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sábado, 12 de janeiro de 2008

QUINUA

No Altiplano Boliviano, a 3.800 metros acima do nível do mar,o vento gelado,mesclado a pequenas particular de sal,é o primeiro sinal dado pelo Salar de Uyuni ao visitante. Este deserto com seus 12.500 Km.2, onde o frio no inverno chega a 30 graus negativos, é branco como a neve. Seu horizonte é tão nítido e sua atmosfera tão limpa que é possível ver claramente a curvatura terrestre desenhada no azul do céu.É neste lugar, Único no mundo, que nasce a QUINUA REAL (Quinoa), cereal sagrado dos Incas. Qualificada como o melhor alimento de origem vegetal para consumo humano, pela Academia de Ciências dos Estados Unidos e selecionada pela Nasa para integrar a dieta dos Astronautas em vôos espaciais de longa duração, por seu extraordinário valor nutritivo. Investigadores que vem estudando a QUINUA REAL, nas ultimas décadas,constataram, que seu valor nutritivo - só comparado ao leite materno - a converte no alimento mais completo do planeta, muito superior aos de origem animal, como a carne, o leite, os ovos e o peixe.

As proteínas de que o corpo precisa são compostas de 20 aminoácidos diferentes. Você pode fazer alguns deles a partir de outros aminoácidos, mas existem aminoácidos que não podem ser fabricados pelo corpo e que devem fazer parte da sua dieta. Estes são chamados aminoácidos essenciais.A QUINUA REAL, com 23% de proteínas, possui um balanço de aminoácidos excepcionalmente atrativo para a nutrição humana devido aos seus altos níveis de lisina e metionina. Conta com 20 aminoácidos, dos quais os 10 essenciais (Histidina Isoleucina,, Leucina, Lisina, Metionina, Fenilalanina, Treonina, Triptofano,Valina e Arginina).

De acordo com os resultados de algumas experiências, demonstrou-se que estas proteínas são mais favoráveis ao crescimento que as contidas no leite.O valor mais alto (95) corresponde ao do ovo, o que significa que a cada 100g de proteínas ingeridas, 95 são assimilados.

Para a QUINUA REAL o índice de 75 é considerado alto se comparamos com a carne (60), o Leite (72), Trigo (60) e o Milho (44). Na QUINUA REAL, encontramos principalmente vitaminas A, B6, B1 e, em menores quantidades, as vitaminas E e C. Rica em certos minerais, como o ferro (9,5 mg/100 g de Quinua), fósforo (286 mg/100 g de Quinua) e Cálcio (112 mg/100 g). No que diz respeito aos glucídios (hidratos de carbono), estes apresentam um valor entre 67% a 74%, essencialmente na forma de amido. Estes valores fazem da QUINUA REAL um alimento que oferece uma elevada (347 Kcal por 100g) reserva energética.

A contribuição de proteína para o conteúdo de energia total da QUINUA REAL é 23%; 20% é de gordura e os restantes são de carboidratos. Sua qualidade nutricional é melhor que a da soja, com sais minerais e aminoácidos balanceados. Apesar de altamente protéicos, os grãos não possuem o glúten, proteína encontrada no trigo que impede muita gente alérgica de comer pão, macarrão ou biscoito. A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera a QUINUA REAL como alimento único por seu altíssimo valor nutricional. "Se tivesse que escolher um alimento para sobreviver escolheria a QUINUA" Duane Johnson, Universidade do Colorado.


TABELA NUTRICIONAL (100 Grs. de produto)
Aminoácidos (AA): Perfil de AA: %AA/100gr de proteínas:

Aminoácidos QUINUA Trigo Leite
Histidina * 4.6 1.7 1.7
Isoleucina * 7.0 3.3 4.8
Leucina * 7.3 5.8 7.3
Lisina* 8.4 2.2 5.6
Metionina* 5.5 2.1 2.1
Fenilalanina* 5.3 4.2 3.7
Treonina* 5.7 2.7 3.1
Triptofano* 1.2 1.0 1.0
Valina* 7.6 3.6 4.7
Ácido Aspártico 8.6 - -
Ácido Glutámico 16.2 - -
Cisterina 7.0 - -
Serina 4.8 - -
Tirosina 6.7 - -
Argina* 7.4 3.6 2.8
Prolina 3.5 - -
Alanina 4.7 3.7 3.3
Glicina 5.2 3.9 2.0

* Aminoácidos essenciais

VITAMINAS PERFIL EM 100 gr.

  • Vitamina B1 - 30 mg
  • Vitamina B2 - 28 mg
  • Vitamina B3 - 7 mg
  • Vitamina C - 3 mg
  • Vitamina E - 4,1 mg

Componente QUINUA Arroz Milho Trigo Aveia Centeio Cevada
Cálcio mg/g 66.60 23.00 150.00 43.70 88.00 54.00 38.00
Fósforo mg/g 408.30 325.00 256.00 406.00 253.00 323.00 376.00
Magnésio mg/g 204.20 157.00 120.00 147.00 0.00 0.00 0.00
Potássio mg/g 1040.00 150.00 330.00 502.00 0.00 0.00 0.00
Ferro mg/g 10.90 2.60 0.00 3.30 5.30 5.80 3.70
Manganês mg/g 2.21 1.10 0.48 3.40 0.00 0.00 0.00
Zinco mg/g 7.47 0.00 2.50 4.10 0.00 0.00 0.00
Umidade % 9.80 10.25 12.28 11.34 12.30 12.70 12.60
Cinza g/100g 4.73 0.60 1.48 1.46 2.60 2.40 1.20
Proteína g/100g 14.16 7.69 10.67 11.72 8.20 10.40 9.50
Fibra g/100g 5.10 0.05 1.68 2.65 8.70 3.40 1.70
Gordura g/100g 5.73 2.20 4.30 2.08 5.60 1.20 1.60
Carboidrato g/100g 59.85 81.30 69.58 70.75 62.60 68.90 73.80


Gabriella Guerreiro - Nutricionista
CRN: 17755

ganutri@terra.com.br


História

Quando os invasores chegaram em 1532, não foi difícil apoderar-se do grande império, primeiro pelas armas que tinham e segundo que os povos incaicos estavam debilitados pela guerra civil. Quando acabaram com os 362 anos, que foi o tempo que durou o Império Inca, acabaram também com a QUINUA, ignorando tratar-se de um tesouro sagrado. Era chamada de "Grano Madre" ou "Grano de Oro" e venerada como símbolo religioso.

Todos os anos, quando iniciava a época do plantio, o próprio SAPA INKA (Supremo), com uma ferramenta de ouro maciço, abria simbolicamente o período de plantio da Quinua chamada pelos Incas de "cereal milagroso" ou "mãe dos seres humanos". A Quinua foi um fator muito importante na expansão desse Império composto por doze milhões de habitantes também conhecido como Tahuantinsuyo (quatro pontos cardeais), formado por Aymarás, Quéchuas e outras etnias. Esses agricultores por excelência tiveram o grande mérito de adaptar e desenvolver em um meio geográfico que, à primeira vista, não oferecia as menores condições para a agricultura.

Em primeiro lugar, o relevo montanhoso onde habitava a maior parte da população do império foi aproveitado mediante a construção de inúmeros terraços de cultivo que permitiram utilizar as ladeiras das montanhas andinas. Essas verdadeiras escadas gigantes, erguidas sobre terraplanagens com muros de contenção de pedra, evitavam que as chuvas arrastassem a terra e seus cultivos para o fundo dos vales. Estabeleceram uma relação direta entre o tamanho da população e maior produção de alimentos, com resultado de uma maior disponibilidade de mão de obra para obras hidráulicas que por sua vez repercutia em maior produtividade.

O denominado "controle vertical" em base aos diferentes nichos ecológicos da Cordilheira dos Andes explica a grande gama de produtos agrícolas em zonas muito restritas. Quando conquistavam uma região, implantavam o culto ao Sol e a língua Quechua. Outro elemento foram os caminhos, que configuravam uma rede de mais de 40 mil km. Sem sombra de dúvida, a Quinua exerceu um papel fundamental na expansão desse grande Império, que foi dizimado pelos espanhóis. No início, olhavam com pouco caso, justamente por não brilhar como ouro ou as pedras preciosas. Por essa adoração religiosa e pela extrema resistência e força demonstrada, a Quinua foi substituída por outros alimentos conhecidos pelos conquistadores e os agricultores foram forçados a trabalhar em minas buscando ouro e prata.

Depois de 500 anos do genocídio histórico mais impunemente ocultado atrás da palavra "descobrimento", a QUINUA ressurge como o melhor e mais completo alimento para o ser humano.


Fonte: Quinua Real
terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Couve. Humilde e poderosa

Com insuspeitas qualidades medicinais, a couve continua curando as mais variadas doenças. E, na cozinha, como sempre, mantém o show de sabor inconfundível.



A couve é uma planta da família das crucíferas, da qual existem numerosas variedades cultivadas, cujas folhas comestíveis são muito apreciadas. Por sua riqueza em vitaminas e sais minerais, a couve é vegetal importantíssimo na medicina doméstica e na arte culinária.



Conheça as espécies

Dentre as várias espécies de couves (no Brasil), destacam-se couve-mineira (ou manteiga) e a couve tronchuda, fontes magníficas de cálcio, ferro, iodo e vitamina C. A couve com 50% de sais minerais ácidos é alimento nitidamente acidificante. As espécies de coloração verde possuem mais sais minerais que aquelas de cor branca, sendo por isso mesmo largamente empregadas no tratamento das anemias carenciais. A couve deve ser consumida, preferencialmente, crua, picada e sempre muito bem mastigada para facilitar a digestão.



Riqueza em iodo

A couve é depósito formidável de iodo, devendo ser consumida de forma freqüente pelos portadores de bócio ou papeira, doença originariamente produzida por deficiência na ingestão deste mineral.

O iodo da couve é constituinte essencial da glândula tireóide, participando na produção diária dos hormônios tiroxina (T4) e triodotironina (T3).

A couve é alimento portador de boa quota de ferro, cálcio e pequena quantidade de fósforo. Ela contém mais vitamina C do que a encontrada nas frutas cítricas.



Uso medicinal da planta

O Dr. Paul Younis afirma que a couve é “remineralizante forte, laxante, oxidante e boa para asma e bronquite”.

Médicos naturistas têm utilizado a couve-flor no tratamento de graves disenterias, com esplêndidos resultados, ministrando-as simplesmente fervida em água, com um pouco de manteiga, pão torrado e sal.

Além disso, a couve é muito boa para combater enfermidades do fígado, como icterícia e cálculos biliares, assim como os cálculos renais, hemorróidas, colite ulcerosa, menstruação difícil ou dolorosa.

Por seu conteúdo em iodo, a couve dá excelentes resultados contra o bócio exoftálmico, caso em que se usa, de preferência, couve vermelha ou verde.

As couves verdes, mais ricas em sais minerais do que as brancas, se utilizam contra a anemia e clorose. Podem ser utilizadas nessas doenças em mistura com espinafre, cenoura, alface, picados bem finos, na dose de uma a duas colheradas em cada refeição, juntamente com outros alimentos.



Sucos sempre saudáveis

O suco de couve é tônico excelente, muito recomendado às crianças em fase de crescimento. Dissolve cálculos, combate artrite, desinfeta intestinos, cura úlceras gástricas e dá ótimo resultado como vermífugo. Dá-se às crianças às colheradas. Também é boa para expulsar solitárias.
Suco das folhas de couve, esfregado sobre o couro cabeludo, ajuda o crescimento do cabelo. Com o suco da couve vermelha prepara-se xarope calmante e peitoral, que se emprega especialmente para curar enfermidades do peito, particularmente catarros crônicos.

O suco de couve serve como tônico mineralizante, vermífugo, estimulador do apetite e como fórmula antidiarréica. Por ser rico em enxofre, serve para combater a seborréia do couro cabeludo.



Decocção ou xarope

Da couve cozida em água se obtéma tisana muito eficaz contra tosse, rouquidão, asma e enfermidades dos brônquios. Sua mucilagem, em decocção ou xarope, é usada nas inflamações crônicas dos órgãos respiratórios e na tuberculose pulmonar. O caldo de couve cozida é indicado nas enfermidades da pele. Na escarlatina usa-se o decocto das folhas da couve em forma de banhos mornos.



A vez dos cataplasmas

Médicos naturistas tem empregado com grande êxito, cataplasmas de folhas de couve para curar úlceras varicosas. Para isso recomenda-se lavar as folhas, eliminar as nervuras salientes, amassá-las com pau de macarrão e macerá-las com água boricada durante algumas horas. Limpa-se bem a parte afetada e colocam-se folhas sobre toda a úlcera. Venda-se suavemente o local com gaze ou pano bem limpo. Renova-se o tratamento duas vezes ao dia.

Essas cataplasmas são utilizadas como refrescantes, para tratar chagas e feridas inflamadas. Nas bronquites, empregam-se folhas topicamente, regadas com óleo de linhaça, puro. As folhas cozidas ao vapor e aplicadas topicamente, em forma de cataplasmas quentes, são boas para combater gota, artrite, dores reumáticas em geral e nevralgias. Renovam-se de hora em hora. Também tiram a dor em caso de inflamações de rins e fígado.



Valor alimentício

Para o bom aproveitamento de suas vitaminas e sais minerais, a couve deve ser consumida, preferivelmente crua, em saladas, porque quando cozida, perde grande parte de seus elementos nutritivos e se torna alimento morto, no que diz respeito às vitaminas.

Por causa de seu elevado conteúdo em celulose, que a torna algo indigesta, a couve deve ser picada bem fina e muito bem mastigada. Devido à grande quantidade de enxofre, quando cozida a couve freqüentemente produz flatulências intestinais, pelo que as pessoas de estômago delicado estão propensas a indisposições originadas pelos gases, quando comem couve.
Os que preferem comer a couve ligeiramente cozida, aconselha-se não jogar fora a água da fervura, mas aproveitá-la em sopas e outros preparos, pois parte dos minerais e vitaminas fica dissolvida na água.



Medicina popular

Analgésica – Passe três dentes de alho, esmagados na panela, com meia xícara de água e sal (a gosto). Quando escurecer o alho, junte um molho de couve, ½ copo de água. Deixe em fogo brando por 15 minutos. Uma vez pronto, adicione uma colher de chá de óleo ou azeite e gotas de suco de limão. Um prato preparado para “ suavizar” dores corporais. Essa refeição não ultrapassa 80 calorias.

Caldo de couve – Cozida em água, é usada para combater tosse, asma, doenças inflamatórias da pele.
Salada energética – Misturada na salada de alface, espinafre e cenoura, fornece prato altamente energético para pacientes debilitados.


Publicado por: Vida Integral

Como prevenir câncer

Como prevenir câncer

No mês de novembro de 2007 foi divulgado o resultado da maior pesquisa mundial sobre câncer. Para esta pesquisa, 70 dos melhores especialistas de 16 países com seus assistentes se uniram e analisaram inicialmente, 500.000 pesquisas sobre câncer no mundo todo. Essa quantidade enorme foi diminuindo para 22.000 e finalmente sobraram 7.000 pesquisas para a análise final, feita em centros especializados de pesquisa no mundo todo. O resultado passou por 16 especialistas independentes para elaboração do relatório final sobre a relação entre os diferentes tipos de câncer, estilo de vida e alimentação. O trabalho foi finalizado depois de 5 anos com um relatório de quase 600 páginas, que tem as recomendações para a prevenção do câncer.
A seguir um resumo das recomendações.

1) Procure ter um corpo esbelto, mas evite subpeso. Sobrepeso e obesidade aumentam também o risco de câncer de intestino e mama.

2) Procure fazer exercícios físicos pelo menos 30 minutos por dia.

3) Evite bebidas com açúcares e o consumo de alimentos com muitas calorias (especialmente alimentos industrializados com bastante açúcares, pouca fibra e muita gordura). Substitua alimentos muito calóricos por frutas e verduras.

4) Opte pela ingestão de variedades tipos de: muitas verduras, frutas, cereais integrais, feijão e leguminosas e varie o máximo possível. Consuma por dia cinco porções de verduras e frutas ou mais.

5) Diminua o consumo de carne vermelha (bovinos, porco e cordeiro) e evite carnes trabalhadas (defumadas, salgados) e industrializados pois estes aumentam a chance de câncer de intestino. Tente evitar o consumo de salame, salsichas e frios em geral.

6) Se consumir bebidas alcoólicas, diminua o consumo para 2 copos para homens e 1 copo para mulheres por dia.

7) Diminua o consumo de sal nos alimentos. Atente para os alimentos prontos que contém muito sal.

8) Não confie em suplementos para se proteger contra câncer. É melhor obter as vitaminas e nutrientes através da alimentação.

9) Dê aos bebês durante os primeiros 6 meses exclusivamente leite materno. Depois comece com sólidos e líquidos complementares. Continue com leite materno que protege a mãe contra câncer de mama e o bebê contra excesso de peso quando maior.

10) Não fume. O uso do fumo é uma das piores escolhas para a saúde que se pode fazer.

11) Se tiver ou já teve câncer siga as recomendações para a prevenção de câncer. Isso pelo menos diminui o risco de ter câncer novamente.

Joop Stoltenborg

Fonte: A Boa Terra

Viver com Saúde através da alimentação

1) Os melhores alimentos:
Todos os cereais integrais como arroz, trigo, milho, girassol, aveia, centeio, cevada de preferência germinados; todas as verduras, legumes e raízes de preferência orgânicas; frutas inteiras, sucos de frutas e verduras frescas, Brotos de sementes sem cozimento;fermentados de leite como coalhada, iogurte, kefir; mel, stévia, azeite sem aquecimento, consumir sempre produtos orgânicos e de preferência crus, mantendo vivas as enzimas.

2 ) Alimentos para evitar
Alimentos, bebidas engarrafadas e enlatadas;frituras e gorduras, óleo aquecido; batata frita, salgadinhos; manteiga, ovos; leite, queijos, creme de leite; toucinho, carne vermelha, de porco e frango de granja, lingüiça (carnes e produtos animais em geral); café, chá preto, chocolate; produtos de cereais refinados, brancos; açúcar cristal e derivados; produtos desidratados; bebidas alcoólicas.

3 ) Alimentos que não se deve consumir
Refrigerantes; Ki-Suco, Tang, Groselha; sorvete, balas, bolo, salgadinhos; açucar refinado, adoçantes artificiais; margarina, salsichas, enlatados; Caldo Maggi, Caldo Knorr, e outros condimentos com Glutomato de Sódio; alimentos que possuem Nitratos, Nitritos e corantes artificiais; fast-food como Mc-Donalds e companheiros.

Muitas vezes, mal estar e doenças têm origem no intestino que não funciona bem. O intestino funciona bem se:
- Vai no banheiro uma ou mais vezes ao dia;
- O volume das fezes é grande e a consistência pastosa;
- Pouco cheiro. Quando a pessoa demora mais dias sem ir ao banheiro começa um processo de apodrecimento, com produção de gases, barulho no intestino, mau cheiro e fezes duras. Os alimentos devem ser eliminados em 24 horas ou menos.
- Evacua sem esforço.
- Se sentir bem, sem dor de barriga, estufado, gases e barulho no intestino

Para melhorar o funcionamento do intestino:
- Comece a mudar a alimentação saindo dos alimentos do grupo 3 e mudar para o grupo 1;
- Tomar um a dois copos de iogurte natural, coalhada ou kefir por dia, dividido em duas vezes. Isso fornece lactobacilos necessários para o intestino.
- Se, por algum motivo, você não pode mudar a alimentação, pode tomar duas colheres (sopa) de farelo de trigo por dia. Comece com uma colher por dia na primeira semana, aumentando até normalizar. Pode ser misturado com iogurte, coalhada, kefir, feijão, etc; ou colocado de molho e consumido com aveia.
- Tomar uma a duas colheres (sopa) de sementes de linhaça por dia. Colocar de molho antes.
- Evitar o uso de laxantes. O intestino se acostuma com o laxante, além de causar irritações.

Artigo original de Joop Stoltenbor - Adaptação de Luis Guerreiro

Stévia

Dr Roberto Cesar Leite



A stévia é uma planta da família das margaridas. Sua folha possui um gosto muito doce. Seu princípio doce, o glicosídeo, foi primeiramente isolado na Alemanha em 1908. Mas, já era usada anteriormente por índios Guaranis devido a suas propriedades medicinais.

Hoje em dia, tem sido usada também como adoçante natural.



ORIGEM DA STÉVIA

STÉVIA

FORMAS PRESENTES NO MERCADO

Retenção de Água

Contra-Indicações

ADUBO

ADOÇANTE NATURAL

AÇÚCAR

RECEITAS COM STÉVIA

Suco de Morango e Abacaxi

Pão de Banana

Pão de Trigo e Mel Básico

Biscoitos Amanteigados Doces

Bolo de Cenoura





ORIGEM DA STÉVIA

O uso da stévia para melhorar o sabor de alimentos e bebidas começou há séculos atrás, nas Florestas Tropicais do Paraguai e do Brasil, habitadas pelos índios Guaranis. É amplamente conhecida e usada na Coréia, Tailândia, China e Japão.

Os primeiros estudos com stévia foram publicados já em 1800. A primeira descrição da stévia foi publicada em 1899, pelo Dr. Moisés Santiago Bertoni do Paraguai.

De acordo com o folclore, os índios Guaranis do Paraguai usam esta erva há 2000 anos. Estima-se que no século passado, muitos usuários consumiram 5 a 10 gramas diárias de stévia na erva-mate quente e no café. Apesar do uso desta quantidade significativa, não foi relatado nenhum resultado nocivo da ingestão continuada da stévia.

No Japão a stévia está sendo usada como adoçante natural há 30 anos e também não apresentou efeitos colaterais, nem efeitos contraceptivos como os descritos mais abaixo.

O glicosídeo, princípio doce da stévia, foi primeiramente isolado na Alemanha por P. Rasenack, em 1908. Em 1921, um encontro na Dinamarca foi o início do interesse crescente pela stévia.

Quando os Guaranis descobriram as numerosas propriedades curativas da stévia, passaram a considerá-la um tesouro sagrado.

Era usada para refrescar a boca e para reduzir o gosto acentuado da erva-mate. Relata-se que os paraguaios usavam stévia para adoçar bebidas alcoólicas e para melhorar o gosto do tabaco. Também preparavam pequenas cápsulas que o curandeiro da tribo dava a todas as pessoas com fadiga física e emocional ou o que nós conhecemos hoje como diabetes. Também aprenderam rapidamente sobre sua ação tônica sobre o estômago – algumas folhas em água quentes traz alívio para um estômago sobrecarregado, em apenas alguns minutos.

Aprenderam que em casos de apatia, letargia e tontura, a ingestão do líquido de stévia concentrado (retirado da cocção das folhas de stévia, possuindo coloração marrom e intensamente doce), restauraria energia e alerta mental.

Começaram a aprender que este mesmo líquido poderia curar quase todos os tipos de cortes e dores do corpo e lábios, inclusive dentro da boca e tinha um tempo de validade de anos. Também aprenderam que poderia ser usado para curar numerosos tipos de problemas de pele, até mesmo suavizando a pele e reduzindo rugas.

A stévia pode ser cultivada a partir de mudas da “planta-mãe”, já que eles aprenderam que as sementes tornam-se rapidamente inférteis.



STÉVIA

É uma planta da família das Compositae (margaridas), produzindo pequenas flores brancas. O dulçor das pequenas folhas, em forma de lança, dependem das horas de exposição solar da planta. Mas, uma vez que a planta floresça, o dulçor das suas folhas diminuem significativamente. Portanto, a oportunidade de colher folhas de qualidade máxima é relativamente curta. O agricultor deve escolher entre produzir folhas de qualidade e colher sementes.

A planta é delicada e requer cuidados do momento do plantio até o dia da colheita. Temperatura, umidade, métodos de cultivo e freqüência da irrigação são críticas na sua sobrevivência. Apesar de crescer bem em outras partes do mundo, cresce melhor no clima quente e úmido dos sub-trópicos. A China é, atualmente, o maior produtor de stévia, porém suas folhas não são tão doces como as folhas da América do Sul. Isto também pode estar relacionado com a poluição do ar e deficiência do solo da China. Na América do Sul o ar é mais puro, o solo e água não são tão poluídos e os dias repletos de sol são longos e úmidos.

Um cultivo em casa pode ser difícil para principiantes, e dificilmente produzirão folhas de alta qualidade.



O que faz a stévia ser tão atraente como um adoçante é que estudos demonstraram que o corpo humano não digere, nem metaboliza este glicosídeo intensamente doce. Ele não se modifica durante a passagem no trato gastrointestinal, sem ser assimilado. Assim, não obtemos calorias da stévia pura e de todos as formas de consumo, possuindo um índice glicêmico igual a zero.

Apesar disso, as folhas de stévia são altamente nutritivas, contendo vários nutrientes deficientes na alimentação diária, entre eles:

- sais minerais como: Alumínio, Cálcio, Cromo, Cobalto, Flúor, Ferro, Magnésio, Manganês, Fósforo, Potássio, Selênio, Sódio, Estanho, Zinco;

- vitaminas como: Ácido ascórbico (vitamina C), Beta-caroteno (precursor vitamina A), Niacina, Riboflavina, Tiamina (vitaminas do complexo B);

- outros: cinza, Astroinulina, Dulcosídeos, Fibra, Rebaudeosídeo, Silicone, Steviosídeo e água;

- glicosídeos diterpeno, inclusive um flavonóide chamado Rutina;

- óleo essencial com 53 componentes, incluindo óleo de cânfora e limoneno;

- flavonóides como Apigenina, Luteolína, Kaempherol, Quercitrina e Quercitina;

- steviol (alguns estudos referem que este steviosídeo age como um hormônio do crescimento, estimulando o crescimento de certas plantas e vegetais);

- vitamina K: apesar de não estar presente na lista, ela está presente nas folhas, pois é produzida pelas folhas das plantas verdes, durante o processo de fotossíntese;

- clorofila: também falta na lista, mas está presente em todas as folhas e plantas verdes e, conseqüentemente, na stévia também.

Apesar de alguns destes nutrientes talvez não estarem presentes em quantidades suficientes para produzir o efeito terapêutico sozinho, em conjunto, podem produzir efeitos interessantes.



Lista de problemas onde a Stévia pode ajudar:

- alteração do metabolismo dos carboidratos (diabetes ou hipoglicemia), inclusive para controle do apetite e do peso

- hipertensão

- baixa imunidade (melhora de gripes e resfriados)

- jet-leg e mal-estar geral

- fadiga

- queimaduras

- cortes (sem deixar cicatriz)

- dor

- problemas de pele

- sangramento de gengivas e higiene dental

- cicatrização de herpes labial

- desconfortos digestivos

- dor de garganta

- rugas faciais e controle da acne

- energia mental e física

- reduzir desejo de fumar

- inibidor do crescimento, e até mesmo a destruição de certos vírus e bactérias nocivas (inclusive bactérias orais)



FORMAS PRESENTES NO MERCADO

1) Folhas: são usadas para adocicar água, chá, outras bebidas, sopas, molhos e outros alimentos. Refrescam a boca, sendo apenas colocadas na língua – o frescor e limpeza sentidos podem durar horas. Também podem ser usadas em substituição às folhas do tabaco. Caso não encontre folhas de stévia, pode-se usar as folhas dos saquinhos de chá de stévia. Para obter uma máxima sensação de gosto, não se deve mastigar as folhas inteiras, pois libera componentes amargos (apesar de serem amargos, também tem constituintes terapêuticos). Ao contrário do tabaco, se as folhas forem engolidas, não são nocivas, mas terapêuticas.

2) Folhas moídas: você pode salpicar as folhas moídas sobre a comida, como se estivesse usando um outro tempero. Mas, aplique pouco, pois é mais fácil adicionar mais acaso precise. Adicione-as durante o cozimento ou quando a comida ainda estiver quente, pois o sabor doce é liberado mais facilmente quando a stévia é aquecida. Podem ser usadas em molhos de churrasco, molho agridoce, sopas, feijões, pizza, molho de maçã, pães, massa de biscoitos (ou salpicados sobre o pão e biscoitos), em saladas, temperos de saladas, etc..

3) Chás em Saquinhos: podem ser usados para fazer uma bebida deliciosa e altamente nutritiva. 1 saquinho pode adoçar 2 a 6 copos de água ou outra bebida de gosto suave, dependendo do gosto desejado. Pode ser usado em bebidas quentes ou frias, porém nas bebidas frias leva mais tempo para liberar o glicosídeo doce da stévia. Para bebidas frias, é aconselhado fazer primeiro o chá de stévia e, após 3 ou 5 minutos, adicione gelo para acelerar esfriamento. Quando frio, então, adicione o chá ou concentrado a outras bebidas, como desejar. O concentrado doce também pode ser reservado em geladeira e usado aos poucos. Se usarmos bebidas adoçadas com stévia, isto irá reduzir o desejo das crianças por doces, ao mesmo tempo em que reduzirá o potencial para desenvolvimento de cáries, pois melhora a higiene oral. Observe que o preparo de chá ajuda na esterilização das folhas, que podem estar transportando bactérias.



















Retenção de Água

Stévia é um diurético natural e suave. O excesso de água no organismo pode aumentar o peso, a fadiga física, a pressão arterial, enquanto pode reduzir a habilidade mental e digestão efetiva. A stévia ajuda o organismo a eliminar este excesso de água.



Contra-Indicações

Pelo que se sabe, nunca foi relatado nenhum efeito colateral do uso continuado de stévia, podendo ser usado como desejado, para dar sabor e adoçar os alimentos.



ADUBO

Todas as folhas de stévia podem ser usadas como adubo nas plantas de jardins ou vasos.



ADOÇANTE NATURAL
O extrato doce da stévia é chamado steviosídeo.

Folhas de boa qualidade podem ser 30 vezes mais doces que o açúcar e os glicosídeos, ou seja, os vários constituintes doces da stévia, podem ser 250 a 400 vezes mais doces que o açúcar e não possuem calorias.

As folhas de stévia liberam seu dulçor mais rapidamente em água quente e mais lentamente em água fria.

Pode ser adicionado à inulina ou frutooligossacarídeos encontrados na chicória, que são alimento para a flora intestinal benéfica.

Convém lembrar que uma vez que a planta floresça, o dulçor das suas folhas reduz.

As folhas usadas devem ter cor verde (não marrom) e conter pouco ou nenhum caule. As folhas comercialmente encontradas variam de acordo com o seu dulçor: de 15 a 30 vezes mais doce que o açúcar. Quando o poder adoçante for menor que isso, pode ser problema de pó sobre as folhas.

Ao comprar folhas de stévia, faça uma inspeção de qualidade: cheire-as e não poderão cheirar como sujas; experimente uma folha, colocando-a sobre a língua, sem mastigar para não liberar os componentes amargos – no começo o sabor será quase imperceptível, mas à medida que sua saliva começa a agira sobre a folha, o sabor doce irá ser sentido, tornando-se mais profundo nos próximos minutos.

Foi adicionada a alguns chás como “folha de mel”, para não escrever “chá doce” com o receio de questionamento do FDA.

Sendo substituto da sacarina, têm as seguintes vantagens:

- não é tóxica, mas, pelo contrário, é saudável, como mostrado em experiências e estudos;

- é um agente adoçante de grande poder;

- pode ser usado diretamente no seu estado natural (pó das folhas, por exemplo)

- muito mais barato que a sacarina.



O Japão usa a stévia como adoçante desde 1970 e depois de todo este consumo de stévia, nunca foi relatado um caso de efeito colateral com ingestão normal de stévia ou steviosídeo.



AÇÚCAR

O açúcar é uma substância que engana o cérebro devido a sua rápida conversão em glicose no nosso corpo. O açúcar é, ao mesmo tempo, força e fraqueza do nosso corpo. Glicose é o combustível do nosso cérebro e corpo. Quando consumimos muito dele e utilizamos pouco, ele vai se acumular no nosso corpo, causando problemas nos nossos órgãos e tecidos.

Um estudo na Turquia revelou que, com o avanço da idade, o açúcar não tem mais um gosto tão doce e 45% das mulheres do estudo revelaram que passaram a comer mais alimentos doces como resultado desta mudança. O uso de substitutos para o açúcar pode ajudar.



RECEITAS COM STÉVIA

Devido a stévia ser extremamente doce e não ter gosto idêntico ao açúcar, você deve aprender a cozinhar com ela nas suas diferentes formas, que variam de 30 a 300 vezes mais doce que o açúcar. É estável em temperaturas extremas e ácidos. É compatível a frutas ácidas e bebidas, inclusive limões e laranjas.

Não apenas melhora o gosto de alimentos e bebidas, mas também nutre o pâncreas e ajuda a manter os níveis normais glicemia (açúcar no sangue) e pressão sangüínea. Pode ajudar a destruir bactérias orais nocivas, reduzindo cáries e parando com sangramentos de gengiva.

Fonte: http://www.ceunossasenhoradaconceicao.com.br/saude/stevia.asp

Aditivos, corantes, açúcar... Ameaças na mesa







Aditivos e corantes alimentícios podem alterar comportamento infantil. Maiores prejudicados são crianças com até três anos, revela estudo no Reino Unido.

Segundo relatório publicado dia seis de setembro por The Lancet, uma das mais renomadas publicações da área médica do Reino Unido, revela que aditivos e corantes alimentícios têm efeito significativo no comportamento infantil, pelo menos até a metade da infância. O impacto é geral, os efeitos não se limitam, exclusivamente a crianças que já possuem quadro de hiperatividade.
Estudo anterior mostrou que níveis de hiperatividade em crianças de três anos sofreram aumento significativo depois da ingestão de alimentos com uma mistura de aditivos, o que não foi observado em crianças mais velhas.
Quando a hiperatividade em crianças aumenta, elas correm risco de enfrentar dificuldades no desenvolvimento educacional. Os efeitos adversos dos aditivos são nocivos às habilidades durante a vida escolar.

Conservante alimentício é prejudicial à saúde infantil
Jim Stevenson, da Universidade de Southampton, Inglaterra e colegas estudaram os efeitos dos aditivos em mudanças comportamentais de crianças. A experiência foi patrocinada pela Food Standands Agency (UK).
O estudo foi realizado em 153 crianças com três anos, 144 entre oito e nove anos. Elas receberam dois tipos de bebida: uma contendo benzoato de sódio, misturada com mais um de dois aditivos, outra, bebida placebo. As misturas com aditivos e corantes continham: Mix A – os mesmos ingredientes usados no estudo anterior. Mix B – a média do que crianças de 3 anos e 8-9 anos consumiam usualmente na alimentação.

Resultados importantes
Os resultados que obtiveram revelam que Mix A teve um efeito significativamente adverso no comportamento de crianças com três anos de idade, em comparação ao grupo placebo; Mix B produziu resultados muito variados em crianças de 3 anos.
Tanto Mix A quanto Mix B tiveram efeitos significativamente adversos em crianças com 8-9 anos, comparados aos da mesma faxia etária, que tomaram placebo; as crianças tiveram grandes variações nos níveis de efeitos adversos.
Apesar do uso de corantes alimentícios não causar tanto impacto na hiperatividade infantil, o mesmo não pode ser dito a respeito do benzoato de sódio, responsável pelo efeito conservante nos alimentos. “As implicações do resultado dessas pesquisas para a regulamentação do uso de aditivos alimentícios pode ser substancial a partir de agora”, concluem os autores.

Excesso de açúcar também é ameaça

Dados preocupantes vêm de pesquisa no Reino Unido.

O excesso de açúcar contido em alimentos está colocando em risco a saúde infantil. O alerta foi feito pela Faculty of Public Health (FPH), órgão governamental do Reino Unido que tem por objetivo monitorar e aumentar a saúde da população.

Com base nos elevados índices de obesidade infantil, a FPH está solicitando às indústrias alimentícias do Reino Unido para que reformulem seus produtos, no sentido de reduzir a quantidade de açúcar em sua composição. O excesso de açúcar pode causar obesidade, aumento da pressão arterial, diabetes, ataque cardíaco e derrame, além de problemas dentários.
As crianças são alvo principal de atenção. Petiscos, lanches, bebidas muito açucaradas e o chamado “açúcar invisível”, embutido em grande parte dos alimentos, estão contribuindo para a obesidade infantil e um alto índice de cáries, especialmente em famílias mais pobres.

Regulamentação é necessária
Atualmente, não há regulamentação quanto aos níveis recomendados de consumo de açúcar por crianças, assim como já existe para a quantidade de sal. A preocupação é que o consumo de açúcar na dieta infantil ultrapassou o consumo feito por adultos. Estima-se que o risco de obesidade infantil aumenta em 60% para cada bebida extra açucarada que é consumida, diariamente.
Presidente da FPH, Professor Alan Mayon Davis afirma que a maioria das pessoas não tem idéia da quantidade de açúcar que vem embutido em cereais e enlatados como grãos, vegetais, sopas e molhos. Ele sugere que a indústria alimentícia não só use rótulo especial para crianças, como se fosse um “semáforo”, para que elas possam entender melhor a composição dos alimentos, como também, reformular seus produtos cortando grande parte do açúcar existente. “Um bom trabalho já foi feito com o sal e a gordura, acreditamos que o açúcar, será o próximo passo”, complementa.


Fonte: Vida Integral
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

2008 - Sustentavel - Mensagem do Intituto - IDEIAS

domingo, 6 de janeiro de 2008

Raros aligátores albinos desaparecem no Brasil

A polícia brasileira está a investigar o desaparecimento de sete raros aligátores albinos das instalações de um jardim zoológico universitário no estado do Mato Grosso.

Uma teoria aponta para que os animais, sem pigmento na pele e olhos rosados, possam ter sido roubados para ser vendidos no estrangeiro, onde podiam chegar a valer $10 mil cada um.

A maioria dos aligátores albinos nascidos na natureza não sobrevivem porque a sua coloração os torna especialmente vulneráveis a ataques.

Na véspera de Ano Novo existiam nas instalações da Universidade Estatal do Mato Grosso pelo menos sete animais, altura em que foram alimentados pela última vez, mas quando o seu tratador lá voltou na quarta-feira tinham desaparecido.

A polícia não encontrou qualquer sinal de arrombamento no jardim zoológico, que contém mais de 800 animais no espaço de 11 hectares de terreno. Os aligátores eram jovens, com uma média de idades de 2 anos, e apenas um ficou no zoo.

Para os agentes policiais a raridade dos aligátores torna a investigação difícil pois as pessoas envolvidas no comércio ilegal de espécies raras ou protegidas são muito discretas.

O roubo também serve para alertar para um problema mais vasto. Activistas dos direitos dos animais referem que o Brasil é responsável por 10% do comércio ilegal de animais, principalmente de papagaios e outras aves, que são quase sempre vendidos na Europa e nos Estados Unidos.

Saber mais:

Vídeo de aligátores albinos

Fonte: Simbiotica

Uma amizade inacreditável

Uma amizade inacreditável
Gata adotou bem-te-vi que caiu de ninho e o protege como a um filhote

(SÍLVIA LISBOA)


Em condições normais, Chiquita devoraria Pitico. Mas Chiquita não é uma gata qualquer, nem Pitico é um bem-te-vi comum. Em vez de uma relação de caça e caçador, os dois vivem um improvável caso de amizade em um pátio do bairro Jardim Planalto, na Capital.

Quando Pitico caiu do ninho há três anos, tombando no terreno da dona de casa Nair de Souza, a moradora tratou de protegê-lo de Chiquita, temerosa de que o felino fosse abocanhá-lo. A avezinha estava duplamente indefesa. Além de passarinho, alvo dileto dos felinos, o bem-te-vi tinha um problema de nascença: suas asas não se desenvolveram como a de seus irmãos, que na mesma época deixaram o ninho voando. Conseguia apenas dar pulinhos, recurso ineficiente em caso de um ataque de Chiquita.

Ainda filhote, Pitico vivia dentro de uma caixinha, sob o olhar atento de dona Nair. Os receios não se justificaram. Para a surpresa da dona de casa de 51 anos, desde o primeiro dia em que se conheceram, Pitico e Chiquita não se estranharam. Pelo contrário, a cada dia que passava, sempre sob vigilância, os dois animais criavam afinidade. Passaram a comer no mesmo prato - Pitico virou até carnívoro por causa da amiga.

- Ele come tudo o que ela come - diz Nair.

Dormem no sofá da sala, trocam carícias e passam o dia brincando no pátio. Pitico até ensaia vôos para impressionar Chiquita. Apesar da afeição pelo bem-te-vi, a gata não perdeu o apetite por passarinhos. Esperta, usa o companheiro como isca para atacar pardais que se aventuram no pátio.

- Ela deixa o pardal se aproximar do Pitico, e quando ele está próximo, pula por cima dele e abocanha o pardal - conta a dona.

A dupla só se separa quando Pitico vai tomar seus banhos - o bem-te-vi toma até três banhos por dia na sua "piscina", uma bacia improvisada pelos donos. Nestes momentos, Chiquita admira, de longe, o estranho hábito do melhor amigo com a indiferença peculiar dos felinos.

Fonte: Aila

Abate de Animais

Diáriamente, milhares de animais são mortos indiscriminavelmente. Tartarugas marinhas presas em redes, golfinhos mortos pelo simples prazer de matar, baleias e outros animais são assassinados para servir aos desejos, caprichos e necessidades humanas.

Para o consumo humano, os animais são abatidos de maneira cruel, de diversas formas:

Pistola Pneumática
Uma "pistola" é apontada para a cabeça do animal e uma vara de metal é disparada para dentro do cérebro. A pistola é projetada de modo que a haste jamais sai completamente, ela simplesmente vara a cabeça do animal e depois é puxada pelo açougueiro enquanto o animal desmaia. Este disparo, como o animal se agita muito, nem sempre é certeiro e, freqüentemente, atinge o olho ou resvala na cabeça do animal, gerando ainda mais dor.

Atordoamento Elétrico
Os animais são conduzidos molhados a um corredor e dali tangidos com choques elétricos de 240 volts.

Choques Na Cabeça
Um atordoador elétrico é utilizado para produzir um ataque e a garganta do animal é cortada, deixando-o sangrar até a morte.

Golpes De Marreta
Utilizando-se de um martelo específico golpeia-se a cabeça do gado quebrando o seu crânio (essa técnica também é usada em vitelas, pois os ossos do crânio de filhotes são mais macios).

Abate Ritual
Os animais estão totalmente conscientes quando suas jugulares são cortadas

Transporte
No transporte, os animais são expostos a condições severas de temperatura em caminhões abertos. A febre do embarque, que pode ser fatal, é comum em gado transportado a longas distâncias. No frio, algumas vezes os animais congelam sobre suas próprias fezes ou colados nas laterais ou no chão metálico do caminhão de transporte. Os animais não recebem alimento nem água .

O que fazer?
Um estilo de vida mais saudável e humano pode começar na sua próxima refeição. Evitando produtos animais, você ajuda a si mesmo, a Terra e os animais. Elimine todos os tipos de carne. Coma mais verduras, grãos, legumes e frutas.



Fonte: http://www.pea.org.br

Vegetarianismo

"Se os matadouros fossem de vidro, todos seriam vegetarianos", disseram Paul e Linda McCartney. Não pensamos que TODOS seriam, mas MUITOS deixariam de comer carne se soubessem o que acontece nos 'bastidores' de um matadouro para que tenham sua "carninha" à mesa.




Os Animais
Apenas no Brasil, diariamente, cerca de 3 milhões de animais são mortos nos abatedouros. Além da morte violenta e injusta, recebem ainda tratamento desumano durante toda a vida. Mutilados e mantidos em instalações superlotadas, são manipulados sem escrúpulos de forma a produzir maiores lucros para os criadores.

Meio Ambiente

Com a constante necessidade por áreas de pasto cada vez maiores, as atividades pecuaristas são atualmente responsáveis por cerca de 30% do atual ritmo de desmatamento das florestas equatoriais. Nos Estados Unidos, a criação de animais para
consumo requer mais que a metade da água utilizada no país, além de ser a atividade que mais polui o solo agricultável e as
fontes de recursos hídricos.

Sua Saúde
Pesquisas têm demonstrado que dietas vegetarianas podem proporcionar melhores condições para uma vida mais longa e saudável. Estatisticamente, é entre os consumidores de carne, ovos e laticínios que há maior incidência de males cardiovasculares, artrite, diabetes e osteoporose. A carne vermelha, em especial, é a segunda maior causa de câncer, perdendo apenas para o fumo. 35% de todas as mortes causadas por câncer se devem, em grande parte, à ingestão de produtos cárneos.

A Fome no Mundo
Segundo estimativas recentes, se os americanos reduzissem em apenas 10% o consumo de carne, a economia de grãos criaria um excedente suficiente para alimentar 60 milhões de pessoas - o número de seres humanos que morrem de fome no mundo por ano. Isto porque grande parte da produção de alimentos do planeta é destinada a alimentar o gado. Nos Estados Unidos, por exemplo, os animais consomem 80% de todo o milho produzido.

Os Vegetarianos
Dietas vegetarianas podem apresentar diferentes restrições. Os ovolactovegetarianos, por exemplo, excluem de sua dieta apenas as carnes (inclusive de aves e peixes), admitindo a ingestão de ovos e laticínios. Mais rigorosos, os adeptos do vegetarianismo estrito não admitem o consumo de nenhum alimento de origem animal (carne, ovos, leite e derivados). Ainda além destes exemplos, variação considerável pode existir, dependendo do grau de restrição alimentar.

Todavia, de maneira geral, alguns fatores devem ser levados em conta na hora de planejar uma dieta vegetariana. Procurar seguir uma alimentação com níveis adequados de ferro é regra importante para os vegetarianos, já que a ausência de carne em uma
dieta mal planejada pode ocasionalmente trazer problemas com relação a este nutriente. Quem é ovolactovegetariano não tem problemas com proteínas - ovos e laticínios são fontes protéicas alternativas. Dietas estritamente vegetarianas - das quais se excluem também leite e ovos - podem ainda apresentar níveis mais baixos de cálcio, zinco e muito pouca ou nenhuma vitamina B12, mas a escolha correta dos alimentos (e, eventualmente, a utilização de suplementos) pode facilmente resolver estas pequenas questões. São de fato particularidades importantes, que devem ser encaradas não como desvantagens, mas como elementos a considerar na hora de escolher o que comer.

São elementos essenciais à manutenção e crescimento da estrutura do corpo humano. Embora as dietas vegetarianas apresentem menores níveis de proteínas, isto na verdade pode ser um benefício, pois a ingestão deste nutriente em demasia tem sido relacionada a algumas doenças, como a osteoporose. Em verdade, para além do que se pode dizer na teoria, a prática nos demonstra que não é nada difícil obter a adequada ingestão de proteínas em uma dieta vegetariana bem variada.
Fontes: - Ovos, laticínios, castanhas, leguminosas (amendoim, feijões, ervilha, soja, etc.) e cereais (trigo, milho, arroz, centeio, etc.). RDA* (20 - 50 anos) - 1 grama para cada quilo do peso do indivíduo. Exemplo: um homem adulto pesando 70 quilos deve consumir cerca de 70 gramas a cada dia.
* sigla para Recommended Dietary Allowances (Ingestão Diária Recomendada, em português).

Ferro
A carência de ferro pode causar anemia. No entanto, é importante aqui ressaltar que não se observa uma maior taxa de anemia
por deficiência deste nutriente entre os vegetarianos. O ferro proveniente dos alimentos de origem vegetal é consideravelmente melhor absorvido quando ingerido numa refeição rica em vitamina C, com batatas e suco de frutas, por exemplo. Vale lembrar que existem hoje nas prateleiras dos supermercados diversos produtos enriquecidos com ferro. Fontes - Amêndoas, castanhas, gema de ovo, leguminosas e hortaliças de folhas escuras (brócolos, repolho, couve e espinafre, etc.). RDA* (20 - 50 anos) - Para os homens: 10 mg. A perda de sangue ocasionada pela menstruação aumenta a necessidade deste nutriente nas mulheres para 15 mg ao dia.
* sigla para Recommended Dietary Allowances (Ingestão Diária Recomendada, em português).

Cálcio
A principal função deste mineral no organismo humano é a de construir ossos e dentes. Deve-se destacar que vegetarianos
estritos possuem menores necessidades de ingestão deste nutriente, pois dietas mais alcalinas e com índices de proteína mais baixos possuem o efeito de diminuir a necessidade orgânica de cálcio. Fontes - Feijões, hortaliças de folhas escuras, figos, castanhas e amêndoas. RDA* (20 - 50 anos) - 800 mg
* sigla para Recommended Dietary Allowances (Ingestão Diária Recomendada, em português).

Zinco
Como componente de muitas enzimas, o zinco está ligado ao metabolismo de proteínas, carboidratos e lipídios. É ainda especialmente importante para a manutenção de um sistema imunológico saudável. Usualmente, este nutriente encontra-se em níveis normais nos vegetarianos. Fontes - Cereais integrais, feijões, nozes e sementes. RDA* (20 - 50 anos) - Homens: 15 mg. Mulheres: 12 mg.
* sigla para Recommended Dietary Allowances (Ingestão Diária Recomendada, em português).

Vitamina D
A vitamina D, além de fortalecer ossos e dentes, é importante na absorção do cálcio contido nos alimentos que ingerimos.
Mesmo em dietas convencionais, a vitamina D pode apresentar-se em níveis insatisfatórios. O organismo humano, no entanto,tem a capacidade de sintetizar este nutriente a partir da exposição à luz solar. Estima-se que expor os braços e o rosto ao sol por cerca de cinco a quinze minutos diários seja suficiente para fornecer vitamina D em quantidade adequada. Idosos, pessoas de pele escura e habitantes de regiões frias podem necessitar de uma exposição maior. Fontes - Ovos. RDA* (20 - 50 anos) - 5 microgramas.
* sigla para Recommended Dietary Allowances (Ingestão Diária Recomendada, em português).

Vitamina B12
Vitamina B12 A vitamina B12, além de essencial ao bom funcionamento do sistema nervoso, é importante na produção de hemácias. Por ser encontrada apenas em alimentos de origem animal, recomenda-se aos vegetarianos estritos a ingestão deste nutriente sob a forma de suplementos alimentares ou produtos industrializados enriquecidos artificialmente. Fontes - Ovos e laticínios. RDA* (20 - 50 anos) - 2 microgamas.
* sigla para Recommended Dietary Allowances (Ingestão Diária Recomendada, em português).


Fonte: Aila

Por que muitos profissionais de saúde têm preconceito contra o vegetarianismo ?

A falta de estudo e de atualização científica faz com que alguns profissionais de saúde não gostem da dieta vegetariana.

A formação acadêmica nas faculdades de nutrição e medicina deixa muito a desejar quando o assunto é vegetarianismo.

Muitos profissionais pensam que o vegetariano vive de salada. A maioria se sente perdido quando solicitado a montar um cardápio vegetariano.

O medo do desconhecido é natural para qualquer ser humano. Fica mais fácil dizer que é difícil ou nocivo ser vegetariano.

As alegações de que o vegetarianismo é uma dieta inadequada provêm de bases teóricas mal compreendidas a respeito de diversos nutrientes (ferro, proteína...), de estudos científicos mal desenhados ou mal interpretados e da falta de estudo de muitos profissionais de saúde.


Sobre as bases teóricas mal compreendidas:

Diversas teorias não se sustentam ao serem analisadas na prática. Dizer, por exemplo, que a proteína vegetal é inadequada para o organismo é uma teoria. A prática não demonstra isso. Estudos científicos (metanálise realizada em 2003) demonstram que não há diferença na assimilação da proteína em seres humanos quando ela provém de fonte animal ou vegetal.

O mesmo ocorre com o ferro. A ADA (American Dietetic Association), analisando os estudos bem desenhados, nos dá o parecer de que os vegetarianos não têm maior risco de apresentar deficiência de ferro quando comparados com não vegetarianos.

Sobre os estudos científicos:

Os estudos científicos antigos estavam preocupados em verificar se era possível a adequação nutricional com uma dieta vegetariana. Muitos profissionais ainda estão vivendo nesse passado. Atualmente não há dúvidas científicas quanto à adequação.

A comparação de artigos científicos que descrevem deficiências nutricionais em vegetarianos com artigos que demonstram o contrário mostra que a diferença está no planejamento da dieta e não na presença da carne.

Em 1997, a ADA (American Dietetic Association) revisou os trabalhos científicos bem desenhados sobre o vegetarianismo e se posicionou:

"O posicionamento da ADA (American Dietetic Association) é de que, quando planejada adequadamente, a dieta vegetariana é saudável, nutricionalmente adequada e resulta em benefícios à saúde e na prevenção e tratamento de certas doenças".

Essa adequação é descrita para todos os estágios da vida (infância, idade adulta, senilidade, gestação e amamentação).

Em 2003, o parecer da ADA (American Dietetic Association) e nutricionistas do Canadá acrescenta a recomendação de que os profissionais de saúde têm o dever de incentivar e apoiar os indivíduos que expressam desejo de se tornarem vegetarianos.

Os estudos científicos atuais estão mais preocupados em demonstrar as implicações à saúde ao se adotar uma dieta vegetariana, visto que a adequação já está comprovada. Os benefícios são muitos (leia o folheto: O vegetarianismo e a sua saúde).

*Dr. Eric Slywitch
Médico, coordenador do departamento científico da Sociedade Vegetariana Brasileira. Especialista em nutrologia (ABRAN) e nutrição enteral e parenteral (SBNPE). Pós graduado em nutrição clínica (GANEP). Especialista em nutrição vegetariana.

Proteínas e vegetarianismo

O tema proteína em alimentos de origem animal ou vegetal gera muita confusão.

Esse é um dos grandes mitos sobre o vegetarianismo.

Proteínas são compostas por aminoácidos.

Vamos deixar bem claro: não existe nenhum aminoácido necessário ao organismo humano que não seja encontrado nos alimentos do reino vegetal.

Dizer que o a proteína vegetal é incompleta também é um erro.

Alguns grupos alimentares, como cereais (arroz) e leguminosas (feijões) apresentam o que chamamos de aminoácido limitante. É um aminoácido em quantidade um pouco menor do que os outros. No entanto, existem todos os aminoácidos essenciais em cada um desses grupos.

Grande parte da confusão provém da falta de conhecimento de alguns profissionais de saúde sobre conceitos básicos de nutrição, como: valor biológico, aminoácido limitante, NPU, qualidade da proteína (PDCAAS), proteínas complementares, digestibilidade...

Se o indivíduo atinge suas necessidades calóricas diárias com alimentos baseados em grãos, automaticamente a sua cota protéica com todos os aminoácidos essenciais é atingida.

Estudos populacionais mostram que a dieta vegetariana (inclusive a vegana) excede a necessidade de aminoácidos essenciais.

Para acabar com as dúvidas foi realizado um amplo estudo de revisão sobre o assunto (metanálise). Foi demonstrado que não há diferença na incorporação da proteína no corpo humano quando ela é proveniente do reino animal ou vegetal.

Existem marcadores sangüíneos que podem ser dosados para verificar o "estado protéico" da pessoa. A albumina sangüínea é um deles. Veganos têm níveis sangüíneos significativamente mais altos do que não vegetarianos, evidenciando um ótimo perfil de nutrição protéica.


Aos profissionais de saúde:

Ao calcular a oferta protéica de um vegetariano tenha certeza de que ele atinge o valor calórico total de calorias não protéicas.

Proponha variações dos grupos alimentares.

Alguns pesquisadores sugerem que devemos calcular a necessidade protéica de crianças veganas como sendo até 35% mais alta. Isso se deve à menor digestibilidade da proteína vegetal.



Confira as informações em:

Rand WM, Pellett PL, Young VR. Meta-analysis of nitrogen balance studies for estimating protein requirements in healthy adults. Am J Clin Nutr. 2003;77:109-127.

Position of the American Dietetic Association and Dietitians of Canada: Vegetarian diets. J Am Diet Assoc. 2003;103:748-765.(www.svb.org.br/artigos/artigos.htm).

*Dr. Eric Slywitch
Médico, coordenador do departamento científico da Sociedade Vegetariana Brasileira. Especialista em nutrologia (ABRAN) e nutrição enteral e parenteral (SBNPE). Pós-graduado em nutrição clínica (GANEP). Especialista em nutrição vegetariana.

Zinco e Vegetarianismo

Estudos demonstram que alguns vegetarianos seguem uma dieta com mais baixo teor de zinco. Isso pode ser corrigido com um bom planejamento da dieta.

A preocupação com o zinco é teórica, pois se acredita que a proteína animal melhore a absorção de zinco. Da mesma forma, observa-se que o fitato (composto presente em diversos alimentos vegetais) dificulta a absorção do zinco.

No entanto, não foi encontrada deficiência clínica de zinco em estudos realizados com vegetarianos ocidentais.

Como melhorar o aproveitamento do zinco ingerido?

Reduzindo o teor de fitato presente nos alimentos: deixe os feijões de molho ou coloque feijões, cereais e sementes para germinarem. A fermentação do pão também reduz o seu teor de fitato.

Enfatize o uso de alguns alimentos

Feijões germinados, se possivel (especialmente o azuki), sementes de abóbora, castanha de caju, sementes de girassol, tahine cru (“manteiga” de gergelim) e trigo germinado.

NOTA (Luis Guerreiro): Todas as semntes e castanhas podem ser deixadas de molho pra reduzir os anti-nutrientes

Aos profissionais de saúde:

Como as manifestações subclínicas da deficiência de zinco ainda são pouco compreendidas, por precaução, recomendamos que a ingestão de zinco em vegetarianos deva ser igual ou superior às recomendações diárias (RDA).

Confira as informações em:

* Position of the American Dietetic Association and Dietitians of Canadá: Vegetarian diets. J Am Diet Assoc. 2003;103:748-765. (www.svb.org.br/artigos/artigos.htm)
Artigo original de:
Dr. Eric Slywitch *

*Médico, coordenador do departamento científico da Sociedade Vegetariana Brasileira. Especialista em nutrologia (ABRAN) e nutrição enteral e parenteral (SBNPE). Pós-graduado em nutrição clínica (GANEP). Especialista em nutrição vegetariana.

Adaptação de Luis Guerreiro (Comida Viva)

Ferro e Vegetarianismo


Fonte:SVB

O ferro da dieta existe como hémico e não hémico: o primeiro encontra-se nos produtos animais como o fígado de vaca e de porco, carne, aves, peixe, marisco e ovos; o ferro não hémico encontra-se nos legumes de folha verde, damascos, ervilhas, feijões, frutos secos e cereais enriquecidos.
Existem factores nutricionais que diminuem a absorção de ferro, ou seja, alguns alimentos e bebidas bloqueiam a absorção do ferro não heme, quando são consumidos nas mesmas refeições.
Alguns estudos mostram também que a anemia devido a carência de ferro não é maior em vegetarianos do que no resto da população.
O ferro está presente nos alimentos em duas formas, o ferro heme e o ferro não-heme. A principal diferença entre estes dois tipos de ferro está na forma como cada um deles é absorvido.
O ferro heme existe principalmente nos produtos de origem animal, em especial na carne e peixe, e é absorvido em cerca de 15 a 35%. O restante, existente nos alimentos de origem vegetal, é chamado de ferro não-heme. Este tipo é absorvido de forma diferente, numa proporção de cerca de 2 a 20%. A maior ou menor absorção do ferro não-heme depende, em parte, da presença de outros alimentos na mesma refeição. Os componentes da refeição podem ter um efeito, tanto no aumento como na diminuição da absorção do ferro não-heme. A absorção do ferro da carne e do peixe (heme) não é afectado por esses componentes.
Compreender esta diferença da absorção dos dois tipos de ferro, pode ajudar-te a tirar melhor proveito do nutriente proveniente dos alimentos de origem vegetal.

Factores que aumentam a absorção:
- Os alimentos ricos em vitamina C facilitam e aumentam a absorção do ferro não-heme dos produtos vegetais. Estudos demonstraram que a quantidade de ferro absorvida através de cereais de pequeno almoço duplicava ou triplicava se na mesma refeição se ingerisse uma laranja grande ou um sumo de laranja, contendo 75 a 100 mg de vitamina C. - O uso de panelas e recipientes de ferro também contribui para aumentar a ingestão de ferro.

Factores que diminuem a absorção:
- As bebidas que contêm taninos, como os chás preto e verde, e em menor quantidade o café, devem ser evitadas à refeição ou juntamente com alimentos ricos em ferro, uma vez que o tanino se combina com o ferro, formando um composto insolúvel, que não é absorvido.
- Os alimentos ricos em oxalatos tornam igualmente inacessível o ferro, impedindo a sua absorção. Ao contrário do que se costuma afirmar, o espinafre não é o alimento mais rico em ferro, para além de que o ferro que possui se encontra ligado a oxalatos, o que o torna pouco acessível. Outros alimentos ricos em oxalato são o ruibarbo, a acelga e o chocolate.
- Os fitatos estão associados às fibras das leguminosas, cereais integrais crus, nozes e sementes. Os fitatos presentes em alimentos, sobretudo crus, como o farelo de trigo, têm sido responsabilizados por diminuir ou até impedir a absorção de minerais como o ferro, zinco e cálcio dos alimentos. O problema existe principalmente no farelo cru, uma vez que em processos específicos de preparação dos alimentos (imersão das leguminosas em água, acção do fermento no pão, germinação das sementes e leguminosas, cozedura dos cereais, torrefacção das nozes), parte dos fitatos é destruída por enzimas (fitases). Desta forma, o poder de impedimento da absorção dos minerais fica diminuído, não constituindo problema.
- A soja é geralmente um alimento importante na alimentação vegetariana, uma vez que é rico em proteínas e pobre em gorduras saturadas. Os feijões de soja (a partir dos quais são feitos todos os produtos derivados) têm um alto teor de ferro, mas contêm fitatos e outra substância que inibe a absorção do mineral. Mas, os métodos de processamento dos produtos derivados da soja (tofu, tempeh, miso e molho de soja), têm a capacidade de quebrar esses inibidores, aumentando bastante a disponibilidade do ferro.


A deficiência de ferro pode ser também agravada por uma alimentação deficiente em proteínas, ácido fólico, e vitaminas B12, B6 e C.
Os vegetarianos e os veganos consomem mais frutas e verduras e ingerem quantidades maiores de alimentos ricos em vitamina C, o que reforça a absorção de ferro dos alimentos de origem vegetal. Em alguns estudos os vegetarianos mostraram-se capazes de adaptar-se a uma dieta reduzida em ferro pela sua maior facilidade de absorção desse mineral.

Fonte: Centro Vegetariano

UMEBOSHI

Umê é uma pequena e antiga ameixa japonesa. Na simbologia oriental, ela representa a beleza e a delicadeza. Quando conservada em sal, a umê transforma-se em umeboshi, ou seja, em ameixa seca. Credita-se a esta frutinha a cura ou o alívio de muitos males: dor de cabeça, azia, ressaca, diarréia, prisão de ventre, enjôo, mau hálito, gripe, resfriado, indisposição da gravidez, infecções, cansaço, insônia.

Combinando o gosto ácido com o salgado, a umeboshi está para o japonês como o café está para o brasileiro. Da mesma forma como nós costumamos tomar café preto pela manhã e após as refeições, os japoneses comem umeboshi diariamente. A diferença, porém, é que uma umeboshi é muito mais saudável do que uma xícara de café. Quem garante é o agricultor Tomekiti Goto, produtor da fruta em Valinhos: “Uma umeboshi por dia é segredo da longevidade”, assegura, do alto de seus 94 anos.

Faça em casa:

Compre umês bem maduras. Lave-as, enxugue-as e coloque-as numa bacia de sal, regando com aguardente. Deixe descansar e só então ponha as frutas em outra bacia, colocando um peso sobre elas. Durante 15 dias, deixe-as de molho no próprio sumo que escorrer da ameixa. Depois, coloque-as ao sol durante três dias, tomando cuidado para que não tomem chuva. Ao final, os frutos assumem um tom marrom avermelhado. Estão prontos para ir à mesa. O ideal, porém, é que as frutas fiquem no mínimo um ano em conserva (Dicas de Tomekiti Goto)

Alimentação macrobiótica popularizou o seu consumo

No início da imigração japonesa, para o Brasil, o uso da umeboshi na alimentação era restrito à comunidade nipônica. Com o passar do tempo e a expansão da cultura oriental no País, a ume começou a ser cultivada em algumas regiões do interior de São Paulo. Mas foi com a popularização da alimentação macrobiótica que, de fato, o brasileiro descobriu a umeboshi.

A escritora e jornalista carioca Sônia Hirsch, autora de diversos livros sobre saúde e alimentação, é adepta da alimentação macrobiótica e ingere pelo menos uma umeboshi por dia. “Comprovadamente, é uma aspirina natural, além de desintoxicar o organismo”, afirma. Cuidadosa com a sua rotina alimentar, Sônia conta que também usa a umeboshi para compensar alguns excessos cometidos na dieta. “É melhor do que qualquer remédio para curar ressaca”, diz.

Em seu livro O Melhor da Festa (1988), a escritora dedica um capítulo ao umeboshi, prestando-lhe justas homenagens. No mais recente, Meditando na Cozinha (2002), dá uma receita caseira para o preparo. Em outras publicações de sua autoria, a pequena ameixa também é mencionada. “A umeboshi está muito presente na minha literatura. Creio ter ajudado a difundir suas qualidade e a ampliar o seu consumo entre os brasileiros”, diz.

No Brasil, explica a escritora, o consumo de umeboshi está mais associado a fins terapêuticos do que alimentícios. Segundo ela, no Japão se come umeboshi com arroz integral, algas ou chá verde. Para isso, porém, é necessário disciplina. “O japonês segue à risca os mandamentos da boa alimentação e anda sempre com um saquinho de umeboshi no bolso”, observa.

No Ocidente, as coisas são bem diferentes. O empresário Jorge Yamada, consumidor da umeboshi , diz que a correria do trabalho torna o brasileiro um indisciplinado na mesa. “Eu, por exemplo, almoço num restaurante de shopping center, próximo à empresa, e acabo não levando umeboshi comigo. Sou, portanto, um consumidor relapso, mas costumo ingerir pelo menos seis frutinhas por semana”, diz. Segundo Yamada, reza a tradição japonesa que se deve ingerir três ameixas por dia.

O consumo freqüente da umeboshi traz melhorias para a saúde, principalmente a longo prazo. “Além de curar ou prevenir problemas corriqueiros, nosso organismo cria uma autodefesa eficiente. Um bom exemplo disso é o estado de saúde de Tomekiti Goto, que continua lúcido, trabalhando aos 94 anos de idade”, diz.

UMÊ: tonifica o fígado e reduz gordura

O engenheiro de alimentos Júlio Mukuno, explica porque tantas qualidade medicinais são atribuídas à frutinha. “A umeboshi reduz o excesso de gordura e baixa o nível de ácido úrico no sangue, alcalinizando-o”, enumera.

Segundo ele, a combinação do sabor ácido e alcalino, presente na fruta, traz o equilíbrio ideal para o bem-estar do organismo, sobretudo do fígado. “Sabemos que muitos problemas de saúde decorrem de males causados ao fígado; a umeboshi atua principalmente neste órgão, tonificando-o”.

Assim, segundo Mukuno, as propriedades alcalinizantes da umeboshi servem também para eliminar a hiperacidez, aliviando as indesejadas queimações do estômago. Ideal para amenizar enjôos, causadas pelas alterações gástricas, a umeboshi é muito procurada por mulheres grávidas. “É um alimento natural que não leva aditivos em sua fabricação e não tem contra-indicações”, diz Mukuno.

A única restrição, explica ele, é para quem tem pressão alta. “Como a umeboshi é muito salgada, deve-se não abusar do consumo. Duas ou três frutinhas por dia são mais do que suficientes para deixar a saúde em dia”, avisa.

Mil e duas utilidades

A umeboshi é um derivado do fruto umê, que não deve ser ingerido in natura. Transformada em umeboshi, após o processo de desidratação, a ameixa japonesa ganha propriedades medicinais. É anti-séptica e contém substâncias antibióticas confirmadas em pesquisas científicas. Destrói os germes da disenteria instantaneamente e age também sobre as bactérias da tuberculose.

Como se não bastasse, tem duas vezes mais proteínas, minerais e gorduras do que qualquer outra fruta, principalmente cálcio, ferro, fósforo e ácido cítrico. Evita a fadiga, geralmente, causada por acúmulo de ácidos que não são metabolizados pelo organismo, em conseqüência da alimentação inadequada e da vida sedentária, que faz com que o corpo absorva pouco oxigênio.

A acidez na corrente sangüínea nos deixa mais suscetíveis a doenças infecciosas, hepáticas e do envelhecimento. A umeboshi fornece as substâncias necessárias à neutralização do excesso de ácidos. E, pela mesma razão, combate radicais livres, retardando o envelhecimento. A ameixa promove ainda a desintoxicação do organismo, na medida em que facilita o metabolismo, além de auxiliar o funcionamento do fígado e dos rins.

Contra-indicações: para hipertensos e crianças abaixo de três anos, que não devem consumir sal.

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Fonte: Revista Metrópole, n.º 85, fevereiro/2003.