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quarta-feira, 11 de abril de 2007

Medicamentos e alimentos

Muitos medicamentos têm o poder de eliminar certos nutrientes necessários ao nosso corpo. Pessoas viciadas em laxantes sofrem de perdas grandes de sais minerais e vitaminas.

Alguns tipos de laxativos são irritantes das paredes do intestino, dificultando a absorção dos alimentos, os óleos minerais (para rápidas limpezas intestinais) também carreiam muitas vitaminas e minerais devendo ser usados com cuidado.
Outros medicamentos, como anticoncepcionais, depletam a vitamina B6 do organismo, além do cálcio e ácido fólico, entre outros nutrientes. A longo prazo, pode ser até muito prejudicial para a saúde, principalmente se a mulher tiver uma dieta pobre nesses elementos. Pior ainda se ela for fumante e associar com álcool.
Em outras situações, o aumento do consumo de alimentos, e consequentemente o ganho de peso, são efeitos colaterais, que acontecem em tratamentos com drogas psiquiátricas, como o lítio e o diazepam. Outras drogas apresentam efeito colateral inverso, provocando perda do apetite, o que pode levar a uma carência nutricional. Atenção especial deve ser dada às crianças que usam anfetaminas (indicada para hiperativadade), pois há evidências de retardo do crescimento se o uso for prolongado.
Há drogas ainda que provocam modificações no paladar ou uma redução da percepção do sabor dos alimentos e uma sensação desagradável na boca. Drogas usadas no tratamento de quimioterapia no câncer freqüentemente alteram o paladar e provocam náusea e vômito, o que acaba reduzindo o consumo de alimentos. Nesse caso, assim como em vários outros, o acompanhamento nutricional do paciente é tão importante quanto o acompanhamento farmacoterápico para compensar estas perdas.
Certos medicamentos inibem a síntese de enzimas, porque competem com vitaminas para suas estruturas, essas drogas são chamadas de antivitaminas. Os agentes quimioterápicos utilizam esse princípio para impedir a replicação e induzir a morte da célula tumoral, pois competem com o ácido fólico, sem o qual não há síntese de DNA, provocando assim uma deficiência desse nutriente.
Algumas drogas também podem formar um complexo com o nutriente, tornado-o não-disponível para utilização pelo organismo. A isoniazida por exemplo, utilizada no tratamento prolongado da tuberculose, forma um complexo com a vitamina B6, interferindo em seu metabolismo, podendo levar a uma deficiência.
A associação de álcool com medicamentos é séria. Primeiro porque o álcool interfere na absorção, sendo também um indutor enzimático (pode acelerar ou retardar o metabolismo). Com isso, a droga é eliminada rapidamente ou pode haver acúmulo dela no organismo, promovendo, neste último caso, intoxicação ou necessidade de ingestão de doses cada vez maiores. O álcool também depleta a tiamina, vitamina B12, magnésio, zinco, e uma porção de vitaminas, sais e minerais.
A mistura de coca-cola com alguns medicamentos, como a elementar aspirina são altamente irritativos da mucosa gástrica. Os viciados em antiácidos deveriam saber que alteram significativamente o pH gastrointestinal, prejudicando muito a absorção dos alimentos e gerando futuros problemas mais complicados. Todo medicamento deve ser utilizado só quando estritamente necessário. Uma alimentação balanceada e variada é capaz de suprir as necessidades orgânicas, promovendo a saúde.
Nenhuma substância ingerida é totalmente inócua, por isso, o cuidado e atenção ao que utiliza é importante procurando compensar as carências provocadas pelos medicamentos. Não podemos perder de vista o valor dos alimentos e da nutrição balanceada para a boa saúde e até para a própria cura.

Magali Rogge Mugnaini Abrão - Nutricionista

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