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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Especialistas exigem rótulos de advertência sobre a saúde em bebidas energéticas cafeinadas

Autora: Caroline Cassels
Publicado em 26/09/2008

Especialistas estão exigindo rótulos de advertência à saúde nas conhecidas “bebidas energéticas” que, devido ao alto conteúdo de cafeína, podem oferecer risco significativo à saúde dos consumidores, particularmente em adolescentes e adultos jovens.

Em um estudo de revisão publicado na internet em 20 de setembro na Drug and Alcohol Dependence, pesquisadores da Johns Hopkins University School of Medicine, em Baltimore, observam que uma única dose de algumas dessas bebidas pode conter mais de 500 mg de cafeína, uma quantidade equivalente a 14 latas de Coca-Cola.

Apesar disso, o conteúdo de cafeína desses produtos muitas vezes não está indicado e poucas marcas incluem advertências sobre os riscos potenciais à saúde, incluindo intoxicação por cafeína.

“Muitos produtos não rotulam a quantidade de cafeína que eles contêm, e a quantidade de cafeína entre as diferentes marcas é bem variada. Então, você pode pegar algo chamado de lata de bebida energética e esta pode conter apenas 50 mg de cafeína ou 505 mg de cafeína”.

População vulnerável

Além disso, e ainda mais preocupante, diz Dr. Griffiths, é a comercialização agressiva dessas bebidas para jovens, que freqüentemente não foram expostos à cafeína, e, portanto, são mais susceptíveis aos efeitos negativos da substância.

“Uma população que foi pouco exposta à cafeína será muito mais sensível a essa substância e nós realmente corremos o risco de uma overdose de cafeína. Nós não sabemos realmente qual é a prevalência disso, mas sabemos que isso ocorre e não deveria nos surpreender”.

“Intoxicação pela cafeína é um diagnóstico psiquiátrico bem reconhecido com sintomas bem descritos, e se você der altas doses de cafeína para uma pessoa pouco exposta a essa substância, algumas delas irão ter problemas”, disse o Dr. Griffiths.

Ele diz ainda que relatos do abuso de cafeína aos centros de controle de intoxicação dos EUA mostraram reações negativas às bebidas energéticas.

Em uma pesquisa realizada entre 496 estudantes universitários, em 2007, 51% relataram consumo de pelo menos uma bebida energética durante o mês anterior. Desses usuários de bebidas energéticas, 29% relataram episódios “semanais de abalo-e-queda” e 19% relataram palpitações cardíacas após o consumo dessas bebidas.

Porta de entrada para o abuso de drogas?

A mesma pesquisa revelou que 27% dos participantes relataram misturar bebidas energéticas e álcool pelo menos uma vez no mês anterior. “Quando você combina cafeína e álcool, as pessoas têm menor probabilidade de perceber a extensão da intoxicação e têm maior risco de danos relacionados ao álcool”, diz o Dr. Griffiths.

Além disso, existe uma preocupação de que o forte efeito estimulante das bebidas energéticas possa aumentar o risco do uso indiscriminado de estimulantes, tais como anfetaminas e metilfenidato. Um estudo feito em 2008 com 1.253 estudantes universitários mostrou que o consumo de bebidas energéticas prediz significativamente o uso posterior indiscriminado de estimulantes.

Abastecendo potencialmente esse mercado de “transição”, existem outras bebidas energéticas, tais como a bebida energética em pó Blow, que é vendida em pequenos frascos, e a bebida energética Cocaine, que usa em seu produto linguagem que sugere uma droga ilícita.

As bebidas energéticas chegaram ao mercado em 1987 com o lançamento do Red Bull na Austrália. Desde então, a indústria cresceu exponencialmente no mundo e se mantém sobre estimados $5,4 bilhões nos Estados Unidos e está se expandindo a uma taxa de 55% anualmente.

Devido a todos esses fatores, Dr. Griffiths acredita que FDA deve passar a exigir rótulos de advertências nessas bebidas. Entretanto, não parece provável que isso irá ocorrer em um futuro próximo.

FDA responde

Medscape Psychiatry entrou em contato com o FDA para comentar e recebeu uma comunicação por e-mail que dizia que muitas bebidas ditas energéticas são vendidas como suplemento dietético e, portanto, não necessitam solicitar aprovação legal antes de entrar no mercado.

O FDA escreve que tanto para suplementos dietéticos quanto para produtos alimentícios, o produtor recebe o ônus de garantir que está trazendo um produto seguro ao mercado. “A fim de exigir um rótulo de advertência, o FDA deve estabelecer que a falta de tal advertência cria riscos para os consumidores e que um rótulo de advertências evitaria efetivamente esses riscos. Até então, o FDA não determinou que esses produtos não são seguros porque possuem cafeína ou que exista um risco ao consumidor que seria efetivamente corrigido por uma declaração no rótulo de advertência”, declara o FDA.

Fonte: Medcenter

Drug Alcohol Depend. Publicado on line em 20 de setembro de 2008.

Informação sobre a autora: Caroline Cassels é jornalista do Medscape. Caroline é jornalista da área de saúde há 18 anos e escreve extensivamente tanto para médicos quanto consumidores. Ela lançou uma publicação premiada para consumidores e editou diversos websites para consumidores da área de saúde antes de se juntar ao thekidney.org, um site sobre nefrologia recentemente adquirido pelo WebMD.

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