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sábado, 5 de abril de 2008

Atribulações e triunfos da interferência de RNA

Os investigadores conseguiram silenciar minúsculos segmentos de RNA em macacos usando uma técnica de terapia génica.

O seu sucesso pode vir a oferecer uma nova via para o tratamento de várias doenças, desde o cancro ao problemas cardiovasculares.

No entanto, outro estudo sobre a forma como funciona a interferência de RNA (RNAi), desta feita em ratos, lança algumas dúvidas sobre até que ponto os investigadores compreendem o processo e sugere cautela na aplicação da técnica em humanos.

No estudo realizado com macacos, os investigadores analisaram micro-RNA (miRNA), pequenos segmentos de RNA que regulam genes e desempenham um papel em muitas doenças. Interferir com estas pequenas moléculas de RNA, em vez de interferir com o RNA que corresponde a um único gene, oferece uma forma de atingir vias metabólicas inteiras de uma única vez, o que torna a técnica uma ferramenta potencialmente muito poderosa.

Sakari Kauppinen, da Santaris Pharma, empresa sediada em Hørsholm, Dinamarca, estudou um miRNA que actua no fígado regulando o metabolismo do colesterol e gordura. Ao silenciar este RNA em macacos verdes africanos conseguiram reduzir a quantidade de colesterol no sangue dos animais, relata a equipa na revista Nature.

Os investigadores já tinham conseguido abafar o efeito de miRNA em roedores mas Kauppinen diz que esta foi a primeira vez que se demonstrou que a técnica funciona em primatas.

Os minúsculos segmentos de RNA e as vias metabólicas que eles governam podem "fornecer novas vias terapêuticas contra doenças que não são sujeitas a outras aplicações", diz Kauppinen. A molécula de miRNA que ele silenciou, chamada miR-122, também desempenha um papel na hepatite logo a equipa espera iniciar testes clínicos usando interferência de miRNA contra esta infecção ainda este ano.

Mas um segundo estudo, também publicado na revista Nature, pinta um quadro menos rosado da terapia de RNAi.
Jayakrishna Ambati, da Universidade do Kentucky, Lexington, estudou os efeitos da RNAi em genes envolvidos numa forma grave de cegueira chamada degeneração macular relacionada com a idade (DMI). Testes com medicamentos com interferência de RNA já tinham sido iniciados em humanos no caso desta doença mas as últimas descobertas vão contra o que era aceite sobre a forma como esta técnica funciona.

Em formas severas de DMI, os vasos sanguíneos crescem sobre a retina e causam a cegueira. A ideia é suprimir este crescimento silenciando um gene chamado VEGFA através de um molécula RNAi de pequena dimensão (siRNA, de acordo com a sua designação inglesa 'short interfering RNA') com uma sequência complementar. Um siRNA chamado bevasiranib está a ser testado em testes clínicos fase III no tratamento da DMI.

Mas quando Ambati foi analisar a forma como o siRNA funcionava, descobriu que ele apenas conseguia abrandar o crescimento dos vasos sanguíneos, fosse qual fosse a sequência da molécula de siRNA que usasse.

Os siRNA "têm um mecanismo de acção que é completamente diferente do que se alegava ser", diz Ambati. Ele sugere que em vez de suprimir um gene específico, a RNAi funciona neste caso desencadeando uma resposta imunitária genérica no olho, o que reduz o crescimento dos vasos sanguíneos.

Esta resposta genérica até acaba por ser útil na DMI mas pode não o ser no caso de outras doenças. E é problemático pensar que os investigadores não sabem como o RNAi funciona. "Testes clínicos devem ser abordados com grande cautela, por esse motivo", diz Ambati.

Esta não é primeira vez que se apelou à cautela sobre os efeitos indesejados da RNAi mas a maioria dos efeitos desadequados são causados por moléculas de RNA que alteram a expressão de genes que não são o alvo da terapia e não por iniciarem este tipo de resposta generalizada.

A maior parte dos estudos apoiam a ideia de que a RNAi funciona de forma específica da sequência, diz Sam Reich, vice-presidente executivo da OPKO Health de Miami, que produz o bevasiranib. Ele refere que "respeitosamente discorda" das conclusões de Ambati.



Fonte: Simbiotica


Saber mais:

Santaris Pharma
Opko Health
Algodão sem toxinas pode alimentar os mais pobres

Descoberto o gene da implacabilidade?

Os ditadores egoístas podem dever, em parte, o seu comportamento aos genes, de acordo com um estudo que alega ter descoberto uma associação genética com a implacabilidade.

O estudo pode ajudar a explicar as tendências gananciosas daqueles com um lado maquiavélico, desde ditadores nacionais aos 'pequenos Hitlers' que encontramos todos os dias nos nossos locais de trabalho.

Investigadores da Universidade Hebraica de Jerusalém descobriram uma ligação entre um gene chamado AVPR1a e o comportamento implacável num exercício económico conhecido por 'Jogo do Ditador'.

O exercício permite aos jogadores comportarem-se altruisticamente ou como ditadores gananciosos, como o antigo presidente do Zaire Mobutu, que pilhou a riqueza mineral do seu país para se tornar um dos homens mais ricos do mundo enquanto os seus cidadãos sofrem as consequências da pobreza extrema.

Os investigadores não compreendem o mecanismo pelo qual o gene influencia o comportamento. Pode significar que para alguns o velho adágio "é melhor dar que receber" não é verdade, diz o líder da equipa Richard Ebstein. Os centros de recompensa no cérebro dessas pessoas podem retirar menos prazer de actos altruístas, sugere ele, levando-os a ter comportamentos egoístas.

Ebstein decidiu estudar o AVPR1a por este gene ser conhecido por produzir receptores para a vasopressina, uma hormona envolvida no altruísmo e nos comportamentos 'pro-sociais', no cérebro. Estudos com cães da pradaria já tinham demonstrado que esta hormona é importante na manutenção da forte união existente nos grupos sociais destes roedores.

A equipa de Ebstein propôs-se descobrir se as diferenças na forma como este receptor é expresso no cérebro humano tornariam diferentes pessoas mais ou menos generosas.

Para o descobrir, testaram amostras de DNA de mais de 200 estudantes voluntários, antes de lhes pedir que jogassem o Jogo do Ditador (os voluntários não sabiam o nome do jogo, para o seu comportamento não ser influenciado).

Os estudantes foram divididos em dois grupos: 'ditadores' e 'recebedores', os chamados participantes 'A' e 'B'. A cada ditador foi dito que poderiam receber 50 shekels (cerca de €10) mas eram livres de partilhar o que quisessem com um recebedor que nunca tinham conhecido. Portanto, as fortunas dos recebedores dependiam inteiramente da generosidade do ditador.

Cerca de 18% de todos os ditadores ficaram com o dinheiro, relata Ebstein na revista Genes, Brain and Behavior. Cerca de um terço dividiram o dinheiro ao meio e uns generosos 6% deram-no todo.

Não houve relação entre o género dos participantes e o seu comportamento, relata a equipa, mas havia uma associação com o comprimento do gene AVPR1a: as pessoas tinham maior tendência para serem egoístas quanto mais pequena fosse a sua versão do gene.

Não é claro de que forma o comprimento do AVPR1a afecta os receptores de vasopressina mas pensa-se que em vez de controlar o número de receptores possa controlar onde, no cérebro, eles se encontram. Ebstein sugere que os receptores de vasopressina no cérebro de pessoas com a versão curta do AVPR1a podem estar distribuídos de forma a fazer com que sejam menos recompensados pelo acto de dar.

Ainda que o mecanismo não seja claro, diz Ebstein, a equipa tem quase a certeza de que as ditaduras egoístas e gananciosas têm uma componente genética. Seria mais fácil confirmar esta hipótese se os grandes ditadores tivessem deixado vivos gémeos idênticos, para verificarmos se eles seriam tão implacáveis como os irmãos que conhecemos.

Ainda assim, os investigadores devem ser cautelosos com a utilização de uma ferramenta pouco precisa como o Jogo do Ditador para tirar conclusões sobre a generosidade humana, diz Nicholas Bardsley, da Universidade de Southampton, estudioso destes jogos.

A sua investigação sugere que jogadores que regularmente dão dinheiro como ditadores também não se importam nada de tirar dinheiro a outros em jogos que envolvam tirar em vez de dar. Isto sugere que os jogadores aparentemente mais altruístas no jogo de Ebstein podem, de facto, ser motivados pelo simples desejo de participar mais activamente no jogo, talvez por acharem que é o deles se espera.

Se isso for verdade, então a aparente implacabilidade dos ditadores pode não ser motivada por ganância pura e simples mas antes pela falta de competências sociais, que não lhes permite avaliar o é deles esperado.

Isso encaixa certamente com a imagem de um ditador ingénuo ainda que arrogante, sem noção da falta de adequação das suas acções e atitudes. Essas figuras têm surgido com surpreendente regularidade ao longo da história, desde imperadores romanos a Napoleão Bonaparte, Benito Mussolini, Saddam Hussein ou Robert Mugabe, que se agarra tenazmente ao poder em face de resultados eleitorais duvidosos.

Fonte: Simbiotica

Saber mais:

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Olhos do Big Brother aumentam a honestidade

A verdadeira razão porque gostamos de descompor outros

Temporão quer suspensão voluntária de propaganda de remédios com paracetamol

Juliana Castro

Do Rio de Janeiro

Durante a inauguração de mais uma tenda de hidratação para combate à dengue, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou ter orientado a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a pedir a suspensão da propaganda de medicamentos à base de paracetamol.

"Solicitei ao presidente da Anvisa (Dirceu Raposo de Mello) que entrasse em contato com os fabricantes, tanto dos medicamentos proibidos nos casos de dengue, quanto aos fabricantes de paracetamol, para que eles, voluntariamente, suspendam esse tipo de propaganda nesse período", disse. Segundo o ministro, os anúncios estimulam a automedicação, que pode ter conseqüências graves.

Esse medicamento (o paracetamol), quando usado de maneira inadequada e de forma excessiva em crianças ou em adultos, pode levar a graves danos no fígado, inclusive hepatite tóxica. Ninguém deve tomar medicamento sem orientação médica", acrescentou.

"Não se trata da proibição do uso. Eu estou preocupado com a propaganda desse medicamento na mídia", informou o ministro no início do evento, quando disse que pediria a suspensão à Anvisa. Mais tarde, ele explicou à imprensa que não pode obrigar os fabricantes a deixarem de veicular os anúncios, pois a legislação não permite.



O paracetamol é usado como analgésico para tratar sintomas como dor e febre, comuns em casos de gripe. Diante da epidemia de dengue no Rio, o medicamento vem sendo indicado para tratar as manifestações da doença, que tem seus sintomas agravados por outros analgésicos, como o ácido acetilsalicílico, que aumenta o risco de sangramentos.

Orientação

Após o pedido do ministro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitou formalmente à Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip) que oriente os fabricantes de analgésicos para a necessidade de suspensão temporária da propaganda desses medicamentos.

"Essa medida tem a intenção de impedir que a população faça uso abusivo das substâncias analgésicas. O uso desses medicamentos pode retardar os sintomas da dengue, dificultando o diagnóstico e atrasando o tratamento da doença", afirmou a Anvisa, em comunicado.

Fonte: UOL Ciência e Saude - 04/04/2008

Mais sobre dengue

Especialistas tiram dúvidas sobre os sintomas e a prevenção da dengue

Esclareça algumas dúvidas comuns sobre o mosquito transmissor da dengue, as formas de prevenção e os sintomas da doença:

Como eu identifico o Aedes aegypti?
O Aedes aegypti mede cerca de 0,5 cm de comprimento e é parecido com o pernilongo comum, mas têm características que o diferenciam, como corpo e patas pretas com listras brancas. A picada dele também é semelhante a de qualquer outro mosquito, com sensação de incômodo e leve dor. Vale lembrar que apenas as fêmeas infectadas com o vírus da dengue transmitem a doença através de suas picadas.

O mosquito pode picar durante o dia ou à noite?
O Aedes aegypti é um inseto de hábitos diurnos encontrado principalmente nas zonas urbanas. Apenas as fêmeas picam os seres humanos, uma vez que necessitam de sangue para amadurecer seus ovos. As picadas concentram-se na região dos pés, tornozelos e pernas e acontecem em geral no começo da manhã e no fim da tarde.

O mosquito da dengue também pode transmitir outras doenças?
Além da dengue, o Aedes aegypti também é o vetor da febre amarela. Já a malária é transmitida por outro mosquito, o Anopheles, que faz parte da mesma família do Aedes, a Culicidae.

Quais são as principais medidas para combater a dengue?
O controle da dengue passa necessariamente pela eliminação dos criadouros do mosquito que transmite a doença. Para tanto, é importante evitar qualquer acúmulo de água limpa, local onde os ovos se desenvolvem. Outras estratégias coadjuvantes são a utilização de repelentes nas áreas expostas do corpo, colocação de telas de proteção em portas e janelas e utilização de roupas longas, de preferência em cores claras, que não atraem tanto o mosquito. Ambientes com ar condicionado, mais frios e secos, geralmente são menos atraentes para o mosquito da dengue, que gosta de calor e umidade.

Usar repelente ajuda a evitar a picada? Pode fazer mal à saúde?
A utilização de repelentes é um bom método paliativo; não elimina o mosquito, mas o mantém afastado. Os mais indicados são os que contém DEET (dietiltoluamida), que não têm contra-indicação para pessoas com mais de dois meses de idade. Deve ser usado nas áreas do corpo que ficam descobertas e durante o dia. O uso prolongado de alguns tipos de repelente pode levar ao risco de intoxicação. É bom consultar um médico para avaliar o risco/benefício da utilização do produto.

É verdade que borra de café ajuda a combater a larva do mosquito da dengue?
Pesquisas realizadas na Unesp (Universidade Estadual Paulista) indicam que quatro colheres de sopa de borra de café para cada copo de água são capazes de bloquear o desenvolvimento da larva do mosquito da dengue. Contudo, não há consenso entre os pesquisadores de que a prática é realmente eficaz. De qualquer forma, a utilização da borra de café não substitui as medidas de combate aos criadouros do mosquito da dengue.

Já existe uma vacina contra a dengue?
Ainda não há no mercado uma vacina eficaz no combate à dengue. Uma das principais dificuldades para o desenvolvimento da vacina é que ela precisaria garantir proteção contra os quatro diferentes vírus causadores da doença, já que a imunização contra apenas um dos vírus pode aumentar o risco de ocorrência da dengue hemorrágica quando em contato com um dos demais vírus. Multinacionais e institutos de pesquisa, como a Fiocruz e a Universidade de São Paulo, estão realizando pesquisas na área e existe a estimativa de que em quatro anos já se tenha chegado a uma vacina eficaz contra os quatro vírus.

Quais são os sintomas da dengue?
Os principais sintomas da dengue clássica, ou seja, a dengue menos grave, são febre alta com início repentino, dor intensa nos músculos e nas articulações, dor de cabeça, especialmente atrás dos olhos, fraqueza e manchas avermelhadas na pele. Outros sintomas, como náusea, vômito e diarréia também podem ocorrer.

Como eu sei se estou com dengue hemorrágica?
A dengue hemorrágica é uma complicação da dengue clássica. Além da febre alta, ela causa sangramentos, vômitos e fezes com sangue, além de hematomas no corpo. Outros sintomas como dor abdominal intensa, tontura e queda de pressão também são sinais de alerta. Assim que surgirem os primeiros sintomas de dengue, é importante procurar orientação médica, pois só um médico pode realizar um diagnóstico preciso, através da análise das queixas do paciente e de exames laboratoriais. Muitas vezes, a doença se agrava no quarto dia de manifestação dos sintomas, em paralelo ao desaparecimento da febre, por isso é importante estar atento aos demais sintomas.

Como é o tratamento de pacientes com dengue?
Não existe um tratamento específico para o combate ao vírus da dengue. O tratamento visa amenizar os sintomas e as possíveis complicações da doença. Para a dengue clássica, o tratamento é ambulatorial, ou seja, o paciente não precisa ficar internado, mas deve manter acompanhamento médico periódico. As principais recomendações são a ingestão de grandes quantidades de água, para manter a hidratação do corpo, e a utilização de medicamentos para controle da febre e das dores no corpo, de acordo com orientação médica. Nos casos de dengue hemorrágica e síndrome do choque da dengue, o paciente permanece internado, recebe hidratação intravenosa e, se necessário, componentes do sangue, como plasma e plaquetas, para auxiliar na contenção dos sangramentos.

Se eu tomar aspirina e estiver com dengue hemorrágica, o que acontece?
Sempre que houver suspeita de dengue, deve-se evitar a ingestão do ácido acetilsalicílico, presente em antiinflamatórios e analgésicos como a aspirina. Isso porque o ácido altera a coagulação do sangue, favorecendo o aparecimento ou a intensificação de hemorragias. Pessoas com suspeita de dengue, clássica ou hemorrágica, devem procurar assistência médica o mais rápido possível e, em caso de ingestão acidental de medicamentos com o ácido acetilsalicílico na fórmula, informar o médico sobre o fato.

Fonte: Anvisa, Ministério da Saúde, Andrea D'Ávila Freitas (UERJ), Edmilson Migowski (UFRJ), Gustavo Johanson (Unifesp), Luiz Tadeu Moraes Figueiredo (USP)
Publicdo em UOL Ciência e Saude
Imagem: Wikipedia
Mais sobre dengue
sexta-feira, 4 de abril de 2008

Mapa da saúde do brasileiro mostra que 43,4% estão acima do peso


Apenas 17,7% dos brasileiros cumpre recomendação da OMS de comer cinco porções diárias de vegetais

Apenas 17,7% dos brasileiros cumpre recomendação da OMS de comer cinco porções diárias de vegetais

Estudo encomendado pelo Ministério da Saúde revela que 43,4% da população adulta está com excesso de peso, ou seja, apresenta Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 25.

O resultado pode ter uma explicação: a pesquisa mostra que apenas 17,7% dos brasileiros cumpre as recomendações da OMS de comer cinco porções diárias de frutas, hortaliças e verduras. O uso de carne com gorduras aparentes está no cotidiano de 32,8% da população e 29% dos adultos são sedentários.

De uma forma geral, as brasileiras têm cuidado mais da saúde: alimentam-se melhor, fumam menos, são menos sedentárias, bebem menos e têm menos excesso de peso.

Entrevistas

Os números fazem parte da pesquisa realizada pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - Vigitel, em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo.

O levantamento é feito anualmente desde 2006 com pessoas a partir dos 18 anos, em todas as capitais e no Distrito Federal. Foram entrevistadas pelo telefone 54 mil pessoas, com um mínimo de 2.000 indivíduos em cada capital, além do Distrito Federal.

Confira os principais resultados:

TABAGISMO

A freqüência de fumantes no país todo é de 16,4%. A capital onde o hábito de fumar está mais disseminado é Porto Alegre (21.7% da amostra) e o local onde se dão menos baforadas é em Salvador, com 11,5%.

Os homens (20,9%) fumam mais que as mulheres (12,6%). Em ambos os sexos, a freqüência de fumantes cai após 54 anos de idade, alcançando menor regularidade entre os indivíduos com 65 anos ou mais.

EXCESSO DE PESO E OBESIDADE

A maior parcela de adultos com excesso de peso foi encontrada em Cuiabá (49,7%) e a menor, em Palmas (33,4%). Em geral, a ocorrência do excesso de peso é mais freqüente em homens do que em mulheres.

Entre homens, o maior número de indivíduos acima do peso está entre os de maior escolaridade. Já entre mulheres o aumento do peso ocorre quanto menor a escolaridade.

A pesquisa mostrou que o país contra com 13% de obesos (IMC igual ou maior que 30), sendo que a maior parcela foi encontrada no Macapá (16%) e a menor, em Palmas (8,8%).

CONSUMO DE FRUTAS, LEGUMES E VERDURAS

A maior regularidade no consumo de vegetais foi encontrada em São Paulo (23% da amostra). O menor índice foi observado em Porto Velho (10%).

CARNES COM GORDURA

Quem se alimenta mais de carnes com a gordura aparente são os moradores de Campo Grande, com uma freqüência de 45%. A capital baiana é o local onde os entrevistados se alimentam menos de carne gorda (23%). Em todo o país, homens tendem a consumir mais (42,7%) que mulheres (24,3%).

LEITE INTEGRAL

A freqüência no consumo de leite integral, mais rico em gordura, foi de 53% em todo o país. A menor taxa foi encontrada em Vitória (42%) e a maior, em Belém (64%).

REFRIGERANTES

A freqüência de adultos que consomem refrigerantes em cinco ou mais dias da semana variou de 21%, em Aracaju, a 38%, no Macapá. No país todo, 26,7% dos entrevistados afirmaram consumir a bebida com essa freqüência. Os homens bebem com mais regularidade (31,7%) que as mulheres (22,4%).

ATIVIDADE FÍSICA NO LAZER

São poucos os adultos que praticam atividade física suficiente, ou seja, 30 minutos diários de intensidade leve ou moderada em cinco ou mais dias da semana.

O índice variou entre 11,3%, em São Paulo, e 20,5%, em Vitória. No país inteiro, a prática regular foi observada em 15,5% da amostragem. Entre os homens, o hábito de se exercitar durante o tempo livre foi encontrado em 19,3%. Entre mulheres, o índice foi de apenas 12,3%.

A prática regular de exercício mais freqüente entre homens acontece em Belém (25%). A menos freqüente, em São Paulo (16%).

Os sedentários, ou seja, que não praticam nenhuma atividade física, estão mais concentrados em Recife (34%). O menor índice foi encontrado em Porto Velho (25%). Quanto maior é a faixa etária, menor é a quantidade de exercícios que se faz, tanto em homens, quanto em mulheres.

BEBIDAS ALCOÓLICAS

O consumo abusivo de bebidas alcoólicas (considerando-se cinco doses para homens e quatro para mulheres em uma mesma ocasião, nos últimos 30 dias) variou entre 13,4%, em São Paulo; e 23%, em São Luís (ingestão com mais regularidade).

A freqüência nacional foi de 17,5%. Na maioria das cidades, a ingestão abusiva foi três vezes maior entre os homens (27,2%) que entre as mulheres (9,3%).

BEBIDA E DIREÇÃO

Pela pesquisa, 2% dos brasileiros dirigem após consumir bebidas alcoólicas. O hábito é mais freqüente em Palmas (4,5% da amostra) e menos, no Rio de Janeiro (1%). Os homens (4%) cometem mais esse tipo de infração que as mulheres (0,3%).

AUTO-AVALIAÇÃO

Cerca de 5% dos brasileiros avaliaram seu estado de saúde como ruim. A freqüência variou entre 3,3% em Belo Horizonte e 7,9% em Manaus. Entre homens, o maior percentual foi em Salvador, com 7%, e entre mulheres, em Manaus, com 10%. De uma maneira geral, as mulheres tendem a achar seu estado de saúde pior que os homens.

PREVENÇÃO DE CÂNCER DE COLO DE ÚTERO

O Ministério da Saúde recomenda o exame de colo de útero (papanicolau) a cada três anos para todas as mulheres entre 25 e 59 anos que apresentaram resultado normal no exame anterior. O maior percentual de mulheres que fizeram o procedimento nos últimos três anos foi observado em São Paulo e Porto Alegre (90%). Os menores foram registrados em Teresina (68%) e Fortaleza (69%).

MAMOGRAFIA

A maior freqüência de mulheres entre 50 e 69 anos que realizaram mamografia nos dois últimos anos foi observada em Florianópolis (85%), seguido de Vitória (84%) e Porto Alegre (81%). As capitais Boa Vista (52%) e Macapá (54%) são os locais onde uma parcela menor de mulheres fizeram o exame nesse período.

PROTEÇÃO CONTRA O SOL

Florianópolis é a capital onde os indivíduos mais se protegem contra a radiação ultravioleta (70%). É considerada proteção usar filtro solar e/ou chapéu e não se expor por mais de 30 minutos por dia ao sol. No outro extremo, onde menos pessoas se protegem, está Cuiabá, com 46,9%. As mulheres (62%) previnem-se mais que os homens (43%).

HIPERTENSÃO

A maior quantidade de indivíduos que se autodeclararam hipertensos foram os entrevistados do Rio de Janeiro (27%). O menor foi encontrado em Palmas (13,8%).

DIABETES

Natal é a capital onde há maior quantidade de diabéticos autodeclarados - eles somam 7,5% da amostra. A capital com menor parcela é Boa Vista, com 1,8% da população.

Considerando toda a população adulta das capitais estudadas, 5,7% das mulheres referem ter diabetes, contra 4,8% dos homens. O diagnóstico da doença torna-se mais comum com o aumento da idade.

Fonte: Uol Ciência e Saúde
03/04/2008

Vegetarianismo: Tipo: Frutariano

"O frutarianismo é um sistema de nutrição e um estilo de vida. A dieta frutariana consiste apenas em frutas e sementes cruas.

Exemplos de frutas: abacaxi, manga, banana, abacate, maçã, melão, laranja, etc. todos os tipos de bagas, e tomate, pepino, azeitona; também frutas secas como nozes, caju, castanhas, etc. e sementes.

De todos os tipos de comida que o ser humano pode comer, as frutas são o mais agradável ao nosso paladar, têm o gosto mais tentador e o aspecto mais natural com cores vivas. A fruta é o único tipo de comida que pode satisfazer completamente o ser humano... todo o resto é incompleto...

Seu aroma atrativo, seu suco apetitoso e refrescante e seu conteúdo nutritivo (vitaminas, enzimas, minerais, fibras, água, proteínas, etc.) fazem da fruta a melhor comida que o ser humano pode comer. A fruta é um tipo de comida completo, que tem tudo o que você precisa para se alimentar adequadamente, nas proporções corretas. As frutas podem ser armazenas à temperatura ambiente, não precisam de refrigeração e não levam longos períodos de tempo para serem preparadas, e não geram resíduos desagradáveis.

A fruta é um alimento vivo! Fruta tem 'o poder e a magia da vida'. A nutrição frugal é um conceito muito simples... das frutas sozinhas, o corpo humano tem a capacidade de produzir tudo o que precisa para permanecer energeticamente vivo por mais de 100 anos.

Todo médico, todo nutricionista no mundo concorda que as pessoas precisam de frutas e frutas são o melhor tipo de comida para uma saúde longa, controle de peso, longevidade e desintoxicação... mas um frutariano diz:

NÓS PODEMOS VIVER MARAVILHOSAMENTE BEM APENAS COM FRUTAS CRUAS!

O estilo de vida frutariano rejeita todo tipo de comida cozida e a considera como não saudável para o indivíduo e poluente para o ambiente, causando nutrição não balanceada, todos os tipos de doença, oscilações de humor, necessidade de nutrientes sintéticos e químicos, queda de vitalidade, perda da beleza externa, perda de felicidade interna e depressão. Todas essas conseqüências podemos identificar muito bem nas sociedades modernas civilizadas.

Ao comer apenas frutas cruas, o frutariano está livre de todas as más conseqüências dos vícios da comida cozida... incluindo toda a violência contra as formas de vida, e ele/ela não estará contaminado pelos venenos dos corpos de animais mortos.

Se você come comidas cozidas, em particular corpos de animais, então seu corpo está automaticamente envenenado, e você, condenado a cultivar em você muitos pensamentos, sentimentos e emoções de baixa qualidade... e se você quer desenvolver um alto nível de vida intelectual, artística ou espiritual, então você tem que ter um grande esforço e talvez dor para concretizar seus objetivos... com a nutrição frugal, os resultados de sua criação serão brilhantes, coloridos e encorajadores.

Fruta é o suporte biológico para uma forma mais elevada de vida, única para os seres humanos... de amor, criatividade e consciência."

[texto traduzido a partir do site www.frutarianism.com. Para maiores informações, visite o site original e leia em inglês.]

Fonte: amorcosmico.com.br

Alterações climáticas subestimadas?

Alegações de que o Painel Internacional sobre as Alterações Climáticas (IPCC) subestimou gravemente o desafio e os custos da estabilização das emissões de gases de efeito de estufa no século XXI estão a alimentar uma nova polémica entre os investigadores climáticos e de energia.

O perito em política climática Roger Pielke Jr, o climatólogo Tom Wigley e o economista Christopher Green apresentam, num artigo de opinião publicado na revista Nature, a sua opinião de que os cenários de emissões que o IPCC produziu há perto de uma década, e ainda vulgarmente usados, são excessivamente optimistas.

Eles salientam que a maioria dos cenários 'tudo como antes' de emissões do IPCC assumem uma certa quantidade de alterações tecnológicas 'espontâneas'. Mas eles argumentam que a dimensão desta alteração assumida é irrealista e induz em erro os políticos e o público acerca do papel crucial das políticas no encorajamento do desenvolvimento de novas tecnologias que impeçam as perigosas alterações climáticas.

Um pedaço tão grande destes tão precisos melhoramentos a nível de eficiência energética está incluído nestes cenários 'tudo como antes' que o grau de alteração que exija esforço especial parece artificialmente pequeno, argumentam eles.

De acordo com os seus próprios cálculos, os cenários do IPCC dão a ideia de que o desafio técnico de estabilizar as emissões de gases de efeito de estufa em cerca de 500 partes por milhão, uma concentração que os cientistas pensam impedirá que as temperaturas médias globais subam mais de 2°C, é cerca de um quarto da sua verdadeira dimensão.

Richard Tol, economista ambiental e de energia no Economic and Social Research Institute de Dublin, também refere que o IPCC subestimou os custos da tecnologia e salienta que o custo da mitigação contra as alterações climáticas aumenta com o passar do tempo. Se Pielke e os seus colegas estiverem certos, o custo de controlar o aquecimento global pode ser multiplicado por um factor de 16, diz Tol.

“O artigo é uma verdadeira bomba", diz Marty Hoffert, antigo presidente do Departamento de Ciência Aplicada da Universidade de Nova Iorque. “Explode completamente com a ideia que já existe tecnologia suficiente para resolver o problema do clima e da energia e que o aquecimento global pode ser corrigido com incentivos de mercado."

Os críticos destas considerações dizem que a noção de alterações tecnológicas espontâneas é realista. Salientam que os 0,6% de aumento da intensidade energética que a maioria dos cenários 'tudo como antes' do IPCC assume que ocorra autonomamente estão de acordo com as tendências históricas. Em média, a intensidade energética global aumentou mais de 1% ao ano nas últimas 3 décadas, e a maioria do aumento ocorreu na ausência de políticas sobre as alterações climáticas dignas de nota.

“Os pressupostos acerca da taxa de alterações tecnológicas nos cenários foram rigorosamente revistos e são aceites pelos peritos sobre o tema", diz Bert Metz, co-presidente do Grupo de Trabalho III sobre a mitigação das alterações climáticas do IPCC.

Mas pouco ou nenhum melhoramento na intensidade energética foi registado na presente década e nos últimos anos a média global até piorou. Esta situação deve-se ao aumento das exigências energéticas em países como a Índia e a China, onde energia barata e suja é a mais usada.

Metz diz que compreende que o crescimento económico e energético real pode ser diferente dos pressupostos do IPCC, o que pode dificultar o atingir dos níveis de estabilização. Em 2006, o IPCC começou a desenvolver novos cenários a longo prazo das emissões, que serão produzidos ao longo dos próximos anos.

Os cenários que o IPCC publicou em 2000, ainda utilizados no último relatório de 2007, abrangiam 35 possibilidades de emissões. Os vários cenários atingem emissões cumulativas muito diferentes (e variações de temperatura global) em 2100. As emissões reais do período 2000 a 2008 apenas encaixam nos cenários de emissões mais elevadas, os chamados 'cenários A1' de aumento de crescimento económico.

O argumento de Pielke e colegas pode explicar porque as emissões em todo o mundo estão a crescer mais rapidamente que nunca, e porque muitos países industrializados não conseguem cumprir os seus relativamente modestos objectivos no âmbito do Protocolo de Quioto, diz Hoffert.

“É profundamente irónico que o IPCC, que tem sido acusado pelos que negam as alterações climáticas de exagerar a ameaça que enfrentamos, tenha diminuído, ou pelo menos obscurecido, a dificuldade no seu controlo", diz Hoffert.

Mas outros consideram que esse facto não tem importância porque as alterações tecnológicas estão agora a ser procuradas. “Não há dúvida que precisamos de reduções profundas nas emissões e de acção agressiva na inovação tecnológica", diz Robert Socolow, co-director da Carbon Mitigation Initiative da Universidade de Princeton em Nova Jérsia.

A maioria dos países membros da Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento e os Estados Unidos, ainda que não o governo federal, já está comprometido a faze-lo, diz ele. Por esse motivo, preocuparmo-nos com o que vai acontecer se não houver alterações tecnológicas é algo obsoleto.

Fonte: Simbiotica


Estudo derruba ligação entre raios solares e aquecimento global

Cientistas britânicos produziram novas e convincentes provas de que a mudança climática atual não é causada por mudanças na atividade solar.

A pesquisa contradiz a teoria favorita dos "céticos" do aquecimento global, segundo a qual raios cósmicos vindos para a Terra - e não as emissões de carbono - determinam a quantidade de nuvens no céu e a temperatura no planeta.

A idéia é que variações na atividade solar afetam a intensidade dos raios cósmicos, mas cientistas da Universidade de Lancaster descobriram que não houve nenhuma relação significativa entre as duas variáveis nos últimos 20 anos.

Apresentando suas descobertas na revista científica "Environmental Research Letters", a equipe britânica explicou que foram usadas três diferentes maneiras para procurar uma correlação, e praticamente nenhuma foi encontrada.

Esta é a mais recente prova a colocar sob intensa pressão a teoria dos raios cósmicos, desenvolvida pelo cientista dinamarquês Henrik Svensmark, do Centro Espacial Nacional da Dinamarca.

As idéias defendidas por Svensmark formaram o principal argumento do documentário "The Great Global Warming Swindle" (A Grande Fraude do Aquecimento Global, em tradução livre), exibido pela televisão britânica, que intensificou os debates sobre as causas das mudanças climáticas atuais.

Caminho errado

"Começamos este jogo por causa do trabalho de Svensmark", disse Terry Sloan, da Universidade de Lancaster.

"Se ele está certo, então estamos no caminho errado tomando todas essas medidas caras para cortar as emissões de carbono; se ele está certo, podemos continuar a emitir carbono normalmente."

Os raios cósmicos são refletidos da superfície da Terra pelo campo magnético do planeta e pelo vento solar - correntes de partículas eletricamente carregadas vindas do Sol.

A hipótese de Svensmark é que, quando o vento solar está fraco, mais raios cósmicos penetram na atmosfera, o que aumenta a formação de nuvens e esfria o planeta. Quando os raios solares estão mais fortes, a temperatura na Terra sobe.

A equipe de Terry Sloan estudou essa relação analisando partes do planeta e períodos de tempo em que se registraram a chegada forte ou fraca de raios cósmicos. Eles então verificaram se isso afetou a formação de nuvens nesses locais e nesses momentos e não encontraram nada.

No curso de um dos ciclos naturais de 11 anos do Sol, houve uma frágil correlação entre a intensidade dos raios cósmicos e a quantidade de nuvens no céu. Mesmo assim, a variação dos raios cósmicos explicaria apenas um quarto das mudanças nas nuvens.

No ciclo seguinte, nenhuma relação foi encontrada.

O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, na sigla em inglês), em sua avaliação sobre a questão feita no ano passado, concluiu que desde que as temperaturas começaram a aumentar rapidamente nos anos 70, os gases de efeito estufa produzidos pelo homem tiveram um peso 13 vezes maior no aquecimento global que a variação da atividade solar.

"Tentamos corroborar a hipótese de Svensmark, mas não conseguimos. Até onde podemos constatar, ele não tem nenhuma razão para desafiar o IPCC - o IPCC está certo. Então, é melhor continuarmos a cortar as emissões de carbono", disse Terry Sloan.

Fonte: Folha Online

Saber mais:

Painel Internacional sobre as Alterações Climáticas (IPCC)

Agência Internacional de Energia

Efeitos das alterações climáticas avaliados

Publicado relatório sobre alterações climáticas

Alimentação - crudivorismo


"... à medidade que vamos simplificando o modo de viver e que vamos optando por vegetais puros preparados de forma que preservem suas qualidades intrissincas, descobrimos o quanto o paladar
pode se utilizar-se e refinar-se."
Clovis
Sinais de Figueira



Os crudívoros alimentam-se de vegetais crus.
Baseia-se na idéia de que os alimentos devem ser consumidos
conforme a natureza os fornece, sem a necessidade do fogo e do sal.
Seus adeptos entendem que o fogo destrói a parte mais importante
dos alimentos naturais: sua energia vital.
O Crudivorismo aceita principalmente as frutas, verduras, raízes, alguns tubérculos e cereais passíveis de ser ingeridos crus como trigo
(triguilho picado, broto, etc.) e aveia.

Fonte: Alimentação para um Novo Mundo, Marcio Bontempo, editora Record


CRUDIVORISMO

Enzima

“ Quando as pessoas falam sobre Crudivorismo, falam de enzima. Enzima é energia, é vida.
Não podemos ver as enzimas a olho nu, mas podemos ver vida e energia, que é o resultado
das enzimas. Ex. se pegarmos duas nozes, uma crua e outra cozida e plantarmos as duas,
em três semanas a cozida estará totalmente desintegrada no solo, enquanto que a crua permanecerá intacta no lugar. A semente crua plantada terá o potencial de transformar-se numa grande e bonita árvore que dará à luz milhares de outras nozes. A diferença entre a semente crua e cozida é a mesma diferença entre a vida e a morte.Uma contém enzimas, a outra não. Uma carrega consigo a potência vital, a outra perdeu a vida pelo cozimento.
Se as duas nozes forem entregues a um cientista para serem analisadas, ele não encontrará
diferença nutricional. As duas têm a mesma quantidade de cálcio, potássio, sódio, magnésio, zinco e cobre; seriam nutricionalmente equivalentes. Entretanto, uma carrega vida porque contém enzimas
e a outra não, porque perdeu as enzimas.

O Dr.Edward Howell, respeitado nutricionista diz que em média, um americano na faixa dos
40 anos tem restando no seu corpo apenas 30% de enzimas. Ainda assim, podemos caminhar,
falar e pensar. Porém, com somente 30% de enzimas e tendo que gastar 75% de energia para desintoxicar o corpo, tornamo-nos vulneráveis a doenças e até tornamo-nos menos sensíveis com relação aos outros e a nós mesmos. Podemos sobreviver fisicamente, mas não
saudavelmente e espiritualmente.

Muitos nutricionistas formados ainda não entendem a importância da enzima no nosso alimento.
Se você quer uma dieta adequada, é importante que tenha um esclarecimento completo
sobre as enzimas.

Gordura
Por exemplo, vamos ver qual a diferença entre a gordura crua e a gordura cozida. Para que existe a gordura? Todos precisamos da gordura para lubrificar nossos olhos, nossa pele, cabelo e juntas.
Não podemos assimilar gordura de leite pasteurizado, manteiga, creme ou nozes torradas,
porque todos são cozidos! Podemos ficar obesos, e ainda assim carentes da real gordura.
Nosso corpo está faminto por gordura viva. As melhores fontes da boa gordura são: abacate,côco verde, azeitona, sementes e azeite de oliva prensado a frio.

Cálcio
Quando temos deficiência de cálcio, somos aconselhados a tomar leite pasteurizado.
Sempre vemos anúncios que dizem:‘ Já tomou seu leite hoje?
Eu diria que quando precisamos de cálcio, a pergunta correta
é :”Tomou seu leite de gergelim? ou “Tomou seu suco de clorofila?”
O leite de vaca não é para ser consumido por seres humanos. Ele possui cálcio, mas contém
uma concentração muito grande de proteína, o que produz muito muco. Além do mais, o leite pasteurizado é aquecido a um temperatura tal que todas as enzimas são destruídas.
Não há mais vida no leite pasteurizado. O corpo absorve apenas as moléculas de cálcio sem vida.
O capim é de onde a vaca retira o seu cálcio. O cálcio de origem vegetal é de fácil digestão
pelo corpo humano porque a molécula da clorofila e a molécula do sangue são quase idênticas.
A semente de gergelim é a mais rica em cálcio, entre todas as sementes e nozes.
Seu leite é delicioso e pode substituir o leite de vaca. Você já ansiou por doces?
Quando nosso corpo precisa de cálcio, sentimos desejo de comer doce. O cálcio na sua forma
natural é adocicado. Se plantarmos morangos num solo rico em cálcio, os morangos serão bem doces. Algumas vezes a nossa reserva de cálcio é tão baixa, que ficamos viciados em doces.”
por Victoria Boutenko




Um estilo de vida antigo, muito antigo, ancestral

Sempre fui muito interessado em uma alimentação sadia porque tinha a convicção que a alimentação errada é a origem das doenças. As doenças são acontecimentos muito raros na natureza e por isso sempre pensei que existe um estilo de vida que permite viver sem doenças.
Estudando a estatística da saúde do povo em geral aprendi que a minha perspectiva de vida era que mais cedo ou mais tarde irei precisar de remédios, depois de 50 anos vou precisar de exames regulares e talvez de cirurgias e um dia vou morrer com muita dor. A minha alma nunca aceitou esta previsão, mesmo que não tivesse aparentemente uma saída deste destino.

A minha primeira experiência em mudar de hábito alimentar foi quando aprendi sobre a importância dos alimentos integrais. Na época introduzi mais produtos crus na minha mesa e tirei aos poucos a farinha, o óleo e o açúcar. Mas ainda não fiquei satisfeito até que um dia li sobre a filosofia do vegetarianismo. No começo fiquei com uma linha Lacto-vegetariana (sempre gostei muito do queijo) e mas tarde mudei para uma vida totalmente vegana (não comi mais nada de produtos de origem animal). Assim cheguei no final dos anos 80 e pensei que estava com a vida certa, a melhor possível. Mas os pequenos problemas de saúde não me deixaram (não consegui emagrecer, tive gripe, inflamação da garganta e cáries) e procurei saber mais sobre a saúde humana.

No ano 1993 li um livro de um prof. alemão, M.L. Moeller, que falava de alimentação crua como a base da saúde. Mudei rapidamente todo o meu cardápio para fazer um breve teste de um mês. Perdi rapidamente peso (6 kg em um mês), e senti-me muito bem. O sono mais profundo, mais leve e com muita energia. Depois de 4 semanas fiz mais um teste de 3 meses e vendi o meu fogão. Comendo todas as delícias que a natureza produz (frutas, hortaliças, nozes e castanhas, mel e fruta seca) cheguei para uma vida completamente diferente.
Agora são 12 anos de testes na posição feliz de viver uma vida sem doenças com uma perspectiva de vida completamente diferente. Estou com 40 kg a menos e com uma saúde invejável. Não me preocupo com exames, com plano de saúde ou curas. A maior preocupação é o abastecimento com produtos naturais e silvestres. Eles são a gasolina certa para o meu organismo, mas o Brasil, apesar de ser uma potência mundial no agro-negócio, n
ão produz quase nada de saudável para comer cru.

Hoje eu sei que nunca mais na minha vida vou tomar um remédio, não vou precisar de médico e um dia vou morrer de uma morte natural. Mas até lá não vou precisar de ajuda ou de prótese, vou poder viver até o ultimo dia com muita energia e gozar a vida.

Fonte: Gunther Baur
www.bemestar.to

Consequências da falta de hidratação

Beber água é um hábito saudável que deve ser desenvolvido por todas as pessoas.

Todos nós sabemos o quanto é importante uma ingestão adequada de água diariamente, mas quase sempre negligenciamos.

Todos os organismos vivos apresentam de 50% a 90% de água em si. O próprio corpo humano é constituído em 70% por água que, em constante movimento, hidrata, lubrifica, aquece, transporta nutrientes, elimina toxinas e repõe energia, entre inúmeras outras utilidades.

Preconiza-se o número de 1 copo de 200ml de água por hora em que se estiver acordado. Assim sendo, a ingestão de água deve ser independente da sede, constante e rigorosa. E não adianta deixar para tomar os 2 a 3 litros necessários diariamente de uma só vez.

Estudos mostram que o estômago capacita apenas 12ml/kg/hora, ou seja um adulto não conseguirá tomar mais de um litro de uma só vez sem "passar mal".

Para quem não se hidrata:

- desvitalização dos cabelos;

- descamação do couro cabeludo;

- distúrbios de concentração;

- sono e memória, com perda da disposição para realização das atividades diárias, em virtude da circulação cerebral por baixa quantidade de água que faz o sangue ficar mais "viscoso" e "grosso", de circulação mais lenta;

- ressecamento dos olhos e tecido das vias aéreas que com baixa umidade, sofrem lesões com mais facilidade por ficarem mais frágeis, assim tornando-se mais propensos a inflamações e infecções;

- conjuntivites;

- sinusites;

- bronquites;

- pneumonias;

- lesões da pele com aparecimento de cravos e espinhas pela não eliminação adequada das toxinas via pele e seu acúmulo local;

- queda e enfraquecimento dos pêlos;

- baixa produção de saliva;

- distúrbio no aproveitamento adequado de vitaminas e sais minerais, com excesso em alguns lugares e falta em outros, levando a cãibras, dormências, perdas de força muscular e problemas ósseos dentais;

- respiração dificultada, por vezes levando à falta de ar, sobretudo nos exercícios físicos;

- constipação e por vezes, sangramento retal (devido a fezes ressecadas, endurecidas que lesam o tecido intestinal ao moverem-se em seu interior);

- impotência ou disfunções eréteis ou, no caso das mulheres, sangramentos vaginais.

É certo que há água nos alimentos, mesmo os sólidos, mas a complementação da ingestão diária de água deve ser feita, periodicamente, conforme já disposto.

Uma forma de se observar se a quantidade de água é adequada, é observar a cor da urina, que deve ser incolor. Quanto mais forte, pouca ingestão de água está sendo feita.

Vale lembrar que é sempre bom evitar bebidas alcoólicas, ou não alcoólicas, que apesar de serem diuréticas evitam que se beba a água. Evite também, a ingestão de água pelo menos meia hora antes do almoço, para não prejudicar a digestão.

Há trabalhos científicos evidenciando que muitos tratamentos com medicações orais, sobretudo anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal e anti-hipertensivos não alcançam o devido sucesso em virtude da baixa ingestão de água por parte do paciente; isto se deveria tanto à má circulação da substância pelo corpo quanto à má absorção da mesma no intestino, processo este dependente da água como veículo de transporte para a substância.


Por: Ícaro Alves Alcântara
Revista UNICEUB

Site Médico

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Colonterapia a Desintoxicação Natural

O intestino grosso ( cólon ) representa a última parte do aparelho digestivo e tem como principais funções a eliminação das fezes, reabsorção de água, contribui com o sistema de defesa do organismo (imunológico) e hospeda também uma flora microbiana que exerce várias funções importantes. Essas bactérias digerem uma parte da celulose (fibras vegetais) transformando-a em glicose absorvível, sintetizam vitaminas (complexo B e K ) e destroem micróbios e bactérias patogênicas.
Uma alimentação inadequada ou pobre em nutrientes e fibras, estresse físico e emocional, atividades sedentárias e a impossibilidade de realizar atividades físicas com freqüência, provocam problemas gastrointestinais, dificultando o processo natural de digestão, absorção e eliminação dos alimentos, causando a constipação ou a tão conhecida prisão de ventre.


Auto-intoxicação
Como nos alimentamos em média 3 vezes ao dia, deveríamos evacuar de 2 a 3 vezes ao dia, de preferência após cada refeição como fazem os bebês
que ao mamar em seguida evacuam, isso devido ao reflexo gastro-cólico. Como isso não acontece devido aos fatores anteriormente mencionados, podemos chegar a acumular de 3 a 4 quilos de matérias não eliminadas , como afirma o Dr. Arnold Ehret. Assim, os detritos que deveriam ser eliminados permanecem no intestino grosso durante muito tempo e acabam sendo fermentados. Neste processo, produzem material tóxico que será novamente absorvido pelo organismo, produzindo uma "auto-intoxicação" ou também chamada toxemia.

"Durante as 20 000 cirurgias que eu mesmo realizei, nunca encontrei um cólon normal" - Dr. Harvey Kellog.

Consequências
Além dos efeitos locais que a prisão de ventre pode causar como gases e cólicas, o acúmulo das matérias no cólon pode ser a causa de numerosas afecções. As toxinas produzidas pelas putrefações intestinais alcançam pela via sanguínea os órgão vizinhos, intoxicando-os e degenerando-os, podendo contribuir para o aparecimento de problemas como: obesidade, fadiga, enxaquecas, celulites, alergias, problemas de pele e unhas, cólicas, baixa das funções imunológicas entre outros. Existe também uma correlação muito significativa entre a freqüência crescente dos cânceres do cólon nos países industriais e a alimentação pobre em fibras. A prevenção desta doença passa então por uma introdução de fibras vegetais na alimentação e limpeza intestinal.

A prisão de ventre também influi no humor das pessoas, como podemos perceber, com o uso da palavra “enfezada " , referindo-se à pessoas com mau-humor.

Colonterapia
Colonterapia ou Hidroterapia do Cólon é um sistema natural de limpeza e drenagem do intestino grosso, sem os efeitos desagradáveis dos enemas comuns. De forma higiênica, inócua, inodora e indolor ajuda a combater os problemas crônicos provocados pelo mau funcionamento do intestino. A irrigação do cólon é uma lavagem com água suficiente para preencher o cólon por meio de um aparelho ligado numa água corrente que passa por um filtro. Como a água circula na totalidade do cólon, essa irrigação limpa e desintoxica profundamente suas mucosas. Ela faz desgrudar os velhos restos e peles mortas alojadas nas dobras ou incrus- tadas na parede e permite que sejam expelidos, o mesmo acontecendo com as matérias duras, que são amolecidas por ela. A irrigação também livra o cólon de detritos, que ficam estagnados às vezes por dezenas de anos.
O ideal é realizar de 8 a 10 sessões em dias consecutivos para que se tenha um melhor resultado. As sessões são precedidas de um preparo do cólon, com um acompanhamento de uma dieta sem farináceos, carnes e lácteos, e ao final se realiza uma reposição de lactobacilos. Durante as sessões os pacientes emagracem, como também ao final são orientados para uma alimentação mais saudável e natural, aumentando sua qualidade de vida.
"A colonterapia limpa e desintoxica as paredes intestinais, produz uma limpeza profunda e serve entre outras coisas para prevenir enfermidades" segundo Suryavan Solar, em seu livro "Marmelada de cerezas" da editora Gran Sol. A colonterapia também tem a ação de estimular a motricidade do cólon ajudando a regularizar sua função de eliminação. Essa ginástica da musculatura do cólon é um dos efeitos mais salutares da hidroterapia do cólon. As mucosas do cólon também são sede de zonas reflexas (assim como na planta dos pés ou nas orelhas). A estimulação dessas regiões reflexas produz um efeito em todo o organismo.

Tudo isso mostra que, para preservar a imunidade e a vitalidade, é de capital importância manter uma boa higiene intestinal. No entanto, cada pessoa deve ter consciência que é o responsável pela sua saúde e para obter uma saúde integral é importante cultivar bons hábitos como: ter uma alimentação natural com boa quantidade de fibras e pouca proteína animal, tomar de 2 a 4 litros de água ao dia, evitar o consumo de álcool, fumo, café, açúcar branco, realizar limpeza intestinal e exercí- cios físicos regulares, diminuir as atividades estressantes no dia a dia, pensar positivo, praticar atividades de relaxamento (meditação, yoga, etc), participar de cursos de crescimento pessoal, entre outros.

Os que escolhem esse modo de vida podem se curar e desfrutar a vida em sua totalidade com mais consciência e alegria.


Tiago Almeida e Solange, autores do livro
“Colonterapia: Reeducação Alimentar, Desintoxica.


Fonte: Revista Beija-Flor 4 Ed.

Cine Verde Ros'Ellis Moraes (nutricionista do Rest. Girassol)


Caros amigos,

nosso próximo Cine Verde falará de um dos melhores meios de resgatar energia vital através do alimento e uma incrível renovação no modo de enxergá-lo. Venham tirar suas dúvidas!

Ros'Ellis Moraes (nutricionista do Rest. Girassol) estará falando sobre Alimentação Viva e passará uma entrevista sobre o tema.

Contamos com sua presença!

Restaurante Girassol e Escola da Natureza

Toxina do Botox chega ao cérebro de ratos

Os investigadores verificaram como a toxina botulínica, tornada famosa pelo famoso milagre anti-rugas Botox, pode ser transportada do local de injecção para o cérebro, em ratos.

Uma vez no cérebro, a toxina pode degradar proteínas e agir sobre os nervos.

Esta capacidade, até agora desconhecida, da toxina botulínica para afectar o cérebro “é certamente muito preocupante", diz Matteo Caleo, do Instituto de Neurociência do Conselho Nacional Italiano de Investigação de Pisa, autor do estudo.

Até agora, o estudo apenas foi realizado com roedores, que não apresentavam reacções comportamentais notáveis à migração da toxina para o cérebro. Apenas uma fracção da dose foi transportada através dos nervos, salienta o investigador, permanecendo o restante no local de injecção e as doses usadas em humanos são pequenas, tornando presumivelmente os efeitos (se existirem) negligenciáveis.

Mas os resultados também revelam que é necessário mais trabalho para compreender melhor a dispersão da toxina e sobre as formas de a prevenir ou de tirar partido terapêutico da situação, diz Caleo.

Já era sabido que a toxina botulínica podia migrar de um local para outro no corpo. A Food and Drug Administration (FDA) americana está actualmente a rever a segurança da toxina botulínica após vários casos de efeitos secundários indesejados, sugerindo que a toxina se espalhou para além do local da injecção. Mas a forma exacta como é transportada na sua forma activa, bloqueadora dos nervos, tem sido um mistério.

A equipa de Caleo injectou toxina botulínica neurotoxina A, a toxina vulgarmente usada no tratamento de problemas musculares e procedimentos cosméticos, nos músculos dos bigodes dos ratos e analisou as áreas cerebrais a eles ligadas, em busca de sinais da toxina: os vestígios de uma proteína degradada pela toxina.

Três dias após a injecção descobriram esses vestígios numa área do tronco cerebral. A pequena quantidade de toxina que atingiu estas células significa que não houve efeitos notórios nos animais.

O facto de a toxina passar para o interior dos nervos permite-lhe acesso privilegiado ao cérebro, que os medicamentos transportados pelo sangue têm dificuldade em alcançar. “Neste caso, temos algo parecido com um Cavalo de Tróia", diz Caleo. As células nervosas enviam axónios para os músculos e estes axónios recolhem a toxina, que depois é transportada de volta ao cérebro.

Esta manobra de Cavalo de Tróia é comum a várias toxinas, diz Christopher von Bartheld, da Universidade do Nevada em Reno, que estuda a forma como as proteínas são deslocadas ao longo dos axónios. Alguns investigadores, acrescenta ele, estão a tentar usar esta propriedade para fazer chegar medicamentos a regiões específicas do cérebro.

Caleo também demonstrou que a toxina botulínica se pode espalhar pelo cérebro ao ser injectada num dos lados do hipocampo e daí passando para o outro lado. Ele estava interessado nos efeitos internos da toxina pois um dos seus objectivos é usá-la no tratamento da epilepsia, causada pelo excesso de actividade eléctrica em certas áreas do cérebro.

Actualmente o Botox é usado no tratamento de perturbações musculares como a distonia ou os espasmos, em que nervos hiperactivos provocam problemas musculares. Caleo coloca a hipótese de se a toxina é capaz de tratar nervos hiperactivos no corpo, também poderá ser útil para neurónios hiperactivos no próprio cérebro.

Por esse motivo, a descoberta pode ter implicações positivas em alguns tratamentos mas para aqueles que recebem injecções por algumas razões clínicas ou cosméticas pode ser um sinal de alerta. Caleo continua a recomendar o tratamento de pessoas com distonia, pois há fortes provas do seu sucesso, mas é necessária cautela à luz destas novas descobertas.

A FDA “vai continuar a seguir atentamente a toxina à medida que analisa estas descobertas", anunciou a porta-voz da agência, Rita Chappelle.

Fonte: Simbiotica

Saber mais:

Botox - Wikipédia


Sacolas plásticas proibidas no Paraná

Um problema ambiental, carregado para casa a cada ida ao supermercado: é um hábito nacional transformar a sacolinha de plástico em saco de lixo. O material pode levar séculos para se decompor.


Só no Paraná, são distribuídos por mês 80 milhões de sacolinhas. A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente do estado determinou, em novembro do ano passado, que os supermercados ofereçam outras opções ao consumidor, como uma outra sacola que se decompõe em um ano e meio, ou os modelos antigos de papelão.

“Um tipo de produto que não agrida ao meio ambiente. Logo que a gente vai optar por esse tipo e produto”, concorda uma cliente.

O problema é que três meses depois, só um terço dos supermercados está respeitando a determinação. As grandes redes que têm lojas no Paraná continuam distribuindo a sacola que polui os lixões.

A Secretaria de Meio Ambiente multou dois grupos estrangeiros e um nacional, em R$ 70 mil cada. Se em 30 dias as sacolas plásticas não forem substituídas, a multa triplica.

A lição vem das feiras livre onde o hábito de trazer de casa a própria sacola nunca foi abandonada. “Olha como a minha sacola está usada, quebrada. Faz tempo, mas usamos”, reconheceu um consumidor que carregava uma sacola.

“O meio ambiente vai receber menos embalagem, vai gastar menos petróleo, então tem toda uma cadeia que é ligada à sacola plástica, desde poluição ambiental até indústria, que vai ser poupada”, afirmou um feirante.

Fonte: Jornal Bom Dia Brasil

Publicado por Eco & Ação, em 04/03/2008, Site: www.ecoeacao.com.br

Propriedades da água-de-coco incluem alívio de náuseas

Conhecida receita das avós para aliviar as náuseas das mulheres grávidas e para proteger as crianças da desidratação nos quadros de diarréia, a água-de-coco é conhecida por ter uma composição bastante próxima à do plasma humano.

Por sua poderosa concentração de minerais, é um isotônico natural que pode ser consumido por pessoas de qualquer idade --inclusive por bebês, desde que já tenham saído da fase de amamentação exclusiva.

"No passado, a água-de-coco já foi usada pelos médicos como soro nos campos de batalha para salvar vidas", conta Carla Góes Sallet, a cirurgiã e especialista em medicina estética.

Para quem quer emagrecer, Cristina Baumgart, diretora do Kyron Spa, recomenda recorrer a copos da bebida para driblar a fome entre as refeições. "A bebida satisfaz e contribui para o funcionamento intestinal", observa.

Apesar de reconhecer os inúmeros benefícios da água-de-coco, Carla Góes Sallet recomenda ter muita cautela na hora de abraçar dietas baseadas no consumo do alimento. É que a composição da água e da polpa são muito diferentes.

"É preciso lembrar que, embora a água de coco só possua 22 calorias a cada 100 ml, a polpa do fruto é hipercalórica: são 590 calorias a cada 100 g. Portanto, comer a polpa batida com a água não ajuda nem um pouco a emagrecer", explica.

Ela enfatiza ainda que, por ser rica em sódio e em potássio, a água de coco deve ser ingerida com moderação por pessoas hipertensas. Também não está totalmente liberada para os diabéticos por concentrar muitos carboidratos.

"Nas grávidas com tendência à hipertensão, a bebida pode aumentar a retenção de líqüidos. Para elas, tomar muita água-de-coco não é interessante", observa a especialista.

Já as utilizações estéticas do liqüido ela aprova e recomenda. "Borrifar a água no rosto realmente ajuda a hidratá-lo. Batida com a polpa e aplicada na pele do corpo ou nos cabelos, promove a nutrição desses tecidos", conclui.

Cristina Baumgart, do Kyron Spa, conta que os países asiáticos utilizam tradicionalmente a polpa do coco no tratamento das queimaduras solares.

Fonte: TATIANA DINIZ da Folha de S.Paulo
quarta-feira, 2 de abril de 2008

Celular deve matar mais que o cigarro, diz médico

da Folha Online

O uso do celular deve matar mais que o cigarro em alguns anos, segundo estudo de um médico australiano publicado na internet. Vini Khurana, um neurocirurgião que recebeu 14 prêmios em 16 anos, pede que a população use o aparelho o mínimo possível, principalmente quando se trata de crianças.

O médico analisou cerca de cem trabalhos científicos publicados sobre o tema para chegar às suas conclusões. Segundo ele, há ao menos oito estudos clínicos que indicam uma ligação entre o uso de celulares e certos tipos de tumor no cérebro.

"Já há previsões de que esse perigo tenha mais ramificações para a saúde pública do que o amianto ou o fumo. Isso gera preocupações para todos nós, especialmente com a geração mais nova", afirma Khurana, que é professor de neurocirurgia na Faculdade Nacional de Medicina da Austrália, no estudo.

A comparação entre as mortes causadas por cigarro e por celular se deve ao fato de, atualmente, cerca de três bilhões de pessoas usarem esses aparelhos, número três vezes maior que o de fumantes, afirmou ele ao jornal "The Independent".

Processo lento

Para Khurana, ainda não há mais dados sobre o assunto pelo fato de a intensificação no uso dos celulares ainda ser recente. Ele afirma que o período de "incubação" --tempo entre o início da utilização do aparelho e o diagnóstico do câncer em um indivíduo-- dura de dez a 20 anos.

"Entre os anos de 2008 e 2012, nós teremos atingido o tempo apropriado para começar a observar definitivamente o impacto dessa tecnologia global nos índices de câncer de cérebro", diz ele.

Para evitar o problema, Khurana sugere, entre outras medidas, que as pessoas evitem ao máximo o uso do celular, dando preferência ao telefone fixo. Ele pede também moderação no uso de Bluetooth e de headsets (fone de ouvido com microfone) sem fio. Outra dica, de acordo com o médico, é usar o viva-voz para falar, mantendo o celular a pelo menos 20 cm da cabeça.

Em janeiro deste ano, o governo francês pediu "prudência" no uso de celular pelas crianças, apesar de não ter dados científicos que comprovem os malefícios do aparelho para a saúde.

O ministério pediu que as "famílias sejam prudentes e saibam usar estes aparelhos", lembrando que é recomendado o uso moderado do celular, principalmente pelas crianças, "que são mais sensíveis porque seus organismos ainda estão em desenvolvimento".

terça-feira, 1 de abril de 2008

Entrevista Ros' Ellis Nutricionista

Ros' Ellis Maior Moraes- nutricionista, educadora ambiental e pesquisadora de alimentação viva e ecológica.

Ros' Ellis propõe uma construção nova de valores onde haja integração do pensamento com a prática em uma atitude consciente e planejada de acordo com o movimento cíclico da Natureza. Assim, como parte integrante da grande teia cósmica o ser humano assume um novo conceito onde corpo, mente e espírito interagem através de uma profunda ecologia, colaborando com a evolução do planeta de forma harmoniosa.




















VANTAGENS DA COMIDA VIVA

1. Os alimentos crus de origem biológica tem melhor qualidade, por isso comerá menos para satisfazer as suas necessidades nutricionais. O aquecimento reduz as vitaminas, prejudica as proteínas e as gorduras, e destroi os enzimas que ajudam na digestão.

2. Comendo uma dieta de alimentos crus pode reverter ou parar o avanço de várias doenças crónicas, incluindo doenças do coração, diabetes e o cancro.

3. Uma alimentação baseada em alimentos crus pode proteger de doenças agudas como a gripe, constipações, gastrites, etc.. Os alimentos crus mantêm o corpo são e limpo, um corpo são não fica doente.

4. Os alimentos crus tem mais sabor do que os alimentos cozidos portanto não há necessidade de adicionar sal, açúcar, especiarias, ou outros condimentos que possam irritar o sistema digestivo ou sobrecarregar em demasia os outros órgãos.

5. Os alimentos crus precisam de pouca preparação pelo que você leva menos tempo na cozinha.

6. Quando come cru mantém o tracto intestinal limpo e livre de putrefacções comuns na ingestão de produtos animais e alimentos cozidos.

7. Poderá saciar a sua fome sem se sentir pesado no final das refeições, sem engordar, nem emagrecer em excesso, mantendo o peso ideal.

8. Desde que combine os alimentos crus devidamente, não sofrerá mais de acidez, gases (flatulência), indigestão ou prisão de ventre (obstipação).

9. É uma alimentação amiga do ambiente. Pense nas árvores e o petróleo que seria poupado no papel ou plástico usados para as embalagens de comidas processadas, no gaz dos fogões e no combustível poupado em transportes. A agricultura biológica protege em vez de destruir.

10. Comendo cru poupa dinheiro em comida, vitaminas, panelas e tachos e utensílios de cozinha, electrodomésticos, contas do médico e seguros de vida .

ALIMENTOS CRUS POR COZIDOS

Experiéncias significativas

O efeito da substituiçào de alimentos crus ou frescos por alimentos cozidos foi muito discutido e levou a grandes divergências e a normas de nutrição bastante extremadas e estritas. Especialmente, causaram notável impressão os en- saios sobre comida cozida de Mc Carrison e de O. Stiner, dando lugar a numerosas comprovações.

Mc Carrison alimentou macacos com a sua comida habitual, mas cozida numa panela a vapor. A consequência foi uma redução na actividade das glãmdulas de secreção interna, o aparecimento de úlcera do estomago ou intestino, a inflamação do intestino grosso e, finalmente, a caxequia e a morte.

O. Stiner (do Ministério Federal da Saúde Suiçol alimentou coelhos nas mesmas condições que o anterior. A consequência foi que os animais adoeceram de cárie, inflamação das glãndulas salivares, bócio, anemia, escorbuto e alguns deles de cancro do pulmão. Se a estes alimentos cozinhados se acreseentassem, para cada animal, dez centímetros cúbicos de leite pasteu- rizado, também adoeciam de artrite deformante. Estas e muitas outras experièncias parece que vém demonstrar o efeito tão prejudicial da arte culinária sobre a saúde.

Caracteres prejudiciais da moderna nutrição

Para podermos conhecer os múltiplos efeitos da alimentação, temos de estabelecer as características predominantes da nossa alimentação:

Substituição do consumo de farinha de cereal por pão e batatas.
Substituição de alimentos crus por alimentos cozidos.
Substituição da comida dura por mole.
Substituição de alimentos naturais por artificiais.
Excesso de proteínas animais.
Excesso de gorduras animais.
Excesso de sal.
Excesso de especiarias exóticas e de produtos químicos que se empregam na apresentação e conservação dos alimentos.
Insuficiência de vitaminas e de hormonas vegetais (auxinas).
Insuficiência de sais minerais e de oligoelementos.
Insuficiência de substãncias estimulantes das paredes intestinais (celulose).
Insuficiência de pigmentos vegetais verdes (clorofila).

A substituição do consumo de alimentos crus pelo de alimentos cozidos, levou, não obstante e de modo inegável, a uma série de consequências prejudiciais. A aplicação do calor destrói, na realidade não só certas vitaminas, como também os fermentos e as substãncias aromáticas convenientes para a digestão. E trata-se de componentes da alimentação dos quais não podemos prescindir para a conservação da saúde.

Efeitos do oxigénio no interior do intestino

Os fermentos que os alimentos vegetais consumidos ao vivo contêm são conservados praticamente no intestino e desempenham serviços especiais no processo digestivo. Assim. por exemplo, os chamados fermentos oxidantes fixam o oxigénio do ar que é tomado continuamente com a comida, e depois não pode permanecer corno tal no interior do intestino. As bactérias intestinais realizam na ausência do oxigénio o metabolismo com 1/25 das calorias de que necessitariam sob os efeitos de uma maior oxigenação. Depois de aturadas investigações, o Prof. Kolath chegou à conclusão de que com um regime alimentar em que predomina a carne e sob os efeitos do oxigénio sumamente abundante, ainda no retro, as matérias corantes biliares dão aos excrementos o seu corrente colorido pardo, ao passo, que quando o oxigénio falta no intestino, devido à alimentação vegetal crua, a deposição apresenta uma cor amarelada clara. Disto se pode concluir o efeito deste fenómeno no homem, e embora não se tenha investigado, pode afirmar-se como certo que «uma atrnosfera no interior dos intestinos sem conter oxigénio permite uma considerável redução na quantidade de alimentos sem que, por isso, o homem fique mal alimentado». Por isso, um regime rico em alimentos vegetais crus constitui um sistema de nutrição conservador e tónico, pelo menos no que diz respeito ao intestino. Por outro lado, é logicamente forçoso que um regime de carne cozida, e por consequência, com um interior intestinal rico em oxigénio, no qual as bactérias intestinais utilizam 25 vezes mais as energias para as suas próprias necessidades, se produza o contra-senso de que o homem alimente antes as suas bactérias intestinais do que se alimente a si mesmo.

in A SAÚDE PELOS ALIMENTOS - Dr. E. SCHNEIDER - 1977 - Publicadora Atlãntico S.A.R.L.
Porquê consumir rebentos?


Grande teor de energia vital e de fácil digestibilidade.


Processo pré-digestivo onde as proteínas são
decompostas em aminoácidos, os hidratos de carbono complexos em açúcares simples,
as gorduras em ácidos gordos e ainda há um momento da presença de minerais e
outras substâncias como as enzimas, fito-hormonas e antibióticos naturais.


No processo da germinação, são eliminadas substâncias
inibidoras de processos metabólicos, como determinadas enzimas que interferem
na germinação e oxalatos que bloqueiam a absorção do zinco e de outros minerais.
Dessa maneira as sementes transformam- se em alimentos alcalinizadores do organismo.
Ao incluirmos uma variedade de rebentos na alimentação, aumentamos a vitalidade
do corpo,




Porquê cultivar os rebentos?


A fase de rebentos é mais rica em nutrientes
do que em qualquer outro estágio da planta;


No seu cultivo, é dispensável usar terra,
fertilizantes e inseticidas;


Produção em curto prazo de tempo;


Facilidade para aproveitamento de espaços
domésticos;


Possibilidade de germinação de variedade
de sementes, com propriedades diferentes, para compor uma alimentação equilibrada,
vitalizante, de baixo custo e;


Produzindo e preparando o próprio alimento
tem-se mais autonomia na vida.





Como Cultivar rebentos?


Escolha sementes (biologicamente cultivadas) com amor, medite
sobre a vida que está ali contida e lave-as. A quantidade deve ser 1/8 do
tamanho do frasco de vidro.


2. Deixe as sementes num recipiente de frasco de vidro com
água, durante a noite.


3. No dia seguinte escorra a água e lave bem as sementes
colocando o recipiente de frasco de vidro inclinado em 45o com
uma tela na boca, deixando entrar o ar e escorrer a água.



Lave com bastante água potável as sementes, 3 vezes ao
dia, até a fase de rebentos. Dependendo da semente a germinação completa
pode variar de quatro a sete dias.


Lave e escorra os rebentos, estão prontos para serem saboreados.


Para armazenar os rebentos (guarde-os no refrigerador num
recipiente forrado com papel toalha para mantê-lo secos e evitar a proliferação
de fungos.


TEMPO DE HIDRATAÇÃO E GERMINAÇÃO
























































Cereais Hidratação Germinação Trocar a água Quantidade por refeição/pessoa
Arroz integral 08 a 12 h 03 dias 03 vezes ao dia ½ chávena
Aveia em grão 36 a 48 h 03 vezes ao dia ½ chávena
Cevada 48 h 03 vezes ao dia ½ chávena
Trigo em grão 08 a 12 h 03 dias 03 vezes ao dia ½ chávena
Trigo sarraceno 08 a 12 h 02 dias 03 vezes ao dia ½ chávena






































Sementes Hidratação Germinação Trocar a água Quantidade por refeição/pessoa
Gergelim 08 a 12 h 02 dias 03 vezes ao dia ¼ chávena
Girassol 08 a 12 h 03 dias 03 vezes ao dia ½ chávena
Linhaça 08 a 12 h 02 dias 03 vezes ao dia 1 colher






































Castanhas Hidratação Germinação Trocar a água Quantidade por refeição/pessoa
Amêndoas 08 a 12 h 02 dias 03 vezes ao dia 20 unidades
Castanha do Pará 08 a 12 h 06 unidades
Nozes 08 a 12 h ½ chávena






















































Frutas secas Hidratação Germinação Trocar a água Quantidade por refeição/pessoa
Ameixa 02 a 06 h 06 unidades
Banana 02 a 06 h 04 unidades
Damasco 02 a 06 h 06 unidades
Tâmara 02 a 06 h 04 unidades
Uva passa 02 a 06 h ½ chávena


Obs: para descontaminar (aflotoxicas,
inseticidas, metais pesadas) sementes,durante todo o período de hidratação,
colocar carvão de lenha verde dentro da água.


Fonte:- Ros´Ellis Maior Moraes -Nutricionista -