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quinta-feira, 5 de abril de 2007

Sal - Perigos do Refinado - Vantagens do Marinho

Os perigos do Sal Refinado e as Vantagens do Sal Marinho


Sabe-se que o ser humano não pode viver sem o sal. Biologistas
afirmam freqüentemente a importância do cloreto de sódio para a
manutenção do metabolismo e do equilíbrio do sistema imunológico,
ou de defesa.

Na Natureza os seres vivos adquirem o sódio dos alimentos, sem
precisar adicionar alguma coisa, como no caso do sal extra usado
pelo homem. Na verdade, se vivêssemos em ambiente bem natural,
usando apenas alimentos retirados do meio ambiente puro, não
precisaríamos de sal. Porém vivemos hoje uma situação mais
artificial, sendo grande o nosso desgaste físico e a conseqüente
perda de minerais importantes, seja pelo "stress" moderno,
excesso de trabalho, perturbações emocionais (ver, por exemplo, o
problema da perda de Zinco nas neuroses e psicoses) seja pelos
antinutrientes da dieta comum (açúcar branco, farinhas refinadas
etc.) e pela ma alimentação.

Existe muita confusão, no entanto, quanto ao uso do sal
marinho puro e do sal refinado, sendo que o primeiro e que contém
elementos importantes e o segundo é prejudicial.

O sal marinho contém cerca de 84 elementos que são, não
obstante, eliminados ou extraídos para a comercialização durante
o processo industrial para a produção do sal refinado. Perde-se
então enxofre, bromo, magnésio, cálcio e outros menos
importantes, que, no entanto, representam excelente fonte de
lucros. Uma industria que esteja lucrando com a extração desses
elementos do sal bruto é geralmente poderosa e possui a sua forma
de controle sobre as autoridades. É claro que será então dada
muita ênfase a importância do sal refinado empobrecido e pouca ao
sal puro, integral, abominado.

Durante a "fabricação" na lavagem do sal marinho são perdidas
as algas microscópicas que fixam o iodo natural, sendo necessário
depois acrescentar iodo, que é então colocado sob a forma de
iodeto de potássio, um conhecido medicamento usado como
expectorante em xaropes. Ocorre que o iodeto não é de origem
natural. É utilizado para prevenir o bócio como exigência das
autoridades de "controle". No entanto é geralmente usado numa
quantidade 20 % superior à quantidade normal de iodo do sal
natural, o que predispõe o organismo a doenças da tireóide
diferentes do bócio, como nódulos (que hoje em dia as pessoas
estão tendo em freqüência maior) de natureza diversa, tumores,
câncer, hipoplasia etc. O sal marinho, não lavado, contém iodo de
fácil assimilação e em quantidades ideais. O problema que fez com
que se exigisse a iodatação artificial do sal é que industrias
poderosas têm interesse na extração de produtos do sal bruto e na
venda do sal refinado. Na trama montada, há também o interesse na
venda do iodeto de potássio que gera lucros absurdos para
multinacionais. Imagine-se quanto iodeto não é vendido uma vez
mantido este processo.

Jacques de Langre chama esse mecanismo de "Big Oceano
Multinacional Busines Organization", capaz de controlar governos
(principalmente o nosso...) e mobilizar profissionais cegos e
manipulados da área de saúde a defenderem o sal refinado até
mesmo na imprensa, como aconteceu recentemente no Brasil.

Existem problemas também não observados quanto à adição de
iodo artificial. Os aditivos iodados oxidam rapidamente quando
expostos à luz. Assim, a dextrose é adicionada como
estabilizante, porém, combinada com o iodeto de potássio, produz
no sal de mesa uma inconveniente cor roxa, o que exige então a
adição de alvejantes como o carbonato de sódio, grande provocador
de cálculos renais e biliares, conforme vários estudos
científicos. Este produto existe em quantidades descontroladas no
sal refinado, pois é impossível a sua distribuição uniforme.
Produz cálculos em animais de laboratório, quando usado
diariamente em quantidades um pouco inferiores as encontradas
habitualmente no sal de cozinha.

Também no processo de lavagem são eliminados componentes como
o plâncton (nutriente), o krill (pequeno camarão invisível) e
esqueletos de animais marinhos invisíveis. De certa forma, em
pequenas quantidades, estes fatores fornecem importantes
oligoelementos como zinco, cobre, molibdênio etc., além de cálcio
natural. O krill é o alimento único e básico das baleias.

Na industrialização do sal, freqüentemente é feita, então, uma
lavagem a quente para melhor "clarear" o produto, perdendo-se aí
a maior parte dos seus macro e micro elementos essenciais, a
maior parte deles úteis na ativação e figuração de enzimas e
coenzimas. A utilização do vácuo durante o processo auxilia
também a perda de elementos.

Depois de empobrecido, o sal industrial é "enriquecido" com
aditivos químicos, contendo então perto de 2% de produtos
perigosos. Para evitar liquefazer-se e formar pedras (senão gruda
nos saleiros e perde a concorrência para os sais mais
"saltinhos"), recebe oxido de cálcio (cal de parede) que favorece
também o aparecimento de pedras nos rins e na vesícula biliar
devido à sua origem não-natural. Depois outros aditivos são
usados, como: ferrocianato e prussiato amarelo de sódio, fosfato
tricálcico de alumínio, silicato aluminado de sódio e agentes
antiumectantes diversos, entre eles o óxido de cálcio e o
carbonato de cálcio. Obtém-se assim o sal refinado que agrada a
dona-de-casa: branco, brilhante, soltinho, rico em
antiumectantes, alvejantes, estabilizantes e conservantes, mas
sem cerca de 2,5% de seus elementos básicos, que não são exigidos
por lei...

Entre uma das perdas irreparáveis no sal refinado está o
importante íon magnésio, presente no sal marinho sob a forma de
cloreto, bromato, sulfato etc., de origem natural.
Sabe-se que a escassez de magnésio no sal refinado favorece
também a formação de cálculos e arteriosclerose, além de
arteriosclerose em diversas regiões do organismo quando o cálcio
de origem não natural está presente, como é caso do sal
industrializado.

Sabemos que o magnésio enquanto abundante no adulto é escasso
em pessoas idosas, que está relacionado à sensibilidade precoce e
impotência. O organismo adulto precisa de cerca de 1g de magnésio
por dia. A desmineralização pela lixiviação do solo produz uma
diminuição da quantidade de magnésio em vegetais e sementes. O
magnésio também está diminuído nos cereais decorticados e
farinhas brancas e sempre em quantidades suficientes nos produtos
integrais. O sal refinado comum de mesa processado à vácuo ou
fervido, possui quantidade de 0,07 % de magnésio. O magnésio
promove a atividade das vitaminas e estimula numerosas funções
metabólicas e enzimas como a fosfatase alcalina. Participa de
modo importante no metabolismo glicídico e na manutenção de
equilíbrio fosfato/cálcio.

Testes de laboratório revelam que cobaias desprovidas de
magnésio param de crescer e morrem em 30 dias. Os benefícios do
sal rico em magnésio são devidos ao espetacular estímulo ao
crescimento normal de células.

O sal marinho não é a única fonte de magnésio. Ele está
presente normalmente nas folhas verdes (como núcleo da molécula
de clorofila) e em muitos alimentos do reino vegetal. Com a
alimentação a base de produtos refinados, como sal, açúcar,
cereais etc., as pessoas estão expostas a muitos problemas, sem
que as autoridades sanitárias atentem para a situação.

Não é necessário usar uma grande quantidade de sal marinho na
dieta, como pode parecer. Bastam pequenas quantidades. Sabe-se
também que o teor de sódio deste sal é menor que no refinado, que
possui elevadas concentrações de sódio sob a forma de cloreto.

Isto pode ser verificado provando-se os dois. O sal refinado
produz uma sensação desagradável devido a sua concentração, ao
passo que uma pedrinha de sal marinho é até agradável ao paladar.
Devido ao seu elevado teor de sódio, o sal refinado favorece a
pressão alta e a retenção de líquidos, o que não ocorre com o
marinho. O hipertenso pode até usar sal marinho no alimento,
dependendo da sua condição clínica, pois os teores de sódio são
menores.

O consumo de sal refinado é hoje muito exagerado. A quantidade
usada é estimada em 30 g por dia por pessoa, sendo maior se
existe o costume de usar alimentos mais salgados do que o
habitual. Um prato de comida contém de 8 a 10 g de sal, não
estando com sabor muito salgado. Mensalmente uma pessoa consome
cerca de 1 quilo de sal, o que é já um grande excesso.

Sabemos que quando um médico atende um paciente que sofre de
pressão alta ele diminui ou suspende o sal, pois a sua capacidade
hipertensiva já é conhecida, mas nada se faz para prevenir mais
casos de pressão alta informando a população sobre os efeitos do
sal. Ao contrario, levianamente, médicos e autoridades permitem
que se use quanto se queira do mesmo. É freqüente que, quando
alguém mais consciente recomenda ou usa o sal marinho, a
"autoridade" reprove o uso preocupada com um fator menos
importante que ela apenas “acha” que ocorre que é a "falta" de
iodo do sal dos "naturalistas". O mais curioso é que os médicos,
sem saberem, também estão correndo o risco de sofrerem de
hipertensão, problemas renais etc., pois usam o sal refinado.
Nos Estados Unidos e em vários países da Europa já existe sal
"colorido". Podemos ter em casa um sal azul, vermelho, roxo,
verde e qualquer outra cor que se queira, como mais um resultado
da capacidade tecnológica da nossa civilização. Como mais um
exemplo de fator antivida determinado por interesses em lucros
fantásticos.

Resumo dos Efeitos do Sal Refinado e Doenças Correlatas:

Hipertensão arterial
Edemas
Eclampsia e pré-eclampsia
Arteriosclerose cerebral
Aterosclerose
Cálculos renais
Cálculos vesicais
Cálculos biliares
Hipoplasia da tireóide
Nódulos da tireóide
Disfunções das paratireóides

Resumo dos Aditivos Químicos do Sal Refinado:

Iodeto de potássio
Óxido de cálcio
Carbonato de cálcio
Ferrocianeto de sódio
Prussiato amarelo de sódio
Fosfato tricálcico de alumínio
Silicato aluminado de sódio
Dextrose
Talco mineral

Observação Importante:

O sal bruto, retirado das salinas (poluídas) não deve ser usado e sim o
sal marinho moído fino (é o mesmo sal grosso próprio para
churrascos) ou flor do sal. O sal bruto que provém dos compartimentos
mecanicamente escavados das salinas possui até 20 % de agentes
poluentes quando oriundo de baías poluídas pelas industrias. No
Brasil tem a sorte de não terem um sal bruto assim pois a
maior parte dele provém de Cabo Frio (RJ) e Mossoró (RN). Nos
Estados Unidos o problema é mais grave, pois o sal contém de 7 a
20 % de agentes poluentes industriais e sujeira. Lá é necessário
que ele seja bem lavado e refinado. O uso do sal bruto, mesmo que
não muito poluído, está relacionado com o surgimento de
calcificações e enrijecimento das juntas, pois estes problemas
surgem quando há ingestão prolongada de água pura do mar.

Aconselha-se o uso em pequenas quantidades do sal marinho,
evitando-se retirá-lo diretamente das salinas. Ele deve passar
antes pela primeira fase de lavagem leve, que não retira do sal
elementos presos entre os cristais, como ocorre quando o sal é
totalmente dissolvido nos tanques de hidratação e ionização.

O sal de rocha só deve ser usado em última circunstância pois não
contém todos os elementos presentes no sal marinho. Origina-se da
sedimentação de lagos ou águas paradas e é retirado de minas,
também conhecido como "sal gema". Grande parte dos
microorganismos e minerais são perdidos com o tempo.

Sal tradicional do Algarve - Porugal.

Na costa atlântica do Algarve os marenotos trabalham o verão inteiro para fazer uma deliciosa colheita: sal marinho tradicional.

No meio do Parque Natural Ria Formosa, usam-se métodos tradicionais, que demonstram resultados superiores há mais de 2000 anos...

A flor de sal é o mais natural e requintado sal; faz as delícias dos gourmets em todo o mundo é considerado o "Rolls Royce" do sal.

"Da fina camada de cristais que se forma à superfície das salinas é extraído um sal requintado há muito conhecido dos »senhores« do sal e, mais recentemente, dos grandes cozinheiros, que o utilizam como o último toque da sua arte. Graças à recuperação de algumas salinas algarvias, que começaram a produzir este precioso condimento, os consumidores já podem iniciar-se nos segredos da flor do sal."

A flor de sal é branca, húmida e cristalina; parece ser constítuida por pequenos cristais de sal, no entanto estes são aglomerados de microcristais...

* A flor de sal é ideal para ir à mesa, substituindo o insípido sal refinado.
* É indicada a sua utilização após a confecção dos alimentos. Deste modo — além de utilizar menos sal —, os pequenos cristais da flor de sal, ao serem mastigados, originam uma explosão de sabores nos alimentos...

A flor de sal é a fina flor de sal marinho, também chamada de nata ou coalho de sal – por ser recolhido à superfície das pequenas peças, tal como a nata do leite.

A cristalização é completamente feita à superfície das salinas. O cristal tem a forma de delgadíssimas palhetas que facilmente se desagregam por pressão entre os dedos...


Este sal não sofre nenhuma transformação, além
da secagem natural ao sol, que elimina o tom rosa.

A flor do sal contém todos os 84 oligoelementos e micronutrientes encontrados no mar. Um nível adequado deste sal é muito importante para o bom funcionamento do nosso organismo.
O sistema médico / farmacêutico nos ensina que uma alimentação com pouco sal leva a uma vida mais longa. Na realidade, o sal prejudicial é o sal comum, refinado. Quanto à flor do sal, os fatos são:

* Uma dieta com pouco sal para o tratamento da pressão alta é uma desgraça baseada em um dogma e não em provas.
* Uma dieta com restrição de sal pode aumentar a pressão sangüínea.
* A falta de sal pode acelerar o envelhecimento e a degeneração celular.
* A falta de sal pode enfraquecer a saúde, causar problemas hepáticos e renais e um forte esgotamento adrenal.
* Uma dieta sem sal cansa os músculos do coração e pode causar um enfarte.
* O poder de cura da flor do sal equivale a vitamina C, vitamina E e muitos outros nutrientes.

Para uso humano, o sal precisa ser iônico e conter todos os minerais e oligoelementos na proporção correta para o plasma sangüíneo. O iodo orgânico, contido no sal marinho não refinado, oferece alguma proteção contra os efeitos nocivos da radiação.

"A observação feita por um dos mais importantes empresários do lobby do sal em França, no dia em que visitou as salinas de Belamandil, diz muito sobre o seu valor: "Nunca vi sal assim". Charles Perraud ficou impressionado com o brilho dos cristais algarvios, porque em Guérande, núcleo essencial de produção artesanal de sal e onde possui salinas, nem o coalho é possível obter tanta limpidez, quanto mais no sal marinho normal."

Conheça as vantagens do sal marinho produzido e colhido por processo natural.


O nosso sal marinho tradicional é produzido em pequenas salinas centenárias, utilizando somente a energia solar, a acção do vento e o trabalho do Homem.

Este processo natural de cristalização do sal confere ao produto um "bouquet" de minerais inexistente nos sais marinhos industriais.

Não só o sal é mais completo do ponto de vista nutricional, como também o seu gosto é muito melhor, mais intenso e com um final prolongado.

Natural...
O sal marinho tradicional não tem qualquer tipo de aditivos químicos — e não é lavado.

* Por ser cuidadosamente recolhido à mão, apresenta-se naturalmente branco.
* Não é o branco baço e artificial da maioria dos sais vulgares, mas um branco brilhante, revelador da forma e estrutura dos cristais.
* O sal marinho tradicional é naturalmente húmido.
Essa humidade revela a presença de magnésio.

O magnésio é essencial para o funcionamento do sistema nervoso e inexistente nos sais marinhos vulgares.


Fontes:
Dr.Marcio Bontempo
Relatório Orion
Necton
revista Pública
John Claydon de Regenerative Nutrition, Greenhealthwatch, nº 23, 2003

Mais sobre tratamento de salinas e sal:

3 comentários:

Talita Galindo disse...

Informações importantíssimas! Importante a necessidade de conhecer e ter domínio sobre o que se come, consequentemente, sobre o que se é.
Eu gostaria de saber se o cloreto de magnésio, vendido para ser misturado à agua, pode produzir algum tipo de deficiência no organismo devido ao uso excessivo.
Obrigada.

Luis Guerreiro disse...

O cloreto de magnésio em pó deve ser diluído em água filtrada ou mineral. Para 1 litro de água coloque 2 colheres de sopa
rasas, o equivalente a 20 gramas de cloreto de magnésio. Misture até
dissolver e guarde na geladeira. A dose básica a ser tomada é 50 ml (1 xícara pequena de café) 1 a 2 vêzes por dia. Para o tratamento de
deficiências mais sérias esta dose pode ser aumentada para 3 a 4 vêzes
por dia. Se houver qualquer reação adversa, como diarréia, náusea ou
sonolência, reduza a dose. Para a limpeza de feridas a proporção é de 1 colher de sopa
rasa em 1 litro de água filtrada ou fervida. Além do efeito
bactericida, esta solução de cloreto de magnésio estimula a imunidade local, o que ajuda a acelerar a cicatrização. Fonte: Dra. Tamara Mazaracki

Luis Guerreiro disse...

è feito a partir da água do mar...