Qr Code do blog

Qr Code do blog
Qr Code do blog

Rss

Contacto

Blog Archive

Followers

Follow by Email

Add me on Facebook

NutriViva Tv



Total de visualizações de página

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Destruição da natureza aumenta as dificuldades dos mais pobres


Os danos às florestas, rios, vida marinha e outros aspectos da natureza podem reduzir a metade a qualidade de vida dos mais pobres do mundo, conclui um relatório sobre o tema agora conhecido.
As taxas actuais de declínio natural a que assistimos podem reduzir o produto interno bruto (PIB) global em cerca de 7% até 2050.
O relatório Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade (TEEB) foi realizado com base na análise Stern das alterações climáticas e foi publicado na Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) que decorreu em Bona e onde 60 líderes mundiais se comprometeram a acabar com a desflorestação até 2020.
"Surgem-nos respostas de 6% ou 8% do PIB global quando pensamos acerca dos benefícios dos ecossistemas intactos, por exemplo no controlo da água (inundações ou secas) ou no fluxo de nutrientes da floresta para os campos", diz o líder do projecto Pavan Sukhdev.
"Mas quando nos apercebemos que os maiores beneficiários da natureza intacta são o bilião e meio dos mais pobres do mundo, então esses ecossistemas naturais são responsáveis por até 40% a 50% do que definimos como o 'PIB dos pobres'", explica ele.
A análise TEEB foi organizada pelo governo alemão e pela Comissão Europeia durante a presidência alemã do G8. As duas instituições seleccionaram Sukhdev, director executivo na divisão dos mercados globais do Deutsche Bank, para a liderar.
Na altura, o ministro do ambiente alemão Sigmar Gabriel escreveu: "A diversidade biológica constitui a fundação indispensável para as nossas vidas e para o desenvolvimento económico global. Mas dois terços desses serviços prestados pelos ecossistemas já estão em declínio, alguns drasticamente. Precisamos de tornar a globalização mais verde."
O documento é um relatório interino sobre o que a equipa reconhece ser uma questão complexa, difícil e pouco investigada.
O número de 7% baseia-se largamente na perda das florestas. O relatório reconhece que os custos de perder alguns dos tipos de ecossistemas mal foi quantificado.
As tendências são muito bem compreendidas, uma redução de 50% nas zonas húmidas nos últimos 100 anos, a taxa de perda de espécies entre 100 e mil vezes a que ocorreria sem os 6,5 mil milhões de humanos no planeta, um acentuado declínio dos stocks pesqueiros e um terço dos recifes de coral danificados.


No entanto, colocar uma etiqueta de preço nisto tudo é provavelmente bem mais difícil, reconhece a equipa, do que os custos das alterações climáticas.
O relatório salienta algumas das zonas ecologicamente danificadas do planeta, como o Haiti, onde a forte desflorestação devida ao corte pelos mais pobres para venderem a lenha, significa que o solo está a ser erodido e é muito menos produtivo.
Existem algumas indicações de que as questões da biodiversidade e da saúde dos ecossistemas estão agora a ser faladas nas cúpulas políticas. Os ministros do ambiente do G8 concordaram, na sua última reunião, num documento onde se salienta que "a biodiversidade é a base da segurança humana e ... a perda de biodiversidade vai exacerbar as desigualdades e a instabilidade na sociedade humana".
O documento do G8 também enfatiza a importância das áreas protegidas e o combate à desflorestação. Na CDB 60 países assinaram compromissos para acabar com a desflorestação global até 2020 mas o principal objectivo da Convenção, acordado por todos os signatários na Cimeira da Terra do Rio de Janeiro de 1992 ("parar e começar a reverter" a perda de biodiversidade até 2010) não é provável que seja atingido.
Um primeiro rascunho da análise TEEB concluía: "As lições dos últimos 100 anos demonstram que a humanidade tem vindo a actuar demasiado pouco e demasiado tarde em face de ameaças semelhantes - amianto, CFC, chuvas ácidas, declínio dos stocks pesqueiros, BSE e, mais recentemente, as alterações climáticas."
A análise Stern dirigia-se aos governos de uma forma que os relatórios anteriores sobre alterações climáticas não podiam pois foi escrita por e para economistas. Os arquitectos do relatório TEEB esperam eventualmente fazer o mesmo para a biodiversidade.
Fonte: Simbiotica

0 comentários: