os compostos solúveis são absorvidos pelas mucosas, os vapores por via inalatória e os insolúveis pela pele e pelas glândulas sebáceas.
O mercúrio forma ligações covalentes com o enxofre e quando entra na forma de radicais sulfidrilas, o mercúrio bivalente substitui o hidrogênio para formar mercaptides tipo X-Hg-SR e Hg(SR)2 onde R é proteína e X radical eletronegativo. Os mercurais orgânicos formam mercaptides do tipo RHg-SR. Os mercurais interferem no metabolismo e função celular pela sua capacidade de inativar as sulfidrilas das enzimas, deprimindo o mecanismo enzimático celular.

A medida que o mercúrio passa ao sangue, liga-se as proteínas do plasma e nos eritrócitos distribuindo-se pelos tecidos concentrando-se nos rins, fígado e sangue, medula óssea, parede intestinal, parte superior do aparelhos respiratório mucosa bucal, glândulas salivares, cérebro, ossos e pulmões. è um tóxico celular geral, provocando desintegração de tecidos com formação de proteínas mercurais solúveis e por bloqueio dos grupamentos –SH inibição de sistemas enzimáticos fundamentais a oxidação celular. A nível de via digestiva os mercurais exercem ação cáustica responsáveis pelos transtornos digestivos (forma aguda). No organismo todo, enfim o mercúrio age como veneno protoplasmático.



  1. Sintomas da Intoxicações por Mercúrio
As intoxicações por mercúrio variam seus sinais e sintomas de acordo com o nível de intoxicação, aguda, subaguda e crônica.

7.1 - Intoxicação aguda
  1. aspecto cinza escuro na boca e faringe
  2. dor intensa
  3. vômitos (podem ser até sanguinolentos)
  4. sangramento nas gengivas
  5. sabor metálico na boca
  6. ardência no aparelho digestivo
  7. diarréia grave ou sanguinolenta
  8. inflamação na boca (estomatite)
  9. queda dos dentes e ou dentes frouxos
  10. glossite
  11. tumefação da mucosa da gengiva
  12. nefrose nos rins
  13. problemas hepáticos graves
  14. pode causar até morte rápida (1 ou 2 dias)
7.2 Intoxicação Crônica
  1. transtornos digestivos
  2. transtornos nervosos
  3. caquexia
  4. estomatite
  5. salivação
  6. mau hálito
  7. inapetência
  8. anemia
  9. hipertensão
  10. afrouxamento dos dentes
  11. problemas no sistema nervoso central
  12. transtornos renais leves
  13. possibilidade de alteração cromossômica


  1. Valores Patológicos do Mercúrio
  1. Tratamento
9.1 - Tratamento Para Intoxicação Aguda

Deve-se remover o tóxico com lavagem gástrica, usando-se água albuminosa ou leite de magnésia. Dar laxante e eméticos. Pode-se usar água morna com vomitivos ( não para o caso de cloreto de mercúrio (HgCl2) por ser cáustico.

Como antídoto pode ser usado o dimercapol, também conhecido como BAL (british anti-lewisite) de 3 a 4 mg/kg de 4 em 4 horas nos dois primeiros dias e de 12 em 12 horas até o décimo dia. Há quem recomende como antídoto específico a rongarita (formaldeido sulfoxilato de sódio) usada para lavagem a 5%. Deve-se ainda fazer tratamento sintomático. Em caso de não haver BAL disponível deve-se administrar 10 litros diários de solução isotônica de cloreto de sódio a fim de proteger os rins.

9.2 -Tratamento Para Intoxicação Crônica

Em caso de intoxicação crônica devem-se tomar as seguintes providências 1. afastar o paciente do local ou fonte de intoxicação 2. manter nutrição por via endovenosa ou oral 3. tratar a oligúria (diminuição do volume de urina) 4. fazer terapia de sustentação e substâncias queladoras (BAL)

  1. Relato de Casos de Intoxicação por Mercúrio (hidrargirismo)

  1. 10.1 Minemata-Japão - Um Caso Clássico
    Um caso clássico de intoxicação por mercúrio ocorreu em 1953 na cidade de Minamata, no Japão, quando 79 pessoas morreram em conseqüência da intoxicação por mercúrio. Minamata é uma região de pesca e a maioria dos doentes vivia dessa atividade, consumindo peixes regularmente. Com o passar do tempo começaram a sentir sintomas como perda de visão, descoordenação motora e muscular. Mais tarde descobriu-se que as deficiências eram causadas pela destruição dos tecidos do cérebro, em razão da contaminação por mercúrio. Até então não se sabia de que maneira a contaminação havia ocorrido.

    Esse mistério só veio a ter solução três anos mais tarde, quando as autoridades japonesas descobriram que uma indústria local utilizava um composto de mercúrio, que ao atingir a baia de Minamata, incroporava-se a cadeia alimentar dos peixes. Os compostos orgânicos presentes na carne dos peixes, causava doenças às pessoas que a consumiam.

    10.2 Garimpeiros de Serra Pelada
    Podemos ainda citar inúmeros casos de contaminação de mercúrio ocorridos no Brasil, para ser mais preciso em garimpos na região norte, na famosa jazida conhecida mundialmente como Serra Pelada. Ali o minério de ouro era garimpado e depois devia ser purificado. O garimpeiro, então, dotado e um tipo de cadinho para derreter o minério e maçarico misturava o mercúrio ao minério.

    O mercúrio que reage com o ouro formando amalgama de ouro pode ser facilmente separado do ouro por ter grau de fusão baixo, deixando o ouro precipitado no fundo do recipiente. Aqui ocorrem três tipos de contaminação por mercúrio, quer tanto pela desinformação dos garimpeiros ou por negligência das autoridades.

    O mercúrio é aquecido e passa a ser inalado pelo garimpeiro (intoxicação por via respiratória), o mercúrio entra em contato com a pele devido a técnicas precárias de manuseio do metal (intoxicação por via cutânea) e o mercúrio é perdido, ou ate mesmo jogado fora causando danos ambientais a plantas e animais que quando ingeridos causam doenças as pessoas que os consomem.

  1. Conclusão
O mercúrio é um metal muito perigoso quando em contato com o organismo do homem, quer seja pela via aérea, cutânea ou por ingestão. Os danos causados pelo mercúrio são graves e em grande parte dos casos permanentes. Vemos em nosso pais trabalhadores literalmente mutilados devido a contaminação pelo mercúrio.

Há perda de dentes, problemas físicos e psicológicos. São problemas trágicos aos quais não podemos dar as costas. Devemos nos orientar, e em especial, nós Engenheiros de Segurança do Trabalho, estar sempre atentos para que a contaminações por mercúrio não aconteçam ou para que pelo menos se possa remediar os casos já existentes de modo que a perda da capacidade de trabalho e a perda e mutilação do ser humano caia drasticamente.
O conhecimento do mercúrio e de suas propriedades é muito útil para que casos de intoxicação por esse metal sejam minimizados.

Fonte: http://www.areaseg.com/toxicos/mercurio.html