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sábado, 2 de julho de 2011

Macarrão com molho de mostarda e outros...

Tal como prometido na receita (crua) anterior aqui está uma versão cozida para quem ainda está a iniciar e/ou quer um prato quente mas mesmo assim mais saudável...














Ingredientes


(São muito parecidos com a receita de Wrap de abóbora e molho de mostarda ...)


½ cebola em lâminas
3 alhos picados
1 folha de louro
¼ de Abóbora Okaido em tiras
4 cogumelos pequenos em quartos
¼ xícara/chávena de pimento vermelho (pimentão no Brasil) picado
¼ de courgete (abobrinha) picada
½ colher de chá de molho de mostarda (ver receita em baixo)
1 colher de sopa de azeite
Salsa (salsinha)
Tomate seco em tiras
Bagas goji
Sal e pimenta a gosto
1 chávena/xicara de massa (macarrão)fusili (espiral), integral ... usei de espelta pois é um cereal mais antigo (menos híbrido que o trigo)


Preparação


Refogar a cebola com azeite.
Juntar o alho e o louro.
Juntar os cogumelos e refogar mais um pouco.
Adicionar a abóbora, o pimento e um pouco de tomate seco.
Juntar a mostarda e mexer bem.
Deixar reduzir (cozinhar até a cebola ficar dourada).
Juntar a courgete e as bagas goji. Sal e pimenta a gosto.
Adicionar a massa e cobrir com água a ferver.
Deixar cozer até a massa estar "el dente" (meio dura mas cozida)
Rectificar o sal se necessário


Servir decorando com folhas de salsa.


Sugestões


Para quem não pode ou não quer consumir gluten pode substituir a massa por ex. com quinoa. 
Continuo a não ter vinho branco mas se tivesse adicionaria um pouco para dar sabor.
Fiz uma entrada com o prato anterior (cru) e depois comi um pouco deste...comer cru antes do cozido de certa forma "engana" o sistema e não gastamos tantas enzimas para além de termos muitos benefícios. Evite comer cru depois do cozido pois pode criar uma fermentação...desnecessária.


Bagas goji


Um dos segredos de longevidade de alguns orientais é o chá de bagas goji, que apesar do cozimento continuam a ter uma quantidade enorme de antioxidantes. Os antioxidantes combatem os radicais livres.

Wrap de abóbora e molho de mostarda

Tinha ainda um resto de abóbora okaido para gastar...isto de viver só...não consegui comer a abóbora toda de uma vez...


Resolvi improvisar algo de novo com os restos que tinha e usar um condimento forte...a mostarda.












Ingredientes


2 folhas de Alface Iceberg (podem usar outra qualidade)
Amendoas
Sementes de girassol
Bagas goji
Sementes de sésamo/gergelim
¼ de Abóbora Okaido
1 tomate
4 cogumelos pequenos
¼ xícara/chávena de pimento vermelho (pimentão no brasil)
¼ de courgete (abobrinha)
½ colher de chá de molho de mostarda (ver receita em baixo)
1 colher de sopa de azeite
Salsa (salsinha)
Tomate seco
Sal a gosto


Picar a abóbora, o tomate, a courgete, o pimento e os cogumelos, juntar um pouco de tomate seco em tiras. Colocar numa taça e juntar o sal, o azeite e o molho de mostarda, misturar bem e deixar marinar 30 minutos.


Se as folhas de alface forem muito grandes aparar e cortar os restos em tiras finas. Dispor as folhas de alface de modo a criar um "ninho" num prato, fazer uma "caminha" com as tiras de alface (quem conhece shwarma...). Adicionar os ingredientes marinados. Decorar com amendoas, sementes de girassol, sésamo, bagas goji e salsa.


Para comer basta enrolar a alface como se fosse shwarma.


Molho de mostarda



Este é um condimento picante excelente para "wraps". As sementes de mostarda podem ser misturadas imediatamente após imersão por 8 horas  podem ser germinadas por 3 dias também. Se não tem sementes de mostarda pode substituir por uma colher de chá de mostarda em pó.


INGREDIENTES | Dá uma boa quantidade que pode ser guardada no frio por algum tempo
½ xícara/chávena de sementes de mostarda
½ xícara/chávena de castanhas de caju
¼ xícara/chávena de suco de limão
1 colher de mel
¼ colher de chá de açafrão em pó
1 colher de sopa de vinagre de maçã
1 colher de chá rasa de sal marinho
  
Embeber as sementes de mostarda por 8 a 12 horas. Mergulhe os cajus por 2 horas. Escorra e lave.


Num liquidificador, misture todos os ingredientes até ficar homogêneo.   




Vinagre de maçã


O vinagre de maçã é um vinagre não pasteurizado tem muitos usos medicinais. Ele geralmente contém bactérias benéficas. Este vinagre  ajuda a restaurar o corpo pois tem um pH mais alcalino, o que pode ajudar a prevenir doenças.


___________________ 


Resolvi fazer uma receita com os mesmo ingredientes mas cozida (variei...não usei alface, usei alho e cebola...logo publico a receita)

4º Seminário Alimentação Ética, Saudável, Sustentável



svb-seminario-logo-
22 e 23 de julho de 2011
Vem aí o 4º Seminário Alimentação Ética, Saudável, Sustentável - Pavilhão da Bienal
São Paulo
Entrada Franca



Programação



Sábado - 23 de julho de 2011

Horário
Palestrante
Tema
09:00-10:00
Entrega de
Crachás
nada
10:00-11:00
Wilson Grassi
Aumento da criação industrial e consequente aumento da transmissão de zoonoses - principais zoonoses relacionadas ao consumo de carne
11:00-12:00
a confirmar

Intervalo


13:00-14:00
a confirmar
14:00-15:00
Eric Slywitch
Proteína e Aminoácidos de Origem Animal: Alguém Precisa?

Domingo - 24 de julho de 2011

Horário
Palestrante
Tema
09:00-10:00
Christian Saboia
A inclusão dos vegetarianos
10:00-11:00
Guilherme
Carvalho
Consumo de Carnes, Meio Ambiente e Mudanças Climáticas
11:00-12:00
Alberto Gonzalez
Um Modelo de Saúde da Família Estruturado sobre a Natureza

Intervalo - apresentação de (artística)

13:00-14:00
Paula Brugger
Vegetarianismo: alimentação ética e sustentável
14:00-15:00
Sergio Schlesinger
Impactos sociais e ambientais da produção de carnes: os casos da pecuária bovina e da agricultura da soja no Brasil
15::00-15:30
Encerramento


Conheça alguns palestrantes

eric
Eric Slywitch
Médico (formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí) - C.R.M. - 105.231
Mestre em Nutrição (pela UNIFESP / EPM)
Especialista em Nutrologia (pela ABRAN - Associação Brasileira de Nutrologia)
Especialista em Nutrição Parenteral e Enteral (pela SBNPE - Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral)
Pós-graduado em Nutrição Clínica (pelo GANEP - Grupo de Apoio de Nutrição Enteral e Parenteral)
Docente dos cursos de especialização (pós-graduação "latu sensu"): GANEP (Grupo de Apoio de Nutrição Enteral e Parenteral) IPCE (Instituto de Pesquisa, Capacitação e Especialização) Faculdades CBES (Colégio Brasileiro de Estudos Sistêmicos)
Coordenador do Departamento de Medicina e Nutrição da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira)
Autor dos livros: "Alimentação sem Carne - guia prático" e "Virei Vegetariano. E agora?".


semimagem
Christian Saboia


Christian Saboia é sócio fundador e diretor executivo da Saboia Tecnologia da Informação. Com mais de 20 anos de experiência na área de tecnologia, trabalhou em grandes empresas como a Microsoft e a Compaq e administra a Saboia há 14 anos. É especialista em vendas complexas, gestão do conhecimento, gestão de negócios e melhores práticas em processos de negócios de multinacionais. Coordena o Departamento de Tecnologias da SVB.


sergioSergio Schlesinger


Economista, consultor da FASE e outras instituições no Brasil e no exterior. Produz estudos e publicações sobre as atividades agropecuárias, seus impactos sobre a sociedade e o meio ambiente.
paula
Paula Brügger


Paula Brügger é professora do Departamento de Ecologia e Zoologia e do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC onde ministra as disciplinas "Biosfera, sustentabilidade e processos produtivos", "Desenvolvimento, Tecnologia e Meio Ambiente" e "Gestão da sustentabilidade na Sociedade do Conhecimento". É graduada em Ciências Biológicas com especialização em Hidroecologia, Mestrado em Educação e Doutorado em Ciências Humanas - "Sociedade e Meio Ambiente".
É autora dos livros "Educação ou adestramento ambiental?" e "Amigo Animal", "Reflexões interdisciplinares sobre educação e meio ambiente?. Coordena o projeto de educação ambiental "Amigo Animal", oferecido para as escolas da rede municipal de Florianópolis, como tema transversal. Atua principalmente nos seguintes temas: educação ambiental; interdisciplinaridade e paradigmas de ciência; desenvolvimento sustentável; relação dos seres humanos com os outros animais como relação sociedade-natureza. Na defesa de métodos substitutivos à experimentação animal na pesquisa e no ensino.


guilhermeGuilherme Carvalho


Biólogo, representante da ONG de proteção animal Humane Society International (HSI) no Brasil e Coordenador do Departamento de Meio Ambiente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). Tem como missão combater a criação industrial de animais e os seus diversos impactos sobre os animais e o planeta.
wilsonWilson Grassi


Wilson Grassi é médico veterinário, escritor, gerente executivo do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, diretor de Bem-Estar Animal da Associação dos Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo (Anclivepa-SP) nas gestões 2006-2009 e 2009-2012, e apresentador do Programa da Proteção Animal exibido da Radio Mundial.
Sociedade Vegetariana Brasileira

"Cuidando de mim" - ensinamentos milenares e ritos tibetanos


Lisboa: Fnac do Centro Comercial Vasco da Gama, dia 16 de Julho pelas 17:00.

CUIDANDO DE MIM ENSINAMENTOS MILENARES E RITOS TIBETANOS  a terapeuta e professora Eneida Magalhães Caetano nos transmite dicas para vivermos a maturidade em sua plenitude. Através da sabedoria tibetana e de cuidados simples em nosso cotidiano, nos ensina que a saúde é um estado fluido e está em nossas mãos. A maioria das doenças depende do nosso modo de vida, comportamento, alimentação, atitudes diante dos problemas e, principalmente, dos nossos pensamentos. Somente uma pequena porcentagem é que vem da genética e que, normalmente, é desencadeada em momentos de estresse. E que a chave para a longevidade e a alegria de viver consiste de dicas simples e da prática dos ritos tibetanos, exercícios físicos que harmonizam o funcionamento de glândulas relacionadas com o rejuvenescimento. 


OS 21 RITOS TIBETANOS, exercícios-meditação-revitalização-rejuvenescimento - O livro ensina como fazer os 21 ritos, os benefícios fisiológicos e sutis de cada um e como escolher sua própria seqüência em momentos de crise. Guardados em segredo por milênios nos mosteiros do Himalaia, os Ritos Tibetanos consistem numa série de exercícios físicos rituais, cuja prática harmoniza o funcionamento das glândulas relacionadas com o envelhecimento e são considerados a chave da fonte da juventude! Os exercícios dos 21 Ritos Tibetanos promovem alongamento muscular, melhoram o tônus e desenvolvem a elasticidade e a contratibilidade. Além disso, tonificam a corrente sanguínea, lubrificam as articulações, aumentam a flexibilidade e coordenação. Ainda fortalecem o sistema imunológico, melhoram o raciocínio e o discernimento permitindo que se manifeste a habilidade. A prática disciplinada dos Ritos produz energia pelo movimento, meditação e respiração e economizamos a energia vital. Através dela nos tornamos aptos a "recarregarmos nossa cota” sempre que precisarmos. Ativamos nosso metabolismo, melhorando a combustão que transforma o alimento em energia e vida, trazendo disposição e equilíbrio.

Eneida Magalhães Caetano, tem formação em medicina preventiva tibetana, lam rim, ritos, medicina tradicional chinesa, shiatsu, psicobioenergética, cuidados posturais, kum-nye, meditação, banhos medicinais, geoterapia, hidrofitoterapia, cura prânica e corpo espelho. Estudou no Brasil, na Europa (1985) e Ásia (1994), após concluir o curso superior. Fundou o "INSTITUTO LAMRIM" em 1998. Autora dos livros: "OS 21 RITOS TIBETANOS, exercícios-meditação-revitalização-rejuvenescimento" , e "Cuidando de mim, ensinamentos milenares e ritos tibetanos". No prelo: "Sabedorias para a Mulher Madura". Ministra cursos para a Mulher Madura e trabalha com os Ritos há mais de 30 anos.
quinta-feira, 30 de junho de 2011

Creme de Milho Verde

Serve 4 pessoas (juntando mais alface)


1 maçaroca de milho verde (doce)
1 tomate maduro
1/4 de pimento vermelho
1 abacate
4 cogumelos
1/2 courgete/abobrinha 
1/2 chávena/xicara de abóbora okaido
1/2 chávena/xicara de tomate desidratado (o meu tinha manjericão) 
Oregãos (de Portugal - oferta do Paulo Conceição)
1 chávena/xicara  de alface iceberg
2 colheres de sopa de azeite do "bom"(este veio da Itália, caseiro...uma amiga do meu irmão Zétó)
Sal dos himalaias (ou outro natural)


Creme


Descascar a maçaroca, tirar os bagos, reservar.
Cortar grosseiramaente o tomate fresco, o pimento,o abacate, os cogumelos, a okaido, o tomate seco e a courgete. Processar juntando um pouco de água (não muita senão fica num molho e queremos creme). Quando esta mistura estiver cremosa juntamos metade do milho e processamos mais um pouco com sal a gosto.


Acompanhamento


Cortar a alface em pequenos cubos e colocar numa travessa ou saladeira, ou directamente nos pratos - juntar o creme e temperar com mais um fio de azeite e oregãos, decorar com o resto do milho. A iceberg é interessante pois fica muito estaladiça. 


Tempo de preparação


10 minutos


Sugestões


Pode-se juntar um alho cru ou cebola para tornar o sabor mais intenso. É importante escolher milho biológico ou de algum produtor local que tenhamos confiança pois o milho é uma das sementes normalmente geneticamente modificadas.

Os símbolos dos produtos bio, (orgânico) ou sustentáveis




quarta-feira, 29 de junho de 2011

Segurança ou Matança...Scanners nos aeroportos provocam cancro/câncer



Por Luís Guerreiro através de várias fontes




TSAVários funcionários da TSA (Transport Security Administration - Administração de Segurança de Transportes dos EUA) contrairam cancro pela exposição à radiação das máquinas de scanner dos aeroportos nos EUA.



Imagem NaturalNews

O mais caricato é que esta agência pretende usar estas máquinas noutros sistemas de transporte como comboios, portos e terminais de autocarros.


Genitais fritos


A parte do corpo a ser primeiro afectada por estes sistemas são os genitais, as células expostas a estas radiações entram em mutação e desenvolvem o cancro. Mesmo se nºao contraírem cancro muitas destas pessoas sujeitam-se a ficar inférteis...forma indirecta de controlo da população...


Perda de audição


Em certos caso verificou-se também perda da audição em pessoas expostas a estas máquinas frequentemente.


Viajantes inocentes expostos à radiação


Para quem tem o "azar" de viajar nestes aeroportos, e alguns tem que o fazer diariamente, os agentes informam que não há perigo nenhum e não existem radiações - para quem sabe um pouco de física - raios x são radiações...ponto final.  
No entanto se quiser perder algum tempo e humilhação pode recusar fazer estes rastreios. Será levado para uma sala à parte  para sofrer uma sessão de "apalpanço". Mesmo assim é melhor do que a "fritura" das nossas partes mais intimas.


Não é só nos EUA


Com a politica de desinformação e o medo criado pelas noticias sobre terrorismo em todo o mundo começam a usar este tipo de máquinas. Em Setembro de 2010 começou a experiência na Alemanha. Segundo a Wikipedia outros países que usam ou vão usar são:


London Luton, UK
Fiumicino, Itália. Será também usado brevemente em Malpensa.
Kelowna International Airport British Columbia Canada - foi usado mas retirado em 2008(não se sabe ... talvez se saiba porquê)
Mas outros aeroportos do Canada continuam a usar tais como: Pearson Airport - Toronto; Pierre Elliott Trudeau International Airport, Quebec; Calgary International Airport, Alberta; Halifax Stanfield International Airport, Nova Scotia.


A lista deve continuar mas podem sempre usar o Google se quiserem saber mais...


Fontes:


http://epic.org/privacy/airtravel/b...
www.PrisonPlanet.com
http://www.naturalnews.com/032841_...
http://www.metrolic.com/full-body-airport-scan-can-they-harm-your-health-110945/
http://en.wikipedia.org/wiki/Millimeter_wave_scanner

Copenhagen – a cidade das bicicletas


Natália Garcia

Como a capital dinamarquesa se tornou referência mundial quando o assunto é utilizar bicicletas como meio de tranporte
“Isso não é Copenhagen não, é uma projeção em 3D do google”, brincou uma amiga, quando víamos juntas essa imagem abaixo.

imagem do Google Street View de Copenhagen
Faltavam dois dias para minha viagem à capital dinamarquesa, primeira parada do Cidades para Pessoas, e fomos juntas “passear pela cidade” no Google Street View. Nós duas estávamos acostumadas a pedalar em São Paulo e parecia de mentira aquela cidade cheia de ciclovias e com quase nenhum trânsito. A expectativa para conhecer Copenhagen e experimentar pedalar por lá só aumentou.
Assim que cheguei ao aeroporto, a primeira surpresa: não havia um estacionamento de carros. É tão fácil chegar ao aeroporto de trem ou ônibus e ele fica tão próximo do centro da cidade (10 quilômetros) que simplesmente não compensa ir para lá de carro. Assim que passei pelas portas automáticas de vidro, o estacionamento que havia era esse:

estacionamento de bicicletas no aeroporto Kastrup, em Copenhagen
Também não demorei a descobrir que as bicicletas são o único transporte público gratuito da capital dinamarquesa. Há vários pontos de bicicletas públicas espalhados pela cidade: você pode retirar uma delas, usar até onde quiser e devolver em outro ponto. É parecido com os sistemas adotados em Paris, Barcelona e Londres, com a vantagem de que não é preciso fazer nenhum tipo de cadastro, ter cartão de crédito, ser habitante da cidade ou deixar um cheque caução. Tudo o que você precisa é de uma moeda de 20 kronos (que vale R$ 6) inserida no cadeado da bicicleta e ela está livre para usar. Ao devolvê-la em outro ponto, você recebe sua moeda de volta. Sim, há problemas de vandalismo. O chefe do departamento de bicicletas da prefeitura, Andreas Røhl, estima que 15% delas sejam depredadas e precisem ser consertadas todo mês. Ainda assim, o serviço continua sendo gratuito – e é usado principalmente por turistas, já que 95% dos moradores da cidade possuem bicicleta própria.


A reporter que vos fala, depois de experimentar as bicicletas públicas

ponto de aluguel de bicicletas

cadeado das bicicletas, que é aberto com uma moeda de 30 kronos
Cycle Chic
Antes mesmo de pesquisar dados sobre o uso diário de bicicletas pela cidade, uma olhada pelas principais avenidas já mostra que esse é o meio de transporte mais utilizado por lá.
Copenhagen, aliás, inaugurou o movimento mundial Cycle Chic – de gente que pedala arrumadinha. A ideia é: “esse é o meu meio de transporte, então vou utilizá-lo com minha roupa de trabalho mesmo”. Daí que mulheres com vestidos e saltos enormes e homens de terno e gravata pedalam em direção ao escritório todos os dias. Inclusive quem trabalha na sede prefeitura, que fica em um prédio antigo bem no centro da cidade. Na área externa do prédio fica esse estacionamento de carros:

estacionamento de carros na prefeitura de Copenhagen
E, na área interna, esses dois estacionamentos de bicicleta:

estacionamento de bicicletas da prefeitura de Copenhagen

segundo estacionamento de bicicletas da prefeitura de Copenhagen
Dados
Depois dessa experiência prática, fui à teoria: pesquisei os dados da divisão modal na cidade. A prefeitura de Copenhagen apura dois tipos de dados: a divisão modal do total de viagens e a divisão modal das viagens do dia-a-dia, feitas para a escola e para o trabalho. Nesse segundo grupo, das viagens do dia-a-dia, ainda há uma subdivisão entre os moradores do centro expandido da cidade e os moradores de toda a região metropolitana da capital dinamaquesa. Você pode ver essa divisão no mapa abaixo.

cidade de Copenhagen
As regiões identificadas como City Center, Amalienborg Nyhavn e Christianshavn compreendem o que a prefeitura considera como centro expandido e, juntas, possuem uma população de 50 mil pessoas. A região metropolitana compreende todos os bairros assinalados e possui um total te 550 mil habitantes, em uma área de 88.25 km2. É uma cidade bem pequena (tem a mesma população que os bairros paulistanos Pinheiros e Lapa somados).
Viagens do dia-a-dia
Considerando a população do centro da cidade, a divisão modal é a seguinte:

viagens do dia-a-dia de população do centro expandido
Agora, se a população total de toda a região metropolitana de Copenhagen for considerada, a divisão passa a ser essa:

viagens do dia-a-dia e toda Copenhagen
Por fim, considerando todas as viagens feitas e a população total da região metropolitana, temos esse terceiro gráfico:

total de viagens de toda Copenhagen
Esse é o único caso em a bicicleta não ganha, perde para o carro. Mas é preciso pensar que os carros são muito  utilizados em viagens de fins de semana para fora da cidade, por isso o percentual aumenta tanto. Ainda assim, é fácil de concluir que a bicicleta é o mais importante modal da cidade. E continua sendo mesmo nos meses de inverno, quando 70% dos usuários de bicicleta continuam pedalando.

ciclistas no inverno de Copenhagen
E a prefeitura faz questão de garantir que continue sendo assim. Não só porque as pessoas ficam mais felizes pedalando, mas porque é economicamente melhor para a cidade. Um carro emite poluentes (o que causa danos de saúde pública), gera mais acidentes e precisa de uma manutenção mais cara na infraestrutura. As ciclovias, por outro lado, são mais baratas, atraem mais turistas, fazem com que as pessoas se exercitem e fiquem mais saudáveis e as bicicletas não emitem poluentes – os gastos com saúde pública caem bastante. A prefeitura colocou todas essas variáveis em uma equação e concluiu que, a cada quilômetro pedalado, a cidade GANHA o equivalente a R$ 0,40, enquanto que a cada quilômetro percorrido por um carro, a cidade PERDE R$ 0,20.
A cidade das bicicletas
Preparei esse vídeo que conta a história da relação de Copenhagen com as bicicletas. Agora, para você que está pensando que em uma cidade tão pequena assim é fácil pedalar e que isso jamais poderia acontecer em cidades grandes como as metrópoles brasileiras, recomendo fortemente que assista o vídeo porque eu não só descobri que é possível como me contaram como fazer.

Esta entrada foi 








Vídeo sobre a história da relação dos moradores de Copenhagen com as bicicletas e que mostra como podemos aprender com seu exemplo e aplicá-lo às cidades brasileiras/portuguesas.


Fonte: http://cidadesparapessoas.com.br/2011/06/copenhagen-a-cidade-das-bicicletas/


Publicado em  por Nati