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segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Biocombustíveis são crime contra a Humanidade

Um perito das Nações Unidas condenou o crescente uso de culturas de alimentos para a produção de biocombustíveis de substituição do petróleo como um crime contra a humanidade.
O relator especial das Nações Unidas sobre o direito à alimentação, Jean Ziegler, teme que os biocombustíveis venham a trazer mais fome ao mundo, pois o crescimento na produção de biocombustíveis tem conduzido o preço de algumas das culturas a preços recorde.
Os comentários de Ziegler, feitos no quartel-general das Nações Unidas em Nova Iorque, são claramente feitos com a intenção de chamar à atenção do mundo. Ele queixou-se de uma corrida mal engendrada para converter produtos alimentares, como o milho e o açúcar, em combustíveis, criando uma receita para o desastre.

É um crime contra a humanidade, diz ele, retirar terras aráveis para a produção de de culturas que irão ser queimadas como combustíveis e exigiu uma proibição de cinco anos para essa prática.
Nesse período de tempo, segundo Ziegler, os avanços tecnológicos iriam permitir a utilização de resíduos agrícolas, como as espigas ou as folhas de bananeira, em vez das próprias culturas para produzir combustíveis.
O crescimento na produção de biocombustíveis tem sido conduzida, em parte, pelo desejo de encontrar alternativas mais amigas do ambiente que o petróleo. Os Estados Unidos também estão ansiosos por reduzir a sua dependência do petróleo importado de regiões politicamente instáveis.
Mas a tendência tem vindo a contribuir para uma subida acentuada dos preços dos alimentos com os agricultores, particularmente nos Estados Unidos, a mudar da produção de trigo e soja para o milho, que depois é transformado em etanol.
Ziegler não está sozinho neste alerta para o problema, o IMF já tinha na semana passada expressado a sua preocupação com a crescente dependência do mundo dos cereais como fonte de combustíveis e para as graves implicações desse facto para os mais pobres do mundo.




Fonte: simbiotica.org, a Rede Simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

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