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terça-feira, 18 de março de 2008

Proposta da União de protecção aos tubarões

Cientistas de renome na área da oceanografia receberam com agrado a proposta da Comissão Europeia para a criação de um plano de acção de conservação dos tubarões.

Sarah Fowler, co-presidente do grupo de especialistas em tubarões da IUCN, descreveu o plano como "óptimas notícias" para estes animais.

Cerca de 32% das espécies de tubarão encontradas no Atlântico nordeste estão classificadas como ameaçadas de extinção. As principais ameaças a estes animais de crescimento lento são a pesca excessiva e o facto de serem frequentemente capturas secundárias.

Fowler referiu que espécies como o tubarão-anjo e a raia comum estão entre as espécies que estão a ser avaliadas relativamente à possibilidade de passarem a ser listadas como 'criticamente ameaçadas' pela Lista Vermelha da IUCN, que foi actualizada pela última vez em 2007.

"A estrutura da proposta da Comissão Europeia é fantástica, o que me faz sentir muito mais optimista", diz Fowler.

O Plano de Acção da Comissão para os Tubarões, que será apresentado no Parlamento Europeu aos estados membros no final do ano, foi concebida para reverter o declínio dos tubarões nas águas europeias.

Nela afirma-se que um número de factores são responsáveis por esta tendência de declínio, onde se incluem a melhoria da tecnologia das pescas, processamento e marketing, a expansão das populações humanas e o declínio do stock de outras espécies de peixe.

"Tudo isto tornou os tubarões um recurso pesqueiro mais valioso. Assim, as capturas de tubarão experimentaram um crescimento rápido desde meados dos anos 80, com uma crescente procura de produtos de tubarão", pode ler-se na proposta.

A proposta acrescenta que a procura foi particularmente elevada por barbatanas de tubarão nos mercados asiáticos mas que a carne, pele e cartilagem também tiveram procura acentuada.

Entre 1984 e 2004, as capturas mundiais de tubarões cresceram de 600 mil para mais de 810 mil toneladas. Para além disso, milhares de tubarões foram apanhados acidentalmente todos os anos na pesca de linha longa do atum, desde que esta prática foi implementada em meados da década de 60.

A organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) apresentou um plano de acção internacional para a conservação de gestão dos tubarões mas a União Europeia não adoptou todas as medidas voluntárias que este exigia.

A Comissão Europeia referiu na altura que não achava que medidas adoptadas por estados membros pudessem ser suficientes para reconstruir as carenciadas populações de tubarões.


Fowler comentou num encontro científico da Zoological Society de Londres que a chave para o sucesso do plano de acção da Comissão Europeia seria uma eficaz gestão das águas comunitárias, que só poderia basear-se numa melhoria dos dados recolhidos.

Ela explicou que esta situação teria que incluir uma melhoria no investimento nos dados de capturas, biológicos e comerciais disponíveis. Também seria necessário sermos capazes de avaliar as ameaças às populações, bem como identificar e proteger os habitats críticos para a sua sobrevivência.

A Shark Alliance, uma coligação de organizações de conservação, de pesca e científicas, refere que até 73 milhões de tubarões são capturados e mortos todos os anos para o comércio global de barbatanas.

As barbatanas, exportadas para a Ásia onde são transformadas em sopa de barbatana de tubarão, estão entre os mais caros produtos marinhos, alcançando valores até € 500 por quilograma.

A prática de cortar as barbatanas, que decorre com o animal vivo, que depois é atirado de volta ao mar para morrer afogado, foi proibida pela Europa mas ainda é permitida quando existe para tal uma licença.

Ainda mais, a União Europeia, principalmente Espanha, continua a ser um dos principais exportadores de barbatanas de tubarão para a China e para Hong Kong.

A IUCN deve publicar a primeira Lista Vermelha Global dos Tubarões, a mais completa avaliação taxonómica alguma vez feita, em Outubro de 2008.


Fonte: Simbiotica

Saber mais:

ZSLPublicar postagem

IUCN

Shark Alliance

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