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domingo, 26 de outubro de 2008

Leite e Osteoporose: os ossos da controvérsia


Contrariamente à onda publicitária do meio médico, na verdade os hormônios sintéticos, os laticínios e a maioria dos suplementos de cálcio enfraquecem os ossos e têm outras influências negativas sobre a saúde.

Extraído de Nexus Magazine, volume 5, número #6 (outubro-novembro de 2000). PO Box 30, Mapleton Qld 4560 Australia. nexus@peg.apc. orgEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo Telefone: +61 (0)7 5442 9280; Fax: +61 (0)7 5442 9381 De nossa página na internet: http://www.nexusmag azine.com
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UMA NOVA DOENÇA, UMA NOVA OPORTUNIDADE COMERCIAL
Hoje em dia, a osteoporose é notícia - e negócio. Como doença, saiu da obscuridade há apenas duas décadas para tornar-se uma preocupação das mulheres de todo o mundo industrializado. Campanhas publicitárias nos meios de comunicação e folhetos nas salas de espera dos médicos e nas farmácias alertam as mulheres o tempo todo para o perigo do sumiço da massa óssea.
A onda de propaganda anuncia que uma em cada duas mulheres com mais de 60 anos vai provavelmente esfarelar-se com uma fratura osteoporótica (mas um homem de cada três também terá osteoporose) ; que a incidência de fraturas de quadril excede a de câncer de mama, colo e útero combinados; e que 16% das pacientes que sofrem fraturas de quadril morrerão dentro de seis meses, enquanto 50% exigirão cuidados constantes a longo prazo1.
As estatísticas também dizem que, nos Estados Unidos, mais de 20 milhões de pessoas têm osteoporose e cerca de 1,3 milhão por ano sofrerão fratura óssea em decorrência da doença. Em 1993 os Estados Unidos sofreram a perda estimada de 10 bilhões de dólares devido à perda de produtividade e ao custo do tratamento de saúde relativos à osteoporose. Contudo, é importante examinar estas estatísticas dentro de seu contexto. Embora seja verdade que ocorram mortes de homens e mulheres que sofreram fraturas de quadril, em geral essas pessoas são muito idosas e fracas. As pessoas que morrem de fraturas de quadril não só são as mais fracas como também sofrem de outros problemas.
As mulheres são bombardeadas o tempo todo com a mensagem de que a guerra à perda óssea deve incluir suplementos de cálcio e o consumo diário de alimentos ricos neste mineral, principalmente laticínios. Os médicos recomendam insistentemente às mulheres que passaram pela menopausa o uso a longo prazo de estrogênio (sintético) e, se mais ajuda é necessária, indicam o uso de drogas que estimulam a formação óssea, como o Fosamax. Assim, asseguram à mulher que, armada com este arsenal poderoso, ela poderá andar ereta, sem risco de fraturas, até o fim de sua vida. Infelizmente, isto está longe da verdade.
Na verdade, os tratamentos mais populares para a osteoporose são perigosos para a saúde da mulher. Sabe-se que o estrogênio sintético é uma droga carcinogênica. A maioria dos suplementos de cálcio é não só ineficaz na reconstrução óssea como podem levar realmente a deficiências minerais, à calcificação das articulações e a pedras nos rins. E, ao contrário da crença popular, já se provou que os laticínios são uma das causas principais de perda óssea.
A INDÚSTRIA DA OSTEOPOROSE: UMA ALIANÇA IMORAL
A osteoporose fez brotar uma indústria de crescimento fenomenal. A venda de um único remédio à base de estrogênio, o Premarin, atingiu 940 milhões de dólares em 19963. A indústria americana de laticínios floresce com sua receita anual de 20 bilhões de dólares4. E a venda de suplementos de cálcio está numa espiral ascendente rumo às centenas de milhões de dólares.
A indústria da osteoporose criou não só um imenso mercado para seus produtos; foi também especificamente projetada para atingir as mulheres. É óbvio que a amedrontadora campanha publicitária da osteoporose como "ladrão silencioso" que ataca os ossos das mulheres já se pagou. Infelizmente, as mulheres, inocentes, não sabem que, na verdade, estão sendo atacadas por uma aliança imoral das empresas farmacêuticas, dos profissionais da medicina e da indústria de laticínios, que orquestraram uma das manobras propagandísticas mais bem sucedidas e planejadas da história.
Ao distorcer os fatos, manipular as estatísticas e ocultar pesquisas científicas na busca do lucro, mais uma vez esta poderosa aliança pôs vidas em perigo ao expor as mulheres à incidência crescente de doenças como câncer de mama e ovário, derrames, males do fígado e da bexiga, doenças coronarianas, alergias, pedras nos rins e artrite.
AS RAÍZES DO EMBUSTE
A Segunda Guerra Mundial anunciou um importante ponto de virada na medicina. Antes da guerra, as empresas farmacêuticas eram, em sua maioria, pequenos negócios envolvidos principalmente na fabricação de fórmulas à base de ervas. O surgimento de uma ciência mais sofisticada depois da guerra mudaria para sempre a face da medicina. Segundo Sandra Coney, autora de The Menopause Industry (A indústria da menopausa): "Utilizando o poder e o prestígio da ciência, a medicina entrou numa nova era 'moderna', tornando obsoleta a abordagem das 'mãos que curam'. A medicina poderia desenvolver uma tecnocracia na qual os especialistas estivessem armados com a química e a maquinaria." 5
O desenvolvimento de hormônios sintéticos acompanha o crescimento da indústria farmacêutica. A criação do primeiro estrogênio sintético, o dietil-estilbestrol (mais conhecido como DES), seguida de perto pela descoberta de um processo para sintetizar hormônios esteróides a partir da urina de éguas grávidas (o remédio é conhecido nos Estados Unidos como Premarin), trouxe finalmente ao mercado uma fonte barata de estrogênio.
A introdução de anticoncepcionais orais em 1960 deu início ao primeiro uso disseminado dessas drogas por mulheres. Poucos anos depois, em 1966, as mulheres em menopausa tornaram-se o foco da indústria que não parava de crescer. O mito infeliz de que todas as mulheres na menopausa sofreriam destruição e ruína totais de seus corpos e mentes sem suplementação de estrogênio espalhou-se como fogo de palha nos países industrializados. Foi o paraíso para a indústria farmacêutica, pois as mulheres acorreram a tomar esta suposta pílula da "fonte da juventude".
Embora tenha havido alertas esporádicos a respeito do estrogênio durante quase 30 anos, na prática a corrida ao lucro ignorou-os. Sabia-se, em especial, que a estrona, forma de estrogênio contida no Premarin, podia ser associada ao desenvolvimento de câncer do endométrio (revestimento do útero).
Sandra Coney escreve: "Já em 1947, um jovem pesquisador da Columbia University, dr. Saul Gusberg, relatou que havia um fluxo constante de usuárias de estrogênio fazendo curetagem para diagnóstico de sangramentos anormais. Os resultados patológicos das curetagens mostraram superestimulaçã o do endométrio."6
A bolha explodiu em 1975 com a publicação de um estudo importante na prestigiosa revista New England Journal of Medicine que demonstrava que o risco de câncer do endométrio aumentava 7,6 vezes em mulheres que usavam estrogênio. Usuárias de longo prazo corriam risco ainda maior. As mulheres que usavam estrogênio há sete ou mais anos tinham probabilidade de desenvolver câncer do endométrio 14 vezes maior do que as que nunca usavam o hormônio.
Naquele mesmo mês, dados do registro de câncer da Califórnia confirmaram a descoberta. Entre as mulheres brancas com 50 anos ou mais, houvera um aumento de mais de 80% do câncer de endométrio entre 1969 e 1974.8
Cresciam as provas dos perigos do estrogênio. Além do câncer de endométrio, o estrogênio foi ligado também ao câncer de mama e de ovário, aos males do fígado e da bexiga e ao diabetes. Surgiram mais questões a respeito de outros possíveis efeitos colaterais.
O Premarin, estrela em ascensão da fábrica Ayerst, começou a sofrer um sério declínio, assim como o lucro da empresa. Houve uma queda dramática das indicações de uso de hormônios no mundo todo. O uso de estrogênio caiu 18% de 1975 a 1976 e mais 10% de 1976 a 1977.9
A ARTE DE MANIPULAR A PERCEPÇÃO
Algo tinha de ser feito para salvar um mercado tão lucrativo. Como o estrogênio isolado era acusado de causador do câncer de endométrio, as empresas farmacêuticas, reconhecendo o erro da recomendação de estrogênio isolado às mulheres com úteros intactos, tentaram consertar o fiasco adicionando- lhe uma progesterona sintética, a progestina. Argumentou-se que a progestina protegeria o útero dos efeitos proliferativos do estrogênio (como acontece na natureza), embora não tenham sido realizados estudos de longo prazo para provar a segurança da combinação de progestina e estrogênio. Assim, surgiu a terapia de reposição hormonal (TRH) - terapia de estrogênio em nova embalagem.
Contudo, as mulheres começavam a questionar a sério o problema do uso de hormônios sintéticos, e assim a indústria farmacêutica precisou encontrar uma razão irresistível para atraí-las de volta aos hormônios. A osteoporose, doença de que 77% das mulheres da época jamais tinham ouvido falar, estava à espera nos bastidores. Como explica Sandra Coney: "Com o objetivo de reabilitar a TRH, as mulheres foram sido submetidas a uma 'campanha cuidadosamente orquestrada' para advogar o estrogênio como forma de prevenção da osteoporose. "10
Para alterar a percepção dos hormônios pelo público e exonerar seus efeitos ameaçadores sobre a vida, foi preciso criar algumas pré-condições: a gravidade da osteoporose tinha de ser imposta; as mulheres precisavam compreender que ela era a "sua" doença; a menopausa tinha de ser definida como causa principal; e as mulheres tinham de considerar trivial o risco de câncer, quando comparado aos benefícios.
Na literatura médica, a osteoporose era originalmente considerada um problema dos ossos, e não das mulheres. Examinando-se as fraturas de quadril em termos de efeitos sobre o indivíduo e custos para o país, os homens têm metade das fraturas das mulheres e maior probabilidade que as mulheres de morrer em decorrência delas. Mas pouco se fala sobre homens e osteoporose. O "fator masculino" foi intencionalmente deixado de lado porque não se ajustava à redefinição do mal como doença feminina causada por falta de estrogênio. Esta estratégia foi necessária para promover a TRH.
Para conseguir isso, a Ayerst contratou uma grande empresa de relações públicas para vender a osteoporose. Eles tinham muito trabalho a fazer. Foi lançada uma grande campanha publicitária dirigida às revistas femininas. Médicos especialistas foram enviados para pregar o evangelho da TRH e da osteoporose em programas de rádio e televisão. Trabalhadores da saúde foram alistados para passar a mensagem a médicos e consumidores. Uma velha desfigurada, corcunda e curvada, foi o símbolo da tática de choque da campanha, e conseguiu instilar o medo no coração das mulheres. Comentários como "A invalidez que a osteoporose pode causar é muito mais grave que o suposto risco de câncer do endométrio"11 e "Mesmo que você tome estrogênio sem progesterona, tem 15 vezes mais chance de morrer de fratura de quadril que de câncer do endométrio"12 foram usadas para seduzir as mulheres a voltar aos hormônios.
A campanha inspirada pela indústria farmacêutica para revender o estrogênio com uma imagem mais limpa foi espantosamente bem sucedida. Sandra Coney observa: "Na década de 90, é total a reorientação da osteoporose como doença feminina. Hoje é obrigatório incluir a osteoporose como "sintoma" importante em qualquer discussão da menopausa. Ao convencer o público e os médicos de que a osteoporose é um distúrbio incapacitante e 'assassino' e que o estrogênio é a única cura, a TRH imbuiu-se de um tipo de santidade. A TRH oferece a salvação onde ela não existe, resgatando as mulheres de um destino impensável de velhas caducas e deformadas. Em vista disso, como alguém seria ingrato a ponto de levantar a questão do risco?"13
O bom senso foi jogado pela janela no caso da terapia hormonal. Não houve discussão da sabedoria ou da ética de medicar um número imenso de mulheres saudáveis e assintomáticas com drogas à base de estrogênio, reconhecidas entre "as drogas mais potentes da farmacopéia"14. O fato de que este enfoque jamais fora recomendado para nenhum outro remédio ou para a prevenção de nenhuma outra doença não tinha importância. A passagem da TRH de tratamento a terapia preventiva de longo prazo aconteceu sem debate ou justificativa.
A osteoporose tornou-se um tema de alto nível porque vende coisas. Além de ressuscitar a TRH e garantir sua posição de frente no conjunto de tratamentos, a indústria de laticínios e as empresas farmacêuticas que produzem suplementos de cálcio pegaram carona no trem da osteoporose. A osteoporose atendia a vários interesses. Veio em socorro da indústria de laticínios numa época em que as vendas caíam por causa da ansiedade das pessoas quanto ao consumo de alimentos que contivessem gorduras saturadas. Foi adicionado cálcio ao leite desnatado, transformando assim o leite num produto que poderia ser vendido como saudável - como prevenção da osteoporose. Alertaram às mulheres que seus ossos ficariam quebradiços caso não tomassem cálcio a mais com os novos laticínios fortificados15.
Os fabricantes de suplementos de cálcio também alegaram que seus produtos poderiam impedir a perda óssea, apesar do fato de não existir provas absolutas de que isto seja verdade. Em 1986, os consumidores americanos gastaram 166 milhões de dólares com suplementos de cálcio. Antes da mania do cálcio, e contribuindo para ela, o National Institute of Health (Instituto Nacional da Saúde, ou NIH) dos Estados Unidos recomendou, em 1985, que as mulheres aumentasse sua ingestão diária de cálcio. Em 1989, o NIH avisava que os promotores do cálcio "prometem mais cálcio do que vendem"16.
OSSOS A OLHO NU
Para compreender os muitos mitos sobre a osteoporose e os tratamentosrecomend ados, é vital entender a natureza dos ossos. O osso é umtecido vivo que sofre transformações constantes. Pode parecerestático, mas seus componentes básicos renovam-se continuamente. Aqualquer momento, em todos nós, há de 1 a 10 milhões de pontos ondepequenos segmentos de osso velho se dissolvem e cria-se osso novo parasubstituí -los. O tecido ósseo é nutrido e desintoxicado por vasossangüíneos em trocas constantes com o corpo todo17. Um corpo saudávelgarante ossos saudáveis.As células que formam os ossos são de dois tipos: osteoclastos eosteoblastos. A tarefa dos osteoclastos é viajar pelo osso em busca deosso velho que precise ser renovado. Os osteoclastos dissolvem o ossoe deixam para trás minúsculos espaços vazios. Então, os osteoblastosvã o ocupar estes espaços para construir novo osso. Desta forma, o ossocura-se e renova-se a si mesmo num processo chamado de "remodelamento" . Esta capacidade de consertar-se é extremamente importante. O desequilíbrio do remodelamento ósseo contribui para a osteoporose.
Quando se destrói mais osso velho do que se constrói osso novo,acontece a perda óssea.A troca dos ossos nunca pára completamente. Na verdade, depois dos 50anos a taxa aumenta, embora não seja bem coordenada. As células quefabricam osso, os osteoblastos, tornam-se cada vez menos capazes depreencher completamente os espaços abertos pelos osteoclastos18. Aquantidade máxima inicial de osso e a taxa de perdas determinam adensidade de nossos ossos. A densidade varia muito entre osindivíduos, culturas, raças e sexos.Como explica a dra. Susan Love, autora de Dr Susan Love's Hormone Book(O livro dos hormônios da dra. Susan Love): "... o termo correto parabaixa densidade óssea é 'osteopenia' . É apenas um dos fatores da osteoporose e das fraturas dela resultantes. Outro fator é amicro-arquitetura do osso. Quando os osteoclastos absorvem mais ossodo que se refaz, a micro-arquitetura torna-se frágil. Com oenfraquecimento, o pulso e o quadril tornam-se mais vulneráveis afraturas. Na verdade, suas vértebras não são fraturadas ou quebradas,mas sim desfeitas, causando perda de altura e, caso se esmaguemvértebras suficientes, surge uma corcunda."19
Até que ponto é real a "síndrome da corcunda"? Segundo o dr. BruceEttinger, endocrinologista e professor assistente de clínica médica na Universidade da Califórnia: "... as mulheres não deveriam preocupar-secom a osteoporose. A osteoporose que causa dor e invalidez é umadoença muito rara. Só 5% a 7% das pessoas de 70 anos apresentamcolapso vertebral; só metade dessas terão duas vértebras envolvidas; etalvez um quinto ou um sexto apresentarão sintomas. Tenho uma longaprática e pouquíssimos pacientes curvados. Tem havido muitobla-bla- blá ultimamente, um monte de mulheres preocupadas e um excessode exames e receitas de remédios."20A definição médica de osteoporose costumava ser "fraturas causadas porossos pouco densos".
Mais recentemente ela foi redefinida como "doençacaracterizada por reduzida massa óssea e deterioraçãomicro- arquitetônica do tecido ósseo que leva a fragilidade ósseacrescente e conseqüente aumento do risco de fraturas"21. Contudo, háum problema na definição de osteoporose como doença e não comofratura. A massa óssea reduzida é apenas um fator de risco daosteoporose, e não a osteoporose propriamente dita. É um sinal dealerta que pode ser útil para que você comece a pensar em maneiras deimpedir a ocorrência da doença. A dra. Love apresenta uma anologianotável: "É como definir a doença coronariana como nível elevado decolesterol em vez de enfarte do miocárdio. Não é preciso dizer queesta nova definição aumentou o número de mulheres e homens que sofremde osteoporose. "22
Embora a nova doença tenha dois componentes, a massa óssea e amicro-arquitetura, esta última é praticamente ignorada. O problema éque, hoje em dia, somente a densidade óssea pode ser medida. Alémdisso, nem todo mundo com baixa densidade óssea sofrerá fraturas. Porexemplo, as mulheres asiáticas têm baixa densidade óssea, mas taxa baixíssima de fraturas.A suposição generalizada tem sido que, quando o osso chega a certonível de porosidade, torna-se mais sujeito a fraturas. Agora que seconhece melhor a fisiologia óssea, fica claro que isso não é tudo. O osso não se quebra somente por causa da porosidade. Especialista importante em ossos e autora de Better Bones, Better Body (Ossosmelhores, corpo melhor), Susan E. Brown, PhD, afirma: "A osteoporosesozinha não causa fraturas ósseas. Isso é documentado pelo simplesfato de que metade da população com ossos osteoporóticos nunca sofrefraturas. "23
Lawrence Melton, da Clínica Mayo, observou já em 1988: "A osteoporosesozinha pode não ser suficiente para produzir tais fraturasosteoporó ticas, já que muitos indivíduos nunca sofrem fraturas mesmonos subgrupos de densidade óssea mais baixa. A maioria das mulherescom mais de 65 anos e dos homens com mais de 75 perderam ossosuficiente para colocá-los sob risco significativo de osteoporose, masainda assim muitos nunca têm fratura alguma. Aos 80 anos, praticamentetodas as mulheres dos Estados Unidos são osteoporóticas segundo adensidade óssea do quadril, mas por ano apenas um pequeno percentualdelas sofre fraturas de quadril."24
Por que hoje parece haver mais mulheres com osteoporose do que nopassado? Como explica a dra. Love: "... parte deste aumento nada maisé do que mudança de definição... Não é preciso dizer que quanto maisamplos os critérios usados para definir a osteoporose mais mulheresficarã o nesta categoria. O nível de densidade óssea que define aosteoporose foi colocado bem alto, resultando que a maioria dasmulheres mais velhas ficará na categoria de "doença" - o que é ótimopara os que estão no negócio de tratamento de doenças."25
AS CAUSAS MÍTICAS DA OSTEOPOROSE
Há muitas culturas no mundo em que as mulheres, depois da menopausa,têm boas condições físicas e são ativas e saudáveis até o fim da vida.Também é verdade que as mulheres destas culturas não sofrem deosteoporose. Se a menopausa sozinha fosse na verdade uma das causas daosteoporose, todas as mulheres do mundo estariam inválidas por causade fraturas. É claro que este não é o caso.As mulheres maias vivem 30 anos depois da menopausa mas não contraemosteoporose , não perdem altura, não desenvolvem corcundas e seus ossosnão quebram.
Uma equipe de pesquisadores analisou seus níveishormonais e densidade óssea e descobriu que seu nível de estrogênionão era mais alto que o das mulheres americanas brancas - e em algunscasos era ainda mais baixo. Os testes de densidade óssea mostraram quea perda óssea ocorria nestas mulheres no mesmo ritmo que em suascolegas americanas26. Costumava- se pensar que todas as mulheres sofriam um decréscimoconsiderá vel dos ossos por causa do baixo nível de estrogênio namenopausa, e assim se disse que a deficiência de estrogênio era acausa da osteoporose. O prosseguimento das pesquisas desautorizou estaidéia. Os estudos que acompanharam a densidade óssea de mulheres nodecorrer do tempo mostraram que, embora algumas mulheres percam muitoosso na menopausa, outras perdem pouco; e também, que algumas perdascomeçam mais cedo27.
Um dos estudos, que usou exames de urina paramedir a perda de cálcio, descobriu que algumas mulheres são"eliminadoras rápidas" enquanto outras são "eliminadoras normais".Se a osteoporose deve-se à deficiência de estrogênio, deveríamosencontrar níveis de estrogênio mais baixos nas mulheres comosteoporose do que nas que não apresentam a doença. No entanto, osestudos mostraram que o nível de hormônio sexual depois da menopausa ésemelhante em mulheres com ou sem osteoporose28. A dra. Susan Brown comenta: "Mesmo nos Estados Unidos, onde aosteoporose é comum, muitas mulheres mais velhas mantêm-se livres dadoença. Além disso, as taxas mais altas de osteoporose entre os homense mais baixas entre as mulheres de algumas culturas não sustenta anoção de que a perda óssea excessiva se deva ao declínio da produçãoovariana de estrogênio. E para acrescentar mais uma dimensão,descobrimos que mulheres vegetarianas tem nível sérico mais baixo deestrogênio mas densidade óssea mais elevada que mulheres carnívoras."29
Obviamente, dizer que a osteoporose é uma doença isolada e inevitávelque ocorre em todas as mulheres na menopausa é uma simplificaçãogrosseir a. A mulher que remove os ovários cirurgicamente tem o dobrode perda óssea da mulher que passa pela menopausa natural. Como osovários continuam a produzir outros hormônios que não o estrogêniodepois da menopausa, fica óbvio que o estrogênio é apenas um dosfatores relacionados à perda óssea.A dra. Jerilynn Prior, professora de endocrinologia da Universidade daColúmbia Britânica, realizou pesquisas que contradizem seriamente opapel-chave do estrogênio na prevenção da perda óssea. Sua pesquisaconfirma que o papel do estrogênio no combate à osteoporose é muitopequeno. Em seu estudo com mulheres atletas, ela descobriu que aosteoporose acontecia quando as atletas se tornavam deficientes emprogesterona, ainda que seu nível de estrogênio continuasse normal. A dra. Prior continuou a pesquisa com mulheres não atletas, e obteve omesmo resultado.
Embora ambos os grupos de mulheres menstruassem, tinham ciclos anovulatórios (não ovulavam), e, assim, deficiência deprogesterona. Como resultado de sua extensa pesquisa,ela confirmou quenão é o estrogênio, mas a progesterona que constitui o hormônio chaveda construção óssea. Tais estudos questionam seriamente o vínculoentre a deficiência de estrogênio e a osteoporose30. O dr. John Lee, médico, pesquisador e importante autoridade nostratamentos com hormônios naturais, realizou um estudo de três anos emque tratou com progesterona natural 63 mulheres já na menopausa. Elasmostraram um aumento de 7% a 8% da densidade óssea no primeiro ano, de4% a 5% no segundo ano e de 3% a 4% no terceiro ano. A descoberta foireforçada pelo dr. William Regelson, outro especialista em hormônios."Dado o fato de que 25% de todas as mulheres correm o risco dedesenvolver osteoporose, penso ser inconcebível que o papel daprogesterona nesta doença tenha sido negligenciado. "31.
Embora o estrogênio tenha papel importante e complexo na manutenção dasaúde dos ossos, a osteoporose não pode simplesmente ser atribuída aonível baixo de estrogênio que ocorre na menopausa. Numerosos fatores dietéticos, cotidianos e endócrinos contribuem para o desenvolvimentoda perda excessiva de tecido ósseo. A osteoporose não é produzida simplesmente pela falta de um único hormônio.A intenção de transformar a menopausa e a deficiência de estrogênionas principais causas da osteoporose deu à TRH nova legitimidade comotratamento preventivo de longo prazo desta doença. Ainda que se tenha provado que o estrogênio tem alguma eficácia no retardamento da taxade perda óssea por reduzir o ritmo em que as céluas ósseas sãoreabsorvidas, ele não pode reconstruir o osso.
Infelizmente, este benefício não atinge todas as mulheres. Para ter alguma eficácia nasmulheres em maior risco após a menopausa - as que têm 70 anos oumais - elas deveriam tomar estrogênio continuamente durante décadas.Este, então, torna-se um dilema bastante sério para as elas. Sabe-sehoje que a TRH aumenta o risco de câncer de mama em 10% ao ano paracada ano de uso. Dez anos de TRH aumentam o risco em 100%32. É óbvioque os numerosos riscos da TRH ultrapassam em muito os efeitosbenéficos bastante limitados para os ossos, principalmente quanto hátantas alternativas mais seguras e eficazes. O aumento do risco de umadoença mortal vale realmente a pena?
O MITO DA DEFICIÊNCIA DE CÁLCIO
Quando perguntamos as causas da osteoporose, a maioria das pessoasrepetirá : "falta de cálcio". Esta idéia é reforçada todos os diasquando se lembra às mulheres que tomem seus três copos de leite pordia e seus suplementos de cálcio. Mesmo mulheres jovens, saudáveis enão osteoporóticas andam paranóicas com a perda potencial de massaóssea e tomam precauções para aumentar a força de seus ossos combastante cálcio. O medo de cálcio insuficiente tornou-se obsessãonacional. Há mesmo um déficit nacional de cálcio?Como o osso é composto em grande parte de cálcio, parece lógicovincular a ingestão de cálcio à saúde dos ossos. As mulheresocidentais são hoje encorajadas a consumir pelo menos 1.000 a 1.500 mgde cálcio por dia. No entanto é curioso que os dados de outrasculturas mostrem clarramente que, em países menos desenvolvidos, ondeas pessoas consomem pouco ou nenhum laticínio e ingerem menos cálciono total, há taxas muito mais baixas de osteoporose33. Os bantus da África têm a taxa mais baixa de osteoporose de todas asculturas, mas consomem apenas de 175mg a 476mg de cálcio por dia.
Os japoneses ingerem em média 540mg por dia, mas as fraturas vertebraisda pós-menopausa tão comuns no Ocidente são quase desconhecidas noJapão. No total, sua taxa de fratura vertebral é metade da dos EstadosUnidos. Tudo isso é verdade, embora os japoneses tenham uma dasexpectativas de vida mais longa dentre todos os povos. Estudos depopulações da China, Gâmbia, Ceilão, Suriname, Peru e outras culturasapresentam descobertas semelhantes de baixa ingestão de cálcio e taxasreduzidas de osteoporose34. O antropólogo Stanley Garn, que estudou aperda óssea durante um período de 50 anos em povos do norte e docentro da África, não conseguiu encontrar relação entre a ingestão decálcio e a perda óssea35.Embora todos concordem que a ingestão adequada de cálcio sejaabsolutamente necessária para o desenvolvimento e a manutenção deossos saudáveis, não há padrão de ingestão ideal de cálcio. Tambémfica óbvio em todos esses estudos que a ingestão elevada de cálcio nãoé necessária para se ter ossos saudáveis.Há, certamente, um problema com a saúde óssea nas culturas ocidentais.No entanto, outros fatores vitais que determinam o processo complexoda saúde óssea devem ser compreendidos.
Os ossos são afetados pela ingestão de outros nutrientes constitutivos dos ossos, pelo consumo desubstâncias potencialmente prejucidiais como o excesso de proteínas, osal, a gordura saturada e o açúcar; pelo uso de algumas drogas,álcool, cafeína e tabaco; pelo nível de exercícios físicos; pelaexposição ao sol e a toxinas ambientais; pelo impacto do estresse;pela remoção dos ovários e do útero; e por muitos fatores que limitamo funcionamento das glândulas endócrinas.Há pelo menos 18 nutrientes fundamentais na construção óssea,essenciais para a saúde ótima dos ossos. Se a dieta de alguém fordeficiente em qualquer destes nutrientes, os ossos sofrerão. Entreeles, estão fósforo, magnésio, manganês, zinco, cobre, boro, silício,flúor, vitaminas A, C, D, B6, B12, K, ácido fólico, ácidos graxosessenciais e proteínas.
O corpo só usa os sais minerais quando estão no equilíbrio correto.Por exemplo, meninas que consomem dietas ricas em carne, refrigerantese alimentos industrializados com alto teor de fósforo apresentam perdaalarmante de massa óssea36. A proporção elevada demais de fósforo emrelação ao cálcio provocará a retirada de cálcio dos ossos paracompensar. As provas científicas demonstram sem sombra de dúvida que, sozinhos,os suplementos de cálcio simplesmente não funcionam37. E ao contrário do pensamento popular, a suplementação com cálcio não reduz o risco defraturas. Há hoje provas de que um nível elevado de suplementação comcálcio está na verdade associado a um aumento de 50% do risco defraturas38.
Contudo, ainda assim, não há prova de que o aumento deingestão de cálcio depois da menopausa, por meio de suplementos ou dadieta, impeça fraturas. Na verdade, vários estudos indicam que issonão parece reduzir de forma alguma a incidência de fraturas. No númerode agosto de 1978 da revista Science afirmou-se que "o vínculo entrecálcio e osteoporose foi feito com bases insuficientes" e que osanunciantes estava muito à frente das provas científicas. Mas umadieta rica em cálcio na primeira infância e os anos anteriores àmenopausa realmente fortalece os ossos, reduzindo o risco de suaporosidade depois da menopausa.Os piores suplementos de cálcio são farinha de osso, conchas edolomita, porque não podem ser absorvidos com eficiência e talvezcontenham chumbo. A ingestão excessiva de cálcio também causa prisãode ventre e, pior, pedras nos rins e calcificação das articulações.
A forma mais eficiente de suplementação é a hidroxiapatita( principalmente se for formulada com boro). Este é o suplemento decálcio mais natural e um alimento completo para os ossos39.E quanto aos laticínios? O dr. Michael Colgan, conhecido pequisador danutrição, escritor e fundador do Instituto Colgan nos Estados Unidos,disse: "O conselho médico de tomar leite para impedir a osteoporose éum total papo furado." Depois de tudo o que nos ensinaram, é chocantedescobrir que os laticínios contribuem para a perda óssea. Os paísesque consomem maior quantidade de laticínios também apresentam as taxasmais altas de osteoporose; os países que não consomem laticínios têmas taxas mais baixas de osteoporose.
Na sabedoria do corpo, a prioridade máxima é manter o equilíbrioapropriado entre ácidos e bases no sangue. Uma dieta rica em proteínasda carne e dos laticínios apresenta alto risco de osteoporose porquetorna o sangue muito ácido. O cálcio, então, precisa ser extraído dosossos para restaurar o equilíbrio correto. Como o cálcio do sangue éusado por todas as células do corpo para manter sua integridade, oorganismo sacrifica o cálcio dos ossos para manter a homeostase.Num estudo de um ano de duração com 22 mulheres que já haviam passadopela menopausa, não houve melhora significativa do nível de cálcioquando sua dieta foi suplementada diaramente com três copos de 300mlde leite magro (equivalente a 1.500 mg de cálcio). Os autoresafirmaram que este resultado deveu-se ao "aumento médio de 30% daingestão de proteínas durante a suplementação com leite." Como o leitemagro contém quase o dobro de proteínas do leite integral, promove umataxa ainda maior de eliminação de cálcio.Num estudo de doze anos recentemente publicado, com quase 78.000mulheres, concluiu-se que o consumo de leite não protege de fraturasde quadril ou antebraço. Na verdade mulheres que tomam leiteapresentaram risco significativamente ampliado de fratura e o consumode leite na adolescência não protegeu da osteoporose41.
Ainda há outros problemas nos laticínios. Eles contêm antibióticos, hormônios estrogênicos, inseticidas e uma enzima que é fator conhecidodo câncer de mama. Além disso, outro estudo recente revelou que asmulheres com intolerância à lactose que bebiam leite apresentavamrisco maior de câncer de ovário e infertilidade42.
O ENGODO DAS DROGAS QUE FORMAM OSSOS
As empresas farmacêuticas propagandeiam mais outra arma em seu arsenalcontra a osteoporose: remédios que prometem deter a perda óssea. Umadas drogas preferidas é o Fosamax, único remédio não hormonal aprovadopela FDA norte-americana para o tratamento da osteoporose. Estudossobre esta droga foram espertamente interrompidos depois de quatro aseis anos. É justamente este o ponto em que a taxa de fraturas demulheres que tomam drogas semelhantes começa a crescer. Assim, emborao Fosamax pareça à primeira vista aumentar a densidade óssea, naverdade ele reduz a resistência dos ossos. O Fosamax é um venenometabólico que, na verdade, mata os osteoclastos necessários paramanter o equilíbrio dinâmico dos ossos.
Além disso, ele pode causar danos severos e permanentes ao esôfago e ao estômago. Também sobrecarrega os rins e pode provocar diarréia, flatulência, urticária,dores de cabeça e dores musculares. Ratos que receberam dosagenselevadas desenvolveram tumores da tireóide e das supra-renais. OFosamax também causa deficiências de cálcio, magnésio e vitamina D,essenciais para o processo de construção óssea44.
PARA CONSTRUIR OSSOS SAUDÁVEIS
Está claro que os tratamentos mais recomendados às mulheres pelosmédicos - TRH, suplementos de cálcio, laticínios e remédios - comcerteza beneficiaram principalmente a sociedade médica e a indústriafarmacê utica. O benefício real a longo prazo para as mulheres émínimo, na melhor das hipóteses, e, na pior delas, uma ameaça à vida.Por sorte há outras opções capazes não só de prevenir o crescimento dadeterioração da densidade óssea e a má cicatrização óssea como tambémaumentar a massa óssea de mulheres de todas as idades.
Segundo a dra.Susan Brown, as seis áreas de intervenção que formam o programa maisvigoroso e confiável para a construção e manutenção dos ossos incluem:maximizar a ingestão de nutrientes, aumentar o vigor digestivo,minimizar a ingestão de antinutrientes, exercitar-se (principalmentecom pesos), desenvolver uma dieta alcalina e promover a vitalidadeendó crina. Ela acredita que "não importa onde você está na evolução dasaúde óssea, não importa qual foi o seu estilo de vida; nunca é tardedemais para começar a reconstruir ossos saudáveis."45Algumas das principais linhas-guia para prevenir a perda de massaóssea, detê-la ou restaurá-la incluem a suplementação com progesteronanatural , hidroxiapaptite, citrato de cálcio ou fórmulas herbáceaschinesas Na hora de garantir ossos saudáveis, é importante lembrarque não vale apenas o que se põe para dentro do corpo, mas também oque não se põe.Cada vez mais estudos corroboram os efeitos extremamente benéficos deum programa de exercídios regulares com pesos para aumentar adensidade óssea das mulheres depois da menopausa.
A tendência vitalícia da mulher a fazer regime para emagrecer tem sido causa nãoreconhecida de perda óssea. Pelo menos sete estudos bem controladosdemonstr aram que, quando uma mulher faz regime e perde peso, tambémperde osso. Um estudo recente descobriu que, em menos de 22 meses,mulheres que se exercitavam três vezes por semana aumentaram suadensidade óssea em 5,2%, enquanto mulheres sedentárias perderam1,2% 46. O treinamento eficaz inclui exercícios como subir ladeiras,pedalar em marcha pesada, subir escada e exercitar-se com pesos.A osteoporose não é uma doença do envelhecimento nem uma deficiênciade estrogênio ou cálcio, mas uma doença degenerativa da culturaocidental. Nós a causamos em nós mesmos por meio dos maus hábitosalimentares, do estilo de vida e da exposição a drogas farmacêuticas. Foi nossa ignorância que nos deixou vulneráveis aos interesses ocultosque distorceram intencionalmente os fatos e sacrificaram de bom gradoa saúde de milhões de mulheres no altar do lucro e da ganância. Só comnossa disposição de assumir a responsabilidade por nossos corpos e denos dedicarmos a voltar a uma forma de vida saudável e equilibrada éque seremos capazes de andar eretos e fortes pelo resto da vida.
Sobre a autora: Sherrill Sellman é autora de Hormone Heresy: What Women MUST KnowAbout Their Hormones (Heresia hormonal: o que as mulheres DEVEM sabersobre seus hormônios). Devido à grande demanda de aconselhamento quanoà saúde hormonal e alternativas hormonais naturais por parte demulheres de toda a Austrália e para referência de profissionais desaúde interessados, Sherrill fundou o Serviço de Aconselhamento e Referência sobre Saúde Hormonal Natural. Desde 16 de novembro de 1998o serviço está disponível pelo telefone 1902 211 191 (na Austrália).
Notas:

1. Royal Australasian College of Physicians, Grupo de Trabalho sobreOsteoporose, relatório, 1991.
2. USA Health Facts, www.MedicineNet. com, p. 1.
3. Agência de notícias Reuters, 5 de novembro de 1996.
4. Transcrição de entrevista coletiva à imprensa de Robert Cohen, 10de junho de 1998, website <www.notmilk. com>.
5. Coney, Sandra, The Menopause Industry, Spinifex, Victoria,Austrá lia, 1993, p. 163.
6. op. cit., p. 164.7. Ziel, H. e W. Finkle (1975), "Increased risk of endometrialcarcinom a among users of conjugated estrogen", New England Journal ofMedicine 293:1167-70. 8. Coney, op. cit., p. 165.9. Donaldson, Angela, "Oestrogen: the menopause miracle", Woman's Day,Nova Zelândia, 10 de fevereiro de 1991, pp. 28-29.10. Coney, op. cit., p. 169.11. Resnick, N. e S. Greenspan (1989), "Senile osteoporosisreconsi dered", JAMA 261(7):1025- 29.12. Hutchinson, T., S. Polansky e A. Feinstein (1979),"Post- menopausal estrogens protect against fractures of hip and distalradius: a case control study", Lancet 2:705-9.13. Coney, op. cit., p. 171.14. Salhanic, H. A. (1974), "Pros and cons of estrogen therapy forgynecologic conditions", in Controversy in Obstetrics and Gynecology(D. Reid e C. D. Christian, eds.), Saunders, Filadélfia, pp. 801-08.15. Bonn D., "HRT and the Media", palestra apresentada na Women'sHealth Concern Conference, Cardiff, 31 de maio de 1989.16. Stevenson, J., "Osteoporosis: the silent epidemic", Update, 1 deagosto de 1986, pp. 211-16.17. Frost, H. (1985), "The pathomechanics of osteoporosis" , Clin.Orthop. 200:198-225. 18. Love, Susan, MD, Dr Susan Love's Hormone Book, Random House, NovaYork, 1997, p. 77.19. ibid.20. Coney, op. cit., p. 107.21. Consensus Development Conference, "Prophylaxis and treatment ofosteoporosis" , Conference Report, Am. J. Med. 1991:107-110. 22. Love, op. cit., p. 79.23. Brown, Susan, PhD, Better Bones, Better Body, Keats Publishing,Connecti cut, USA, 1996, p. 38.24. ibid.25. Love, op. cit., p. 83.26. op. cit., p. 85.27. ibid.28. Riggs, B. e L. Melton, "Involutional Osteoporosis" (1986), NewEngland Journal of Medicine 26:1676-86.29. Brown, op. cit., p. 66.30. Sellman, Sherrill, Hormone Heresy: What Women MUST Know AboutTheir Hormones, GetWell International, Havaí, 1998 (ed.norte-americana ), p. 125.31. ibid.32. Colditz, G. A. (1998), "Relationships between estrogen levels, useof hormone replacement therapy and breast cancer", J. NCI90(11):814- 823.33. Melton, L. e B. Riggs, "Epidemiology of Age-related Fractures", emThe Osteoporotic Syndrome: Detection, Prevention and Treatment (L.Avioli, ed.), Grune & Stratton, Nova York, 1983, pp. 43-72.34. Brown, op. cit., p. 62-63.35. Garn, S., "Nutrition and bone loss: introductory remarks", Fed.Proc., nov-dez 1976, p. 1716.36. Brown, op. cit., p. 126.37. Colgan, M., dr., The New Nutrition, Apple Publishing, Canadá,1995, p. 62.38. Website de Robert Cohen, <www.notmilk. com>.39. Beckham, Nancy, Natural Therapies for Menopause and Osteoporosis, publicado por Nancy Beckham, NSW, Austrália, 1997, p. 56.40. Cottrell, M. e N. Mead, "Osteoporosis and the Calcium Craze",Australian Wellbeing, nº. 57, 1994, pp. 70-75.41. Fesknanich, D., W. C. Willet, M. Stamfer e G. A. Colditz (1997),"Milk, dietary calcium and bone fractures in women: a 12-yearprospective study", Am. J. Public Health 87:992-997.42. Coney, op. cit., p. 60.43. Health News You Can Use, boletim, nº. 60, 2 de agosto de 1998;website <www.mercola. com>.44. The John R. Lee, MD, Medical Letter, julho de 1998.45. Brown, op. cit., p. 219.46. Nelson, M., PhD, Strong Women Stay Slim, Lothian, Melbourne,Austrália, 1998, p. 10.



MAIS SITES PARA PESQUISAR INFORMAÇÃO:

http://www.centrovegetariano. org/Article- 466-Excluir% 2Bo%2Bleite% 2Bde%2Bvaca% 2Bvs%2BCar% 25EAncia% 2Bde%2Bc% 25E1lcio. html
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