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sábado, 1 de março de 2008

Operações madeireiras na floresta tropical ameaçam tartarugas

As operações madeireiras nas florestas tropicais equatoriais estão a ter um efeito secundário totalmente ignorado sobre a fauna marinha.

Os cientistas descobriram que os troncos perdidos durante o transporte através dos rios estão a entulhar as praias do Gabão, impedindo as tartarugas marinhas, já ameaçadas de extinção, de nidificar.

O Gabão, um país na África ocidental pouco menor que Itália, é lar de uma das maiores populações de tartarugas de couro Dermochelys coriacea do mundo. A espécie está listada como 'criticamente ameaçada' na Lista Vermelha das espécies ameaçadas da World Conservation Union.

As praias atlânticas do Gabão são um local particularmente importante de acasalamento e nidificação para as tartarugas de couro, bem como para várias outras espécies de tartarugas marinhas ameaçadas. A população já sofreu um declínio em resultado da caça furtiva, das pescas e do turismo descontrolados na zona.

Mas agora os investigadores descobriram que milhares de troncos abandonados ou perdidos pelas operações madeireiras industriais que se realizam mais a norte estão a representar outro risco mortal para estes animais.

Os troncos deixados na praia podem representar um obstáculo intransponível para as fêmeas adultas que tentam fazer ninho ou para as suas crias acabadas de sair do ovo e que tentam alcançar a relativa segurança do mar.

Na praia Pongara, que já está fortemente atulhada com os troncos trazidos pelo mar, as tentativas bem-sucedidas de fazer ninho sofreram já um declínio de 14%, relatam os cientistas num artigo publicado na revista Oryx.

“Trata-se de um problema muito sério", diz James Spotila, perito em conservação de tartarugas da Universidade Drexel em Filadélfia, que não esteve envolvido no estudo. “A taxa de mortalidade das tartarugas marinhas já é demasiado elevada e as praias cheias de troncos são um stress adicional sobre elas, reduzindo ainda mais a população."

Mais de 500 mil árvores, principalmente Okoumé Aucouméa klaineana usada na construção e no fabrico de contraplacado, são cortadas todos os anos nas enormes florestas tropicais do Gabão. As estradas são raras e em mau estado, pelo que os troncos são unidos uns aos outros e colocados em barcaças no rio Ogooué em direcção ao Atlântico.

Mas o transporte fluvial da madeira é cheio de desperdícios. Na sua viagem até à costa, onde são cortados em tábuas ou carregados em navios para exportação (principalmente para a China e outros países asiáticos), muitos troncos separam-se dos seus feixes e perdem-se. As árvores abandonadas à deriva no rio e ao largo da costa já se tornaram um perigo para a navegação de tal forma sério que os nativos do Gabão deixaram de navegar à noite.

Os investigadores, liderados por William Laurance, do Smithsonian Tropical Research Institute de Balboa, Panamá, usaram uma pequena aeronave para fazer um censo dos troncos perdidos no Gabão durante as épocas reprodutoras de 2002-03 e 2003-04. Contaram 11 mil troncos, no valor estimado de US$11 milhões, e mais de 30% da praia Pongara estava inacessível devido à madeira abandonada.

Os troncos perdidos afectam as tartarugas de várias formas, dizem os cientistas. Algumas fêmeas desistem completamente de fazer o ninho, outras fazem-no demasiado perto da água, onde os ovos podem ser facilmente destruídos pelas marés altas. Mais ainda, muitas ficam entaladas entre troncos ou ficam tão desorientadas que se deslocam para o interior em vez de voltar ao mar depois de pôr os ovos.

O problema pode não estar limitado ao Gabão ou à madeira. “Madeira flutuante, destroços e lixo plástico estão a afectar as populações de tartarugas em muitos locais, desde a Costa Rica à Papua Nova Guiné", diz Laurance.

As autoridades do Gabão estão, de forma geral, conscientes do problema, continua ele, mas uma solução simples não está à vista. A maioria das praias não são acessíveis por estrada logo é difícil fazer chegar maquinaria pesada. Limpar as praias com bulldozers pode fazer mais mal que bem de qualquer forma, particularmente durante a época de nidificação.

Laurance recomenda que se ponha em prática um programa de remoção dos troncos perdidos supervisionado por peritos conservacionistas. A organização francesa Aventures Sans Frontières, por exemplo, que contribuiu para a realização deste estudo, esporadicamente segue as praias gabonesas.

“Não se quer que isto seja feito ser supervisão", diz Laurance. “Pretende-se que as pessoas responsáveis percebam de tartarugas, de forma a procederem com as devidas precauções."

Fonte: simbiotica.org

Saber mais:

Smithonian Tropical Research Institute

Futuro incerto para as tartarugas da Índia

Tsunami foi uma bênção para tartarugas ameaçadas

Tartarugas do Pacífico podem desaparecer numa década

Tartarugas mexicanas massacradas por caçadores furtivos

Pesca mata até um terço de tartarugas

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Ficar Satisfeito(a)

Se não deixarmos surgir a fome, nunca nos sentiremos preenchidos. A fim de ficarmos verdadeiramente satisfeitos pela nossa comida, temos de vir para a mesa com fome. Se isso significa que você só vai comer uma vez por dia, ou que você faça uma caminhada, ou fazer um grande exercício, ou demorar mais tempo entre as refeições, ou comer menos entre as refeições, - o que ajudar você a atingir um estado de fome, faça isso! A fome é a melhor especiaria!

Com Alegria!
Jinjee
http://www.TheGardenDiet.com
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Alimente a sua mente!

Alimente a sua mente! -- Nutra o seu cérebro com uma dieta equilibrada de pensamentos positivos e energéticos,.
-- Karen Salmansohn

No Vazio nos preenchemos

Nós nos esvaziamos para sermos preenchidos por Deus. Mesmo Deus não pode encher o que está cheio.
-- Madre Teresa

Não acho que ela estava a falar de jejum, embora hajam definitivamente algumas semelhanças aqui. Acho que ela quiz dizer que nos esvaziamos na oração, na meditação, na vida, através da entrega total, deixando as dificuldades, deixando passar por um momento todas aqueles ameaças que estamos sempre tecendo, tornando-nos humildes, deixando algumas das medidas de controlo das nossas Vidas e permitindo uma pequena ajuda para chegar até nós. Pelo menos, é assim que fala para mim neste momento.

Em Alegria!
Jinjee
http://www.TheGardenDiet.com

Escuridão mundial: No dia 29 de Fevereiro de 2008 das 19:55 às 20:00 horas

Propõe-se apagar todas as luzes e se possível todos os aparelhos elétricos,
para o nosso planeta poder "respirar".

Se a resposta for massiva, a poupança energética pode ser brutal.
Só 5 minutos, para ver o que acontece.
Sim, estaremos 5 minutos às escuras, podemos acender uma vela e
simplesmente ficar a olhar para ela, estaremos a respirar nós e o planeta.
Lembrem-se que a união faz a força e a Internet pode ter muito poder e
podemos mesmo fazer algo em grande escala.

Escuridão mundial: No dia 29 de Fevereiro de 2008 das 19:55 às 20:00 horas

Passe a notícia, se tiveres amigos a viver noutros países envia-lhes e
pede-lhes que façam a tradução e adaptem as horas.

Encaminhem!

Doenças já erradicadas poderão reaparecer no Sul da Europa

Doenças já erradicadas poderão reaparecer no Sul da Europa
Opinião do presidente da AMI



No prazo de 50 a 100 anos os países do Sul da Europa poderão voltar a ser atingidos por doenças já erradicadas, como a malária, devido ao previsível aumento da temperatura, alertou o presidente da Assistência Médica Internacional (AMI).

De acordo com Fernando Nobre, países como Portugal, Espanha, Itália e Grécia poderão ter que voltar a conviver com a Malária, erradicada de Portugal em 1950, e a Dengue, ambas Doenças Tropicais veiculadas pelos mosquitos, devido ao aquecimento global.

O fundador da AMI falava no Hospital de Faro durante a palestra "Emergências sanitárias - investir em saúde para um futuro mais seguro", organizada em parceria com a Administração Regional de Saúde no âmbito da comemoração do Dia Mundial da Saúde.

Segundo o médico, a Malária voltará "seguramente" a afligir os países do Sul da Europa e talvez o Dengue, bastando para tal que a temperatura aumente aos níveis que se prevê e que se encontrem mosquitos no território. "Tudo aponta para que a Europa volte a conhecer esse tipo de doenças e por isso é preciso formar os médicos para que voltem a estar atentos a patologias que já desapareceram", afirmou.

Fonte: Lusa
MNI- Médicos na Internet
12 de Abril de 2007

Suplemento de cálcio aumenta risco de Enfarte do Miocárdio em idosas


Estudo apresentado no "British Medical Journal"

Suplementos de cálcio podem aumentar o risco de Enfarte do Miocárdio em mulheres idosas, segundo uma pesquisa da University of Auckland, na Nova Zelândia, publicada na revista especializada "British Medical Journal".

O suplemento de cálcio é, normalmente, prescrito a mulheres em idade pós-menopausa para ajudar a combater a perda de densidade óssea. Estudos anteriores já tinham indicado que o suplemento poderia até proteger contra doenças vasculares ao diminuir os níveis de colesterol.

Os investigadores acreditam agora que o suplemento pode aumentar o risco de Enfarte do Miocárdio por acelerar o endurecimento dos vasos sanguíneos.

No comunicado publicado no site da universidade, os cientistas dizem ter acompanharam 1.471 mulheres saudáveis, em idade pós-menopausa, durante cinco anos. Todas tomaram suplemento de cálcio ou placebo.

Depois de uma análise pormenorizada dos dados, os cientistas confirmaram 36 Enfartes do Miocárdio entre 31 das mulheres que tomaram o suplemento, em comparação com 22 Enfartes entre 21 mulheres que tomaram placebo.

As taxas de AVC e morte súbita também foram mais altas entre as mulheres que tomaram cálcio, mas os dados não foram conclusivos.

Para o coordenador da investigação, Ian Reid, “parece fazer sentido uma recomendação contra o suplemento de cálcio para mulheres acima dos 70 anos e para aqueles com diagnóstico de doenças cardíacas."

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Portugal tem 900 mil diabéticos

Portugal terá cerca de 900 mil diabéticos, um terço dos quais não sabe que o é, estimou o presidente do 8º Congresso Português de Diabetes, que começa esta quinta-feira em Vilamoura, Algarve.

O congresso, que termina sábado, contará com a participação de cerca de 1.400 médicos, enfermeiros, psicólogos e quadros ligados à doença e sua cura.

Segundo o especialista, José Boavida, o número de doentes já diagnosticados aproxima-se dos 6,5% da população total, mas a tendência é para subir para percentagens próximas dos 10%, em grande parte devido ao avanço dos chamados "malefícios da civilização".

Fonte: MNI

Noruega inaugura 'cofre do fim do mundo' para proteger sementes

Tunel da Caixa Forte
Sementes serão guardadas em cofres construídos no final de túneis
Um cofre que visa abrigar sementes de todas as variedades conhecidas no mundo de plantas com valor alimentício está sendo inaugurado na Noruega, já no Círculo Ártico.

Apelidada de o "cofre do fim do mundo", a Caixa Forte Internacional de Sementes, uma joint-venture da Noruega e da ONU, foi construída em uma ilha remota, Svalbard, em uma parceria entre o governo norueguês e a Organização das Nações Unidas (ONU).

A caixa forte, que começou a ser construída em março de 2007, fica a uma profundidade de 120 metros dentro da montanha de Spitsbergen, uma das quatro ilhas que compõem Svalbard.

O diretor do projeto, Kerry Fowler, afirmou que a iniciativa visa salvaguardar a agricultura mundial no caso de catástrofes futuras, como guerras nucleares, queda de asteróides e mudanças climáticas.

"Este é o plano B, a rede de segurança, a política de seguro. E sabemos que grande parte da diversidade está sendo perdida mesmo em bons bancos genéticos", disse.

Bilhões

Ao construir uma caixa forte dentro da montanha, o solo permanentemente gelado continuaria a fornecer refrigeração natural em caso de falha do sistema mecânico, explicou Fowler.

A Caixa Forte Internacional de Sementes é composta por três câmaras com a capacidade de guardar 4,5 bilhões amostras de sementes.

O professor Tore Skroppa, diretor do Instituto de Florestas e Paisagens da Noruega, que também participa do projeto, afirma que a mudança climática é um dos motivos da criação do banco de sementes, mas não é o único.

O professor disse à correspondente da BBC em Svalbard, Sarah Mukherjee, que mais de 40 países tiveram parte ou a totalidade de seus bancos de sementes destruídos nos últimos anos. Seja devido à guerra, como no Afeganistão e Iraque, ou devido a inundações ou outros desastres naturais, como nas Filipinas.

Embora a caixa forte norueguesa tenha sido projetada para proteger espécies de acontecimentos catastróficos, ela pode ser usada também como fonte de realimentação de bancos de sementes nacionais.

Fonte: BBC Brasil

Estudo britânico questiona eficácia de antidepressivos

antidepressivos
Pesquisadores questionaram efeito do Prozac
Um estudo conduzido na Grã-Bretanha concluiu que a última geração de antidepressivos é pouco eficaz no tratamento da maioria dos pacientes.

Os pesquisadores, da Universidade de Hull, argumentam que os medicamentos “ajudam apenas um pequeno grupo de pessoas que sofrem de depressão severa”.

A equipe de especialistas, cujo estudo foi publicado na revista especializada PloS Medicine, revisou os dados de 47 testes clínicos.

Os cientistas se concentraram nos medicamentos conhecidos como Inibidores Seletivos da Recaptura de Serotonina (ISRS), que atuam aumentando o nível da serotonina no cérebro, um hormônio que controla o humor.

Entre os remédios examinados estavam o Prozac, Seroxat e Efexor, todos eles amplamente receitados na Grã-Bretanha.

Os pesquisadores descobriram que os efeitos positivos das drogas em pacientes com depressão profunda foram “relativamente pequenos”.

O coordenador da pesquisa, Irving Kirsch, afirmou que a diferença entre os pacientes que tomaram placebo e os que tomaram remédios para combater o mal “não foi muito grande”.

“Isso significa que pessoas com depressão podem melhorar sem tratamentos químicos”, disse o pesquisador.


Fonte: BBC Brasil


Antidepressivo de nova geração com eficácia semelhante a placebo
Estudo publicado na Public Library of Science-Medecine

Os antidepressivos de nova geração, como como a fluoxetina e a paroxetina, não são mais eficazes do que o placebo na maioria dos doentes com Depressão, segundo um estudo da Hull University, no Reino Unido.

"A diferença na melhoria entre os pacientes que tomam placebo e os que tomam antidepressivos não é significativa. Isso significa que as pessoas que sofrem de depressão podem passar melhor sem um tratamento químico", explicou o professor Irving Kirsch, do departamento de psicologia da Universidade.

Kirsch faz parte de um grupo de especialistas que analisou os dados publicados e não publicados - mas colocados à disposição de organismos certificados - relativos a 47 ensaios clínicos de inibidores selectivos da recaptura da serotonina (ISRS) - os antidepressivos da terceira geração.

Segundo o estudo, publicado pela revista especializada Public Library of Science-Medecin, os ISRS não são mais eficazes que placebo nas depressões ligeiras e na maior parte das depressões graves. No caso das depressões muito graves, a diferença de resposta deve-se mais a uma menor reacção dos pacientes ao placebo do que a uma reacção positiva aos antidepressivos, segundo o estudo.

Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Página da Encyclopaedia of Life (EOL)As primeiras 30 mil páginas de uma vasta enciclopédia, cujo objectivo último é catalogar cada uma das 1,8 milhões de espécies vivas do nosso planeta, foram dadas a conhecer.

Este imenso recurso online é construído para aumentar dramaticamente o nosso conhecimento da biodiversidade ameaçada do nosso mundo.

Os criadores desta base de dados dizem que ela pode ter um impacto sobre o conhecimento humano só comparável ao que se seguiu à invenção do microscópio, no século XVII.

A base de dados está construída de forma a poder ser usada por todos, de cientistas a curiosos da Biologia, e é descrita como "o guia de campo supremo". A Encyclopedia of Life (EOL) pretende abranger todos os seis reinos da vida e mesmo os vírus, que a maioria não considera seres vivos.

Os responsáveis por esta base de dados em permanente expansão dizem que irá ajudar os cientistas a avaliar o impacto das alterações climáticas em animais e plantas. Também pode ajudar a desenvolver estratégias para reduzir a dispersão de espécies invasoras e permitir seguir a propagação de uma doença.

Outro objectivo declarado da base de dados é consciencializar o público para a biodiversidade, num momento em que o nosso planeta está, diz-se, em plena sexta extinção em massa.

A monumental quantidade de informação presente na enciclopédia esta a ser recolhida de uma grande variedade de fontes, incluindo várias bases de dados especializadas, como a AmphibiaWeb ou a FishBase.

"O que torna a enciclopédia possível agora, quando não o poderia ter sido há cinco anos, é o facto de existirem muitos recursos online que têm vindo a ser desenvolvidos e de que podemos tirar partido", explica James Edwards, director executivo da Encyclopedia of Life.

"Em segundo lugar, a tecnologia da informação atingiu um tal ponto que podemos retirar pedaços de informação de muitas fontes diferentes e apresentá-los de uma forma semelhante à que tem o, por exemplo, Google News, estamos a utilizar o mesmo tipo de abordagem."

Estas fontes que fornecem informação à enciclopédia fazem-no de graça, com o objectivo de levar os novos utilizadores aos seus websites para informações, com base em subscrições, adicionais.

"Se alguém tivesse que se sentar e escrever, do nada, uma enciclopédia da vida, levaria pelo menos 100 anos a completar mas nós achamos que vamos ser capazes de o fazer num décimo desse tempo", explica Edwards.

O projecto teve início na Primavera de 2007 e já tem páginas reservadas para um milhão de espécies, das quais 30 mil já foram preenchidas com informação detalhada. Também existem cerca de uma dúzia de páginas multimédia altamente desenvolvidas para dar um gostinho do que se pode esperar da EOL ao longo do tempo.

Todas as 1,8 milhões entradas devem estar completas por volta de 2017.

"Em todas as páginas, há informação fornecida pela World Conservation Union sobre o estatuto de conservação da espécie, mostrando se está ameaçada, em perigo ou extinta", diz Edwards, "pensamos que é importante ter informações sobre as espécies vivas mas também sobre as extintas."

Os criadores da enciclopédia também tencionam colocar a informação online o mais depressa possível, logo que novas espécies sejam identificadas. O projecto vai solicitar a ajuda dos utilizadores para a obtenção de fotografias e informação, que será avaliada por uma equipa de autenticação.

Apesar da ideia do catálogo da vida já existir há uns tempos, esta versão em particular teve as suas origens num artigo escrito em 1993 pelo famoso biólogo de Harvard Edward O Wilson. Nele, ele argumenta que as ciências biológicas precisavam do que apelidou "uma fotografia da Lua". Em 2006, Wilson escreveu uma carta à Fundação MacArthur de Chicago, delineando a sua ideia, o que permitiu a obtenção dos fundos preliminares para o projecto.

Fonte: Simbiotica

Saber mais:

Encyclopedia of Life

Lançada Enciclopédia da Vida

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Glaciares antárcticos precipitam-se no oceano

Cientistas ingleses a trabalhar na Antárctica descobriram uma das provas mais evidentes até à data da instabilidade do gelo na zona ocidental do continente gelado. Se a tendência que observaram continuar, alertam eles, pode conduzir a uma subida significativa do nível do mar em todo o globo.

As novas evidências provêm de um grupo de glaciares que cobre uma área do tamanho do Texas, numa zona remota e raramente visitada da zona ocidental da Antárctica. Os 'rios' de gelo aumentaram drasticamente a velocidade com que se deslocam para o mar.

David Vaughan, do British Antarctic Survey, explica: "Tem sido chamada a barriga fraca da camada de gelo da Antárctica ocidental e a razão para isso reside no facto de ser a zona onde a base por baixo do gelo ter a maior inclinação em direcção ao interior. Se existir um mecanismo de feed-back que torne o gelo instável, é nesta zona que ele se tornará mais instável."

E existem muito boas razões para preocupação com esta descoberta.

Medições feitas por satélite demonstraram que três enormes glaciares da zona estão a acelerar desde há mais de uma década. O maior dos glaciares, o Pine Island, está a ser a fonte de maior preocupação.

Julian Scott regressou há pouco tempo da zona e comenta: "Trata-se de um glaciar muito importante, ele está a colocar mais gelo no mar que qualquer outro em toda a Antárctica. Tem vários quilómetros de espessura, 30 Km de largura e está a deslocar-se a uma velocidade de 3,5 Km por ano, logo está a despejar muito gelo no oceano."

Trata-se de uma região muito remota e pouco hospitaleira. Foi visitada brevemente em 1961 por cientistas americanos mas ninguém lá tinha regressado até esta estação, quando Julian Scott e Rob Bingham, do British Antarctic Survey lá passaram 97 dias acampados na planície de gelo.

Por vezes, a temperatura atingiu os 30ºC negativos e os ventos fortíssimos tornavam qualquer trabalho impossível. A dada altura, os cientistas ficaram confinados às suas tendas durante oito dias.

"O vento realmente faz-nos sentir incrivelmente mais frios, logo só para nos motivarmos a sair para o vento é um grande esforço", diz Rob Bingham. Mas quando o tempo melhorou, os investigadores passaram a maior parte do tempo a percorrer em veículos motorizados a planície de gelo. "Conduzimos os nossos skidoos durante mais de 2500 Km cada um e nenhum observou o menor relevo topográfico."

Rob Bingham rebocava um radar com uma linha de 100 metros de comprimento e detectava as reflexões emitidas pelo gelo com um receptor outros 100 metros atrás do primeiro aparelho. Os sinais estão a revelar que as linhas ancestrais de deslocação do gelo e a esperança é que se possa reconstruir a forma como se deslocava no passado.

Julian Scott realizou estudos sísmicos, utilizando água quente pressurizada para perfurar buracos com cerca de 20 metros e colocar cargas explosivas. Ele utilizou filas de geofones para detectar as reflexões, em busca, entre outras coisas, de sinais de sedimentos macios debaixo do gelo que podem estar a lubrificar o seu deslizar.

Ele também colocou gravadores associados ao sistema de posicionamento global (GPS) por satélite sobre o gelo para seguir o movimento do glaciar, registando a sua posição a cada 10 segundos.

Ao longo de toda a década de 90 do século XX, de acordo com as medições por satélite, o glaciar acelerou cerca de 1% ao ano. A sensacional descoberta de Julian Scott esta temporada é que agora o glaciar parece estar a acelerar 7% numa única época, enviando mais e mais gelo para o mar.

"As medições da última época parecem revelar uma incrível aceleração, uma taxa de cerca de 7%, o que é de longe superior às acelerações com que já nos preocupávamos na década de 90."

A razão para esta aceleração não parecem estar relacionadas com o aquecimento do ar envolvente.

Uma possibilidade pode ser uma corrente oceânica profunda que esta a ser canalizada para a plataforma continental próximo da boca do glaciar. Não há muito gelo marinho a proteger o glaciar da água quente, o que parece estar a minar o gelo e a lubrificar o seu movimento.

Julian Scott, no entanto, pensa que devem existir outras forças a actuar no local.

Muito mais acima ao longo do glaciar há evidências de que um vulcão entrou em erupção através do gelo há cerca de 2 mil anos e toda a região pode ser vulcanicamente activa, libertando calor geotérmico que está a derreter a base do gelo e ajude a faze-lo deslizar para o mar.

David Vaughan acredita que o risco de um colapso importante desta secção da Antárctica ocidental deve ser tomado muito a sério. "Já existia a expectativa de que esta era uma zona vulnerável, e agora temos dados que mostram que ela está em mudança. A coincidência destes dois aspectos é muito preocupante."

A grande questão agora é se o que foi registado é um aumento excepcional da velocidade ou se é o prenúncio de um colapso importante do gelo, algo que Julian Scott espera descobrir em breve.

"É extraordinário, por isso deixámos o GPS lá ao longo de todo o Inverno para ver a tendência continua."

Se o glaciar continuar a acelerar e a descarregar grande parte do seu gelo no mar, dizem os investigadores, só o glaciar Pine Island pode fazer subir o nível do mar 25 cm em todo o globo.

Pode demorar uma década ou um século mas os glaciares vizinhos também estão a acelerar e se toda a região perder o seu gelo, o nível do mar subirá 1,5 metros em todo o mundo.

Fonte: Simbiotica

Saber mais:

Aquecimento ameaça vida selvagem antárctica

Vulcão antárctico pode acelerar degelo

Perda de gelo na Antárctica acelera

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Realizado o maior estudo da diversidade genética humana até à data

Os cientistas lançaram um olhar sem precedentes à diversidade genética global para iluminar a história das populações humanas.

Em dois artigos, um publicado na revista Science e outro publicado na revista Nature, duas equipas de investigadores realizaram a análise genética mais rigorosa alguma vez tentada em amostras recolhidas pelo Projecto da Diversidade do Genoma Humano, cobrindo mais de 50 grupos geográficos de todo o globo.

A equipa que publica na revista Nature analisou 29 populações distintas, enquanto os da revista Science examinaram 51. Ambas analisaram variações de uma única base de DNA, chamadas polimorfismos de nucleótido único (SNP), em centenas de milhares de locais no genoma humano. O grupo que publica na Nature também analisa outra fonte de diversidade genética, as chamadas variações de número de cópias, que envolvem rearranjos no interior de segmentos maiores de DNA.

As suas análises fornecem mais evidências que apoiam as ideias existentes, incluindo os conceitos de que as populações perderam variabilidade genética à medida que migravam para longe de África, e que é possível seguir a herança geográfica individual através do seu DNA.

As equipas também revelaram algumas coisas novas: os da Nature descobriram pela primeira vez que as variações do número de cópias diferem entre populações humanas da mesma forma que os SNP.

“É como olhar para trás na Terra com um telescópio mil vezes mais poderoso do que antes tínhamos", diz Richard Myers, da Universidade de Stanford, Escola de Medicina, membro da equipa que publica na Science. “Confirmamos o que já se sabia, mas também começamos a ver ilhas, rios e casas onde antes apenas conhecíamos massas de terra."

Ambas as equipas analisam as semelhanças genéticas que unem a família humana: os grupos mundiais são muito mais semelhantes do que diferentes, por exemplo, e a maioria tem ancestralidade genética que provém de mais de um continente. “Grande quantidade do nosso genoma são o mesmo em todo o mundo, o que é um óptimo argumento contra o racismo, na minha opinião", diz Myers.

Estudos prévios tinham analisado menos marcadores, locais de variação genética, ou menos grupos populacionais. Por exemplo, estudos de diversidade do projecto HapMap apenas incluíram amostras de quatro grupos: europeus, africanos Yoruba, chineses Han e japoneses.

Os novos estudos agora conhecidos revelam mais histórias locais. Por exemplo, Myers diz que os seus dados apoiam a ideia de que os chineses Han do norte e do sul são geneticamente distintos. Isto confirma histórias orais que descrevem como perseguições conduziram grupos Han para o sul e levaram ao estabelecimento de etnias minoritárias distintas, diz Jun Li, da Universidade do Michigan, o primeiro autor desse estudo.

O artigo da Science também confirma as semelhança genéticas entre os grupos de índios americanos e os russos e os Yakuts do nordeste eurasiático. Esta situação deve-se provavelmente à origem ancestral dos índios americanos, que se pensa terem migrado da Eurásia para a América do Norte através de uma ponte de terra, há milhares de anos.

Alguns estudos prévios, incluindo um que analisou milhares de locais do DNA, não detectaram estas situações. “Temos a capacidade, com este nível elevado de resolução, de observar as relações ancestrais que não seríamos capazes de verificar mesmo com um milhar de marcadores", diz Marc Feldman, da Universidade de Stanford, que trabalhou com Myers e Li.

Li diz que ele e a sua colega da Universidade do Michigan, Noah Rosenberg, um dos autores do artigo da Nature, querem fazer uma análise de amostras recolhidas pelo Projecto de Diversidade Genética Humana ainda mais detalhada. O par gostaria de sequenciar genes em amostras que tenham, provavelmente, evoluído de forma diferente entre grupos, como os genes que evoluíram para combater agentes patogénicos locais.

Fonte: Simbiotica

Saber mais:

Human Genome Diversity Project

Tão semelhantes mas tão diferentes ...

Theriaca

"Num ambiente de harmonia que você ajuda a criar,
Você vai perceber coisas que nunca podem ser
comunicadas em palavras "Tony Samara, 2005

A Loja do Abdul!

Um sujeito engravatado entra na lojinha do Abdul, no Martim Moniz, em
Lisboa, e olha com desprezo para o balcão escuro, as roupas penduradas
em ganchos, as caixas de papelão, os invólucros de plástico aos montes
pelo chão.
Abdul irrita-se com o desprezo do tipo e resmunga :

- Está a olhar para a loja do Abdul com cara de parvo porquê ?! Com
esta lojinha, Abdul tem apartamento no Cascais, tem apartamento no
Algarve, tem casa no Chiado, tem quinta no campo, tem filho a estudar
medicina nos Estados Unidos, tem filha estudando moda em Paris. Tudo
só com lojinha!

- Bom dia, eu sou fiscal das Finanças !

- Muito prazer ! Eu Abdul, maior mentiroso do Martim Moniz ...