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domingo, 6 de janeiro de 2008

UMEBOSHI

Umê é uma pequena e antiga ameixa japonesa. Na simbologia oriental, ela representa a beleza e a delicadeza. Quando conservada em sal, a umê transforma-se em umeboshi, ou seja, em ameixa seca. Credita-se a esta frutinha a cura ou o alívio de muitos males: dor de cabeça, azia, ressaca, diarréia, prisão de ventre, enjôo, mau hálito, gripe, resfriado, indisposição da gravidez, infecções, cansaço, insônia.

Combinando o gosto ácido com o salgado, a umeboshi está para o japonês como o café está para o brasileiro. Da mesma forma como nós costumamos tomar café preto pela manhã e após as refeições, os japoneses comem umeboshi diariamente. A diferença, porém, é que uma umeboshi é muito mais saudável do que uma xícara de café. Quem garante é o agricultor Tomekiti Goto, produtor da fruta em Valinhos: “Uma umeboshi por dia é segredo da longevidade”, assegura, do alto de seus 94 anos.

Faça em casa:

Compre umês bem maduras. Lave-as, enxugue-as e coloque-as numa bacia de sal, regando com aguardente. Deixe descansar e só então ponha as frutas em outra bacia, colocando um peso sobre elas. Durante 15 dias, deixe-as de molho no próprio sumo que escorrer da ameixa. Depois, coloque-as ao sol durante três dias, tomando cuidado para que não tomem chuva. Ao final, os frutos assumem um tom marrom avermelhado. Estão prontos para ir à mesa. O ideal, porém, é que as frutas fiquem no mínimo um ano em conserva (Dicas de Tomekiti Goto)

Alimentação macrobiótica popularizou o seu consumo

No início da imigração japonesa, para o Brasil, o uso da umeboshi na alimentação era restrito à comunidade nipônica. Com o passar do tempo e a expansão da cultura oriental no País, a ume começou a ser cultivada em algumas regiões do interior de São Paulo. Mas foi com a popularização da alimentação macrobiótica que, de fato, o brasileiro descobriu a umeboshi.

A escritora e jornalista carioca Sônia Hirsch, autora de diversos livros sobre saúde e alimentação, é adepta da alimentação macrobiótica e ingere pelo menos uma umeboshi por dia. “Comprovadamente, é uma aspirina natural, além de desintoxicar o organismo”, afirma. Cuidadosa com a sua rotina alimentar, Sônia conta que também usa a umeboshi para compensar alguns excessos cometidos na dieta. “É melhor do que qualquer remédio para curar ressaca”, diz.

Em seu livro O Melhor da Festa (1988), a escritora dedica um capítulo ao umeboshi, prestando-lhe justas homenagens. No mais recente, Meditando na Cozinha (2002), dá uma receita caseira para o preparo. Em outras publicações de sua autoria, a pequena ameixa também é mencionada. “A umeboshi está muito presente na minha literatura. Creio ter ajudado a difundir suas qualidade e a ampliar o seu consumo entre os brasileiros”, diz.

No Brasil, explica a escritora, o consumo de umeboshi está mais associado a fins terapêuticos do que alimentícios. Segundo ela, no Japão se come umeboshi com arroz integral, algas ou chá verde. Para isso, porém, é necessário disciplina. “O japonês segue à risca os mandamentos da boa alimentação e anda sempre com um saquinho de umeboshi no bolso”, observa.

No Ocidente, as coisas são bem diferentes. O empresário Jorge Yamada, consumidor da umeboshi , diz que a correria do trabalho torna o brasileiro um indisciplinado na mesa. “Eu, por exemplo, almoço num restaurante de shopping center, próximo à empresa, e acabo não levando umeboshi comigo. Sou, portanto, um consumidor relapso, mas costumo ingerir pelo menos seis frutinhas por semana”, diz. Segundo Yamada, reza a tradição japonesa que se deve ingerir três ameixas por dia.

O consumo freqüente da umeboshi traz melhorias para a saúde, principalmente a longo prazo. “Além de curar ou prevenir problemas corriqueiros, nosso organismo cria uma autodefesa eficiente. Um bom exemplo disso é o estado de saúde de Tomekiti Goto, que continua lúcido, trabalhando aos 94 anos de idade”, diz.

UMÊ: tonifica o fígado e reduz gordura

O engenheiro de alimentos Júlio Mukuno, explica porque tantas qualidade medicinais são atribuídas à frutinha. “A umeboshi reduz o excesso de gordura e baixa o nível de ácido úrico no sangue, alcalinizando-o”, enumera.

Segundo ele, a combinação do sabor ácido e alcalino, presente na fruta, traz o equilíbrio ideal para o bem-estar do organismo, sobretudo do fígado. “Sabemos que muitos problemas de saúde decorrem de males causados ao fígado; a umeboshi atua principalmente neste órgão, tonificando-o”.

Assim, segundo Mukuno, as propriedades alcalinizantes da umeboshi servem também para eliminar a hiperacidez, aliviando as indesejadas queimações do estômago. Ideal para amenizar enjôos, causadas pelas alterações gástricas, a umeboshi é muito procurada por mulheres grávidas. “É um alimento natural que não leva aditivos em sua fabricação e não tem contra-indicações”, diz Mukuno.

A única restrição, explica ele, é para quem tem pressão alta. “Como a umeboshi é muito salgada, deve-se não abusar do consumo. Duas ou três frutinhas por dia são mais do que suficientes para deixar a saúde em dia”, avisa.

Mil e duas utilidades

A umeboshi é um derivado do fruto umê, que não deve ser ingerido in natura. Transformada em umeboshi, após o processo de desidratação, a ameixa japonesa ganha propriedades medicinais. É anti-séptica e contém substâncias antibióticas confirmadas em pesquisas científicas. Destrói os germes da disenteria instantaneamente e age também sobre as bactérias da tuberculose.

Como se não bastasse, tem duas vezes mais proteínas, minerais e gorduras do que qualquer outra fruta, principalmente cálcio, ferro, fósforo e ácido cítrico. Evita a fadiga, geralmente, causada por acúmulo de ácidos que não são metabolizados pelo organismo, em conseqüência da alimentação inadequada e da vida sedentária, que faz com que o corpo absorva pouco oxigênio.

A acidez na corrente sangüínea nos deixa mais suscetíveis a doenças infecciosas, hepáticas e do envelhecimento. A umeboshi fornece as substâncias necessárias à neutralização do excesso de ácidos. E, pela mesma razão, combate radicais livres, retardando o envelhecimento. A ameixa promove ainda a desintoxicação do organismo, na medida em que facilita o metabolismo, além de auxiliar o funcionamento do fígado e dos rins.

Contra-indicações: para hipertensos e crianças abaixo de três anos, que não devem consumir sal.

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Fonte: Revista Metrópole, n.º 85, fevereiro/2003.

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