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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Blog em obras...

Estamos em obras... o blog vai ser reformulado e "pintado de fresco"... sugestões são sempre bem vindas....

Muita Paz!

















P.S. - A imagem é contraditória...de propósito...ahahah!!!
quarta-feira, 10 de setembro de 2008

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Daniela Boaventura

daniela-boaventura1.jpg Daniela Boaventura de Moraes é formada em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1988. Especialista em pediatria e nutrologia. Especialista em medicina antroposófica.

Daniela Boaventura de Moraes apresentará a seguinte palestra no 2o Congresso Vegetariano Brasileiro:

Como inserir a soja em sua alimentação

  • Valor nutricional e propriedades terapêuticas da soja
  • Uso do grão e de seus derivados

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Daniel Braga Lourenço

Daniel LourençoDaniel Braga Lourenço é advogado no Rio de Janeiro, sócio, desde 1998, do escritório “Lourenço, Advogados Associados”. Graduado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC/RJ, é mestre em "Direito, Estado e Cidadania" pela Universidade Gama Filho - UGF/RJ. Especializou-se em “Direito do Petróleo Avançado” pelo Clube do Petróleo/COPPE e em Direito Ambiental pela Fundação Getúlio Vargas - FGV/RJ, onde também possui MBA em Direito Econômico e Empresarial. É advogado membro do "Animal Legal Defense Fund" - ALDF (Profesional Volunteer) e Professor de Direito Ambiental dos cursos Praetorium no Rio de Janeiro e da Pós-Graduação em Direito do Petróleo do Instituto Catarinense de Pós-Graduação - ICPG. Atualmente é o Diretor Jurídico do Instituto Abolicionista Animal – IAA e Assessor Jurídico da ONG “Espaço Gaia”. Integra os Conselhos Editoriais da Revista Brasileira de Direito Animal, da Editora Evolução e Pensata Animal. Possui diversos artigos publicados relacionados à temática da ética ambiental, bioética, ética prática e direito dos animais. É autor de “Direito dos Animais: Fundamentação e Novas Perspectivas” (Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris, 2008, 566 p.).

Daniel Lourenço apresetnará no 2o Congresso Vegetariano Brasileiro o seguinte tema:

Teoria dos Entes Despersonalizados: Uma Nova Abordagem para os Direitos dos Animais

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Carlos M. Naconecy

carlos-naconecy.jpgCarlos M. Naconecy é filósofo pela UFRGS e doutor em Filosofia pela PUCRS. Foi pesquisador visitante no Animal Welfare and Human-Animal Interactions Group da Universidade de Cambridge, Inglaterra. Atualmente é Associate Fellow do Oxford Centre for Animal Ethics. É autor do livro Ética & Animais: um guia de argumentação filosófica, Edipucrs, 2006, tendo concentrado seus estudos nesse tópico há vários anos e proferido palestras e entrevistas relacionadas com o tema.

O Dr. Carlos Naconecy estará apresentando no 2o Congresso Vegetariano Brasileiro o seguinte tema:

Ética para (todos) Animais ou Ética (apenas) para Sencientes?

O que há de errado em pisar em uma formiga? Ou esmagar uma mosca? Nada, segundo a Ética Animal, uma vez que os filósofos animalistas a ancoram na noção de senciência (ou subjetividade). Conseqüentemente, dado que (i) o consenso cientifico atual restringe a senciência aos animais vertebrados, e (ii) de todas as espécies de animais descritas pela Zoologia apenas 2% são vertebradas, teremos somente razões morais indiretas para proteger 98% de todo o Reino Animalia. Mas, segundo a corrente denominada Ética da Vida, insetos, crustáceos e moluscos não têm valor apenas instrumental: eles percebem e dão conta do mundo ao seu redor, realizam a continuidade de sua sobrevivência e buscam tudo aquilo que os beneficiam. Resultam daí duas questões. A primeira delas se refere a uma confusão terminológica, aparentemente inofensiva: eticistas e ativistas estão tratando de uma Ética para Vertebrados, em vez de uma Ética Animal propriamente dita. A segunda não é terminológica, mas normativa: se a Ética Animal limita a consideração moral aos chamados pela taxonomia zoológica de “animais superiores”, quando isso não é efetivamente legítimo, então estaríamos diante de uma instância do especismo, tão injustificado quanto o especismo humanista que rejeita mamíferos, aves e outros vertebrados do universo moral.

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Beatriz Medina

bmedina2008.jpgBeatriz Medina, 51 anos, mudou sua alimentação aos 19. É programadora visual, tradutora, mãe de cinco filhos e avó de duas meninas. Criou os filhos sem carne e não perde a oportunidade de divulgar os benefícios de ser vegetariano.

Beatriz Medina apresentará no 2o Congresso Vegetariano Brasileiro o seguinte tema:

Como permanecer vegetariano: a teimosia de ser diferente.

Muitos descobrem que tornar-se vegetariano é mais fácil do que pensavam. Para outros, a transição exige mais esforço e empenho. Mas para muitos o difícil é manter-se vegetariano num mundo que valoriza a carne como símbolo de status e base dos ambientes festivos.

Nessa palestra, Beatriz Medina, com 32 anos de vegetarianismo, fala de como foi enfrentar a pecha de ser diferente e não voltar atrás na decisão tomada, com dicas de como contornar as principais dificuldades.

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Artur Matuck

arthur-geda.jpgArtur Matuck é professor da Escola de Comunicaçoes e Artes da Universidade de São Paulo.

O professor Artur Matuck apresentará no 2o Congresso Vegetariano Brasileiro a seguinte palestra:

Direitos dos animais: uma evolução possível para os seres humanos

Este estudo analisa o relacionamento que nós, seres humanos, devotamos aos animais, focalizando o controle que exercemos sobre eles e propondo uma reavaliação de nossas pressuposições, atitudes, conceitos e consequentes comportamentos.

Artur Matuck e estará apresentando também, juntamente com Sumitra, a oficina

O caminho do coração

"O objetivo deste encontro é o de explorar técnicas e exercicios individuais e interacionais que nos permitam ampliar nossa sensibilidade diante da vida em nosso planeta, especialmente diante dos animais. Para tanto, vamos oferecer e partilhar músicas, leituras, meditações guiadas, entoações de mantras, práticas e exercicios, sempre almejando encontrar o caminho do coração, buscando experienciar o momento mágico do despertar da compaixao.

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Antônio Cláudio Duarte

antonio-claudio.jpgAntônio Cláudio Duarte é Professor Dr. Adjunto de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFRJ. Coordenador da Comissão de Avaliação e Terapia Nutricional Enteral e Parenteral (CATNEP) da UFRJ. Titular-colaborador do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (TcCBC).

O Dr. Antônio Cláudio Duarte apresentará no 2o Congresso Vegetariano Brasileiro as seguintes palestras:

- Alergias alimentares: diagnóstico clínico, laboratorial e conduta nas alergias e intolerâncias alimentares em adultos.

- Como diagnosticar, tratar e monitorar a deficiência de ferro: tratamento com suplementação (VO ou EV) - quando e como prescrever.

Juntamente com o Dr. Eric Slywitch apresentará o seguinte tema:

- Exames laboratoriais de vegetarianos: o que muda e porque muda.

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Ana Paula Pacífico Homem

ana-paula.jpgNutricionista, mestre em Bioquimica pela Universidade Federal de Minas Gerais e Especialista em Nutrição Materno- Infantil pela Universidade Federal de São Paulo. Ex- nutricionista do Hospital das Clínicas da UFMG.

Professora do Curso de Nutrição do Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH), onde coordena o atendimento ambulatorial a vegetarianos do Ambulatório de Nutrição e a Oficina da Saúde.

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Ana Cimbleris

ana-alkmin1.jpg

Ana Cimbleris é farmacêutica e Mestre em Ciências Farmacêuticas pela UFMG, com concentração na área de Saúde Coletiva e Assistência Farmacêutica, atualmente cursando na UFLA a especialização Plantas Medicinais: Manejo, Cultivo e Utilização.

É professora de Saúde do Magistério Indígena da Secretaria de Educação do Estado (convênio com UFMG, IEF e FUNAI), e conselheira técnica da Associação Brasileira de Farmacêuticos em Fitoterapia e Plantas Medicinais (ABFF).

É vegana e membro do coletivo Gato Negro – Núcleo Libertação Animal.

Ministra cursos e oficinas sobre fitoterapia e fitocosmética dentro e fora da Universidade, considerando parceiros os conhecimentos acadêmicos e populares.

Ana Cimbleris apresentará no 2o Congresso Vegetariano Brasileiro a seguinte palestra:

Fitoterapia: uma opção ética para nossa saúde

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Dr. Alberto Gonzalez

gonzales.jpgO Dr. Alberto Gonzalez é médico e cirurgião formado pela Universidade de Brasília, tendo realizado mestrado e doutorado em medicina pelo Instituto de Pesquisas Cirúrgicas de Munique, Alemanha. Atuou como professor de Fisiologia Neuro-cardiovascular e Respiratória e responsável pelo serviço de Endoscopia Digestiva do Curso de Medicina da Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro. Autor do livro "Lugar de Médico é na Cozinha" (Edil editora, 2007, 3a edição).

Médico do Programa de Atenção à Saúde da Família de Campos do Jordão - UNIFESP. Coordenador da Oficina da Semente e do Curso de Extensão "Bases Fisiológicas da Terapêutica Natural e Alimentação Viva"

O Dr Alberto Gonzalez apresentará no 2o Congresso Vegetariano Brasileiro a seguinte palestra:

O câncer: uma doença que nos ensina a viver
O câncer é descrito desde tempos imemoriais, como uma doença fatal, terminal, que inexorávelmente leva à morte. Continua sendo um mistério para o homem, nos meios científicos e acadêmicos. É também um desafio, pois enfrenta a habilidade do homem de usar terapias inovadoras e medicamentos quimioterápicos. Apesar dos progressos, a grande maioria dos pacientes acabam evoluindo vagarosamente para o êxito letal. Na espiritualidade é tema de discussões, pois desafia conceitos de vida e materialidade.
O câncer tem origem multifatorial, apresentando no entanto um perfil comum: tem alta incidência nos ambientes urbanizados e industrializados, com alto consumo de proteína animal, seja de alta ou baixa renda. Apresentam, do lado oposto, índices reduzidos em populações vegetarianas, semi vegetarianas e de maior contato com a natureza e alimentos in natura.
A ciência despertou para o fato, e diversos alimentos e fitoterápicos do reino vegetal vem sendo descritos como preventivos para o câncer. Mas isto é ainda a ponta do iceberg, uma visão reducionista. O que devemos fazer para evitar ou mesmo fazer regredir o câncer passa longe de ingerir este ou aquele alimento ou chá.
Nesta palestra serão mostradas imagens de microscopia de campo escuro de pacientes com câncer ou com grande possibilidade de desenvolver a doença. Será mostrada a relação de um terreno biológico sadio com uma vida em harmonia com a natureza. A restauração do terreno biológico, mesmo em pacientes com estado avançado da doença, apresenta resultados evidentes na qualidade de vida do paciente. Uma abordagem integrativa é a proposta, respeitando as medidas protocolares instituídas, mas valorizando também os métodos não-hegemônicos.

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Alexandra Soares

alexandra1.jpg

Alexandra Soares é estudante de geografia e análise ambiental, escritora e pesquisadora. Pratica yoga, dança samkya e meditação.

Alexandra apresentará no 2o Congresso Vegetariano Brasileiro a seguinte palestra:

Você é um consumidor consciente?

Efeitos dos agrotóxicos. Alimentos industrializados. Suas conseqüências. Alimentos transgênicos. O que são? Nossas águas. Impactos no meio ambiente.

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Thaise Santos Navolar

thaisa.jpgThaise Santos Navolar é nutricionista formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 2005, especialista em Saúde Pública pela Universidade Federal de Santa Catarina, professora colaboradora do Dpto. de Nutrição da UFPR, no qual tem realizado orientações de trabalhos de conclusão de cursos de alunas sobre vegetarianismo. Vegetariana há 10 anos, participou do Congresso Vegetariano Mundial em 2004, do Congresso Vegetariano Latino-americano em 2006 e dos cursos: Biochip e Terrapia no Rio de Janeiro em 2006. Desde então ministra cursos com o tema consciência alimentar e oficinas culinárias.

Thaise estará apresentando no 2o Congresso Vegetariano Brasileiro a seguinte demonstração culinária:

Mousse de manga, maracujá e linhaça dourada com calda de leite de amêndoas com damasco

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Rosellis Moraes

Rosellis Moraes é nutricionista e proprietária do restaurante Girassol em Brasília.

Rosellis Moraes estará apresentando o seguinte tema (uma aula prática e teórica) no 2o Congresso Vegetariano Brasileiro:

Alimentação viva e ecológica

Veja apostila de Rosellis Moraes No caminho da alimentação viva - receitas e 50 receitas vivas

em:

www.vegetarianismo.com.br/sitio/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=572

www.vegetarianismo.com.br/sitio/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=572

Entrevista Ros' Ellis Nutricionista , educadora ambiental e pesquisadora de alimentação viva e ecológica.



Ros' Ellis propõe uma construção nova de valores onde haja integração do pensamento com a prática em uma atitude consciente e planejada de acordo com o movimento cíclico da Natureza. Assim, como parte integrante da grande teia cósmica o ser humano assume um novo conceito onde corpo, mente e espírito interagem através de uma profunda ecologia, colaborando com a evolução do planeta de forma harmoniosa.

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Natália Chede

natalia.jpgNatália Chede se formou em Nutrição na Universidade Santa Úrsula, no Rio de janeiro, e desde então vêm aprofundando seus conhecimentos sobre alimentação natural e vegetariana, tendo participado de diversos cursos e congressos. Em Curitiba desde 2007, vem desenvolvendo seu trabalho com foco na desintoxicação do organismo e reeducação alimentar.

Recentemente, descobriu na culinária uma nova paixão, e organiza cursos e workshops onde ensina que se alimentar de forma saudável pode ser muito gostoso!

É membro do Departamento de Medicina e Nutrição e Coordenadora do Departamento de Culinária da Sociedade Vegetariana Brasileira.

Buscando sempre o aperfeiçoamento profissional, atualmente cursa pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional.

Receitas para o Congresso:

- BOLINHOS DE TOFU E BRÓCOLIS

1 xícara de brócolis cozido no vapor e picadinho
1 xícara de tofu picado
2 colheres (sopa) de farinha de trigo integral ou de aveia
2 colheres (chá) de molho de soja (shoyu)

cebolinha e salsinha
Sal a gosto
Óleo para untar

Misture todos os ingredientes. Unte uma superfície lisa e as mãos com óleo. Modele cada porção até obter um hambúrguer.

Leve ao forno.

- BOLINHOS DE GRÃO DE BICO

Coloque 2 xícaras de grão de bico de molho por 12h.

Escorra e lave bem, e passe-os no processador (ou liquidificador), deixando bem homogêneo.

Acrescente azeitonas picadinhas, tomates picados, 2 colheres de sopa de fubá, sal marinho e orégano á gosto, e misture bem, com as mãos.

Unte uma travessa com óleo, forme bolinhos e leve para assar, virando-os para dourar os dois lados

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Milene Galuppo Mattar



Torta viva deliciosa

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Laura Packer

laura.jpgApresentou tema no 36º Congresso Mundial de Vegetarianismo em 2004 - Florianópolis, No 1º Congresso Vegetariano Brasileiro e Latino-Americano em 2006 - São Paulo e no 37º Congresso Mundial de Vegetarianismo em 2006 em Goa – Índia. Autora do livro : Vegetarianismo - sustentando a vida . Vegetariana desde 1981.

Laura Packer estará apresentando no 2o Congresso Vegetariano a seguinte demonstração culinária:

Sustentando a vida com inspirações veganas.

Risoto de quinoa, torta luminosa de tofu, torta de banana tudo de OM, brigadeiro oferanda aos deuses, pudim celestial de manga

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Jaqueline Rodrigues

jaqueline.jpgCientista social com ênfase em antropologia, formada pela UFMG, trabalha desde 2005, como Culinarista e Produtora em cursos e eventos de “Culinária Viva”. No ano de 2007 foi responsável pelo ensino da prática culinária com alimentos funcionais (alimentação viva), nas atividades da Oficina da Semente, grupo de pesquisa em alimentos funcionais, coordenado pelo Dr. Alberto Peribanez Gonzalez, autor do livro “Lugar de Médico é na Cozinha”.

Atualmente cursando uma pós-graduação em “Nutrição Humana e Saúde” pela UFLA (Universidade Federal de Lavras).

Jaqueline Rodrigues estará apresentando o seguinte cardápio no 2o Congresso Vegetariano Brasileiro:

PURA ENERGIA!!!

Nesta demonstração serão feitos sucos práticos e energéticos, que são um verdadeiro alimento para o dia-a-dia. Usando frutas, sementes e hortaliças, preparamos deliciosas receitas de sucos. Além da Barrinha de Cereais super nutritiva e natural que qualquer pessoa pode preparar em sua casa.

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Flávio Passos

flavio.jpgFlávio Passos é chef, artista culinário e palestrante. Especialista em Alimentação Viva, Flávio estudou nos Estados Unidos no Living Light Culinary Arts Institute onde aprendeu a transformar ingredientes naturais, vivos e alegres em deliciosas poesias comestíveis.

Desde 2004 viaja lecionando cursos e transmitindo seu saber acerca de um estilo de vida que realmente facilita o acesso à Sáude, à Serenidade e à Felicidade.

Sua culinária simples e delicada é fácil, rápida e acessível a todos e agrada aos mais diversos paladares. Conhecimento, talento e arte se combinam para dissolver qualquer conceito acerca da falta de beleza, riqueza ou sabor na culinária da Mãe Natureza. Flávio Passos apresentará no 2o Congresso Vegetariano Brasileiro a seguinte demonstração culinária:

Elixir de Aloe Vera e Supershake Oceânico

2o Congresso Vegetariano Brasileiro - Daniel Francisco de Assis

daniel.jpgDaniel Francisco de Assis se alimenta de forma ecológica crudívora há 6 anos (90%). Trabalhou nos melhores Spas preparando pratos para perder peso e desintoxicar-se.

www.livingenergyretreat.com / www.thecompleteretreat.com

Organiza o site: ww.comidaecologica.com.br

Escreve livros de receitas e técnicas de alimentação crudívora vegana, administra cursos presenciais e virtuais de culinária e dá palestras sobre os benefícios de uma alimentação ecológica.

Engenheiro Ambiental formado pela PUC-Rio em 2004
Curso Biochip
Cozinheiro de SPA

Sua apresentação será dividida em 2 partes:

1. Benefícios da Alimentação Ecológica Viva

  • O que é comer de forma ecológica
  • Porque comer de forma ecológica
  • Quais as vantagens para o corpo e para o planeta
  • Como comer de forma ecológica


2. Técnicas culinária básicas

  • Leite vegetal
  • Queijo vegetal
  • Yogurte vegetal
  • Sucos
  • Saladas e molhos
  • Pratos principais
Curso de Alimentação Viva na Promoção da Saúde e Ambiente

http://www.svb.org.br/2congressovegetarianobrasileiro/cursos-de-capacitacao-/curso-de-alimentacao-viva-na-promocao-da-saude-e-ambiente.html

PDF E-mail
09-Jun-2008
O Projeto Terrapia do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria – ENSP-FIOCRUZ está promovendo o 1o Curso de Alimentação Viva na Promoção da Saúde e Ambiente voltado para o público de diversas formações.

maria-luiza.jpg Esta iniciativa vai acontecer nos dias 26, 27 e 28 de setembro de 2008, nas dependências do UNI-BH, em Belo Horizonte, como parte da programação do 2o Congresso Vegetariano Brasileiro, das 9 h às 12h, com carga horária total de 9 horas.

O Curso somente poderá ser frequentado por pessoas inscritas no 2o Congresso Vegetariano Brasileiro e visa atender a demanda de congressos vegetarianos anteriores solicitando o formato dos cursos oferecidos pelo projeto Terrapia - Alimentação Viva na Promoção da Saúde e Ambiente desenvolvido na Ensp - Fiocruz.

Será sugerida uma doação à SBV para cobrir as despesas do evento. Trata-se de uma condensação dos conteúdos teóricos acompanhados de demonstração da culinária viva. O modelo inclui a participação de 10 colaboradores, pessoas que vivem com esta prática alimentar e desenvolvem o estilo de vida ecológico que a acompanha. Assim, mesmo durante os intervalos do Congresso, esses colaboradores identificados estarão disponíveis para esclarecimentos e troca de informações, ampliando as horas de contato. Esta metodologia se deve ao fato de que as bases conceituais do Projeto Terrapia apóiam-se na TAREFA e TROCA de experiências, como modo de produzir o conhecimento, acompanhando a teoria dos sistemas vivos.

Programa

Sexta 26/9/08

9 às 10h

Alimentação Viva na promoção da saúde – O homem como Ser de Cuidados.

Conversas teóricas Maria Luiza

10 às 10h45min

História e apresentação das sementes de consumo humano sob a forma de germinação

Germinação
Maria Luiza

10h45min às 12h

Demonstração do preparo culinário I

Colaboradores do Terrapia

Sábado 27/9/08

9 às 10h

O homem e sua relação do com a natureza no discurso médico - O corpo como expressão – a conversa diária com o ecossistema - Estilo de vida da Alimentação Viva e Saúde

Conversas teóricas Maria Luiza

10 às 10h45min

Processos de germinação para cultivo doméstico

Germinação

Maria Luiza

10h45min às 12h

Demonstração do preparo culinário II

Colaboradores do Terrapia

Domingo 28/9/08

9 às 10h

Produção de alimentos e impacto ambiental - Ética do consumo

Conversas teóricas

10 às 10h45min

Manejo e planejamento da produção diária de sementes germinadas e brotos

Germinação

Maria Luiza

110h45min às 12h

Demonstração do preparo culinário III

Colaboradores do Terrapia

Coordenação: Maria Luiza Branco Nogueira da Silva

RESUMO DAS CONVERSAS TEÓRICAS

Aula 1:

Conversa sobre o que é a alimentação viva, sua origem, seus impactos na natureza e a promoção da saúde - a nova abordagem da saúde pública. Baseados no capítulo II – Cuidado: o ethos do humano L.Boff (*) convidamos os participantes para uma ampla reflexão sobre o que é Ser Humano, situando os valores e concepções de vida que "alimentamos" com nossos atos e pensamentos que, finalmente condicionam a nossa escolha alimentar.

Aula 2:

A partir de uma leitura sobre o status da natureza no discurso médico desde a Grécia antiga, situamos a orientação das medicinas naturais baseadas no vitalismo, base do conceito de energia vital utilizada na alimentação viva. Convidamos para uma conversa baseada na visão do corpo como um ecossistema, onde vivem trilhões de outros seres vivos que desenvolvem tipos de relações variadas com o humano, moduladas pelas nossas escolhas de estilo de vida e alimentação (Ecomedicina).

Aula 3:

Reflexões sobre a importância de se falar de produção de alimentos nos espaços de promoção da saúde a partir da afirmação dos agrônomos ecológicos: "Solo sadio – Plantas sadias – Homem sadio". Abordamos alguns aspectos históricos da produção no Brasil e sobre a relação entre a produção agrícola, preservação ambiental e justiça social. Acompanhando o movimento internacional pela ética do consumo, desenvolvemos algumas reflexões sobre nossos hábitos de vida cotidiano e seus impactos na saúde.



Informações e inscrições: terrapia@ensp.fiocruz.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

_________

Quem somos?

Somos hoje um espaço de referência da Alimentação Viva que tem por objetivo a difusão dos princípios e hábitos de vida ecológica. Através das práticas cotidianas desenvolve-se um modo de olhar o próprio corpo como ecossistema e meio de participação na preservação ambiental. Deste modo, desde 1997 estamos contribuindo para o fortalecimento do caminho da Promoção da Saúde através da reorientação do modelo assistencial no Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria – ENSP-FIOCRUZ.

Quem participa?

Os freqüentadores são aqueles interessados na alimentação viva e na aproximação com o ambiente natural, sejam moradores, visitantes ou trabalhadores de Manguinhos no Rio de Janeiro.

Como trabalhamos?

Na HORTA de CULTIVO BIOLÓGICO, apresentamos a prática de produção doméstica de alimentos vivos e de desenvolvimento de habilidades da culinária viva. Sempre em grupo, O projeto é mantido com a participação solidária de todos os participantes e oferecemos semanalmente:

1- Oficinas orientadas pelos colaboradores:

  • Produção de sementes germinadas e brotos de cultivo doméstico
  • Preparação do Suco de Clorofila com sementes germinadas e folhas selvagens comestíveis identificadas na horta.
  • Cultivo ecológico de hortaliças, viveiro de árvores frutíferas e plantas medicinais.
  • Preparação da compostagem dos restos alimentares.
  • Plantio das sementes não utilizadas dos frutos e legumes provenientes da "cruzinha" doméstica
  • Preparo de refeições, valorizando os alimentos vivos, in natura sem processamento pelo calor, frio ou refinação.
  • Estímulo ao auto-cuidado e cuidados com o meio ambiente.

2- Seminários de alimentação viva na promoção da saúde.

7h Aula de yoga ou tai chi chuan

8h Germinação de sementes

9h Preparação do Suco de Clorofila em grupo

10h Aula teórica

11h Aula prática demonstrativa

11h30min Preparação da refeição em grupo

12h30min Confraternização e almoço

3- Cantina Viva

A cantina, com propósito educativo, foi criada pelo "Grupo Terrapia" para oferecer e comercializar as refeições atingindo o público que não pode participar das oficinas e seminários. Criou-se então mais uma oferta de alimentação no campus da Fiocruz, diferenciada, onde a preparação envolve também a produção dos alimentos básicos (sementes germinadas e brotos) além de estímulos ao cuidado com o ambiente.

4- Bazar Solidário

É uma forma de sustentabilidade do projeto, além das doações espontâneas. Os recursos são destinados à compra de material usado nas oficinas, aparelhos e utensílios de cozinha, alimentos e transporte para eventos.

É administrado pelo Grupo Terrapia com o objetivo inicial de gerar renda, mas principalmente de "alimentar" o movimento na disseminação das idéias do projeto.

5- Eventos

Local: Centro de Saúde Escola - Rua Leopoldo Bulhões 1480, térreo, Manguinhos- Rio de Janeiro.

Contatos: tel- 2598 2659 E-mail: terrapia@ensp.fiocruz.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

www.ensp.fiocruz.br

Busca: Terrapia

Coordenação geral: Maria Luiza Branco Nogueira da Silva.
Graduada pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro – Federação das Escolas Federais Isoladas do Rio de Janeiro – FEFIERJ (1976), com especialização em Metodologia da Pesquisa em Saúde Mental pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca - FIOCRUZ (1994). Atua na saúde pública desde 1986 em atenção primária à saúde no Centro de Saúde Escola - Ensp – Fiocruz, onde idealizou o Terrapia, um projeto social de desenvolvimento comunitário, exercendo atividades como ambientalista, atuando principalmente nos seguintes temas: promoção da saúde, alimentação e educação ambiental desde 1997.


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Marly Winckler
www.vegetarianismo.com.br
www.svb.org.br
www.ivu.org

Prática de exercício pode anular gene da obesidade, diz estudo

Exercício
Exercício pode cancelar efeito de gene
A prática de exercícios pode anular os efeitos de uma mutação genética associada à obesidade, segundo um estudo da Universidade de Maryland publicado nesta semana na revista especializada Archives of Internal Medicine.

Recentemente, foi demonstrada uma forte relação entre a alta massa corporal e variantes de um gene em particular, conhecido como FTO (o gene de massa de gordura e obesidade associadas).

Aqueles que carregam duas cópias do FTO têm mais chances de se tornarem obesos, mas o estudo realizado entre 704 integrantes da comunidade amish dos Estados Unidos demonstrou que um estilo de vida ativo parece reduzir este risco.

O grupo foi escolhido por ser considerado geneticamente “puro”, o que permite o rastreamento de seus antepassados por até 14 gerações - até os primeiros colonizadores europeus que, no século 18, migraram para os Estados Unidos.

Mutações

As mutações associadas à obesidade estão presentes em 30% das populações européias. Apesar de a dieta e o estilo de vida também influenciarem no peso, não se sabe exatamente como elas interagem com os genes.

Várias variações genéticas já foram ligadas à obesidade, mas nenhuma é, por si só, responsável por isso. A variação mais comum, entretanto, é a do FTO – estima-se que metade da população européia carregue pelo menos uma cópia do gene.

Não se sabe exatamente como ele influencia o ganho de peso, mas alguns cientistas sugerem que ele pode ter um papel no apetite de um indivíduo.

Neste estudo, os movimentos dos voluntários foram medidos através de um “acelerômetro” durante uma semana.

Os cientistas concluíram que, apesar de a esperada ligação entre a mutação do FTO e o alto índice de massa corporal ter sido encontrada entre os voluntários menos ativos fisicamente, a mutação não teve efeito entre os indivíduos que apresentavam altos níveis de atividades físicas – o equivalente a três ou quatro horas diárias de atividades moderadamente intensas.

“Os nossos resultados sugerem fortemente que o aumento do risco de obesidade por conta de suscetibilidades genéticas pode ser anulado através de atividades físicas”, disse o médico Soren Snitker, que liderou a pesquisa.

“Alguns desses genes que parecem causar obesidade no nosso ambiente moderno podem não ter tido esse efeito alguns séculos atrás, quando a vida da maioria das pessoas era semelhante à dos atuais fazendeiros da comunidade amish.”

Fonte: BBC Brasil

Projeto britânico quer produzir comida e energia em deserto

Simulação de computador do Projeto Sahara. Seawater Greenhouse
Na simulação, estufas e painéis solares instalados no deserto produzem alimentos e geram energia

Uma equipe de engenheiros e arquitetos baseados em Londres está combinando tecnologias para transformar imensas áreas desérticas em terrenos férteis com capacidade de produzir comida, água limpa e fontes alternativas de energia.

O Sahara Forest Project (Projeto Floresta Sahara) consiste em construir lado a lado estufas onde seria possível obter água limpa e cultivar alimentos, e painéis espelhados gigantes que captariam raios solares para gerar eletricidade.

A iniciativa combina tecnologias criadas pela empresa Seawater Greenhouse, que cultiva plantações em estufas instaladas em áreas áridas, e por arquitetos e engenheiros que desenvolveram uma técnica conhecida como Concentrated Solar Power (Energia Solar Concentrada, em tradução livre).

O criador da Seawater Greenhouse, Charlie Paton, explica que a técnica consiste em instalar evaporadores na entrada da estufa que convertem a água do mar em vapor. O vapor resfria a temperatura dentro do local em até 15 graus e favorece o crescimento da lavoura.

Do outro lado da estufa o vapor é condensado, transformando-se em água limpa que serve para regar as plantações.

Segundo Paton, a quantidade de água obtida é cinco vezes maior do que a necessária para molhar as plantas, produzindo um excedente que pode ser usado para mover turbinas acopladas aos painéis que captam a energia solar, gerando energia.

Biodiesel

De acordo com os criadores do Sahara Forest Project, em fase de testes em Tenerife, Omã e Emirados Árabes Unidos, a iniciativa terá potencial para produzir comida e eletricidade que serão consumidas por moradores locais.

A energia também poderia ser enviada para a Europa por meio de um conversor.

Com o excedente de água ainda seria possível cultivar pinhão manso, uma planta que serve de base para produzir biodiesel e que se adapta bem às terras desérticas.

Os criadores do projeto dizem que a iniciativa poderá ser uma ferramenta importante para combater a desertificação e trará múltiplos benefícios, como “grandes quantidades de energia renovável, comida e água".

Fonte: BBC Brasil

domingo, 7 de setembro de 2008

Receita de vinagre de maçã

O biólogo Vitório dos Santos Júnior ensina a fazer vinagre de maçã. Segundo ele, o produto é diferenciado no sabor e no aroma, e ainda contém propriedades funcionais.

Comida viva



Reportagem: Ismar Madeira (Campos do Jordão, São Paulo)
Prato do dia: verduras, legumes, frutas e sementes germinadas. É a comida viva!
"Eu tomava remédio para pressão e não tomo mais. Emagreci dez quilos com uma alimentação natural que qualquer um pode fazer em casa", conta o aposentado Orlando Asse dos Santos.

Não é milagre. É o resultado da orientação médica, que seu Orlando recebeu em um posto de saúde de Campos do Jordão, em São Paulo. Tudo de graça, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Foi com o médico Alberto Gonzalez, pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que ele e muitos outros pacientes começaram a aprender que comida é remédio.
"Há influências bastante claras na obesidade, na constipação, na inflamação crônica, na dislipidemia – que é o desequilíbrio do colesterol –, nas doenças gastrointestinais e respiratórias e no diabetes", aponta Alberto Gonzalez.
Mas, afinal, o que é comida viva? A receita é simples: nada pode ser cozido, frito ou assado. Os alimentos são de origem vegetal. E para começar bem o dia, um suco poderoso.
Se uma pessoa que não tem uma doença diagnosticada nem se sente mal resolver experimentar esse alimento vivo, que resultados vai sentir?
"É muito importante que eu, me apresentando como médico, diga que alimento vivo é bom para quem está doente, mas o alimento vivo é uma alimentação para quem está sadio e quer se manter sadio", esclarece Alberto Gonzalez.
Decidi experimentar. Em dez dias, que resultados eu veria?
"Em dez dias, vai haver uma grande liberação de água do seu corpo. Muita água retida vai ser eliminada. Você também vai notar mudanças no âmbito da digestão e da disposição, principalmente após as refeições, Você vai se sentir muito bem disposto", adiantou Alberto Gonzalez.
Doutor Alberto troca o jaleco pelo avental. Hora de arregaçar as mangas e mostrar como se prepara o suco. "O grande equipamento é um liquidificador. Depois de tudo lavado, você começa a fazer o suco. Primeiro, picota o pepino. O pepino vai para perto da hélice, porque ele é um grande gerador de água. Aí vem a maçã. Vamos extrair a água do pepino, da maçã e das verduras orgânicas disponíveis com uma cenoura. E, finalmente, as sementes de girassol germinadas. Você pode usar só trigo, girassol, quinoa, gergelim, amêndoa. O ideal é a semente germinada”, ensina Alberto Gonzalez.
Este é o grande segredo da comida viva: grãos germinados. E se você já está se perguntando como vai fazer para conseguir essas sementes, não se preocupe.
"Em seguida, coamos. Fica uma massa consistente. É um coador de voal, que qualquer um pode ter. As pessoas com mais recursos usam uma centrífuga. É o café da manhã. É bom que seja um copo grande. Tem pão, manteiga, café e leite, só que em forma natural, viva e repleta de nutrientes vivos", ressalta Alberto Gonzalez.
Não é um suco ralinho, parece um leite ou algo muito cremoso. É em um casarão que doutor Alberto Gonzalez ensina receitas de alimentos vivos. Alguns pacientes são encaminhados para o local e aprendem que, além do suco, podem fazer pratos coloridos e saudáveis, como a caldeirada de frutos do mato.
Legumes ralados, picadinhos. Basta prensar os alimentos, uma técnica feita com as mãos, para controlar a temperatura da panela. Afinal, nos chamados alimentos vivos, legumes e verduras não podem ser cozidos.
"Se começar a queimar as mãos, tem que desligar. Se não queimar a mão, não vai queimar os alimentos também", explica uma funcionária do hospital.
“A carne é uma questão de herança cultural. Eu não vou chegar em uma aldeia de pescadores e dizer: parem de comer peixe. Comam o peixe, mas incluam na sua vida os alimentos que vêm da mãe terra. Porque eles vêm com a informação que você precisa", diz Alberto Gonzalez.
"Não posso dizer que sou vegetariano. Uma vez por mês eu não recuso um churrasquinho, mas também não sou escravo da alimentação. Como tudo que eu gosto, com uma certa regra", conta seu Orlando.
"Sempre digo que tudo que é verde faz bem para o que é vermelho. Quem está com doença cardiovascular volte-se para o reino vegetal. Alimente-se de tudo que é verde possível que a recuperação cardiovascular vem a reboque", aconselha Alberto Gonzalez.
Em casa, seu Orlando segue a orientação diariamente e faz questão de plantar suas verduras: "Eu aproveito qualquer cantinho. Uma jardineirinha da loja de R$ 1,99, um pouquinho de terra e brota um trigo bonito".
A grama de trigo usada no suco nasce de sementes comuns compradas no supermercado e simplesmente jogadas por seu Orlando na terra. "Todos os espaços, o quintal do vizinho, por exemplo, eu coloquei trigo há 15 dias e já está nascendo. Temos couve e outras hortaliças espalhadas no meio da vegetação. Uso de sete a oito qualidades para fazer o suco por dia", conta.
Será que é mesmo tão fácil assim? Nos dez dias em que testamos o suco também experimentamos a preparação dele, até em cozinhas de hotel. Se eu consegui, qualquer um consegue.
Mas, antes, é bom lembrar: estávamos no restaurante de um hotel na cidade turística de Campos do Jordão, e as tentações estavam servidas. Eram 9h. Eu jantei no dia anterior, às 20h30. Ou seja, havia mais de 12 horas. O estômago já estava reclamando. A mesa do café da manhã era farta. Em vez de optar por tudo o que eu normalmente comeria, fiquei só com as frutas e o suco verde.
Logo pegamos a estrada. Acompanhamos doutor Alberto Gonzalez até a casa de um paciente. A viola dá o tom. O lavrador Benedito Vicente da Rosa leva uma vida simples. Mora com a mulher no alto de uma colina, em um lugar onde não tem luz elétrica. Mas sobram ar puro e produtos tirados da terra sem agrotóxicos. Faltava saber como aproveitar todos os seus nutrientes. Foi o que seu Benedito aprendeu nas consultas pelo SUS. Visitas periódicas fazem parte do Programa de Saúde da Família.
Há um ano, o lavrador mal conseguia ir ao posto de saúde, por causa de uma trombose na perna esquerda, uma ferida enorme não cicatrizava.
"Estava muito machucado, era uma ferida só. Tinha um roxo que parecia uma lesão só. Tomei o suco e fechou tudinho, foi uma beleza. Eu já estava até desenganado", comemora o lavrador.
Doutor Alberto Gonzalez explica: "Os vasos da perna dele não chegavam até a intimidade do tecido, por conta do problema vascular. O suco promoveu o fenômeno denominado neovascularização, de crescer novos capilares onde não tinha".
Mas o médico alerta: "Se você está usando remédios e quer mudar para o suco, consulte um profissional médico. A pessoa que tem um problema grave de pressão arterial ou problema grave de perfusão sanguínea do próprio coração não pode parar de tomar o remédio. Eu trabalho usando remédios e o suco. Os remédios vão sendo tirados à medida que os resultados com o suco vão aparecendo. E isso depende da adesão do paciente".
Seu Benedito se empenhou de verdade para ver o resultado. Afinal, o que já seria difícil na cidade grande poderia até ser impossível para quem vive sem energia elétrica – sem um liquidificador.
"Tentei socar no pilão, mas espirrou muito. Tive que inventar outro modo. Daí, foi no ralador. Achei que foi importante", diz seu Benedito, que colhe os ingredientes, rala e espreme tudo com as mãos. "É um verdadeiro remédio. A perna sarou que é uma beleza! Não tem mais nada, está forte. Já estou imaginando até jogar bola. Eu gostava muito de jogar bola. Fazer isso todo dia é difícil, mas sem esforço ninguém consegue nada".
A germinação dos grãos é que dá força ao alimento, potencializa os nutrientes. É o que garante a mais antiga pesquisadora da comida viva no Brasil, a designer e professora Ana Branco, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). A primeira semente foi ela que plantou. Há 15 anos, Ana Branco reúne conhecimentos que ela passa adiante.
Preste atenção: é o passo-a-passo para você também aprender a germinar as sementes na sua casa.
"Colocamos a semente de girassol de molho na água. Vamos dormir e a semente vai acordar. São oito horas de molho na água. É o tempo de dormirmos e ela acordar. Na manhã do dia seguinte, jogamos a água fora e deixamos escorrendo em algum apoio por mais oito horas. Depois de oito horas de molho na água e oito horas no ar, é só darmos uma lavadinha antes de consumirmos. Podemos olhar o que aconteceu com a semente germinada. Dá para ver o narizinho que está nascendo. Nesse ponto, podemos consumir. Assim, comemos a energia vital contida nela. E ficamos forte que nem ela", diz Ana Branco.
Para ela, uma filosofia de vida que germinou e deu frutos. Muitos já aprenderam os segredos da alimentação viva em cursos e em uma feira na PUC-RJ.
"Nós começamos com o suco quando eu estava grávida da minha terceira filha. Meu marido faz o suco, fazemos para a família toda. Isso já acontece há três anos", conta a professora Rosana Cunha Pinto. "O grande barato é chamar as crianças para fazerem junto com você. Pede para uma pegar uma maçã, pede para outra segurar uma hortelã. E assim a gente vai cortando e preparando o alimento junto".
Eu bebi suco durante dez dias. E não foi difícil, mesmo fora de casa, dormindo em hotéis, comendo em restaurantes. Logo no primeiro dia, eu fiz exames de sangue que mostraram que a minha saúde vai muito bem. Taxas como colesterol e glicose, por exemplo, estão ótimas. E, por causa disso, eu resolvi não mudar mais nada na minha alimentação. No almoço e no jantar, continuei comendo o que estou acostumado e gosto: arroz, feijão, carne.
Mesmo assim, substituindo só café da manhã, o suco fez efeito. Perdi 2,1 quilos. Eu também senti outras mudanças que não podem ser medidas. A primeira: comecei a sentir menos fome nos últimos dias. E a segunda: mudança no apetite. Já não tenho tido mais tanta vontade de comidas pesadas. Pode ser resultado do suco.






O lavrador Benedito Vicente da Rosa, doutor Alberto Gonzalez e Ismar Madeira

Agumas receitas
CALDEIRADA DE FRUTOS DO MATO

Hortis:

1 maço de couve-flor
1 maço de brócolis
1 berinjela
½ repolho branco ou roxo
½ maço de cebolinha
3 unidades de shiitake grande
outros produtos de horta a gosto

Sementes:

100g de trigo
100g de cevadinha
100g de gergelim branco

Temperos:

Miso, cúrcuma, louro, pimenta dedo-de-moça, almeirão, chicória, salsa ou coentro e azeite extravirgem.

Modo de Fazer:

Picotar o brócolis, o repolho e a berinjela. Prensá-los com miso até brotar o néctar. Picotar os outros hortis e colocá-los na panela de barro em fogo baixíssimo, prensando levemente com os temperos até atingir o amornamento. Adicionar shiitake fatiado junto aos prensados. Servir com aziete extravirgem.

Oficina da Semente

ENERGIZANTE NATURAL DE VINAGRE


1 colher rasa de mel
1 colher de vinagre
água com gás

Modo de Fazer:

Dissolver o mel no vinagre. Em seguida, adicionar a água gasosa, sem mexer, para não perder o gás.

Como alternativa à água com gás, pode-se usar água de coco ou chá verde.

MOLHO DE VINAGRE PARA SALADA


1 maçã-verde sem casca e sem semente
3 colheres de vinagre de maçã
1 colher (sopa) de azeite
1 dente de alho pequeno
sal a gosto

Modo de Fazer:

Misturar todos os ingredientes e usar para temperar saladas verdes.

SUCO DE LUZ DO SOL

Cortar uma maçã em pedaços pequenos e tirar as sementes grandes. Colocar no liquidificador. Usar um pepino como socador para auxiliar a extrair o líqüido que mora dentro das hortaliças. Acrescentar os grãos germinados*, as folhas verdes comestíveis, o legume e a raiz escolhida na proporção indicada, variando as hortaliças sempre que possível e privilegiando as de produção orgânica. Coar em um pano e beber logo em seguida.

Legumes e raízes: cenoura, abóbora, maxixe, batata-doce, inhame, quiabo, couve-flor, abobrinha, nabo, beterraba.

*Como germinar grãos

1 – Colocar de uma a três colheres de sopa de grãos em um vidro e cobrir com água limpa.

2 – Deixar de molho por uma noite (8 horas).

3 – Cobrir o vidro com filó e prender com elástico. Despejar a água e enxaguar bem sob a torneira.

4 – Colocar o vidro inclinado em um escorredor em um lugar sombreado e fresco.

5 – Enxaguar pela manhã e à noite. Nos dias quentes, é preciso lavar mais vezes. Os grãos iniciam sua germinação em períodos variáveis. Em geral, estão com sua potência máxima logo que sinalizam, o processo do nascimento, quando ficam prontos para serem consumidos.

Sugestões de sementes:

Todas as sementes comestíveis, tanto pelo homem como pelos pássaros: girassol, painço, niger, colza, aveia, trigo, linhaça, arroz, soja, centeio, gergelim, grão-de-bico, amendoim, lentilha, nozes, castanha-do-pará, amêndoas, ervilha, feno-grego etc.

Receita: Ana Branco, designer e professora da PUC-RJ
Fonte: Globo Reporter
Consultado em 7 de Setembro de 2008