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sábado, 3 de fevereiro de 2007

QUE BOM! O Primeiro "Hamburger Bionico" do mundo.

Uma história sobre um homem que coleccionou hamburgers, cheeseburgers, e Big Macs da McDonalds durante 18 anos...e passado tantos anos eles tem exactamente o mesmo aspecto!
O nosso obrigado a David Wolfe de TheBestDayEver.com e Len Foley por enviarem o filme.






Sem duvida controversa esta experiência...

Video:Combinação de alimentos - frutas - vegetais

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Leite enriquecido para crianças é "dispensável"

Destaques de Saúde

Leite enriquecido para crianças é "dispensável"

Dados divulgados na revista Teste Saúde
O leite enriquecido para crianças é "dispensável" para o bom crescimento, informa a Deco.

A última edição da revista Teste Saúde, da associação para a defesa dos consumidores portuguesa, publica as conclusões de uma análise a nove tipos de leite enriquecido para crianças.

As amostras foram comparadas com leite de vaca meio gordo. A maioria é enriquecida com vitaminas e minerais. Nutrientes que são bons para crianças com falta de apetite, mas "dispensáveis" para os que têm uma alimentação equilibrada.

Dizer que estes produtos são essenciais para o crescimento é uma operação de marketing "que se pode pagar bem cara", alerta a Deco. É que estes podem ser duas a três vezes mais caros do que o leite normal. Além disso, alguns têm mais calorias do que o leite meio gordo, o que pode contribuir para a Obesidade e cáries dentárias.

Fontes: Teste Saúde e Lusa
MNI- Médicos Na Internet
SPCNA.

Da Abstinência de Carne

Da Abstinência de Carne

A época que se segue após as grandes correntes clássicas da filosofia (platonismo, por um lado, e aristotelismo, por outro) vem gerar grandes tumultos para o desenvolvimento do pensamento pré-medieval. Entre todas as correntes de pensamento nessa época destacam-se, nomeadamente, o neo-platonismo, que tentará resolver a problemática do dualismo corpo/alma, que permanece uma questão insolúvel após o fim do pensamento clássico grego.
O que há de comum na corrente neo-platónica é, sem dúvida, o predomínio das ideias de Platão, que colocam inúmeros problemas de implicação metafísica, religiosa e mesmo física. Os neo-platónicos irão ocupar-se, sobretudo, na perspectiva de como a alma chega até ao mundo das Ideias ou das Formas, partindo do pressuposto que estas é que nos concedem o verdadeiro conhecimento e a perfeição da alma. Se o mundo inteligível é precisamente o caminho que conduz ao último grau de conhecimento e a essa perfeição das almas, como se chega até lá? Como se pode, desta forma, "salvar" a alma, com tudo aquilo que há no mundo terreno e sensível? Como se dá a síntese? O período neo-platonista é, sem dúvida, a passagem da filosofia clássica de Platão para uma filosofia apegada aos valores religiosos, logo, um "pré-cristianismo", se é que se pode dizer assim.

Contudo, este período não é pacífico, pois existem, entre outras, inúmeras correntes seguidoras de Platão. Essas correntes fundaram escolas. Entre elas, destacam-se:

Escola de Alexandria (Amónio, Plotino e Porfírio);
Escola Siríaca, na Síria (Jâmblico);
Escola Ateniense (Proclo e Simplício);

E ainda, menos relevantes:

Escola de Pérgamo (Juliano Apostata);
Escola de Alexandria (2ªvaga, com Sinésio e Asclépio como os nomes mais sonantes);

De entre as primeiras escolas neo-platónicas, destaca-se, sem dúvida, a escola de Alexandria, que se debruça sobre um conjunto de preocupações metafísicas e éticas, já acima descritas. Plotino irá ser o seu maior representante, que se tornará igualmente o mais conhecido. Depois dele está Porfírio, seu discípulo, que terá ficado mais conhecido por transcrever e compilar toda a obra de Plotino do que por ter publicado igualmente livros seus, nos quais se afasta claramente do pensamento do seu mestre. Interessa-nos, então, falar de Porfírio, pois terá sido ele o responsável por uma obra que preconiza, talvez, pela primeira vez, de uma forma explícita, a adopção da abstinência de carne como um dos deveres fundamentais do filósofo. Isto vem na linha de continuidade do pensamento platónico sobre como um filósofo se deve sentir em forma, quer ao nível do espírito, quer do corpo, ideia que os neo-platónicos (inclusivé Plotino) não irão refutar.

Porfírio nasceu em Tiro, por volta de 232 d.C. e morreu em 304 d.C., na cidade de Roma. Tornou-se discípulo de Plotino, a partir de 262 d.C. Após a morte deste Porfírio regressou a Roma, onde compilou as várias obras do seu mestre, mas escreveu também as suas, das quais a que mais se destacou foi, sem dúvida, a polémica obra Contra os Cristãos, cujo título não escapou às malhas da censura da época, imposta pelo Imperador Justiniano, que proibiu a expressão de tudo o que fosse contra o cristianismo, que entretanto já se havia implantado com grande amplitude.

Este seguidor de Plotino inscreve-se, geralmente, na escola de Alexandria, embora se tenha aproximado e conotado com as teorias de Jâmblico, seu discípulo, que terá fundado a corrente siríaca do neoplatonismo. Esta regredia, contrariamente aos ideais cristãos vividos em Roma, às formas anteriores de paganismo, com multiplicidade de deuses anímicos (gr. daemons). Porfírio mantém-se, mesmo assim, à margem desse pensamento, pois irá tentar estabelecer pontes entre a religião, a metafísica e a mística (astrologia).

Mas, concretamente, de que forma a abstinência é encarada pela filosofia em Porfírio? Em Porfírio, existem três graus de virtudes. São eles: as virtudes políticas, que se manifestam nas relações humanas; as virtudes purificadoras, que são responsáveis pela libertação da alma face ao apego do sensível e das coisas terrenas; e as virtudes que permitem o relacionamento da alma com o intelecto, mas que não se confundem com ele; em último lugar, estão as virtudes do próprio intelecto!

Assim, cabe ao homem decidir o que quer fazer, colocando na esfera do Intelecto humano a virtude suprema, por oposição à virtude do Uno de Plotino (=Deus). Isto conduz Porfírio a um ataque claro à fé cristã num só Deus e Senhor, chegando a admitir um paganismo sem precedentes na actual era. Porém, ao invés de Jâmblico, que admite uma realidade suprema ainda mais poderosa do que o Uno de Plotino, razão pela qual é necessário evocar as ajudas por parte dos deuses, Porfírio pensa que a mediatização entre o intelecto e o Uno deve ser, de igual forma, intelectual e, por isso, da ordem discursiva. O que permite esta mediatização é a astrologia, que se refere ao intermédio das estrelas e planetas na esfera do destino da alma humana. No entanto, uma vez mais, cabe ao intelecto o trabalho de interpretar e encontrar a chave dessas influências. Isto é, numa primeira análise dá-se o retorno ao misticismo grego, mas sobretudo dá-se o acentuar da própria salvação da Alma pelo seu intelecto. Ou seja: se se admitir que a alma é múltipla, ou não independente do corpo, como queria fazer crer a filosofia de Platão, então cabe à nossa alma escolher o caminho mais intelectual para o fazer. E só desse modo poderá alcançar a salvação, não estando livre, porém, da influência externa dos outros aspectos mais contaminadores da alma. Porfírio afirma, pois, ao contrário de Plotino, que o mal não está na matéria - está no interior da própria alma, estando o homem sujeito a inúmeras tentações. Segundo Jâmblico, a alma é, igualmente, cercada de um mundo habitado por daemons, que seriam deuses inferiores ao próprio intelecto, mas superiores às almas comuns. Porfírio não contraria esta ideia, contudo, o maior desafio é seguir a via do Intelecto.

A necessidade de abstinência de carne segue assim duas justificações possíveis:

1º) Sendo sensível o mundo no qual a alma humana habita, e com o qual ela se relaciona, os animais têm que ser preservados devido à existência de almas inferiores. Com efeito, uma vez que a teoria da metempsicose continua a fazer sentido para estes filósofos, quanto mais baixa for a hierarquia dos seres nos quais a alma habita, mais fraquezas ela terá - terá que lutar mais pelo aperfeiçoamento.

2º) Uma vez que os perigos estão em todo o lado e a carne é um alimento tentador, devido ao sabor suculento que transmite ao paladar, então o homem que segue a via do intelecto deverá renunciar a este bem terreno, pois, caso contrário, a sua alma está manifestamente contaminada.

De igual modo, os animais também não deverão ser atacados, a não ser que seja em legítima defesa, pois Porfírio acredita que os animais têm alma e memória como os humanos, ainda que a um nível inferior.

O bem assenta pois na perfectibilidade das virtudes e o caminho para Deus é o Intelecto. Sem este, tudo estará perdido. A via do Intelecto é, pois, a Via Universal para a salvação. Comer carne é, assim, a contribuição, segundo Porfírio, para a alma menos perfeita, logo, mais má, porque longe do caminho universal do bem.

Citações:

"Encontrem-me alguém que esteja ansioso por viver, tanto quanto possível, de acordo com o intelecto e que não se deixe desviar pelas paixões que afectam o corpo e deixem-no demonstrar que comer carne é mais fácil do que a pessoa se alimentar de frutas e vegetais. (...) Isso, comparado com os vegetais, é intrinsecamente mais saboroso e menos leve para a digestão, ao passo que os últimos constituem um desejo menos tentador e conduzem menos à obesidade e à robustez do que a comida à base de animais mortos." Porfírio, On Abstinence from Killing Animals. Trans. Gillian Clark. London, Duckworth, 2000, 1.46.2

"Quanto a ingerir o mel produzido pelas abelhas, dado que ele se forma igualmente devido aos nossos esforços, parece-me ser apropriado que partilhemos o lucro: as abelhas colhem o mel das plantas, mas nós olhamos pelas abelhas. Por isso, devemos partilhar de forma a que elas não sofram qualquer dano e, dado que elas não o utilizam e nós utilizamos, essa é, de certa forma, a nossa recompensa." idem, ibidem, 2.13.12

Referências:

http://www.mundodosfilosofos.com.br/neoplatonismo.htm#H
http://www.kheper.net/topics/Neoplatonism/Porphyry.htm
http://www.enciclopedia.com.br/med2000/pedia98a/filo3ed2.htm
http://geocities.yahoo.com.br/historiaworks/
http://www.vegan.org.nz/porphyry.php

Platão vegetariano?

"Mens sana in corpore sano"

ou o guardião virtuoso de Platão

Platão nasceu no seio de uma família bem posicionada na sociedade ateniense tradicional em 428 a.C. O seu destino era, primeiramente, ir para a política, a cuja actividade a sua família se dedicava por afinidade. Porém, a guerra do Peloponeso, que se iniciara entre os gregos e os espartanos, no ano de 431 a.C, e durara ainda algum tempo, alterou o curso da sua vida, fazendo-o orientar mais para os problemas ligados à política do que propriamente para ela mesma. A filosofia será, assim, uma actividade para a qual ele inclinará toda a sua ideia do que é, ou deve ser, a política, a organização social, a justiça, o bem, etc., por influência dos discursos de Sócrates que, nessa época, já faziam furor na praça principal de Atenas. O seu interesse pela política, porém, não se desvaneceu. Ao contrário: logo após a morte de Sócrates, em 399 a.C, Platão terá viajado algumas vezes com propósitos e ideais políticos. No entanto, quando voltou para Atenas passou a dedicar-se inteiramente à filosofia, mas não só. Fundou a Academia em 385 a.C, que concentrava, entre outros saberes, estudos sobre Astronomia, Matemática, Música e, claro, a Filosofia. Ainda antes já teria escrito alguns dos seus famosos diálogos, que serviriam de bases para estabelecer diferenças importantes entre a filosofia socrática e a filosofia dita platónica. Platão é como que um historiador, mas também um intérprete da filosofia socrática, pois em todas as teses socráticas faz espelhar a sua própria visão das coisas. Daí ser difícil destrinçar entre o que pertence a um e a outro.

Mas as análises mostram que, pelo menos, uma diferença tem que ser apontada: segundo Platão, os conceitos são diferentes das sensações empíricas, mas, todavia, estas são fontes de opinião (doxa gr.), contribuindo, de certa forma, para o saber. Deixam de ser meras ilusões desprezáveis, ao contrário do que a filosofia socrática nos fazia crer, pelos sucessivos ataques de Sócrates aos sofistas, acusando-os de serem dogmáticos e terem um saber destituído de sentido. Os conceitos de bem, beleza, virtude, justiça, etc., são universais e superiores a todas as coisas, contudo, existirão coisas na natureza que correspondem, ainda que em menor grau, a esses mesmos conceitos. Platão, influenciado quer pela imutabilidade dos universais de Sócrates, quer pela contingência e individualismo de Heraclito (um filósofo pré-socrático), funda, assim, duas teorias fundamentais: por um lado, a teoria das Formas (ideias) - que estabelece o conjunto das Formas (ou ideias) que são o protótipo de toda a realidade, que não passa de uma cópia da ideia que lhe corresponde; e, por outro lado, a teoria da Participação, que defende que, em cada realidade, existem qualidades que "participam" ou partilham da visão ou definição da Ideia. Assim, uma coisa é somente uma coisa boa, mas é boa, porque participa da ideia de Bem; por outro lado, nenhuma coisa boa é igual à outra, porque todas elas são diferentes. O dar voz a este individualismo das coisas mesmas é tornar distinta toda a filosofia platónica. Os escritos platónicos estão divididos entre três grandes grupos:

O 1º grupo é composto pelos chamados diálogos socráticos, pois a Sócrates Platão dedicou todos eles, fazendo-o protagonista e dando-nos conta de todas as teses do seu mestre;
No 2º grupo Platão concentra-se na dissertação das suas próprias teses. Aqui está o grosso do seu trabalho e das suas investigações, embora se sirva da personagem de Sócrates como seu interlocutor;
Finalmente, um 3º grupo, no qual Sócrates raramente aparece. Este é também um período de teses exclusivamente platónicas.

Especialmente a partir do 2º grupo, já Platão se afastara da filosofia socrática, porém, dela manteve o essencial: que o homem deve ser "virtuoso". E este ser "virtuoso", tal como José Trindade dos Santos (professor universitário e doutorado em Filosofia) nos referencia no seu prefácio da Apologia de Sócrates, é alguém cuja "excelência será uma capacidade de realizar «bem» certos objectos e acções" (Platão, Apologia de Sócrates, trad. e notas de Trindade Santos, 4ª ed., Col. Estudos Gerais, Série Universitária, Clássicos de Filosofia, INCM, 1993, p.11). Ora, esta excelência assenta-se na base moral do próprio homem e, especialmente, do filósofo. Como mais adiante este autor nos refere "Para Platão (...) ela [a excelência] será já (...) uma super-capacidade: um (bom) [sic] sapateiro fará bons sapatos, estes são a sua obra, mas «o bem», a marca da sua excelência, é independente de qualquer produto, ou acção, específicos." Por isso, o homem deve inclinar-se para tudo quanto é virtuoso ou bom, pois só assim será capaz de cumprir a sua missão no mundo - realizar o próprio Bem.

Tal como um bom idealista, Platão acredita na transmigração das almas e na perfeição do ser humano. Uma vez que podemos ocupar vários corpos, e a alma volta a estar no mundo sensível, quando ocupa um corpo dá-se um "choque" que faz esquecer tudo quanto já tinha aprendido. Logo, o saber ou a virtude já nascem com a pessoa dotada de sabedoria, no entanto, tem de ser "relembrada" de forma a desenvolver tudo quanto sabe. Quanto mais a alma se aperfeiçoar nesta busca sapiente (de sapiência/sabedoria), mais pura se tornará e, por isso, estará apta a governar todos aqueles que ainda não alcançaram o grau último do saber, que é o mundo das Formas.

A pessoa mais pura ou a pessoa "ideal" para esta governação - ela também "ideal" - é o filósofo. Para atingir este grau da suprema hierarquia, o filósofo terá de atender uma série de considerações e deveres, os quais terá de seguir séria e rigorosamente - de forma incorruptível! Entre todos eles está, sem dúvida, a prática de uma alimentação restrita, na qual a ingestão de carnes pesadas ou doces não é permitida, pois estas "comezainas" estão conotadas com a luxúria e o pecado que se vivia na sociedade convencional. É que, para além de estar com a mente em forma, também, como em todos os povos clássicos, o filósofo teria de estar, segundo Platão, com igual destreza física, pois ele terá de ser o governador supremo. Para governar bem, terá de preservar toda a verdade consigo - deverá ser o guardião justo e sábio, por excelência!

Obviamente que, com todo o idealismo, cujas intenções são discutíveis para o propósito de adoptar uma ordem política alternativa que pusesse cobro à hegemonia espartana (conflitos de interesses entre as duas cidades - Atenas e Esparta - marcavam dramaticamente todo o panorama cultural grego), Platão acaba por ficar desiludido, devido à impraticabilidade dessas mesmas ideias no plano político, especialmente desde a morte de Sócrates, que o marcou indelevelmente. Já nesse tempo se sofria devido à afinidade com hábitos não praticados pela maioria da população e, logo, não reconhecidos como um "bem"!



Citações:

"A mim não me parece ser o corpo, por perfeito que seja, que torne a alma boa, mas, pelo contrário, a alma boa, pela sua excelência, permite ao corpo ser o melhor possível."
Platão, República, trad. e notas de Maria Helena da Rocha Pereira, 6ª ed., Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1990, 403d, p.137

"Ora daquele que tem aversão às ciências, sobretudo sendo jovem, e ainda sem discernimento para saber o que é bom e o que não é, não diremos que gosta da ciência nem da filosofia; tal como daquele que tem aversão à comida, não diremos que tem fome, nem que está desejoso de alimento, nem que é comilão, mas que está sem apetite!" Idem, ibidem, 475c, p.255

"Se formos buscar homens de boa constituição física e intelectual, para os educarmos nestes estudos e treinos, a própria justiça não terá nada a censurar-nos, e salvaremos a cidade e a constituição. Mas, se trouxermos para estas actividades pessoas sem valor, obteremos o efeito exactamente inverso, e despejaremos sobre a filosofia uma onda de ridículo ainda maior." Idem, ibidem, 536b, p.354

"(...) A virtude só será ensinável pelo facto de cada homem nascer com ela."
Platão, Ménon, trad. e notas de Ernesto Rodrigues Gomes e estudo introdutório de José Trindade Santos, Col. Universalia, Edições Colibri, 1992, p.28


Referências às citações:

Platão, República, trad. e notas de Maria Helena da Rocha Pereira, 6ª ed., Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1990
Platão, Ménon, trad. e notas de Ernesto Rodrigues Gomes e estudo introdutório de José Trindade Santos, Col. Universalia, Edições Colibri, 1992, p.28
Platão, Apologia de Sócrates, trad. e notas de Trindade Santos, 4ª ed., Col. Estudos Gerais, Série Universitária, Clássicos de Filosofia, INCM, 1993

Outras referências:

http://warj.med.br/fil/fil03.asp
http://www.mundodosfilosofos.com.br/platao.htm#C
http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/momentos/escola/paideia/index.htm
http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/momentos/escola/paideia/index.htm

Alguns artigos:

Artigo de Christopher Planeaux, Plato`s Academy in: http://plato.evansville.edu/commentary/planeaux/academy.htm
Anthony F.Beavers e Christopher Planeaux, The Life of Plato in: http://plato.evansville.edu/life.htm

Sócrates vegetariano?


À semelhança do que acontece com Pitágoras, nenhumas certezas se podem ter acerca dos hábitos alimentares de Sócrates. A única certeza é o facto de que se especula muita coisa acerca do seu ambiente e o mais provável é que parte do que a história nos revela sobre a vida dele permaneça inexacta. De quase todos os filósofos gregos que elaboraram teorias inovadoras, Sócrates foi o que mais pôs em causa a ordem vigente, estabelecida pelo poder político. Ora, aquilo que se conhece da vida de Sócrates é muito pouco. O Sócrates histórico é conhecido através de escritos, principalmente, de Platão, mas não só. Também Xenofonte e Aristófanes (escritores gregos da época e seus discípulos) escreveram sobre ele. Mais tarde, Aristóteles, o primeiro "historiador oficial" da filosofia, inscreve-o como o filósofo que revoluciona, pela primeira vez, o conceito de humanidade. Todavia, nunca o conheceu.
Historicamente, o período em que decorre a vida de Sócrates situa-se entre 470 ou 469 a.C (nascimento) e, provavelmente, 399 a.C., ano no qual morreu, com 71 anos de idade. Não deixou quaisquer obras literárias ou escritos, pelo se torna difícil a determinação certa das suas ideias em torno da sociedade grega na altura, envolvendo a política, a religião e a intelectualidade de uma maneira geral.

As suas ideias (as muitas que se conhecem) marcaram a história da filosofia por intermédio dos diálogos platónicos (escritos por Platão, que terá sido o mais fiel discípulo de Sócrates), cujas fronteiras do pensamento entre um e o outro não se conseguem definir rigorosamente. No entanto, em determinadas obras de Platão, especialmente na República, surge uma tendência para obedecer a regimes próprios de alimentação. Não são de todo vegetarianos, mas aconselham uma dieta própria, regrada, que evite as gorduras, e especialmente os doces.
Já nessa época haveria, pois, uma preocupação com o corpo: tanto a nível estético (devido a uma apologia exacerbada de tudo o que é belo) como também a nível da saúde. Os factores ligados ao ambiente sócio-político e ao desporto também são dos principais motivos. Isto porque, nas antigas sociedades gregas, o primado da actividade humana centra-se em duas principais vertentes: por um lado, a guerra, que conduz à necessidade de manter o corpo em forma e, por outro lado, o lazer e a educação, que estabelecem uma série de hábitos que regulam a própria vivência em sociedade, pois a ginástica seria a forma como idealmente os jovens gregos se preparariam e se tornariam aptos para a vida adulta. Os combates, a caça e a pesca eram actividades privilegiadas.
Porém, simultaneamente, o belo acompanha todas estas necessidades; pois o culto do corpo leva igualmente ao culto da alma e, daí, a exigência de um corpo belo, através da ginástica, que se alia às artes da música, da pintura e ao cultivo da escrita e da leitura, que tornariam a alma mais elevada (culta, portanto).

Assim, uma vez que Sócrates vivia neste ambiente e filosofou acerca de ideais como a virtude (aretê, em grego), a justiça, o belo, etc., faz sentido que ele também tenha adoptado determinados costumes gregos que visavam o alcance destes ideais. Embora fosse acusado de corromper a juventude, consta-se que, de facto, os jovens gostavam de o ouvir, deixando de lado, inclusive, certos hábitos que, apesar de toda a sumptuosidade envolvida, os gregos não deixavam de cultivar em excesso. Ora, esses mesmos hábitos conduziam, segundo Sócrates, a uma pobreza da alma, a uma corrupção espiritual, na qual se incluiam os abusos alimentares. Estes abusos cometiam-se nomeadamente com os alimentos mais calóricos, que abundavam, por exemplo, nas alturas das homenagens aos deuses. Por isso, durante estas fases, estes excessos desviavam o caminho dos próprios militares e atletas, entre outros, pois como é documentado na República de Platão, esses excessos seriam causa para mais doenças e um sono excessivo, que, por si só, conduziria a erros constantes e más acções. Estas consequências também tornariam os governantes e todos os indivíduos em geral menos perfeitos.
Logo, nenhuma vida regrada se pode levar sem cumprir um regime alimentar saudável, com especial incidência nos alimentos cozidos e legumes. Mas não se exclui necessariamente o peixe ou a carne, pois Sócrates critica claramente os hábitos dos militares nesta passagem: "Também isso se poderia aprender com Homero - disse eu [Sócrates]. Pois sabes que em campanha, durante os festins dos heróis, não os trata a peixe, apesar de estarem à beira-mar, nas margens do Helesponto [uma nota de rodapé explica que este corresponderia ao actual estreito dos Dardanelos, no mar Morto], nem a carne cozida, mas só a carne assada, que é o mais fácil de preparar para os soldados. Na verdade, em toda a parte é mais fácil fazer, por assim dizer, o serviço com o fogo, do que carregar com as panelas." in: República, Platão, trad. MªHelena da Rocha Pereira, 6ªed., Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1990, p.138.
Por isso, se acredita que Sócrates professava igualmente o vegetarianismo. Não numa vertente tão radical, mas como forma complementar a uma alimentação convencional e sem excessos de condimentos e ausência de temperos, como já vem descrito nos clássicos de Homero.



Citações

Sobre o regime alimentar e dieta:

"É preciso uma dieta mais apurada para os nossos atletas guerreiros, que têm que estar sempre vigilantes, como cães, e porque precisam de ver e ouvir com toda a acuidade, e, apesar de experimentarem nas suas campanhas muitas mudanças de líquidos e de alimentação, solheira e intempéries, não devem ser de saúde vacilante.", Sócrates (Platão), in: República

Sobre a importância do exercício físico na cultura grega:

«A ginástica permanece o elemento, senão preponderante, pelo menos característico da formação do jovem grego, o gosto pelos desportos atléticos e pela sua prática constitui, como na época arcaica, um dos traços dominantes da vida grega.», Henri Marrou

«O desporto não é para os gregos apenas um divertimento; é algo de muito sério, que se relaciona com todo um conjunto de preocupações higiénicas e médicas, estéticas e éticas a um só tempo.», Henri Marrou





Sobre o papel da educação e a ideia de aperfeiçoamento:

«(...) a essência de toda a verdadeira educação ou Paideia é a que dá ao homem o desejo e a ânsia de se tornar um cidadão perfeito e o ensina a mandar e a obedecer, tendo a justiça como fundamento», Jaeger

Palavras citadas:

«Quantas coisas de que não tenho necessidade!», Sócrates citado por Jean Brun

Referências:

Platão, República, trad. MªHelena da Rocha Pereira, 6ªed., Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1990

http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/momentos/escola/paideia/index.htm
http://www.ivu.org/portuguese/people/history/socrates.html

Pitagorismo e Vegetarianismo - Que relações?


Supostamente, Pitágoras foi um filósofo matemático do séc.VI a.C (570-571) e terá sido o filósofo que mais marcou esta era, em termos de racionalidade. A defesa do vegetarianismo não passa, no fundo, de um princípio provável da teoria por ele fundada, ou seja, o Pitagorismo.
A teoria apontada como Pitagorismo é, na realidade, uma teoria muito importante para a história da matemática. Mas sobre Pitágoras pouco ou nada se sabe, pois tanto a sua vida como a sua morte foram um mistério e alguns historiadores apontam até para a hipótese de ele nunca ter existido. Exilado durante a maior parte da sua vida, o pensador praticou, numa primeira fase, os rituais órficos da religião que se implantou na Grécia, mas fundou posteriormente o pitagorismo, corrente que viria a ser um pouco mais radical do que a primeira.

Da corrente órfica herdou a crença na reencarnação. Segundo se crê, há quem diga que ele chegou a defender o vegetarianismo, atitude coerente a tomar, devido aos costumes acérrimos da sua anterior comunidade, entre os quais se previam, principalmente, a abstinência de carne (nomeadamente galos brancos), de certos peixes e de favas.
A forte auto-disciplina, que já tinha sido imposta por essa comunidade, exigia uma vida em silêncio, onde a meditação e a reflexão sérias sobre a vida e o mundo eram uma constante. Pitágoras encontrava assim o tempo suficiente para dedicar-se aos estudos da filosofia, matemática e ciências naturais, na sua generalidade.
A prática do vegetarianismo surge, assim, a partir da fama destes costumes. Mas pode ser justificada como uma necessidade exterior de se rebelar contra o poder instituído face à política de governação (devido às exibições de morte de animais na arena que eram aplaudidas pelos políticos atenienses) e, simultaneamente, pelas teorias filosóficas apresentadas para a prática deste tipo de alimentação.
A opção pela abstinência de carne é, sobretudo, baseada na argumentação de defesa pela vida animal, evitando assim a carnificina exercida sobre os mamíferos de quatro patas, os quais poderiam ser, segundo as suas crenças na reencarnação, vidas humanas passadas ou futuras, já que a metempsicose (termo que designa estar para lá da alma - psyché gr.) ou transmigração das almas dá-se ao nível hierarquicamente inferior ou superior, conforme o grau de perfeição de cada ser. Logo, o vegetarianismo surge também aliado a uma certa prática de defesa do ambiente, pois poderemos encarnar quer numa planta, quer num animal.
O Orfismo, entretanto, que veio a ser considerada como religião pública entre os atenienses, preconizava os seguintes princípios: primeiro, o corpo humano deve libertar-se das imperfeições e, como tal, de todas as impurezas, para poder ascender a um grau superior; segundo, toda a vida que começa nunca acaba, pois está sempre a reencarnar na natureza, iniciando assim um novo ciclo; terceiro e por último, ter em conta que o homem, através das práticas ritualizadas da doutrina, poderá ascender à verdadeira transcendência, rompendo assim com o ciclo da natureza, tornando-se em perfeita harmonia com o Todo. Segundo fontes credíveis, esta corrente tem uns certos laivos de budismo, pois também procura a perfeição do ser humano, unindo-o a Buda, que, neste caso, assumem a forma dos deuses do politeísmo.
Ora, tendo por ambição fundar uma ética e uma reforma políticas, Pitágoras terá sido convidado a sair de Crotona, devido ao seu temperamento e convicções radicais, pois o Pitagorismo constituía uma maior ameaça por ser uma comunidade secreta do que por ser conhecida, levando ainda mais ao extremo os costumes punitivos que já se praticavam no Orfismo. Consta, inclusive, que esta corrente era mesmo uma "confraria secreta", na qual só entravam os que nela eram admitidos, confinando assim o Pitagorismo a um pequeno número de "eleitos". Contudo, eram já trezentos o número de jovens que viviam de acordo com as regras do Pitagorismo e que mantinham os bens em comum, à margem de toda a sociedade. Viviam isolados e não podiam quebrar o voto de silêncio, sob pena de expulsão da confraria. Segundo se diz também, Pitágoras ordenava sacrifícios aos deuses, aludindo às comemorações do deus Apolo em Delfos.
Por todas estas coisas e devido ao enorme secretismo que rodeava a corrente, pouco se sabe em concreto sobre todos os seus usos e costumes, e mesmo sobre a própria vida de Pitágoras. As únicas marcas da passagem do seu tempo são escritos de Filolau, mas que nada provam, pois poderia ter sido tão-somente a teoria deste, descrita noutra personagem meramente inventada. Seja como fôr, o Pitagorismo terá sido a religião de mistérios que mais se difundiu no Ocidente, tendo, supostamente, concorrido com outros líderes ou reformadores religiosos da época, como foram os casos de Gautama Buda, Zoroastro (Zaratustra), Confúcio e Lao Tsé. Pitágoras deve ter conhecido estas correntes de perto, pois terá viajado muito, inclusive em peregrinações. Conforme viveu em datas e partes incertas, também morreu, provavelmente, entre 497-496 a.C, em Metaponto.

Citações mais conhecidas:

Atribuídas ao próprio Pitágoras:

"Pensem o que quiserem de ti; faze aquilo que te parece justo".

"O que fala, semeia - o que escuta, recolhe".

"Ajuda teus semelhantes a levantar sua carga, mas não a carregues".

"Com ordem e com tempo encontra-se o segredo de fazer tudo e tudo fazer bem".


Comentários:

Sobre usos e costumes pitagóricos (fontes provenientes de Aristóteles):

"Não passe por cima de uma balança": significa para não ser ambicioso;

"Não atice o fogo com uma espada": significa para não humilhar com palavras duras um homem a rebentar de cólera;

"Não desfolhe a coroa": significa para não violar as leis;

"Não devore o coração": significa para não se atormentar com o sofrimento;

"Não sente numa ração de trigo": significa para não se viver na ociosidade;

"Quando viajar, não volte atrás": significa quando estiver para morrer, não se deve apegar à vida terrena.

Sobre a doutrina:

"O que ele dizia aos seus companheiros, ninguém o pode referir com segurança; é que entre eles reinava um invulgar silêncio. Mesmo assim, tornou-se universalmente conhecido o seguinte: em primeiro lugar, que ele afirma que a alma é imortal; depois, que ela se muda para outras espécies de seres animados; além disso, que os acontecimentos ocorrem em determinados ciclos, e que nunca nada é absolutamente novo; e por fim, que todos os seres vivos devem ser considerados como aparentados. Segundo parece, Pitágoras foi o primeiro a introduzir essas crenças na Hélade.", (Porfírios)

Uma outra opinião nos foi transmitida acerca da alma... Dizem eles que a alma é uma espécie de harmonia; já que esta é uma mescla e composição de contrários, e o corpo é constituído de contrários., (Aristóteles)


Referências:

Dicionário de Filosofia do Blackburn
O Espiritualismo Ocidental, por Carlos António Fragoso Guimarães (disponível on-line em http://www.geocities.com/Vienna/2809/espiritual.html )
http://www.mundodosfilosofos.com.br/pitagoras.htm
http://warj.med.br/areas.htm (pesquisa sobre Pitagóricos em Filosofia/Religião)

Fonte: http://www.centrovegetariano.org/index.php?article_id=204

Entrevista ao crudívoro Luís Guerreiro Centro Vegetariano - Portugal

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Entrevista ao crudívoro Luís Guerreiro

Luís Guerreiro é algarvio e crudívoro desde 2003. Criou e mantém o sítio http://www.comidaviva.com , no qual disponibiliza muita informação sobre o crudivorismo, bem como inúmeras receitas. Luís considera que a alimentação crua foi uma maravilhosa descoberta que em muito mudou a sua vida para melhor. Uma saúde plena, imensa vitalidade e alegria, e a perda de peso em excesso, foram alguns dos vários resultados que obteve pela adopção desta alimentação e filosofia de vida.
O Centro Vegetariano foi ao seu encontro, para saber mais sobre a sua escolha.

1. Luís, em que circunstâncias tomou contacto com o crudivorismo?
Em meados de 2002 conheci o Alex ,um jovem inglês, num seminário de shamanismo do Tony Samara. Achei estranho o facto do Alex só comer saladas e frutos, e perguntei-lhe: porquê tudo cru? Ele disse-me que era uma forma muito saudável, como prevenção de doenças, e que desde que iniciou sente cada vez mais energia. Não fiquei convencido à primeira pois achava a ideia um pouco radical. Voltei a encontrar o Alex 5 meses depois e ele estava, de facto, cheio de energia e continuava a fazer esta alimentação. Sofri cerca de 17 anos de esofagite de refluxo, em consequência de uma hérnia do hiato (os sintomas são ardores/azias constantes), para a qual não encontrei solução se não tomar anti-ácidos ano após ano. Fiz várias endoscopias ao longo dos anos e o problema parecia não ter solução, para além da hérnia do hiato foram-me diagnosticadas várias úlceras (pequenas). Os médicos diziam que poderia contrair cancro se não tomasse os respectivos medicamentos. Depois de ler um livro de David Wolfe sobre alimentos crus, e fazer cerca de 4 meses de pesquisa na internet, algo dentro de mim despertou e resolvi experimentar a alimentação viva.

2. Porque optou pelo crudivorismo?
Inicialmente por uma questão de saúde, em seguida descobri que também é uma alimentação deliciosa, que desperta a nossa imaginação e nos faz regressar àquilo que o ser humano esqueceu - a forma natural de nos alimentarmos. A prova está no nosso organismo e na semelhança que temos a nível genético com outros seres vivos crudívoros. É também uma forma de nos ligarmos espiritualmente ao Universo e à sua mais pura energia.

3. Quais são as principais características desta alimentação?
A COMIDA VIVA é uma forma de alimentação baseada em alimentos crus, frutos frescos e secos (hidratados), vegetais, sementes, grãos germinados e algas, ricos em enzimas e todos os nutrientes necessários para o nosso organismo. Os quais têm toda a vitalidade nutricional necessária para uma vida saudável.
Os alimentos crus são ricos em enzimas - responsáveis por toda a construção do nosso organismo. As enzimas são os incansáveis trabalhadores que levam os nutrientes às nossas células. Podemos dizer que a alimentação crua é uma alimentação enzimática. Ao cozermos os alimentos (a partir de +- 40ºC) destruímos as enzimas. Se comermos alimentos crus evitamos a destruição das enzimas que a comida contém facilitando assim a digestão e evitando gastar as nossas próprias reservas.
Segundo o Dr. Edward Howell (um dos principais e o primeiro pesquisador das enzimas), a falta de enzimas na comida cozida é ainda uma das maiores razões do envelhecimento e morte precoce. É ainda a causa subjacente da maior parte das doenças.
Se o nosso corpo está ocupado com a digestão de alimentos cozidos e a produção de enzimas para a saliva, suco gástrico, suco pancreático e sucos intestinais, então terá que diminuir a produção de enzimas para outros propósitos. Quando isto acontece, então como pode o corpo produzir enzimas para o trabalho do cérebro, coração, rins, músculos e os outros órgãos e tecidos?
Esta falta de enzimas ocorre na maioria da população mundial dos países civilizados que se alimenta de comida cozida. Inclusive os animais domésticos alimentados cada vez mais de forma artificial e com alimentos cozidos sofrem das mesmas doenças que nos atacam.

4. Sentiu algumas alterações quando adoptou este regime alimentar? Se sim, quais?
Na primeira semana, tive diarreia e comecei a sentir os efeitos da desintoxicação que esta alimentação cria. Mudei radicalmente os meus hábitos e o corpo reagiu. Senti-me cansado, com olhos profundos, algumas borbulhas. Resolvi investigar na internet sobre o assunto e cheguei à conclusão de que me tinha precipitado em mudar logo a 100% de alimentação pois assim sofremos um pouco os efeitos de "ressaca" e limpeza rápida do organismo. Descobri que a adaptação moderada a esta alimentação, torna o processo mais suave, deixando o corpo adaptar-se gradualmente ao mesmo tempo que nos libertamos de toxinas. Enfim, os efeitos não foram de forma alguma devastadores, mas sim compensadores. Eu, pessoalmente, libertei-me dos sintomas de azia e ardor constantes, deixei de tomar os anti-ácidos, perdi peso, cerca de 15 quilos que me davam um aspecto de 10 anos mais velho, passei a dormir melhor pois sofria de insónias, tenho agora sonhos positivos ao contrário do passado cheio de pesadelos que me levaram à depressão durante largos anos, acordo agora com mais energia, também deixei de sofrer de eczema e herpes, que me afectavam variadas vezes, estou mais calmo - o stress e os medos da vida não parecem afectar-me tanto como no passado. Descobri também que imensas doenças consideradas incuráveis podem ser evitadas e curadas com esta alimentação. Existem centenas de testemunhos na internet.

5. Considera existirem vantagens nutricionais do crudivorismo em relação às outras dietas?
Sem dúvida, esta é a forma mais natural de comer. Olhemos para os animais na natureza. Na natureza todos os animais comem alimentos vivos. Só o ser humano cozinha os seus alimentos e só o ser humano sofre de imensas doenças e males. Os humanos que comem mais alimentos vivos estão mais alerta, pensam de forma clara, concisamente e mais logicamente e tornam-se mais activos. Melhor, comedores de comida viva tornam-se virtualmente livres de doença.
Na natureza os mamíferos vivem entre oito a dez vezes o seu tempo de maturação. Os seres humanos, animais domésticos e criados em cativeiro que comem comida cozinhada só vivem quatro vezes o tempo de maturação. No famoso estudo "Pottinger" sobre gatos, foi demonstrado que comida cozinhada resulta em vidas mais curtas, anormalidades congénitas e eventualmente, perda da capacidade reprodutiva. Experiências em laboratório comprovaram que ratos alimentados com comida crua viveram 50% mais tempo do que outros alimentados com cozinhados.
O nosso organismo evoluiu durante cerca de quatro milhões de anos. Cerca de 3.950.000 dos quais comemos só cru, alimentos vivos. Só recentemente é que começámos a comer alimentos cozinhados. Quando olhamos para os outros mamíferos na natureza, não vemos qualquer incidência das doenças que se difundiram pelos seres humanos. Nem cancro, doenças do coração, ataques ou diabetes, etc.
Cozinhar é um processo de destruição dos alimentos a partir do momento em que calor é aplicado à comida. Os nutrientes são praticamentetodos destruídos se a cozedura for longa.
Cozinhar transforma a comida num tóxico! A toxicidade dos alimentos cozinhados é confirmada pela duplicação e triplicação das células brancas no sangue depois de comer uma refeição cozinhada. As células brancas do sangue são a primeira linha de defesa do organismo e são, colectivamente, popularmente chamadas de "sistema imunitário".
Para além das vantagens nutricionais gostava de mencionar as vantagens ecológicas:
- A produção de alimentos biológicos não prejudica o ambiente
- Ao não cozinhar (cozer, etc) não libertamos tantos gases para a atmosfera
- Os restos dos crus não poluem - como todos os preparados, latas, pacotes e outros artigos com alimentos cozidos confeccionados
- A criação de gado tem sido uma das razões principais da desflorestação do planeta pois para criar animais é necessário mais espaço do que para a criação de vegetais ou frutos. Uma alimentação sem produtos animais ajuda a a natureza
- Os crus podem preservar-se mais tempo e de uma forma natural do que qualquer alimento cozido que precisa de frigorífico após a confecção

6. O que aconselha a quem se quer tornar crudívoro?
Somos todos diferentes. O ideal é uma adaptação estudada e cuidada. No início há que ter em conta a reacção do organismo pois os crus vão fazer limpeza e podemos ter sensações desagradáveis. É bom começar por substituir aos poucos os cozidos por cru. Começar por um pequeno-almoço com fruta em vez de cereais (pão, etc). Comer uma boa (grande) salada antes das refeições principais.

Alguns dos estágios são:
1º Estágio: é o 1º passo em busca da saúde verdadeira e da autonomia:
- Retirar da alimentação os alimentos "bióxidos" que tiram a vida
Chocolates, leite, carnes curadas (como as salsichas, salames, mortadelas), bebidas alcoólicas, alimentos industrializados e refinados, refrigerantes, gorduras hidrogenadas e sua preparações, farinhas brancas e suas preparações, açúcar refinado e preparações, carnes produzidas como hormonas e antibióticos, adoçantes artificiais e preparações.
- Incluir na dieta alimentos crus: frutas, verduras e rebentos (no mínimo 30%)
- Substituir o leite por iogurte, o açúcar refinado por mascavado ou açúcar de frutos (frutose)
- Substituir cereais refinados por grãos integrais
- Incluir sumos naturais
- Meditar, respirar e praticar exercícios físicos

2º Estágio: Seguir as restrições da fase anterior e:
- Retirar carnes vermelhas e ingerir carnes brancas no máximo duas vezes por semana
- Usar claras de ovos caseiros, queijo fresco, iogurte
- Evitar o uso de açúcar mascavado
- Ingerir 50% de alimento crus, incluindo os rebentos nas refeições principais
- Incluir sumos
- Meditar, respirar e praticar exercícios físicos diariamente

3º Estágio: Seguir as restrições das fases anteriores e:
- Tirar todas as carnes e ovos
- Usar iogurte e queijo fresco
- Meditar, respirar e praticar exercícios diariamente

4º Estágio: Seguir as restrições das fases anteriores e:
- Ingerir 80 à 100% de alimentos crus com a maioria dos alimentos biogénicos que aumentam a vida
- Excluir os produtos de origem animal
- Meditar, respirar e praticar exercícios físicos diariamente
- Não é necessário ser crudívoros a 100% - isso é uma escolha pessoal. Digamos que os 80% mencionados anteriormente sejam uma escolha equilibrada, pois também necessitamos de ter uma vida social e nem sempre os crus estão disponíveis da forma ideal.

7. A alimentação crua é saborosa? É fácil de preparar?
Provemos uma fruta fresca, uma cenoura crua, etc. Tem ou não tem sabor? Coza a cenoura sem sal ou outro tipo de tempero - qual é o sabor?
Sim a alimentação crua é muito saborosa. Podemos encher uma biblioteca de livros de receitas com crus, desde as saladas até às sobremesas, sopas, pizzas cruas, pão cru, gelados, mousse de chocolate (sem ovos, nem cacau, nem açúcar), tudo delicioso.
É possível fazer um bolo cru em menos de 5 minutos. É possível fazer uma salada em menos de 5 minutos. É possível fazer um sumo delicioso em menos de 5 minutos

8. As refeições podem ser aquecidas?
Sim, é possível aquecer os preparados até mais ou menos 45ºC, desta forma preservamos todos os nutrientes.

9. Que robots de cozinha são precisos para a preparação das refeições?
Pode ir do simples expremedor de laranja até onde a imaginação nos levar. O ideal será uma máquina multi-usos que possa fazer sumos, ralar, misturar, etc. Mas existem robots especiais que podem de facto ajudar. É tudo uma questão de imaginação e claro poder de compra.
Pode também usar um desidratador ou um forno que trabalhe abaixo dos 45ºC para desidratar os alimentos ou fazer pão (cru).

10. É verdade que o crudivorismo retarda o envelhecimento, nos torna mais enérgicos, mais felizes e naturalmente elegantes?
Passados alguns meses na alimentação crua, alguns amigos ou vizinhos ficaram espantados comigo. Perdi cerca de 15 Kg e aparentemente as pessoas dizem que pareço mais novo. Outras pessoas que conheço também beneficiaram a sua saúde com algumas dicas, mesmo não sendo 100% crudívoros.

11. Pessoas de todas as idades podem se crudívoras?
Sim, quanto mais cedo melhor, o ideal seria os pais já serem crudívoros antes do nascimento dos filhos e estes poderem continuar.
Em relação às pessoas mais idosas e as que tiveram uma alimentação durante muitos anos de produtos animais, é aconselhável um certo cuidado no início, pois o organismo precisa de se adaptar.

12. Em Portugal fala-se de crudivorismo? E no mundo, é de facto uma revolução?
De crudivorismo propriamente, penso que Portugal ainda é quase terreno virgem. Felizmente cada vez mais gente vai falando do valor dos alimentos crus e da sua importância para a saúde, portanto neste ponto de vista são reconhecidos os valores desta alimentação mas praticantes ainda não são muitos.
No resto do mundo, principalmente nos Estados Unidos é de facto uma revolução. Foram criados imensos espaços dedicados a esta alimentação: restaurantes, bares de sumos, cruzeiros com alimentação crua, etc.
Muitas estrelas do cinema e da música são crudívoras.

Moyashi - Feijão mungo

O moyashi, também conhecido como broto de feijão no Brasil,em Portugal erradamente aparece como "rebentos de soja", em alguns supermercados mas o verdadeiro nome em português é feijão mungo, é um alimento com alto valor nutritivo por conter grandes quantidades de sais minerais com Cálcio, Fósforo e Ferro, além de vitaminas do Complexo B.

Os sais minerais são importantes para o organismo, pois contribuem para a formação dos ossos, dentes e sangue. Já as vitaminas do Complexo B são essenciais ao crescimento, à boa digestão, evitam a queda dos cabelos e infecções da pele.

Seu período de safra vai de Janeiro a Julho.

Cem gramas de moyashi fornecem 62 calorias.

MOYASHI (Broto de Feijão)
Pode ser consumido cru (em saladas regadas com molho shoyu). Aumenta a produção de células de defesa do organismo.

Reciclando os meus pensamentos...

Resolvi retirar alguns dos tópicos referentes a temas que não tem a ver com a Alimentação Viva.

Reconheço que estava a deixar cair o Blogg um pouco em temas menos positivos.

Estava a ficar pesado demais.

A partir de agora vou concentrar-me em dinamizar pela criação sem falar tanto na destruição.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Salada de "Atum" Fake - Sem Atum

Luis Guerreiro - Salada de "Atum" Fake - Sem Atum - http://comidaviva.com

Video:Luis Guerreiro - Batido de fruta

Ver nota informativa em baixo.

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NOTA: (info importante enviada pelo amigo Jivan) "No Brasil as Sultanas são "Uva passa" ...mas infelizmente...
Lembrar que uvas passas importadas da Califórnia e em geral encontradas nos supermercados devem ser bastante contaminadas. Na Califórnia TUDO o que não for rigorosamente orgânico é rigorosamente super borrifado com agrotóxicos.
Alimentos em geral com origem nos EUA, estão muitas vezes contaminados com chuva ácida, e até poluição nuclear!!! Sabia disso?"

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Aqui em Portugal é possível arranjar algumas sultanas orgânicas (biológicas)mas a receita pode ser perfeitamente feita com outra fruta sem ser seca.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Estudo conclui que crudívoros são saudáveis

Um estudo norte-americano, publicado na revista Archives of Internal Medicine, concluiu que as pessoas que adoptam uma dieta vegetariana com o consumo exclusivamente de alimentos crus (crudivorismo), são magras, mas saudáveis.
Os crudívoros são um tipo de vegetarianos que só consome legumes, frutas, nozes e grãos germinados, desde que não tenham sido cozidos, processados ou alterados.
Foram estudados 18 crudívoros com idades compreendidas entre os 33 e os 85 anos. Em média, mantinham essa alimentação há 3,6 anos; sendo que alguns a praticavam há mais de 10 anos.

Embora os nutricionistas e a indústria alimentar alertem constantemente que uma dieta sem lacticínios pode provocar osteoporose, a equipa da Escola de Medicina da Universidade Washington, em Saint Louis, concluiu que os crudívoros têm ossos fortes.
Luigi Fontana, o responsável pelo estudo, considerou que os que se seguem uma alimentação crudívora não estão expostos a um maior risco de fracturas, mas que a sua baixa massa óssea está, provavelmente, relacionada com o facto de serem mais magros porque ingerem menos calorias.
Os pesquisadores compararam os crudívoros a 18 norte-americanos que seguiam uma alimentação omnívora. Os crudívoros tinham IMC (Índice de Massa Corporal) médio de 20,5, enquanto o outro grupo estava levemente acima do peso: IMC 25. Considera-se que uma pessoa está no peso ideal quando seu IMC (o peso dividido pelo quadrado da altura) se situa entre 18,5 e 24.
O responsável pelo estudo esperava que os veganos tivessem baixos índices de vitamina D, devido ao facto de excluirem alimentos de origem animal da sua dieta. Mas, na realidade, os níveis de vitamina D do grupo eram mais elevados do que a média. A vitamina D é produzida através da acção da luz solar sobre a pele. Essa substância é essencial para a manutenção dos ossos. Devido à sua importância, ela é adicionada ao leite e a outros alimentos. No entanto, com o objectivo de aumentar as suas concentrações de vitamina D, os crudívoros, tal como a maioria dos veganos, expõem-se frequentemente à luz solar.
O estudo indicou ainda que os crudívoros têm um índice baixo da proteína C-reativa, uma molécula inflamatória que está a ser associada a ataques cardíacos, diabetes e outras doenças crónicas. Além disso, têm índices menores de IGF-1, um factor de crescimento ligado ao risco de cancro da próstata e da mama.


Referências:
http://news.bbc.co.uk/1/hi/health/4389837.stm
http://www.planetark.com/avantgo/dailynewsstory.cfm?newsid=30093

Sobre o aipo

O aipo era usado pelos Gregos e Romanos como planta decorativa. Só na Renascença é que os europeus começaram a cultivá-lo, existindo aproximadamente 30 variedades com os mesmos princípios nutricionais, que se dividem em 2 grupos: o aipo cultivado, ou hortense, ou aipo de folhas e talos – de que se distinguem o dourado, ou branco, e o verde - e o aipo de cabeça, ou aipo nabo, ou aipo rábano ou vermelho.
Todas estas variedades são ricas em vitaminas A, B e C, bem como em cálcio, magnésio, potássio, fósforo e sódio. O aipo auxilia na redução do colesterol e na limpeza do sangue.
O aipo hortense não deve ser muito comprido, deve ter os talos claros e as folhas verdes escuras, enquanto que os de cabeça devem ser médios e ter folhas.
O primeiro aguenta-se muitos dias no frigorífico envolvido num pano húmido e o segundo conserva-se 2 semanas envolvido com película aderente.
Retiram-se os talos exteriores danificados do aipo hortense, lava-se sob água corrente e retiram-se os filamentos duros cortando cada folha pela base e puxando os filamentos no sentido contrário. O verde é usado quase unicamente como erva aromática e o branco come-se cru como aperitivo geralmente mergulhado num molho; os talos são utilizados em saladas; os corações de aipo são o pé do aipo dourado cortado a 10cm da base sem que as folhas, ou talos, tenham sido separados e comem-se recheados ou estufados.
Ao aipo de cabeça cortam-se as folhas – que podem ser aproveitadas noutras receitas -, descasca-se até ficar com uma superfície uniforme, rega-se com sumo de limão para não oxidar ou deita-se num recipiente com água e limão. Come-se cru, ralado em saladas, cozido em água ou num caldo, salteado, estufado, gratinado, em purés ou frito como batatas às rodelas.

Análise nutricional (por 100g):
proteínas: 0,75g
hidratos de carbono: 1,95g
fibra: 1,7g
vitamina A: 13ug
vitamina C: 7mg
cálcio: 40mg
fósforo: 25g
magnésio: 11mg
ferro: 0,40mg
potássio: 287mg
zinco: 0,13mg
sódio: 87mg


Fonte: http://www.centrovegetariano.org
Referências:
Cozinhar com vegetais, Maria de Lourdes Modesto, Verbo.
A Saúde pela Alimentação, vol. 1, Jorge D. Pamplona Roger, Publicadora Atlântico.

Como consumir mais legumes e fruta?

Em finais de 2006, dados do relatório da Balança Alimentar Portuguesa (BAP) revelaram que o consumo de frutas e legumes em Portugal era insuficiente. Certamente muitos de nós conhecem colegas, amigos ou familiares que fazem parte deste vasto grupo de portugueses e aos quais gostaríamos de propor diversas sugestões pela saúde deles e pela nossa, visto que há em Portugal um crescente número de cidadãos cujos problemas de saúde, muitas vezes provocados por uma alimentação deficiente mas facilmente controlável atempadamente desde a infância e juventude, provocam não o célere fim do sofrimento, mas uma dependência incapacitante e com pouca dignidade, sendo inúmeros os casos de acamados e similares, na maioria das vezes bastante duradouros e acompanhados por dificuldades económicas impeditivas de tratamentos médico-sociais adequados.

Este artigo pretende dar ideias e sugestões de fáceis preparações que incentivem todos ao consumo de mais destes alimentos e menos de outros nefastos e fazer do esforço pela saúde e vitalidade uma excelente resolução de ano novo! Simultaneamente, também se desperta o interesse e a procura de informação acerca de questões ambientais e relativas ao bem estar animal inerentes a uma dieta rica em açúcares, gorduras, produtos de origem animal e produtos pré preparados.

Certamente já ouviste várias pessoas dizerem que não comem legumes porque não gostam, porque não os conseguem mastigar nem engolir, pois "sabem a erva" e também apresentam razões idênticas em relação à fruta. Para quem consome habitualmente estes alimentos protectores ou já se habituou a consumi los há algum tempo, pode parecer difícil fazer ver a outras pessoas que a questão de facto não está no gostar, mas que se trata de uma necessidade do nosso organismo. Será possível viver sem consumir legumes nem fruta, mas decerto não haverá saúde duradoura que nos permita usufruir da vida até idades maduras sem ficar doente e/ou profundamente dependente.

É importante distinguir entre o consumo destes alimentos no seu estado mais próximo do natural e cru e o seu consumo em alimentos processados, com conservantes, corantes, etc.. Não é nas refeições pré-preparadas que encontraremos os maiores benefícios.

Se nos deparamos com alguém que por quaisquer razões não ingere legumes nem fruta, poderemos começar por referir as inúmeras vantagens a nível da saúde e funcionamento dos vários órgãos, nomeadamente o combate ao cancro, o bom funcionamento do sistema digestivo, a defesa contra doenças coronárias, imunológicas, ortopédicas, diabetes, etc., etc..

É importante que se tenha consciência de que não se trata de privação alguma o facto de a alimentação começar a ser mais saudável, ou seja, não é a ingestão de uma sopa completa que vai impedir o consumo da desejada sobremesa doce, por exemplo; precisamente a ingestão da sopa vai minimizar os efeitos negativos da sobremesa provavelmente rica em açúcar e colesterol.

Uma outra importante forma de alertar é partilhar ideias de confecção de alimentos. Hoje em dia há inúmeros electrodomésticos que nos permitem transformar os alimentos sem os desvirtuar, como sejam os liquidificadores, as centrifugadoras, as iogurteiras, as máquinas de leites vegetais, etc.. Além desta variedade, estão cada vez mais ao alcance especiarias e ervas aromáticas que permitem temperar de formas muito diversas. Assim, caso não haja apetência para fruta crua, por exemplo, ela pode ser rápida e facilmente transformada em sumo, em compotas caseiras feitas com adoçantes naturais, na iogurteira (morango, pêssego, frutos secos, ananás, banana), adicionados a gelatina vegetal, etc.. No caso de saladas, estas podem ser temperadas com variadíssimos azeites aromatizados, ervas aromáticas como os orégãos ou salsa, molhos caseiros (maionese vegetal, molho de tomate), molho de soja… e bastante variada, não baseando sempre em tomate e alface.

Para quem não come só cru

Para quem se inicia no mundo dos alimentos “verdes”, também é de grande utilidade saber como preparar uma sopa completa que, sendo passada, mal se notará a quantidade de legumes dela constante e facilitará a ingestão a quem ainda não os consome crus. Também para acompanhar as refeições se podem avançar alternativas aos legumes crus ou apenas cozidos, sugerindo salteá-los levemente em azeite e alho, grelhando-os em espetadas, preparando purés de abóbora, bróculo ou beterraba enriquecendo o convencional puré de batata, elaborando esparregados de hortaliça com leites ou patês vegetais e fazendo recheios para empadões, lasanhas ou empadas, por exemplo. É útil salientar que o paladar dos alimentos se deve essencialmente às suas formas de tempero, pelo que o prazer de comer não fica de forma alguma alterado, mas é adicionalmente desperto para ainda mais sabores, variedade e novas combinações.

Quanto a todos os que passam o dia fora de casa e se vêem forçados a fazer as refeições em diversos estabelecimentos, actualmente a maioria dos restaurantes, cafés e centros comerciais oferece uma ou mesmo duas variedades de sopa que deve sempre anteceder o chamado prato principal; havendo possibilidade, conservar e transportar salada num recipiente térmico ou levar uma sanduíche de pão essénio recheada de vegetais são boas alternativas. Também os lanches da manhã e da tarde permitem que em vez da recorrência à máquina de venda automática ou ao rissol do café, se leve de casa facilmente uma peça de fruta já lavada, pão essénio, um poucode leite vegetal, frutos secos, bolachas caseiras desidratadas, etc..

Fonte: Centro Vegetariano - adaptação de Luis Guerreiro

Consumo de alimentos com melatonina atrasa o envelhecimento

Estudo
01/02/2007
Consumo de alimentos com melatonina atrasa o envelhecimento
A melatonina, substância produzida no cérebro pela glândula pineal, presente em vários alimentos, atrasa os efeitos do envelhecimento, indica um estudo espanhol.

A melatonina existe em pequenas quantidades em frutos e vegetais como a cebola, a cereja e a banana, em cereais como o milho, a aveia e o arroz, em plantas aromáticas como a hortelã, a verbena, a salva e o tomilho.

O estudo foi realizado por uma equipa de investigadores espanhóis chefiada por Darío Acuña Castroviejo, director da Rede Nacional de Investigação do Envelhecimento, da Universidade de Granada.

O estudo, que se baseou na análise de ratinhos normais e geneticamente modificados, concluiu que «os primeiros sinais de envelhecimento em tecidos animais começam aos cinco meses (nos ratinhos) - equivalente a 30 anos nas pessoas - por aumento dos radicais livres (oxigénio e nitrogénio), que causam uma reacção inflamatória», segundo o investigador.

Esse «stress oxidativo», acrescentou, tem efeitos no sangue dos animais, já que se provou que «as células sanguíneas se tornam mais frágeis com os anos e as suas membranas mais vulneráveis a rupturas».

Ao administraram pequenas quantidades de melatonina nos ratinhos, os inves tigadores observaram não só que essa substância neutralizava o stress oxidativo e o processo inflamatório causado pelo envelhecimento, como retardava os seus efeitos, aumentando por isso a longevidade.

O objectivo do estudo era analisar a função mitocondrial nos ratinhos e verificar a sua capacidade mitocondrial para produzir ATP (adenosina trifosfato), uma molécula cuja missão é armazenar a energia de que cada célula necessita para realizar as suas funções.

A investigação concluiu que a administração crónica de melatonina em animais a partir do momento em que deixam de produzir essa substância (aos cinco meses nos ratinhos) ajuda a contrariar todo o processo de envelhecimento.

Do mesmo modo, o consumo diário de melatonina pelos humanos a partir dos 3 0 ou 40 anos poderá prevenir - ou pelo menos retardar - doenças relacionadas com o envelhecimento, os radicais livres e os processos inflamatórios.

A melatonina, conhecida como «a hormona do sono», regula os ciclos circadianos (dormir-acordar), sendo a sua produção estimulada pela escuridão e inibida pela luz.

Não estando a sua versão sintética à venda em países como Portugal e Espanha, Castroviejo recomenda que «enquanto a substância não estiver legalizada, os humanos tentem aumentar o seu consumo através da alimentação».

As conclusões do estudo foram publicadas em várias revistas médicas internacionais, nomeadamente na Free Radical Research, Experimental Gerontology, Journal of Pineal Research e Frontiers in Bioscience.

Lusa/SOL

Relatório recomenda fritos e refrigerantes fora da escola

Batatas fritas, refrigerantes sem fruta e alguns salgados devem ser eliminados dos bares e máquinas de venda nas escolas, aconselha um relatório entregue ao Ministério da Educação, que pretende que técnicos sanitários acompanhem a aplicação das novas regras.

De acordo com a edição de hoje do Diário de Notícias, os alimentos forn ecidos nos bares e máquinas automáticas das escolas vão passar a ser supervision ados por técnicos sanitários, para acabar com alimentos com excesso de açúcares e gorduras, de acordo com um protocolo assinado entre os Ministérios da Saúde e Educação.

O jornal salienta que este documento faz recomendações às escolas, nome adamente os valores máximos energéticos por cada alimento, quantidade de açúcar e gordura, em vez de dizer quais são os alimentos proibidos ou a composição exacta das refeições.

Já em Setembro, um relatório elaborado por uma equipa de nutricionistas da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, a pedido do Ministério da Educação (ME), recomendava que alimentos como batatas fritas ou refrigerantes sem fruta deveriam ser eliminados dos bares e das máquinas de distribuição alimentar nas escolas.

Estas recomendações realçam que o grande problema da alimentação nas escolas está nos bares e nas máquinas de venda automática de alimentos e por essa razão aconselham que estes locais não disponibilizem alimentos que têm gordura e que são muito pobres em proteína.

De acordo com a proposta, alimentos como batatas fritas, tiras de milho (aperitivos), rissóis, croquetes, folhados ou sumos com menos de 50 por cento de fruta não devem estar disponíveis nos bares e nas máquinas de venda automática nas escolas.


O grande objectivo destas medidas, que serão aplicadas nas escolas do segundo e terceiro ciclos, é diminuir o consumo de gorduras e açúcares simples, que facilmente se encontram nos produtos vendidos pelas máquinas de distribuição automática.

Bela Franchini, especialista em nutrição e docente nesta faculdade, disse na altura à agência Lusa que o documento foi então entregue à ministra da Educação, a quem caberia decidir a sua aplicação.

Para Bela Franchini, a solução para o facto de haver grande disponibilidade de produtos ricos em gordura e açúcar nas máquinas de alimentação não passa por retirar estes aparelhos das escolas, mas sim mudar-lhes o conteúdo para alimentos saudáveis.

Numa primeira fase, as recomendações deverão ser aplicadas nos bufetes e nas máquinas, mas posteriormente poderão ser alargadas às cantinas escolares, embora os alimentos que estas fornecem sejam mais equilibrados.

Fonte: Agencia Noticias Lusa

UE quer combater a obesidade com fruta grátis

UE quer combater a obesidade com fruta grátis


Para promover uma dieta mais saudável e contrair a tendência da obesidade, a União Europeia irá distribuir fruta fresca e vegetais pelas cantinas das escolas, centros de caridade e campos de férias para crianças.

O documento que contém propostas de subsídios para o sector será aprovado durante o dia de hoje. Actualmente, 3,1% do orçamento comunitário total é dedicado à produção agrícola.

O cerne do plano é uma alteração no apoio reservado aos agricultores, que baseiam quanto pretendem produzir na dimensão das suas terras, em linha com a reforma da política para a agricultura, que foi amplamente criticada.

O pacote inclui ainda medidas que pretendem incentivar uma dieta saudável, prometendo reembolso total aos agricultores pela entrega gratuita de fruta e vegetais a escolas, centros de caridade e campos de férias para crianças.

A Comissão sugeriu a redução em 50% dos fundos comunitários para os agricultores, destinados à retirada dos seus produtos do mercado se não venderem bem. Mas se aceitarem a distribuição gratuita, Bruxelas terá de pagar a quantia completa. A U E irá cobrir ainda 60% da produção.

Da recomendação da Organização de Saúde Mundial, cada indivíduo deverá consumir diariamente pelo menos 400 gramas de frutas e vegetais. Na Europa, os gregos e os finlandeses atingem uma média de 500 gramas por dia, enquanto os restantes estados membros não ultrapassam os 200 gramas.

Esta reforma será acompanhada de perto na Espanha e na Grécia, onde a produção de fruta e vegetais representa 30% da agricultura, enquanto em Itália, Malta e Portugal cobre um quarto do sector.

VIDEO: Ros' Ellis Maior Moraes- nutricionista

Entrevista Ros' Ellis Nutricionista , educadora ambiental e pesquisadora de alimentação viva e ecológica.



Ros' Ellis propõe uma construção nova de valores onde haja integração do pensamento com a prática em uma atitude consciente e planejada de acordo com o movimento cíclico da Natureza. Assim, como parte integrante da grande teia cósmica o ser humano assume um novo conceito onde corpo, mente e espírito interagem através de uma profunda ecologia, colaborando com a evolução do planeta de forma harmoniosa.

Tarte de Banana Cremosa com Morangos - crua

Tarte de Banana Cremosa com Morangos - crua

Crosta:
3/4 de taça (xicara)amêndoas cruas
3/4 de taça nozes cruas
1/2 taça tamaras, sem caroço
1/2 colher canela 1/2 colher

Enchimento:
3 colheres de flocos ágar-ágar
1/3 de taça suco (sumo) de maçã
5 bananas, descascadas, cortadas ao meio longitudinalmente
1/3 de taça tamaras, sem caroço
1/2 colher suco (sumo) de limão
1 1/2 taça de morangos, limpos, e cortados


Num processador de alimentos, coloque todos os ingredientes da crosta, e processe por 2 minutos para moer finamente a mistura. Raspe os lados do recipiente e processe mais 1-2 minutos ou até a mistura ficar ligada quando espremida entre seus dedos. Transfira a mistura da crosta para uma forma de tortade +- 23 cm ou forma de bolo. Usando suas mãos, pressione a mistura da crosta para cobrir uniformente o fundo da forma, e ponha a descansar enquanto prepara o enchimento.

Nma bacia pequena, coloque os flocos do ágar-ágar, derrame o suco (sumo) de maçã sobre os flocos, e ponha a descansa por 10 minutos para permitir que os flocos amacíem. Limpe o recipiente do processador do alimento com uma toalha limpa para o reusar quando preparar o enchimento. Adicione as bananas ao processador e processe-as por 2 minutos ou até macio e cremoso. Adicione a mistura do ágar-ágar, as tamaras, e o suco do limão, e processe um 1 minuto adicional. Derrame o enchimento sobre a crosta preparada. Cubra o enchimento com papel vegetal ou pelicula aderente, coloque a torta no refrigerador, e permita arrefecer por 2 ou mais horas. Imediatamente antes do servir, decore a torta com os morangos cortados.

Rendimento: Uma torta 23 cm diâmetro

Sons de gargalhadas estimulam outros cérebros a sorrir

Sons de gargalhadas e risos são ‘contagiosos’ devido a um sistema de espelho existente no cérebro humano. Cientistas apresentam estudo que demonstra que existe uma zona do cérebro que activa músculos faciais em resposta a estímulos auditivos.




O acto de bocejar, por vezes, parece desencadear uma corrente de bocejos junto de outras pessoas. Este é um fenómeno sobre o qual os mais atentos já se terão questionado e para o qual cientistas indicam existir dentro de um nosso cérebro um sistema de ‘imitação’ facilmente influenciável e contagioso.

De acordo com os cientistas, o mesmo parece acontecer em expressões verbais num grupo de amigos ou imitação de movimentos e posturas corporais. Os investigadores defendem que esta ‘imitação’ de comportamentos é comum nos humanos devido a um aspecto de relacionamento e fortalecimento das relações sociais.

Mas se alguns estudos já demonstraram evidências sobre a possibilidade da existência de redes ‘espelho’ corticais sensoras-motoras terem um forte impacto nos aspectos visuais da comunicação entre os primatas, o mesmo não tinha acontecido, até agora, para interacção auditiva-motora.

Na actual edição, 13 de Dezembro, da publicação cientifica Journal of Neuroscience, cientistas do University College London, no Reino Unido, apresentam um estudo onde demonstram como o som de uma gargalhada de uma pessoa pode desencadear um sorriso ou gargalhada noutra pessoa.

De acordo com os especialistas, isso acontece ao nível do cérebro, já que perante o estímulo de um som agradável, como uma gargalhada ou sorriso, outra pessoa tende a activar os músculos faciais, também, para sorrir.

«Nós demonstramos que uma rede humana de regiões do córtex premotor activadas durante o movimento facial está também envolvida no processo auditivo de vocalizações afectivas não verbais», escrevem os cientistas no Journal of Neuroscience e adiantam que, «com esta rede espelho auditiva-motora, diferentes subsistemas funcionais respondem preferencialmente a valência emocional e propriedades de estimulação de vocalizações ouvidas».

Para chegarem a esta conclusão, os cientistas ingleses submeteram um grupo de pessoas a sons agradáveis, como gargalhada, e a sons desagradáveis, como os de vómito. Para monitorizarem a reacção dos voluntários, observaram os cérebros dos mesmos através de imagens de ressonância magnética funcional.

Os cientistas indicam que todos os sons desencadearam respostas no córtex premotor do cérebro (uma área que está envolvida na activação dos músculos faciais), no entanto, referem que a resposta neural no córtex foi duas vezes superior perante os sons agradáveis do que os desagradáveis. Dados que levam os cientistas a concluir que o sons agradáveis são mais ‘contagiosos’ que os desagradáveis.

«Os nossos resultados demonstram que ouvir vocalizações não verbais pode automaticamente envolver a preparação de gestos orofaciais de resposta, um efeito que é maior para valência positiva e grande estimulação de emoções», escrevem os cientistas no Journal of Neuroscience.

Por outro lado, «o envolvimento automático de gestos orofaciais de resposta pelas vocalizações emocionais sugere que as interacções auditivas-motoras fornecem um mecanismo fundamental para espelhar os estados emocionais dos outros durante o comportamento social dos primatas. A facilitação motora por emoções vocais positivas sugere um mecanismo básico para estabelecer laços consistentes entre grupos sociais de primatas», concluem os cientistas.

Homem tem faro tão apurado como outros mamíferos

Homem tem faro tão apurado como outros mamíferos


Humanos têm um faro tão eficaz como cães, indica estudo publicado na revista científica Nature Neuroscience. Cientistas defendem que Homem perdeu a prática de farejar ao tornar-se bípede, há muitos milhares de anos atrás.




Quando comparados com outros mamíferos, como o cão ou o rato, normalmente, atribui-se ao Homem uma fraca capacidade de olfacto. Ao que parece esta ideia generalizada não tem sustentabilidade, já que um estudo científico desenvolvido por investigadores da Universidade da Califórnia, Berkeley, nos EUA, indica que o Homem consegue farejar odores de forma tão eficaz como outros animais.

O estudo, publicado na edição de 17 de Dezembro da revista científica Nature Neuroscience, revela que «os humanos conseguem seguir o cheiro; melhoram com a prática; as amostras das narinas humanas têm distintas regiões espaciais separadas por aproximadamente 3,5 centímetros e, essencialmente, o seguimento do odor é ajudado por comparações entre as narinas».

Os cientistas norte-americanos chegaram a esta conclusão ao submeter um grupo de 32 estudantes universitários a um teste, no mínimo, insólito. Os especialistas mergulharam uma corda de 10 metros em essência de chocolate e estenderam-na num campo de relva em duas linhas rectas. De seguida vendaram os olhos dos indivíduos e bloquearam todos os outros sentidos com protectores para os ouvidos, joalheiras e luvas sólidas.

Os estudantes foram largados no campo de relva para que, de gatas (sobre as mãos e os joelhos), seguissem a pista do odor da essência de chocolate. Os resultados do estudo sugerem que dois terços dos indivíduos vaguearam no campo em zig zag, para a frente e para trás, à semelhança de um cão.

A experiência foi executada ao longo de vários dias e os cientistas indicam que, com o tempo, os humanos aprenderam a seguir o rasto do odor mais rapidamente e sem se afastarem tanto do alvo. Para além disso, referem que à semelhança dos caninos também os humanos ‘snifam’ várias lufadas de ar para detectar um odor.

A certa altura da experiência, os especialistas bloquearam uma das narinas aos estudantes para compreender como estes seguiam o rasto do odor e indicam que as narinas funcionam como o efeito stereo, já que os resultados não foram tão positivos.

«Estes resultados revelam mecanismos fundamentais de perseguição do cheiro e sugerem que a má reputação do olfacto humano pode reflectir, em parte, características comportamentais mais do que capacidades», referem os cientistas na revista Nature Neuroscience.

Os cientistas revelam que, provavelmente, os humanos perderam a capacidade de farejar a partir do momento em que começaram a andar de pé e longe do chão. Para além disso, a realidade é que o Homem apresenta menos receptores olfactivos comparativamente a outros animais, mas compensa esta diminuição com as capacidades cerebrais.

Micróbios intestinais podem ser factor de obesidade

Bactérias intestinais podem influenciar obesidade ao reterem maiores quantidades de calorias. Cientistas apresentam dados na Nature que demonstram a existência de bactérias ‘gordas’ e ‘magras’ nos intestinos humanos.


Pensar na obesidade como uma doença contagiosa influenciada por bactérias ‘obesas’ pode ser assustador, mas ao mesmo tempo aliciante. Isto porque, caso se identifique as causas específicas daquela que é já considerada a epidemia do século XXI, a obesidade, poder-se-á encontrar intervenções terapêuticas mais eficazes.

Em traços muito gerais, esta é a conclusão de um estudo desenvolvido por cientistas da Washington University School of Medicine, nos EUA, cujos resultados estão publicados na actual edição, 21 de Dezembro, da revista científica Nature.

Os cientistas norte-americanos indicam que bactérias benéficas existentes no intestino humano podem ser um dos possíveis factores da obesidade, no entanto, alertam que dificilmente estes micróbios são transmitidos entre os humanos. As bactérias em causa pertencem ao filo Firmicutes e ao filo Bacteroidetes e ambas existem no intestino juntamente com triliões de outros microrganismos, para ajudar a digerir os alimentos e a combater patogenes invasores.

Desde 2004 que Jeffrey Gordon, cientista envolvido no estudo, defende que a grande mistura de organismos existentes no intestino humano pode ajudar a regular o peso, mas só agora o cientista, em conjunto com a sua equipa, conseguiu apresentar dados que o demonstrem.

Os especialistas realizaram dois estudos, ambos publicados na Nature. Num dos estudos os especialistas analisaram as fezes de 12 voluntários humanos obesos e de cinco magros, para identificar quais as bactérias que estão presentes em maior quantidade nos indivíduos obesos e nos magros. De seguida colocaram as pessoas obesas numa dieta de um ano, até perderem 25% do seu peso inicial, para poderem comparar a quantidade de bactérias nas duas diferentes fases.

«Dois grupos de uma bactéria benéfica são dominantes nos intestinos humanos, os Bacteroidetes e os Firmicutes», escrevem os cientistas no artigo da Nature e adiantam que, «aqui mostramos que a proporção relativa de Bacteroidetes diminuiu nas pessoas obesas em comparação com as pessoas magras e que essa proporção aumenta com a perda de peso em dois tipos de dietas pobre em calorias».

Neste primeiro estudo os cientistas concluíram que existe uma relação entre a perda de peso e a quantidade de bactérias existente nos intestinos, no entanto, no segundo estudo demonstrou que o reverso também se verifica, ou seja, que a presença dos microrganismos pode ou não potenciar a obesidade.

No segundo estudo, os cientistas retiraram Bacteroidetes e Firmicutes do intestino de ratos obesos geneticamente modificados, os quais foram depois inseridos nos intestinos de ratos que cresceram numa gaiola estéril e, por isso, não continham quaisquer micróbios nos intestinos.

Segundo os dados dos especialistas, ao fim de duas semanas, os ratos que foram submetidos às bactérias ‘obesas’ ganharam quase o dobro de peso, comparativamente com aqueles submetidos às bactérias ‘magras’.

No artigo da Nature, os cientistas escrevem que, «os nossos resultados indicam que o microbioma (genoma da flora microbiana intestinal) obeso tem uma capacidade aumentada para recolher energia a partir da dieta. Para além disso, este traço é transmissível: a colonização de ratos sem germes com uma ‘microbiota obesa’ resulta num aumento significativamente maior na gordura total do corpo, que a colonização com uma ’microbiota magra’. Estes resultados identificam a microbiota intestinal como um factor adicional de contribuição para a patofisiologia da obesidade».

Apesar de estes serem dados aliciantes em termos científicos e médicos, os investigadores adiantam que os resultados são preliminares e são necessários mais dados que confirmem que as bactérias podem ser um dos potenciais factores da obesidade.

VIDEO:Guerra de carnivoros - humor

VIDEO:Nem só de tristeza vive o homem

Pois é estava eu preocupado com as gafes nos videos que gravei mas o pessoal da televisão também fala bem português... percebem?

Apanhados da televisão portuguesa (TVI)

VIDEO:Denise Carreiro - Nutrição Funcional

Entrevista da Dra Denise Carreiro sobre Nutrição Funcional

VIDEO:Nutrição na prevenção de doenças crônicas - video

Entrevista com a Dra Denise Carreiro sobre a influência da Nutrição na prevenção de doenças crônicas.


Ela fala da importância das enzimas...
terça-feira, 30 de janeiro de 2007

VIDEO:A Carne É Fraca (Parte 6 de 6)

Instituto Nina Rosa

VIDEO:A Carne É Fraca (Parte 5 de 6)

Instituto Nina Rosa

VIDEO:A Carne É Fraca (Parte 4 de 6)

Instituto Nina Rosa

VIDEO:A Carne É Fraca (Parte 3 de 6)

Instituto Nina Rosa

VIDEO:A Carne É Fraca (Parte 2 de 6)

Instituto Nina Rosa

VIDEO:A Carne É Fraca (Parte 1 de 6)

Instituto Nina Rosa

Preparação dos pratos na feira do Desenho Vivo - Ana Branco

Comidas cruas ou cozidas a no máximo 40ºC são dispostas em lajotinhas em forma de desenhos. Daí o nome "Desenho Vivo"

VIDEO:Pizza Vegana Crudívora e Leite de Gergelim (Sésamo)

Receita de pizza do chef Flávio Passos, muito fácil e rápida de fazer.

Para quem gosta de tahine o gerleite é ótimo.

VIDEO:Alimentos que surgiram das Guerras

Trecho editado e retirado de uma entrevista com a professora de artes, Ana Branco, PUC-RIO no Programa Almanaque, Globo News

VIDEO:Germinando Sementes

Trecho editado e retirado de uma entrevista com a professora de artes, Ana Branco, PUC-RIO no Programa Almanaque, Globo News

VIDEO:Alimento Vivo - parte 2 de 2

Trecho editado e retirado de uma entrevista com a professora de artes, Ana Branco, PUC-RIO no Programa Almanaque, Globo News

VIDEO:Alimento Vivo - parte 1 de 2

Trecho editado e retirado de uma entrevista com a professora de artes, Ana Branco, PUC-RIO no Programa Almanaque, Globo News

VIDEO:Ana Branco - Biochip 2

Trecho editado e retirado de uma entrevista com a professora de artes, Ana Branco, PUC-RIO no Programa Almanaque, Globo News

VIDEO:Ana Branco - Biochip 1

Trecho editado e retirado de uma entrevista com a professora de artes, Ana Branco, PUC-RIO no Programa Almanaque, Globo News

VIDEO:Entrevista com Ana Branco -GNT

Entrevista com Ana Branco no Programa Alternativa Saúde, GNT

VIDEO:Construir o simples: emagrecer

Para Flávio Gikovate (www.flaviogikovate.com.br), emagrecer não é apenas uma questão de remédios ou de dietas, mas de uma nova elaboração do desejo e da vontade, a porta de entrada para vencer um mundo de excessos. Palestra proferida no Café Filosófico, em 18/3/2005.

VIDEO:Dona Lala a fazer experiencias

Luis Guerreiro - apanha Dona Lala a fazer experiencias na cozinha...

Ensinamos umas coisinhas e depois começam a inventar...

VIDEO:Luis Guerreiro - Apresenta - Dona Lala

O que fazemos ás nossas mães - transformam-se em cobaias e depois ficam mais novas do que os filhos...

Jovem de 61 perde 4 kilos em 3 semanas depois de ter sido vitima das experiencias do seu filho crudivoro...

VIDEO:Pequeno Almoço - Café da Manhã - video

Luis Guerreiro - Pequeno Almoço - Café da Manhã - parte 1 Dia de Crudivoro

3 laranjas chegam para a primeira refeição do dia.

VIDEO:Enriquecendo a sopa c/ novos sabores

Luis Guerreiro - Enriquecendo a sopa c/ novos sabores

VIDEO:Gato também gosta de erva (capim)...

Os animais, mesmo os carnívoros usam a clorofila para se purificar...

VIDEO:Luis Guerreiro - Leite de Amêndoa + Figo

Um video rapidinho...

Amêndoa + Figo (deixar de molho 24 horas) lavar as amendoas, etc tal como neste video
misturar, coar e servir. Deliciaaaaa...

VIDEO:Leite de Amendoa - video

Mais uma produção da "vaca leiteira", desculpem, da "amêndoa leiteira"...

VIDEO:Luís Guerreiro - Balanço Ácido - Alcalino - Inibidores de Enzimas

O video é amador - gravado em directo sem cortes nem edição da "palestra" por isso desculpem qualquer coisinha...
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

VIDEO:Luis Guerreiro - aquecendo sopa ao sol

Luis Guerreiro - aquecendo sopa ao sol.
Dinamização da água ao sol.

VIDEO:Trident Gum Deception - Dr. Mercola

VIDEO:Como fazer uma sopa crua (menos fria) - morna

Luis Guerreiro explicando como fazer uma sopa crua (Crudivora) (menos fria) - morna

Aipo, Pimento Vermelho, Nabo, Linhaça, Couve Chinesa, Cogumelos, Azeite Virgem Extra prensado a frio - temperar com sal e noz moscada

VIDEO:Leaf Cuisine Raw food restaurant

Mesmo quem não entender Inglês pode deliciar os olhos com este espectáculo de pratos crus.
domingo, 28 de janeiro de 2007

VIDEO:Knoll Farms - Pt I


#0023 - Knoll Farms - Pt I


Monday, September 11th, 2006





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