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quarta-feira, 11 de julho de 2007

União Européia proíbe uso de mercúrio em termômetros

Intoxicação por mercúrio pode matar, e pequenas quantias podem afetar a saúde



ESTRASBURGO, França - O uso de mercúrio em termômetros e em outros instrumentos de medição será proibido na União Européia, para proteger o meio ambiente e a vida humana.

O Parlamento Europeu aprovou, nesta terça-feira, 10, novas regras vetando o uso do metal, altamente tóxico, em termômetros de febre, manômetros e outros instrumentos de medição não-elétricos. A lei já havia sido aceita pelos 27 países-membros.

Alternativas sem mercúrio existem para praticamente todos os dispositivos atingidos pela proibição. Aparelhos médicos especiais, para os quais ainda não há uma alternativa livre de mercúrio, continuarão a ser permitidos.

Aparelhos em uso continuarão a poder ser utilizados e reparados, e instrumentos classificados como antiguidades - com mais de 50 anos - poderão ser comercializados.

Segundo a Comissão Européia, órgão executivo da UE, a proibição evitará o lançamento no ambiente de 33 toneladas de mercúrio ao ano.

A UE é o maior exportador mundial de mercúrio, mas já concordou em abandonar esse comércio a partir de 2011. O metal é usado, ainda, em certas modalidades de mineração de ouro e na produção de plástico PVC.

O envenenamento por mercúrio pode ser fatal, e mesmo pequenas quantias podem prejudicar o sistema nervoso.

Associated Press 10 de julho de 2007 - 14:46

Suécia, Suíça, Dinamarca e Noruega proibiram há vários anos a comercialização de termómetros de mercúrio. Em França, a venda foi proibida a partir de Março de 1999. De acordo com a revista «Teste Saúde», da Deco, os hospitais franceses utilizavam, por ano, cinco milhões de termómetros de mercúrio (o que equivale a dez toneladas desta substância).


A quebra de instrumentos com mercúrio, frequente nos hospitais, e a sua conservação e eliminação inadequadas podem expor as pessoas à substância tóxica. O risco mais frequente deve-se à dispersão do mercúrio em caso de limpeza com aspirador e à inalação dos vapores.
Uma regra básica, segundo a «Teste Saúde», é a de que nunca se deve usar o aspirador para remover as esferas prateadas de mercúrio quando se parte um termómetro, porque vai permitir a evaporação; em vez disso, deve deitar-se o mercúrio nos contentores de pilhas dos ecopontos.
No que respeita ao ambiente, o aspecto mais negativo é a contaminação das águas. Este efeito foi tragicamente descoberto, em 1956, com o primeiro caso da chamada doença de Minamata (nome de uma cidade do Japão e da sua baía), devido ao consumo humano de peixe contaminado por um composto de mercúrio.

Exposição humana ao metilmercúrio em comunidades ribeirinhas da Região do Tapajós, Pará, Brasil (resumido)

A exposição humana ao metilmercúrio através da ingestão de alimentos contaminados tem sido associada a tragédias ambientais, em diferentes partes do mundo, como conseqüência principalmente das atividades industriais1 2 11 16 17.

Hoje são conhecidos importantes acidentes ambientais decorrentes da descarga de resíduos industriais contendo mercúrio, em baías, rios e lagos, contaminando animais de vida marinha e secundariamente as populações humanas6 13 15.

A contaminação mercurial dos rios e lagos decorrentes das atividades garimpeiras de ouro, com conseqüente contaminação dos peixes e humanos, tem sido caracterizada na região Amazônica brasileira1 2 7 9 11 .

Na Região do Rio Tapajós, a contaminação pelo mercúrio, vem sendo estudada através da análise do metal nos peixes e nas amostras de cabelo das populações de diferentes comunidades ribeirinhas2.

Sabe-se que, no processo da garimpagem do ouro nos rios da Amazônia, grande quantidade de mercúrio é utilizada na captação de finas partículas do metal nobre, formando um amálgama ouro-mercúrio que posteriormente é submetido a queima para separação dos metais. O excesso do mercúrio líquido e o vapor resultante da queima do amálgama, depositam-se nos rios e lagos da região, onde provavelmente sofrem processos de metilação, com conseqüente acúmulo na cadeia alimentar aquática4 5 9 11 17.

Estudos demonstraram que determinadas espécies de peixes da região, consideradas de hábito carnívoro, como Hoplias malabarilus (traíra), Cichla ocellaris (tucunaré), Plagioscion surinamensis (pescada), Hydrolycus scomberoides (peixe cachorro), dentre outras, freqüentemente consumidos pela população local, apresentaram níveis de mercúrio total acima do limite recomendável para consumo humano pela Organização Mundial da Saúde, isto é, superiores a 0,5µg/g-1 1 2.

A exposição humana ao metilmercúrio tem sido avaliada pela determinação das suas concentrações em amostras de cabelo, que constitui, até o momento, um bom indicador biológico para avaliação desta exposição1 15 17.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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2. Akagi H, Malm O, Kinjo Y, Harada M, Branches FJP, Pfeiffer WC, Kato H. Methylmercury pollution in the Amazon, Brazil. The Science of Total Environment 175:85-95, 1995. [ Links ]

3. Clarkson TW. Recent advances in the toxicology of mercury with emphasis on the arylmercurials. Critical Reviews in Toxicology 1:203-234, 1972. [ Links ]

4. D'itri FM. The environmental mercury problem. CRC-Press, Michigan, 1972. [ Links ]

5. Grandjean P, Cardoso B, Guimarães G. Mercury poisoning. The Lancet 342:991,1993. [ Links ]

6. Harada M. Minamata disease: methylmercury poisoning in Japan caused by environmental pollution. Critical Reviews in Toxicology 25:1-24, 1995. [ Links ]

7. Harada M. Neurotoxicity of methylmercury: Minamata and the Amazon. In: Yasui M, Strong MJ, Ota KK, Verity MA (eds) Mineral and metal neurotoxicology, CRC Press, New York, p.177-187,1997. [ Links ]

8. Igata A. Epidemiological and clinical features of Minamata Disease. In: Suzuki T, Imura N, Clarkson TW (eds) Advances in mercury toxicology. Plenum Press, New York, p. 439-457, 1991. [ Links ]

9. Malm O, Pfeiffer WC, Souza CMM, Reuther R. Mercury pollution due to gold mining in the Madeira river basin, Brazil. Ambio 19:11-15, 1990. [ Links ]

10. Mariayama H, Tretatsuka M, Kinjo Y. Faetal Minamata Disease. A review. Environmental Sciences 3:15-23, 1994. [ Links ]

11. Pfeiffer WC, Lacerda LD. Mercury inputs into the Amazon region, Brazil. Environmental Technology Letters 9:325-330, 1988. [ Links ]

12. Rose D. Mercury in man. In: Canada National Research Council (ed) Effects of mercury in the Canadian environment. Ottawa (NRCC nº 16739) p.137-167, 1977. [ Links ]

13. Soong TR, Chu FR, Fun ZT. Epidemiological study on the health of residents along the Sunhua River, polluted by methylmercury. Environmental Sciences 3:41-54, 1994. [ Links ]

14. Takeuchi T, Eto K. Minamata disease, chronic occurrence from pathological viewpoints. In: Japan Environmental Agency (ed) Studies on the health effects of alkylmercury in Japan, Tokyo, p. 28-62, 1975. [ Links ]

15. Wheatley B. Exposure of Canadian aboriginal peoples to methylmercury. Environmental Science 3:33-40,1994. [ Links ]

16. World Health Organization. Mercury. (Environmental Health Criteria, nº 1). Geneva, 1976. [ Links ]

17. World Health Organization. Methylmercury. (Environmental Health Criteria, nº 118). Geneva, 1990
.
PINHEIRO, Maria da Conceição Nascimento, NAKANISHI, Junko, OIKAWA, Teichii et al. Methylmercury human exposure in riverine villages of Tapajos basin, Pará State, Brazil. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. [online]. 2000, vol. 33, no. 3 [cited 2007-07-11], pp. 265-269. Available from: <>. ISSN 0037-8682.

Mercúrio

1. Introdução

O trabalhador que lida com o mercúrio metálico é o mais exposto aos vapores invisíveis despreendidos pelo produto. Eles são aspirados sem que a pessoa perceba e entra no organismo através do sangue, instalando-se nos órgãos.
Geralmente quem foi intoxicado dessa maneira pode apresentar sintomas como dor de estomago, diarréia, tremores,depressão, ansiedade, gosto de metal na boca, dentes molescom inflamação e sangramento nas gengivas, insônia, falhas de memória e fraqueza muscular, nervosismo, mudanças de humor, agressividade, dificuldade de prestar atenção e até demência. Mas a contaminação por mercúrio pode também acontecer por ingestão.
No sistema nervoso, o produto tem efeitos desastrosos, podendo dar causa a lesões leves e até à vida vegetativa ou à morte, conforme a concentração. Neste nosso trabalho mostraremos como o mercúrio age no organismo, suas conseqüências na vida do contaminado e suas formas de tratamento.




  1. Descrição Geral

    Mercurio - Forma Mineral















Nome: Mercúrio
Símbolo: Hg
Nome Latino:hydrargirium
Cor: prateado
Número Atômico: 80
Massa Atômica: 200,59
Densidade:13,6 g/ml
Temperatura de Fusão/Ebulição:
-38,87 ºC / +356,58ºC
Estado Físico Natural
líquido a temperatura ambiente
Uso Industrial:
termômetros, barômetros, lâmpadas, medicamentos, espelhos, detonadores, corantes, entre outros.
Produção mundial: 3 400 toneladas/ano
Doença causada por contaminação: hidrargirismo


  1. Emprego do Mercúrio na Medicina
Empregado na medicina desde a antiguidade, o mercúrio vem sofrendo substituição por outros medicamentos mais potentes e menos tóxicos. Hoje, ainda se usa o bicloreto, como anti-séptico, o protocloreto como colagogo e purgativo. Os óxidos amarelo e vermelho apresentados em pomadas dermatológicas e oftalmológicas. O cianeto de mercúrio foi utilizado em casos de sífilis visceral e os diuréticos a base de mercúrio estão praticamente abandonados. O mercúrio-cromo e o mercurobutol são empregados como anti-séptico em ferimentos.

  1. Efeitos Ecológicos do Mercúrio
As atividades industriais e a utilização de combustíveis fosseis em geral são acompanhadas por grandes derramamentos de mercúrio. Quando um curso de água é poluído pelo mercúrio, parte deste se volatiliza na atmosfera e depois torna a cair , em seu estado original com as chuvas. Uma outra parte absorvida direta ou indiretamente pelas plantas e animais aquáticos circula e se concentra em grandes quantidades ao longo das cadeias alimentares. Alem disso, a atividade microbiana transforma o mercúrio metálico em mercúrio orgânico, altamente tóxico.



  1. Esquema do Ciclo de Intoxicação do Mercúrio

  1. Intoxicação por Mercúrio
Uma vez absorvido, o mercúrio é passando ao sangue, é oxidado e forma compostos solúveis, os quais se combinam com as proteínas sais e álcalis dos tecidos.

Os compostos solúveis são absorvidos pelas mucosas, os vapores por via inalatória e os insolúveis pela pele e pelas glândulas sebáceas.
O mercúrio forma ligações covalentes com o enxofre e quando entra na forma de radicais sulfidrilas, o mercúrio bivalente substitui o hidrogênio para formar mercaptides tipo X-Hg-SR e Hg(SR)2 onde R é proteína e X radical eletronegativo. Os mercurais orgânicos formam mercaptides do tipo RHg-SR. Os mercurais interferem no metabolismo e função celular pela sua capacidade de inativar as sulfidrilas das enzimas, deprimindo o mecanismo enzimático celular.

A medida que o mercúrio passa ao sangue, liga-se as proteínas do plasma e nos eritrócitos distribuindo-se pelos tecidos concentrando-se nos rins, fígado e sangue, medula óssea, parede intestinal, parte superior do aparelhos respiratório mucosa bucal, glândulas salivares, cérebro, ossos e pulmões. è um tóxico celular geral, provocando desintegração de tecidos com formação de proteínas mercurais solúveis e por bloqueio dos grupamentos –SH inibição de sistemas enzimáticos fundamentais a oxidação celular. A nível de via digestiva os mercurais exercem ação cáustica responsáveis pelos transtornos digestivos (forma aguda). No organismo todo, enfim o mercúrio age como veneno protoplasmático.



  1. Sintomas da Intoxicações por Mercúrio
As intoxicações por mercúrio variam seus sinais e sintomas de acordo com o nível de intoxicação, aguda, subaguda e crônica.

7.1 - Intoxicação aguda
  1. aspecto cinza escuro na boca e faringe
  2. dor intensa
  3. vômitos (podem ser até sanguinolentos)
  4. sangramento nas gengivas
  5. sabor metálico na boca
  6. ardência no aparelho digestivo
  7. diarréia grave ou sanguinolenta
  8. inflamação na boca (estomatite)
  9. queda dos dentes e ou dentes frouxos
  10. glossite
  11. tumefação da mucosa da gengiva
  12. nefrose nos rins
  13. problemas hepáticos graves
  14. pode causar até morte rápida (1 ou 2 dias)
7.2 Intoxicação Crônica
  1. transtornos digestivos
  2. transtornos nervosos
  3. caquexia
  4. estomatite
  5. salivação
  6. mau hálito
  7. inapetência
  8. anemia
  9. hipertensão
  10. afrouxamento dos dentes
  11. problemas no sistema nervoso central
  12. transtornos renais leves
  13. possibilidade de alteração cromossômica


  1. Valores Patológicos do Mercúrio
  1. Tratamento
9.1 - Tratamento Para Intoxicação Aguda

Deve-se remover o tóxico com lavagem gástrica, usando-se água albuminosa ou leite de magnésia. Dar laxante e eméticos. Pode-se usar água morna com vomitivos ( não para o caso de cloreto de mercúrio (HgCl2) por ser cáustico.

Como antídoto pode ser usado o dimercapol, também conhecido como BAL (british anti-lewisite) de 3 a 4 mg/kg de 4 em 4 horas nos dois primeiros dias e de 12 em 12 horas até o décimo dia. Há quem recomende como antídoto específico a rongarita (formaldeido sulfoxilato de sódio) usada para lavagem a 5%. Deve-se ainda fazer tratamento sintomático. Em caso de não haver BAL disponível deve-se administrar 10 litros diários de solução isotônica de cloreto de sódio a fim de proteger os rins.

9.2 -Tratamento Para Intoxicação Crônica

Em caso de intoxicação crônica devem-se tomar as seguintes providências 1. afastar o paciente do local ou fonte de intoxicação 2. manter nutrição por via endovenosa ou oral 3. tratar a oligúria (diminuição do volume de urina) 4. fazer terapia de sustentação e substâncias queladoras (BAL)

  1. Relato de Casos de Intoxicação por Mercúrio (hidrargirismo)

  1. 10.1 Minemata-Japão - Um Caso Clássico
    Um caso clássico de intoxicação por mercúrio ocorreu em 1953 na cidade de Minamata, no Japão, quando 79 pessoas morreram em conseqüência da intoxicação por mercúrio. Minamata é uma região de pesca e a maioria dos doentes vivia dessa atividade, consumindo peixes regularmente. Com o passar do tempo começaram a sentir sintomas como perda de visão, descoordenação motora e muscular. Mais tarde descobriu-se que as deficiências eram causadas pela destruição dos tecidos do cérebro, em razão da contaminação por mercúrio. Até então não se sabia de que maneira a contaminação havia ocorrido.

    Esse mistério só veio a ter solução três anos mais tarde, quando as autoridades japonesas descobriram que uma indústria local utilizava um composto de mercúrio, que ao atingir a baia de Minamata, incroporava-se a cadeia alimentar dos peixes. Os compostos orgânicos presentes na carne dos peixes, causava doenças às pessoas que a consumiam.

    10.2 Garimpeiros de Serra Pelada
    Podemos ainda citar inúmeros casos de contaminação de mercúrio ocorridos no Brasil, para ser mais preciso em garimpos na região norte, na famosa jazida conhecida mundialmente como Serra Pelada. Ali o minério de ouro era garimpado e depois devia ser purificado. O garimpeiro, então, dotado e um tipo de cadinho para derreter o minério e maçarico misturava o mercúrio ao minério.

    O mercúrio que reage com o ouro formando amalgama de ouro pode ser facilmente separado do ouro por ter grau de fusão baixo, deixando o ouro precipitado no fundo do recipiente. Aqui ocorrem três tipos de contaminação por mercúrio, quer tanto pela desinformação dos garimpeiros ou por negligência das autoridades.

    O mercúrio é aquecido e passa a ser inalado pelo garimpeiro (intoxicação por via respiratória), o mercúrio entra em contato com a pele devido a técnicas precárias de manuseio do metal (intoxicação por via cutânea) e o mercúrio é perdido, ou ate mesmo jogado fora causando danos ambientais a plantas e animais que quando ingeridos causam doenças as pessoas que os consomem.

  1. Conclusão
O mercúrio é um metal muito perigoso quando em contato com o organismo do homem, quer seja pela via aérea, cutânea ou por ingestão. Os danos causados pelo mercúrio são graves e em grande parte dos casos permanentes. Vemos em nosso pais trabalhadores literalmente mutilados devido a contaminação pelo mercúrio.

Há perda de dentes, problemas físicos e psicológicos. São problemas trágicos aos quais não podemos dar as costas. Devemos nos orientar, e em especial, nós Engenheiros de Segurança do Trabalho, estar sempre atentos para que a contaminações por mercúrio não aconteçam ou para que pelo menos se possa remediar os casos já existentes de modo que a perda da capacidade de trabalho e a perda e mutilação do ser humano caia drasticamente.
O conhecimento do mercúrio e de suas propriedades é muito útil para que casos de intoxicação por esse metal sejam minimizados.

Fonte: http://www.areaseg.com/toxicos/mercurio.html

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