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sexta-feira, 21 de março de 2008

Música estimula áreas do cérebro afetadas por derrame cerebral, facilitando a recuperação de pacientes

Música estimula áreas do cérebro afetadas por derrame cerebral, facilitando a recuperação de pacientes
Estudo publicado na revista científica Brain sugere que escutar música pode auxiliar a recuperação de pacientes que sofreram derrame cerebral. Teorias tentam explicar o impacto dos estímulos musicais na recuperação dos pacientes: eles poderiam agir diretamente nas áreas do cérebro afetadas pelo derrame, estimular os mecanismos relacionados à habilidade do cérebro em recompor as redes nervosas após o derrame, além de agir nas áreas do sistema nervoso relacionadas ao prazer, à gratificação e à memória.


Cientistas da Universidade de Helsinque, na Finlândia, realizaram o estudo com 60 pacientes internados para se recuperar de derrame sofrido na artéria cerebral média direita ou esquerda. Estes apresentavam problemas de cognição, como dificuldade de concentração e memória.


Os pacientes foram divididos em três grupos: o primeiro foi exposto diariamente a músicas que eles mesmos escolhiam, o outro era formado por pacientes que ouviam livros-áudio e o terceiro não foi exposto a nenhum tipo de estímulo auditivo.


Após três meses de acompanhamento, a memória verbal melhorou em 60% nos pacientes que ouviam música, comparado com apenas 18% do grupo dos livros-áudio e 29% entre os pacientes que não receberam estímulos auditivos. Além disso, os pacientes do grupo que ouviu música demonstraram uma melhora de 17% na concentração e na habilidade de controlar e realizar operações mentais e resolver problemas.


Os resultados indicam que a música, quando escutada principalmente nos primeiros dois meses após o derrame, pode induzir mudanças positivas, a longo prazo, nas funções cognitiva e emocional. Além de ser uma terapia barata e de fácil realização.


Ainda que não seja possível afirmar que a terapia musical irá funcionar para todos os pacientes, mais estudos são necessários. Ouvir música deveria ser considerado um tratamento adicional a outras formas de tratamento, como a terapia da fala ou a reabilitação neuropsicológica.


Fonte: Brain - A Journal of Neurology

21 de fevereiro de 2008

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