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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Graves defeitos congênitos ligados à atrazina

Quem lê este blog deve pensar que estou sempre à procura de noticias negativas, falando de venenos, etc. Não é essa intenção mas sim servir de alerta para situações que muitas das vezes nos passam completamente desapercebidas, dado à vida moderna, ao consumismo implantado e mais gravemente à desinformação instituída. De relembrar a importância do consumo de produtos biológicos/orgânicos, livres destes quimicos


O artigo que se segue tem a ver com um poluente, herbicida, que é usado de forma comum nos E.U.A., no Brasil e também em Portugal, apesar da EU o ter banido - a atrazina.


Este herbicida está  classificado como um agente tóxico, um desregulador hormonal (Friedmann, 2002) e um agente carcinogénico da classe C, na qual estão incluídos compostos potencialmente cancerígenos para o homem (Biradar et al., 1995).


Segundo a Wikipedia  a Gastrosquise ("estômago fendido ou aberto") é uma malformação fetal decorrente de um defeito na formação da parede abdominal. Esse defeito é caracterizado pela presença de uma abertura na região abdominal, tornando possível a extrusão de vísceras abdominais, como estômago e intestinos. Não há envolvimento do cordão umbilical.[1]




O defeito na formação do embrião ocorre na quarta semana de gestação, em que há fechamento incompleto das pregas laterais. Geralmente, aparece do lado direito e é mais comum em indivíduos do sexo masculino.[1]
O nome "gastrosquise" é impróprio, já que a fenda é formada na parede abdominal e não no estômago.[1]


 Moore & Persaud. Embriologia Clínica. 5ª edição. Pg. 238

Durante muito tempo considerada uma ocorrência rara, a gastrosquise misteriosamente tem vindo a aumentar ao longo das últimas três décadas. Mas por quê? 





Os investigadores pensam que encontraram a resposta. O culpado por trás do sofrimento dos bebês nascidos com essa condição parece ser o agrotóxico/herbicida a atrazina. Essa é a conclusão de um estudo recém-apresentado na reunião anual da Society for Maternal-Fetal Medicine (SMFM ), realizada em Chicago.

Pesquisadores da Universidade de Washington em Seattle foram alertados para um número maior do que o normal de casos de defeitos em bebês nascidos em Washington oriental. Então eles começaram a investigar para ver se o aumento da incidência foi devido a algum tipo de exposição ambiental nessa área.

"O nosso estado tem cerca de duas vezes o número médio nacional de casos de gastrosquise," disse a Dr. Sarah Waller, uma dos autoras do estudo,numa declaração à imprensa. "A expectativa de vida dos fetos com este diagnóstico é de cerca de 90 por cento, que exige a entrega de um centro de atendimento terciário, com intervenção neonatal imediata, que muitas vezes separa as famílias e pode causar stress financeiro e emocional grave". 


A condição pode levar ao mau funcionamento do intestino após o parto e potenciais problemas de alimentação a longo prazo. Os bebés com este defeito de nascimento devem ser submetidos a cirurgia de trauma logo após o nascimento. E mais, mesmo a maioria sobrevivendo, alguns bebês com gastrosquise podem ter prejuízos significativos devido ao contato direto entre o intestino e fluido amniótico, ou porque o intestino foi torcido. Essas crianças podem desenvolver uma condição conhecida como "intestino curto", que pode levar a um crescimento atrofiado e uma série de problemas de alimentação e outros.

Para o novo estudo, o Dr. Waller e sua equipe de pesquisa investigaram todos os casos de crianças nascidas com gastrosquise, durante o período de1987 e 2006. Combinaram certidões de nascimento, com bancos de dados da E.U. Geological Survey, que revelou onde a pulverização agrícola teve lugar e que produtos químicos foram usados. Acontece que a atrazina, nitratos e 2, 4 diclorofenoxiacético foram fortemente pulverizados na área.
Dos 805 casos e 3.616 controles no estudo,a gastrosquise desenvolveu-se com muito mais frequência entre os bebés cujas mães residiam a menos de 25 km do local onde as águas de superfície forma particularmente contaminadas com a substância química - atrazina. Além do mais, o risco de gastrosquise subiu, especialmente em bebés de mulheres que conceberam na primavera, de março a maio. Esses são os meses quando o uso da substância química é a mais prevalente.




O problema com atrazine

Segundo a Agência de Proteção Ambiental (EPA), a atrazina é aplicada às culturas (em especial o milho, sorgo e cana de açúcar) antes e após o plantio, para controle de ervas daninhas de folha larga e gramíneas. Ela é usada mais intensamente no Centro-Oeste em culturas agrícolas, mas também é aplicada aos gramados/relvados residenciais, particularmente na Flórida e no sudeste.
Problemas ligados ao atrazine tinham sido notícia anteriormente. Pesquisas anteriores mostraram que provoca anomalias sexuais em sapos e os químicos também a tem associada ao câncer de próstata em trabalhadores de uma fábrica de atrazina.
Então porque é ainda amplamente utilizada? Infelizmente, a EPA tem feito pouco para resolver a crescente evidência de que a atrazina é prejudicial aos seres humanos, bem como animais. No outono passado a agência anunciou que iria iniciar uma nova avaliação do produto químico em 2010 que pode levar meses ou anos para ser concluído.Enquanto isso, toneladas de atrazina continuarão a ser pulverizadas sobre as culturas e gramados/relvados - e as mães e os seus bebés em gestação continuarão a ser expostos a este químico cusador destas anomalias graves e que podem ser fatais.



No resto do mundo


O Conselho da União Europeia revogou a autorização das formulações fitofarmacêuticas que contêm atrazina (Directiva 2004/248/CE do Conselho de 10 de Março de 2004). Esta decisão deveu-se ao facto de existir um risco de contaminação das águas subterrâneas com atrazina, e produtos da sua degradação, em concentrações que excedem os 0,1 μg/l. Em quatro Estados-Membros da UE (Portugal, Espanha, Reino Unido e Irlanda), foi concedida uma prerrogativa à directiva comunitária (Directiva 2004/248/CE do Conselho de 10 de Março de 2004), autorizando-se o uso de atrazina até ao final de 2007. Até à referida data a atrazina deveria ser banida do mercado da UE. 


Portugal




Em Portugal, de acordo com a pregorrativa concedida à directiva comunitária, a atrazina ainda faz parte da lista de produtos com venda autorizada, sendo comercializada, simples ou em mistura com outros herbicidas, sob várias designações comerciais (PrimextraRS Gold>, GesaprimeRGraminex RA, entre outras) e para aplicação exclusiva em culturas de milho. Também em Portugal a atrazina é um dos pesticidas frequentemente detectados em águas superficiais e subterrâneas de regiões agrícolas.


Em Portugal a empresa Bayer continua a vender (data da publicação deste artigo - 22/02/2010) herbicidas com atrazina como o Graminex e o Lasso MT nomeadamente para ser utilizado em culturas de milho.




Brasil


No Brasil o uso da atrazina é comum


O Brasil ocupa posição de destaque mundial na venda de pesticidas, sendo que o consumo de herbicidas corresponde a quase metade do volume total de vendas. Dentro desse cenário, a atrazina  é um herbicida bastante utilizado, principalmente, no controle de ervas daninhas associadas à cultura do milho.  No Brasil, a atrazina é registrada para diversas culturas anuais e perenes, tais como: milho, cana-de-açúcar, sorgo, café, cacau, banana, chá, abacaxi, seringueira e sisal. É vendida em várias fórmulas e marcas como se pode ver na tabela em baixo.


Para além do perigo do consumo da água e dos vegetais expostos á atrazina, outro perigo é o peixe que se possa consumir e que foi contaminado pela mesma, nomeadamente  a tilápia, tão comum nos famosos "pesque-e-pague" brasileiros, existentes na maior parte das vezes junto a zonas agrícolas.






Marca Comercial (Prod. Técnicos)
Nº Registro
Registrante
Clas. Tóx.
Atranex A
4994
Agricur De
III
Atrazin Té
998388
Syngenta
III
Atrazin Té
5294
Milenia Ag
III
Atrazina T
496
Nortox S.
III
Atrazina T
1078600
Sipcam A
III
Atrazina T
896
Dow Agro
III
Atrazinax
3238300
Bayer Cro
III
Atrazine T
178500
Syngenta
III
Atrazine T
1888288
Milenia Ag
III

m.2) Produto(s) Formulado(s) - Uso agrícola:



Marca Comercial
(Prod. Formulado)
Nº Registro
Registrante
Clas. Tóx.
Actiomex 500 SC
497
Action S.A.
IV
Agimix
5388
Milenia Agro Ciências S.A.
II
Alaclor + Atrazina SC Nortox
11601
Nortox S.A.
I
Alazine 500 SC
7600
Agricur Defensivos Agrícolas Ltda.
III
Alliance WG
3997
Bayer CropScience Ltda.
IV
Atranex 500 SC
1695
Agricur Defensivos Agrícolas Ltda.
III
Atrasimex 500 SC
2396
Agricur Defensivos Agrícolas Ltda.
III
Atrazina Nortox 500 SC
596
Nortox S.A.
III
Atrazinax 500
1828789
Bayer CropScience Ltda.
III
Boxer
1898701
Monsanto do Brasil Ltda.
I
Controller 500 SC
2097
Dow AgroSciences Industrial Ltda.
IV
Coyote
1797
Milenia Agro Ciências S.A.
II
Extrazin SC
2008690
Sipcam Agro S.A.
III
Gesaprim  GrDa
5496
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.
III
Gesaprim 500 Ciba-Geigy
378599
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.
IV
Guardsman
5200
Basf S.A.
I
Herbimix SC
828789
Milenia Agro Ciências S.A.
III
Herbitrin 500 BR
2008389
Milenia Agro Ciências S.A.
III
Laddok
8197
Basf S.A.
I
Posmil
3697
Milenia Agro Ciências S.A.
IV
Primagram Gold
800
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.
I
Primaiz 500 SC
2095
Bayer CropScience Ltda.
III
Primaiz Gold
700
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.
I
Primatop SC
1578388
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.
III
Primestra Gold
8399
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.
II
Primóleo
2308794
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.
IV
Proof
2999
Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.
IV
Sanson AZ
7997
Ishihara Brasil Com. Ltda.
IV
Siptran 500 SC
2398589
Sipcam Agro S.A.
III
Trac 50 SC
602
Atanor do Brasil Ltda.
III
Triamex 500 SC
508789
Bayer CropScience Ltda.
III
ANVISA


 Luis Guerreiro


Reprodução permitida se citada a fonte.

Referencias:
Baker, S. Serious birth defects linked to the agricultural chemical atrazine - Natural News . access on  22  Feb.  2010.  E-escola O herbicida atrazina - access on  22  Feb.  2010.
BAYER, PORTUGAL - 
Lasso MT - access on  22  Feb.  2010.
BAYER, PORTUGAL -
 Graminex-A - access on  22  Feb.  2010.
MONSANTO, BRASIL -
 Boxer - access on  22  Feb.  2010.
PEIXOTO, Maria de Fátima da Silva Pinto et al . Degradação e formação de resíduos ligados de 14C-atrazina em Latossolo Vermelho Escuro e Glei Húmico. Sci. agric.,  Piracicaba,  v. 57,  n. 1, Mar.  2000 .   Available from <
Scielo>. access on  22  Feb.  2010.
BOTELHO, R.G. et al . Toxicidade aguda de herbicidas a tilápia (Oreochromis niloticus). Planta daninha,  Viçosa,  v. 27,  n. 3,   2009 .   Available from <
Scielo>. access on  22  Feb.  2010.
CAMPOS, S. 
Atrazina-agrotóxicos - access on  22  Feb.  2010


Mais Informações:
 http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/ ... 
 http://www.nrdc.org/health/pesticid ... 
 http://www.epa.gov/opp00001/reregis ... 

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