NutriViva no Facebook é a nossa página no Facebook onde há uma constante actividade com pratos e ideias sobre Alimentação Viva.
O blog também está acessivel em ALIMENTACAOVIVA.COM e ALIMENTACAOVIVA.INFO
Visitem o meu blog em inglês (com traduçao automática)
Raw in Copenhagen
Ao deixar um comentário referente a um artigo, por favor colar o link desse artigo.

Badge Raw Food

Qr Code do blog

Qr Code do blog
Qr Code do blog

Rss

Contacto

Search/ Busca

Carregando...

Blog Archive

Followers

Follow by Email

Add me on Facebook

NutriViva Tv



Ocorreu um erro neste gadget

Total de visualizações de página

sábado, 24 de setembro de 2011

4ª Semana Vegetariana dedicada às razões ecológicas

A 4ª Semana Vegetariana Internacional decorre de 1 a 7 de Outubro. Este ano a Semana Vegetariana vai focar-se principalmente nas razões ecológicas para uma alimentação vegetariana, porque um futuro sustentável depende também das nossas escolhas alimentares.


O objectivo da campanha é divulgar o vegetarianismo, enquanto estilo de vida saudável, ético e ecológico. A semana de 1 a 7 de Outubro é particularmente favorável, uma vez que 1 de Outubro é o Dia Mundial do Vegetarianismo, e 4 de Outubro o Dia Mundial do Animal.


Restaurantes, lojas, associações, centros de terapias e outras entidades de todo o país irão promover actividades diversas, desde palestras e debates a workshops de cozinha vegetariana, degustações, piqueniques, descontos e promoções diversas de produtos e serviços.


A nível internacional, pela quarta vez consecutiva várias associações juntam-se para promover uma Semana Vegetariana em simultâneo, mobilizando centenas de activistas em vários países.


Em Portugal, o Centro Vegetariano é o promotor desta iniciativa e convida todos a participar e a promover actividades.


O site http://www.semanavegetariana.com disponibiliza toda a informação relativa a essa Semana, assim como uma lista de iniciativas que se irão realizar de Norte a Sul do país.

Pentágono com planos de vacina para mudar o comportamento em populações

Vídeo  mostrando planos no Pentágono para uso de uma vacina destinada a modificar o comportamento. Nome de código FunVax  (Vacina dos Fundamentalistas). A vacina é feita de virus respiratórios por serem fáceis de disseminar  e a intenção é usá-la  em crentes de várias religiões.


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ácido ursólico presente na casca da maçã previne atrofia muscular



Chega de choro: crianças já podem trocar espinafre por maçã e agradecerem aos pesquisadores de um estudo realizado na Universidade de Iowa. A casca da maçã contém uma substância cerosa chamada ácido ursólico que reduz a atrofia muscular e promove o crescimento de músculos em ratos saudáveis. Esta é a conclusão encontrada em artigo a ser publicado amanhã na revista Cell Metabolism.



 O estudo demonstrou que o ácido ursólico – também encontrado na uva ursi, de onde deriva seu nome – reduziu a atrofia muscular (conhecida por perda muscular) e promoveu o crescimento muscular em ratos saudáveis. Também reduziu os níveis de açúcar e gordura no sangue, triglicérides e colesterol em animais. Os resultados sugerem que o composto poderia ser utilizado para tratar a perda muscular e, possivelmente, distúrbios metabólicos como diabetes.
Christopher Adams, endocrinologista e pesquisador do estudo na referida universidade, explica que a atrofia muscular provoca grandes problemas. Também é muito comum, afetando a maioria das pessoas em algum momento de suas vidas, principalmente durante a doença ou envelhecimento. E não há nenhum medicamento para esta doença. Mas, agora os resultados do estudo dão novas esperanças de tratamento.
Quando os pesquisadores testaram o ácido ursólico em ratos, perceberam que estes animaizinhos tinham aumentado seus músculos em tamanho e força. O que aconteceu? O ácido ajudou dois hormônios que constroem músculos: fator de crescimento 1 (IGF1) e insulina. Surpreendentemente, o ácido ursólico também reduziu a gordura corporal, abaixou o colesterol e a glucose no sangue.
No estudo, a equipe utilizou uma nova técnica, mapeamento de conectividade, para comparar padrões de expressão gênica em células sob condições diferentes. Depois de determinar quais genes eram ligados e desligados em músculo humano durante a atrofia, a mesma equipe comparou os padrões com padrões de expressão gênica em linhas de célula de cultura tratadas com uma coleção de diferentes compostos. Descobriram que um destes compostos – ácido ursólico – causava um padrão de expressão gênica, oposto ao do padrão causado pela atrofia. Isto sugeriu que este ácido poderia reverter a doença. 
Em realização de experiências adicionais, os pesquisadores provaram que ratos alimentados com ácido ursólico foram, de fato, protegidos da atrofia muscular causada por jejum e lesões em nervos. Além disso, ratos saudáveis alimentados com ácido ursólico desenvolveram músculos maiores e mais fortes do que os ratos que não receberam o composto.


Matéria original do Portal Ciência Diária: Esqueça o espinafre: casca de maçã aumenta massa e força muscular


Artigo original do periódico Cell Metabolism:

Cell Metab. 2011 Jun 8;13(6):627-38.

mRNA Expression Signatures of Human Skeletal Muscle Atrophy Identify a Natural Compound that Increases Muscle Mass.

Department of Internal Medicine, Roy J. and Lucille A. Carver College of Medicine, The University of Iowa, Iowa City, IA 52242, USA; Department of Veterans Affairs Medical Center, Iowa City, IA 52246, USA.

Abstract

Skeletal muscle atrophy is a common and debilitating condition that lacks a pharmacologic therapy. To develop a potential therapy, we identified 63 mRNAs that were regulated by fasting in both human and mouse muscle, and 29 mRNAs that were regulated by both fasting and spinal cord injury in human muscle. We used these two unbiased mRNA expression signatures of muscle atrophy to query the Connectivity Map, which singled out ursolic acid as a compound whose signature was opposite to those of atrophy-inducing stresses. A natural compound enriched in apples, ursolic acid reduced muscle atrophy and stimulated muscle hypertrophy in mice. It did so by enhancing skeletal muscle insulin/IGF-I signaling and inhibiting atrophy-associated skeletal muscle mRNA expression. Importantly, ursolic acid's effects on muscle were accompanied by reductions in adiposity, fasting blood glucose, and plasma cholesterol and triglycerides. These findings identify a potential therapy for muscle atrophy and perhaps other metabolic diseases.

Fonte: http://lucasgf-ufes.blogspot.com/2011/06/acido-ursolico-previne-atrofia-muscular.html por Lucas Guimarães Ferreira

Coentros: Muito mais do que aroma… FERNANDA BOTELHO

feature photo

Introdução

O coentro – Coriandrum sativum – é uma planta da família das umbelíferas, é anual e muito aromática, de folhas superiores finalmente recortadas e flores pequenas de cor branca ou rosa. As sementes muito redondas de cor bege são muito apreciadas na culinária.

História

Embora de origem incerta, sabe-se que os antigos egípcios já a utilizavam para embalsamar os corpos. É provavelmente originária da bacia do Mediterrâneo onde os gregos e os romanos a utilizavam em pratos e bebidas. Na Idade Média era cultivada nos jardins dos mosteiros. É também conhecida por salsa árabe ou chinesa e é hoje cultivada um pouco por todo o mundo. Em inglês é conhecida por coriander e em espanhol por cilantro. Muito utilizado na cozinha indiana e árabe, tanto as sementes como as folhas. Entre nós é mais comum utilizarem-se as folhas na confecção de vários pratos e as sementes no fabrico de confetis e outros doces.

Propriedades

É digestivo, anti-séptico e calmante. Na Índia é considerado afrodisíaco, serve para aumentar as glândulas mamárias.
O coentro tem quatro vezes mais caroteno do que a salsa e três vezes mais cálcio do que esta. Tem ainda proteínas, sais minerais, vitamina B e niacina. As folhas são muito ricas em ferro e vitamina C.
Tanto os coentros como a salsa ajudam a neutralizar o hálito do alho.
A tisana das folhas combate ainda a fadiga e alguns tipos de enxaquecas. As suas sementes são um excelente digestivo quando mastigadas depois da refeição.
Alivia dores de estômago em caso de digestões difíceis, vómitos e flatulência, estimulando o apetite e ajudando a secreção gástricos e intestinais.
Na medicina chinesa inalam-se os vapores dos ramos dos coentros e massaja-se o corpo com chá para acalmar a comichão e eliminar as borbulhas do sarampo.
Na antiguidade, os coentros eram mais utilizados pelas suas propriedades medicinais, mas hoje em dia é mais comum serem usados na culinária.

Culinária

As sementes dos coentros devem ser adicionadas no princípio da cozedura.
A incorporação de coentros nos pratos com leguminosas favorece reabsorção dos gases intestinais.
Pode ainda ser utilizado para aromatizar a cerveja.
As sementes servem para aromatizar o gin e fabricar licores digestivos. Servem ainda para aromatizar vinagre e vários tipos de conservas como puré de tomate, pêras ou maçãs, salsichas ou patés.
Na Índia é um ingrediente essencial do caril em pó.
Tantos as folhas como as sementes salientam o sabor da choucroute, beterraba, cornichons, cogumelos, alcachofras e salada várias, especialmente de batata.
Um ou dois grãos de coentros esmagados numa chávena de café concedem-lhe um excelente sabor.

Jardim

Embora cultivada como erva aromática, convém separá-las das plantas de jardim, pois o forte aroma da folha e sementes frescas pode ser prejudicial a algumas plantas. Mas sabe-se que afasta os afídeos aos quais é imune.
Quando associada com o funcho, impede a formação das suas sementes, enquanto que ajuda a germinar as do anis.
As suas lindas e delicadas flores fazem lindos canteiros e atraem abelhas.
O aroma das suas sementes vai-se tornando mais intenso e agradável à medida que estas vão amadurecendo.

Sobre o autor

O Autor
FERNANDA BOTELHO é especialista em plantas aromáticas e medicinais, tendo frequentado vários cursos de plantas medicinais em Londres onde também trabalhou nessa área. Estudou na SSHM (Scottish School of Herbal Medicine). Tem vindo a desenvolver acções de formação para professores e alunos sobre plantas medicinais em escolas e nos encontros nacionais de Eco-Escolas. Desenvolveu ateliers de plantas medicinais nos jardins de Monserrate, Parque da Pena e Capuchos, Sintra, onde instalou jardins de plantas medicinais. Colabora há três anos com artigos mensais na revista Jardins. Actualmente participa em projectos de educação ambiental com a Naturanima.

Orégãos

As propriedades terapêuticas desta erva aromática

Esta planta cresce espontaneamente em Portugal e as suas folhas são tradicionalmente muito utilizadas em culinária.

É indicada no tratamento e prevenção da gripe. Imunoestimulante e antiviral, aumenta as resistências contra o vírus da gripe, sendo também útil em tosses e rouquidão.

Num grande estudo do Departamento de Agricultura dos E.U.A, publicado em 2001 no Journal of Agricultural and Food Chemistry, o orégão provou ter uma actividade antioxidante 3 a 20 vezes superior a todas as plantas medicinais estudadas (seguida pelo endro, tomilho, alecrim e hortelã-pimenta).

Adicionalmente, esta acção foi 42, 12 e quatro vezes superior às maçãs, laranjas e mirtilos, respectivamente. Outra conclusão interessante obtida neste estudo foi que as ervas aromáticas, plantas e especiarias possuem uma maior actividade antioxidante se forem consumidas frescas.

Princípios activos

Os orégãos contêm um óleo essencial (com timol, carvacrol, limoneno), ácidos gordos com propriedades antioxidantes, antibióticas, antivirais e imunoestimulantes e ácido rosmarínico, com forte acção antioxidante. 

De entre todos os seus constituintes fitoquímicos, destaca-se o carvacrol (uma das substâncias mais importantes em Fitoterapia), pelas suas propriedades antitumorais, anticancerígenas, analgésicas, anti-inflamatórias, hepatoprotectoras e antiplaquetárias.

Outras propriedades


Esta planta é eficaz contra bactérias como as salmonelas (Salmonella typhimurium), Escherichia coli e Staphylococcus aureus, sendo por isso muito eficaz como antibiótico no tratamento de gastroenterites, infecções urinárias e pneumonias, respectivamente. 

Os orégãos regulam a quantidade de glicose no sangue, sendo por isso também um antidiabético.

Administração
- Alimento: Em saladas, pizzas, marisco e massas.

- Comprimidos:
 200 a 400 mg por dia.

- Chá:
 ½ colher de sopa para uma chávena.

- Óleo essencial:
 Podem ser utilizadas cinco a dez gotas em água a ferver e fazer um aerossol com o vapor de água.

Remédios caseiros
Xarope para constipações e tosse: Em um litro de água, coloque dois ou três raminhos de poejo e orégãos, duas cebolas, duas maçãs, casca de limão, cinco ou sete figos secos e umas pinhas pequenas.
Coza 15-20 minutos (sem chegar a reduzir a água a metade), coe, adicione mel e volte a ferver um pouco. Guarde num frasco e, quando aquecer para beber, adicione umas gotas de sumo de limão (recolha etnobotânica de Joana Cameijo Rodrigues). 

Salada anti-gripe:
 Junte vegetais com propriedades antivirais, antioxidantes e desintoxicantes: corte cebola às rodelas, tomate e pepino aos quadrados, pique salsa e coentros e, no final, polvilhe com muitos orégãos. Adicione azeite de borragem e umas gotas de shoyu (molho de soja).


Revisão científica: Dr. João Beles (naturopata, Coordenador do curso de Naturopatia do Instituto de Medicina Tradicional de Lisboa). 

A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista

Fonte: http://saude.sapo.pt/saude-medicina/medicina-natural/guia-plantas-suplementos/oregaos.html?pagina=2

Eugenics - Milhões de seres humanos assassinados pela industria farmacêutica e pelos poderosos do mundo






Radiação, vacinação, testes, flúor na água, esterilização, medicamentos, pulverização aérea, etc, etc...em crianças, soldados, populações ... milhões foram e continuam a ser mortos pela industria farmacêutica em todo o mundo...para quem entende inglês não deixe de ver! Os que não morrem vivem como um rebanho sem vontade controlados por estes químicos ! E trabalham que nem escravos para alimentar estas grandes famílias de criminosos que não tem consideração absolutamente nenhuma pela vida humana. "Os seres humanos saem mais baratos do que animais de laboratório"... alguém disse e é referido no video! O Alex (comentador) mostra uma série de documentos que provam estas afirmações...a conspiração existe e é contra todo o mundo, excepto para estes poderosos mafiosos que nos dominam, até dizermos não e mudarmos o mundo para melhor !!!
quarta-feira, 21 de setembro de 2011

CRIANÇAS BEM NUTRIDAS -Alimentação Colorida e Nutritiva para Crianças - Workshop

Workshop:

CRIANÇAS BEM NUTRIDAS -Alimentação Colorida e Nutritiva para Crianças

25 de Setembro das 11 às 15h na Escola da Terra, Penedo, Colares

Venha conhecer e inspirar-se em receitas verdadeiramente saudáveis, rápidas e fáceis, cheias de nutrientes, para si e para os seus filhos.

Saiba mais sobre nutrição e “comida viva” e a forma como os alimentos podem apoiar a saúde física, mental e emocional dos vossos filhos. 

PARA MAIS INFORMAÇÕES: WWW.BIOSAMARA.PT

Palestra sobre Comida Nutritiva e Raw Food


Palestra sobre Comida Nutritiva e Raw Food- com degustação de SuperAlimentos 


24 de Setembro das 16h às 18h na BioSábio em Oeiras

A Comida crua pode fazer maravilhas na sua saúde. Ao comer comida crua vai ganhar mais energia, perder excesso de peso, e beneficiar de maior clareza mental. Comida crua é uma boa maneira de melhorar a sua saúde, prevenir doenças, sentir-se e parecer mais jovem e ganhar equilíbrio emocional.



Com Shayna Dameron

Lançamento do livro "Alimentação Viva e Ecológica" (Brasilia)

Greenpeace contra a Nestlé






"Procure por "Nestlé boycott" no google e você vai ver que as acusações são muito mais diversas e sérias. a Nestlé tenta vender leite em pó (fórmula) para bebês em países de terceiro mundo, incentivando que as mães não deem o leite materno, que é muito melhor e mais saudável para os recém-nascidos". guydudemanbro no Youtube
terça-feira, 20 de setembro de 2011

Estudos mostram que passar horas malhando pode até engordar


Se já é chato perceber que as longas horas passadas na academia não consumiram um grama do seu peso, descobrir que o treino pode engordar é péssimo.


A pior hipótese foi comprovada na Universidade de South Wales, na Austrália. O estudo conduzido pelo médico Steve Boutcher, do programa de pesquisas em exercícios, comparou dois grupos de 45 mulheres com 20 anos e um pouco acima do peso.


Suplemento esportivo também engorda, diz fisiologista britânico


As do grupo que fez um treino curto (20 minutos) de alta intensidade na bicicleta perderam em média 2,5 quilos em 15 semanas. As que treinaram por 40 minutos, pedalando em velocidade regular e contínua, ganharam 500 gramas no período.


Outro trabalho, da Universidade do Oeste da Escócia, comparou os resultados obtidos com o treino curto intenso e o tradicional, longo e moderado, em 57 adolescentes, concluindo que o segundo leva sete vezes mais tempo para reduzir a gordura.
Para ter uma amostra maior, pesquisadores do Waikato Institute of Technology e da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, juntaram 22 estudos sobre o tema. O levantamento mostrou que a perda de gordura é até duas vezes maior na atividade de alta intensidade feita por curtos períodos.


Alexandre Rezende/Folhapress
O advogado Sergio dos Santos, 38, na pista da academia Bio Ritmo, em SP
O advogado Sergio dos Santos, 38, na pista da academia Bio Ritmo, em SP
Há dois anos, o advogado Sergio José dos Santos, 38, combinou boca fechada com treinos curtos e intensos para perder 20 dos 106 quilos que tinha na época. Atingiu seu objetivo.


Já mais magro, o advogado mudou a maneira de malhar: começou a passar várias horas na academia, fazendo exercícios menos puxados de forma contínua, por um tempo maior.
"Eu gostava, saía muito disposto. Mas comecei a ganhar peso de novo. Parece que você se acostuma com o exercício, e o organismo estoca gordura de qualquer coisa que você come", diz ele, que há 20 dias voltou aos treinos de menor duração e maior intensidade. "Já estou emagrecendo", afirma.
A malhação mais longa e moderada pode ser engordativa porque deixa a pessoa com muito mais fome quando acaba de treinar, levando-a a exagerar na comida sem perceber.


MAIS FOME


Cientistas da Universidade de Munique sugerem que a culpa é do aumento da secreção de um hormônio chamado grelina, que desperta a sensação de fome no cérebro. Eles identificaram que a secreção desse hormônio aumenta bastante na atividade de longa duração. Nos treinos curtos, os níveis de grelina permanecem estáveis: aquela vontade de enfiar o pé na jaca não é despertada depois do exercício.
"O treino intervalado de alta intensidade queima muito mais gordura do que ficar horas na esteira em atividade moderada", diz o professor de educação física Carlos Klein, da consultoria Movimente-se, de São Paulo.
Treino o quê? Intervalado, porque combina o exercício feito por alguns segundos quase no limite da capacidade máxima da pessoa (um "tiro" de corrida, por exemplo), seguido de descanso por mais ou menos o dobro de tempo.
Na pesquisa neozelandeza, foram pedaladas rapidíssimas por oito segundos, seguidas de 12 segundos de descanso.
A disputa para definir qual tipo de treino queima mais gordura não é nova. Até pouco tempo, a conclusão era a oposta: ficar mais tempo se exercitando em intensidade moderada era o canal para emagrecer.


Isso porque, como a gordura é fonte de energia lenta, seria preciso treinar mais e em menor intensidade para usá-la como combustível.
Na atividade de alta intensidade, a gordura também é mobilizada, só que em menor proporção comparada aos carboidratos. Mesmo assim, o gasto total é maior, diz Mauro Guiselini, mestre em educação física pela USP.
A estratégia para treinar quase à exaustão é intercalar atividade e descanso. "Ninguém aguenta muito tempo", diz Saturno de Souza, diretor-técnico da Bio Ritmo.
A vantagem é que, assim, a queima de gordura continua por mais tempo no pós-exercício, segundo Guiselini.
"Para perder um quilo você precisa gastar 7.000 calorias a mais do que as consumidas", diz o médico Turíbio Leite de Barros, da Unifesp.
"O aluno come bolo de chocolate com chantili, mas o prejuízo não se paga em duas horas de esteira."


Um erro clássico é fazer horas de aeróbico, nada de musculação e eliminar carboidratos da dieta. "Aí o corpo usa proteína como fonte de energia e perde massa muscular. Qualquer carboidrato ingerido será transformado em gordura", diz Guiselini.


Leite de Barros diz que o treino intervalado e intenso é menos monótono do que o "devagar e sempre".


Isadora Brant/Folhapress
O arquiteto Reynaldo Rosemberg, 44, na acadeima Rebook, em São Paulo
O arquiteto Reynaldo Rosemberg, 44, na acadeima Rebook, em São Paulo
Outra vantagem, para o ator Gustavo Fernandes, 34, são os resultados. "Passar horas na academia não funcionou para mim." Há nove meses, faz o treino curto e focado, três vezes por semana. "Estou quase no peso."


O arquiteto Reynaldo Rosemberg, 44, tem experiência semelhante. "Eu treinava cinco vezes por semana, ficava uma hora na esteira. Agora, faço aeróbico de 20 minutos e perco muito mais calorias."


Muito bom, mas se esse treino emagrece mais, também machuca mais: aumenta o risco de tendinite, lesão articular, inflamações. "Na velocidade, é mais comum a pessoa fazer o exercício na postura errada, prejudicando toda a organização do corpo", alerta Leite de Barros.
Editoria de arte/folhapress


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/976013-estudos-mostram-que-passar-horas-malhando-pode-ate-engordar.shtml

Aumento de vitamina D no sangue acrescenta anos à vida e ajuda a prevenir câncer/cancro

Se você precisava de mais uma prova que os níveis baixos de vitamina D no sangue tem um impacto significativo para a saúde, pesquisadores numa publicação no European Journal of Clinical Nutrition demonstram que pequenos aumentos em vitamina D com a exposição à luz do sol podem adicionar anos preciosos à sua vida.





Por quase uma década a evidência científica tem sido crescente para mostrar que as grandes maiorias dos adultos (e muitas crianças) são extremamente deficientes a nivel circulatório da vitamina D. Além disso a prova está documentada na revista PLoS One para mostrar o mecanismo  celular  preciso  que ajuda a vitamina D a reduzir drasticamente o risco de câncer/cancro do cólon. A questão de fundo é simples: verificar os niveis da sua vitamina D no sangue  com um teste barato e fazer os ajustes necessários para viver uma vida mais saudável e mais.


Usando estudos epidemiológicos, Dr. b.u. Concessão da luz solar, Nutrição e Centro de Investigação em Saúde em San Francisco descobriu que duplicando a concentração de soro sangüíneo de vitamina D pode aumentar a expectativa de vida média em dois anos. Dr. Grant e sua equipe identificaram as principais doenças que responderam ao aumento dos níveis de vitamina D. Em seguida, compararam as taxas de mortalidade de seis regiões identificadas em todo o país, e contrastaram níveis séricos da vitamina do sol com ocorrência de doenças.


Depois de compilarem todos os dados, os pesquisadores descobriram que as condições e doenças responsivas à vitamina D, que representam mais de metade da mortalidade do mundo incluem o cancro, doenças cardiovasculares, diabetes, tuberculose e doenças respiratórias e infecções. Determinou-se que dobrando o nível de vitamina D poderiam reduzir as taxas de mortalidade das doenças que são sensíveis à vitamina D por aproximadamente 20 por cento. Dr. Grant concluiu: "de várias maneiras para elevar os níveis séricos de vitamina D incluem a fortificação de alimentos, suplementação e aumento da exposição ultravioleta B".


Os pesquisadores já sabem há algum tempo que níveis baixos de vitamina D estão associados com um aumento significativo nos casos de câncer/cancro de cólon, mas eles não compreendiam o mecanismo específico responsável. Agora, os cientistas descobriram como a falta de vitamina D promove  danos no ADN/DNA eo risco de câncer/cancro de cólon. Especificamente, baixos níveis de vitamina D instigam o desenvolvimento e progressão desta forma devastadora de câncer(cancro.


Os pesquisadores  concentraram-se numa proteína em células do epitélio intestinal chamada beta-catequina, que normalmente ajuda a unir as células epiteliais, juntamente com outras células para formar uma barreira protetora entre o conteúdo de seu intestino e da estrutura física do seu trato digestivo. Eles descobriram que quando a vitamina D  faltava, a síntese de ADN/DNA é interrompida e beta-catequina  acumula-se nas células, aumentando dramaticamente o risco da iniciação o câncer/cancro de cólon.


Não deve haver nenhuma dúvida restante que um dos fundamentos mais importantes para a saúde vibrante é a manutenção adequada dos niveis de vitamina D no sangue. "Prevenção vale um quilo de cura". Então, peça ao seu médico de família para executar o simples e barato teste 25 (OH) D, e estar certo que o seu nível está entre 50 e 70 ng / mL para acrescentar anos à sua vida e reduzir drasticamente o risco do câncer/cancro de cólon  e de doença crônica.


Tradução e adpatação (rápida) de Luis Guerreiro


Fonte : http://www.naturalnews.com/033625_vitamin_D_colon_cancer.html 


Referencias:

http://www.lef.org/newsletter/2011/...
http://www.nature.com/ejcn/journal/...
http://www.wellnessresources.com/he...
http://www.plosone.org/article/info... 

Humanidade cai mais em dívida ecológica: estudo


A humanidade vai escorregar na próxima semana em dívida ecológica, tendo devorado em menos de nove meses mais recursos naturais que o planeta pode repor em um ano, disseram pesquisadores esta terça-feira.










A espécie mais dominante na história da Terra, em outras palavras, vive além  da sustentabilidade possivel do planeta, destruindo a casa em que vive. 


No seu ritmo actual de consumo a humanidade vai precisar, até 2030, de um segundo planeta  para satisfazer o seu apetite voraz  e absorver todos os resíduos a sua, o relatório calculou. 


Sete biliões de habitantes na Terra - nove biliões  até meados do século - estão usando mais água, cortando  mais florestas e a comer mais peixe do que a Natureza pode substituir. 


Ao mesmo tempo, estamos despejando mais CO2, poluentes e fertilizantes químicos que a atmosfera, solo e oceanos podem absorver sem perturbar gravemente os ecossistemas que fizeram o nosso planeta um lugar tão confortável para homo sapiens viver. 


Contagem regressiva de 01 de janeiro, data em que a actividade humana ultrapassa o seu orçamento -  foi apelidada de "Earth Overshoot Day" .
O ponto de inflexão em sustentabilidade não aconteceu em algum momento na década de 1970, disse  o Global Footprint Network de Oakland, California, que emitiu o relatório.


Este ano, os pesquisadores estimam que o equivalente à quota da Terra em recursos estará esgotada em 27 de setembro. 


"Isso é como gastar o seu salário anual em três meses antes do ano acabar, e comer as poupanças ano  após ano," disse o  Presidente da Global Footprint Network Mathis Wackernagel,num comunicado. 


"Em breve, ficaremos sem fundos." 


Mesmo quando a capacidade da Terra para hospedar a nossa espécie, sempre em expansão de diminui, as exigências sobre "serviços ambientais" - o termo que os cientistas usam para descrever a generosidade da Natureza - continua a crescer. 


"Partindo da subida dos preços dos alimentos para os efeitos incapacitantes da mudança climática, as nossas economias estão enfrentando a realidade de anos de gastos além dos nossos meios", disse Wackernagel. 
o Lider da ONU, Ban Ki-moon, disse no início deste mês que o desenvolvimento sustentável agora está no topo da agenda global de questões exigindo medidas urgentes. 


O "Overshoot" é impulsionado por três fatores: o quanto nós consumimos, a população global, e quanto a natureza pode produzir. 


A tecnologia impulsionou muito a produtividade de plantas comestíveis e animais, mas essa expansão mal manteve o ritmo com a taxa na qual a demanda aumentou, segundo o relatório. 
Como crítica,  não teve em conta todos os danos colaterais infligidos ao meio ambiente. 


Os Estados Unidos são o maior gastador e com maior deficit ecológico, de acordo com um cálculo anterior do mesmo grupo. 


Se todas as pessoas adotaram o estilo de vida americano - grande casa, dois carros, consumo de energia enorme per capita - a população mundial precisará de cerca de cinco "Terras" para atender suas necessidades. 
Por outro lado, se todos na Terra seguissem  a pegada média de alguém na Índia de hoje, a humanidade estaria usando menos da metade da biocapacidade do planeta. 


Mas, como a Índia, China e outros gigantes emergentes continuam a crescer as suas economias a um ritmo alucinante - alimentado em grande parte pelo desejo de um estilo de vida "ocidental" -  a pegada per capita será muito maior, os cientistas advertem. 


Já hoje, por exemplo, a China é o maior emissor mundial de gases de efeito estufa e o produtor top de automóveis. 


Tradução (rápida) Luís Guerreiro


(C) 2011 AFP

ONU acusa indústria alimentícia de colocar saúde pública em risco


19/09/2011 - 14h59


DA FRANCE PRESSE



O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, acusou nesta segunda-feira algumas indústrias agroalimentícias de colocar a saúde pública em situação de risco para proteger seus interesses. A declaração foi feita em uma reunião de cúpula sobre doenças não transmissíveis realizada à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, que contou com a participação da presidente brasileira Dilma Rousseff.


Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 36 das 57 milhões de mortes registradas no mundo anualmente se devem a doenças não transmissíveis como o câncer, diabetes, problemas respiratórios crônicos e hipertensão.


As estimativas da OMS assinalam que o número de mortos provocadas por estas doenças aumentará 17% no mundo na próxima década, com uma alta de 24% apenas no continente africano.


Ao referir-se a estas doenças, Ban Ki-moon recordou que existe "uma história vergonhosa e bem documentada de certos atores na indústria que ignoram a ciência e, inclusive, sua própria pesquisa".
"Deste modo, colocam a saúde pública em situação de risco para proteger seus interesses", denunciou o secretário-geral da ONU.


Neste sentido, Dilma Rousseff pediu à ONU um aumento nos esforços para prevenir e tratar as doenças não transmissíveis, recordando o enorme custo humano e material que representam, ou seja, 1% do PIB no caso do Brasil.


"Em meu país, 72% das mortes não violentas entre as pessoas com menos de 70 anos estão vinculadas a estas doenças. Atingem também os mais pobres e os mais vulneráveis", declarou Rousseff em uma reunião de alto nível sobre este tema organizada em Nova York à margem da Assembleia Geral anual das Nações Unidas.


"As perdas em produtividade e os custos ocasionados nas famílias e no sistema unificado de saúde equivalem a 1% de nosso PIB", explicou.


A presidente ressaltou que "a desproporcional incidência entre os mais pobres prova a necessidade de uma resposta global a este problema", e lembrou que, para o Brasil, "o acesso a medicamentos faz parte do direito humano à saúde".


Ela enumerou algumas das iniciativas lançadas por seu governo, como, por exemplo, a favor de quem sofre de hipertensão e diabetes, através da distribuição gratuita de medicamentos em 20.000 farmácias públicas e particulares.


"Nos primeiros sete meses de meu governo, este esforço alcançou 5,4 milhões de brasileiro, triplicando o número de pacientes beneficiados", exemplificou.


De fato, 80% das mortes por doenças não transmissíveis ocorrem em países em desenvolvimento.


A diretora da OMS, Margaret Chan, denunciou, por sua vez, os problemas ocasionados pelo cigarro, o sal, as gorduras saturadas e o açúcar.


"Nós nos manifestamos por mudanças no modo de vida e as regras rígidas para o uso do tabaco", afirmou Chan, para quem a reunião desta segunda "deve ser um chamado para despertar os governos no mais alto nível, levando em conta que o aumento mundial destas doenças é um desastre anunciado".


"Os alimentos preparados ricos em sal, gorduras saturadas e açúcar se converteram nos novos alimentos de primeira necessidade em quase todos os cantos do mudo", criticou Chan.


"Para um número crescente de pessoas são a forma mais barata para encher o estômago que tem fome", enfatizou.


Uma declaração política adotada pelos chefes de Estado e de governo dos 13 países membros da ONU se refere de forma explícita ao efeito prejudicial do sal, açúcar e gorduras saturadas nos regimes alimentares.


Uma fonte da ONU, que não quis revelar sua identidade, enfatizou que esta menção sofreu a resistência por parte de lobbies vinculados a esses produtos.


Esta reunião sobre doenças não transmissíveis é a primeira de importância na agenda da Assembleia Geral anual da ONU em Nova York. 


Fonte :
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/977473-onu-acusa-industria-alimenticia-de-colocar-saude-publica-em-risco.shtml

Mercado Biológico nos Jardins da Casa da Guia em Cascais

Mercado Biológico nos Jardins da Casa da Guia em Cascais, o mercado será aos Sábados das 10h ás 15h



domingo, 18 de setembro de 2011

O Veneno Está na Mesa - (Assista na íntegra)

‎"O nosso veneno de cada dia" em françês


No mesmo estilo investigador de “O Mundo Segundo a Monsanto”, Marie-Monique Robin percorre centros de pesquisa e agências reguladoras em vários países tentando descobrir como este índice é definido. E ela não deixa dúvidas: através de estudos científicos pagos pelas empresas, e com a ajuda diretores de agências reguladoras com ligações com a indústria, os próprios fabricantes das susbstâncias é que definem o nível aceitável.



Marie-Monique Robin lança seu novo filme na Fiocruz

por Alan Tygel
No auditório lotado da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, na Fiocruz, a diretora de “O Mundo Segundo a Monsanto”, Marie-Monique Robin lançou no dia 12/09 seu mais novo filme: “O veneno nosso de cada dia”. Desta vez, ela tentou devendar como são calculados os valores de IDA – Ingestão Diária Aceitável – para diversos produtos como agrotóxicos, resíduos de plásticos e o aspartame.
O evento contou ainda com a presença do diretor Sílvio Tendler, cujo mais novo documentário – O veneno está na mesa – fora exibido no mesmo local dias atrás. Ambas exibições fazem parte do Ciclo de debates sobre a Rio+20 : quem sustenta o desenvolvimento sustentável?, cujo objetivo é preparar a Fiocruz para um posicionamento institucional em relação ao encontro que ocorrerá no ano que vem.
A Ingestão diária aceitável – IDA – é um valor numérico, medido em mg/kg, que determina a quantidade que se pode consumir de uma substância durante todos os dias, com segurança, por toda a vida.[1] Na prática, para os agrotóxicos por exemplo, determina qual limite máximo de resíduo aceitável em um alimento. Era de se esperar que este índice fosse calculado com um alto grau de rigor científico, para que em nenhum momento colocasse a vida dos consumidores em risco.
Mas Marie-Monique nos mostra justamente o contrário. No mesmo estilo investigador de “O Mundo Segundo a Monsanto”, a diretora percorre centros de pesquisa e agências reguladoras em vários países tentando descobrir como este índice é definido. E ela não deixa dúvidas: através de estudos científicos pagos pelas empresas, e com a ajuda diretores de agências reguladoras com ligações com a indústria, os próprios fabricantes das susbstâncias é que definem o nível aceitável.
Após a exibição do filme, Marie-Monique disse que o filme foi como uma continuação de “O Mundo segundo a Monsanto”. O trabalho de pesquisa impecável fez com que a gigante multinacional não movesse sequer um processo contra ela. Nada foi dito sem que houvesse comprovação. E da mesma forma foi feito em “O veneno nosso de cada dia”, que acompanha um livro de 400 páginas. O objetivo é mostrar que a Monsanto não é uma exceção: diversas outras multinacionais utilizam os mesmos métodos – tráfico de influência, corrupção, fraude científica – para lucrar às custas da vida da população.
Ela revelou ainda que apenas 10% das substâncias que estão presentes no nosso dia-a-dia foram testadas. E mesmo assim, esses testes sempre foram feitos com forte influência dos fabricantes. Representantes da indústria química chegaram a dizer que seu “o livro envenena a indústria química”. De fato, a análise incomoda tanto a indústria quanto as agências reguladoras. Uma das grandes dificuldades, segundo ela, foi conseguir que estes representantes falassem. Foram mais de 100 contactados, e apenas 16 falaram.
O caso da EFSA, agência européia, foi o mais emblemático. Após várias tentativas negadas, ela ameaçou dizer no filme que agência havia se recusado a falar. Então eles aceitaram, mas se prepararam bem: passaram “O Mundo Segundo a Monsanto” para todos os funcionários, para que se preparassem para o tipo de pergunta. E durante a sua visita, foi seguida de perto por vários seguranças, que filmaram todos os seus passos. Mesmo assim, o representante entrevistado fica mudo quando ela mostra, através de documentos da própria EFSA, a fragilidade científica sob a qual é baseado o IDA. Já a Organização Mundial da Saúde, órgão da ONU, respondeu simplesmente: “É o melhor que podemos fazer.”
O mecanismo mais comum utilizado pelas empresas para travar os processos de regulação são os estudo científicos feitos para assegurar que um determinado produto é seguro. Assim que surge um estudo independente dizendo que uma substância é nociva, a empresa lança outro contestando, e com isso o processo de regulação fica paralisado. Num dos casos analisados pelo filme, havia mais de 100 estudos sobre uma substância: metade deles, financiados pelo fabricante, dizia que era seguro; a outra metade, de cientistas independentes, dizia que era perigoso.
A batalha que hoje travamos contra os agrotóxicos ou contra o aspartame já teve casos semelhantes de sucesso no passado. Amianto, chumbo na gasolina, benzeno e DDT são alguns dos exemplos de substâncias que a indústria conseguiu, através de mentiras científicas, segurar por anos no mercado. E hoje, mesmo proibidas, ainda causam problemas no meio ambiente e nas pessoas contaminadas.
Marie-Monique completa: “O sistema trabalha com a ideologia do progresso. O problema é que este progresso tem um custo para a saúde e para o ambiente, e ninguém nos perguntou se estamos dispostos a pagá-lo.”
E para não terminar de forma tão trágica, a diretora já anunciou que seu próximo filme e livro será sobre a resistência agroecológica que vem se fortalecendo no mundo inteiro. E afirmou: “Gostaria muito de contar com a presença do MST, que é uma referência mundial no trabalho e na promoção da agroecologia”.


Fonte: 
http://www.soltec.ufrj.br/mstrio/marie-monique-robin-lanca-seu-novo-filme-na-fiocruz/