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sexta-feira, 27 de abril de 2007

Só a 'mãe natureza' é que sabe fertilizar o oceano

As explosões de algas criadas pelo bombear de nutrientes para o oceano retirar pelo menos 10 vezes mais dióxido de carbono (CO2) da atmosfera do que anteriormente se pensava mas a descoberta não forneceu qualquer apoio aos controversos esquemas para encorajar essas explosões como forma de reduzir o aquecimento global, alertam os autores.

A conclusão surge da análise de uma dessas explosões de algas, que acontece todos os anos perto de Kerguelen, um arquipélago a meio caminho entre a África do Sul e a Austrália.

A mistura vertical natural do oceano na zona fornece de forma regular ferro e outros nutrientes dos sedimentos do fundo para as águas superficiais, estimulando o crescimento do fitoplâncton. Este crescimento converte o carbono do ar (sob a forma de CO2) em matéria orgânica, reduzindo a quantidade de gazes de efeito de estufa na atmosfera e aliviando o aquecimento global.

Stephane Blain, um oceanógrafo químico do Oceanography and Biogeochemistry Laboratory de Marselha, liderou uma equipa internacional com 47 membros na investigação desta explosão de algas no início de 2005. Os seus resultados mostram que a capacidade destas explosões em absorver CO2, e em transportar esse carbono para o fundo do oceano quando os organismos morrem, é muito maior do que os estudos de campo anteriores tinham sugerido.

Cada átomo de ferro fornecido pelo fundo retirou mais de 100 mil átomos de carbono da atmosfera ao estimular o crescimento de plâncton durante a explosão sazonal, relatam os investigadores na última edição da revista Nature.

Em 12 experiências anteriores, desenvolvidas desde 1993, durante as quais os cientistas tinham 'fertilizado' artificialmente pequenas áreas do oceano com nutrientes ricos em ferro, a quantidade observada de carbono exportado para as profundezas do oceano por quantidade de ferro fornecido tinha sido na ordem das dez vezes menos.

A falta de ferro limita a produtividade biológica e a absorção de carbono em um terço dos oceanos mundiais, particularmente no oceano Antárctico.

Há muito que os cientistas propuseram que 'fertilizar' essas zonas do oceano com ferro extra poderia fornecer um meio amigo do ambiente de reduzir o teor de CO2 na atmosfera. Esta noção foi a base para a realização das muitas experiências em que os investigadores tentaram adicionar ferro a pequenas zonas do oceano.

Para além das preocupações associadas com a 'engenharia geológica' e os impactos que este procedimento poderia ter sobre os ecossistemas, estas experiências tiveram variados problemas logísticos.

Muitas vezes o ferro não é o único nutriente em falta na água e muito do ferro despejado no mar oxida antes de ser utilizado pelo fitoplâncton. Estima-se que 80 a 95% do ferro nestas experiências foi 'perdido', frequentemente porque simplesmente flutua para longe ou se afunda no oceano antes que os organismos que vivem perto da superfície o possam usar.

Os investigadores estimam que despejar grandes quantidades de ferro para grandes zonas do oceano não irá absorver mais de 3% do CO2 resultante das emissões anuais devidas à queima de combustíveis fósseis.

O estudo de Blain mostra que a mãe natureza é capaz de fazer muito melhor na fertilização do oceano que a Humanidade. A taxa a que o CO2 é absorvido parece ser tão grande em Kerguelen porque o ferro está a ser fornecido lentamente e de forma contínua, e porque o ecossistema é rico noutros ingredientes biológicos e químicos necessários para a explosão de algas.

"O que a equipa observou é provavelmente a eficiência óptima alcançável na exportação de carbono", diz Ulf Riebesell, um oceanógrafo do Leibniz Institute of Marine Sciences (IFM-GEOMAR) de Kiel, que tem estado envolvido num dos estudos anteriores de fertilização do oceano. "Não conseguimos, pura e simplesmente, atingir a eficiência da natureza, é por isso que fazer engenharia geológica no oceano não funciona."

Os resultados também fornecem informações valiosas para estudos do passado e futuro das alterações climáticas. Há muito que se pensa que um aumento do fluxo de poeiras ricas em ferro de zonas secas em terra nos períodos frios pode ter levado os níveis de CO2 atmosférico a descer drasticamente. O novo estudo apoia a ideia de que este efeito contribuiu para cerca de um terço da queda do CO2 atmosférico durante as eras glaciais passadas.

Saber mais:

Kerguelen Ocean and Plateau compared study (KEOPS)

Southern Ocean Iron Experiment

Este boletim é mantido por simbiotica.org, a Rede Simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

quinta-feira, 26 de abril de 2007

protesto contra Congresso Internacional da Carne em São Paulo

Para divulgação imediata à imprensa:

Grupo de defesa dos direitos animais e do meio ambiente organiza
protesto contra Congresso Internacional da Carne em São Paulo

Quando: 27/04, sexta-feira, às 13 horas (pontualmente)

Onde: em frente ao Hotel Renaissance (Alameda Santos, 2233)


O grupo VEDDAS (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e
Sociedade) realizará uma manifestação pacífica e contundente em
protesto ao evento "Congresso Internacional da Carne".

Cada passo da produção da carne é marcado por destruição e sofrimento
– desde o desmatamento para a formação de pastos até o transporte e o
abate. Os ativistas do VEDDAS pretendem expor esta realidade,
denunciando em especial os danos que esta indústria acarreta ao meio
ambiente e à sociedade.

Com o objetivo de atrair a atenção da sociedade para o sofrimento e
degradação provocados pela indústria da carne, ativistas do VEDDAS
estarão expostos dentro de uma "Bandeja de Carne Humana", com o corpo
despido e embebido em tinta vermelha.

Contato: George Guimarães, nutricionista vegetariano e presidente do VEDDAS

Celular: (11) 9135-2116 / nutriveg@terra.com.br / www.veddas.org.br



Congresso Internacional da Carne:
http://www.cnpc.org.br/ims/site/port/index.asp?id=1

A GAFE DO ANO: Ofereceram um churrasco para agradar comissário europeu - que é vegetariano

Carne brasileira é reprovada


Europeus pedem embargo para produção nacional


Genebra

Jornal A Noticia - 25 abr 2006
http://www.an.com.br/2007/abr/25/0eco.jsp

As conclusões dos veterinários europeus sobre as condições fitossanitárias da
carne brasileira apontam que a criação do gado e a produção de carne no País
continuam fora dos padrões europeus e podem sofrer embargos, apesar das visitas
dos inspetores de Bruxelas ao País nos últimos meses. A avaliação foi
apresentada com exclusividade aos deputados do Parlamento Europeu, que agora
pedem que um embargo seja imposto sobre os brasileiros. Os representantes
pressionarão a Comissão Européia para tomar medidas contra o País nas próximas
semanas.


Bruxelas realizou uma série de inspeções no Brasil desde março e deixou claro
que essa seria a última oportunidade que o País teria para evitar prejuízos. O
Brasil é o maior exportador de carne para a Europa, com 270 mil toneladas
vendidas por ano. Mas em uma reunião com o comitê agrícola do Parlamento
Europeu, os veterinários de Bruxelas alertaram para dois problemas principais
na importação. Um deles é o registro nas orelhas dos animais, que só é feito
entre 30 e 90 dias antes de o gado ser abatido. Isso significa, para os
veterinários, que não há como ter um rastreamento prévio do animal e, portanto,
pouco controle de sua origem.


Outro problema é o uso de remédios que não são aprovados na Europa. "A carne
brasileira está abaixo dos padrões de qualidade da carne européia", afirmou
Jonathan Evans, deputado do País de Gales no Parlamento Europeu e que lembra
que as queixas estão sendo feitas desde 2003. "Se vamos impor uma forte
regulação sobre os nossos produtores, queremos que seja válida aos do Brasil
também no que se refere à qualidade", afirmou.


Apesar das inúmeras visitas de veterinários ao País e das ameaças feitas pela
comissão ao Brasil, as autoridades de Bruxelas admitem que a situação ainda não
é ideal e que o governo não tomou medidas suficientes para que a importação
possa ocorrer sem barreiras.


O comissário Markus Kyprianou, que se ocupa da saúde animal e da proteção aos
consumidores, viajou até o Brasil fazer o alerta há poucos meses. Não só a
mensagem não foi bem entendida como o governo passou por saia justa ao oferecer
um churrasco ao europeu, ainda que o comissário fosse vegetariano. Em Bruxelas,
as autoridades explicam que, para que um embargo seja colocado sobre a carne
brasileira, os veterinários terão de apresentar ainda o relatório final sobre o
Brasil aos ministros dos 27 países do bloco para que tomem uma decisão.


O Brasil alerta que a pressão por um embargo não passa de uma desculpa para os
setores de carne da Europa que estão perdendo com as importações brasileiras e
querem impor medidas protecionistas.
quarta-feira, 25 de abril de 2007

Cozinhar polui e muito...e provoca cancer...

Cozinhar pode criar uma vasta quantidade de poluentes orgânicos. Num estudo publicado em ES&T (pp 99–105), uma equipe da universidade de Peking (China) caracterizou o índice orgânico da matéria "particulate" fina de quatro restaurantes, cada servindo um estilo diferente do cozinha. As análises extensivas permitiram que os autores identificassem os marcadores orgânicos potenciais que são específicos ao local em que se cozinha e calculassem a percentagem da matéria orgânica "particulate"(POM) acima na atmosfera.

Índice Em linha Da Notícia
THANH WANG

“Os aerossóis gerados por cozinhar podem ser uma fonte principal da poluição de ar interior e podem também ser um contribuinte importante à poluição de ar ambiental,” dizem Christopher Simpson, uma dos investigadores da universidade de Washington que olha "biomarkers" da exposição "particulate" da matéria. “A combustão incompleta de materiais orgânicos produz uma mistura complexa de produtos químicos; muitos são sabidos por serem irritantes, tóxicos ou carcinogenicos aos seres humanos.”

Os relatórios dos ESTADOS UNIDOS estimam que cozinhar carne contribue tanto quanto 20% do POM que entra na atmosfera. Embora o POM que se liberta ao cozinhar fosse examinado por décadas, principalmente nos ESTADOS UNIDOS, os estudos da China eram relativamente escassos.

A composição química de partículas emissoras depende fortemente do método, da fonte do combustível, dos ingredientes, do óleo, e da temperatura a que se cozinha. Os chinêses empregam geralmente o gás natural em altas temperaturas, e todos os ingredientes são cozinhados juntos. “Os fumos do óleo do calor, junto com uma mistura complexa de ingredientes, includindo carnes e vegetais, contêm determinados compostos específicos ao processo,” dizem Jim Zhang, um professor na universidade de medicina e de Novo-Jersey e da universidade de Rutgers.

Cozinhar Carne provoca cerca de 40% das emissões ácidas na área de Los Angeles.

Zhang, que está em Rutgers mas não participou na pesquisa, comentou que alguns dos compostos identificados são carcinogenicos. Os estudos identificaram associações entre a alta temperatura que frita e cancer de pulmão,” diz.

Fungos devoram plástico resistente

Um fungo que normalmente se alimenta de madeira também pode devorar alguns dos plásticos resinosos de maior persistência no ambiente, que se acumulam nos aterros sanitários, descobriram investigadores americanos. Esta descoberta oferece uma potencial solução para a reciclagem amiga do ambiente dos resíduos sólidos urbanos.

As resinas fenólicas são usadas regularmente para unir os materiais usados no fabrico de contraplacado e nos acessórios interiores de carros.

A pressão elevada e o calor são usados para unir as moléculas em forma de anel do fenol com o formaldeído, criando-se uma molécula gigante e praticamente indestrutível.

As resinas são populares por serem tão duráveis, o que as torna, por sua vez, muito difícil de reciclar. Ao contrário do polietileno das garrafas de refrigerante, as resinas são tão rijas que não podem ser derretidas e reutilizadas. Cerca de 2,2 milhões de toneladas de resinas fenólicas são produzidas só nos Estados Unidos todos os anos, o que corresponde a cerca de 10% da produção total de plásticos.

Alguns dos resíduos de resinas fenólicas são simplesmente moídos e usados no fabrico de outros plásticos, enquanto outro tipo de método de reciclagem experimental utiliza o calor e solventes químicos mas é dispendioso e produz grande quantidade de resíduos.

Adam Gusse e a sua equipa da Universidade de Wisconsin-La Crosse considerou se o bolor branco, vulgarmente visto em troncos apodrecidos e capazes de produzir uma vasta gama de enzimas que degradam a lenhina da madeira, seria também capaz de degradar as resinas. A lenhina tem uma estrutura química semelhante à das resinas fenólicas, sendo também composta por anéis químicos unidos entre si.

Gusse deu como alimento lascas de resina fenólica a cinco espécies diferentes de bolores brancos e descobriu que a espécie Phanerochaete chrysosporium se tornava rosada após alguns dias, sugerindo que tinha degradado a resina em monómeros deste polímero que se sabe serem rosados.

A equipa confirmou esta dedução alimentando o fungo com resinas fenólicas que continham um isótopo pesado de carbono, pois veio a encontrar o mesmo isótopo incorporado no corpo do fungo. Para eliminar qualquer dúvida, usaram o microscópio electrónico para demonstrar que a resina estava cheia de pequenas crateras criadas pela digestão do fungo. "Não havia dúvida que estava a digerir a resina", diz Gusse.

Gusse sugere que o bolor branco pode mesmos ser utilizado para reciclar os componentes das resinas fenólicas, se se descobrir uma forma de recuperar e reutilizar o fenol. No entanto, esta ideia está muito longe de ser economicamente viável, pois a equipa ainda não demonstrou até que ponto o bolor é eficiente ou rápido na degradação da resina e Gusse suspeita que lhe pode levar alguns meses para acabar uma refeição, o que tornaria difícil recuperar o fenol a preços competitivos.

Mas o gosto variado destes bolores ainda pode ter utilização interessante. Os investigadores já sabem que os bolores brancos podem digerir outros plásticos como o polistireno e poluentes como os bifenis-policlorinados (PCB).

Saber mais:

Environmental Science & Technology

Bactérias intestinais ajudam na obtenção de calorias dos alimentos

Há praticamente um ano cientistas identificaram um microrganismo nos nossos intestinos que nos ajuda a obter mais calorias a partir dos alimentos. A descoberta apoia a ideia de que certo tipo de microrganismos do nosso sistema digestivo podem ajudar a determinar quanto peso iremos ganhar e que colocar determinado tipo desses organismos no nosso corpo pode ajudar a combater a obesidade.

Os nossos intestinos estão carregados de bactérias e outros microrganismos que nos ajudam na digestão dos alimentos mas os cientistas só agora estão a começar a compreender o que cada um destes organismos faz no meio dessa nuvem de vida que povoa os nossos tubos escuros.

Samuel Buck da Universidade de Washington em St Louis, Missouri, focou o seu estudo num microrganismo chamado Methanobrevibacter smithii, que na realidade é um organismo que remove os resíduos produzidos por outros microrganismos e os converte no metano que libertamos todos os dias. "É um componente menor da nossa flora intestinal mas com um grande impacto", diz Buck delicadamente.

A M. smithii pode ter um trabalho sujo mas Buck e os seus colegas demonstraram que é vital. Descobriram que ao limpar os resíduos, esta bactéria ajuda outras da flora intestinal a diferir componentes fibrosos dos alimentos e a torná-los disponíveis para nosso consumo. Sem elas, os resíduos acumulam-se e bloqueiam a actividade das restantes bactérias.

Os investigadores descobriram que ratos com uma boa quantidade de bactérias M. smithii nos seus intestinos são mais gordos que os que não as apresentam.

A descoberta sugere que a contagem de calorias dos rótulos dos alimentos pode ser enganadora pois pessoas diferentes podem retirar um diferente número de calorias da mesma banana ou hambúrguer de queijo, apenas com base na composição individual da sua flora intestinal.

Até 85% das pessoas apresentam M. smithii ou alguma das suas primas no intestino. A equipa de Samuel está agora interessada em examinar se as pessoas obesas apresentam maior quantidade deste tipo de bactéria ou se as pessoas demasiado magras as têm em número reduzido.

Se a sua teoria for verdadeira para as pessoas, então pode ser possível ganhar ou perder quilos ao semear diferentes bactérias nos nossos intestinos. No entanto, nesta altura, é "tudo especulação" diz Buck.

Os investigadores utilizaram ratos criados num ambiente estéril, sem qualquer tipo de bactérias nos intestinos, e injectaram-lhes um estirpe vulgar de bactérias intestinais humanas, Bacteroides thetaiotaomicron. Alguns dos ratos também receberam uma dose de M. smithii.

Cerca de 100 vezes mais microrganismos se instalaram no cólon dos ratos injectados com as estirpes B. theta e M. smithii em simultâneo, quando comparado com os que apenas tinham recebido B. theta. Este facto sugere que a presença das bactérias removedoras de resíduos M. smithii ajudava as restantes a florescer.

Quando ambas as estirpes estavam presentes, a B. theta aumentava a actividade dos genes envolvidos na quebra e no metabolismo dos fructanos, um nutriente vulgar presente nas cebolas, trigo e espargos mas que o intestino humano não consegue digerir por si. As bactérias B. theta converteram os fructanos em ácidos gordos, que foram absorvidos pelo intestino do rato.

No Homem, cerca de 10% das nossas calorias provêem deste tipo de ácido gordo, produzido por microrganismos intestinais. Após algumas semanas, os ratos com ambos os tipos de bactéria tinham cerca de 40% mais ácidos gordos no sangue e eram cerca de 15% mais gordos.

Saber mais:

ASM

Deverão as grávidas abdicar totalmente do café?

Novas evidências sugerem que doses baixas de cafeína, equivalentes a apenas uma ou duas chávenas de café por dia, podem afectar o desenvolvimento dos bebés.

As descobertas são quase de certeza demasiado preliminares para levar os agentes de saúde pública a alterar os seus conselhos às mulheres grávidas, presentemente recomendando que evitem doses elevadas de cafeína.

No entanto, os investigadores envolvidos, que detectaram alterações comportamentais e celulares em ratos cujas mães beberam cafeína durante a gravidez, estão eles próprios a aconselhar as mulheres grávidas a evitar completamente a cafeína.

Joseph Nunez e a sua equipa da Universidade Estadual do Michigan em East Lansing, que apresentaram os seus resultados a 16 de Outubro no encontro anual da Society for Neuroscience em Atlanta, Georgia, consideram as suas descobertas uma surpresa.

Numa experiência inicial, examinaram células nervosas de ratos recém-nascidos cujas mães tinham recebido uma dose de cafeína equivalente a uma ou duas chávenas de café em humanos, durante a gravidez. "Estava muito céptica", diz Deborah Soellner, colega de Nunez. "Não esperava encontrar este efeito com uma dose tão baixa."

Mas nos ratos expostos, a equipa de Nunez encontrou efeitos estranhos nas células do hipocampus, uma região do cérebro associada à memória e à percepção do espaço. As células, por exemplo, absorviam menos glutamato, que torna as células nervosas mais activas.

Para ver de que forma as alterações celulares estão a afectar o comportamento, a equipa do Michigan colocou os ratinhos cujas mães tinham recebido cafeína a fazer uma série de testes comportamentais. Nunez diz que os animais não mostraram defeitos cognitivos mas eram mais activos e menos inibidos que aqueles cujas mães não tinham recebido cafeína.

Os ratinhos eram mais dispostos a explorar novos ambientes, por exemplo. Quando colocados num espaço pequeno e escuro com uma abertura para uma área maior e iluminada, os animais controlo levavam cerca de 4 minutos em média para sair. Os ratinhos com cafeína saíam após apenas 25 segundos.

Outros testes mostraram alterações semelhantes, ainda que menos pronunciadas. Os ratinhos tinham maior tendência para explorar ambientes expostos e passavam mais tempo a interagir com outros animais. "Temos um animal que não sabe quando parar", diz Nunez.

Apesar de não haver razão para assumir que estas diferenças são negativas ou danosas, Nunez gostava que as grávidas fossem alertadas para evitar a cafeína como medida de precaução.

As directrizes actuais de saúde pública dizem apenas que as mulheres devem limitar o consumo a 300 mililitros por dia mas isso é o equivalente ao que Nunez deu aos seus ratos. Ele salienta que a cafeína atravessa a placenta e o feto em desenvolvimento demora até 4 dias a libertar-se da cafeína de uma única chávena de café bebida pela mãe.

Nunez diz que qualquer efeito da cafeína em humanos pode ter sido negligenciado por ser tão largamente utilizada e se assumir que seja relativamente segura.

"Ninguém realizou esta pesquisa sistematicamente antes", diz ele. A equipa de Nunez tenciona prosseguir os seus estudos analisando em maior detalhe o efeito da cafeína nas células do cérebro.

NOTA: O mesmo se pode passar com as mães que amamentam...

Este boletim é mantido por simbiotica.org, a Rede Simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

Como lidar com o problema dos gases bovinos …

À medida que a vaca olha para nós está permanentemente a mastigar … e a arrotar. Pode estar a produzir até 500 litros de metano por dia e existem outros dois milhões como ela por todo o Reino Unido!

O gado é a maior fonte singular de metano, um gás 23 vezes mais potente que o dióxido de carbono para o efeito de estufa, do Reino Unido, sendo responsáveis por cerca de 3% dos gases de efeito de estufa do país. A redução dessas emissões não só tornava a agricultura mais verde e eficiente, como podia ajudar o Reino Unido a cumprir as suas metas para o Tratado de Kyoto.

Os cientistas de todo o Reino Unido estão, por isso, a tentar descobrir formas de lidar com o problema. "As vacas já não ruminam”, conclui David Beever, perito em nutrição da produtora de rações Richard Keenan and Co.

Ele acredita que o alimento para o gado não é suficientemente rija logo os animais não a mastigam o suficiente antes de seguir para o rúmen. Este procedimento é pouco eficaz e produz mais metano.

Uma parte da solução é cortar a ração de forma a que seja mais comprida e rija, “não seria muito diferente de ajustar o carburador”. Em vez de 35 litros de metano por cada litro de leite, poderíamos reduzir a produção do gás para 25 ou 20."

Nos laboratórios e nas quintas os cientistas estão a tentar a inoculação, micróbios ou mesmo extractos de alho. "O metano é um gás de curta duração na atmosfera”, Christian Jardine, investigador principal do Environmental Change Institute da Universidade de Oxford.

"Logo se podermos reduzir as nossas emissões de metano isso vai-nos dar tempo para descobrir tecnologias que reduzam as nossas emissões de dióxido de carbono.”

Ele refere que o governo inglês não tem nenhuma política de redução das emissões de metano mas o Department for Environment, Food and Rural Affairs (DEFRA) discorda. "A agricultura tem um papel crucial nas alterações climáticas logo continuar a melhorar a eficiência da produção e a reduzir as emissões é parte fundamental do nosso programa One Planet Farming."

Chris Pollock acredita que os agricultores, cientistas e políticos precisam de olhar para a pegada ecológica total da agricultura. Uma ração com aditivos que reduzam o metano, explica ele, não teria qualquer interesse se tiver que ser produzida do outro lado do mundo, queimando combustíveis fósseis. "Que quantidade de produção de leite vale um esquilo?”, diz ele.

Saber mais:

Environmental Change Institute

Utilização intensiva do telemóvel (celular) causa danos ao esperma?

A utilização intensiva de telemóveis pode causar danos à fertilidade masculina, sugere um estudo agora dado a conhecer.

Os investigadores descobriram que os homens que usam o telemóvel durante 4 horas ou mais por dia produziam menos espermatozóides e os produzidos tinham menos capacidade de deslocação e uma qualidade geral inferior.

O estudo do Ohio envolveu 364 homens e foi apresentado no encontro da American Society for Reproductive Medicine em Nova Orleães mas um perito inglês já comentou que não lhe parece provável que sejam os telemóveis os responsáveis (pois estavam em uso e não perto dos testículos) mas antes o estilo de vida sedentário.

A equipa da Cleveland Clinic Foundation no Ohio testou o esperma de 364 homens que estavam a ser tratados em clínicas de fertilidade em Mumbai, Índia, juntamente com as suas parceiras.

Descobriu-se que os utilizadores mais intensivos, os que usavam o telemóvel durante mais de 4 horas por dia, tinham a contagem mais baixa de espermatozóides, com 50 milhões por mililitro, e o esperma menos saudável.

Os homens que usavam os telemóveis entre 2 a 4 horas por dia tinham uma média de espermatozóides de 69 milhões por mililitro e esperma moderadamente saudável, enquanto os que não usavam telemóvel tinham a média mais elevada (86 milhões por mililitro) e a melhor qualidade.

Ashok Agarwal, que liderou a investigação, disse na conferência que o estudo não provou que os telemóveis são danosos para a fertilidade mas que era necessária mais atenção ao caso.

"Houve uma redução importante nas principais medidas de saúde do esperma e isso reflecte-se na redução da fertilidade, o que se vê em todo o mundo. As pessoas usam os telemóveis sem pensar duas vezes nas consequências."

Ele sugeriu que a radiação dos telemóveis pode danificar os espermatozóides ao prejudicar o DNA, afectando as células dos testículos que produzem testosterona ou os tubos seminíferos mas um perito inglês duvida dessa associação.

Allan Pacey, professor de andrologia da Universidade de Sheffield, diz: "É um bom estudo mas não penso que vá ao cerne da questão. Se estamos a usar o telemóvel 4 horas por dia, então ele está fora do bolso ainda mais tempo, o que coloca a questão: como é que os danos testiculares ocorrem?"

Pacey, secretário honorário da British Fertility Society, acrescenta: "Se estamos a encostar o telemóvel à cabeça para falar muito, não faz sentido que tenha efeito directo nos testículos."

Para ele, as pessoas que usam muito o telemóvel podem ser mais sedentárias, mais stressadas ou comer mais "junk food", o que são melhores explicações para a associação encontrada no estudo.

Recado de Rita Lee - para as mulheres e não só...

Eu tinha 13 anos, em Fortaleza, quando ouvi gritos de pavor. Vinham da vizinhança, da casa de Bete, mocinha linda, que usava tranças. Levei apenas uma hora para saber o motivo. Bete fora acusada de não ser mais virgem e os irmãos a subjugavam em cima de sua estreita cama de solteira,para que o médico da família lhe enfiasse a mão enluvada entre as pernas e
decretasse se tinha ou não o selo da honra. Como o lacre continuava lá, os pais respiraram, mas a Bete nunca mais foi à janela, nunca mais dançou nos bailes e acabou fugindo para o Piauí, ninguém sabe como, nem com quem.

Eu tinha apenas 14 anos, quando Maria Lúcia tentou escapar, saltando o muro alto do quintal da sua casa para se encontrar com o namorado. Agarrada pelos cabelos e dominada, não conseguiu passar no exame ginecológico.
O laudo médico registrou vestígios himenais dilacerados, e os pais internaram a
pecadora no reformatório Bom Pastor, para se esquecer do mundo.
Realmente, esqueceu, morrendo tuberculosa.

Estes episódios marcaram para sempre a minha consciência e me fizeram perguntar que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo das mulheres?

Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos. Todos vimos, na televisão, modelos torturados por seguidas cirurgias plásticas. Transformaram seus seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta das norte americanas. Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas e sensuais, garantindo bom sucesso nas passarelas do samba. Substituíram os narizes,
desviaram costas, mudaram o traçado do dorso para se adaptarem à moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens.

E, com isso, Barbies de facaria, provocaram em muitas outras mulheres - as baixinhas, as gordas, as de óculos - um sentimento de perda de auto-estima.
Isso exatamente no momento em que a maioria de estudantes universitários (56%) é composto de moças. Em que mulheres se afirmam na magistratura, na pesquisa científica, na política, no jornalismo. E, no momento em que as pioneiras do feminismo passam a defender a teoria
de que é preciso feminilizar o mundo e torná-lo mais distante da barbárie mercantilista e mais próximo do humanismo.

Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade. Até porque elas são desarmadas pela própria natureza. Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão
bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas e punhais.
Ninguém diz, de uma mulher, que ela é de espadas. Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem com os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência.

As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência. É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz.

E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa.
Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos.
Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas.

São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e a doçura de seus corações.

"Nem toda feiticeira é corcunda. Nem toda brasileira é só bunda."

Rita Lee

União Europeia colocou a vida selvagem portuguesa em risco?

Mais de metade das espécies selvagens portuguesas foram classificadas como em risco de extinção desde que o país entrou para a União Europeia há 20 anos e o extenso desenvolvimento tornado possível pelos dinheiros europeus são pelo menos em parte os culpados, revelam grupos ambientalistas.

A lista de todas as espécies em grave risco ou à beira da extinção compilada pelo Instituto de Conservação da Natureza atinge perto de metade das espécies conhecidas a nível nacional e os ambientalistas dizem que a ameaça deriva do impacto de anos de desenvolvimento intensivo financiado pela União Europeia.

"Portugal tornou-se uma democracia em meados dos anos 70 do século passado e aderiu à União Europeia em meados dos anos 80, o que trouxe um grande leque de investimentos internos", diz Eduardo Gonçalves, membro da organização conservacionista WWF. "Todo esse dinheiro foi despejado na construção de estradas e barragens, muitas delas sem planeamento cuidado."

Desde 1986, quando Portugal aderiu à União Europeia, tem havido um aumento drástico dos fogos florestais, da construção de barragens e do abandono das terras agrícolas.

A pegada ecológica de Portugal é agora maior que países tão dinâmicos como o Japão ou a Alemanha. Se todos utilizassem recursos à taxa a que os portugueses o fazem actualmente, seriam necessários três planetas para nos sustentar.

Gonçalves descreve as antigas zonas rurais do sul do país como actualmente não mais que "desertos verdes" e acredita que há uma ligação directa entre a nova urbanização e a perda e fragmentação de habitats cruciais.

As montanhas acima do que agora é uma zona de turismo em massa foram em tempos uma das áreas mais ricas em biodiversidade de Portugal, lar do lince ibérico (o grande felino mais ameaçado do mundo) e das majestosas águias ibéricas e de Bonelli.

"A população destas espécies estão reduzidas literalmente a alguns indivíduos", diz Gonçalves. "Não são efectivos populacionais viáveis a longo prazo."

De facto, o grupo conservacionista SOS Lynx acredita que não existem linces residentes em Portugal devido ao declínio das populações de coelhos, sua presa principal.

Esta situação foi desencadeada pela introdução de espécies exóticas, em particular o eucalipto, que está a ser plantado extensivamente desde os anos 60 do século XX como parte de esquemas de enriquecimento rápido.

O eucalipto absorve as águas subterrâneas, privando a zona onde se implanta de ervas que são bom alimento para os coelhos de que o lince se alimenta.

Marcial Felgueiras, director do grupo ambientalista A Rocha, refere que estudos têm indicado que muitos tipos de borboletas pura e simplesmente desapareceram, situação que ele atribui ao abandono das quintas à medida que o turismo se revela uma melhor fonte de rendimento.

"Ninguém quer o solo para a agricultura, todos querem o solo para a construção", explica ele. E as perdas de efectivo populacional nos insectos pode ter um impacto gigantesco nas cadeias alimentares, levando ao declínio de outras espécies.

Michael Reeve, que dirige um serviço de informação para pessoas que pretendem estabelecer-se em Portugal, considera que foi o dinheiro disponível dos fundos europeus que transformou o país. "Com a chegada da União Europeia, as pessoas começaram a receber fundos e financiamento para melhorar as suas infra-estruturas."

Um desses projectos foi a construção da auto-estrada entre o aeroporto de Faro e as estâncias de férias como a zona de Portimão. Esta situação reflecte algo maior, ou seja, as pessoas quando vinham para o Algarve, sentiam-se atraídas por uma imagem de vida que rapidamente se tornava frustrante.

Reeve continua: "Viam um homem com uma carroça, os cães a correr na rua e as famílias em comunhão e pensavam 'não é disto que precisamos?'. Mas depois que estavam a viver lá, não queriam viver assim logo tudo mudou devido a exigências gerais. O motivo porque há supermercados a surgir em todas as esquinas é porque existem tantos expatriados."

Para além disso, ele acrescenta que os investidores externos "não parecem ter interesse nenhum sobre se estão a fazer boas coisas para a economia e para o ambiente portugueses."

Mas, com 11 milhões de visitantes por ano, o turismo é a principal industria actual de Portugal e permanece a sua prioridade.

Daniel Queiroz, vice-presidente do Gabinete do Turismo algarvio, diz que os portugueses querem que o seu país se modernize. "Estamos todos a fazer um grande esforço para desenvolver o negócio no Algarve mas existe espaço para novos projectos. Temos muitos investidores e é claro que os projectos abrangem áreas com animais mas respeitamos os habitats e estamos a protege-los."

Saber mais:

A Rocha

WWF

Lince Ibérico condenado?

Lince ibérico em risco eminente

Biodiversidade em chamas II - na encruzilhad

Resposta da SVB a artigo Dieta Vegetariana no site do Terra



http://beleza.terra.com.br/mulher/interna/0,,OI1498668-EI7601,00.html

Dieta vegetariana

Revista Plástica & Beleza
É muito mais uma filosofia de vida. A origem é milenar e consta que os
primeiros povos a aderirem foram os budistas e indianos, por questões
religiosas. Mas hoje existem diversos tipos de vegetarianos - desde os
que se alimentam somente de vegetais até os que não consomem ovos ou
laticínios e derivados de animais.

Alimentos permitidos:

Todos os alimentos de origem vegetal são aceitos.

Alimentos proibidos

Carne vermelha é proibidíssima!

Vantagem: um regime sem carnes diminui o consumo das gorduras saturadas
e os riscos de doenças cardiovasculares.

Desvantagem: o vegetariano sofre por causa da deficiência de cálcio e
ferro. Em alguns casos, precisa ingerir suplementos alimentares para não
ficar anêmico. "Os vegetarianos também envelhecem mais rápido já que
têm deficiência nutricional", conta o Dr. Alexander.



Posicionamento da Sociedade Vegetariana Brasileira

Com embasamento científico (através de periódicos de revistas
científicas indexadas - as referências estão abaixo) podemos afirmar que a dieta
vegetariana está associada com maior longevidade.

A prevalência de anemia por falta de ferro é a mesma em vegetarianos e
em onívoros (indivíduos que comem de tudo).

Com relação ao cálcio, os vegetarianos que ingerem leite e queijo
costumam apresentar uma melhor ingestão de cálcio do que os não
vegetarianos. Vegetarianos que se abstêm de lácteos apresentam menor ingestão de
cálcio, mas a massa óssea e o risco de osteoporose não é maior, pois a
saúde óssea depende de diversos outros fatores que não o cálcio. Existem
diversos fatores a serem analisados nessa questão, mas é fato que
vegetarianos não estão mais propensos a apresentar osteoporose do que
onívoros.

No meio científico evitamos trabalhar com teorias (como foi o relato da
reportagem) e enfatizamos o que chamamos de medicina baseada em
evidências (como os dados que coloquei acima e com as referências abaixo).

Referências:
-Pramil N Sing, Joan Sabaté, Gary E Fraser. Does low meat
consumption increase life expectancy in humans? Am J Clin Nutr
2003;78(suppl):526S-32S.
-Smith, Annabelle M.Veganism and osteoporosis: a review of the
current literature.nternational Journal of Nursing Practice. 12(5):302-6,
2006 Oct.
-New SA.Do vegetarians have a normal bone mass?. Osteoporosis
International. 15(9):679-88, 2004 Sep.
-Hunt JR. Bioavailability of iron, zinc, and other trace minerals from
vegetarian diets. American Journal of Clinical Nutrition. 78(3
Suppl):633S-639S, 2003 Sep.


Eric Slywitch

Fruta Fresca

Qual a fruta (não) proibida?

Fruta Fresca

Frescura e durabilidade são as palavras-chave para uma boa compra.
• Ao escolher uma qualidade de fruta não o faça apenas porque é mais barata. Regra geral, não é recomendável comprar frutas rapidamente perecíveis só porque têm um preço mais baixo. A menos que este preço resulte da excessiva abundância de fruta numa época, a chamada economia pode converter-se numa decisão pouco acertada ao comprar.

• Compre fruta de preferencia orgânica/biológica ou de produtores locais que possa confiar.

• Compre só a quantidade de que necessita. Nunca compre mais do que pode refrigerar devidamente e consumir para evitar desperdícios, não interessando se o produto é mais barato em grandes quantidades.

• Procure sinais de deterioração. Mesmo com os mais modernos métodos de manuseamento, a qualidade do produto pode deteriorar-se rapidamente durante a sua permanência nos estabelecimentos de venda de alimentos. Por vezes, a fruta de qualidade inferior compra-se mais barata, mas a quantidade de fruta que perde não compensa o baixo preço.

• Compre fruta da época. Em geral a qualidade é melhor e os preços são mais razoáveis. Os produtos fora da época tendem a ser mais caros o que não significa melhor qualidade.

• Quando tiver que manusear a fruta para determinar, pelo tacto, a sua qualidade, seja cuidadoso e não a magoe, caso contrário pode danificá-la ou mesmo inutilizá-la.
No final, é o consumidor quem paga por esta falta de cuidado.

Fruta congelada?
Entre os factores que deve ter em conta ao comprar frutas congeladas estão o seu valor nutritivo, a comestibilidade, a qualidade, a conveniência do uso, as diferentes maneiras de as utilizar e a informação que figure nos rótulos.

Valor nutritivo

Embora seja de preferir o consumo de fruta e sumos frescos, pode-se por vezes recorrer aos produtos congelados.

Os sumos e as frutas congeladas também contêm vitaminas e minerais, poucas quantidades de gorduras e sódio e são um bom fornecedor de fibras. As frutas congeladas no seu próprio sumo/suco contêm menos calorias do que os produtos embalados em calda ou com edulcorantes. Só os sumos provenientes da fruta na sua totalidade devem contar como porções de fruta na sua alimentação.

Comestibilidade

As frutas congeladas devem estar sólidas, caso contrário podem ter perdido qualidade. Evite comprar frutas congeladas em pacotes manchados, ou com vestígios de gelo no seu interior, o que geralmente indica que já descongelaram durante a comercialização. Para garantir a qualidade das frutas congeladas, deixe a sua aquisição para o final das suas compras, transporte-as num saco térmico e guarde-as imediatamente no congelador ao chegar a casa.

Fonte: Médicos de Portugal
Adaptado por Luis Guerreiro

Legumes e verduras - como comprar e conservar

Ao escolhermos e comprarmos os alimentos que irão fazer parte da nossa alimentação há que ter em atenção alguns aspectos de modo a garantir uma boa qualidade nutricional e higio-sanitária.

Legumes e verduras

Uma vez que muitos destes alimentos são facilmente deterioráveis é necessário ser-se criterioso na sua escolha de modo a tirar o melhor partido das suas propriedades.

• As verduras e legumes de folhas verdes (alface, agrião, couve, salsa, coentros, endívias, etc.) são rapidamente deterioráveis, pelo que, ao comprá-las, deve verificar se não têm folhas queimadas ou amareladas, ou pequenos furos, que podem indicar a presença de insectos ou larvas.

• Prefira os legumes inteiros e não cortados e embalados, pois as empresas que os comercializam, durante o corte incluem restos de verduras e verduras já deterioradas.

• Dê preferência às verduras e legumes agro-biológicos isto é, cuja cultura não é feita mediante o uso de pesticidas e outros químicos.

Como limpar os legumes e verduras?

• Elimine as folhas e partes dos legumes que estejam amarelos, podres, moles ou queimados.

• Lave bem em água corrente, colocando em seguida de molho em água com umas gotas de vinagre ou desinfectante próprio para legumes, para eliminar quaisquer parasitas. Se se tratar de legumes em folhas (ex: alface), separe-as e lave-as uma a uma.

Como aproveitar talos, cascas e folhas

• As folhas de couve-flor, beterraba e cenoura, nabo e rabanetes são ricas em nutrientes e vitaminas.

• Os talos de agrião e espinafre contêm muitas vitaminas.

• As cascas de ananás ou abacaxi, quando bem lavadas, proporcionam um sumo delicioso,lave a casca com uma escovinha É só bater com um pouco de gelo no liquidificador. Utilize as cascas de maçã para preparar sumos ou chás.

• As sementes de abóbora são um óptimo aperitivo. Depois de lavá-las e secá-las, deixe-as de molho durante a noite e use em saladas ou molhos.

Como comprar, como conservar

• Agrião: deve ter as folhas inteiras e num tom verde-escuro. Ponha de parte os molhos com folhas manchadas ou com talos acastanhados ou moles.
Pode ser conservado até três dias. Depois de lavados e secos guarde os talos mais tenros num frasco de vidro na gaveta dos legumes do frigorífico.

• Alface: As folhas devem estar frescas e viçosas, os comerciantes costumam molhá-las para que tenham aparência mais fresca do que realmente estão, evite comprá-las assim como as que estejam murchas.
A alface pode ser conservada, depois de lavada e bem seca, por dois ou três dias no frigorífico num recipiente tapado.

• Beringelas: Escolha as mais rijas, com a pele bem brilhante e lisa e, sobretudo, sem manchas.

• Brócolos: escolha os molhos bem verdinhos.

• Couve: As folhas devem ter uma cor definida, serem frescas e firmes. Folhas amarelas ou murchas, indicam que a verdura está velha e não deve ser consumida.
Apesar de o ideal ser consumi-la até três dias após a compra, a couve pode durar cerca de uma semana no frigorífico. Para isso não arranque os talos, mantendo as folhas inteiras e guarde-as na gaveta do frigorífico.

• Cenoura: a cenoura deve ser firme, ter a superfície lisa e com cor alaranjada uniforme. Não compre se ela tiver algumas partes verdes, pois é sinal de que ficou muito tempo ao sol.
Guarde-as de preferência lavadas, bem secas na gaveta do frigorífico. Podem conservar-se sem perder qualidade até 15 dias.

• Grão-de-bico: escolha os grãos sólidos, não deformados, sem bicho, com uma cor castanho-clara ou amarelada - use germinado.

• Pepino: para o tornar mais facilmente digerível corte-o em rodelas finas depois de descascado e coloque-o por 2 horas de molho em água fria. A seguir escorra-o e tempere-o.

• Tomate: deve ter a pele lisa e esticada, sem manchas. Dependendo da preparação em que vai ser utilizado poderá adquiri-lo mais verde ou mais maduro. Pode conservá-lo durante alguns dias na gaveta do frigorífico.

Fonte:Médicos de Portugal
Adaptado por Luis Guerreiro

25 de Abril - Dia da Liberdade





O levantamento militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num só dia, o regime político que vigorava em Portugal desde 1926, sem grande resistência das forças leais ao governo, que cederam perante o movimento popular que rapidamente apoiou os militares. Este levantamento é conhecido por 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução devolveu a liberdade ao povo português (denominando-se "Dia da Liberdade" o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução).

Cravo

O cravo tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974; Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, apoiando os soldados revoltosos; alguém (existem várias versões, sobre quem terá sido, mas uma delas é que uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo na espingarda, e em seguida todos o fizeram), começou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados que depressa os colocaram nos canos das espingardas.

00:20
A Rádio Renascença transmite a canção "Grândola, Vila Morena", de José Afonso, segundo sinal do MFA, para que os militares dessem início às operações previstas.
Grândola, Vila Morena, José Afonso, 1971
Fontes: Wikipedia
http://purl.pt/94/1/
http://www.cm-odivelas.pt

lha repleta de cobras é um improvável abrigo para aves

Parece fugir um pouco ao tema da Alimentação Viva mas penso interessante o tema para vermos como na natureza se estabelecem relações quase impensáveis...

Numa remota ilha da Florida apinhada de cobras venenosas, um cientista acredita ter descoberto uma estranha trégua entre presas e predadores.

A minúscula ilha Seahorse Key na costa central do Golfo das Caraíbas é famosa entre os investigadores pelo estarrecedor número de víboras boca-de-algodão venenosas.

"A população de bocas-de-algodão em Seahorse Key é grande e muito densa, quero dizer que há muitas cobras", diz Harvey Lillywhite, biólogo da Universidade da Florida, que tem vindo a estudar a ilha.

Cerca de 600 víboras deslizam pela ilha de 67 hectares, estima Lillywhite, em alguns casos uma média de 22 cobras por acre do terreno coberto por palmeiras.

Há muito que os cientistas se têm intrigado acerca da forma como tantas cobras conseguem sobreviver numa ilha sem água doce e com um reduzido número de mamíferos que possam ser suas presas.

O segredo para o sucesso das cobras, acredita Lillywhite, são os outros habitantes de Seahorse Key: dezenas de milhar de aves marinhas que aí nidificam desde a Primavera ao Outono, mas as cobras não as estão a comer. Pelo contrário, vivem quase exclusivamente das enormes quantidades de peixe morto que as aves deixam cair, vomitam e excretam todos os anos.

Em troca desta refeição de peixe, as bocas-de-algodão não só não devoram as aves, acrescenta o investigador, mas também parecem impedir outros potenciais predadores de atacar os ninhos.

O resultado é uma situação em que todos ganham, tanto predador como presa, que Lillywhite nunca observou em nenhuma outra ilha. "Há muitos sistemas insulares com aves e cobras. De todos os casos que conheço, as cobras são os predadores das aves, enquanto em Seahorse Key, é diferente. Aqui as cobras não comem as aves e as aves fornecem alimento às cobras, é um sistema fantástico."

Seahorse Key é o centro do Cedar Key National Wildlife Refuge, uma rede de ilhas protegidas perto da foz do rio Suwannee. A ilha é um dos mais importantes locais de nidificação de aves da Florida central, com centenas de espécies como pelicanos, íbis e muitas outras.

Lillywhite acredita que não é por acidente que as aves preferem esta ilha seca e minada de víboras às outras, mais hospitaleiras, do refúgio. "Há muitos outros locais de nidificação mas as aves não os utilizam", diz ele. "Vêm todas para Seahorse Key. Porque será? Nós achamos que é por causa das cobras."

Para verificar a sua teoria, Lillywhite e os seus colegas começaram a analisar a localização tanto dos ninhos das aves como das cobras e os resultados mostraram que a maioria das bocas-de-algodão permaneciam perto das colónias de ninhos, frequentemente directamente debaixo dos ninhos.

Mesmo sem os mapas, a equipa foi quase sempre capaz de verificar onde as cobras tinham estado, comenta Lillywhite. "As cobras, que normalmente são negras, podem ficar quase brancas porque se enroscam debaixo dos ninhos e os dejectos caem-lhes em cima." Uma cobertura de excrementos pode ser um pequeno preço a pagar, acrescenta ele, porque a investigação até à data revelou que as cobras estão a receber uma dieta regular de peixe meio digerido.

Lillywhite observou directamente as cobras a devorar o peixe e até as cobras-bebé participam no festim de peixe regurgitado. "Estava com um colega da Universidade a passear pela ilha e lá estava um espantoso exemplo de uma pilha de peixe meio digerido", recorda ele, "e em redor já estavam duas cobras-bebé e mais quatro ou cinco estavam a ser atraídas para lá. Parece que os bebés começam a usar este sistema muito cedo."

Para além de observações de campo, a equipa de Lillywhite está a estudar sinais químicos isotópicos nos tecidos das bocas-de-algodão para observar pistas acerca da dieta das cobras. "Ainda não analisamos todos os dados mas, com base nas nossas observações e alguns dados isotópicos, sabemos que as cobras se alimentam essencialmente de peixe."

O que ainda não descobriram, acrescenta ele, é qualquer sinal, do campo ou laboratorial, de que as cobras sejam predadoras das aves, independentemente de quão jovens ou indefesas sejam. "Por vezes as crias caem dos ninhos por numerosas razões mas as cobras não as comem. Isso deve-se, penso eu, ao facto de as cobras estarem completamente satisfeitas com peixe."

Lillywhite salientou que a sua investigação ainda está em curso e que as suas descobertas podem ser reformuladas. Um dos aspectos que ainda é preciso explorar é o grau de mutualismo que resulta desta dinâmica única.

Aqui, sugere Lillywhite, a chave pode estar num dos menores habitantes da ilha, as ratazanas castanhas. As ratazanas são uma espécie invasora e são famosas por atacarem os ninhos das aves.

A equipa descobriu que bocas-de-algodão perto dos locais de nidificação, ainda que presumivelmente cheias de peixe, ainda devoram ratazanas suficientes para as manter afastadas. "O que descobrimos é que onde há elevada densidade de bocas-de-algodão há menos ratazanas e as cobras são mais abundantes onde as aves estão, logo isso deve fazer parte do mutualismo."

Alan Savitzky é biólogo de cobras na Universidade Old Dominion da Virginia e comenta a pesquisa de Lillywhite: "A associação entre bocas-de-algodão e os locais de nidificação de aves é invulgar mas não é única. Ainda assim, a situação de Seahorse Key é muito interessante porque há contenção por parte dos predadores. Há uma espécie de mutualismo, em que ambas as espécies são beneficiadas."

Ele e Lillywhite concordam que as descobertas em Seahorse Key, ainda que preliminares, ajudam a limpar a imagem das bocas-de-algodão como um predador indiscriminado.

"Penso que a real força desta investigação está no facto de revelar a flexibilidade de um animal geralmente considerado um predador estereotipado. Também sugere que provavelmente há uma maior diversidade de interacções entre predador e presa do que normalmente nos apercebemos."

Para Lillywhite, as descobertas salientam o papel crucial das cobras num ecossistema tão importante da Costa do Golfo americana. "As bocas-de-algodão são na realidade um peça importante no sistema e provavelmente são a razão porque as aves continuam a nidificar, e com sucesso, em Seahorse Key", diz ele. "É uma forma invulgar, mas muito fixe, de obter um pouco de publicidade favorável para as rejeitadas cobras."


Este boletim é mantido por simbiotica.org, a Rede Simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

terça-feira, 24 de abril de 2007

Morte de milhares de abelhas no Reino Unido - Resposta dos cientistas

Resposta dos cientistas
fauna
17/04/2007
Reino Unido: descoberta causa da morte de abelhas

Cientistas descobriram qual a causa da morte de milhares de abelhas no Reino Unido. Os insetos, essenciais para a polinização, estão morrendo devido ao uso de pesticidas e o crescimento da atividade agrícola, que reduz suas fontes de alimento. A espécie pode ser completamente exterminada, o que provocaria efeitos devastadores na agricultura do país, alertaram pesquisadores nesta segunda-feira (16).


"Não há flores suficientes" , disse Dave Goulson, da Universidade de Stirling, na Escócia, referindo-se à causa do desaparecimento dos insetos. O Reino Unido já teve cerca de 25 espécies nativas de abelha, mas três delas já sumiram nos últimos 50 anos e outras dez estão ameaçadas, disse Goulson. "Duas podem desaparecer entre os próximos cinco e dez anos facilmente", complementou.

E o problema não atinge somente o Reino Unido. A morte de abelhas vem sendo notada na América do Norte e em outros países da Europa. Isso pode tornar mais difícil a reintrodução de espécies extintas localmente, dizem os pesquisadores.

Goulson e outros cientistas estão tentando convencer os agricultores a utilizar métodos menos danosos ao meio ambiente em suas plantações. Eles também tentar alertar as pessoas sobre a importância de se proteger as abelhas. (Reuters/ Terra)

Fonte:


Colapso das colônias - Será que plantações de transgênicos estão matando as abelhas?
por Jair Barbosa Jr. — Última modificação 23/03/2007 12:17



Uol/Der Spiegel

Uma dizimação misteriosa das populações de abelhas preocupa os apicultores alemães, enquanto um fenômeno semelhante nos EUA está assumindo gradualmente proporções catastróficas

Gunther Latsch

Walter Haefeker é um homem que está acostumado a pintar cenários sombrios. Ele faz parte do conselho diretor da Associação Alemã de Apicultores (Dbib) e é vice-presidente da Associação Européia de Apicultores Profissionais. E como reclamar faz parte da atividade do lobista, é praticamente seu dever profissional alertar que "a própria existência da apicultura está em risco".

O problema, disse Haefeker, tem várias causas, uma delas o ácaro Varroa, oriundo da Ásia, e outra a prática disseminada na agricultura de borrifar as flores silvestres com herbicidas e promover a monocultura. Outra possível causa, segundo Haefeker, é o uso crescente e controverso de engenharia genética na agricultura.

Já em 2005, Haefeker encerrou um artigo para o qual contribuiu no jornal "Der Kritischer Agrarbericht" (Relatório Agrícola Crítico) com uma citação de Albert Einstein: "Se a abelha desaparecer da superfície do planeta, então ao homem restariam apenas quatro anos de vida. Com o fim das abelhas, acaba a polinização, acabam as plantas, acabam os animais, acaba o homem".

Eventos misteriosos nos últimos meses repentinamente fizeram a visão apocalíptica de Einstein parecer mais relevante. Por motivos desconhecidos, as populações de abelhas por toda a Alemanha estão desaparecendo - algo que até o momento está prejudicando apenas os apicultores. Mas a situação é diferente nos Estados Unidos, onde as abelhas estão morrendo em números tão dramáticos que as conseqüências econômicas poderão em breve ser calamitosas. Ninguém sabe o que está causando a morte das abelhas, mas alguns especialistas acreditam que o uso em grande escala de plantas geneticamente modificadas nos Estados Unidos poderia ser um fator.

Felix Kriechbaum, um representante da associação regional dos apicultores na Baviera, informou recentemente um declínio de quase 12% na população local de abelhas. Quando as "populações de abelhas desaparecem sem deixar vestígio", disse Kriechbaum, é difícil investigar as causas, porque "a maioria das abelhas não morre na colméia". Há muitas doenças que podem fazer as abelhas perderem seu senso de orientação, de forma que não podem encontrar seu caminho de volta às suas colméias.

Manfred Hederer, o presidente da Associação Alemã de Apicultores, quase que simultaneamente informou uma queda de 25% nas populações de abelhas por toda a Alemanha. Em casos isolados, disse Hederer, declínios de até 80% foram informados. Ele especula que "alguma toxina em particular, algum agente do qual não estamos familiarizados", está matando as abelhas.

Até o momento, os políticos têm demonstrado pouca preocupação diante de tais alertas e da situação difícil dos apicultores. Apesar de estes terem recebido uma chance de expor seu caso -por exemplo, às vésperas da aprovação pelo Gabinete alemão do documento de política de engenharia genética de autoria do ministro da Agricultura, Horst Seehofer, em fevereiro- suas queixas ainda permanecem em grande parte ignoradas.

Mesmo quando os apicultores recorrem à Justiça, como fizeram recentemente em um esforço conjunto com a sucursal alemã da organização de agricultura orgânica Demeter International e outros grupos contrários ao uso de plantações de milho geneticamente modificado, eles só podem sonhar com o tipo de atenção da mídia que grupos ambientalistas como o Greenpeace atraem com seus protestos em locais de teste.

Mas isto poderá mudar em breve. Desde novembro passado, os Estados Unidos estão vendo um declínio das populações de abelhas tão drástico que ofusca todas as ocorrências anteriores de mortalidade em massa. Os apicultores na Costa Leste dos Estados Unidos se queixam de terem perdido mais de 70% de suas colônias desde o final do ano passado, enquanto a Costa Oeste vê um declínio de até 60%.

Em um artigo em sua seção de negócios no final de fevereiro, o "New York Times" calculou os prejuízos que a agricultura americana sofreria em caso de dizimação das abelhas. Especialistas da Universidade de Cornell, no interior de Nova York, estimaram o valor que as abelhas geram -polinizando plantas responsáveis por frutas e legumes, amendoeiras e trevos que alimentam animais- em mais de US$ 14 bilhões.

Os cientistas chamam o fenômeno misterioso de "Colony Collapse Disorder" (CCD, desordem de colapso da colônia) e ele está se transformando rapidamente em uma espécie de catástrofe nacional. Várias universidades e agências do governo formaram um "Grupo de Trabalho para CCD" para procurar as causas da calamidade, mas até o momento continuam de mãos vazias. Mas, como Dennis van Engelsdorp, um apicultor do Departamento de Agricultura da Pensilvânia, eles já estão se referindo ao problema como uma potencial "Aids do setor de apicultura".

Uma coisa é certa: milhões de abelhas simplesmente desapareceram. Na maioria dos casos, tudo o que resta nas colméias são proles condenadas. Mas as abelhas mortas não são encontradas - nem nas colméias e nem em qualquer lugar próximo delas. Diana Cox-Foster, um membro do Grupo de Trabalho para CCD, disse ao "The Independent" que os pesquisadores estão "extremamente alarmados", acrescentando que a crise "tem o potencial de devastar o setor de apicultura americano". É particularmente preocupante, disse ela, o fato da morte das abelhas ser acompanhada por um conjunto de sintomas "que não parece se enquadrar em nada na literatura".

Em muitos casos, os cientistas encontraram evidência de quase todos os vírus de abelha conhecidos nas poucas abelhas sobreviventes encontradas nas colméias, após a maioria ter desaparecido. Algumas apresentavam cinco ou seis infecções ao mesmo tempo e estavam infestadas de fungos - um sinal, disseram especialistas, de que o sistema imunológico dos insetos pode ter entrado em colapso.

Os cientistas também estão surpresos com o fato de abelhas e outros insetos geralmente deixarem as colméias abandonadas intactas. Populações próximas de abelhas ou parasitas normalmente atacariam os depósitos de mel e pólen das colônias que morreram por outros motivos, como um frio excessivo no inverno. "Isto sugere que há algo tóxico na própria colônia que os repele", disse Cox-Foster.

Walter Haefeker, o diretor da associação alemã de apicultura, especula que "além de vários outros fatores", o fato de plantas geneticamente modificadas, resistentes a insetos, atualmente serem usadas em 40% das plantações de milho americanas pode ter um papel. O número é muito menor na Alemanha -apenas 0,06%- e a maioria se encontra nos Estados do leste, de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Brandemburgo. Haefeker recentemente enviou a um pesquisador do Grupo de Trabalho para CCD alguns dados de um estudo de abelhas que ele há muito sente que mostra uma possível conexão entre a engenharia genética e a doença nas abelhas.

O estudo em questão é um pequeno projeto de pesquisa realizado na Universidade de Jena, de 2001 a 2004. Os pesquisadores examinaram os efeitos do pólen de uma variante geneticamente modificada de milho, chamada "milho Bt", sobre as abelhas. Um gene de uma bactéria do solo foi inserido no milho, que permitiu à planta produzir um agente que é tóxico a pragas de insetos. O estudo concluiu que não havia evidência de "efeito tóxico do milho Bt em populações saudáveis de abelhas". Mas quando, por acaso, as abelhas usadas nas experiências foram infestadas por um parasita, algo estranho aconteceu. Segundo o estudo da Jena, "um declínio significativamente forte no número de abelhas" ocorreu entre os insetos que se alimentaram de uma ração altamente concentrada de Bt.

Segundo Hans-Hinrich Kaatz, um professor da Universidade de Halle, no oeste da Alemanha, e diretor do estudo, a toxina bacteriana no milho geneticamente modificado pode ter "alterado a superfície dos intestinos das abelhas, o suficiente para enfraquecê-las e permitir a entrada dos parasitas - ou talvez tenha sido o contrário. Nós não sabemos".

É claro, a concentração da toxina era dez vezes superior nas experiências do que no pólen normal do milho Bt. Além disso, a ração das abelhas foi ministrada ao longo de um período relativamente longo de seis semanas. Kaatz preferia ter continuado estudando o fenômeno, mas carecia dos recursos necessários. "Aqueles que têm o dinheiro não estão interessados neste tipo de pesquisa", disse o professor, "e aqueles que estão interessados não tem o dinheiro".

Tradução: George El Khouri Andolfato

A farra dos sacos plásticos

Texto de André Trigueiro*
Fonte: Viva Rio (www.ecopop.com.br)



O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos.

Todos os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico.
O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico.
Nossa dependência é tamanha, que quando ele não está disponível, costumamos reagir com reclamações indignadas.

Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico. Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa. A caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez. Pelas razões que explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem.

A plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções.

Feitos de resina sintética originadas do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza.
Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural.



No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD).
No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis e dificultando a compactação dos detritos.

Essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil, já justificou mudanças importantes na legislação e na cultura de vários países europeus.
Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania. Quem não anda com sua própria sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade.

A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários? Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de anti-ecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha.

Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha, e mochilas. Em toda a Grã-Bretanha, a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis. Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados na rede serão feitos de um material que, segundo testes em laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartados.



Com um detalhe interessante: se por acaso não houver contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para microorganismos encontrados na natureza.

Não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza.
O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente) e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral, e dos sacos plásticos em particular.

A única iniciativa de regulamentar o que hoje acontece de forma aleatória e caótica, foi rechaçada pelo Congresso na legislatura passada.
O então deputado Emerson Kapaz foi o relator da comissão criada para elaborar a “Política Nacional de Resíduos Sólidos”. Entre outros objetivos, o projeto apresentava propostas para a destinação inteligente dos resíduos, a redução do volume de lixo no Brasil, e definia regras claras para que produtores e comerciantes assumissem novas responsabilidades em relação aos resíduos que descartam na natureza, assumindo o ônus pela coleta e processamento de materiais que degradam o meio ambiente e a qualidade de vida.
O projeto elaborado pela comissão não chegou a ser votado. Não se sabe quando será. Sabe-se apenas que não está na pauta do Congresso.

Omissão grave dos nossos parlamentares que não pode ser atribuída ao mero esquecimento. Há um lobby poderoso no Congresso trabalhando no sentido de esvaziar esse conjunto de propostas que atinge determinados setores da indústria e do comércio.
É preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos. Há muitos interesses em jogo. Qual é o seu?

André Trigueiro é jornalista/pós-graduação em Meio Ambiente pela MEB COPPE/UFRJ/redator e apresentador do Jornal das Dez (Globonews)/apresentador do programa Conexão Verde na Rádio Viva Rio AM (1180 kwz)



Uma luz no fim do túnel...
APOTEK LANÇA A PRIMEIRA EMBALAGEM PLÁSTICA BIODEGRADÁVEL NO BRASIL



A APOTEK se tornou, em julho desse ano, a primeira empresa de fabricação de embalagens plásticas para a indústria farmacêutica a importar a tecnologia do plástico degradável e biodegradável.



A APOTEK nasceu em outubro de 2003 e, em menos de um ano de existência, tem mostrado a que veio.



Além do crescimento vertiginoso e dos altíssimos índices de satisfação de seus clientes por conta da fabricação de uma embalagem farmacêutica de alta performance e um rígido controle de qualidade, também foi a primeira empresa, no setor, a produzir uma embalagem a aceitar três tipos diferentes de tampa: tampar rosca 38 mm, sem lacre; rosca 38 violável e "Child Proof", à prova de crianças.



Este pioneirismo e impulso de superação fizeram com que a APOTEK se tornasse, em julho deste ano, a primeira empresa de fabricação de embalagens plásticas para a indústria farmacêutica a importar a tecnologia do plástico degradável e biodegradável. Este é um lançamento setorizado, mas que leva, para o âmbito nacional e internacional, a questão da importância de se comprometer com o futuro do meio ambiente do planeta. A seguir, uma rápida entrevista com o empresário Ubiratã Barbosa Lima.



Como tornar uma embalagem plástica, biodegradável?


Bira: Basta implementar o aditivo PDQ-H® no processo de fabricação dos plásticos comuns, tornando o produto final degradável e biodegradável. Este agente acelerador de degradação é fornecido pela empresa norte-americana Willow Ridge Plastics Inc.



Por que lançar uma embalagem biodegradável?


Bira: As empresas que quiserem se diferenciar no mercado global, além de oferecer preço, qualidade e facilidades, devem demonstrar uma preocupação clara com o meio ambiente.

Pensando nisso, fomos buscar a opção da embalagem farmacêutica biodegradável, que reduz o problema da eliminação do lixo plástico de 100 para alguns anos ou até meses, podendo ser, esse tempo, previamente programado de acordo com as necessidades apresentadas pelo cliente. Este é, sem dúvida nenhuma, um avanço, não apenas para o setor farmacêutico, mas para toda a humanidade.



Extraído do GuiaFarmacêutico Consulfarma - outubro de 2004. Por Janaína Silva

Noz: no coração e na memória

Você tem o hábito de ingerir nozes regularmente ou é daqueles que só consome este alimento na época de Natal? Caso você seja do “segundo grupo”, saiba que o hábito de comer nozes pode fazer bem para o coração e também combater a perda de memória provocada pela doença de Alzheimer.

Pesquisas feitas por cientistas americanos, mostram que comer uma pequena porção de nozes ajuda a diminuir o mau colesterol(LDL), reduzindo assim a possibilidade de ataques cardíacos. A noz é rica em proteína, gordura monoinsaturada e sais minerais como magnésio, cálcio e zinco, além de ser rica em fibras.

Este alimento também tem outro componente fundamental para a saúde: a vitamina E, um antioxidante natural que ajuda a combater os radicais livres e segundo estudos feitos também nos Estados Unidos e na Holanda, mostra que pessoas com mais de 65 anos, que consomem vitamina E com regularidade, tem menos propensão a desenvolver o Mal de Alzheimer, que provoca a perda progressiva da memória.

Os estudos revelam ainda que a vitamina E encontrada nas nozes, é a alfa-tocoferol, considerada o tipo desta vitamina que melhor é absorvido pelo organismo. E as nozes não são uma preocupação para quem está em busca de uma melhor forma física, pois uma pequena porção tem em torno de 160 calorias.

Por Marco de Cardoso

Fonte: Yahoo Bem Estar

Crise: cientistas contra a indústria da soja


por Jane Phillimore

Doze anos atrás, visitei um terapeuta alternativo com alguns sintomas de saúde pouco específicos. Quase nem tinha sentado ainda quando ele disse que minha dieta precisava de uma atenção especial - eu tinha que cortar todo laticínio, trigo, álcool e cafeína, e substituir as proteínas por leite de soja e tofu. Hoje em dia esse tipo de conselho é rotina, mas naquela época me pareceu glamourosamente radical: tive que procurar uma loja natural para comprar um estoque de leite de soja, porque a disponibilidade era mínima no mercado comum e as salsichas de soja eram apenas um brilho no olhar de Linda McCartney.

Na ocasião perdi um bocado de peso e me senti muito rejuvenescida. Tanto que, quatro meses depois, comecei a comer normalmente de novo. Até porque, como foi reconhecido agora, a soja, longe de ter as propriedades mágicas de saúde que a brigada da medicina alternativa proclama sem cessar, pode na verdade ser ruim para nós. Sua reputação de agir contra o câncer, baixar o colesterol e combater a osteoporose é baseada em má ciência e marketing superlativo da poderosa indústria da soja.

No mundo inteiro as evidências são contra a soja.

No Reino Unido os estudos são amplos e já confirmaram, por exemplo, que a fórmula infantil de soja (único alimento de 6.500 bebês atualmente) tem um efeito estrogênico em ratos.

A soja contém altas quantidades de várias toxinas químicas que não podem ser completamente destruídas nem por um longo cozimento. São:

fitatos, que bloqueiam a absorção de minerais pelo corpo

inibidores de enzimas, que atrapalham ou impossibilitam a digestão de proteínas, e

hemaglutinas, que fazem as células vermelhas do sangue se aglutinarem, inibindo a absorção de oxigênio e o crescimento.

Pior do que isso, a soja contém altos níveis dos fitoestrógenos (também conhecidos como isoflavonas) genisteína e daidzeína, que emulam e às vezes bloqueiam o hormônio estrógeno.

O lobby da soja argumenta que os japoneses comem grandes quantidades de soja e, como resultado, têm baixos índices de câncer de seio, útero, cólon e próstata.

Este é o grande mito sobre o qual se constrói a idéia de que soja é saudável. Em primeiro lugar, os japoneses não consomem tanta soja; um estudo de 1998 mostrou que um homem japonês típico ingere cerca de 8 g (2 colheres de sopa) por dia, nada semelhante aos 220 g que um ocidental consumiria comendo um pedação de tofu e dois copos de leite de soja.

Em segundo lugar, embora os japoneses tenham índices menores de câncer no aparelho reprodutor, pensa-se que isso se deve a outros fatores dietéticos e de estilo de vida: eles comem menos carnes gordurosas, mais peixe e vegetais e menos comidas processadas e enlatadas do que numa dieta ocidental típica.

Finalmente, os asiáticos têm níveis muitos mais altos de câncer na tiróide e no aparelho digestivo, incluindo câncer de estômago, pâncreas, fígado e esôfago.

Sou vegetariano e consumo tofu e leite de soja aos montes. Devo parar?

A soja se tornou a carne e o leite dos vegetarianos, a maior fonte de proteína de sua dieta. Mas comer soja na verdade coloca os vegetarianos em sério risco de deficiências minerais, incluindo cálcio, cobre, ferro, magnésio e especialmente zinco. Segundo o dr. Mike Fitzpatrick, bioquímico da Nova Zelândia que mantém um website de informações sobre a soja (http://www.soyonlineservice.co.nz), isso ocorre porque a soja contém altos níveis de ácido fítico, que bloqueia a absorção de minerais essenciais no trato digestivo. Para reduzir os efeitos de uma dieta rica em fitato você precisaria comer, como os japoneses, bastante carne ou peixe com pedacinhos de soja.

Tenho intolerância ao leite de vaca - deveria mudar para o leite de soja?

A soja se tornou a opção da moda para pessoas que "não toleram" laticínios. É pouco sabido que a soja é o segundo alergênico mais comum. Apenas 1 por cento da população é verdadeiramente alérgica ao leite de vaca, e destes, 2/3 serão intolerantes também ao leite de soja. Além do mais, o leite de soja é rico em alumínio. Isto porque sua proteína passa por processos de acidificação em tanques de alumínio para ser isolada. Não admira que o gosto seja ruim.

A soja pode afetar a tiróide?

Já se sabe há anos que os fitoestrógenos da soja deprimem a função da tiróide. No Japão, pesquisa de 1991 mostrou que 30 g de soja por dia resultam num grande aumento de hormônio estimulante da tiróide. Isso pode causar bócio, hipotiroidismo e doença autoimune da tiróide (síndrome de Hashimoto).

Estou grávida. Devo evitar a soja?

Provavelmente, e especialmente se você for vegetariana. Um novo estudo sobre bebês nascidos de mães vegetarianas mostrou que os meninos têm um risco cinco vezes maior de hypospadia, um defeito congênito do pênis. Os pesquisadores sugerem que isso se deve à maior exposição a comidas ricas em fitoestrógenos, especialmente soja. Níveis impróprios de hormônios como os causados por um alto consumo de soja durante as 12 primeiras semanas de gravidez também pode prejudicar o desenvolvimento cerebral do feto.

Mas certamente posso alimentar meu bebê com fórmula à base de soja, não? Deve ser seguro: está disponível em todos os supermercados e farmácias.

"Bebês alimentados com soja estão servindo de cobaias numa experiência enorme, sem controle ou monitoração", disse Daniel Sheehan, diretor do Centro Nacional de pesquisa Toxicológica do FDA (USA), em 1998. A única comida de um recém-nascido é o leite que ele toma: um bebê alimentado com leite de soja recebe estrogênio equivalente a cinco pílulas anticoncepcionais por dia, segundo Mike Fitzpatrick. Os níveis de isoflavona desses bebês sào 13.000 a 22.000 vezes mais altos que nos bebês não alimentados com soja.

Como resultado dessa sobrecarga de fitoestrógenos, bebês alimentados com soja têm risco dobrado de desenvolver anomalias da tiróide, incluindo bócio e tireoidite autoimune. Os meninos podem ter o amadurecimento físico retardado, e as meninas podem entrar na puberdade muito cedo (1% das meninas atualmente mostram sinais de puberdade, como desenvolvimento dos seios e pelos púbicos, antes dos três anos de idade), além de infertilidade. Os pesquisadores também sugerem que diabetes, mudanças no sistema nervoso central, comportamento emocional oscilante, asma, problemas imunológicos, insuficiência pituitária e síndrome do cólon irritável podem ser causados pelo alto consumo de fitoestrógenos na infância. No ano passado, componentes da soja também foram implicados no desenvolvimento da leucemia infantil.

A soja pode ajudar no câncer de próstata?

Há pessoas que acreditam nisso. Michael Milken consome 40 g de proteína de soja todos os dias com essa esperança. A ciência é menos conclusiva - um estudo recente sobre nipo-americanos vivendo no Hawaii mostra que homens que comeram duas ou mais porções de tofu por semana durante a meia idade não só tiveram envelhecimento cerebral acelerado, e mais do dobro de incidência de Alzheimer e demência, como também pareciam cinco anos mais velhos do que os que não comiam.

Minha mãe morreu de câncer no seio e eu fui aconselhada tanto pela medicina convencional quanto pela alternativa a aumentar minha ingestão de soja para me proteger da doença. Isso acontece?

A evidência é altamente inconclusiva. Em "The Brest Cancer Protection Diet", publicado no ano passado, o dr Bob Arnot afirma que comer entre 35 g e 60 g de proteína de soja diariamente protege contra o câncer do seio porque aumenta a presença de genisteína, que é um bloqueador do estrogênio. Mas isto ignora a evidência contrária: em 1966, pesquisas mostraram que mulheres que comiam soja tiveram aumentada a incidência de hiperplasia epitelial, uma condição que pressagia a malignidade. Em 1997, a genisteína na dieta mostrou estimular as células do seio humano a entrar no ciclo das células cancerosas. Em resultado, os pesquisadores aconselharam as mulheres a não comer produtos da soja para evitar o câncer de seio.

Mas a soja previne a osteoporose, fragilidade óssea que afeta particularmente as mulheres após a menopausa?

Não. Na verdade, a soja bloqueia o cálcio e causa deficiência em vitamina D - e ambos são necessários para ossos fortes, dizem as nutricionistas e especialistas em soja Sally Fallon e Mary G Enig.

Existe algum tipo de produto de soja que eu possa comer em segurança?

Sim. Produtos fermentados da soja, como molho de soja, tempê e missô. O longo processo de fermentação neutraliza os efeitos das toxinas naturais da soja.

É possível evitar a soja?

É difícil. Você pode parar de ingerir produtos óbvios como tofu e leite de soja, mas ela também pode ser encontrada em cereais matinais, sorvete, hambúrgueres, lasanha e toda sorte de coisinhas assadas como bolos, biscoitos, tortillas, pão. Leia os rótulos cuidadosamente e coma comidas orgânicas sempre que for possível.

Por último: o lobby pró-soja sempre diz que, nos Estados Unidos, um quarto da população foi alimentado com fórmula infantil de soja durante 30 a 40 anos, sem problemas adversos de saúde. Então, por que eu deveria me preocupar?

Os cientistas estão apenas começando a pesquisar e entender os efeitos nocivos a longo prazo que podem ser causados pelo consumo de grandes quantidades de soja. Como escrevem Fallon e Enig: "A indústria soube por muitos anos que a soja contém muitas toxinas. Primeiro disse ao público que as toxinas eram removidas pelo processamento. Depois alegaram que essas substâncias eram benéficas." Parece que há uma grande batalha pela frente.

O original deste artigo foi republicado por www.mercola.com, site do médico Joseph Mercola, que faz o seguinte comentário:

"Um excelente relatório ilustrando os perigos e equívocos mais comuns quanto à soja.

Um ponto do artigo com o qual não concordo, entretanto, é a afirmação de que somente 1% da população é alérgica a leite de vaca. Embora isso possa ser verdade através dos meios convencionais de diagnose, uma grande maioria da população tem algum grau de alergia ou sensibilidade ao leite de vaca, e ficaria melhor se o evitasse completamente. Seria melhor evitar tanto o leite de vaca quanto o 'leite' de soja e beber somente água."

Para mais informações, visite

http://www.soyonlineservice.co.nz

http://www.westonaprice.org

http://www.nexusmagazine.com/

http://www.brain.com/

The Trouble With Tofu: Soy and the Brain

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