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sábado, 3 de maio de 2008

Casais contam como superam a incompatibilidade alimentar

O casal Bruna, vegetariana, e Thiago, "carnívoro", convivem com as diferenças Leo Caobelli/Folha Imagem

O casal Bruna, vegetariana, e Thiago, "carnívoro", convivem com as diferenças

Eles são como água e vinho. Dalva adora comer peixe; Jayme odeia. O único peixe de que ela não gosta é justamente o único que ele aprecia --bacalhau. Jayme é supercarnívoro; Dalva, não. A única carne vermelha que ela põe na boca é a única que ele detesta --fígado. Dalva às vezes toma vinho ou caipirinha; Jayme não ingere absolutamente nada alcoólico.

Se dependesse de afinidades gastronômicas, o namoro de Dalva Barbosa, 38, e Jayme Akira Minoda, 36, nunca teria vingado. Juntos há mais de três anos, os analistas de sistemas transformaram em bom humor as incompatibilidades à mesa.

"Ele é descendente de japonês e, teoricamente, deveria gostar de peixe, né? Mas não, é um japonês que prefere tutu e feijão-tropeiro", brinca Dalva. "Comida japonesa me faz mal. Prefiro feijoada", justifica ele.

Compartilhar refeições, algo tido como um ato de amor e até como uma etapa indispensável no ritual de conquista, pode não ser o ponto alto no relacionamento dos analistas mineiros. Mas tampouco é empecilho. Apesar de não comer porco, Dalva cozinha para o namorado o lombo com bacon de que ele tanto gosta... desde que alguém frite o toicinho. "Não suporto o cheiro", diz ela.

Shoyu a tiracolo

Nem sempre, porém, a incompatibilidade alimentar limita-se ao gostar, ou não, de um sabor. Quando a psicóloga Mariela Nobel, 40, conheceu o psiquiatra Luís, 49, achou lindo ele ter pedido, em uma casa de lanches, um prato sem pão. "Eu me apaixonei. Que homem diferente! Me cativou comendo seu lanche sem pão. Mal sabia eu o que era", lembra Mariela.

Foi num jantar que ela descobriu o porquê de Luís ter declinado o pão: ele é celíaco (tem intolerância permanente ao glúten) e alérgico a milho, leite e derivados. "Rapidamente passou pela minha mente que, se a gente se apaixonasse, eu teria de me adaptar à ausência desses alimentos todos."

Tudo bem não fosse o fato de Mariela ser gourmet, superentusiasta de risotos com bastante manteiga e creme de leite, de queijos, pães e outras iguarias.

"No começo, como sempre gostei de cozinhar, era difícil não poder fazer para ele aquilo que eu sabia. Mas a incompatibilidade acabou acrescentando possibilidades à minha culinária. Graças ao Luís, aprendi a cozinhar diferente. E sabe que as receitas que eu faço agora estão mais gostosas?"

Fora de casa, eles recorrem a restaurantes onde já sabem que há pratos que Luís pode comer, mas não se limitam a eles. Nem que, para isso, tenham de levar na bolsa um vidro de shoyu livre de trigo. "Não ir a restaurantes japoneses era frustrante, hoje não é mais. Trouxeram para ele, de Nova York, um shoyu fermentado a partir da própria soja. Está ótimo! Saímos com a sacolinha, a mamadeira."

Casados há seis anos, a decoradora Fabíola Sigismondi, 30, e o consultor de vendas José Roberto Sigismondi, 30, compartilham a paixão por camarão. Só que, por ele ser alérgico, ela raramente come o crustáceo. "É engraçado, porque casamos e fomos morar em Florianópolis, a cidade dos frutos do mar. Sou desesperada por uma seqüência de camarão. Um dia eu pedi, e ele comeu e passou supermal", diz Fabíola. "Agora, quando vamos para lá, não peço mais, porque ele é esganadinho e vai querer. Só como quando ele não está, ou escondida."

Desta carne, não comerei

No relacionamento dos administradores de empresas Andrea, 30, e Sérgio Salfatis, 34, as diferenças alimentares começaram há cinco anos, quando Andrea resolveu seguir a dieta kosher (comidas preparadas segundo as regras judaicas). Apesar de às vezes invejar os pratos não-kosher do marido --afinal, sabe bem o gosto de cada alimento--, Andrea brinca que o deixa comer o que quiser.

"O Sérgio é mais chato comigo do que eu com ele. Fica tentando negociar o meu prato, definir o que vou comer."

Em tom de brincadeira, ele rebate: "Isso de querer experimentar mais pratos é coisa de grego, eu sou descendente. Só sugiro. Quando a gente viaja e eu a vejo pedindo 'ceasar salad', digo que, se ela quiser, eu posso pegar uma alface e ralar queijo em cima. O custo é muito alto".

Cheeseburguer sem carne

Ovolactovegetariana desde os 11 anos, a nutricionista Bruna Nieble, 25, namora há mais de dois anos o advogado Thiago Pagliuso Teno, 24, louco por picanha e hambúrguer. "Minha sorte é que agora as lanchonetes começaram a pensar nos vegetarianos. Não preciso mais pagar o mico de pedir cheeseburger sem hambúrguer."

Bruna, que dá aula de culinária para crianças, vez ou outra diz ser obrigada a provar carne. "Só degusto nas minhas aulas. No dia-a-dia, não como de jeito nenhum. Ele sabe disso e acha legal, tem esperança que eu deixe de ser vegetariana", diz. Thiago contesta: "Antigamente eu era mais otimista, mas hoje sei que isso não vai adiantar."

Gerente de um restaurante vegetariano, o universitário Amir Abdul, 26, é vegan (não come qualquer produto de origem animal) há nove anos. Ele, que era daqueles que pediam para o garçom "descer no prato o espeto de coração de galinha", recentemente resistiu a um relacionamento porque a menina não era vegetariana.

É Amir quem conta: "Foi amor à primeira vista, mas comecei a imaginar o nosso convívio. Eu não beijaria uma pessoa que acabou de tomar um copo de leite ou que mastigou uma picanha. Sem contar o temperamento de quem consome carne. Altera tudo, até o cheiro [da pessoa]."

JANAINA FIDALGO
da Folha de S.Paulo

Crianças vegetarianas não torcem o nariz para legumes e verduras


Crianças Kelsy, Gabriela e Yuri, que são vegetarianos, adoram legumes e verdurasVocê torce o nariz para jiló ou abobrinha? Então não está no grupo da Nathalia, do Yuri, do Pedro, da Ana Luiza e da Gabriela, que são vegetarianos.

Rafael Hupsel/Folha Imagem


Crianças Kelsy, Gabriela e Yuri, que são vegetarianos, adoram legumes e verduras

Os vegetarianos não comem nenhum tipo de carne: de boi, de frango, de porco ou de peixe. E as crianças explicam que fazem isso pelo amor aos animais. "Os bichinhos são como nossos amigos", diz Yuri Costa, 8.

Eles trocam a carne por verduras e legumes. Não gostam de tudo, mas, ao contrário de muitas crianças, pedem para as mães colocarem no prato boas porções de alface, tomate, cenoura e broto de feijão.

Pedro Schuwenck de Jesus, 7, conta que come verdura, mas não gosta de brócolis. Ele diz que já nasceu vegetariano: "Minha mãe conta que, quando eu era bebê, não queria a papinha com carne".

O garoto já convenceu colegas da escola a comer mais legumes. "Tenho um amigo que não gostava de tomate. Falei para ele que era muito bom, que tinha um monte de vitamina. Ele comeu e gostou".

Nathalia Jordão, 12, conta que um de seus pratos preferido é jiló. "Adoro o gosto amarguinho!" E também prefere uma boa porção de tofu (queijo-de-soja) a um cachorro-quente com uma grande salsicha. Ela seguiu a mãe e virou vegetariana, há mais de dois anos.

A mãe de Yuri não proíbe o garoto de comer carne, mas ele diz que não gosta nem do cheiro. Ele prefere comer milho, couve-flor e, principalmente, quiabo. "Eu como quiabo cru, até sem sal", conta.

Ana Luiza Ablas, 11, é vegetariana como os pais e adora berinjela e rúcula. Ela conta que fez a professora de piano mudar de idéia sobre comida. "Dizia para ela que comer carne não fazia bem. Um dia ela me disse que ia parar e parou. Fiquei feliz", lembra.

Gabriela Alves, 11, tinha uns sete anos quando tirou carne do cardápio. "Em casa, quem primeiro parou foi meu pai. Depois fui eu." Mas ela diz que não foi fácil: "Depois de três meses sem carne, vi que eu já era vegetariana de verdade".

JULIANA DORETTO

Colaboração para a Folha de S.Paulo

28/04/2008 - 15h58

Atividades do Cine Verde


Queridos amigos, ambientalistas e amigos do cinema!!!
Dando continuidade às atividades do Cine Verde, convidamos a todos para mais uma exibição interessante.
Desta vez será exibido um filme francês que satiriza um pouco nossa atual maneira de viver, nos fazendo pensar em como seria essa maneira de viver em comunidade de um forma mais evoluída.
O debate será facilitado por Elishi Tami Sinai, cuja experiência traz muito para nos contar sobre esse novo olhar de vida em sociedade.
Será um grande prazer nos encontrarmos novamente!

Restaurante Girassol e Escola da Natureza em Brasilia.
terça-feira, 29 de abril de 2008

Gabriel 21 meses - crudivoro...

Segundo o pai, Serge, o Gabriel começou logo por volta dos 6 meses a tomar sumo (suco) de clorofila, e hoje em dia ele adora.

Uma criança saudável livre dos venenos típicos da alimentação comum.

Tive o prazer de conhecer o Serge, a Rute e o Gabriel antes da minha vinda para o Brasil em Alvor onde morava. Vejam aqui fotos e vídeo da visita.
Eles são um bom exemplo de uma família devotada aos bons hábitos alimentares e à Alimentação Viva.

Recomendações Ambientais – sugestões que favorecem o ambiente e a sua carteira

Nota: português de Portugal...

Com um pouco de motivação e de atenção não é difícil tornar o nosso dia-a-dia ambientalmente mais são e, simultaneamente, economicamente mais favorável. Listamos aqui um conjunto de recomendações ambientais que nos poderão ajudar no nosso quotidiano.


Há que reconhecer que o dia-a-dia da maioria de nós pode ser ambientalmente bem mais favorável do que é hoje mas, vendo bem, bastam muitas vezes pequenas alterações dos nossos hábitos diários nas direcções certas para que se consigam ganhos ambientais significativos quando somados.

Por outro lado, é interessante notar que a maioria destas afinações ambientais traduz-se igualmente por poupanças no nosso orçamento, o que lhes confere um interesse adicional não negligenciável!

Como contributo para um quotidiano ambientalmente mais são e economicamente menos pesado, listamos de seguida um conjunto de recomendações ambientais que podemos implementar em diferentes circunstâncias.
Em Casa

- Por dia gastam-se muitos litros de água; 10 litros numa descarga de autoclismo, 80 litros num banho rápido, 100 litros numa lavagem de roupa na máquina e 50 litros numa lavagem de louça na máquina. O esforço para poupar água é uma obrigação.

- De cada vez que utiliza o autoclismo deita muita água fora, desnecessariamente. Tente regulá-lo de forma a poupar água. Se não consegue baixar a bóia, pode pôr um objecto que não flutue no depósito e os gastos de água serão reduzidos.

- Como descobrir se o seu autoclismo perde água? Ponha umas gotas de corante no depósito e se vir água corada na sanita, sem ninguém ter puxado o autoclismo, é porque existe uma fuga.

- O caudal de uma torneira é de 11 a 19 litros de água por minuto. Instale um compressor redutor de caudal e poderá reduzir o consumo em 50%.

- Não deixe correr a água enquanto lava os dentes ou faz a barba, pois abrir e fechar a torneira várias vezes é melhor do que deixar a correr água sem necessidade.

- Quando se está a lavar feche a torneira enquanto se ensaboa. Poupará muita água.

- Prefira o duche ao banho de imersão.

- Uma torneira a pingar durante 24 horas, de 5 em 5 segundos, perde 3 litros de água, o que corresponde a mais de 1000 litros de água por ano. Verifique as torneiras e repare as fugas de água.

- Só utilize a máquina de lavar louça ou roupa quando estiverem cheias ou se possuírem programas de meia-carga.

- Para poupar água, não lave a loiça com água corrente, encha o lava-loiça.

- Proceda à rega das suas plantas de manhã cedo ou ao cair da noite. Nessa altura, a evaporação de água causada pelo Sol é menor, pelo que poupará este recurso.

- Quando ferver água utilize preferencialmente uma chaleira ou ponha a tampa se utilizar uma panela, para que não gaste energia desnecessariamente.

- Quando estiver a aquecer um qualquer alimento, coloque a tampa para poupar energia.
- Sempre que for o último a sair de um compartimento da casa apague a luz. Instale detectores de presença que desligam as luzes quando uma sala está desocupada.

- Tente isolar as frestas das janelas e portas para evitar perdas de energia em casa; feche as cortinas para evitar as trocas de energia.

- Sempre que abrir o frigorífico retire tudo o que precisa de uma só vez e rapidamente.

- Mantenha a temperatura do frigorífico acima dos 5-6ºC. Temperaturas inferiores são inúteis e aumentam o consumo de energia em 7-8%.

- Apalpe a comida que está no frigorífico, se estiver gelada, o botão está regulado para temperaturas demasiado baixas. Para poupar energia, aumente ligeiramente a sua temperatura.

- Tente manter as lâmpadas e os globos ou protectores de lâmpadas bem limpos para que a energia gasta seja aproveitada na totalidade. As lâmpadas limpas gastam menos energia.

- Substitua lâmpadas normais, por lâmpadas fluorescentes de baixo consumo. Para além de obter maior luminosidade, poupa energia.

- Tente manter as luzes de que não necessita apagadas. Para ler procure um local perto de uma janela ou com boa luz do dia e atrase ou evite a luz artificial.

- Ao passar a ferro, desligue-o um pouco antes de acabar. Ele manter-se-á quente durante o tempo necessário para acabar a sua tarefa.

- Faça uma reunião familiar para elaborar uma lista de todas as pequenas acções que podem facilmente ser feitas para poupar energia. Estabeleça um plano de poupança e vai ver que as suas contas de electricidade vão diminuir.

- Prefira as máquinas de calcular (e outros aparelhos) que funcionam com luz solar.

- Dê preferência à aquisição de pilhas recarregáveis. Necessitará também de um carregador de pilhas que ficará pago em poucas pilhas.

- Não utilize detergentes com fosfatos.

- Utilize aparelhos que não utilizem clorofluorcarbonetos (CFCs).

- Por ano são usados milhares de metros de toalhas de papel. Tente utilizar toalhas de pano em vez de papel.

- Guarde os sacos de plástico para voltar a utilizá-los. Se necessário, vire-os ao contrário, lave-os e ponha-os a secar.

- Guarde roupa velha ou trapos para poder usar em alturas em que necessita limpar algo como tintas quando está a pintar.

- Observe os livros, brinquedos ou roupas que já não usa. Conforme o caso pode dar os que já não quiser a hospitais, organizações de beneficência ou outras instituições.

- Os aros de plástico que mantêm juntas as latas de refrigerantes podem matar alguns animais que introduzem neles o bico ou o pescoço, impedindo-os de se alimentarem ou respirarem. Quando deitar fora estes aros corte-os.

- Os pesticidas devem ser guardados em local fechado e isolado. Muitos envenenamentos em zonas rurais são provocados por pesticidas.

- Segundo a NASA, as plantas de interior são importantes auxiliares da luta contra a poluição em recintos fechados.

- Deixe sempre os produtos perigosos nas embalagens de origem para evitar que alguém os confunda com outros.

- Desligue o monitor se o computador estiver inactivo durante mais de 15 minutos.

- Se viver numa zona quente, escolha uma cor clara para as paredes exteriores da sua casa, caso contrário, é mais eficiente utilizar tons mais escuros.

- Utilize cores claras no interior da sua casa para que a luz natural e artificial seja mais facilmente reflectida.

- Prefira tintas de água às de base solvente.

- Substitua o ambientador por uma solução de ervas aromáticas com sumo de limão.

- Antes de lavar a loiça mais suja, limpe-a com papel e, se necessário, deixe-a "de molho".

- Evite o uso de papéis decorados, engessados ou perfumados, pois possuem produtos que dificultam a reciclagem.

- Evite o uso de papel de alumínio na cozinha.

- Regue as plantas da casa com a água recuperada da chuva ou com a que sobra na panela depois de alguém ferver ou aquecer vegetais. Esta será mais rica em nutrientes, embora seja necessário deixá-la arrefecer antes da rega.

- Faça o seu próprio estrume com resíduos de jardim (aparas de relva, folhas) e, se necessário, enriqueça-o com matéria orgânica. Informe-se sobre as técnicas da compostagem.

- Adopte uma alimentação mais rica em alimentos de níveis mais baixos da cadeia alimentar - hortaliças, cereais, legumes e consuma menos carne vermelha. Estará assim a reduzir o uso de recursos naturais na produção alimentar.

- Evite aquecedores com a resistência eléctrica à vista, pois o seu consumo é muito elevado e secam demasiado o ar.

- Mantenha os bicos de gás, as placas e o forno limpos, para manter o rendimento.

- Feche sempre bem a porta do frigorífico. Se ficar aberta haverá um maior dispêndio de energia para manter a temperatura e os alimentos poderão estragar-se.

- Na compra de um frigorífico, prefira um com descongelamento manual, em detrimento de um com descongelação automática, porque o primeiro gasta menos energia.

- Se vai construir a sua casa, adopte uma forma rectangular, pois as formas em L, T ou U aumentam o número de paredes exteriores, que ficam expostas ao frio do inverno.

- Proteja as portas de entrada em casa com portas interiores, formando halls de entrada que dificultam a entrada do frio ou do calor na casa.

- Posicione a chaminé da sua lareira numa parede interior, de modo a que o calor gerado não se perca e seja conservado no interior da casa.

- No jardim da sua habitação coloque arbustos e vedações nos lados mais ventosos, para cortar o ar frio, tornando o aquecimento mais eficiente durante o Inverno.

- Posicione as árvores do jardim a sul e oeste da sua casa, para permitir uma sombra refrescante no Verão durante a parte mais quente do dia.
Na Rua

- Nunca deite lixo para o chão. Se for para o campo, praia ou andar de barco leve um recipiente para guardar o lixo. Se puder, apanhe algum lixo que esteja já nos diferentes locais quando aí chegou.

- A água é indispensável à existência da vida animal e vegetal. Deve-se evitar poluir a água, talvez começando por não deitar lixo para os rios, lagos e mares.

- As embalagens de plástico e outro lixo que se deita ao mar matam, por ano, milhares de animais marinhos. Por vezes estes ingerem-nos pensando que é comida. Não deixe lixo na praia.

- Não abandone linhas de pesca, sacos plásticos e garrafas de vidro, pois poderão causar ferimentos a animais.

- Quando circular em qualquer meio de transporte, não deite qualquer tipo de lixo pela janela, mesmo que seja só um papelito. Muito menos despeje lixo fora dos contentores ou nas bermas das estradas.

- Quando despejar lixo em caixotes ou contentores, prefira utilizar recipientes com tampa, para reduzir as hipóteses do lixo ser derramado e espalhado. O lixo espalhado atrai ratos, baratas e moscas, que podem funcionar como vectores de diversas doenças, para além de poluir visualmente.

- Em dias em que não é efectuada a recolha de lixo, evite colocar o seu nos contentores, para que estes não transbordem e o lixo se espalhe.

- O fundo de uma garrafa pode provocar um incêndio por fazer convergir os raios solares quando nele incidem. Não se devem abandonar garrafas no campo ou nas bermas das estradas.

- Quando for às compras prefira sacos de papel ou lojas que os forneçam. No entanto o melhor será levar de casa um saco que lhe tenham dado noutra altura, pois a produção de sacos de papel é, também, causadora de perturbações ambientais.

- Ao fazer compras, escolha produtos com embalagens de papel reciclado.

- Prefira produtos verdes. O rótulo ecológico europeu é a garantia de que o produto causa poucos danos ambientais durante o seu ciclo de vida.

- Muitas embalagens utilizadas nos supermercados e nas hamburguerias são feitas de poliestireno, um derivado do petróleo. Este material não pode ser reciclado e, quando queimado, liberta substâncias que destroem a camada de ozono. Evite-as.

- Evite comer fast food, pois a maior parte das empresas são responsáveis pela produção de enormes quantidades de resíduos. Ao evitar este tipo de alimentos estará a contribuir para a redução do volume de resíduos.

- Prefira alimentos biológicos, pois na sua produção são utilizados menos produtos químicos. Para a além de serem mais saudáveis, são menos ofensivos para o ambiente.

- Prefira as embalagens de cartão às de plástico, por exemplo quando for comprar ovos.

- Prefira os produtos com embalagens de tamanho familiar. As embalagens são responsáveis por cerca de metade do volume de lixo doméstico.

- Dê preferência à utilização de refrigerantes em garrafas recicláveis.

- Quando encontrar aros de plástico na praia corte-os ou, pelo menos ponha-os no lixo para não serem arrastados para o mar. Podem matar alguns animais marinhos.

- Não liberte balões para o ar. Quando os comprar mantenha-os presos para não fugirem, porque podem ir parar ao mar e se algum animal pensa que é comida e os ingere pode morrer.

- Quando passear numa floresta tenha muito cuidado com o que possa provocar um incêndio.
- Os pesticidas e os fertilizantes químicos devem ser aplicados com muito cuidado e com as doses absolutamente necessárias para evitar a poluição do ambiente.

- Quando levar o seu cão à rua remova as fezes, porque elas são geralmente portadoras de bactérias, vírus ou parasitas que podem contaminar as águas ou provocar doenças. Lembre-se que uma criança pode involuntariamente cair em cima de uma delas.

- Quando comprar um jogo ou brinquedo verifique se é bem feito, de forma a durar bastante tempo, para que seja bem aproveitado. Lembre-se que um brinquedo só dura se colaborar e não o estragar.

- Prefira as impressoras a jacto de tinta em relação às de laser, pois as primeiras usam menos 99% de energia durante a impressão.

- Quando comprar um aparelho electrodoméstico, escolha o que gastar menos energia.

- Se for possível, opte por um computador portátil. Este consome 1% da energia de um computador de secretária

- Ao comprar presentes ou objectos decorativos, certifique-se de que não são feitos de materiais extraídos de animais ou plantas em vias de extinção.

- Não compre produtos não certificados feitos com madeira proveniente das florestas tropicais - pau-rosa, mogno, teca, ébano.

- Não compre conchas nem corais, pois, ao fazê-lo, está a contribuir para a destruição dos recifes.

- As folhas, os ramos, as ervas, o estrume e alguns lixos orgânicos podem ser aproveitados para fazer fertilizantes orgânicos, que ajudam a preservar o solo.
- Quando for dispensável não utilize o carro para se deslocar, prefira os transportes públicos.

- Mantenha o carro afinado de forma a poupar combustível.

- O líquido anticongelante usado no sistema de refrigeração dos automóveis é tóxico. Não deixe, por isso, pingos de anticongelante no chão.

- Andar de bibicleta em vez de conduzir um automóvel poupa energia, reduz a poluição e contribui para o seu exercício físico.

- Na praia, não colha nem pise as plantas que crescem nas dunas. O solo desnudado facilita a erosão, e o ataque de agentes atmosféricos, físicos ou químicos.

- Ao visitar uma área protegida, não colha flores, não corte ramos nem faça inscrições nas árvores.

- Poupe combustível evitando a condução nervosa e as acelerações bruscas.

- Partilhe a utilização do seu automóvel.

- Mantenha os pneus com a pressão correcta, evitando o seu desgaste prematuro e um maior consumo de combustível.
Para Reciclar

- Os jornais, as revistas, os cadernos usados, as pilhas, os plásticos, as latas de refrigerantes e das conservas, o ferro, o vidro e outros materiais podem ser reciclados e deverão ser colocados nos ecopontos de forma separada para poderem ser recolhidos selectivamente.

- Antes de colocar o papel nos locais onde pode ser reciclado, verifique se está escrito dos dois lados, aproveite as folhas escrita só de um lado para os rascunhos e para o seu trabalho diário.

- Arranje um local de sua casa para guardar os jornais velhos e leve-os periodicamente a um centro de recolha de papel.

- As pilhas que já não servem devem ser colocados nos recipientes próprios, de onde são levadas para reciclar.

- Não deite garrafas ou outros utensílios de vidro para o lixo. Junte-os e coloque-os nos locais a partir dos quais são recolhidos para poderem ser reciclados.

- Os funcionários de qualquer escritório deitam para o lixo, anualmente, cerca de 500 kg de material reciclável de primeira qualidade. No seu escritório proponha separar o papel que pode ser reciclado e ofereça-se para periodicamente ir ao papelão colocar o papel acumulado.

- A energia que se poupa ao reciclar uma lata de refresco pode fazer funcionar um televisor durante três horas. Quando utilizar uma lata, lave-a e ponha-a num sítio onde possa ser reciclada.

- A energia economizada com a reciclagem de uma única garrafa de vidro é suficiente para manter acesa uma lâmpada de 100 w durante quatro horas.

- Tente utilizar baterias que possam ser recarregadas. Cada bateria contém componentes poluentes, que degradam a área onde são despejadas. Caso não sejam recarregáveis, envie-as para as empresas fabricantes, o que poderá encorajá-las a reciclar.

- Cada tonelada de aço reciclado representa uma economia de 1140 kg de minério de ferro, 454 kg de carvão e 18 kg de cal.

- A produção de alumínio a partir de ferro-velho despende menos 95% de energia do que a partir do minério. Promova a reciclagem deste material.

- Não queime o seu lixo. A queima dos produtos produz gases tóxicos, que contaminam o meio ambiente. Em vez disso faça a separação do lixo e coloque-o nos locais próprios.

- Em vez de queimar as folhas e os restos dos legumes, proceda à sua compostagem.

- Ao aproveitar as folhas das árvores, a relva e outros detritos orgânicos para fazer adubo não está só a reciclar, está também a diminuir o consumo de adubos químicos.

- Comprima as latas, as embalagens em cartão e todos os recipientes volumosos, de modo a reduzir o volume de lixos.

- Ao mudar o óleo do carro, assegure-se de que este não vai para o esgoto ou para o solo. Entregue-o numa oficina que lhe dê um destino adequado.

- Faça as emendas aos seus textos directamente no ecrã do computador, para evitar impressões desnecessárias e o gasto de papel em rascunhos.

- No emprego, em vez de usar copos de papel, utilize a sua própria chávena.

- Use recipientes que possam ser reutilizados para guardar alimentos no frigorífico, em vez de os embrulhar em película aderente ou papel de alumínio.

- As embalagens sujas de líquidos e alimentos devem ser previamente lavadas e secas antes de seguirem para os ecopontos.

- Deixe os medicamentos fora de prazo no farmacêutico e entregue restos de medicamentos ainda com eventual utilização nos Centros de Saúde.

Fonte: Naturlink

É possível ser 100% verde durante um dia?

No dia 22 celebrou-se mais um Dia da Terra. Desde 1970, ano em que se celebrou pela primeira vez este dia, muito mudou no pensamento ecológico. Em 1970 a ideia deste dia emergiu de um caldo fervilhante de ideias progressistas dos opositores à guerra do Vietnam. 38 anos depois, muitas das lutas e reivindicações foram ganhas, ou pelo menos conquistaram a consciência da maioria dos cidadãos ocidentais. Entre os sucessos na consciencialização encontram-se os problemas dos resíduos, da poluição atmosférica, dos resíduos nucleares ou, mais recentemente, das alterações climáticas.

Infelizmente, uma das áreas fundamentais para a própria existência do ser humano continua a ser largamente ignorada e espezinhada no dia-a-dia, em particular no nosso país. Trata-se da área da alimentação. O modelo agro-industrial desenvolvido pela Revolução Verde trouxe-nos as mais diversas ameaças, que entram no nosso corpo a cada dia. A opção de escolha é cada vez menor e somos obrigados a consumir tudo, porque comer é algo que ninguém pode dar-se ao luxo de rejeitar. Pesticidas, fertilizantes, conservantes, aditivos e rações animais com medicamentos ou com próprios restos animais (que deram origem à BSE ou doença das vacas loucas), contaminaram a nossa cadeia alimentar ao longo das últimas décadas.

A última ameaça surgiu com os transgénicos e o direito à escolha de uma alimentação natural pode estar a ser posto em causa com a libertação destes organismos vivos (e, como tal, potencialmente incontroláveis) nos nossos campos agrícolas. Infelizmente, a consciência ecológica da nossa sociedade ainda não atingiu um dos bens mais essenciais para a Humanidade: os alimentos. Prova disso é o artigo que há 2 dias atrás saiu no Diário de Notícias, intitulado "Ser 100% por um dia". No artigo, uma peça aliás muito interessante, a jornalista tenta assumir um comportamento ecológico a todos os níveis - desde os transportes até aos alimentos no supermercado. Em tudo o que procura, encontra mais ou menos sempre o que precisa para ser pelo menos um pouco mais ecológica. Tudo, menos na pergunta sobre transgénicos, onde a jornalista, ao perguntar se têm cereais com garantias de que o milho não é transgénico, recebe um "Ui, isso não sei...", com um sorriso do funcionário que estava a ser tão prestável.

É sobretudo por esta razão, pela falta do nosso direito à escolha, que a luta contra os transgénicos é hoje uma luta tão importante e urgente de travar. Porque é agora que temos que mostrar e gritar que queremos decidir aquilo que comemos e não ser forçados a consumir alimentos que foram manipulados em laboratório por um punhado de multinacionais de interesses duvidosos. Porque devemos dizer que os seres vivos e a alimentação são um bem de cada ser humano e do planeta Terra e não devem ser propriedade de uma empresa que detém uma patente. Porque os agricultores têm direito às suas sementes e nós temos direito ao nosso prato.

Se não agirmos agora, quando os transgénicos estiverem por todos os campos, fazendo sorrir os CEOs da Monsanto, da Pioneer, da Syngenta ou da Bayer, então será tarde demais. Numa Natureza em que não há fronteiras, também os nossos pratos serão uma parte do gigantesco laboratório de ensaios destas empresas. É tempo de dizer basta e de enfrentar os interesses obscuros da indústria e a sua infiltração na esfera política. A vontade dos cidadãos deve ser respeitada, para que o Dia da Terra também seja um dia dos seres humanos!

Gualter Barbas Baptista
22 de Abril de 2008

Fonte: http://gaia.org.pt/node/14414

Razões Ambientais para o Vegetarianismo

Nota:(Luís Guerreiro) Na Alimentação Viva e crua gastamos ainda muito menos água sendo esta sem duvida uma alimentação mais sustentável...

O vegetarianismo não é apenas uma solução para os problemas éticos
associados à produção de carne. É também uma forma de resolver graves
problemas ambientais que existem em todo o Mundo, incluindo Portugal.

Em primeiro lugar, e de especial interesse para os defensores dos
direitos dos animais, está a diminuição da biodiversidade (1). Esta
decorre de uma degradação e destruição de habitats naturais, para a
produção animal que consome cerca de 70% da superfície agrícola mundial
e um terço da superfície da Terra (2). O aumento gradual do consumo de
carne tem levado nos últimos anos à progressiva destruição de habitats
únicos como a floresta amazónica, com mais de 20 milhões de hectares
destruídos para a criação de terrenos de pastoreio desde 1970 (1). A
destruição da vegetação para a criação de terrenos para pastoreio
provoca um segundo problema gravíssimo (2). Desprotegidos, os terrenos
são facilmente degradados com o aumento da erosão, estando entre 700
milhões e 3 biliões de hectares em todo o Mundo em risco de se perderem
(1). Quando um solo já não serve para o pastoreio, novos habitats
naturais são destruídos para continuar a produção de carne (2). A
produção animal é apontada como a principal causa para a desertificação
(3). Num terreno onde é produzido 1 kg de carne, podem ser produzidos 30
kg de cenouras mais 20 kg de maçãs mais 50 kg de tomates e mais 40 kg de
batatas (2).

Outro grave problema associado à produção animal é a destruição de
recursos hídricos, seja pelo elevado consumo de água (provocando seca),
seja pela poluição que é lançada aos rios. Para produzir um quilo de
produtos vegetais são necessários cerca de 100 litros de água mas para
produzir um quilo de carne é necessário gastar entre 2000 e 15000 litros
de água potável (2). Por outro lado, o estrume e urina lançados nos rios
provocam a contaminação dos lençóis de água tanto por amónia que é
altamente tóxica para os peixes como pelo nitrogénio e fósforo que
provocam "booms" (grande e repentino aumento da população) de algas que
levam à destruição total dos ecossistemas aí existentes (3). Em Portugal
as suiniculturas, com uma criação nacional anual superior a 2 milhões de
porcos, são o principal problema de poluição fluvial (4).

Por fim, tendo em conta todo o processo de produção animal, pode
dizer-se que esta actividade provoca um efeito no aumento do aquecimento
global ao mesmo nível que a poluição automóvel ou industrial (2). Por
exemplo, anualmente a criação de animais é responsável pela libertação
de 15 milhões de toneladas de metano, sendo que este gás contribui 25
vezes mais para o efeito de estufa do que o dióxido de carbono (2). O
aumento previsto de cerca de 2ºC para os próximos anos afecta, não só a
vida humana como também a dos animais, provocando a desregulação entre
vários ciclos de vida de animais e plantas (1).

Pela abordagem ambiental a dieta vegetariana gasta muito menos recursos
(área arável e água), polui muito menos e conserva melhor os
ecossistemas terrestres e aquáticos onde habitam animais e plantas.

É mais um óptima razão para deixarmos de comer seres sencientes e
optarmos pelo vegetarianismo.

Hugo Evangelista
(Associação Vegetariana Portuguesa 2005)

Referências:

1. "Livestock & the environment: Finding a balance", FAO (Organização de
Alimento e Agricultura das Nações Unidas), 1997. 2. "The Ecological and
Economical Consequences of a Meat Orientated Diet", União Suiça para o
Vegetarianismo, 2003. 3. Vegan Outreach, www.veganoutreach.org [2]. 4.
"Quercus quer revolução na agro-pecuária e na actuação do Governo nos
aspectos ambientais deste sector", Quercus, 2004.

Curiosidade:

Só no Reino Unido, com uma população de cerca de 58 milhões de pessoas
e, felizmente, já com um número significativo de vegetarianos, são
torturados e mortos por ano 2,3 milhões de bovinos, 18 milhões de
ovinos, 14,2 milhões de suínos, 723 milhões de galináceos (12,5 vezes a
população do Reino Unido) , 39 milhões de perus e 13 milhões de patos,
entre outros mamíferos e aves (os quais são, de acordo com a biologia
moderna, tão sensíveis à dor como um ser humano)



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Produção Animal / Degradação Ambiental e Fome no Mundo

Introdução

Nos países desenvolvidos é impossível ignorar a relação entre a produção
animal e o desastroso impacto económico-ambiental. O custo da criação
intensiva de gado, aves, porcos, cabras, carneiros e peixes, para
alimentar uma população humana excessiva e em contínuo crescimento,
inclui a fome nos países do terceiro mundo, o uso indevido da água e do
solo, o alto nível de contaminação produzido por fezes de animais, o
aumento nas taxas de doenças cardíacas assim como outras enfermidades
degenerativas e a destruição das florestas. A permanência desta situação
contribuirá para a desertificação, a extinção de muitas espécies animais
e vegetais e as alterações climáticas. Desmesurada e consumidora
excessiva de recursos, a produção animal é portanto, incompatível com os
recursos naturais e ecossistemas da Terra.

Números....

Degradação Ambiental

Consumo e contaminação da água e ar:

A produção de ração e de forragem para o gado requer uma enorme
quantidade de água, resultando na escassez de água em certas áreas. Só
nos Estados Unidos, mais de metade da água consumida para todos os fins
é gasta na produção animal. Consequentemente, lençóis de água como o
gigantesco aquífero Ogalalla (Estados Unidos), estão a ser rapidamente
esgotados. Em paralelo, um dos factores mais poluentes da água é a
acumulação e descarga de resíduos animais. O nitrogénio proveniente
destes resíduos é convertido em amónia e nitrato e infiltra-se nas águas
do subsolo e da superfície, poluindo a atmosfera, contaminando poços,
rios e riachos e matando a vida aquática. De acordo com a Agência de
Protecção do Meio Ambiente dos Estados Unidos, cerca da metade dos poços
e todos os riachos do país estão contaminados por poluents oriundos da
pecuária. Na Holanda, os 14 milhões de animais que ocupam os estábulos
do sul produzem tanto esterco que o nitrato e o fosfato saturam camadas
da superfície do solo e contaminam a água. A amónia proveniente da
indústria de criação de animais é sozinha a maior fonte de deposição
ácida nos solos holandeses, provocando mais prejuízos que os automóveis
e as fábricas, segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública e Protecção
Ambiental do país.

- Produção de excremento pela criação de animais dos EUA: 104.000 Kg por
segundo.
- Resíduos criados por um rebanho de gado de 10.000 cabeças: igual a uma
cidade de 110.000 habitantes.
- Poluição da água atribuível à agricultura, incluindo a vazão de solo,
pesticidas e estrume: maior do que todas as fontes industriais e
municipais combinadas.
- Num só gole, uma vaca bebe até 2 litros de água; ao fim de um dia
consome cerca de 100 litros. Para produzir 1kg de carne de vaca
gastam-se 43.000 litros de água, enquanto que um 1kg de batatas requer
menos de 50 litros de água.

-Número de litros de água necessários, na Califórnia, para produzir 1 kg
comestível de: Tomates - 39 ; Alface - 39 ; Batata - 41 ; Trigo - 42 ;
Cenoura - 56 ; Maçã - 83 ; Laranja - 111; Leite - 222 ; Ovos - 932 ;
Galinha - 1.397 ; Porco - 2.794 ; Carne de gado - 8.938

- Tempo que leva para uma pessoa usar 20.000 litros de água no banho (5
duches por semana, 5 minutos por banho, com um gasto em média de 15
litros por minuto): um ano.

Desflorestação e desertificação:

Todos os anos, cerca de 200.000 quilómetros quadrados de florestas
tropicais são destruídas de forma permanente ocasionando a extinção de
aproximadamente 1000 espécies de plantas e animais. A exploração e
devastação constante de novos solos (muitas vezes abandonados poucos
anos depois) para criação de pastos para gado, leva à utilização
excessiva da terra o que resulta na contínua perda da camada fértil do
solo. Pressões da competição levam os donos das unidades de produção
animal a optar por métodos de produção de baixo custo que deixam o solo
exposto ou a submeter terras fracas à produção intensiva, resultando na
sua destruição permanente. Por todo o planeta, a terra, que é a própria
base da produção de alimentos, está a ser rapidamente desertificada.
Desertificação é o empobrecimento de ecossistemas áridos, semi-áridos e
sub-áridos pelo impacto das actividades humanas. As regiões mais
afectadas pela desertificação são as áreas produtoras de gado, inclusive
o oeste americano, a América Central e do Sul, a Austrália e a África
Sub-saariana. A desertificação dos campos e florestas deslocou a maior
massa migratória na história do mundo. No virar deste século, mais de
metade da população irá viver em áreas urbanas.

- Perda corrente anual da camada fértil da terra na agricultura nos
Estados
Unidos: mais de 5 biliões de toneladas.
- Terra própria para o cultivo nos Estados Unidos que foi
permanentemente removida devido à excessiva erosão: um terço.
- Terra fértil perdida na produção de um quilo de carne: 77 quilos.
- Erosão do solo associada a culturas destinadas à alimentação do gado e
à produção de pastagens: 85%.
- Camada superior de solo perdida anualmente no mundo em terras
utilizadas para a agricultura: 26 biliões de toneladas. -Tempo
necessário para a natureza formar cada 2,5 cm de terra fértil: 200 a
1000 anos.
- Causa mortis histórica de muitas grandes civilizações: esgotamento do
solo.
- Quantidade de terra tornada improdutiva pela desertificação anualmente
no
mundo: 21 milhões de hectares.
- Percentagem de solos que sofrem desertificação: 29% .

- Principais causas de desertificação:
Pastoreio excessivo, cultivo intensivo da terra, técnicas impróprias de
irrigação, desflorestamento, falta de reflorestamento - factor principal
em todos os casos: produção animal.

- Na América Central as unidades de produção animal destruíram mais
florestas do que qualquer outra actividade.
- 90% dos novos fazendeiros da Amazónia abandonam as terras em menos de
8 anos, em razão do solo se encontrar totalmente esgotado.
- Florestas devastadas na América Central para dar lugar a unidades de
produ ção animal: 25%.
- Taxa actual da extinção das espécies devido à destruição das florestas
tropicais e seus habitats: 1000/ano.
- Remédios disponíveis hoje derivados das plantas: um quarto.


Fome no Mundo

A fome no mundo é uma realidade dolorosa, persistente e desnecessária.
No momento, existe suficiente terra, energia e água para bem alimentar
mais do que o dobro da população humana, contudo metade dos cereais
produzidos é destinada aos animais enquanto milhões de seres humanos
passam fome. Em 1984, quando centenas de etíopes morriam diariamente de
fome, a Etiópia continuava a cultivar e exportar milhões de dólares em
alimento para o gado do Reino Unido e outras nações da Europa.

- Número de pessoas que morreram como resultado de desnutrição e fome em
1992: 20.000.000.
- Número de crianças que morrem em decorrência da desnutrição e fome a
cada
dia: 38.000.
- Frequência com que morre uma criança na terra como resultado de
desnutrição e fome: a cada 2,3 segundos. -Quantidade de cereal e soja,
em quilos, necessária para produzir um quilo de carne actualmente nos
Estados Unidos: 7.
- Pessoas que podem ser nutridas usando a terra, a água e a energia que
seriam libertadas se os norte-americanos reduzissem seu consumo de carne
em
10%: 100.000.000.

Um estudo realizado aos recursos populacionais demonstrou que se toda a
população mundial fosse vegetariana, tudo aquilo que é despendido na
produção animal, dava para alimentar 10 biliões de pessoas, ou seja,
mais do que a população que é prevista em 2050.



Conclusão:



O que se pretende aqui é chamar atenção para um importante aspecto da
vida diária, que são os hábitos alimentares, e mostrar como eles se
encontram hoje estreitamente ligados ao quadro da miséria, subnutrição e
fome. Estão também ligados a um enorme desperdício, à degradação do meio
ambiente e à má saúde da população como um todo.

Muitos estão preocupados com os graves problemas ambientais e sociais
com os quais nos defrontamos a nível global, contudo, poucos estão
cientes das enormes implicações que o simples acto de comer tem sobre
vários destes problemas. Ao investigarmos esta questão, vemos que
existem efeitos de amplo alcance na mudança fundamental das nações
ocidentais, que se deu, sobretudo, depois da II Guerra Mundial, de uma
dieta composta principalmente de alimentos de origem vegetal para uma
dieta à base de alimentos de origem animal.

Analisando estes problemas até à raíz - os hábitos alimentares -
conseguimos concluir que ao modificar as nossas dietas, podemos
desempenhar um importante papel no sentido de ajudar a curar a Terra e a
criar um mundo sustentável para os futuros habitantes.


Referências:


http://www.vegetarianismo.com.br/artigos/producao.htm [3]
http://www.avozanimal.com.br/index1.htm [4]
http://www.vegetarianismo.com.br/artigos/pecuaria-moderna.html [5]
http://www.vegetarianismo.com.br/artigos/agricultura-moderna.html [6]

1 litro de água pelo seu carro limpo

Deixar seu automóvel limpo com um litro de água? Sim, dá para fazer isso. Guilherme Motta Lima, montou uma empresa, em São Paulo, que vende triciclos (foto) equipados com um kit de limpeza para lavar carros onde eles estiverem estacionados. Com flanelas e uma espécie de cera diluída, é necessário apenas um litro de água para fazer a chamada “lavagem a seco”.

A proposta além de ecológica, ajuda na geração de renda, criando oportunidade de emprego. Os lavadores compram o triciclo por 500 reais, mais o kit de limpeza separadamente. Lima explica que a lavagem a seco é mais rápida e barata que a convencional que gasta até 300 litros de água. Quando o carro está muito sujo de lama, deve-se usar um pouco de água antes para tirar o excesso de sujeira.

O desperdício de água no Brasil é enorme. Em um ano, 38 milhões de pessoas poderiam ser abastecidas com a água perdida pelo mau uso. Só nas capitais, são 2,5 milhões de litros d´agua desperdiçados todos os dias. No começo desse mês, a Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou projeto de lei para punir o uso irracional da água com multa de até R$1.488,00. O projeto considera desperdício lavar calçadas, veículos e regar jardins com mangueira e máquina de pressão a jato. O projeto ainda não foi aprovado pelo governo do Estado.

(Thaís Ferreira)

Fonte: Blog da Terra

Visite a Amazônia em Nova York

A maior mostra mundial sobre a floresta chegou essa semana a Nova York. É a oitava edição da exposição “Amazônia Brasil”, que já passou por São Paulo, França e Suíça. Músicos e artesãos brasileiros também participam do evento. Uma instalação com um mapa vivo da floresta é a grande atração. A recriação de ambientes e moradias típicas da região pode ser conferida no South Street Seaport, no Píer 17, em Manhattam. Eventos culturais e uma feira de artesanato acontecem em outros 11 pontos da cidade. A exposição começou essa semana e vai até o dia 13 de julho. O projeto é uma iniciativa da ong Saúde e Alegria em parceira como Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), que representa cerca de 600 entidades da região. A estimativa é que 400 mil pessoas participem do evento.

Além da programação cultural, também acontece durante o evento uma conferência das Nações Unidas (ONU) sobre o aquecimento global e a Amazônia. Na sede da ONU, uma parte da exposição é dedicada aos efeitos das mudanças climáticas na maior floresta tropical do mundo.

Para quem não pode visitar Nova York, nem a Amazônia, o Blog do Planeta faz uma prévia da exposição do fotógrafo Araquém Alcântara, que acontece no Píer 17.









(Juliana Arini) - Blog daTerra Link da nota
A mato-grossense Juliana Arini cobre meio ambiente há 12 anos. Já trabalhou para ONGs, como o WWF, e produziu reportagens para a National Geographic. Tenta convencer os paulistas a parar de comer hambúrguer para salvar a Amazônia.

A culpa é do sabonete?






O Greenpeace começou ontem (23)uma
campanha global responsabilizando a empresa Unilever, em especial a marca de sabonetes Dove, por parte do desmatamento na Indonésia. Assim como o Brasil, a Indonésia guarda uma das maiores porções de floresta tropical e é uma das campeãs mundiais de desmatamento. Segundo o Greenpeace, haveria provas de que firmas indonésias cortam a floresta para plantar palmeiras que fornecem óleo vegetal para a Unilever fazer produtos de higiene, como o sabonete. A organização fez um vídeo (acima) com a denúncia, que está circulando entre os internautas.

Em nota oficial, a Unilever diz que se preocupa com a produção sustentável do óleo. “Utilizamos óleo de palma em alguns de nossos produtos, mas também temos um longo histórico na promoção de sustentabilidade, por exemplo, em chá e pesca. Somos a empresa líder na busca de soluções de longo prazo para a obtenção de óleo de palma sustentável”, diz a nota da empresa.

A Unilever também afirma que está em processo de certificar a produção do óleo de palma. “Presidimos a Mesa Redonda sobre Óleo de Palma Sustentável (Roundtable on Sustainable Palm Oil) ou RSPO, uma coalizão abrangente de organizações que inclui OXFAM, WWF, proprietários de plantações, fabricantes e varejistas. Em novembro, a RSPO acordou um sistema de certificação para a produção sustentável de óleo de palma. Este novo sistema de certificação engloba muitas das preocupações da Greenpeace”, afirma a nota da Unilever. Mais informações, em inglês, no site internacional da empresa.

(Alexandre Mansur) Link da fonte

Os 10 melhores sites verdes do Brasil

28/04/2008


O movimento ambiental brasileiro tem uma rede crescente de colaboração na Internet. As principais organizações ambientalistas oferecem sites especiais com informação e militância ecológica. A Época participa com o Blog do Planeta dentro da seção especial Pense Verde, com nossas reportagens ecológicas. Essas iniciativas inspiraram cidadãos comuns a montarem blogs individuais ou coletivos que organizam campanhas e debatem os principais dilemas de quem busca uma vida mais sustentável para o planeta. Repare como todos esses ciberativistas verdes linkam-se uns aos outros. Na militância pela Internet, um apóia o outro e todos crescem juntos. Mais ecológico, impossível. A seguir, os dez sites mais ativos no ecossistema virtual do país.

Instituto Sociambiental

A organização tem a mais completa base de dados sobre os povos indígenas do Brasil, mapas com o estado da Amazônia e informações sobre as áreas de conservação.

O Eco

A agência de notícias ambientais sem fins lucrativos montou uma rede de colaboradores que traz reportagens exclusivas dos recantos mais escondidos do país.

Greenpeace Brasil

A ONG militante sabe cativar os internautas. Oferece vídeos engraçados, blogs dos ativistas e notícias das ações do Greenpeace pelo mundo. É um convite à ação ecológica.

Faça sua parte

A empresária carioca Silvia Schiros começou um blog que acabou virando uma ação coletiva com mais outros 11 blogueiros. Gente comum que ganhou relevância na rede.

WWF Brasil

A organização ambientalista montou um site com informações atualizadas sobre as principais questões ecológicas do mundo. É uma fonte de referência completa.

Mude o Mundo

O blog do escritor e ilustrador Fábio Yabu é movimentado. Dá dicas para uma vida ecologicamente correta, sem perder a elegância.

Esquecimento Global


Os autores do banco de fotos Imagem Brasil Fotoarquivo, especializado em paisagens naturais, montaram um blog para promover a preservação dos belos cenários nacionais.

Outra agricultura

Gabriela Vuolo, especialista em alimentação do Greenpeace, criou um blog pessoal para debater agricultura orgânica e alimentação saudável, do ponto de vista militante.

Apocalipse Motorizado

Inspirado no Movimento Ludita, revolta operária inglesa do século XVIII contra a mecanização, o blog prega alternativas para a cultura do automóvel.

Ambiente Brasil

O portal de notícias especializada em ecologia apresenta a cobertura mais completa do tema. Você pode até buscar por assunto específico.

(Alexandre Mansur) Blog do Planeta
Editor de Ciência & Tecnologia da revista Época. Cobre meio ambiente há 16 anos. Já ganhou alguns prêmios, como o Reuters-IUCN Media Award.

Os 10 melhores sites verdes internacionais

28/04/2008


Nos últimos meses, a evolução da consciência ecológica global foi acompanhada pela multiplicação de sites e blogs com notícias, serviços e ativismo ambiental. A Internet, como seu espaço natural para participação democrática – qualquer um pode criar o seu blog e virar um militante ambiental influente – é o terreno mais fértil para cultivarmos os novos valores, hábitos e tecnologias rumo a um planeta mais hospitaleiro e saudável. Preparei uma lista com os melhores sites sobre meio ambiente e vida ecologicamente inspirada.


Grist

Virou o principal portal de ecologia americano. É bastante centrado nos problemas e soluções dos Estados Unidos. Mas traz novidades instigantes para todos nós.

Tree Hugger

Você não precisa abraçar árvores para ficar em paz com a natureza. O Tree Hugger é um dos melhores pontos de referência para levar uma vida com menos impacto ambiental.

Dot.earth

Em seu blog, o repórter Andrew C. Revkin do jornal New York Times investiga os esforços para que nosso planeta sustente 9 bilhões de pessoas com conforto.

New Scientist

O blog é alimentado pelos repórteres e colaboradores da revista britânica New Scientist. Tem posts originais e provocantes sobre o tema.

Real Climate

O meteorologista americano Roger Pielke montou um blog para desfazer as confusões em torno da ciência das mudanças climáticas. É um dos pontos de encontro entre os pesquisadores e o público interessado.

EcoGeek

O blog conta o dia-a-dia da revolução tecnológica que promete ajudar a salvar o planeta e ainda preservar o nosso confortável estilo de vida.

Greenpeace Internacional

A ONG montou um time criativo de ativistas que usa bem as armas da internet para pressionar empresas e governos. Experimente tentar ficar impassível diante deles.

Edouard Stenger

O blog independente do pesquisador francês Edouard Stenger sempre traz alguma análise sensata e diferente do que você está lendo nos outros lugares.

Natural History Museum

Conhecer e entender o mundo natural nos dá motivos para defendê-lo. O site do Museu de História Natural de Londres é uma expedição sem fim.

Planet Nature

A elite da ciência publica suas pesquisas na revista britânica Nature e troca idéias no blog. É ali que está a fronteira do conhecimento sobre natureza, genética e ciência em geral.

(Alexandre Mansur) - Blog do Planeta
Editor de Ciência & Tecnologia da revista Época. Cobre meio ambiente há 16 anos. Já ganhou alguns prêmios, como o Reuters-IUCN Media Award.

O mito da falta de terra cultivável

25/04/2008


O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), defendeu o direito ao desmatamento --desde que não o ilegal-- como forma de enfrentar a crise global de alimentos,
em entrevista a Folha de S. Paulo. "Com o agravamento da crise de alimentos, chegará a hora em que será inevitável discutir se vamos preservar o ambiente do jeito que está ou se vamos produzir mais comida. E não há como produzir mais comida sem fazer a ocupação de novas áreas e a retirada de árvores."

O problema desse tipo de discurso é que ele estimula o desmatamento ilegal. Afinal, ninguém precisa discursar para defender o que já está na lei. E Mato Grosso tem um quarto das 36 cidades apontadas pelo ministério como as campeãs do desmatamento ilegal.

Além disso, o discurso de Maggi também dá força para a base parlamentar que discute na Câmara um projeto de lei para reduzir a proteção da floresta. Hoje, só é possível desmatar 20% da área. Os fazendeiros querem mudar para 50% da área, e ainda conseguir o perdão do que foi desmatado ilegalmente até hoje.

O discurso de Maggi se ampara em uma falsa premissa: a de que falta terra para expandir a produção no país. Isso é um mito alimentado pelos que lucram com a devastação. O Brasil já tem áreas desmatadas, abandonadas ou mau aproveitadas, que somam um território equivalente aos Estados do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Cerca de 56 milhões de hectares são ocupados por uma pecuária de baixa produtividade. Ali, cada boi pasta num terreno equivalente a dois campos de futebol. Em fazendas mais modernas, em São Paulo, a mesma área sustenta seis cabeças. Isso foi publicado em reportagem recente da Época.

A principal razão para o desmatamento não é necessariamente aumentar a produção agrícola. Isso seria possível com investimentos em produtividade. A expansão da agricultura e da pecuária na Amazônia ainda ocorre porque é fácil e lucrativo se apropriar de terra pública. Os invasores invadem áreas de floresta pública (a maior parte da Amazônia) e roubam madeira. Com lucro da venda ilegal das toras, desmatam a terra e levam bois para lá para garantir sua ocupação – que lhes daria direito de posse.

(Alexandre Mansur) - Blog do Planeta
Editor de Ciência & Tecnologia da revista Época. Cobre meio ambiente há 16 anos. Já ganhou alguns prêmios, como o Reuters-IUCN Media Award.

Ratos cegos vêm a luz inserindo uma proteína retirada de algas

Conseguiu-se que ratos cegos reagissem à luz inserindo uma proteína retirada de algas nos seus olhos.
Um método semelhante poderá um dia ser utilizado no tratamento de certo tipo de cegueira em humanos, esperam os investigadores responsáveis pela descoberta.
A proteína sensível à luz, chamada canal-rodopsina-2 (ChR2), é utilizada pelas algas para detectar luz para a fotossíntese. Alguns investigadores estão interessados na sua utilização para substituir fotorreceptores danificados ou ausentes nos olhos de animais.
Esta situação acontece em várias doenças humanas, incluindo os últimos estados de uma forma relativamente comum de cegueira: a degeneração macular relacionada com a idade. Actualmente não existe cura para estes pacientes, ainda que tratamentos incluindo terapia génica e cirurgia laser estejam a ser testados.
A proteína das algas têm sido usada pelos neurocientistas em laboratório em várias ocasiões, como forma de obter 'interruptores de luz' que activam ou desactivam neurónios em estudo em animais mas a sua utilização como terapia contra a cegueira está nos seus primeiros passos.

Orvalho nas pétalas de uma rosa

Por trás da beleza natural de um botão de rosa coberto de orvalho está um mistério velho de décadas: porque é que as minúsculas gotinhas de água não caem, mesmo quando viramos a flor de cabeça para baixo?

Agora, os investigadores deslindaram o segredo do truque da rosa e replicaram-no num material feito pelo Homem.

As gotas de água formarem pequenas contas em materiais naturais não é algo raro mas em muitas flores e folhas essas contas deslizam ao mais pequeno toque, arrastando poeiras e insectos com elas. O efeito é conhecido dos biólogos por 'auto-limpeza' e tem sido muito bem estudado pelos investigadores que buscam materiais mais eficientes a repelir a água.

A água desliza porque as superfícies são muito ásperas a uma escala microscópica e as extremidades angulosas estão cobertas de cera. As moléculas de água apenas ficam em contacto com uma minúscula fracção da superfície e mesmo essa coberta por ceras repelentes de água.

Lin Feng, da Universidade de Tsinghua em Pequim, descobriu que ainda que as pétalas de rosa estejam cobertas por projecções semelhantes, apresentam sulcos de declive suave entre elas e não estão cobertas de cera. As projecções mantêm as gotas de orvalho numa forma esférica mas a água escorre parcialmente para os sulcos, causando uma certa adesão e impedindo a pequena gota de rolar.

Uma vez percebido o que as pétalas de rosa faziam para manter a água sobre elas, a equipa ficou curiosa e resolveu tentar replicar o efeito.

Colocaram álcool polivinílico sobre pétalas de rosa e deixaram secar, de modo a obter um molde plástico da superfície da pétala. Este filme, descobriram eles, tinha as mesmas propriedades da pétala da rosa: conseguia manter gotículas entre 3 a 5 microlitros, mesmo quando de cabeça para baixo.

"É muito interessante que os autores tivessem conseguido fazer um molde da superfície natural da pétala que revelasse o mesmo comportamento, mesmo com materiais diferentes", diz Ronald Fearing, engenheiro biomimético da Universidade da Califórnia, Berkeley.

Tal como com as patas das osgas, parece que a forma física da superfície é muito mais importante que as propriedades químicas do material para a criação da aderência.

Para uma rosa, esta aderência pode ser útil se as gotículas reflectoras de água ao brilharem ao Sol atraírem mais insectos polinizadores. Em laboratório, pode ser útil para dispositivos que necessitem de manter pequenas quantidades de líquidos em sua volta sem verter ou ser contaminado. "Estas descobertas apresentam-nos muitas aplicações interessantes na manipulação de microfluidos", diz Fearing.

Fonte: Simbiotica

Saber mais:

On water repellency

'Cola' das osgas tira partido do poder dos mexilhões

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Brigadeiros: Recreação de uma receita retirada do blog ...

Enviado pela Isabel Carlos (de Portugal)... Obrigado!!!

Mande também as suas receitas...

Olá Luís...

No passado feriado, dia da Liberdade (em Portugal), tomei liberdade :o) e levei para o Pic Nic da equipa dos colaboradores do http://www.centrovegetariano.org uma receita crua de sobremesa....

Fiz então esta seguinte interpretação, a que junto foto, e peço sua opinião acerca da associação que fiz dos ingredientes que lhe compõe....

Bem, mas na verdade estão muito saborosas, softs, perfumadas e segundo o Mateus, muito apetecíveis, de só parar quando não houver mais :o)
... bem na verdade, esta última parte, fui eu que inventei ... a de parar quando não houver mais :o)

Abraço, então
.....................................

50 gr de avelãs (e ou outras Oleaginosas) hoje fiz com Castanha do Pará e Noz, para além das Avelãs .....
uma Boa colher de Farinha de Alfarroba, 4 a 5 Ameixas Secas, demolhadas durante uma noite, em pouca água mineral uma colher de sobremesa de mel ou melaço de cana ... se gostares de um paladar mais doce .... (quanto a esta experiência e ao meu gosto pessoal, estou muito satisfeita apenas com o Doce das frutas secas... )

Reduzir as ameixas a puré, utilizando um pouco da água onde estiveram a demolhar, com varinha mágica.
Colocar no picador, primeiro as oleaginosas e depois a farinha de Alfarroba.

Juntar e mexer, com colher, as duas misturas e por fim adicionar, e se for o caso, a porção de mel ou melaço.

(da primeira vez que fiz, coloquei tudo junto no picador e a massa quase não se misturava dada a consistência.... tive que juntar a totalidade da água das ameixas para conseguir picar tudo junto) .

O Resultado é uma massa mais ou menos homogénea e que nos possibilita fazer, à mão, bolinhas, ora mais ou menos pequenas.

Por fim, passar cada bolinha por alfarroba ou por coco ralado (sem açúcar) e ou por canela ....

Poderás, se quiseres e gostares, colocar algum coco dentro da massa, assim como alguma canela...

Como podes ver as possibilidades são muitas ....
Diverte-te experimentado várias combinações e deixa sempre para o fim a junção da água das ameixas, porque podes vir a nem precisar se conseguires à priori uma mistura bem constante e possível de se trabalhar.

Isabel Carlos

Visit :o)
http://www.cafepress.com/isabeau

http://isabeau.zaadz.com/photos

Mande também as suas receitas...
domingo, 27 de abril de 2008

Amor, Medicina e Milagres - Bernie Siegel – excertos do livro

Creio que existem dentro de nós mecanismos biológicos de "vida" e de "morte". A pesquisa científica de outros médicos e minha própria experiência clínica diária convenceram-me de que o estado de espírito altera o estado físico, agindo por meio do sistema nervoso central, do sistema endócrino e do sistema imunológico. A paz de espírito envia ao corpo uma mensagem de "viva", ao passo que a depressão, o medo e o conflito por resolver transmitem-lhe a mensagem de "morra". Portanto, todas as curas são científicas, embora a ciência ainda não seja capaz de explicar exatamente como ocorrem os inesperados "milagres".

Pág.8

A palavra "hospital" deriva de um vocábulo latino que significa "hospedaria", mas raras vezes a instituição hospitalar é hospitaleira. Pouca atenção se dá ao carinho e à cura, como se fossem prejudiciais à medicação. Já meditei muitas vezes por que os arquitetos, pelo menos,

não pensam em tetos mais bonitos, já que os internados passam tanto tempo olhando para cima. Há um aparelho de televisão em cada quarto, mas onde está o vídeo musical, criador, meditativo ou humorístico que ajude a estabelecer um ambiente saudável? Que liberdade se dá aos doentes para que mantenham sua identidade?

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Refleti então nos índices de morbidade dos médicos, categoria profissional que acusa mais problemas com drogas e álcool, bem como uma taxa de suicídios mais elevada que a de seus pacientes. Sentem-se mais desamparados do que estes e morrem mais depressa após os 65 anos. Não admira que tanta gente evite consultar os clínicos gerais. Você levaria seu carro a um mecânico que não consegue fazer o dele pegar.

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depois de uma conversa na igreja de certa localidade, determinado homem entregou-me um cartão e me disse, em voz baixa, que o lesse mais tarde, saindo em seguida. Dizia a nota, manuscrita:Há coisa de dez anos, seu sócio operou meu pai, removendo-lhe parte do estômago. Nessa ocasião, o senhor descobriu que todo o sistema linfático de papai era canceroso. Como eu era o filho mais velho, o senhor me aconselhou a informar os outros membros da família sobre o estado de meu pai. Preferi não informar. No domingo passado, nós lhe oferecemos, de surpresa, uma bela festa de aniversário. Ele completava 85 anos, e mamãe, com seus 80, sorria a seu lado!

Fui ver no arquivo e, não havia dúvidas, nós tínhamos considerado terminal a doença daquele homem, mais de dez anos antes. Ele sofria de câncer no pâncreas, com metástases nos nódulos linfáticos.

Reexaminei as lâminas do laboratório de patologia e não havia erro diagnóstico. A resposta de qualquer médico a tal caso seria "tumor em desenvolvimento lento". Atualmente, esse antigo paciente está com 90 anos. Portanto, o tumor deve ser daqueles que crescem bem devagar. É um dos tais casos em que os médicos deveriam correr à casa do doente e perguntar por que ele não morreu na data prevista. De outro modo, a cura espontânea não será registrada na literatura médica e nunca saberemos se não se trata de exemplos de boa sorte, erros de diagnósticos, tumores de desenvolvimento lento ou cânceres bem-comportados

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A meu ver, todos os médicos deveriam trabalhar, como parte de sua formação profissional, com pessoas portadoras de doenças "incuráveis". Eles seriam proibidos de receitar medicamentos ou intervenções cirúrgicas; precisariam, isso sim, sair a campo e ajudar os doentes afagando-os, rezando com eles, participando, no nível emocional, de suas dores. Também seria conveniente organizar reuniões anuais de sobreviventes de moléstias graves, para que os médicos pudessem falar com os reabilitados, as pessoas para cuja saúde eles contribuíram.

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Amor, Medicina e Milagres - Bernie Siegel


Título original:

Love, Medicine and Miracles

Copyright © B. H. Siegel, S. Korman e A. Schiff - curadoresdo The Bernard S. Siegel, M. D., Children's Trust.

EDITORA BEST SELLER uma divisão da Editora Nova Cultural Ltda.Av. Brig. Faria Lima, 2000- CEP 01452 -Caixa PostaI 9442 São Paulo, SP ISBN 85-7123-105-7