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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Suma - Ginseng Brasileiro

As raízes de espécies de Pfaffia são utilizadas há muito na medicina popular no Brasil, especialmente como tônicas, afrodisíacas e antidiabéticas. Nas margens e ilhas do Rio Paraná, vegeta naturalmente a espécie Pfaffia glomerata (Spreng.) 


Utilização tradicional
O nome “paratudo” é indicativo da variedade dos casos de utilização. E isto é por conta das propriedades adaptogênicas da planta (propriedades igualmente encontradas no ginseng asiático) que aumentam a resistência do corpo às influências desfavoráveis e tem um efeito fortificante sobre o corpo no seu todo. Desta forma as populações locais o utilizam, por gerações, como um tónico geral, rejuvenescedor, tónico sexual e como remédio geral para numerosos tipos de doenças.








No Brasil, na fitoterapia, ele é utilizado para melhorar a oxigenação das células, estimular o apetite e a circulação, equilibrar os níveis de açúcar no sangue, reforçar o sistema imunitário, o sistema muscular e a memória. Ele permite combater a fadiga crónica, o cancro, a mononucleose, os tumores, a impotência, a artrite, a hipertensão, os sintomas da menopausa, a anemia e numerosas formas de stress.

No Equador ele é considerado como um tónico e um normalizador do sistema cardiovascular, do sistema nervoso central, do sistema reprodutivo e do sistema digestivo. Ele é utilizado para tratar as desordens hormonais, as disfunções sexuais e a esterilidade, a arteriosclerose, a diabetes, as desordens digestivas e circulatórias, os reumatismos e bronquites. Na Europa ele é utilizado para diminuir os efeitos secundários dos contraceptivos, contra o colesterol, para neutralizar as toxinas e como tónico geral reconstituinte na convalescença.


Utilização actual e princípios activos


Nutricionalmente a raiz de Pfaffia paniculata contém 19 diferentes aminoácidos, um grande número de electrólitos, traços minerais de ferro, magnésio, zinco, vitaminas A, B1, B2, E, K e ácido pantoténico. Seu alto teor de germânio é provavelmente a origem de sua utilização como oxigenador ao nível celular. Seu alto teor de ferro pode explicar sua utilização tradicional nos casos de anemia. A raiz contém também compostos originais de saponinas, de ácidos pfafficos, de glicósidos e de nortriterpenos.

A planta é também chamada “o segredo Russo” pois ela é utilizada pelos atletas olímpicos russos por anos, para aumentar a constituição muscular e fortalecer a resistência sem os efeitos secundários dos esteróides. Esta acção é atribuída a um composto do tipo anabolizante chamado beta-ecdisterona e de três glicósidos originais (ecdisteroides) que estão presentes em grandes quantidades na raiz.

A raiz contém uma alta taxa de saponinas (próximo de 11%). As saponinas particulares encontradas na raiz incluem um grupo químico original que os cientistas baptizaram pfaffosídeos. Estas saponinas demonstraram clinicamente uma capacidade de inibir as células de melanomas cancerosos (in vitro) e a regular os níveis de açúcar no sangue (in vivo).

Os pfaffosídeos e os ácidos pfafficos do ginseng brasileiro foram patenteados como compostos anti-tumorais em várias patentes japonesas em meados dos anos 80. Os estudos mais recentes têm demonstrado que a simples administração da raiz permite inibir a extensão dos linfomas e das leucemias. É necessário notar, entretanto, que essa actividade de inibição não elimina as células cancerosas.

Pesquisadores americanos (em 2000) estudaram os mecanismos de acção da capacidade da raiz de Pfaffia de restituir uma forma normal às células sanguíneas falciformes e concluíram confirmando os efeitos contra drepanocitose e reidratante das células falciformes (in vitro).
Composição: alantoina, beta-ecdisterona, beta-sistosterol, daucosterol, germânio, ferro, magnésio, nortriterpenoides, ácido pantoténico, ácido pfaffico, pfaffosídeos A-F, polipodina B, saponinas, sílica, stigmasterol, stigmasterol-3-o-beta-d-glucosido, vitamina A, B1, B2, E, K e zinco. Preparação: O consumo se faz tradicionalmente no Brasil a partir de uma decocção de 10g de raiz fervida em 1L de água. Bebe- se duas taças da decocção por dia. Os herbanistas propõem também a raiz em pó sob a fórmula de cápsulas (a decocção tem um gosto bastante amargo) numa dosagem de 2 a 4g por dia, em função da condição de saúde. Essa dose é possível de ser fraccionada em 2 ou 3 vezes durante o dia.
(nota Luís Guerreiro) Pode ser ainda adicionado o pó em batidos ou outros pratos crus. 




O Brasil é um dos países que possui maior biodiversidade no mundo e a população brasileira tem grande tradição no uso da flora para atender suas necessidades básicas em saúde(Garcia, 2000).

A fáfia é utilizada há séculos pelos índios brasileiros na cura e prevenção de doenças e estudos recentes têm confirmado a sua eficiência (Nishimoto et al., 1984; Nashimoto et al., 1990; Shiobara et al., 1993). As raízes de espécies do gênero Pfaffia são usadas na medicina popular no Brasil, especialmente como tônicas, afrodisíacas e antidiabéticas. Estas espécies, conhecidas popularmente como ginseng-brasileiro e, internacionalmente, comosuma, despertaram a atenção de povos asiáticos e europeus e vêm sendo exportadas em quantidades cada vez maiores. Estima-se que nos últimos sete anos o consumo tenha aumentado entre 15 e 17% ao ano (Corrêa Júnioret al., 2002). São conhecidas por ginseng-brasileiro, principalmente a Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen, P. paniculata Kuntze e a P. iresinoides (H.B.K.) Sprengel, cujos estudos fitoquímicos e farmacológicos já estão bastante avançados.
Entre os princípios ativos das raízes de fáfia está a β-ecdisona, ecdisteróide encontrado em diversas variedades de samambaias, presentes nas gimnospermas e angiospermas. Hormônios de muda análogos a esta classe estão presentes também em insetos e são utilizados na agricultura como inseticidas e, também, na cosmética e na medicina. como os antitumorais (Dinan, 2001; Vigo, 2004).





Componentes principais: pfaffosides, saponinas (nomeadamente a digitalis), alantoinas, beta sitosteróis, triterpenóides, vitaminas A, B1, B2,E,K, zinco.
Planta vivaz originária da bacia amazónica. É muito consumida pelo indígenos da floresta amazónica. Usada como tónico, energético, rejuvenescedor, tónico sexual, é chamada “plantas para todos os males” na medicina tribal.
Tem a particularidade de aumentar o intercâmbio de oxigénio ao nível das células. É muito utilizada para tratar as úlceras gástricas desde há mais de 300 anos.
É muitas vezes creditada por ter efeitos notáveis no equilíbrio hormonal, na estimulação da imunidade e na luta contra o envelhecimento.
Suspeita-se que os atletas russos a teriam utilizado maciçamente como alternativa aos esteróides para aumentar a massa muscular e a resistência.
Tem uma eficácia notável entre os suplementos úteis para a musculação, resistência e capacidade de aguentar o cansaço físico.
Utilização tradicional
- Adaptogénio
- Tónico
- Oxigenação das células
- Estimulador do apetite e da circulação sanguínea.
- Incrementa a produção de estrogénios
- Imunoestimulante
- Reforça o sistema muscular
- Aumenta a memória
- Aumenta a produção de testosterona
- Sistema cardio-vascular
- Colesterol

Contra-indicações:
Os estudos de toxidade em humanos revelaram ausência de toxidade até uma ingestão de 1,5g de raiz.
Certos esteróis contidos na raiz podem ter propriedades ou actividades ligadas a um acréscimo na produção de estrogénio (não provado clinicamente), já que essa planta é utilizada tradicionalmente para regular a menstruação, tratar a menopausa e outros problemas hormonais. É portanto aconselhado às mulheres que sofram de distúrbios de excesso de estrogénio evitarem a utilização desta planta.
É atribuído ao pó da raiz a possibilidade de causar reacção alérgica asmática se inalado. Durante a preparação da decocção tomar cuidado para não respirar o pó/planta.

A ingestão de grandes quantidades de saponinas de plantas em geral tem revelado a possibilidade de causar ligeiros distúrbios gástricos como náuseas ou cãibras intestinais. Nesse caso é aconselhado simplesmente reduzir a dosagem.

Referencias: 
CORREA JUNIOR, Cirino; MING, Lin Chau; CORTEZ, Diógenes Aparício G. Sazonalidade na produção de raízes e teor de β-ecdisona em acessos de fáfia. Hortic. Bras.,  Brasília,  v. 26,  n. 3, Sept.  2008 .  [Links ]. access on  13  Oct.  2010. 
Ginseng Brasileiro . Em Nome da Terra  access on  13  Oct.  2010. 
CORRÊA JÚNIOR C; CORTEZ DAG; MING LC; SOARES W. 2006. Fáfia - o ginseng brasileiro: aspectos agronômicos e fitoquímicos. Editora Clichetec Ltda, Maringá, 22p.  [ Links ]
DINAN, L. 2001 Phytoecdysteroids: biological aspects. Phytochemistry 57:  325-339.         [ Links ]
MARQUES LC. 1998. Avaliação da ação adaptógena das raízes de Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen-Amaranthaceae. São Paulo: USP, 145p. (Tese doutorado).         [ Links ]
NISHIMOTO N; NAKAI S; TAKAGI N; HAYASHI S; TAKEMOTO T; ODASHIMA S; KIZU H; WADA Y. 1984. Pfaffosides and nortriterpenoid saponins from Pfaffia paniculataPhytochemistry 23: 139-142.         [ Links ]
NISHIMOTO N; SHIOBARA Y; INOUE S; TAKEMOTOA T; AKISUE G; OLIVEIRA F; AKISUE MK; HASHIMOTO G. 1990. Ecdisteroides de Pfaffia glomerata. In: Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil, 11. 1990. João Pessoa, Pb.Anais... João Pessoa: Universidades Federais da Paraíba.         [ Links ]
SHIOBARA Y; INQUE SS; KEATO K; NISHIGUCHI Y; OISHI Y; NISHIMOTO N; OLIVEIRA F; AKISUE G; AKISUE MK; HASHIMOTO G. 1993. A nortriterpenoid, triterpenoids and ecdysteroids from Pfaffia glomerataPhytochemistry32: 1527-1530.         [ Links ]
VIGO CLS. 2004. Caracterização farmacognóstica comparativa da Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen eHerbanthe paniculata Martius-Amaranthaceae. Revista Brasileira de Plantas Medicinais 6: 7-19.         [ Links ]

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