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sábado, 6 de setembro de 2008

2º Congresso Vegetariano Brasileiro

Olá!

Tive o prazer de ser convidado para participar no 2º Congresso Vegetariano Brasileiro. Por me encontrar em Portugal não vai ser possivel esta participação. No entanto recomendo a todos os interessados numa alimentação mais saudável se puderem participem. Lá irão encontrar variados workshops sobre Alimentação Viva.

Muita Paz!

Luis Guerreiro


Para mais informações visitem o site da Sociedade Vegetariana Brasileira http://www.svb.org.br/vegetarianismo/avisos/2o-congresso-vegetariano-brasileiro.html

IMPACTOS AMBIENTAIS DA PRODUÇÃO DE CARNE


Instituto Nina Rosa



* Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira - www.svb.org.br
Pecuária e desmatamento; pesca industrial e colapso de espécies oceânicas; aqüicultura e destruição de manguezais; suinocultura e poluição de lençóis freáticos; criação de animais para consumo humano e aquecimento global. Essas e outras relações perigosas estão presentes no caderno "Impactos sobre o meio ambiente do uso de animais para alimentação", produzido pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). Com o respaldo de fontes como FAO, ONU, WWF e IBGE, o caderno revela em que medida a produção industrial de carnes compromete a sustentabilidade em nosso planeta.
Caso você não receba o caderno anexado a esta mensagem, poderá obtê-lo diretamente no site da SVB clicando no link abaixo:

Para receber este informativo, escreva para institutoninarosa-subscribe@yahoogrupos.com.br.



Read this document on Scribd: IMPACTOS AMBIENTAIS DA PRODUÇÃO DE CARNE

Holanda abre discoteca 'mais verde do mundo'

Uma discoteca em Roterdã, na Holanda, reabriu suas portas nesta quinta-feira (4) se apresentando como a casa noturna "mais verde do mundo".

Os proprietários da Watt dizem que a casa é a primeira a seguir todos os critérios estabelecidos pelo Sustainable Dance Club (SDC), um conceito criado na Holanda há dois anos para estimular discotecas a utilizarem fontes alternativas de energia.

Segundo os criadores do novo espaço, os próprios freqüentadores serão a principal matriz energética da danceteria.

A energia é captada por sensores instalados por baixo da pista - convertida para alimentar a iluminação do ambiente.



Ao dançar na pista, uma pessoa pode produzir de 5 a 10 watts, dependendo de seu peso.

Os movimentos são registrados por mecatrônicos que exibem um gráfico de energia que ficará à mostra, servindo de estímulo para os baladeiros.

"Dançando-se mais energeticamente pode-se gerar até 20 watts. Você recebe de volta o que você dá", diz o proprietário da Watt, Aryen Tieleman.

Água da chuva - Nos banheiros, água da chuva coletada por caixas instaladas no teto escorre por tubos transparentes até o vaso sanitário. Dali, segue para ser purificada em tanques no subsolo.

Com isso, o estabelecimento espera economizar cerca de 1.000m³ de água por ano, o equivalente a quantidade necessária para encher uma piscina e meia.

Os conceitos de sustentabilidade também se estendem ao bar, onde serão servidas comidas e bebidas orgânicas.

Os funcionários vestem uniformes fornecidos por empresas escolhidas pelo seu currículo de respeito ao meio-ambiente. A iluminação é feita por lâmpadas que gastam 85% menos energia que as luzes comuns e os copos também serão de material 100% reciclável.

Oásis verde - O clube ainda oferecerá aos freqüentadores um "oásis verde", um complexo criado no telhado para relaxamento e um quintal com plantas onde é possível tomar ar fresco.

Com a adoção dos novos padrões, a Watt espera gastar 50% menos energia do que os clubes não-sustentáveis do mesmo porte e reduzir suas emissões de CO2 em 30%.

O objetivo final dos critérios estabelecidos pelo SDC é a redução do consumo de energia elétrica, água, produção de lixo e a utilização de materiais recicláveis e sustentáveis.

Toda a estrutura tecnológica instalada na Watt foi criada pelas universidades de Tilburg e Eindhoven, além de empresas associadas.

A boate ainda espera contribuir para meta estabelecida por Roterdã, que pretende reduzir suas emissões de carbono em 50% até 2025.

Segundo a assessoria da SDC, donos de casas noturnas no Brasil, Grã-Bretanha, Portugal e Estados Unidos estão em contato com o projeto para estudar a viabilidade de se construir danceterias auto-sustentáveis em seus países.

Fontes: Estadão Online
http://www.youtube.com/watch?v=rzb3VFi3Sew
www.sustainabledanceclub.com/

Produtos verdes conquistam o interesse de brasileiros

Se o modelo de consumo excessivo é um dos vilões do sistema, cabe ao consumidor mudar seus padrões. Além de reduzir seus próprios excessos, uma das maneiras de fazer isso é optar por produtos de empresas responsáveis socioambientalmente.


"A sociedade autorizou a falta de sustentabilidade; como mercado consumidor, vamos ter de desautorizar", afirma Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu, ONG que defende o consumo consciente. "É a demanda do consumidor que vai fazer com que mais empresas invistam em trilhar um novo caminho", diz.

A pressão do público já começa a ser sentida. Pesquisa da consultoria Ernst & Young com 70 especialistas de todo o mundo detectou que os chamados consumidores radical greening (radicais verdes) já são considerados um dos riscos para o negócio, ao lado de mudanças na legislação e inflação, por exemplo, a ponto de influenciar o comportamento das empresas.

Aquelas que não se comprometerem com mudanças poderão ser banidas - as mais visadas são as de energia e do setor automobilístico. "As grandes redes de varejo também trabalham com a perspectiva de que cerca de 18% de seus consumidores fazem uma análise, mesmo que simples, da responsabilidade socioambiental dos produtos antes de escolherem qual levar", afirma o diretor de Sustentabilidade da Ernst & Young, Joel Bastos.

Em resposta, redes como Casas Bahia e Wal-Mart estão adotando o sistema de logística reversa, no qual o mesmo caminhão que entrega um produto ao consumidor já leva de volta as embalagens para reciclagem.

Há ainda alguns indicadores que podem auxiliar o consumidor em suas compras. Um deles é a Escala Akatu, que lista empresas que adotam boas práticas. Outro são os selos, como de produtos orgânicos. "O pessoal ainda reclama que orgânicos são mais caros, mas hoje se desperdiça, em média, 30% dos elementos perecíveis nas casas. Se reduzir isso, dá para comprar o orgânico", diz Mattar. Outro recurso é o Catálogo Sustentável (www.catalogosustentavel.com.br), da FGV, que indica produtos considerados sustentáveis. (Fonte: Giovana Girardi/ Estadão Online)
Com minhocas, sistema doméstico converte lixo orgânico em fertilizante

De essencial, a lata de lixo virou item supérfluo na cozinha da antropóloga Nicole Roitberg, 31. Há um ano, cascas de fruta, aparas de verdura, restos de alimentos, borra de café e saquinhos de chá têm outro destino: a Minhocasa, um sistema de compostagem doméstica em que minhocas convertem resíduos orgânicos em fertilizante natural.

Desenvolvida pelo Instituto Coopera, uma ONG de Brasília, a Minhocasa é resultado de uma experiência australiana adaptada e redimensionada para a realidade brasileira.

Trata-se de um sistema fechado, composto por três caixas plásticas empilhadas. No compartimento do meio, uma colônia de minhocas de duas espécies - vermelha da Califórnia e gigante africana- se alimenta de sobras de alimentos, folhas secas e papel, convertendo-os em dois tipos de adubo: húmus e um biofertilizante líquido.

"Hoje, o lixo seco já tem mercado, virou dinheiro. Há indústria para reciclar latinhas de alumínio e garrafas PET. Não se vê uma na rua", diz o administrador de empresas Cesar Cassab Danna, 35, um dos fundadores do Instituto Coopera. "Mas o lixo orgânico, que, segundo estatística mundial, representa mais da metade de uma lixeira doméstica, é o grande vilão. Mal manejado, é o que mais polui. Gera gás metano e chorume, aquele líquido ácido que acaba no lençol freático e contamina os rios."

Se na lixeira convencional o lixo cheira mal, no minhocário isto não ocorre. Não há fermentação porque a relação entre nitrogênio (lixo molhado) e carbono (matéria orgânica seca) é balanceada na proporção de um para dois, respectivamente.

"Quando há excesso de nitrogênio, o lixo fica muito úmido, entra no estágio anaeróbico e fermenta. O carbono tem a função de aerar o sistema, de criar canais de ar", diz Danna.

Ainda assim, o sistema gera um líquido com pH neutro usado como adubo folhear ou na rega. "Quanto maior for a diversidade dos restos alimentares, mais rico será o adubo."

A seu favor, a Minhocasa tem o fato de 1) ser compacta; 2) não gerar mau cheiro; 3) não atrair ratos nem baratas; 4) não demandar os cuidados requeridos por uma composteira tradicional; 5) ser auto-regulável.

"As minhocas se adaptam de acordo com o espaço físico e a quantidade de comida disponível. Podem ficar até três meses sem receber alimentos. Não morrem, só diminuem ou param a reprodução", diz Danna.

A médica Luciana Tutida, 34, está reciclando o lixo orgânico há três meses. Nesse ínterim, porém, já ficou uma semana sem alimentá-las. "O manejo é simples, tanto que às vezes eu esqueço de colocar lixo e não tem problema", diz. "É gratificante saber que posso ajudar a reciclar o lixo que eu produzo."

Solução doméstica - A idéia de descartar o lixo orgânico da maneira convencional, colocando-o na rua para que seja recolhido pelo caminhão e descartado em lixões ou aterros, há muito tempo não agradava a antropóloga Nicole Roitberg, que trabalha com sustentabilidade ambiental.

"Em sítio, é fácil fazer a composteira e resolver o problema, mas, por morar em apartamento, ainda não tinha resolvido a questão do meu lixo orgânico."

No início, Nicole enfrentou resistência da mãe. "Ela não queria de jeito nenhum. Trouxe de surpresa e deixei um recado: "Dê boas-vindas para a nossa família". Ela não gostou muito, mas, com o tempo, percebeu a importância não só de reciclar o lixo orgânico mas de perceber que a natureza transforma tudo. Uma coisa vira alimento da outra. Ao fazer isso, estamos tentando mimetizar esses processos da natureza."

Praticante da permacultura -manejo sustentável dos recursos naturais a fim de causar o menor impacto ambiental possível-, Danna diz que o grande apelo da Minhocasa é a funcionalidade e praticidade do sistema, mas principalmente a possibilidade de "cada um fazer a diferença".

"Existem muitos paradigmas a serem quebrados em relação ao lixo. Na cabeça de muitos, é aquilo que fede e atrai doença. Mas o lixo é tudo isso sim se mal manejado. Do contrário, torna-se não um poluente, mas um grande nutriente. Se cada um cuida do seu, o benefício para o meio ambiente é muito grande, e o dispêndio financeiro para a coleta, bem menor." (Fonte: Janaina Fidalgo/ Folha Online)

Mais uma colaboração de Paulo Bastos de BH - Obrigado!

Como identificar o falso sustentável

No balaio do falso sustentável, há pelo menos dois comportamentos distintos que têm em comum o fato de não contribuírem de verdade para uma mudança de paradigmas. Um é o do empresário "ingênuo", que até quer fazer algo, mas não se informa sobre o assunto, age de modo equivocado e acaba não contribuindo para uma modificação do processo. Outro é aquele que, apesar de adotar um discurso em que se define como sustentável, não age de acordo, mantendo velhos padrões de produção voltados apenas para o lucro dos acionistas.

É o que em inglês recebeu o nome de greenwashing, ou seja, lavar sua imagem dizendo que é uma empresa verde, mas que continua provocando impacto ambiental.

"Um dos modos mais comuns de fazer isso é, por exemplo, financiar uma ONG com alguma atividade ambiental para esconder que promove impactos pesados, como desmatamento, poluição", afirma Paulo Itacarambi, diretor-executivo do Instituto Ethos, ONG que trabalha com empresas para ajudá-las a gerir seus negócios de forma socialmente responsável.

"Nesses casos costuma-se investir em um marketing agressivo, mas ele é descolado da gestão. Essas informações não aparecem nos relatórios de sustentabilidade, não há transparência", comenta a diretora-executiva da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), Clarissa Lins.

No exterior, em especial nos países desenvolvidos, esse movimento já é tão disseminado que resultou numa lista dos "seis principais pecados do greenwashing", elaborada pela agência canadense de marketing ambiental TerraChoice.

Há 20 anos observando propagandas de apelo verde, a equipe da agência percebeu que o greenwashing cresceu à medida que aumentou o interesse do público por questões ambientais.

A análise das promessas nas embalagens de mais de mil produtos disponíveis em mercados americanos serviu de base para a definição dos pecados. O primeiro e mais comum é o dos malefícios esquecidos - produto destaca um benefício ambiental, como ser reciclável, mas não menciona quanta energia é gasta para sua produção, ou diz que é feito sem testes em animais, mas sua decomposição pode prejudicar a cadeia alimentar.

Outros problemas observados pela equipe são: falta de provas (como lâmpadas que anunciam maior eficiência energética sem apresentar qualquer estudo comprovando); promessa vaga (produto traz dizeres como "verde", "ambientalmente produzido" ou que é "livre de químicos" sem detalhamento); irrelevância (destaca um benefício que é uma obrigação, como ser livre de CFC, substância banida do mercado americano) e a mentira mesmo. O último é o chamado "pecado de dois demônios", que até traz alguns benefícios reais, mas em produtos cuja categoria é questionada, como cigarros orgânicos.

Erro de avaliação - Entre os "equivocados", explica Clarissa Lins, é comum a empresa confundir sustentabilidade com filantropia e assistencialismo, como adotar uma creche ou uma praça e dizer com isso que é sustentável. "Não adianta, por exemplo, plantar árvores, sem rever o nível das suas emissões de gases de efeito estufa, fazer gestão de resíduos ou diminuir o consumo de água."

Muitas estão ainda mais longe disso, porque nunca inventariaram suas emissões para identificar fontes onde é possível fazer reduções. Outras têm o dever de reduzir emissões estabelecido por órgãos ambientais, mas anunciam isso como se fosse uma posição inovadora da empresa. Nessa linha de contar vantagem em cima do cumprimento da lei também é comum ver empresas se vangloriando de respeitar a reserva legal e as matas ciliares, comentam especialistas ouvidos pelo Estado.

Ainda mais grave é fazer apenas algumas mudanças consideradas "cosméticas" sem observar o impacto de sua cadeia de produção. "De que adianta uma construtora, por exemplo, fazer um prédio com captação da água de chuva e aquecimento solar da água de chuveiro sem olhar para seus materiais. A madeira vem de desmatamento? A fabricação do aço tem trabalho escravo, a olaria usa trabalho infantil?", questiona Paulo Itacarambi, do Ethos. (Fonte: Estadão Online)

Obrigado ao Paulo Bastos de BH por enviar o artigo!!!

EM DEFESA DA COMIDA – UM MANIFESTO, Michael Pollan

Nota - Luis Guerreiro: O texto que se segue (a azul) está publicado na integra. Não defendo o consumo de produtos animais por isso aconselho a leitura só como informação e não como recomendação. Também não estou a aconselhar a compra do livro...
Quem quizer realmente mudar a alimentação para uma forma mais saudável poderá encontrar aqui imensos artigos sobre alimentação viva.

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Coma apenas o que a sua avó reconheceria como comida


"Coma comida. Não em excesso. Principalmente vegetais." Eis a primeira recomendação de Michael Pollan, autor de O dilema do onívoro, em seu novo livro Em defesa da comida - Um manifesto, que a editora Intrínseca lança no Brasil.

Sucesso de vendas nos Estados Unidos, a obra, publicada em janeiro de 2008 e que, desde então, mantém-se em primeiro lugar na lista de best-sellers do New York Times, conquistou crítica e leitores por propor a volta à alimentação tradicional, orgânica e saudável dos nossos avós e a valorização do ato social e cultural de comer. Michael Pollan dá dicas de como qualquer um pode se alimentar com "comida de verdade".

Com um texto simples, de fácil compreensão, mas aprofundado, crítico e politizado, Pollan disseca as contradições do marketing da indústria alimentícia, que movimenta 32 bilhões de dólares nos Estados Unidos, e a produção de alimentos norte-americana e suas suspeitas relações com cientistas, sistema de saúde, órgãos governamentais de regulamentação e a mídia.

Em uma reportagem convincente e envolvente, ficamos estarrecidos com fatos como a nova alegação nutricional da agência norte-americana para regulamentação de alimentos e medicamentos (FDA) de que comer batatas fritas de determinada marca, por serem feitas com gordura poliinsaturada, pode ajudar a reduzir o consumo de gorduras saturadas, protegendo, portanto, o sistema cardiovascular. "Assim, uma famigerada porcaria pode passar pelo crivo da lógica nutricionista e sair do outro lado com aspecto de comida saudável", informa Pollan.

O autor explica como, a partir da década de 60, quando cientistas condenaram a gordura animal, só vemos a comida a partir de uma lógica nutricionista. O problema é que esses estudos científicos mudam e se contradizem com muita freqüência.

Um exemplo são os resultados de duas pesquisas de instituições renomadas nos EUA (Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências e Harvard) sobre as gorduras ômega-3, publicados em 2006. Enquanto o primeiro estudo não encontrou provas conclusivas de que a substância fizesse muito bem ao coração, o outro trouxe a notícia promissora de que comer determinadas porções de peixe por semana (ou tomar cápsulas de óleo de peixe) diminui em mais de um terço o risco de morte por ataque cardíaco.

Segundo Pollan, como conseqüência dessa notícia, não tardará o momento em que cientistas da indústria da alimentação, visando a aumentar as vendas para o público preocupado com as doenças cardíacas, adicionarão óleo de peixes e algas a alimentos totalmente terrestres, como pães e massas, leite, iogurtes e queijos, sob a alegação de seus benefícios para a saúde do coração.

Essas observações nos rótulos dos alimentos industrializados, aliás, também são condenadas pelo escritor. E o argumento é simples: "alegações desse tipo num produto alimentício são forte indício de que não se trata de fato de comida", explica. Michael Pollan acredita que alimentos frescos e integrais são melhores do que os industrializados. É o que significa a recomendação "coma comida", citada logo no início.

Embora existam milhares de substâncias comestíveis com aparência de comida no supermercado, tratam-se na, verdade, de bombas de açúcares, gorduras e muito sal. E não estamos falando apenas de fast-foods. Barras de cereais, bebidas energéticas, doces, entre outras delícias "inocentes", altamente industrializadas, produzidas em resposta aos anseios públicos por uma "alimentação mais saudável", que muitas vezes alegam não terem gorduras trans, colesterol ou calorias, apresentam altas doses de corantes, conservantes, glucose de milho e outras várias substâncias artificiais, que além de não fazerem bem ao organismo, não alimentam.

Outra recomendação de Pollan diz respeito a esses elementos artificiais cujos nomes mal se consegue dizer. "Evite comidas contendo ingredientes cujos nomes não se possa pronunciar", explica. Portanto, diante de uma lista de substâncias como "diglicerídeos hidrolizados", melhor não arriscar, porque não se trata de comida, mas de química. Produtos que, em geral, duram muito. Logo, outra dica do autor é "não coma nada que não possa um dia apodrecer" – porque se nem fungo quis comer, significa que não é comida!

Michael Pollan ataca, fundamentalmente, a dieta ocidental, que é mantida pela indústria alimentícia e se alastra com a globalização. A dieta ocidental se baseia em carboidratos refinados, como farinha branca e açúcar, que assim como o óleo vegetal refinado, são produtos da ciência alimentícia moderna. Essa dieta é apontada pelo autor como principal culpada pelas doenças crônicas de que temos sido vítimas na atualidade, como diabetes, AVC, câncer, doenças cardiovasculares, obesidade e outros males.

Antes de mais nada, uma alimentação saudável está baseada em alimentos frescos, encontrados em hortifrútis e feiras, onde a comida pode ser reconhecida de forma simples – rúcula, cenoura, ovo, carne, peixe etc. De preferência, de maneira equilibrada, sendo a carne um acompanhamento e não prato principal, por exemplo. De acordo com Pollan, ocorre nos Estados Unidos um paradoxo: as pessoas estão obcecadas por nutrição e dieta, mas continuam comendo mal. Uma nação de ortoréxicos.

O problema é que toda essa preocupação subtrai o prazer do ato de comer e, aposta o autor, a saúde e a felicidade em geral. Daí o paradoxo dos franceses (ou italianos, japoneses, chineses etc.), que adoram sua comida pesada, mas tem baixos índices de doenças cardíacas e os outros males crônicos da atualidade. A resposta de Pollan é simples: a dieta norte-americana, ocidental, é a única na qual o corpo humano não consegue se manter saudável.

Em defesa da comida defende, na verdade, uma relação saudável com a produção de comida (com respeito à terra) e com o prazer de se alimentar bem, de preferência com uma comida tradicional, feita em casa. Reforçar os valores culturais e familiares do ato de se alimentar. "Estamos entrando numa era de alimentação pós-industrial; pela primeira vez em uma geração é possível deixar para trás a dieta ocidental sem ter também que deixar para trás a civilização. (...) Este livro é o manifesto de alguém que come, um convite para que você se una ao movimento que está renovando nosso sistema alimentício em nome da saúde", explica Pollan.


MICHAEL POLLAN, autor de O dilema do onívoro, best-seller considerado um dos 10 melhores livros de 2006 pelo New York Times, publicou The Botany of Desire e Second Nature. Professor de jornalismo da Universidade da Califórnia, em Berkeley, foi editor-executivo da revista Harper's, e colabora com a revista dominical do New York Times.


Recomendações de Michael Pollan para uma alimentação saudável:


1. Não coma nada que sua avó não reconhecesse como comida.

2. Evite comidas contendo ingredientes cujos nomes você não possa pronunciar.

3. Não coma nada que não possa um dia apodrecer.

4. Evite produtos alimentícios que aleguem vantagens para sua saúde.

5. Dispense os corredores centrais dos supermercados e prefira comprar nas prateleiras periféricas.

6. Melhor ainda: compre comida em outros lugares, como feiras livres ou mercadinhos hortifrútis.

7. Pague mais, coma menos.

8. Coma uma variedade maior de alimentos.

9. Prefira produtos provenientes de animais que pastam.

10. Cozinhe e, se puder, plante alguns itens de seu cardápio.

11. Prepare suas refeições e como apenas à mesa.

12. Coma com ponderação, acompanhado, quando possível, e sempre com prazer.



"Um livro inestimável e intenso."

The New York Times


"Neste livro memorável, Pollan constrói um argumento convincente não só contra o filé, mas contra toda a dieta ocidental."

The Washington Post

"Pollan produziu outro grande livro. Não é apenas uma reflexão. Procura responder questões, e não levantá-las."

Salon.com

Em defesa da comida – Um manifesto, Michael Pollan

Tradução de Adalgisa Campos da Silva

275 páginas

Lançamento: 5 de setembro de 2008

Fonte: http://www.jornow.com.br/jornow/noticia.php?idempresa=1107&num_release=813