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segunda-feira, 18 de junho de 2007

Plantas são capazes de distinguir parentes de estranhos




Distinguir parentes de estranhos é crucial para muitas espécies de animais, pois ajuda-as a partilhar recursos preciosos ou a evitar a consanguinidade. Agora, os investigadores perceberam que as plantas conseguem fazer a mesma coisa.

Já se sabia que as plantas competem umas com as outras, da sua própria espécie e de outras, quando partilham o espaço. Por exemplo, por vezes optam por investir mais energia no desenvolvimento das raízes quando têm competição próxima por água e nutrientes.

Agora, Susan Dudley e Amanda File, da Universidade McMaster do Ontário, mostraram que as plantas que crescem com vizinhos sem parentesco são mais competitivas que as que crescem com as suas irmãs, colocando mais energia nas raízes em crescimento quando as suas vizinhas não partilham o mesmo património genético.

As plantas 'sabem' mais acerca do seu ambiente do que nos apercebemos: são capazes de detectar a presença de plantas vizinhas através de alterações no teor de água ou nutrientes que têm à sua disposição ou através de alterações químicas no solo e são capazes de ajustar o seu crescimento de acordo com essas dicas.

"Que as plantas têm uma vida social secreta é mais ou menos de conhecimento geral para os ecologistas vegetais", diz Dudley. Mas a capacidade de reconhecer o parentesco ainda não tinha sido demonstrada anteriormente.

Para obterem os seus resultados, Dudley e File criaram uma planta suculenta que cresce nas praias da zona dos Grandes Lagos americanos, Cakile edentula, em vasos de 4 espécimes, em alguns casos com plantas da mesma linhagem materna e noutros com plantas de diferentes famílias.


As plantas que cresciam com estranhas tinham uma massa de raízes maior após dois meses de crescimento do que as que partilhavam o vaso com irmãs. Os resultados da experiência estão publicados online na revista Biology Letters.

A forma como as plantas decifram quem é quem permanece um mistério mas Dudley sugere que uma proteína ou um sinal químico específico para cada família de plantas pode ser segregado e detectado por outras raízes nas redondezas.

É possível que as plantas utilizem algo semelhante ao sistema imunitário dos animais para detectar quem as rodeias, diz Ariel Novoplansky, um biólogo vegetal da Universidade Ben-Gurion do Negev, Israel.

Em animais, o reconhecimento do parentesco é frequentemente feito através de proteínas imunitárias específicas que revelam o genótipo do indivíduo. Se essas moléculas específicas estão a ser produzidas pelas raízes das plantas, e se as raízes estão próximas umas das outras, pode ser possível fazer distinções semelhantes.

Mas Novoplansky rapidamente acrescenta que essa teoria não passa de pura especulação. Ele tem encontrado o mesmo problema no seu trabalho, a forma como as plantas se distinguem umas das outras. "Neste momento não consigo imaginar o mecanismo como isto pode acontecer", diz ele. "Nada como isto foi encontrado antes."

Saber mais:
Susan Dudley
Ariel Novoplansky

Este boletim é mantido por simbiotica.org, a Rede Simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

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