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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Metas relativas à natureza não vão ser cumpridas

Balearia regulorumOs governos mundiais não vão cumprir o objectivo acordado de reduzir a perda de biodiversidade até 2010, revelam os peritos.

Perto de 200 países assinaram o acordo em 2002 mas 10 dos mais conceituados conservacionistas presentes no Congresso Mundial da Conservação foram unânimes em considerar que o objectivo não pode ser alcançado.

Todos os indicadores globais do progresso da situação caminham no sentido errado e muito poucos governos chegaram sequer a incluir o objectivo na legislação nacional.

Nem todos os peritos questionados quiseram fazer uma declaração oficial e alguns referiram a relutância em embaraçar os respectivos governos com os seus falhanços na questão. Outros ainda, sugeriram que o objectivo era inatingível, mesmo a quando da sua concepção há seis anos.

Ahmed Djoghlaf, secretário executivo da Convenção para a Diversidade Biológica das Nações Unidas (CDB) diz que a meta de 2010 era alcançável se os governos agissem com urgência, mas aceita que "todos os indicadores nos estão a alertar para que seja improvável".

Na semana passada foi publicada a Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas, que mostrou que cerca de um quarto dos mamíferos estão em risco de extinção, bem como a publicação de um estudo encomendado pela Comissão Europeia que analisa a economia da perda de biodiversidade, onde se lê que a degradação das florestas mundiais custa mais à economia por ano que a actual crise financeira.

A CDB foi assinada na Cimeira da Terra do Rio de Janeiro em 1992, mas só passados 10 anos adquiriu uma meta firme e supostamente vinculativa: "alcançar até 2010 uma redução significativa da actual taxa de perda de biodiversidade a nível global, regional e nacional, como um contributo para o alívio da pobreza e para benefício de toda a vida na Terra".

Georgina Mace, directora do Centro de Biologia Populacional do Imperial College de Londres, diz que a nível mundial, esta meta era absolutamente impossível de alcançar.

"Não temos muitas medidas da biodiversidade a nível global mas existem algumas indicações. Elas medem coisas como a taxa a que as espécies passam de uma categoria para outra na Lista Vermelha em direcção à extinção, medem as tendências médias nas várias populações ao longo do tempo ou as alterações de habitat."

"A nível global, todos esses dados que temos mostram ou taxas continuamente descendentes ou quando muito a manutenção da perda mas nenhum mostra melhoria." Para além disso, praticamente todas as tendências que conduzem a perda de espécies ou ecossistemas continuam a nível global.

"A convenção de biodiversidade não lida com questões como o corte da floresta, construção de estradas, alterações climáticas, poluição ou a expansão da agricultura", diz Gordon Shepherd, director de política global do WWF.

"Na realidade, as pessoas que detêm a capacidade de decisão nessas áreas, sejam governantes ou empresas, têm muito mais poder que os ministros do ambiente, que não dispõem de ferramentas para lidar com a sobre-exploração dos recursos ou o consumo excessivo."


No entanto, Sebastian Winkler, da International Union for the Conservation of Nature (IUCN), diz que o período de tempo entre 2002 e 2010 é tão curto que não devemos ter expectativas de ver alterações no mundo real. Ele sugere uma forma diferente de medir a falta de progressos: apenas 16 governos cumpriram o seu compromisso de integrar a meta de 2010 nos seus planos nacionais de combate à perda de biodiversidade.

Winkler dirige a iniciativa da IUCN "Contagem Decrescente para 2010", que tem como objectivo angariar accionistas de todo o mundo, bem como autoridades locais, para o compromisso de tomar acção contra estas tendências na sua região.

"Agora a CDB está a tentar usar a Contagem Decrescente para 2010 como uma parra para os governos se esconderem: temos 800 parceiros, cada um deles a realizar pelo menos 10 acções, logo temos 8 acções e é isso que eles esperam apresentar como um progresso", diz ele.

Thomas Lovejoy, presidente do Heinz Center, refere que houve sinais de progresso em diferentes zonas do mundo, nomeadamente na Costa Rica e no Butão, entre outros países que estão a levar a questão a sério. "Em 43 anos passámos de um floresta protegida no Amazonas a 40% da área sob alguma forma de protecção. Ainda não é suficiente para manter a integridade do ecossistema mas é um progresso imenso."

A Europa é o continente que mais progressos fez em direcção à meta estabelecida. De acordo com um estudo recente, está a caminho de controlar a perda de biodiversidade, mas até 2050 e não até 2010.

Djoghlaf refere que a iniciativa de 2010 pelo menos colocou o tema do declínio da biodiversidade em cima da mesa política e pública. "Há uma maior consciência, as pessoas estão dispostas a fazer alguma coisa, o comportamento dos negócios está a mudar, a biodiversidade está a tornar-se uma questão empresarial porque as empresas sabem que o mercado do amanhã é verde e têm que se adaptar."

Sebastian Winkler considera importante manter os governos empenhados nesta questão. "Martin Luther King disse 'Eu tenho um sonho', não 'Eu tenho um pesadelo' e se estivermos sempre a pintar pesadelos não iremos conseguir o apoio da comunidade internacional."

Mas Lovejoy sugere que ao nível das espécies e dos ecossistemas o pesadelo já está a ser uma realidade. "Já não é uma questão de saber se estamos na sexta maior extinção da história da Terra, já temos a certeza que está a acontecer, resta saber até onde vai chegar."

Fonte: Simbiotica

Saber mais:

Convention on Biological Diversity

IUCN

Centre for Population Biology

WWF

Heinz Center

Em resposta ao artigo "O engano da soja"

Num artigo recente falei sobre a soja e algumas pessoas pensaram que estava defendendo o consumo de produtos de origem animal em vez da soja.

Não estou fazendo apologia ao consumo de carne, nem produtos de origem animal. Antes pelo contrário, quando falo da soja ela é apresentada TAMBÉM como algo prejudicial à nossa saúde. É tudo uma questão de opção e cada um tem que escolher aquilo que acha melhor para a sua alimentação, mas existem melhores alternativas do que consumir soja.

O problema maior é que certas pessoas que se tornaram vegetarianas não conseguem deixar o hábito de comer alimentos com texturas semelhantes à carne. E muitas vezes, devido à ideia errada de que precisamos de proteina - usam a soja processada como substituto.

A proteina é destruida em 50% após o cozimento, a maior parte das vitaminas são destruidas em cerca de 90%, as enzimas são totalmente destruidas, os fitoelementos são destruidos na sua totalidade, os minerais são modificados de uma forma que o organismo tem muita dificuldade em absorvê-los - enfim o que resta?

Entendo que quando esta é utilizada de forma sustentável (orgânica) pode ser um complemento para a alimentação. Desde que a consumam na forma de um produto fermentado. Só assim poderão tirar beneficios da mesma. Os produtos fermentados são ricos em enzimas, vitaminas e outros nutrientes, facilmente absorvidos pelo organismo. Trata-se de aproveitar o máximo da soja sem prejudicar o organismo. Eu próprio continuo a usar miso e molho de soja (quando consigo encontrar orgânico).

Em relação ao meio ambiente é importante realçar a devastação que tem sido provocada pela monocultura da soja. Entendo que o Brasil tem um imenso território e que algumas pessoas vejam na soja uma forma de subsistencia, com a obtenção de lucro fácil e rápido. Mas transformar esse lindo pais numa mar de soja - não posso concordar, apesar de não ser brasileiro.
Cabe então aos brasileiros olharem para esta questão de uma forma mais responsável e alterarem gradualmente a situação.

Cabe principalmente aos vegetarianos e veganos uma responsabilidade maior (já que se preocupam de forma ética com os animais) - olharem para o impacto que tem a cultura da soja.
A titulo de exemplo – vivi 14 meses no Brasil, sou árbitro de maratonas aquáticas, este ano não foi possivel realizar uma maratona no Paraná porque as águas do lago estavam cheias de algas que cresceram devido ao uso excessivo de fertilizantes usados na cultura da soja. Certas praias da zona tiveram que ser fechadas porque não se podia mais nadar na zona devido à poluição provocada pelos agrotóxicos e fertilizantes – tudo isto devido ao plantio excessivo da soja.

Para criar estes campos imensos de plantação de soja fazem-se também queimadas constantes que destroem tudo à sua volta.

Pensem agora no que acontece aos peixes do lago, aos animais que tinham o seu habitat na zona, ao impacto na questão do aquecimento global, etc. Penso que muita gente (sem quere ofender ninguém) não vê ou não quer ver. Ser ético não pode ser uma moda nem algo “chique”. As pessoas tem que se tornar mais responsáveis e entenderem de forma consciente o impacto que os seus hábitos provocam. Só assim poderemos viver mais em paz preservando a nossa querida mãe terra e todos os seres que nela habitam.

Muita Paz!

Luis Guerreiro
quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Fumaça dos incensos aumenta o risco de câncer do trato respiratório

Autora: Roxanne Nelson
Publicado em 29/08/2008

De acordo com um estudo publicado on line na revista Cancer, a exposição prolongada à fumaça de incensos está associada a um risco maior de desenvolvimento de carcinoma de células escamosas do trato respiratório. Essa associação pareceu ser dependente da dose, e os maiores riscos foram verificados entre os indivíduos expostos por mais tempo.

De acordo com o Dr. Jeppe T. Friborg, do Statens Serum Institut de Copenhaguen, Dinamarca, e seus colaboradores, este foi o primeiro estudo prospectivo desenvolvido para determinar a associação entre os incensos e o risco de câncer. “Os resultados indicam haver uma relação entre a exposição por um longo período de tempo e os carcinomas de células escamosas do trato respiratório”.

Quando comparados com os indivíduos que não faziam uso de incensos, aqueles que eram expostos diariamente e por mais de 40 anos apresentavam um risco 70% maior de apresentar doença maligna do trato respiratório.

A queima de incenso é muito comum em muitas partes da Ásia e da Índia, sendo utilizado em templos como parte de muitos rituais e cerimônias religiosas. Além disso, é um hábito que faz parte do cotidiano no sudeste asiático: aproximadamente metade da população desta região queima incenso diariamente. A exposição habitual à fumaça de incensos não se limita apenas às populações da Ásia, e cada vez mais vem ocorrendo nos Estados Unidos e em outras nações ocidentais.

O incenso utilizado nos países asiáticos geralmente consiste em uma combinação entre plantas aromáticas (como sândalo e jasmim) e óleos essenciais. Isso gera uma mistura combustível que, quando queimada, exala uma fumaça com aroma, além de ser um grande produtor de partículas atmosféricas. Um grande número de fatores carcinogênicos pode ser liberado na fumaça do incenso, como os hidrocarbonetos aromáticos, carbonilos e benzeno.

Os pesquisadores observaram que estudos anteriores haviam investigado a associação entre câncer de pulmão e a exposição ao incenso, mas os resultados foram pouco consistentes. Outros trabalhos haviam relatado uma relação entre a fumaça do incenso e alguns tumores, como a leucemia na infância e tumores cerebrais.

O Dr. Friborg e seus colaboradores examinaram a relação entre o uso de incenso e o risco de surgimento de carcinomas do trato respiratório através deste estudo prospectivo de coorte. Entre 1993 e 1998, um total de 61.320 homens e mulheres chineses foram selecionados em Cingapura e acompanhados até o final do ano de 2005.

A idade variou entre 45 e 74 anos e todos os participantes não apresentavam câncer no início do estudo. Uma entrevista abrangente sobre as condições de vida, hábitos alimentares e fatores relacionados com o estilo de vida foi realizada no início do estudo e a coorte foi comparada com dados de base populacional. O modelo de riscos proporcionais de Cox foi utilizado para estimar o risco relativo das neoplasias relacionadas com o uso de incenso.

Ao término do período estudado, foram diagnosticados 1.146 casos de câncer do trato respiratório entre os indivíduos que faziam parte da coorte: 10 de cavidade nasal/paranasal, 20 de língua, 29 de boca, 12 de orofaringe, 14 da hipofaringe, 1 faríngeo não especificado, 175 de nasofaringe, 64 de laringe e 821 de pulmão. As neoplasias de nasofaringe eram carcinomas primários indiferenciados (89%), enquanto os demais do trato respiratório superior, que não acometiam a nasofaringe, eram predominantemente de células escamosas (88%).

Entre as neoplasias de pulmão, os adenocarcinomas eram mais freqüentes (42% dos casos) do que os carcinomas de células escamosas (24% dos pacientes).

Cerca de ¾ da coorte queimou incenso durante o período estudado (77,5% dos homens e 76,5% das mulheres). Entre esses usuários regulares, 92,7% o faziam diariamente e 83,9% vinham fazendo uso há mais de 40 anos.

Os pesquisadores verificaram que a queima de incenso não esteve associada a um aumento do risco de câncer de pulmão, nem dos que acometem a nasofaringe. Entretanto, a exposição a essa fumaça esteve associada a um risco maior de carcinoma em outros sítios do trato respiratório (que não a nasofaringe), sendo essa relação aparentemente dependente da dose. Comparado com aqueles que não o utilizam, os indivíduos que queimam incenso por mais de 40 anos têm um risco aumentado em 70% de câncer do trato respiratório superior fora da nasofaringe. Essa diferença foi estatisticamente significativa.

A intensidade do uso também aumentou o risco de câncer. Ele era maior do que o dobro quando o uso do incenso era diário ou contínuo ao longo do dia.

De acordo com os pesquisadores, os resultados deste trabalho estão em concordância com vários outros estudos que identificaram agentes carcinogênicos na fumaça do incenso. Os pesquisadores enfatizaram que “este estudo traz importantes conseqüências para a saúde pública devido à exposição disseminada e, muitas vezes involuntária, à fumaça de incensos. Além de iniciativas para reduzir a exposição à fumaça do incenso, os próximos estudos deverão identificar os tipos de incenso menos danosos”.

O estudo foi financiado com doações do National Cancer Institute.

Fonte: MedCenter

Informação sobre a autora: Roxanne Nelson é jornalista da equipe do Medscape Hematology-Oncology. Declaração de conflito de interesses: A autora declara não possuir conflito de interesses

Especialistas exigem rótulos de advertência sobre a saúde em bebidas energéticas cafeinadas

Autora: Caroline Cassels
Publicado em 26/09/2008

Especialistas estão exigindo rótulos de advertência à saúde nas conhecidas “bebidas energéticas” que, devido ao alto conteúdo de cafeína, podem oferecer risco significativo à saúde dos consumidores, particularmente em adolescentes e adultos jovens.

Em um estudo de revisão publicado na internet em 20 de setembro na Drug and Alcohol Dependence, pesquisadores da Johns Hopkins University School of Medicine, em Baltimore, observam que uma única dose de algumas dessas bebidas pode conter mais de 500 mg de cafeína, uma quantidade equivalente a 14 latas de Coca-Cola.

Apesar disso, o conteúdo de cafeína desses produtos muitas vezes não está indicado e poucas marcas incluem advertências sobre os riscos potenciais à saúde, incluindo intoxicação por cafeína.

“Muitos produtos não rotulam a quantidade de cafeína que eles contêm, e a quantidade de cafeína entre as diferentes marcas é bem variada. Então, você pode pegar algo chamado de lata de bebida energética e esta pode conter apenas 50 mg de cafeína ou 505 mg de cafeína”.

População vulnerável

Além disso, e ainda mais preocupante, diz Dr. Griffiths, é a comercialização agressiva dessas bebidas para jovens, que freqüentemente não foram expostos à cafeína, e, portanto, são mais susceptíveis aos efeitos negativos da substância.

“Uma população que foi pouco exposta à cafeína será muito mais sensível a essa substância e nós realmente corremos o risco de uma overdose de cafeína. Nós não sabemos realmente qual é a prevalência disso, mas sabemos que isso ocorre e não deveria nos surpreender”.

“Intoxicação pela cafeína é um diagnóstico psiquiátrico bem reconhecido com sintomas bem descritos, e se você der altas doses de cafeína para uma pessoa pouco exposta a essa substância, algumas delas irão ter problemas”, disse o Dr. Griffiths.

Ele diz ainda que relatos do abuso de cafeína aos centros de controle de intoxicação dos EUA mostraram reações negativas às bebidas energéticas.

Em uma pesquisa realizada entre 496 estudantes universitários, em 2007, 51% relataram consumo de pelo menos uma bebida energética durante o mês anterior. Desses usuários de bebidas energéticas, 29% relataram episódios “semanais de abalo-e-queda” e 19% relataram palpitações cardíacas após o consumo dessas bebidas.

Porta de entrada para o abuso de drogas?

A mesma pesquisa revelou que 27% dos participantes relataram misturar bebidas energéticas e álcool pelo menos uma vez no mês anterior. “Quando você combina cafeína e álcool, as pessoas têm menor probabilidade de perceber a extensão da intoxicação e têm maior risco de danos relacionados ao álcool”, diz o Dr. Griffiths.

Além disso, existe uma preocupação de que o forte efeito estimulante das bebidas energéticas possa aumentar o risco do uso indiscriminado de estimulantes, tais como anfetaminas e metilfenidato. Um estudo feito em 2008 com 1.253 estudantes universitários mostrou que o consumo de bebidas energéticas prediz significativamente o uso posterior indiscriminado de estimulantes.

Abastecendo potencialmente esse mercado de “transição”, existem outras bebidas energéticas, tais como a bebida energética em pó Blow, que é vendida em pequenos frascos, e a bebida energética Cocaine, que usa em seu produto linguagem que sugere uma droga ilícita.

As bebidas energéticas chegaram ao mercado em 1987 com o lançamento do Red Bull na Austrália. Desde então, a indústria cresceu exponencialmente no mundo e se mantém sobre estimados $5,4 bilhões nos Estados Unidos e está se expandindo a uma taxa de 55% anualmente.

Devido a todos esses fatores, Dr. Griffiths acredita que FDA deve passar a exigir rótulos de advertências nessas bebidas. Entretanto, não parece provável que isso irá ocorrer em um futuro próximo.

FDA responde

Medscape Psychiatry entrou em contato com o FDA para comentar e recebeu uma comunicação por e-mail que dizia que muitas bebidas ditas energéticas são vendidas como suplemento dietético e, portanto, não necessitam solicitar aprovação legal antes de entrar no mercado.

O FDA escreve que tanto para suplementos dietéticos quanto para produtos alimentícios, o produtor recebe o ônus de garantir que está trazendo um produto seguro ao mercado. “A fim de exigir um rótulo de advertência, o FDA deve estabelecer que a falta de tal advertência cria riscos para os consumidores e que um rótulo de advertências evitaria efetivamente esses riscos. Até então, o FDA não determinou que esses produtos não são seguros porque possuem cafeína ou que exista um risco ao consumidor que seria efetivamente corrigido por uma declaração no rótulo de advertência”, declara o FDA.

Fonte: Medcenter

Drug Alcohol Depend. Publicado on line em 20 de setembro de 2008.

Informação sobre a autora: Caroline Cassels é jornalista do Medscape. Caroline é jornalista da área de saúde há 18 anos e escreve extensivamente tanto para médicos quanto consumidores. Ela lançou uma publicação premiada para consumidores e editou diversos websites para consumidores da área de saúde antes de se juntar ao thekidney.org, um site sobre nefrologia recentemente adquirido pelo WebMD.

Dia Mundial da Alimentação 2008

Nos dias 7 e 8 de Outubro, a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e as Nações Unidas celebraram a comemoração da Declaração dos Direitos Humanos garantindo a todos o "direito a um nível de vida adequado à saúde, ao bem-estar pessoal e familiar, incluindo a alimentação".
Sessenta anos após a assinatura da declaração de boa-vontade, a FAO está a planear a celebração do Dia Mundial da Alimentação 2008 destacando "o desastre de 923 milhões de pessoas subnutridas no Mundo".


O que correu mal?
Porque razão é que a aproximadamente mil milhões de pessoas ainda lhes é vedado o mais básico dos Direitos Humanos no século XXI?
"Cada criança que morre de fome no mundo de hoje, é vítima de assassinato", acusa Jean Ziegle, relatora especial das Nações Unidas para o Direito à Alimentação. De facto, como é que uma sociedade pode autodenominar-se civilizada e aceitar que em todo o Mundo a cada 5
secundos uma criança morra de fome, enquanto 1,5 mil milhões de cabeças de gado bovino e um número astronómico de outros animais de quinta estão a ser alimentados com enormíssimas percentagens das culturas disponíveis?


Mais pessoas do que toda população dos EUA, Canadá e União Europeia não têm o suficiente para comer.

Apesar dos decisores nacionais e internacionais terem iniciado uma multiplicidade de projectos e campanhas de luta contra a fome, nada tem ajudado, muito pelo contrário! Esta situação tem, obviamente, aumentado e casos de miséria sem precedentes requerem novas e revigorantes estratégias para o qual o Vegetarianismo é uma solução.
Em nome da justiça e da humanidade, o actual desperdício de cerca de 7-16 quilos de grãos ou feijão de soja, cerca de 15,500 litros de água e cerca 323 m2 de terra cultivável para produzir apenas um quilo de carne não pode continuar.

23 de Setembro 2008 foi o Dia do Limite (Overshoot Day): o marco em que a humanidade já usou todos os recursos que a natureza vai gerar este ano.
Se tivermos em conta que à escala global, nós temos actualmente necessidade de 1,4 planetas para apoiar o nosso estilo de vida, o Dia do Limite deveria ser um alerta para tanto para os políticos com para indivíduos em geral. Temos que, urgentemente, de diminuir a pegada ecológica da aldeia global.


Por isso, no interesse de um mundo mais humanizado e mais saudável, para as pessoas e animais, a redução e eliminação do consumo de carne é a forma mais fácil e mais benéfica que se apresenta.
O facto de não dispormos de recursos suficientes para alimentar toda a população mundial, não deve continuar a ser comprometido pela ganância do consumo de carne.

Subscritores:

Blog: Alimentação Viva e Sustentável
http://alimentacaoviva.blogspot.com/

European Vegetarian and Animal News Alliance (EVANA)
http://www.evana.org
contacto: info@evana.org

Acção Animal, Portugal
http://www.accaoanimal.com

Associação Vegetariana Portuguesa
http://www.avp.eco-gaia.net

Bunny Huggers, UK
http://www.bunnyhuggers.org.uk

Association Végétarienne de France
http://www.vegetarisme.fr

Centro Vegetariano, Portugal
http://www.centrovegetariano.org

EVA vzw - Ethisch Vegetarisch Alternatief, Bélgica
http://www.vegetarisme.be

Globetransformer
http://www.globetransformer.org

Jewish Vegetarians of North America (JVNA), USA
http://www.JewishVeg.com

Romanian Vegetarian Society
http://www.svr.ro

Swiss Union for Vegetarianism
http://www.vegetarismus.ch

Vegan Society Austria
http://www.vegan.at

Yoga in Daily Life International
http://www.yoga-in-daily-life.org

Petição das NU 'Comida vs Alimentação' – apelo às Nações Unidas e às suas agências para pararem de ignorar o vegetarianismo e para estudarem os seus múltiplos benefícios com o objectivo de incorporá-los em estratégias futuras para o Mundo Sem Fome http://un.evana.org - (23 línguas)


Referências:
http://www.fao.org/newsroom/en/news/2008/1000934/index.html
http://www.fao.org/newsroom/en/news/2008/1000937/index.html
http://www.wfp.org/aboutwfp/facts/index.asp?section=1&sub_section=5
http://www.un.org/Overview/rights.html
http://www.fao.org/getinvolved/worldfoodday/en/
http://www.footprintnetwork.org/gfn_sub.php?content=overshoot
http://www.guardian.co.uk/environment/2008/sep/07/food.beef

Fibra de frutas e vegetais pode combater câncer, diz estudo

Uma fibra encontrada na maioria das frutas e vegetais pode ajudar a evitar o câncer, segundo uma pesquisa britânica. O estudo que ainda está sendo realizado pelo Institute of Food Research sugere que a pectina, uma fibra comum em vários alimentos, de batatas a ameixas, ajudaria a lutar contra a doença.

O coordenador da pesquisa, professor Vic Morris, usou microscópios de alta tecnologia para estudar a pectina e, segundo os resultados, um fragmento liberado pela fibra se liga a uma proteína associada a todos os estágios do câncer, chamada Gal3, inibindo-a.

"A maioria das alegações de que alimentos com efeitos contra o câncer são baseadas em estudos de populações. Para esta pesquisa, testamos um mecanismo molecular", disse o pesquisador.

Morris ainda está trabalhando na pesquisa, mas afirmou que existem provas suficientes de que muitos tipos de frutas e verduras têm propriedades contra o câncer.

A quantidade de pectina em frutas e verduras varia, mas as maçãs e laranjas teriam grandes quantidades, enquanto os morangos e as uvas teriam baixa concentração da fibra.

Espinafre - Para o professor Vic Morris, muito tem se falado sobre os superalimentos (espinafre e mirtilo - blueberry, em inglês), mas a pesquisa mostra que o melhor é comer uma variedade maior de alimentos.

"Ouvimos falar tanto dos 'superalimentos', mas para uma combinação de efeitos diferentes poderá ser melhor consumir uma grande variedade de frutas e vegetais", afirmou.

"Não estou falando (para as pessoas) não comerem os superalimentos, mas que consumam os outros também."

"É muito difícil saber qual o efeito dos superalimentos, pois as provas não estão disponíveis", disse uma porta-voz da Fundação Britânica de Nutrição.

"Mas, certamente, não devemos nos concentrar nestes tipos (de alimentos) e ignorar outras frutas e verduras", afirmou.

Fonte: Estadão Online
terça-feira, 14 de outubro de 2008

Obesidade à americana

DRAUZIO VARELLA

NUNCA VI TANTA GENTE obesa, como na semana passada, no interior dos Estados Unidos. Lá, a epidemia é visível: a maior parte dos transeuntes está acima do peso; não são poucos os que mal conseguem andar por causa da gordura.

Que erros foram cometidos para que essa tragédia social acontecesse justamente no país que mais investe em saúde?
Alimentos a preços acessíveis e o conforto da vida moderna são causas usualmente citadas para explicar por que o Homo sapiens, até ontem caçador-coletor que vivia com fome, sucumbiu às tentações da mesa e ao prazer de passar o dia sentado. Esses argumentos, no entanto, não explicam por que nos Estados Unidos o excesso de peso da população assumiu proporções assustadoras.

É provável que a raiz do problema esteja ligada a um conceito estabelecido nos anos 1950, segundo o qual o consumir carne vermelha elevaria os níveis sangüíneos de colesterol, o que, por sua vez, aumentaria o risco de morte por doença coronariana.

Em 1909, A. Ignatowski alimentou ratos com quantidades excessivas de carne, ovos e leite. Ao sacrificar os animais, encontrou alterações nas artérias, que lembravam as placas de aterosclerose depositadas nas coronárias humanas. Em seguida, foi demonstrado que tais placas continham seis vezes mais colesterol livre do que as paredes das artérias normais.
Em 1913, o russo N. Anitschkow produziu lesões semelhantes em coelhos, alimentando-os com gema de ovo durante dois meses.

Placas de desse tipo jamais foram obtidas em animais carnívoros, detalhe largamente ignorado.
Até 1920, os ataques cardíacos eram responsáveis por menos de 10% das mortes entre os americanos. Perto de 1950, inesperadamente, o número foi para mais de 30%.
Numa conferência realizada em Roma, o americano Ancel Keis perguntou à platéia se a epidemia de doenças cardiovasculares, que se disseminava entre homens de meia-idade, poderia ser explicada por modificações em hábitos alimentares. Um professor da Universidade de Nápoles respondeu que não encontrava tal tipo de morte em sua terra.

Keis viajou a Nápoles, e constatou que ataques cardíacos em pessoas com menos de 60 anos, de fato, eram raros. As únicas exceções ocorriam entre a minoria mais rica que comia carne todos os dias, em contraste com os demais que o faziam uma vez por semana, no máximo. Verificou, ainda, que a média dos níveis de colesterol dos napolitanos era mais baixa do que a dos americanos. A partir desses dados empíricos, concluiu existir uma associação direta entre o consumo de carne gordurosa, os níveis de colesterol e os ataques cardíacos -como o até então obscuro Anitschkow havia proposto.

No leste da Finlândia, em que a população apresentava níveis médios de colesterol da ordem de 260, o número de ataques cardíacos fatais entre 1.000 homens observados durante 10 anos, foi de 70. No Japão, esse número caía para menos de 5.

Keis atribuiu essa diferença ao baixo consumo de gordura na dieta japonesa: 2,5% do total de calorias ingeridas, contra 20% no caso finlandês. Essas idéias provocaram uma avalanche de estudos sobre o papel da gordura na dieta, os níveis de colesterol e a formação de placas nas coronárias. Keis foi capa da "Time", e ficou conhecido como "Senhor Colesterol".

Fonte: Folha de São Paulo - 11/10/2008

Como começar com a Alimentação Viva

Dicas para iniciar no Crudivorismo


Começamos diretamente com a Alimentação Viva

Na prática da Alimentação Viva, observamos que as crises de cura são muito mais suaves do que durante outros métodos naturais de desintoxicação (macrobiótica, jejum total prolongado, jejum com sucos de frutas e vegetais). Isto se deve ao fato de que a Alimentação Viva tem, ao mesmo tempo, um efeito desintoxicante e de regeneração celular, através do aporte dos nutrientes que as células doentes precisam para se reconstruir corretamente.
Não se aconselha, portanto, fazer um jejum antes de começar a Alimentação Viva. É desnecessário e contraprodutivo. Nas pessoas muito doentes, pode ocorrer uma crise de cura de tais proporções, que suas limitadas reservas de energia não suportam. O jejum é para a pessoa saudável que, por razões da busca espiritual, sinta essa necessidade.

Benefícios da Alimentação Viva

A prática da Alimentação Viva provoca, com o tempo, a total recuperação de nosso bem-estar, da alegria que sentíamos quando crianças e que se perdeu de alguma forma. Ao mesmo tempo, tudo se torna mais perceptível. É como dar-se conta de ter dormido, aceitando por normais uma série de condições desnecessárias. Em lugar de peso,
experimentamos leveza e claridade.

Fonte: livro "Alimentação Viva" de Marina Hetenyi Francini - terapeuta holística

Receita de bolo Crudívoro


Receita baseada no trabalho de Flávio Passos do site Terra Dourada publicada por Paulo Roberto Gaefke no seu blog Comer Cru.


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na minha receita vai ;
1 manga média (Palmer ou Keit)
1 coco ralado na hora
100 gramas de castanhas de caju crú sem sal

Primeiro no liquidificador bata o coco ralado e reserve.
Bata a manga e retire uma parte (umas 2 colheres de sopa para decorarmos o bolo)
Acrescente as castanhas a manga batida e despeje sobre o coco ralado reservado e misture tudo formando a nossa massa do bolo.
Coloque em um aro redondo e aperte para dar o formato redondo.


Desenforme



Espalhe o creme de manga reservado anteriormente por todo o bolo.


Decore na lateral com morangos ou outra fruta da época e pronto!

Quanto mais bebida, mais o cérebro encolhe, diz estudo


WASHINGTON - Quanto mais você bebe, mais seu cérebro encolhe, disseram cientistas na segunda-feira.


Muitos estudos demonstram que o consumo moderado de álcool pode ser bom para o coração. Mas o grupo liderado por Carol Ann Paul, da Faculdade Wellesley, em Massachusetts, comprovou que a bebida não evita a perda do volume cerebral acarretada pela idade.

Na verdade, os abstêmios convictos tinham a menor perda cerebral. Em seguida, pela ordem, vinham os ex-consumidores, os consumidores moderados e os consumidores abusivos, segundo o artigo publicado na revista Archives of Neurology.

A tendência era mais notável em mulheres do que em homens, o que pode se dever à maior sensibilidade feminina aos efeitos do álcool e à menor massa corporal.

"Sabe-se que as pessoas que bebem têm um declínio no volume cerebral. O que eu estava procurando era um efeito protetor nas pessoas que bebem uma a sete doses por semana", disse Paul por telefone.

"Minha expectativa era de que seria protetor. E não foi assim", acrescentou ela, que realizou o estudo quando estava na Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston.

As conclusões foram baseadas em dados de 1.839 norte-americanos de 33 a 88 anos, que fizeram relatos sobre o seu consumo de álcool e tomografias por ressonância magnética. Eles fazem parte de um estudo mais amplo em andamento em Massachusetts.

Quem bebia mais do que 14 doses por semana tinha o cérebro em média 1 por cento menor do que os abstêmios, segundo os pesquisadores. Em geral, o volume cerebral diminui cerca de 2 por cento por década. A atrofia está vinculada a dificuldades cognitivas e motoras.

Vários estudos indicam os benefícios cardíacos do consumo moderado de álcool, mas o consumo excessivo pode provocar problemas graves e fatais, especialmente no fígado e cérebro

Fonte: Reuters - 13/10 - 19:54