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sexta-feira, 25 de maio de 2007

Estudo sugere aumento 'catastrófico' do nível do mar

Geleiras da Groenlândia
Geleiras da Groenlândia estão se movimentando mais rapidamente
O nível do mar pode subir de maneira catastrófica nos próximos séculos se os gases de efeito estufa continuarem a subir no ritmo atual, dizem especialistas.

Um estudo publicado na revista especializada Science sugere que um patamar que poderia provocar um aumento do nível do mar de vários metros pode ser alcançando antes do fim deste século.

Os cientistas usaram períodos de aquecimento registrados há milhares de anos para prever o que pode acontecer no futuro.

Em 2100, a Groenlândia poderia estar tão quente quanto esteve 130 mil anos atrás, quando o derretimento do gelo fez com que o nível do mar subisse de 3 a 4 metros.

A conclusão é que o mesmo aumento poderia acontecer se o atual aquecimento continuar.

Os resultados vêm de dois estudos publicados por especialistas da Universidade do Arizona, em Tucsion, liderados por Jonathan Overpeck.

Os dados também mostram que o atual ritmo do aquecimento global pode levar ao colapso de metade da camada de gelo na Antártida Ocidental em 500 anos.

Lição do passado

A equipe usou programas de computador para simular o clima da terra 130 mil anos atrás. Na época, a Terra era levemente mais inclina no seu eixo do que hoje, o que fazia com que mais radiação solar chegasse às latitudes do norte.

Os pesquisadores então compararam esses dados com simulações de aquecimento para o futuro para saber quanto o nível do mar poderia subir.

Eles estimam que o aumento pode passar de um metro por século.

"Esses processos de recuo das placas de gelo já estão acontecendo. Mas leva algum tempo para que isso provoque um aumento do nível do mar. O nosso estudo mostra, no entanto, que se a Terra for aquecida mais de duas vezes do nível de dióxido de carbono existente na era pré-indutrial, nós poderíamos estar entrando numa zona de perigo", afirmou Overpeck.

O cientista Michael Oppenheimer, da Universidade de Princeton, que não participou da pesquisa, disse à revista Science que o clima referente há milhares de anos atrás sempre apresenta uma grande incerteza, mas que ainda assim os resultados deveriam servir como um "aviso muito sério".

'Tremores'

Um outro estudo publicada na Science mostra que 'tremores' causados por movimentos repentinos das geleiras da Groenlândia estão aumentando.

Algumas das geleiras, que são tão grandes como Manhattan e tão altas como o Empire Estate Building, podem mover 10m em menos de um minuto, segundo cientistas da Universidade de Harvard. Isso seria suficiente para provocar ondas sísmicas.

Não apenas a freqüencia desses eventos aumentou, como eles também aparentam acontecer mais no fim do verão do que em outras épocas do ano.

Quando água se acumula na base de uma geleira, ela age como um lubrificante, causando o movimento de grandes blocos.

"As geleiras da Groenlândia despejam grande quantidade de água nos oceanos, então as conseqüências para a mudança climática são grandes. Nós acreditamos que um aquecimento mais acentuado do clima poderá acelerar o comportamento que documentamos", disse Meredith Nettles, do observatório Lamont-Doherty, em Nova York.

Fonte BBC Brasil

Água 'superoxigenada' acelera curas

Termograma mostra feridas causadas por diabetes
Problemas de circulação podem prejudicar feridas nos pés
Cientistas americanos desenvolveram uma água "superoxigenada" que, segundo os pesquisadores, acelera a cura de ferimentos.

Segundo a Oculus, companhia da Califórnia que desenvolveu o produto - chamado Microcyn - a nova água superoxigenada não fere tecido humano e foi desenvolvida com a filtragem da água purificada por uma membrana salina semipermeável - e por isso mata vírus, bactérias e fungos.

A informação foi publicada na revista científica New Scientist e apresentada na semana passada em uma conferência biomédica em Monte Carlo, Mônaco.

Segundo os cientistas, feridas de pacientes com diabetes, tratadas com o novo produto e um antibiótico, foram curadas em 43 dias - em média - comparados com os 55 dias necessários para curar pacientes com um antibiótico e iodo.

Ingrediente

Íons oxicloro - as espécies de cloro oxigenadas, incluindo hipoclorito e outras - são os ingredientes básicos, pois perfuram rapidamente as paredes de micróbios soltos e matam estes micróbios. Células humanas são poupadas, pois estão unidas em uma matriz, segundo Hoki Alimi, fundador da Oculus.

"Microcyn mata apenas células que consegue cercar completamente", disse.

Água sanitária também tem várias moléculas eletricamente carregadas, como o hipoclorito, mas em uma concentração bem mais alta do que a água.

As pesquisas mostraram que a nova água oxigenada - mesmo contendo 300 vezes menos hipoclorito do que a água sanitária - mata dez variedades de bactérias que são resistentes à água sanitária.

O produto foi aprovado nos Estados Unidos para a limpeza de feridas. Mas alguns médicos vão além no uso da nova água oxigenada, aplicando o produto repetidamente na ferida.

"Quando você aplica com um spray (na ferida) você vê o tecido tratado ficar rosado, e depois ficar carnudo, o que é bom, pois significa que o fornecimento de oxigênio (na área afetada pela ferida) foi retomado", disse Cheryl Bongiovanni, diretor de tratamento de feridas no Hospital Lake District, em Lakeview, Oregon.

O hospital usou o Microcyn em mil pacientes diabéticos com feridas nos pés e pernas nos últimos 18 meses.

A segunda fase dos testes do produto e do seu potencial para cura de feridas está ocorrendo nos Estados Unidos e Europa.

"Parece promissor. Esperamos (que o produto) confirme nossa boa experiência inicial", disse Andrew Boulton, do Hospital Real de Manchester, na Grã-Bretanha, que está realizando um destes testes.

Tracy Kelly, da organização britânica Diabetes UK, disse que 15% das pessoas com diabetes que desenvolvem feridas nos pés acabam tendo que amputar um membro. "Aprovamos qualquer tratamento eficaz e seguro que possa ajudar na aceleração da recuperação", disse.

Fonte BBC Brasil

Fotos mostram criaturas bizarras do fundo do mar

Polvo Dumbo
Muitos dos seres mostrados no livro nunca foram fotografados antes
Monstros marinhos, fósseis vivos e seres fluorescentes que habitam as partes mais profundas do oceano podem ser vistos pela primeira vez em imagens registradas pela jornalista e cineasta francesa Claire Nouvian.

Graças ao avanço tecnológico nas câmeras, luzes e fotografia digital, ela conseguiu revelar em detalhes sua jornada pelo escuro leito do oceano, em profundidades que chegam a sete quilômetros.

"Foi como se um véu tivesse sido levantado, revelando pontos de vista inesperados, vastos e mais promissores", diz Nouvian.

O resultado do trabalho está no livro The Deep, lançado este mês no Reino Unido e nos Estados Unidos. São 220 fotografias de seres bizarros e surpreendentes, acompanhadas de textos escritos pelos maiores especialistas em oceano profundo no mundo.

Mundo desconhecido

Os oceanos oferecem 99% do espaço onde a vida pode se desenvolver na Terra e o oceano profundo, imerso na escuridão, ocupa 85% dos mares, formando um dos maiores e mais desconhecidos habitats do planeta.

As estimativas atuais do número de espécies a serem descobertas variam entre dez e trinta milhões.

No livro The Deep, Craig M. Young, do Oregon Institute of Marine Biology, escreve que a diversidade biológica no leito do oceano "pode exceder aquela da Floresta Amazônica e da Grande Barreira de Corais juntas".

Mas apesar das imagens reveladoras e surpreendentes da publicação, apenas 5% do leito do oceano já foram mapeados com algum detalhe, o que deixa muito trabalho para a próxima geração de exploradores marinhos.



Fonte BBC Brasil

Maçã na gravidez 'pode reduzir risco de asma em bebês'

Nota: O artigo refere o peixe como fonte de Ômega 3 - esse ácido graxo(ácido gordo em Portugal) encontra-se também em alguns vegetais, nomeadamente a linhaça.

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Publicado a 23 maio, 2007 - Fonte BBC Brasil


Cientistas já sabiam de benefícios da maçã para o pulmão adulto
Bebês de mães que comem muita maçã durante a gravidez têm menos chance de desenvolver asma, segundo estudo feito por uma universidade escocesa.

Os pesquisadores da Universidade de Aberdeen entrevistaram duas mil grávidas sobre os hábitos alimentares delas e depois acompanharam a saúde dos filhos por cinco anos.

Eles constataram que mães que comeram quatro ou mais maçãs por semana eram menos predispostas a ter um filho asmático do que aquelas que comeram a fruta menos de uma vez por semana.

O estudo foi apresentado na conferência da Associação Torácica Americana.

Peixe e eczema

A pesquisa também sugere que comer peixe durante a gravidez diminui os riscos de a criança desenvolver eczema.

É bem menos polêmico aconselhar mulheres a comerem mais fruta do que sugerir que elas tomem mais vitaminas.
Graham Devereux, pesquisador da Universidade de Aberdeen

Os filhos de mulheres que tenham comido pelo menos uma porção por semana de qualquer tipo de peixe durante a gravidez, cortaram pela metade o risco de desenvolvimento de eczema, pelas crianças, nos primeiro cinco anos de vida.

O estudo não fornece nenhuma indicação consistente sobre os motivos para maçãs e peixes terem estes efeitos positivos sobre a saúde das crianças. Nenhuma outra comida parece estar ligada a quedas nos índices de asma e eczema.

No entanto, nutricionistas e médicos já sabem há muito tempo que a maçã pode ter efeitos positivos sobre a saúde pulmonar dos adultos, possivelmente por conta de suas propriedades antioxidantes. E peixes – particularmente aqueles mais oleosos – contém o elemento Ômega 3, que também tem aparentes efeitos positivos sobre a saúde.

Mas pesquisadores sabem que é uma tarefa muito difícil revelar as ligações entre dieta materna e saúde do bebê, devido ao grande número de outros fatores que influenciam no desenvolvimento da criança.

Vitaminas

O projeto da Universidade de Aberdeen – financiado pela entidade beneficente “Asma no Reino Unido” já tinha, no passado, revelado uma conexão entre a ingestão de vitaminas durante a gravidez e a redução nos aparecimento da asma em bebês.

Desta vez, eles admitem que a ligação entre maças e asma não é suficiente para provar em definitivo que o consumo da fruta diminui a incidência da doença, mas é um forte argumento a favor de uma dieta balanceada durante os meses de gravidez.

“Pode haver outros fatores na saúde dos fetos destas mulheres que comem bastante maçã mas claramente há uma associação (entre a doença e o consumo da fruta)”, disse um dos líderes da equipe de pesquisadores, Graham Devereux.

“E certamente é bem menos polêmico aconselhar mulheres a comerem mais fruta do que sugerir que elas tomem mais vitaminas”, conclui.

Saem do ar campanhas que dizem que leite reduz peso

Plantão | Publicada em 14/05/2007 às 13h40m
O Globo Online, com agências internacionais

WASHINGTON - Produtores americanos de laticínios terão de tirar do ar as campanhas publicitárias que sugerem que a ingestão de leite favorece o controle de peso. A Federal Trade Commission, orgão que regula a publicidade nos Estados Unidos, emitiu um comunicado à indústria do leite. A ação é resultado de um processo movido por pela ONG Physicians for Responsible Medicine. Há dois anos, estudos sugeriam que o consumo de leite e derivados ajudava na redução do peso. Os produtores se aproveitaram desses resultados e lançaram campanhas publicitárias para estimular o consumo. Segundo a ONG, porém, ainda são necessárias pesquisas mais aprofundadas antes de se confirmar essa hipótese. A entidade encarava as peças publicitárias, que tinham o aval do Departamento do Agricultura, como propaganda enganosa.

Fonte: O Globo Online

Perguntas e respostas sobre transgênicos

Perguntas e respostas sobre transgênicos (Veja as respostas embaixo ou no site do Greenpeace)
- Por que o Greenpeace se opõe aos transgênicos?

- Quais os danos à saúde e ao meio ambiente causados pelos transgênicos?

- Os transgênicos reduzem a necessidade do uso de agrotóxicos?

- Alguns cientistas e órgãos de pesquisa afirmam que ainda não foi comprovado que o transgênico faz mal à saúde e ao meio ambiente. Por que discriminar a tecnologia?

- Como e para que a soja transgênica Roundup Ready foi modificada geneticamente?

- Como é feito o controle dos alimentos e medicamentos feitos a partir de soja, com relação à presença de OGMs?

- Por que não consumir transgênicos? O que é realmente prejudicial ou não?

- Qual a diferença entre melhoramento genético e modificação genética?

- Existem medicamentos feitos com transgênicos?

- É verdade que estão desenvolvendo cigarros modificados para conter mais nicotina ?

- Existem bananas transgênicas?

- Existe o arroz dourado?

- Por que trabalhar com esta campanha no Brasil? Qual o objetivo do Greenpeace?

- Por que o Greenpeace só menciona a soja e o milho transgênicos?

- Qual a base científica que justifica essa histeria dos transgênicos?

- Por que o Greenpeace não promove uma manifestação pública, em que todos os Estados possam participar ?

- Quando a soja transgênica foi liberada?

- Como posso contribuir com a campanha?



Por que o Greenpeace se opõe aos transgênicos?

Conseqüências desconhecidas - O Greenpeace faz campanha contra a liberação de transgênicos ou organismos geneticamente modificados (OGMs) no meio ambiente e se opõe ao seu uso na alimentação humana e animal. Para a organização, os resultados da utilização de transgênicos são imprevisíveis, incontroláveis e desnecessários.

Perda de Biodiversidade - Sabemos que as conseqüências nocivas de novas tecnologias muitas vezes só poderão ser percebidas após muitos anos. Entre as possíveis conseqüências dos transgênicos, os cientistas prevêem o empobrecimento da biodiversidade, o que pode interferir negativamente no equilíbrio ecológico e na segurança alimentar.

Aumento do uso de agrotóxicos - A utilização de transgênicos com resistência a herbicidas na agricultura pode levar ao aparecimento de “superpragas“ e ao desequilíbrio ecológico do solo, além da contaminação do solo e dos lençóis de água, devido ao uso intensificado de agrotóxicos.

Ameaça à segurança alimentar – Antigamente, pensar em patentear plantas, animais ou genes não poderia sequer ser considerado. Hoje, com a patente sobre a vida, o produtor têm que pagar royalties pelas plantas patenteadas e as sementes que produzem, por todas as gerações futuras. Isso é uma ameaça à segurança alimentar e à biodiversidade.

Falta de estudos – Conseqüências preocupantes para a saúde humana seriam o aparecimento (ou aumento) de alergias provocadas por alimentos geneticamente modificados; o aumento da resistência a antibióticos; e o aparecimento de novos vírus, mediante a recombinação de vírus “engenheirados“ com outros já existentes. Os transgênicos estão sendo utilizados de forma indiscriminada na alimentação humana e animal, pois não foram feitos estudos suficientes que comprovem a sua segurança.
O que exigimos é que seja implementado o Princípio da Precaução sobre a questão dos transgênicos. Mais detalhes sobre esse Princípio podem ser encontrados no documento
http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/pdf/principio_precaucao.pdf



Quais os danos à saúde e ao meio ambiente causados pelos transgênicos?

Até hoje, não se sabe a extensão do impacto que essas experiências genéticas podem causar ao homem e ao meio ambiente. Os impactos ambientais mais graves causados pelo cultivo de transgênicos são: a diminuição da biodiversidade; a contaminação genética (cruzamento de OGMs com plantas convencionais); o surgimento de superpragas (resistentes a herbicidas), o desaparecimento de espécies benéficas; e o aumento da utilização de herbicidas.

Em relação à saúde humana, o que se sabe por enquanto é que os transgênicos têm causado o aumento de casos de alergia, principalmente entre crianças, além do aumento da resistência a antibióticos. Duas plantas transgênicas podem cruzar entre si e gerar um descendente não esperado ou previsto pelos cientistas. No Canadá, por exemplo, a canola transgênica Roundup Ready cruzou com a canola transgênica Liberty Link, o que resultou em uma canola supertransgênica. Além disso, as plantas transgênicas podem produzir substâncias novas e desconhecidas, tóxicas ao homem.



Os transgênicos reduzem a necessidade do uso de agrotóxicos?

Hoje existem duas tecnologias diferentes que representam quase a totalidade da área de transgênicos plantados no mundo: os transgênicos criados para produzir uma toxina que substitui os inseticidas, chamadas de “plantas inseticidas”; e os transgênicos criados para serem resistentes aos herbicidas, um tipo de agrotóxicos que mata as ervas daninhas (mato).

A soja transgênica Roundup Ready pertence à classe das plantas com resistência aos herbicidas. Roundup é o nome comercial do herbicida glifosato. Assim, o nome da planta modificada geneticamente significa "pronta para o Roundup". Em 2003, os cultivos com resistência aos herbicidas representaram 73% da área plantada com transgênicos no mundo todo.

A avaliação feita ao longo dos nove primeiros anos de cultivos dos transgênicos nos EUA mostra que nos três primeiros anos do cultivo de plantas com resistência aos herbicidas, houve uma redução na quantidade de agrotóxicos usados na agricultura daquele país. Entretanto, do sexto ano em diante a quantidade de agrotóxicos usada nas lavouras transgênicas aumentou assustadoramente. Isso aconteceu principalmente devido ao surgimento das "superpragas".

Esse fato pode ser comparado com o uso de um antibiótico para combater uma doença. No início, o efeito é muito bom. Mas ao longo do tempo, o microorganismo adquire resistência e torna-se necessário aumentar as doses do antibiótico. Até que um dia ele não tem mais efeito, e é necessário mudar de produto.

Mais detalhes podem ser encontrados no documento
http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/pdf/super_ervas.pdf




Alguns cientistas e órgãos de pesquisa afirmam que ainda não foi comprovado que o transgênico faz mal à saúde e ao meio ambiente. Por que discriminar a tecnologia?

O Greenpeace defende que sejam estabelecidos mecanismos de proteção ambiental para prevenir os riscos dos transgênicos. Para a organização, todo produto transgênico deve passar por estudos de impacto ambiental (EIA/RIMA) antes de sua liberação. A soja
transgênica ainda não foi submetida a nenhum estudo desse tipo, porém está sendo cultivada no País indiscriminadamente.

As medidas que visam garantir a segurança dos alimentos transgênicos são tão fracas quanto as que tratam de seus riscos ambientais. No entanto, autoridades que regulamentam este tipo de produto nos EUA, como o Departamento de Agricultura Americano e a FDA (Food and Drug Administration), continuam a aprovar o uso e a distribuição de produtos transgênicos. Na maioria dos casos, as decisões foram baseadas nas evidências apresentadas pelas próprias empresas. No Brasil, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), órgão do governo que avalia a segurança dos alimentos geneticamente modificados, adotou o mesmo procedimento para dar o parecer positivo para variedades de soja da Monsanto, em setembro de 1998. Na União Européia, há um critério mais rigoroso.

Oficialmente, ainda não foram apresentados estudos relacionados à segurança ambiental da soja. Até hoje, não foi nem mesmo autorizada a aplicação de Roundup (herbicida glifosato) sobre a planta, o que é necessário no caso da soja transgênica — na soja convencional, esse herbicida é aplicado nas ervas daninhas que estão no solo, antes de a soja brotar. Os estudos apresentados até o momento só foram realizados em outros países e pelas próprias indústrias de biotecnologia.



Como e para que a soja transgênica Roundup Ready foi modificada geneticamente?

Foram inseridos na soja Roundup Ready da Monsanto genes de várias espécies diferentes, a fim de que a planta adquirisse resistência ao agrotóxico glifosato. Esse agrotóxico tem a função de eliminar as ervas daninhas da lavoura da soja. Assim, com a soja transgênica o agricultor pode usar o agrotóxico à vontade, eliminando todo o mato sem causar danos à planta da soja. Entre os genes inseridos na soja RR estão o de um vírus, o de duas bactérias e o de uma flor, além de três genes inseridos acidentalmente.

A bactéria de solo Agrobacterium sp CP4 forneceu o gene mais importante para a soja transgênica, chamado de EPSPSCP4. Esse gene codifica uma enzima que modifica o comportamento bioquímico da planta, permitindo que o herbicida glifosato não a mate planta. Com a função de fazer o “pacote de genes” inserido funcionar sem interrupção, foi inserido na soja RR o vírus do mosaico da couve-flor (CaMV35S), chamado de gene promotor.

Da flor Petunia hybrida, foi retirado um gene chamado de CTP, que codifica um peptídio.
Já a bactéria Agrobacterium tumefasciens forneceu o gene NOS, responsável por funcionar como o final da seqüência de genes exóticos.

Além desses genes que fazem parte do pacote patenteado, foram descobertos, anos mais tarde, três fragmentos de genes desconhecidos presentes na soja RR. Dois deles foram descobertos em 2000 — um com 72 pares de bases (menor fração do código genético) e outro com 250 pares de bases foram identificados como fragmentos do gene EPSPSCP4 quebrado. Outro, descoberto em 2001 com 534 pares de bases, é chamado de “desconhecido”. Em 2002, cientistas descobriram que um dos fragmentos e o gene desconhecido codificam RNA (ácido ribonucléico), e portanto podem estar produzindo proteínas desconhecidas.




Como é feito o controle dos alimentos e medicamentos feitos a partir de soja, com relação à presença de OGMs?

Para que exista um controle dos medicamentos feitos a partir de soja, assim como de todos os alimentos que contêm soja, deve ser conhecida a origem da matéria-prima, ou seja, dos grãos que são comprados dos agricultores. O teste rápido de transgenia em grãos é rápido e barato, enquanto o teste feito sobre os alimentos processados industrialmente é demorado e caro. Algumas vezes, dependendo do tipo de processamento, não é possível fazer o teste de DNA no produto final. Portanto, o controle de transgenia deve ser feito ao longo da cadeia de produção, do campo até a indústria.

O consumidor, sempre que tiver dúvidas, deve entrar em contato com a empresa responsável pelo produto, a fim de questionar se ela exerce o controle para impedir a presença de transgênicos em seus alimentos ou medicamentos.

O Greenpeace mantém em seu site o Guia do Consumidor atualizado. Na coluna verde, estão as indústrias que assumiram um rigoroso controle de matéria-prima para impedir a contaminação transgênica. O Guia do Consumidor pode ser consultado no endereço
http://www.greenpeace.org.br/consumidores/guiadoconsumidor.php



Por que não consumir transgênicos? O que é realmente prejudicial ou não?

O consumo responsável é uma ferramenta poderosa para qualquer pessoa que deseja contribuir para a conservação da natureza. A opção de consumir ou rejeitar um produto pode ser uma expressão de sua preocupação com a sua saúde ou da sua intenção de proteger a natureza. Ao evitar o consumo de transgênicos, você estará evitando que sejam plantados, e assim ajudará a proteger o meio ambiente e a biodiversidade brasileira. Nossa recomendação é: se você tem opção, evite a compra desses produtos.

O Greenpeace é uma entidade ambientalista, pois nossa principal função é proteger o meio ambiente. O plantio de transgênicos traz sérios riscos ambientais como a perda de biodiversidade e o aumento do uso de agrotóxicos.

As empresas precisam se comprometer com os consumidores e garantir a segurança e a qualidade de seus produtos. Por isso, devem investir em sistemas de controle, certificação e rastreabilidade de transgênicos, para dessa forma garantir que a matéria- prima utilizada não será transgênica. Você pode usar todas as ferramentas do direito do consumidor, como o direito de informação, de qualidade dos produtos etc.

Lembramos que o fato de a empresa estar na lista vermelha do Guia do Consumidor do Greenpeace não indica com certeza que ela utiliza transgênicos em seus produtos. Demonstra que a indústria NÃO toma cuidado e NÃO tem nenhum controle ou preocupação com a origem da matéria-prima que está comprando.

Se você consumiu produtos que já foram testados e apresentaram transgênicos, aí sim você tem como provar e requerer os seus direitos. Outra ferramenta importante é telefonar para os SACs (Serviços de Atendimento ao Consumidor) das empresas e enviar emails, exigindo maior controle e cuidado com os produtos alimentícios.

Cada indivíduo pode ser um ativista da causa ambiental. Para isso, basta que adote o consumo consciente. Sugestões para ação podem ser encontrados em
http://www.greenpeace.org.br/consumidores/



Qual a diferença entre melhoramento genético e modificação genética?

São duas técnicas completamente diferentes. Os transgênicos são produzidos pela modificação genética, e nunca por melhoramento genético.

O melhoramento genético é uma técnica de biotecnologia empregada há milênios para diversos propósitos. Está baseado na combinação genética de duas plantas da mesma espécie por meio de cruzamento sexual ou, em alguns casos, entre plantas de espécies diferentes, mas do mesmo gênero, com grandes semelhanças entre si. Os descendentes desse cruzamento são selecionados, escolhendo-se apenas aqueles indivíduos que tenham as características desejadas, como maior produtividade, resistência a insetos ou doenças. O melhoramento genético trabalha com a diversidade genética dentro de uma mesma espécie.
Já a modificação genética ou transgenia, também conhecida como engenharia genética, é uma técnica de biotecnologia que foi introduzida em 1973. Na transgenia, seqüências do código genético são removidos de um ou mais organismos e inseridos em outro organismo, de espécie diferente. A principal implicação da transgenia é a quebra da barreira sexual entre diferentes espécies, permitindo cruzamentos impossíveis de ocorrerem naturalmente, como entre uma planta e um animal, uma bactéria e um vírus, um animal e um inseto. A inserção de genes exóticos em uma planta, por exemplo, pode resultar em efeitos imprevisíveis em seus processos bioquímicos e metabólicos.




Existem medicamentos feitos com transgênicos?

O medicamento mais conhecido produzido por transgênicos é a insulina. Medicamentos, enzimas, reagentes e vários produtos são produzidos por microorganismos transgênicos em ambiente confinado. Isso quer dizer que esses microorganismos estão presos dentro de laboratórios ou fábricas, e que não tem contato com o meio ambiente ou com o consumidor. Esse tipo de uso da transgenia, o uso confinado, não representa um perigo ao meio ambiente. O consumidor recebe uma substância química purificada e analisada e também não tem contato com o ser vivo transgênico. O protocolo de avaliação de segurança dessas substâncias químicas é muito mais rigoroso e detalhado do que o usado para garantir a segurança dos alimentos transgênicos.

Muito diferente é a idéia de usar plantas alimentícias para a fabricação de medicamentos ao ar livre. Imagine um milho transgênico para a produção de anticoncepcional contaminando o milho convencional por polinização e chegando até ao prato de milhares de pessoas. Esse tipo de planta para produção de medicamentos é perigoso, pela possibilidade de contaminar a cadeia alimentar humana. Já pensou em tomar remédios, enzimas e hormônios todos os dias, pelo seu alimento, sem saber?




É verdade que estão desenvolvendo cigarros modificados para conter mais nicotina ?

Sim, é verdade. Esta notícia foi veiculada na mídia em 2003, mas parece que não saiu do âmbito da pesquisa e continua não autorizado comercialmente.



Existem bananas transgênicas?

A FAO (Organização Mundial para a Agricultura e Alimentação, ligada à ONU) apontou para o fato de que pequenos agricultores ao redor do mundo plantam uma grande variedade de bananas, que não estão ameaçadas por doenças que atacam as variedades comercializadas principalmente na Europa e na América do Norte. Segundo a FAO: “Felizmente, pequenos agricultores ao redor do mundo têm assegurado uma ampla variedade genética que pode ser usada para o futuro melhoramento desse cultivo. A banana é um cultivo essencialmente clonal com muitas espécies estéreis, o que torna o progresso por meio do melhoramento convencional lento e difícil. Por esse motivo, novos métodos e ferramentas de melhoramento, incluindo a biotecnologia, serão úteis para desenvolver bananas resistentes que possam ser cultivadas. Isso não significa necessariamente que se deva adotar a transgenia."

Para mais informações, veja a página http://www.fao.org/english/newsroom/news/2003/13120-en.html (disponível em inglês, francês e espanhol) ou contatar john.riddle@fao.org.




Existe o arroz dourado?

Sim, mas ele não é usado em plantios comerciais. O arroz dourado é um transgênico criado com a intenção de reduzir a deficiência de vitamina A em populações que tradicionalmente alimentam-se com o arroz. Anos de pesquisa foram gastos e o resultado foi um grão de arroz com um teor de pró vitamina A muito baixo. Para ingerir a quantidade diária mínima de vitamina A, um homem adulto teria que comer 9 quilos de arroz dourado cozido por dia. A solução para a deficiência de vitamina A está em um hábito alimentar diversificado, com a ingestão de frutas e hortaliças. A principal causa da deficiência de vitamina A nessas regiões é a alimentação baseada apenas no arroz.



Por que trabalhar com esta campanha no Brasil? Qual o objetivo do Greenpeace?

A Campanha contra os transgênicos é uma das seis campanhas globais do Greenpeace que vem sendo desenvolvida em mais de 25 países, entre eles o Brasil. O nosso objetivo principal é evitar que os agricultores plantem transgênicos e promover os não transgênicos entre os consumidores. Para isso, nossa principal ferramenta é a informação, tanto para os agricultores - sobre os perigos dos transgênicos para a agricultura e sobre os royalties e contaminação - quanto para os consumidores - sobre a política das empresas com relação à utilização de transgênicos. Informando o público sobre o que são os transgênicos, os riscos que eles oferecem ao meio ambiente e os riscos do monopólio dos alimentos por meio da patente sobre a vida, estaremos chamando a sociedade brasileira para participar deste debate.

Esta campanha existe no Brasil, porque:
- Uma preocupação que existe no mundo inteiro e também no Brasil é que os danos ambientais causados pela introdução dos transgênicos no meio ambiente são irreversíveis. Isto é, depois de introduzidos no meio ambiente, é impossível retirá-los por completo.
- Os transgênicos afetam a biodiversidade e o Brasil tem uma das maiores biodiversidades do mundo.
- O Brasil é o segundo maior produtor de soja do mundo e um importante produtor de milho, que são os principais alvos da indústria de biotecnologia hoje. Se os transgênicos forem liberados, a área "contaminada" será muito extensa e conseqüentemente os danos ambientais poderão ser enormes.
- O Brasil é um dos únicos países capazes de atender à demanda de grãos convencionais (grãos não-transgênicos), que é crescente em todo o mundo, principalmente na Europa e Ásia.
- As empresas de biotecnologia querem, a qualquer custo, liberar os transgênicos no País. Por isso, é importante que o Greenpeace defenda o meio ambiente, não deixando prevalecer os interesses econômicos das multinacionais.



Por que o Greenpeace só menciona a soja e o milho transgênicos?

No Brasil, os únicos transgênicos que já foram encontrados ilegalmente plantados foram a soja e o milho. É por isso que o Guia do Consumidor se limita aos produtos que contenham derivados destas culturas. Recentemente, o algodão transgênico, que não é uma planta usada na alimentação humana, vem tomado espaço no noticiário.

Atualmente, 99% dos transgênicos plantados no mundo correspondem a soja (61%), milho (23%), algodão (11%) e canola (5%). Como o algodão é muito pouco usado na alimentação humana, além da soja e do milho, a canola seria por enquanto a nossa única preocupação diferente. Para se prevenir, evite consumir produtos importados da Argentina, Canadá ou EUA, que contenha derivados de soja ou canola.
As plantas alvos da transgenia são as mais cultivadas do mundo. O lucro das empresas donas das patentes genéticas é proporcional à área plantada, portanto quanto mais significativa a cultura, mais interesse em se desenvolver uma planta transgênica.



Qual a base científica que justifica essa histeria dos transgênicos?

Em nosso site, há bastante informação, incluindo dados científicos que comprovam os danos ambientais dos transgênicos. Além de questionar a comprovação dos danos ao meio ambiente, é importante perguntar qual é o objetivo desta tecnologia, que benefícios ela pode trazer?

No caso da soja, já está comprovado que não há aumento de produtividade. A variedade genética (biodiversidade) é uma das maiores riquezas do Brasil, e são necessários todos os esforços no sentido da sua preservação. Vale ressaltar que os prejuízos ambientais dos transgênicos podem aparecer apenas a longo prazo. Se após a consulta ao site do Greenpeace você ainda desejar mais informação, estamos à sua disposição (transgenicos@greenpeace.org.br).

Detalhes técnicos sobre esse tema podem ser encontrados no documento
http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/pdf/o_que_ha_de_errado.pdf



Por que o Greenpeace não promove uma manifestação pública, em que todos os Estados possam participar ?

Uma mobilização que reúna milhares de pessoas em todos os Estados precisa ser planejada com bastante antecedência. Uma tentativa sem sucesso poderia enfraquecer a mensagem. Nos meses de outubro e novembro de 2004 a campanha “Essa não dá para engolir” passou por várias capitais brasileiras mobilizando e informando o consumidor e distribuiu milhares de Guia do Consumidor. As manifestações individuais, por sua vez, são muito importantes. Sugerimos que você escreva para o jornal da sua cidade exigindo mais debate e questionamento sobre o assunto; entre em contato com indústrias de alimentos; distribua material informativo em escolas etc. Quanto mais pessoas forem informadas sobre o assunto, melhor. Em nosso site (www.greenpeace.org.br/consumidores), são sugeridas diversas atividades que você pode realizar. Se precisar de alguma ajuda, é só escrever para nós, para o endereço transgenicos@greenpeace.org.br.



Quando a soja transgênica foi liberada?

Em 1998, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), órgão do Ministério da Ciência e Tecnonologia, liberou a soja transgênica Roundup Ready para plantio, comercialização, reprodução e uso em alimentos. Porém, a autorização foi suspensa por uma ação judicial (que continua em vigor em 2004) devido a falhas no processo de autorização, que além disso violou a Constituição Federal ao não exigir o licenciamento ambiental.

A semente de soja transgênica chegou ao Rio Grande do Sul por meios ilegais. Difundida entre os agricultores e protegida pela falta de fiscalização dos governos estadual e federal, conquistou uma área de plantio significativa. Próximo ao início da colheita da safra 2002/2003, houve uma grande pressão dos representantes dos agricultores de soja transgênica para que a comercialização do produto fosse regulamentada. A medida provisória 113, de 26/03/2003 (convertida na Lei 10.688 de 13/06/2003), autorizou apenas a comercialização da safra transgênica já colhida naquele período. O parágrafo 1° do artigo 1 determinava a destruição total das sementes e grãos transgênicos em 31 de janeiro de 2004. A MP convertida em lei era um instrumento de regularização para os agricultores. O objetivo alegado era a proteção dos interesses econômicos daqueles que cultivaram ilegalmente a soja transgênica.

A medida provisória 131, de 25/09/2003(convertida na Lei 10.814 de 15/12/2003) mostrou outra face dos interesses envolvidos em todo o processo. A MP convertida em lei autorizou dessa vez o plantio da soja transgênica para aqueles agricultores que haviam cultivado ilegalmente a soja geneticamente modificada no ano anterior. Para o plantio, a lei aprovada exigiu apenas um Termo de Ajuste de Responsabilidade e Conduta.

O artigo 9 da lei 10.814 apontava o grande problema que estava por vir. O item determina a responsabilidade face aos danos ambientais e à contaminação das lavouras vizinhas que o cultivo da soja transgênica pode causar. Prevê que a responsabilidade independe da existência de culpa do agricultor, pois os danos são decorrentes do sistema de produção, e não da intenção de quem planta. Por meio da Mensagem de Veto 741 de 15 de dezembro de 2003, o presidente da república inocentou a empresa que criou e disseminou a tecnologia Roundup Ready de todos os danos que essa tecnologia possa causar. Por outro lado, conservou o artigo 10, que permite a essa empresa cobrar os direitos de propriedade intelectual (royalties) sobre as sementes transgênicas.

Em 2004, a medida provisória 226/04 autorizou novamente o plantio e a comercialização provisória por mais um ano, para a safra 2004/05.

Em março de 2005, foi sancionada a nova Lei de Biossegurança, que regulamenta o plantio e a comercialização das variedades transgênicas. De acordo com essa lei, toda e qualquer empresa que desejar plantar e/ou comercializar um variedade transgênica precisa submeter um pedido à CTNBio. A Comissão deverá emitir seu parecer, que, caso seja favorável à liberação, será confirmado ou rejeitado pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS), composto por 9 Ministros e um Secretário Especial. A grande novidade desta lei é que ela desobriga a realização de estudos de impactos ambientais e sobre a saúde humana, cabendo à CTNBio solicitá-los ou não. A lei também retira a competência dos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, que antes tinham o poder de exigir a realização deste tipo de estudos e avaliar os impactos que a liberação da variedade transgênica poderiam trazer para suas áreas de atuação.


Como posso contribuir com a campanha?

– Enviar cartas e emails para o serviço de atendimento ao consumidor de indústrias que usam ingredientes transgênicos, protestando e questionando quais medidas estão sendo tomadas para prevenir contaminações.
– Não consumir alimentos transgênicos (Guia do Consumidor)
– Participar das ciberações pelo site do Greenpeace
– Pressionar os vereadores e prefeitos de sua cidade para exigir a compra apenas de produtos orgânicos para a merenda escolar, e proibir a compra de transgênicos pela prefeitura
– Buscar saber mais sobre o tema “transgênicos” por meio de jornais, revistas, internet, bibliotecas etc, e divulgar as razões para se opor aos transgênicos, entre amigos, colegas, familiares, vizinhos etc. Para receber um boletim semanal da Campanha por um Brasil Livre de transgênicos, enviar uma mensagem para livredetransgenicos@aspta.org.br

Fonte: Greenpeace Brasil

Desafio vegetariano

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NutriViva - 2007 - Pampulha - Belo Horizonte - MG - dia 2 de Junho

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Componentes de origem animal podem estar em sucos, doces e até em produtos à base de soja; Sociedade Vegetariana Brasileira desenvolve selo para identificar os totalmente "verdes"


Danilo Verpa/Folha Imagem
Tatiana Ribeiro Alves, 28, que segue dieta vegana (sem qualquer derivado animal)


AMARÍLIS LAGE
DA REPORTAGEM LOCAL

Vegetariano não come carne. A definição é muito clara e direta. Mas, em tempos de alimentos cada vez mais industrializados, ela precisa de um upgrade. Afinal, uma olhada mais atenta no rótulo de produtos como sorvetes, sucos e mesmo leite de soja pode mostrar que eles não são tão "verdes" quanto aparentam: no processo de fabricação ou na composição, contam com aditivos de origem animal. Um exemplo inusitado é a cochonilha -um corante feito a partir de besouros. Originário do México e considerado uma praga, o besourinho possui um pigmento capaz de dar um tom vermelho aos produtos. Por isso, a cochonilha costuma ser adicionada a sucos, como o de uva, e bebidas e biscoitos com sabor de morango, entre outros.
Identificar o aditivo nem sempre é simples: além de cochonilha, ele pode aparecer como carmin, cochineal e colorizante E120, afirma a socióloga Marly Wincler, presidente da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira). "Muitos produtos têm escondido na 'caixa preta' dos rótulos componentes de origem animal, por isso os vegetarianos e veganos são infatigáveis leitores de rótulos."
Para facilitar esse trabalho, a SVB decidiu criar um "selo verde", voltado a produtos que não utilizem nenhum componente de origem animal. A idéia é que ele sirva de parâmetro para os vegetarianos, assim como o selo desenvolvido pela Anad (Associação Nacional de Assistência ao Diabético) representa, para quem tem a doença, a garantia de que determinado produto está adequado a suas restrições alimentares. Segundo Wincler, a SVB está na fase final de estabelecimento dos critérios da certificação e da criação do design do selo, e algumas empresas já manifestaram interesse em contar com a certificação.
Enquanto isso, algumas empresas buscam por conta própria se aproximar das exigências desse tipo de consumidor. Um exemplo é a Olvebra, especializada em produtos à base de soja, que contratou a consultoria NutriVeg para analisar se algum de seus produtos leva componentes animais.
Em outros casos, são os consumidores que pressionam as empresas por mudanças. Um caso recente ocorreu no Reino Unido, quando a fabricante de chocolates Masterfoods divulgou que passaria a usar substâncias de origem animal. A Vegetarian Society ( www.veg soc.org) organizou uma campanha e, após um bombardeio de e-mails e telefonemas, a empresa voltou atrás.
Outra forma que a entidade encontrou para pressionar as empresas é a realização do concurso anual Imperfect World Award (prêmio do mundo imperfeito), que indica os produtos que os vegetarianos mais gostariam que não utilizassem componentes animais. Na última edição do prêmio, divulgada em março, a cerveja Guinness ficou em primeiro lugar. Isso devido ao uso de um colágeno obtido de peixes na fabricação da bebida -a substância deixa o líqüido menos turvo.
Mas a batalha dos vegetarianos também esbarra em alguns mitos. Entre os que consomem leite, por exemplo, existe a preocupação de evitar alguns tipos de queijo, que seriam feitos a partir da quimosina. Também conhecida como renina, ela é uma enzima que seria retirada do estômago dos bezerros para coalhar o leite.
Mas, segundo o engenheiro de alimentos Luiz Eduardo de Carvalho, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), esse é um método de fabricação muito antigo. Atualmente, afirma, a fabricação de queijos utiliza bactérias transgênicas, criadas para funcionar como "usinas" produtoras de quimosina. "Também as enzimas colocadas na farinha de panificação são produzidas assim", afirma Carvalho.

Saúde
De acordo com o médico Eric Slywitch, especializado em nutrição vegetariana e, ele mesmo, adepto da dieta vegana, essa preocupação com o uso ou não de aditivos de origem animal costuma estar ligada ao motivo pelo qual a pessoa se tornou vegetariana. Quem adotou esse tipo de dieta por acreditar ser melhor para a saúde, por exemplo, tende a evitar qualquer tipo de corante, conservante etc. -sejam eles de origem animal ou vegetal.
Mas também há quem siga os preceitos éticos do vegetarianismo e deixe de lado os aspectos nutricionais da dieta. Assim, nada de origem de animal é permitido, mas qualquer alimento rico em gorduras, sódio ou açúcar é consumido sem preocupação. O consumo excessivo de doces e gorduras é, aliás, um dos problemas mais comuns em vegetarianos, diz Slywitch. "A dieta saudável vegetariana é baseada nos grãos -principalmente os integrais-, verduras, legumes e frutas."
Em alguns casos, a substituição de componentes de origem animal por outros de origem vegetal pode levar a uma perda nutritiva do alimento. A gelatina é um exemplo: feita a partir de ossos, tendões e peles de animais, ela é muito adotada em balas, recheios de confeitos e outros doces. Versões "verdes" desses produtos poderiam substitui-la por ágar-ágar -um gel obtido a partir de algas.
O problema é que a segunda opção não tem as mesmas propriedades nutricionais da gelatina, afirma Flávio Luís Schmidt, professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). "A gelatina é muito boa nutricionalmente, com vários aminoácidos indicados para a nossa dieta. Embora não se compare a um bife ou a um ovo, é também uma boa fonte de proteína", afirma. Já o ágar-ágar é uma fibra - como tal, pode até ajudar no processo digestivo, mas Schmidt ressalta que seu consumo por meio de balas e doces seria insuficiente para ter qualquer impacto desse tipo.
Já o corante feito a partir de cochonilhas pode ser substituído tanto por opções artificiais como por alternativas naturais, como o urucum, a casca de uva e a beterraba. Mas, segundo Carvalho, da UFRJ, o uso de vegetais na obtenção de corantes seria mais caro e menos eficiente, pois o alimento perderia a cor facilmente.
O mais indicado, segundo o nutricionista George Guimarães, da NutriVeg, é consumir alimentos pouco processados. Quanto mais industrializado for o produto, maior a chance de ele ter substâncias que podem ser obtidas de animais. E quanto mais natural o alimento, mais saudável ele é -dica que, afinal, vale para quem segue qualquer tipo de regime alimentar.


Colaborou MARIANA BERGEL
Tatiana Ribeiro Alves

A instrutora de ioga Tatiana Ribeiro Alves, 28, nem lembra mais o gosto de carne, mel, leite ou de qualquer outro derivado animal. Aos 15 anos, ela leu um livro sobre "a crueldade de matar um animal para comer" e mudou seus hábitos. "Descobri que eles não ficavam livres e soltos. Eles sofrem muito e são criados para morrer." Adepta da dieta vegana, Tatiana coordenou muitos abaixo-assinados e entrou em contato com amigos para que eles também ligassem para empresas protestando contra o uso de substâncias de origem animal. "É comum uma marca lançar uma linha vegetariana e colocar corante animal, sem necessidade. Às vezes é por ignorância", diz.

Aluizio José Rosa Monteiro Jr.

Ex-macrobiótico, o terapeuta Aluizio José Rosa Monteiro Jr. , 54, define-se atualmente como lactovegetariano -apesar de abrir exceções eventuais para peixe ou frango caipira. "Vou escutando o meu corpo para saber o que eu preciso comer", explica. Só não é flexível em relação a produtos industrializados e a carne de porco, e isso já restringe bastante suas opções quando vai ao supermercado. "Colocam gordura de porco até em biscoitos e em patês", diz ele, que já levou a reclamação a algumas empresas. O pior é quando só descobre em casa que o produto tem ingredientes de origem suína. "Os rótulos são tão ilegíveis que não basta levar os óculos de leitura para o mercado -pelo jeito, a gente tem que levar uma lupa."
De olho no rótulo

Conheça os aditivos de alimentos de origem animal mais comuns

GELATINA
Origem: ossos, tendões e peles de animais
Utilização: balas e recheios de confeitos, assim como na filtragem da cajuína bebida feita a partir do caju
Alternativa: ágar-ágar, feita a partir de algas

COCHONILHA
O que é:
corante que dá coloração vermelha aos alimentos
Origem: o pigmento é extraído dos besouros Dactylopius coccus, também conhecidos como cochonilhas
Utilização: produtos com coloração vermelha ou rosada, como biscoitos, iogurtes e bebidas à base de soja com sabor de morango e sucos
Alternativa: urucum, beterraba e páprica, além de corantes artificiais

Estearato ou ácido esteárico
O que é:
emulsionante
Origem: gordura animal
Utilização: sorvetes, maioneses e margarinas, principalmente; ele ajuda a unir a gordura e a água presentes nesses produtos
Alternativa: O estearato também pode ser obtido de óleos vegetais

Colágeno
O que é:
substância protéica extraída das fibras de animais
Origem: peixes, principalmente
Utilização: processo de fabricação de cervejas e vinhos; o colágeno é usado para filtrar a bebida, ajudando a torná-la menos turva
Alternativa: silica gel ou terra diatomácea (sedimento proveniente de microorganismos aquáticos que têm uma carapaça silicosa), opções adotadas pelas cervejas Skol, Antarctica e Brahma, entre outras

GLICERINA E GLICEROL
O que são:
substâncias líqüidas, incolores e xaroposas
Origem: gordura animal
Utilização: alimentos light e diet - como o açúcar, que ajuda a deixar o alimento mais encorpado, é usado em menor quantidade nesses produtos; a glicerina e o glicerol são adicionados para aumentar a consistência, a viscosidade e o brilho do produto
Alternativa: a glicerina e o glicerol também podem ser derivados de óleos vegetais

A receita de cada um

Restrições alimentares variam conforme grupo

Onívoros
consomem tanto vegetais quanto carne e outros produtos provenientes de animais

Ovovegetarianos
não consomem carne, seja ela bovina, suína, de peixes ou de crustáceos, mas sua dieta inclui ovos

Lactovegetarianos
também não comem carne, mas tomam leite

Veganos ou vegetarianos estritos
não consomem nenhum alimento que tenha origem animal, o que inclui ovos, leite e mel

Da Folha de São Paulo - 24/05/2007
Fonte: Guia Vegano

Geneticistas criam a nova geração de culturas transgénicas

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NutriViva - 2007 - Pampulha - Belo Horizonte - MG - dia 2 de Junho

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Nota: Onde vamos para com as modificações genéticas?
Na tentativa de produzir cada vez mais e obter lucro fácil as grandes empresas põem em risco o nosso futuro. esquecem que a natureza é mais forte e aquilo que chamamos de ervas daninhas são espécies naturais que se defendem e criam cada vez mias resistência aos produtos geneticamente modificados.

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Os investigadores criaram o que pode ser a próxima geração de culturas transgénicas ao inserir um gene de resistência a um herbicida retirado de uma bactéria. A nova cultura pode ajudar a combater a propagação de resistência a outros herbicidas vulgarmente utilizados.

A abordagem não é nova, muitos agricultores já cultivam colheitas que foram modificadas para resistir ao herbicida glifosato mas as novas plantas são resistentes a um novo composto dicamba, o que pode oferecer aos agricultores uma alternativa em áreas onde as ervas resistentes ao glifosato se tornaram um problema.

O dicamba, que mata as ervas daninhas de folha larga mas poupa as ervas, tem vindo a ser usado há décadas para proteger os campos de milho, uma monocotiledónea como as ervas. Os investigadores criaram agora soja transgénica, tomateiros e outras culturas resistentes a este herbicida, num desenvolvimento que vai expandir o espectro de acção da dicamba.

A dicamba persiste no solo apenas alguns meses e raramente contamina a água. O químico por si próprio é estável mas é rapidamente devorado por hordas famintas de microrganismos que vivem no solo.

Don Weeks e a sua equipa da Universidade do Nebraska em Lincoln isolou o gene da bactéria Pseudomonas maltophilia que é responsável pela degradação da dicamba. Transferiram-no para plantas de tabaco, soja, tomateiro e a famosa planta modelo Arabidopsis thaliana. Em todos os casos, as plantas tornaram-se resistentes à dicamba, relatam os investigadores na última edição da revista Science.

A Monsanto, produtora a linha 'Roundup Ready' de culturas resistentes ao glifosato de St Louis, Missouri, já patenteou a tecnologia da dicamba. A companhia espera produzir comercialmente soja resistente à dicamba no espaço de 3 a 7 anos, seguida de algodão. A Monsanto não comercializa a dicamba, no entanto.

Os agricultores vão com certeza aderir às culturas, diz Robert Hartzler, um especialista em ervas daninhas da Universidade Estatal do Iowa em Ames. "Decididamente vai ajudar com alguns dos problemas que estão a surgir devido à nossa forte dependência do glifosato", diz ele.

Cerca de 90% da soja nos Estados Unidos e 60% do algodão são geneticamente modificados para resistir ao glifosato. Apesar dos críticos argumentarem que a tecnologia transgénica encoraja a utilização de herbicidas de forma descontrolada, os seus defensores dizem que as colheitas ajudaram muitas quintas a deixar de revirar a terra antes da plantação, uma prática que aumenta a erosão do solo e a poluição das águas. Em vez disso, os agricultores podem plantar colheitas resistentes ao glifosato directamente após terem destruído as ervas daninhas com o herbicida.

O problema é que as ervas daninhas resistentes ao glifosato estão a aumentar, particularmente nas quintas que não reviram o solo, uma questão que pode levar os agricultores de volta às práticas antigas, diz William Johnson, um especialista em ervas daninhas na Universidade Purdue em West Lafayette, Indiana.

Mas a dicamba traz problemas próprios, diz Hartzler. A volatilidade do composto significa que pode matar plantas de folha larga (dicotiledóneas) em campos e casas a mais de meio quilómetro de distância. Logo, quintas perto de áreas sensíveis como vinhas ou jardins privados é possível que não possam usar as colheitas resistentes à dicamba. "É uma das queixas mais comuns dos consumidores que tenho que enfrentar", diz Johnson.

Hartzler diz que esta 'deriva da dicamba' é mais um aborrecimento cosmético que um desastre ecológico. Weeks, que tem direito a receber direitos de autor da Monsanto por produtos desenvolvidos a partir da sua descoberta, acrescenta que os agricultores têm décadas de experiência com a dicamba e as técnicas de gestão já estão estabelecidas.

Para além disso, mais de 40 anos de utilização da dicamba apenas fizeram surgir um punhado de ervas daninhas resistentes e estas não representaram uma ameaça para a agricultura. Mas isso não quer dizer que a resistência não venha a ser um problema no futuro com uma utilização mais generalizada. "Não penso que a resistência não possa surgir", diz Hartzler, "mas a probabilidade é muito menor do que com outro herbicida. Mas também se disse o mesmo do glifosato, é verdade."

Saber mais:

Retirada patente OGM ao fim de 13 anos

Culturas transgénicas podem beneficiar o ambiente?

Algodão sem toxinas pode alimentar os mais pobres

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Época de furacões de 2007 pode ser avassaladora

Cientistas americanos revelaram a sua última previsão para a quantidade de furacões que se pode esperar este Verão no Atlântico e a previsão tem um sério alerta: não deixem que a relativa calma do ano passado vos conduza a uma falso sentimento de segurança.

"Para 2007, estamos a prever uma alta probabilidade de uma época de furacões acima da média", diz Gerry Bell, principal meteorologista de furacões do Centro de Previsões Climáticas da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) em Camp Springs, Maryland.

A sua equipa prevê que ocorram entre 13 a 17 tempestades tropicais com direito a nome no Atlântico este ano. Dessas, sete a dez tornar-se-ão furacões, e cinco podem originar ventos de 178 Km/h ou mais violentos.

Os números são mais ou menos semelhantes às previsões apresentadas para 2006 mas o ano passado formaram-se menos furacões que os esperados. Esta situação deveu-se a um aumento brusco e tardio do efeito El Niño, uma subida da temperatura no Pacífico tropical que também afecta os padrões climáticos no Atlântico, impedindo a formação de furacões.

Este ano, no entanto, os meteorologistas esperam que o El Niño seja seguida pelo fenómeno semelhante conhecido por La Niña, que provoca arrefecimento do Pacífico tropical e que acentua a a formação dos furacões no Atlântico. Isso significa que as previsões podem ficar aquém uma outra vez.

Em 2005, um número recorde de furacões atlânticos atingiram os Estados Unidos e as Caraíbas, incluindo o devastador Katrina, e a incidência de furacões tem sido mais elevada desde meados dos anos 90. Nove das últimas 12 épocas tiveram actividade acima do normal.

Desde 1995, as condições de vento e água ao largo da costa oeste de África, onde os furacões atlânticos se formam, têm sido perfeitas para a formação de tempestades tropicais, explica Bel. As temperaturas oceânicas ao longo do seu percurso têm sido mais altas que o normal, fornecendo mais energia de que as tempestades se alimentam.

A previsão da NOAA para este ano é muito semelhante à produzida por outra equipa líder na previsão de furacões. Em Abril, investigadores da Universidade Estatal do Colorado em Fort Collins previram 17 tempestades com nome, com nove furacões e cinco furacões fortes.

Mais de metade da população dos Estados Unidos vive em zonas costeiras e a NOAA usa sua previsão anual de furacões para alertar os residentes para a necessidade de terem o adequado equipamento de emergência. "É um grande erro depender da sorte", diz Michael Chertoff, secretário do Departamento de Segurança Interna e que já esteve debaixo de fogo devido à resposta federal pouco eficaz após o desastre do Katrina em 2005.

Este ano o centro de furacões vai usar um novo sistema de modelação computadorizada para seguir as tempestades à medida que se formam. Baptizado Hurricane Weather and Research Forecast System (HWRF), tem vindo a ser testado juntamente com os modelos tradicionais nos últimos 3 anos, diz a líder do projecto Naomi Surgi.

A NOAA tenciona actualizar a sua previsão em Agosto, no máximo da estação dos furacões.

Saber mais:

2007 Atlantic hurricane outlook

National Hurricane Center

Navio suportou ondas de altura recorde

A teoria da conspiração de Crichton, segundo Harold Evans

Katrina recorda os apelos à conservação

Aquecimento global e alterações climáticas - que futuro para o planeta?


terça-feira, 22 de maio de 2007

Governo do Brasil libera Milho Transgênico

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio ) aprovou hoje a liberação comercial do milho transgênico resistente a herbicida produzido pela Bayer. Foram 17 votos favoráveis à liberação, quatro contrários e um voto pedindo diligências antes da aprovação do processo. É a primeira aprovação de um organismo geneticamente modificado desde que a Lei de Biossegurança entrou em vigor, em 2005.

Segundo ONGs e movimentos sociais do campo, a liberação comercial do milho transgênico é uma irresponsabilidade com a agricultura e com a biodiversidade brasileira, um vez que os poucos estudos realizados até agora pelas empresas de biotecnologia apenas comparam o teor nutricional do milho transgênico ao do milho convencional.

Além disso, denunciam que não há nenhuma garantia comprovada pelas empresa, Embrapa ou CTNBio em relação á coexistência do milho transgênico com as diferentes formas de agricultura (convencional, transgênica, orgânica e agroecológica).

“Queremos lembrar que o cruzamento do milho é do tipo aberto, ou seja, o vento, as nossas roupas, tudo pode levar o pólen transgênico e contaminar as outras sementes. O risco de perda do material genético original e a própria perda do direito de escolha do consumidor são seriamente comprometidos se aprovada a liberação comercial desta maneira”, diz Milton Fornazieri, integrante da Via Campesina Brasil.

A liberação do milho trangênico da Bayer deveria ser analisada no fim do ano passado, mas a votação foi suspensa por força de uma determinação judicial que condicionava a votação à realização prévia de uma audiência pública - considerada uma grande vitória da sociedade civil que quer mais esclarecimentos sobre o milho das transnacionais.

Para as entidades da sociedade civil, a audiência foi tendenciosa. "A Comissão não abriu a metodologia do encontro, só aprovou a exposição de pessoas favoráveis aos transgênicos e desdenhou qualquer argumentação que fosse de encontro à liberação do milho", conclui Fornazieri.

Os movimentos camponeses defendem a agroecologia
e o direito de todos e todas ao acesso a alimentos saudáveis e de qualidade.

A solicitação de liberação do milho transgênico no Brasil é feita somente por quatro transnacionais, o que pode levar a um monopólio de produção de sementes de milho no Brasil.

Para o Greenpeace, "a decisão da CTNBio pela liberação de uma semente transgênica sem uma regulamentação prévia dos processos e documentação necessários para garantir a biossegurança do país demonstra o descaso do governo federal com a saúde, meio ambiente e agricultura brasileiros".
http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=3539

Publicado inicialmente aqui

Oficina de Alimentação Viva - NutriViva 2007 - Dia 2 de Junho

Patrocinio Fradhe - Orgânicos - www.fradheorganicos.com

Ana, Jacque e Luis








Querid@s Amig@s!

É com muita alegria que estamos aqui a convidar a tod@s a participarem desse momento. Essa oficina, a NutriViva, vem sendo criada com muito amor e entusiasmo para partilhar com todos os interessados um pouquinho da nossa experiência com alimentação e nutrição.

Aguardamos vcs em um belo dia de sol (assim desejamos), com muita paz e alegria em uma linda casa na Pampulha a qual nos foi oferecida para que possamos desenvolver esse trabalho em maior contato com a natureza.

Local da Oficina - Pampulha BH - MG

Sugerimos o uso de roupas confortáveis e pedimos a gentileza de trazerem uma canga ou toalha ou esteira para as atividades iniciais de yoga que serão realizadas em um campo gramado.

Um fraterno abraços a tod@s!

Muita paz e luz!

Jacque, Luis, Ana Virgínia e amig@s.


Oficina de Alimentação Viva - NutriViva 2007- Dia 2 de Junho

Com Luis Guerreiro (Consultor de Alimentação - Portugal - Autor do site www.comidaviva.com ), Jacqueline Stefânia (Nutricionista - Belo Horizonte), Ana Virginia (Professora de Yoga - - Belo Horizonte) e Amigos.

Das 09:00 ás 13:00 horas

Cardápio:


- Vitamina Viva

- "Esparguete" ao Molho de Tomate Vivo - amornado e frio

- Saladas e cremes

- Sobremesa Viva

Investimento: 50 reais sem apostila ou 60 reais com apostila electrónica

LOCAL: Av. Novara, 1260 - Pampulha - Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil

Fone: (031) 34 82 49 79
Cel: (031) 99 12 01 57 ou 96 09 16 38

Fora do Brasil marcar 0055 ou +55 seguido de 31 e o resto do numero.

Email: info @ comidaviva.com (por favor retirar os espaços em branco do email citado)

INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ QUINTA FEIRA

Obrigado pela divulgação!






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Tecnologia – O uso do Bambu

Embora bastante conhecido no Brasil, o bambu ainda não é devidamente explorado, considerando-se que o país possui solo e clima apropriados para seu cultivo e uma extensão territorial imensa.

Esta gigantesca gramínea é largamente utilizada em várias regiões do mundo, fazendo parte da cultura de chineses, japoneses, filipinos, indianos e latinos-americanos, entre outros.

O campo de utilização do bambu é vasto. Pode ser transformado em instrumento musical, móveis e em matéria prima para fabricação de papel e celulose, álcool, amido, etc. Sua flexibilidade é similar a do ferro e a resistência às intempéries é grande quando recebe tratamento adequado. Prova disso é a cúpula do Taj Mahal, na Índia. Construída com bambu, durou 400 anos. Atualmente, o bambu tem aplicação até no campo da tecnologia aeroespacial, sendo utilizado pela NASA como isolante em naves espaciais.

Dependendo da idade e da variedade da planta, o Bambú ainda tem dentro suas funcionalidades:

- Aplicação para construções rurais - se colhido a partir do terceiro ano de vida, o bambu poderá ser aproveitado em inúmeras atividades da fazenda, sendo empregado inteiro ou cortado longitudinalmente, de acordo com o que se pretenda utilizar.


- Cercas vivas - agricultores que já utilizam bambu como cercas vivas garantem que ele é um dos melhores meios para impedir a passagem dos animais, sobretudo gado, pois veda perfeitamente os espaços. Os tipos mais procurados para plantação de cercas vivas são o bambu fino comum e o grosso. O fino perfila muito bem, e seus caules ficam tão próximos uns dos outros que interceptam perfeitamente a passagem de qualquer animal. O grosso não tem a mesma facilidade de perfilamento, e deixa alguns espaços vazios; mas por ser espesso e forte, basta dobrá-lo para que a cerca fique perfeitamente fechada.

- Coberturas para viveiros - para se fazer os tendais ou coberturas para viveiros de tabaco, café, cacau, árvores, etc., costuma-se utilizar o material mais facilmente utilizado.

- Quebra-ventos - o bambu também pode servir como barreira de quebra-vento, pois em aproximadamente 2 anos ele já se terá transformado em verdadeira "fortaleza", com altura de cerca de 12 a 18 metros. Com essa capacidade de crescimento, o bambu é capaz de proteger o solo e as plantas, numa extensão de 220 metros, o que equivale a 15 vezes a altura da barreira.

- Combate à erosão - o bambu é considerado excelente aliado no combate à erosão, especialmente as espécies alastrantes do gênero Phillostachys, que se desenvolvem melhor em terrenos acidentados. Nesse aspecto, a utilização do bambu dá-se principalmente em terrenos irregulares, mais sujeitos a esse tipo de problema. Atua na proteção do solo, impedindo que a camada superficial da terra seja levada pelas águas das chuvas. Verifica-se a importância do bambu no combate à erosão em sua utlização cada vez maior na estabilização de estradas, de barrancos de rios, de aterros e encostas.

Durante a condução da lavoura, que é bastante simples e rústica, apenas alguns tratos culturais se fazem necessários, como: limpeza da cultura - durante a fase de formação, a plantação precisa apenas de capinas mecânicas ou manuais, isto quando o mato estiver crescido; cuidados com pragas - mesmo sendo cultura bastante resistente, o bambu pode sofrer o ataque de algumas pragas e doenças, como é o caso da broca do bambu.

O manejo do bambuzal deve ser feito através de uma exploração sustentável, que consiste em dividir o bambuzal em lotes e fazer o corte por lote neste caso seria possível de colher sempre plantas no ponto de corte e sem impacto de devastação.



Fonte: Agrosuisse Ltda

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Explosão durante a idade do gelo devastou América

Uma controversa nova ideia sugere que um grande meteorito explodiu sobre a América do Norte há cerca de 13 mil anos. A explosão pode ter dizimado uma das primeiras culturas americanas da Idade da Pedra, bem como os grandes mamíferos do continente, como o mamute e o mastodonte.

A explosão, devida a um cometa ou a um asteróide, causou uma vaga importante de arrefecimento climático que também deve ter afectado as culturas humanas que estavam a emergir na Europa e na Ásia.

A teoria vai ser apresentada pela primeira vez esta semana, numa conferência a decorrer no México.

As evidências vêm de camadas de sedimentos em mais de 20 localizações por toda a América do Norte.

Os sedimentos contêm materiais exóticos, como minúsculas esférulas de vidro e carbono, fragmentos ultra-pequenos de diamante (vulgarmente conhecidos por nanodiamantes) e o raro elemento químico irídio, em quantidade demasiado elevada para ter origem terrestre.

Tudo isto, argumentam os investigadores, aponta para uma explosão há 12900 anos de um objecto extraterrestre com um tamanho máximo de 5 Km de diâmetro.

Não resta nenhuma cratera, possivelmente devido à camada de gelo Laurentídea, que cobriu milhares de quilómetros quadrados da América do Norte durante a última idade do gelo e que era suficientemente espessa para disfarçar o impacto.

Outra possibilidade é que a explosão tenha ocorrido em pleno ar.

As rochas estudadas pelos investigadores apresentam uma camada negra que, argumentam eles, é carvão depositado pelos fogos florestais que varreram o continente após a explosão.

A explosão teria não só gerado enorme quantidade de calor, que teria criado fogos florestais, mas também teria originado um período de arrefecimento climático que durou mil anos, um acontecimento conhecido por Younger Dryas.

James Kennett, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara (UCSB), diz que a explosão pode ser a culpada pela extinção de vários dos grandes mamíferos norte americanos no final da última idade do gelo.

"Todos os elefantes, incluindo o mastodonte e o mamute, todas as preguiças terrestres, incluindo a preguiça gigante terrestre tão grande como um mamute, todos os cavalos, todos os camelos desapareceram, bem como os grandes carnívoros como o tigre dente-de-sabre e um urso gigante chamado urso de focinho curto."

Kennett considera que estas extinções teriam tido um impacto enorme nas populações humanas.

De acordo com a visão tradicional, os humanos atravessaram do nordeste asiático para a América no final da última idade do gelo, através de uma ponte de terra que unia, na época, a Sibéria ao Alaska.

O Povo Clovis foi uma das primeiras culturas conhecidas do continente. Estes eficientes caçadores-recolectores desenvolveram uma cabeça de seta característica, conhecida por ponta de Clovis, que é considerada uma das ferramentas de pedra mais sofisticadas alguma vez desenvolvidas.

Arqueólogos descobriram evidências na escavação Topper na Carolina do Sul, de que as populações Clovis sofreram um colapso do efectivo populacional mas não existem evidências de um declínio semelhante noutras partes do continente. A cultura Clovis desaparece do registo arqueológico abruptamente mas é substituída por uma miríade de diferentes culturas locais caçadoras-recolectoras.

Jeff Severinghaus, paleoclimatologista da Scripps Institution of Oceanography na Califórnia, comenta: "A teoria do impacto que eles propõem não pode ser posta de lado, merece um olhar mais atento e mais investigação."

De acordo com a nova ideia, o cometa teria causado um degelo generalizado da camada de gelo que cobria a América do Norte e as águas teriam escorrido para o Atlântico, alterando o percurso das correntes.

Isso, dizem eles, podia ter causado os mil anos de arrefecimento de Younger Dryas, que também afectou a Ásia e a Europa. A Younger Dryas tem sido associada por alguns investigadores a alterações nos padrões de vida das pessoas que viviam no Médio Oriente, levando ao início da agricultura.

TunguskaA forte explosão que ocorreu perto do rio Tunguska, na Sibéria em 1908, também se pensa que tenha sido causada por um meteorito que explodiu na atmosfera e destruiu 80 milhões de árvores numa área de 2 mil quilómetros quadrados.

A nova teoria vai ser apresentada e debatida pela primeira vez no Encontro Conjunto das Associações Geofísicas Americanas, que decorrerá em Acapulco, México, esta semana.

Saber mais:

Center for the Study of the First Americans

Nature

Pecuária é líder em utilização de mão-de-obra escrava

Pecuária é líder em utilização de mão-de-obra escrava, diz ONG Ricardo Viel

Estudo elaborado pela ONG (Organização Não-Governamental) Repórter Brasil, apresentando no encontro sobre o 2º Ano do Pacto de Erradicação para o Trabalho Escravo, revela que a atividade pecuária representa 62% da mão-de-obra escrava utilizada hoje no país. Em
segundo lugar vem a produção de carvão, com 12%; a soja com 5,2%; e oalgodão, com 4,7%.

Em relação ao estudo elaborado pela entidade em 2004, o índice da pecuária baixou 18 pontos percentuais —representava 80% do trabalho escravo. Segundo o jornalista e cientista político Leonardo Sakamoto, presidente da Repórter Brasil, o estudo é baseado em dados do
Ministério do Trabalho.

Por ano, uma média de 4.000 trabalhadores são encontrados em condições análogas à de escravidão. Segundo Sakamoto, estima-se que 25 mil pessoas são escravizadas a cada ano no Brasil.

Estados

De acordo com o estudo apresentado, o Estado campeão em utilização de trabalho escravo é o Pará —tanto em número de trabalhadores libertados como de propriedades que utilizam este tipo de mão de obra. O Mato Grosso é o segundo, seguido de Rondônia.

Para Sakamato, o aumento do cultivo de cana e soja nas regiões do Pará e no Mato Grosso, que deve se acentuar ainda mais nos próximos anos por causa da expansão da bioenergia, "pode significar uma degradação nas condições dos trabalhadores, inclusive do trabalho escravo". "O
combate a isso passa por diversos fatores, entre eles, o fim da impunidade", afirma o pesquisador.

Domingo, 20 de maio de 2007

Fonte: Guia Vegano
segunda-feira, 21 de maio de 2007

NutriViva 2007 - Pampulha BH - MG


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Investigadoras portuguesas descobrem segredo da duplicação dos centrossomas

Quase todas as células humanas têm uma espécie de torre de controlo, como nos aeroportos. Pouco antes de se dividirem, têm de fazer uma segunda torre de controlo para a nova célula. Até agora, pensava-se que a torre velha tinha de servir de molde para a nova.

A equipa de Mónica Bettencourt Dias, do Instituto Gulbenkian de Ciências, em Oeiras, descobriu que, afinal, essa construção se faz a partir de uma proteína, descoberta que será publicada na próxima edição da revista "Science", e que pode dar pistas sobre o cancro e a infertilidade masculina.

As torres de controlo das células, a metáfora de Mónica Bettencourt Dias para designar os centrossomas, foram descobertas no século XIX. Alexander Fleming, o descobridor da penicilina, foi o primeiro a ver estas estruturas celulares que têm cerca de 0,5 micrómetros mas foi o biólogo alemão Theodor Boveri quem percebeu, em 1888, o papel destas estruturas. Considerou-as o órgão especial da divisão das células e levantou a hipótese de que podiam estar envolvidas no cancro, que se caracteriza por uma multiplicação anormal das células.

De facto, os centrossomas regulam a divisão das células. Nessa altura, as células têm de criar tudo em duplicado (embora se descobrisse, em 2001, que certas células se dividem sem precisar de centrossomas). Depois, é como se entre os dois centrossomas (um para cada célula filha) existisse uma corda e cada um puxasse para seu lado os cromossomas.

Os centrossomas também são cruciais para a forma que a célula irá ter: "É uma estrutura muito importante para formar o esqueleto celular, seja a cauda de um espermatozóide ou a estrutura de qualquer uma das nossas células, que é regulada pelos centrossomas", explica Mónica Bettencourt Dias.

A equipa da investigadora portuguesa encontrou a resposta para a pergunta que anda na cabeça dos biólogos desde o século XIX: como é que se forma o centrossoma? “Pensava-se que esta estrutura, que já estava na célula, servia de molde para o novo centrossoma. Mas não é assim”, diz Mónica Bettencourt Dias. "Basta ter as 'plantas' da torre de controlo. Não é preciso ter um molde, por isso esta estrutura é mais fácil de se formar do que se pensava."

A planta de construção a que a investigadora se refere é uma molécula, a proteína SAK. E a prova de que ela permite efectivamente a formação dos centrossomas de raiz está nas experiências efectuadas pela equipa em ovócitos de moscas-do-vinagre. Os ovócitos não possuem centrossoma (são os espermatozóides que os fornecem, na altura da fertilização): No entanto, explica a investigadora, "quando introduzimos a proteína SAK nos ovócitos, ficaram cheios de centrossomas".

lém de esclarecer um mistério biológico a um nível muito básico, este avanço pode revelar-se importante para combater o cancro e a infertilidade masculina.

Nas células cancerosas, há centrossomas a mais, cada um a puxar para seu lado. "Quando puxam, pode acontecer que cada célula filha não herde exactamente o mesmo material genético." Por exemplo, podem ocorrer alterações em genes com a função de evitar o aparecimento de tumores. "Se calhar, no cancro o excesso da proteína SAK leva a um aumento do número de centrossomas. Não sabemos, é uma hipótese", diz a cientista.

Talvez esta molécula possa ser usada no diagnóstico do cancro e, a longo prazo, como alvo de tratamentos.

Nos espermatozóides, a ausência desta molécula conduz à ausência ou malformação do centrossoma. O espermatozóide é assim incapaz de se deslocar até ao ovócito.

Ana Rodrigues Martins, de 25 anos, é a primeira autora do artigo a publicar amanhã. Começou a fazer o doutoramento na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, orientada aí por Mónica Bettencourt Dias e David Glover, outro dos autores, a par de cientistas italianos da Universidade de Siena.

"Estou muito contente", diz Mónica Bettencourt Dias, de 33 anos, que veio para Portugal em 2006, depois de cinco anos em Cambridge.


Saber mais:

Base de Dados de Projectos Aprovados - 2001