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terça-feira, 22 de maio de 2007

Governo do Brasil libera Milho Transgênico

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio ) aprovou hoje a liberação comercial do milho transgênico resistente a herbicida produzido pela Bayer. Foram 17 votos favoráveis à liberação, quatro contrários e um voto pedindo diligências antes da aprovação do processo. É a primeira aprovação de um organismo geneticamente modificado desde que a Lei de Biossegurança entrou em vigor, em 2005.

Segundo ONGs e movimentos sociais do campo, a liberação comercial do milho transgênico é uma irresponsabilidade com a agricultura e com a biodiversidade brasileira, um vez que os poucos estudos realizados até agora pelas empresas de biotecnologia apenas comparam o teor nutricional do milho transgênico ao do milho convencional.

Além disso, denunciam que não há nenhuma garantia comprovada pelas empresa, Embrapa ou CTNBio em relação á coexistência do milho transgênico com as diferentes formas de agricultura (convencional, transgênica, orgânica e agroecológica).

“Queremos lembrar que o cruzamento do milho é do tipo aberto, ou seja, o vento, as nossas roupas, tudo pode levar o pólen transgênico e contaminar as outras sementes. O risco de perda do material genético original e a própria perda do direito de escolha do consumidor são seriamente comprometidos se aprovada a liberação comercial desta maneira”, diz Milton Fornazieri, integrante da Via Campesina Brasil.

A liberação do milho trangênico da Bayer deveria ser analisada no fim do ano passado, mas a votação foi suspensa por força de uma determinação judicial que condicionava a votação à realização prévia de uma audiência pública - considerada uma grande vitória da sociedade civil que quer mais esclarecimentos sobre o milho das transnacionais.

Para as entidades da sociedade civil, a audiência foi tendenciosa. "A Comissão não abriu a metodologia do encontro, só aprovou a exposição de pessoas favoráveis aos transgênicos e desdenhou qualquer argumentação que fosse de encontro à liberação do milho", conclui Fornazieri.

Os movimentos camponeses defendem a agroecologia
e o direito de todos e todas ao acesso a alimentos saudáveis e de qualidade.

A solicitação de liberação do milho transgênico no Brasil é feita somente por quatro transnacionais, o que pode levar a um monopólio de produção de sementes de milho no Brasil.

Para o Greenpeace, "a decisão da CTNBio pela liberação de uma semente transgênica sem uma regulamentação prévia dos processos e documentação necessários para garantir a biossegurança do país demonstra o descaso do governo federal com a saúde, meio ambiente e agricultura brasileiros".
http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=3539

Publicado inicialmente aqui

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