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sábado, 12 de abril de 2008

Andiroba contra a Dengue e não só...

Há mais de um século as mulheres da Amazônia usam o óleo de andiroba como cicatrizante, principalmente em ferimentos causados por picadas de cobra, aranha, escorpião e insetos. Enquanto se dedicam à tarefa de depurar o óleo, elas fazem bolas do bagaço e as queimam para afugentar os mosquitos.

Em alguns estados da região Norte, principalmente no Pará, é comum extrair-se a andiroba, um óleo grosso e bem amargo, que também é usado como combustível de iluminação, na fabricação de sabão, e como proteção para madeira contra cupim. Trata-se de um azeite precioso, que representa verdadeira riqueza em virtude de suas múltiplas aplicações.

A andiroba é a oferta que a Amazônia faz ao mundo do futuro, segredo que a cultura cabocla guardou, por milênios, para a cura e o embelezamento da humanidade. Esta árvore amazônica é típica das várzeas e ilhas. Suas flores produzem uma agradável fragrância, perfumando as alturas e atraindo os pássaros que passeiam pelo céu da Amazônia

Nomes científicos


Carapa guaianensis e Carapa procera (há pequenas diferenças entre as duas espécies). São usadas medicinalmente.

Nomes populares

Andiroba, andirova, angirova, carapa, purga-de-santo-inácio.



As árvores podem atingir até 30 metros de altura

Família

Meliáceas (mesma do cedro, canjerana, mogno e cinamomo).

Características

Árvore de grande porte, que chega a atingir 30 metros de altura. O fuste (parte que vai do solo aos primeiros galhos) é cilíndrico e reto. A casca é grossa, tem sabor amargo e desprende-se facilmente em grandes placas. Copa de tamanho médio e bastante ramosa. A inflorescência é uma panícula (espécie de cacho). As flores têm cor creme e o fruto é uma cápsula que se abre quando cai no chão, liberando de quatro a seis sementes. Floresce de agosto a outubro na Amazônia e frutifica de janeiro a maio. Porém, há muitas variações dependendo da região.É nativa da Amazonia.O oleo e as gorduras são extraidos e utilizados para a produção de:
REPELENTES DE INSETOS,ANTISSEPTICOS,CICATRIZANTES e ANTIINFLAMATORIOS. Ocorrência

América Central, América do Sul, Caribe e África tropical. No Brasil, ocorre em toda a Bacia Amazônica, principalmente em regiões de várzeas e áreas alagáveis ao longo dos igapós. Também é encontrada desde o Pará até a Bahia.

Óleo

O óleo contido na amêndoa da andiroba é amarelo-claro e extremamente amargo. Quando submetido a temperatura inferior a 25°C, solidifica-se ficando com consistência parecida com a da vaselina. Contém substâncias como a oleína, a palmitina e a glicerina. Possui propriedades
anti-sépticas, antiinflamatórias, cicatrizantes e inseticidas.

Usos

Popularmente, o óleo é utilizado para contusões, inchaços, reumatismos e cicatrizações, esfregando-se sobre o local machucado. Como repelente, há quem passe o óleo sobre a pele e quem queime o bagaço. A vela que está no mercado é feita com o bagaço. Deve ser acesa de manhã e à tarde, na hora em que os mosquitos começam a atacar. Na indústria cosmética, usa-se o óleo em sabonetes, xampus e cremes. O óleo é tido como remédio para calvície. Também funciona bem como solvente natural.Tsa-se tambem como reconstituinte celular da derme, eliminando inflamaçoes e dores superficiais.tem acçao purgativa na eliminaçao de vermes.

O óleo extraído dessa semente possui propriedades regeneradoras, amaciando e estimulando a pele e aliviando as dores causadas por inflamações. O óleo também é utilizado no relaxamento muscular, na fadiga, como anti-séptico, emoliente e hidratante.

Por causa dessas propriedades, o óleo de andiroba deixa a pele macia e acetinada. Os caboclos fazem sabonete medicinal usando o óleo de sua semente somado a cinzas de madeiras e resíduos da pele do coco e ainda garantem que a andiroba previne contra a temerosa celulite.


Origem: Da família Meliaceae, seu nome botânico é Carapa Guianensis , e as partes que devem ser utilizadas são as folhas, a casca e as sementes.

Sua casca é constituida por carapina; o óleo extraído das sementes contém, em média: ácido mirístico - 18%; ácido palmítico - 9 a 12%; ácido oleico - 56 a 59%; ácido linoleico - 7,5 a 9,5; as sementes contém de 36 a 60% de óleo.

Como fitoterápico é indicado para a febre, vermes intestinais, afeções de pele (vermelhidão, feridas, inchaços), picadas de insetos. Para uso interno deve ser usado como decoto de cascas a 10% (febres e vermes intestinais; e as sementes como purgativos.

Como fitocosmético, em cremes e hidratantes; o óleo, em xampus, condicionadores, cremes, loções e géis, na dosagem de 2 a 5%. A casca, muito amarga, atua na eliminação de vermes intestinais e baixando a temperatura corporal.

Uso medicinal - Atua, na pele, regenerando e estimulando o tecido epitelial. Alivia e acalma a dor de tecidos inflamados. As folhas frescas contribuem para a cicatrização das feridas e contusões e atua, também, como vermífugo e febrífugo. As sementes desenvolvem atividade purgativa. O óleo amacia a pele, regenera o tecido e apresenta ótimo efeito, também, sobre os tecidos inflamados. Funciona como febrífugo, vermífugo, purgativo, vesicante, cicatrizante, emoliente, anti-séptico, hidratante e suave.

Para banho:

Óleo de Andiroba em Pó – para todos os tipos de pele, proporciona à hora do banho a sensação agradável e estimulantes da massagem associada às propriedades terápicas do óleo de Andiroba.


De massagem:
Óleo de Andiroba – excelente aliada na prevenção a celulite, utilizado no combate a artrite, reumatismo, contusões e distensões musculares.

Sabonete de Andiroba – indicado para todos os tipos de pele.

Sabonete 100% Vegetal de Andiroba e Cupuaçu – unindo o poder anti-inflamatório, bactericida e func]gicida do óleo de Andiroba á excedente propriedade de hidratação da Manteiga de Cupuaçu, para oferecer um produto destinado ao tratamento intensivo contra acne, irritação por picadas de insetos e outras agressões à pele, que apresentam processo inflamatório.


Repelente natural dos caboclos

O método tradicional para produção do óleo de Andiroba é colher as sementes que, após ter caídas da árvore, flutuam no rio. Em seguida, as sementes são fervidas. Depois de duas semanas o óleo é extraído com uma simples prensa chamada "tipiti".
O óleo de Andiroba é usado pelos indígenas misturado com corante de urucum (Bixa orellana L.) para repelir insetos, e como medicamento contra parasita do pé.


Velas repelentes

A fabricação de velas repelentes de insetos, especialmente os mosquitos do gênero Anopheles, transmissores da malária, surge como um grande potencial. Recentemente descobriu-se que as velas feitas com andiroba espantam o mosquito que transmite a dengue (Aedes aegytpi).

Medicina tradicional
A casca é utilizada para o preparo de um chá contra febre, o qual também serve como vermífugo. Transformada em pó, trata feridas e é cicatrizante para afecções da pele. Os caboclos fazem um sabão medicinal com o óleo bruto, cinza e resíduos da casca de cacau. Além de ser empregado na fabricação de sabão, também fornece um ótimo combustível utilizado para iluminação nas áreas rurais.
O óleo é muito usado na medicina doméstica para fricção sobre tecidos inflamados, tumores e distensão muscular. Além disso, sabe-se ainda que o óleo da andiroba é utilizado como protetor solar e a casca e a folha servem contra reumatismo, tosse, gripe, pneumonia, depressão.



Estudos científicos corroboram com a medicina tradicional em relação as inúmeras propriedades medicinais...
A andiroba forma parte do elenco de plantas medicinais sendo estudados pela "Central de Medicamentos" (CEME) do Brasil. Ela pode ser utilizada no combate as infecções do trato respiratório superior, dermatites, lesões dermáticas secundárias, úlceras, escoriações, e tem propriedades cicatrizantes e antipiréticas. O óleo de Andiroba é utilizado em vários produtos para tratamento de cabelo, deixando o cabelo sedoso e brilhoso.
Na indústria farmacêutica homeopática, onde está sendo comercializado na forma de cápsulas, é utilizado para diabetes e reumatismo, e o bálsamo para uso tópico de luxações e na fabricação de sabonetes medicinais.

Walter dos Santos, agricultor na região do Caciporé, no interior do Amapá, explica como extrai o óleo de andiroba:

As sementes devem ser colhidas logo que caem ao chão. Além de apodrecerem rapidamente, são muito vulneráveis ao ataque de insetos e roedores.
As castanhas são, então, cozidas até ficarem moles e, depois de escorrida a água, descascadas e amassadas.
A massa é posta numa espécie de calha disposta de forma inclinada e aí deixada por cerca de um mês. No final da calha, é colocado o copo para receber o óleo que vai escorrendo lentamente.

As flores (à esq.) têm cor creme e seu fruto, em forma de cápsula, abriga de quatro a seis sementes. Tem casca grossa e copa de tamanho médio, com muitos ramos e folhas

Quando consegue comprador, Santos vende 1 litro de óleo por cerca de 15 reais. Na Amazônia existem pequenas fábricas que executam a extração mecanicamente. Nelas, as sementes são quebradas em pedaços, conduzidas a uma estufa e esmagadas a 90°C em prensas hidráulicas. O rendimento, sob esse processo, é de 18 litros de óleo para 100 quilos de sementes. Uma árvore adulta chega a produzir até 200 quilos de amêndoas por ano.

Estima-se que o Brasil consuma cerca de 30 mil litros de óleo por ano. A exportação anual é de 450 mil litros de óleo, em média, de acordo com o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O óleo exportado atinge preço entre 5 e 7 dólares o quilo. Em vários países, encontra-se no mercado produtos cosméticos à base de óleo de andiroba, tais como cremes para o corpo e hidratantes. Na Internet, há vários sites em inglês exaltando as qualidades da andiroba.



Causas de risco de extinção

Principamente por não ser uma planta muito fortes as chuvas fortes e derrubadas estão pondo em risco a sua sobrevivencia.Justamente pelo fato de ser uma planta medicinal seu risco de extinção preocupa.

Recolha e adaptação de Luís Guerreiro

Bibliografia

Biodiversidade Amazônica - Exemplos e Estratégias de Utilização, Jason W. Clay, Paulo de T.B. Sampaio e Charles R. Clement; Dicionário de Plantas Úteis do Brasil, M. Pio Corrêa; e Árvores Brasileiras, Harri Lorenzi.

Fontes: Wikipedia
http://www.amazonia.com.br
Programa de Incubação de Empresas de Base Tecnológica - PIEBT – UFPA- FADESP
http://www.amazonlink.org/biopirataria/andiroba.htm
http://globorural.globo.com
Fotos: Ernesto de Souza e Wikipedia

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