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quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Consumo de alimentos com melatonina atrasa o envelhecimento

Estudo
01/02/2007
Consumo de alimentos com melatonina atrasa o envelhecimento
A melatonina, substância produzida no cérebro pela glândula pineal, presente em vários alimentos, atrasa os efeitos do envelhecimento, indica um estudo espanhol.

A melatonina existe em pequenas quantidades em frutos e vegetais como a cebola, a cereja e a banana, em cereais como o milho, a aveia e o arroz, em plantas aromáticas como a hortelã, a verbena, a salva e o tomilho.

O estudo foi realizado por uma equipa de investigadores espanhóis chefiada por Darío Acuña Castroviejo, director da Rede Nacional de Investigação do Envelhecimento, da Universidade de Granada.

O estudo, que se baseou na análise de ratinhos normais e geneticamente modificados, concluiu que «os primeiros sinais de envelhecimento em tecidos animais começam aos cinco meses (nos ratinhos) - equivalente a 30 anos nas pessoas - por aumento dos radicais livres (oxigénio e nitrogénio), que causam uma reacção inflamatória», segundo o investigador.

Esse «stress oxidativo», acrescentou, tem efeitos no sangue dos animais, já que se provou que «as células sanguíneas se tornam mais frágeis com os anos e as suas membranas mais vulneráveis a rupturas».

Ao administraram pequenas quantidades de melatonina nos ratinhos, os inves tigadores observaram não só que essa substância neutralizava o stress oxidativo e o processo inflamatório causado pelo envelhecimento, como retardava os seus efeitos, aumentando por isso a longevidade.

O objectivo do estudo era analisar a função mitocondrial nos ratinhos e verificar a sua capacidade mitocondrial para produzir ATP (adenosina trifosfato), uma molécula cuja missão é armazenar a energia de que cada célula necessita para realizar as suas funções.

A investigação concluiu que a administração crónica de melatonina em animais a partir do momento em que deixam de produzir essa substância (aos cinco meses nos ratinhos) ajuda a contrariar todo o processo de envelhecimento.

Do mesmo modo, o consumo diário de melatonina pelos humanos a partir dos 3 0 ou 40 anos poderá prevenir - ou pelo menos retardar - doenças relacionadas com o envelhecimento, os radicais livres e os processos inflamatórios.

A melatonina, conhecida como «a hormona do sono», regula os ciclos circadianos (dormir-acordar), sendo a sua produção estimulada pela escuridão e inibida pela luz.

Não estando a sua versão sintética à venda em países como Portugal e Espanha, Castroviejo recomenda que «enquanto a substância não estiver legalizada, os humanos tentem aumentar o seu consumo através da alimentação».

As conclusões do estudo foram publicadas em várias revistas médicas internacionais, nomeadamente na Free Radical Research, Experimental Gerontology, Journal of Pineal Research e Frontiers in Bioscience.

Lusa/SOL

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