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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Em resposta ao artigo "O engano da soja"

Num artigo recente falei sobre a soja e algumas pessoas pensaram que estava defendendo o consumo de produtos de origem animal em vez da soja.

Não estou fazendo apologia ao consumo de carne, nem produtos de origem animal. Antes pelo contrário, quando falo da soja ela é apresentada TAMBÉM como algo prejudicial à nossa saúde. É tudo uma questão de opção e cada um tem que escolher aquilo que acha melhor para a sua alimentação, mas existem melhores alternativas do que consumir soja.

O problema maior é que certas pessoas que se tornaram vegetarianas não conseguem deixar o hábito de comer alimentos com texturas semelhantes à carne. E muitas vezes, devido à ideia errada de que precisamos de proteina - usam a soja processada como substituto.

A proteina é destruida em 50% após o cozimento, a maior parte das vitaminas são destruidas em cerca de 90%, as enzimas são totalmente destruidas, os fitoelementos são destruidos na sua totalidade, os minerais são modificados de uma forma que o organismo tem muita dificuldade em absorvê-los - enfim o que resta?

Entendo que quando esta é utilizada de forma sustentável (orgânica) pode ser um complemento para a alimentação. Desde que a consumam na forma de um produto fermentado. Só assim poderão tirar beneficios da mesma. Os produtos fermentados são ricos em enzimas, vitaminas e outros nutrientes, facilmente absorvidos pelo organismo. Trata-se de aproveitar o máximo da soja sem prejudicar o organismo. Eu próprio continuo a usar miso e molho de soja (quando consigo encontrar orgânico).

Em relação ao meio ambiente é importante realçar a devastação que tem sido provocada pela monocultura da soja. Entendo que o Brasil tem um imenso território e que algumas pessoas vejam na soja uma forma de subsistencia, com a obtenção de lucro fácil e rápido. Mas transformar esse lindo pais numa mar de soja - não posso concordar, apesar de não ser brasileiro.
Cabe então aos brasileiros olharem para esta questão de uma forma mais responsável e alterarem gradualmente a situação.

Cabe principalmente aos vegetarianos e veganos uma responsabilidade maior (já que se preocupam de forma ética com os animais) - olharem para o impacto que tem a cultura da soja.
A titulo de exemplo – vivi 14 meses no Brasil, sou árbitro de maratonas aquáticas, este ano não foi possivel realizar uma maratona no Paraná porque as águas do lago estavam cheias de algas que cresceram devido ao uso excessivo de fertilizantes usados na cultura da soja. Certas praias da zona tiveram que ser fechadas porque não se podia mais nadar na zona devido à poluição provocada pelos agrotóxicos e fertilizantes – tudo isto devido ao plantio excessivo da soja.

Para criar estes campos imensos de plantação de soja fazem-se também queimadas constantes que destroem tudo à sua volta.

Pensem agora no que acontece aos peixes do lago, aos animais que tinham o seu habitat na zona, ao impacto na questão do aquecimento global, etc. Penso que muita gente (sem quere ofender ninguém) não vê ou não quer ver. Ser ético não pode ser uma moda nem algo “chique”. As pessoas tem que se tornar mais responsáveis e entenderem de forma consciente o impacto que os seus hábitos provocam. Só assim poderemos viver mais em paz preservando a nossa querida mãe terra e todos os seres que nela habitam.

Muita Paz!

Luis Guerreiro

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