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sábado, 14 de abril de 2007

Plantas extraterrestres podem ser de todas as cores menos azuis

Um piquenique num planeta distante que orbite uma estrela anã vermelha pode ser feito estendendo o cobertor sobre relva preta ou comendo vegetais cor-de-rosa, revela um novo modelo agora conhecido.

Atendendo a que ainda não descobrimos bactérias, o que fará pequenos homenzinhos verdes ou palmeiras roxas, noutros planetas, pode parecer ridículo gastar tempo a pensar como devem ser as plantas noutros locais do universo mas os cientistas dizem que pensam que a experiência pode ser útil para nos ajudar a procurar paisagens luxuriantes noutros sistemas solares.

Nancy Kiang, biometeorologista do Goddard Institute for Space Studies da NASA em Nova Iorque, realizou um modelo das condições atmosféricas e solares de outros planetas para verificar quais os que poderiam ser adequados à vida fotossintética e que aspecto essas formas de vida teriam.

As estrelas anãs vermelhas, por exemplo, apenas emitem uma fracção da luz visível produzida pelo nosso Sol, o que significa que as plantas em planetas que orbitam essas estrelas absorveriam toda a luz visível que pudessem, em vez de reflectirem alguns comprimentos de onda, especula Kiang. Isso significa que seriam pretas.

E haverá uma cor que uma planta não pode ter? Kiang pensa que é pouco provável que as plantas sejam azuis, independentemente do ambiente planetário.

Kiang não é a primeira a pensar nesta questão. H.G. Wells, sem as restrições dos modelos atmosféricos, deu a Marte um vívido reino de vegetais cor de sangue na sua novela "A guerra dos mundos" de 1898.

Kiang fez uma abordagem mais académica ao analisar sistemas fotossintéticos conhecidos da Terra para ter uma ideia das limitações que poderiam restringir a fotossíntese noutros planetas. A Terra já fornece uma grande variedade de cores e pigmentos, desde os verdes das plantas terrestres aos roxos e púrpuras de algumas bactérias fotossintéticas e aos vermelhos de algumas algas.

A cor reflectida por cada um destes organismos é composta por comprimentos de onda que a fotossíntese não aproveitou, tipicamente aqueles que são pouco úteis. A cor de um planta, portanto, depende da qualidade de luz que recebe e essa depende, por sua vez, das propriedades da estrela local e dos filtros atmosféricos que atravessa.

A luz que atinge a Terra, por exemplo, é rica em verde mas as plantas terrestres desprezam frequentemente esta aparentemente rica fonte de energia. Alguns investigadores assumiram que a reflexão da luz verde não foi mais do que uma argolada evolutiva, um dos casos em que o acaso não produziu a solução mais eficiente.



Mas a luz verde não é tão rica em fotões como a luz vermelha, nem tão energética como a luz azul, logo apesar das plantas parecerem desperdiçar energia por não recolherem o verde abundante, Kiang pensa que elas apenas focaram esforços na recolha dos mais nutritivos vermelhos e azuis.

A equipa pensa que todas as plantas estarão ansiosas em captar a luz azul rica em energia, o que exclui o surgimento de folhas azuis. "De modo geral, as plantas vão querer usar toda a luz azul que puderem", diz Victoria Meadows, astrónoma do Institute of Technology de Pasadena, Califórnia, e colaboradora no estudo.

Os resultados de Kiang indicam que uma vasta gama de sistemas solares, desde os com as quentes estrelas de classe F aos relativamente pálidos com anãs vermelhas de classe M, devem ser capazes de apresentar vida vegetal com cores variadas. "Estes planetas podem ter uma produtividade à escala global comparável à da Terra", diz Kiang "O que significa que se quisermos detectá-los através de telescópios, pode haver o suficiente para se ver."

Os telescópios ainda não conseguem ver as cores dos planetas rochosos distantes mas a equipa espera que o seu trabalho possa ser usado para a construção de instrumentos que detectem as assinaturas espectrais características da vida fotossintética. O modelo ajuda a mostrar quais os comprimentos de onda que as plantas em diversos planetas absorveriam com maior probabilidade, criando uma assinatura de vida para diferentes situações planetárias.

Os modelos de Kiang são úteis porque podem ajudar os astrónomos a construir os seus telescópios espaciais com a ideia da busca por vida fotossintética, diz o astrónomo Eric Ford, do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics de Cambridge, Massachusetts. Assumir que os organismos fotossintéticos de outros planetas seguirão as mesmas regras que os da Terra é um pouco forçado mas quando a tarefa é prever que tipo de vida existirá noutros planetas não há muitas opções. "A razão porque procuramos é precisamente porque não sabemos", diz Ford.




Saber mais:

NASA Astrobiology Institute

NASA Goddard Institute for Space Studies

Arizona State University - Fotossíntese

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