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quinta-feira, 27 de março de 2008

Exercícios para a Alma

  • Ao trafegar pela cidade, de carro, ônibus, a pé, olhe todas as coisas, construções, ruas pessoas, como se fosse um estrangeiro ou um ET. Re-conheça as coisas (conheça-as novamente). Observe as coisas em suas formas, suas cores, suas atmosferas, seus movimentos.

  • Observe os elementos da natureza e imite seus movimentos. Árvore, vento, cachoeiras, animais, mar, etc... Ao viver estes movimentos observe as sensações e sentimentos que cada um lhe transmite.

  • Numa festa ou lugar em que você não é conhecido, faça de conta que você é uma outra pessoa, crie um nome diferente, mude o bairro onde mora, um nascimento em outra cidade (ou até país), mude de idade, profissão, posição política, ideologia, idéias e gostos. Para algumas pessoas, este pode ser um exercício bastante difícil, já que somos agarrados a nossas próprias características. Experimente por um breve instante na rua, em algum encontro instantâneo. Este é um exercício de desidentificação que pode levar você a observar coisas e comportamentos seus e das pessoas com outros olhos. Permite, entre outras coisas, a percepção da auto-importância que muitos se dão.

  • Crie para você periodicamente um dia de silêncio; só fale quando lhe perguntarem, assim mesmo o essencial. Você verá, entre mil outras coisas, que, por exemplo, falamos mais do que necessitamos e ouvimos menos do que devemos.

  • Quando estiver contando um caso, pergunte-se sem interromper o que estiver falando: para que estou contanto isto? Podem surgir respostas do tipo: para causar impacto. Para parecer interessante. Para mostrar que sou esperto. Para mostrar que sou uma pessoa legal, observadora, enérgica, altruísta, indignada, preocupada ou despreocupada, etc.. Deixe a crítica de lado e observe-se.




  • Três vezes ao dia enuncie internamente (não importa onde estiver): " Aqui é minha casa". Verá que o lugar onde você se encontra e sua relação com ele ganham novas dimensões.

  • Três vezes ao dia faça uma parada e observe aquele momento como está o seu corpo (sensações), como estão seus sentimentos, em que está pensando. Observe a si mesmo, evitando críticas (como deveria estar sentindo, o que deveria estar sentindo ou pensando).

  • Quando quiser conhecer um pouco mais sobre alguém, sintonize-se com esta pessoa e imite seu jeito, sua forma de andar, gesticular, olhar, etc. Experimente as sensações, sentimentos e pensamentos que brotam a partir desses gestos e posturas. Uma nova compreensão desta pessoa poderá surgir.

  • Quando estiver com raiva, entre no quarto, feche a porta, agarre uma almofada e bata nela, estrangule-a, chute-a, xingue-a, diga tudo o que quiser, imaginando ser a pessoa com quem se sente indisposto (a). E depois, cansado(a), permaneça algum tempo em silêncio e observe o percurso feito, o que você está sentindo depois da descarga, e se houve alguma transformação em seus pensamentos e sentimentos.

  • Por um determinado período de tempo (um dia, dois, três, uma semana - escolha um período possível de ser cumprido) não fale mal de ninguém, nem de nada, nem de si mesmo, para ninguém, nem para si mesmo.
    Atenção: expressar o que não lhe agrada não é o mesmo que falar mal.
    Observe o que acontece.

Fonte: Retirado de Michel Robin. Tornando-se dançarino. Como compreender e lidar com mudanças e transformações. Rio de Janeiro: Mauad, 2004, pp. 111-112-113-114.

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