NutriViva no Facebook é a nossa página no Facebook onde há uma constante actividade com pratos e ideias sobre Alimentação Viva.
O blog também está acessivel em ALIMENTACAOVIVA.COM e ALIMENTACAOVIVA.INFO
Visitem o meu blog em inglês (com traduçao automática)
Raw in Copenhagen
Ao deixar um comentário referente a um artigo, por favor colar o link desse artigo.

Badge Raw Food

Qr Code do blog

Qr Code do blog
Qr Code do blog

Rss

Contacto

Search/ Busca

Carregando...

Blog Archive

Followers

Follow by Email

Add me on Facebook

NutriViva Tv



Ocorreu um erro neste gadget

Total de visualizações de página

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Vegetarianos e Carnívoros

Alterações climáticas: Conferência de Bali deve abrir negociações


e estabelecer “roteiro” para novo acordo ao nível das Nações Unidas

IP/07/1773
Bruxelas, 27 de Novembro de 2007

A Conferência das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, que se reunirá de 3 a 14 de Dezembro em Bali, na Indonésia, deve decidir a abertura de negociações tendentes a um acordo abrangente e ambicioso de combate às alterações climáticas para depois de 2012, altura em que termina o primeiro período de compromissos no âmbito do Protocolo de Quioto. É este o objectivo central da Comissão e dos Estados-Membros da UE à luz da alarmante avaliação das actuais e futuras alterações climáticas recentemente efectuada pelo Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (PIAC). O Comissário Stavros Dimas, responsável pela pasta do Ambiente, participará na sessão de alto nível da Conferência de Bali, que terá lugar de 12 a 14 de Dezembro e será precedida por reuniões dos Ministros do Comércio, dias 8 e 9, em que se discutirão questões climáticas relacionadas com as trocas comerciais, e dos Ministros das Finanças, dias 10 e 11, em que se abordará o financiamento de tecnologias com baixas emissões de dióxido de carbono....


Source/Quelle: Alterações climáticas: Conferência de Bali deve abrir negociações...

Link: Alterações climáticas: UE a caminho de cumprir objectivo de Quioto, mas o esforço tem de continuar, indicam projecções
quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Leite de vaca x leite de cabra


O alimento ideal para o bebê até os 6 meses de idade é o leite materno. O mesmo protege a criança contra infecções e tem uma composição ideal para seu pleno crescimento e desenvolvimento. Quando a mãe está impossibilitada de amamentar exclusivamente até o final do primeiro semestre de vida leites maternizados podem complementar a dieta do recém nascido.
É comum também que as mães questionem sobre a diferença entre os leites de vaca e do leite de cabra. Uma pesquisa do departamento de fisiologia da Universidade de Granada (Universidad de Granada - http://www.ugr.es/) revelou que o leite de cabra tem mais propriedades benéficas do que o leite de vaca. É comum que crianças aleitadas com o leite de vaca desenvolvam anemia ferropriva.
Nesta pesquisa o Dr. Javier Díaz Castro e os professores Margarita Sánchez Campos, Mª Inmaculada López Aliaga and Mª José Muñoz Alférez, focaram na comparação entre os dois leites com conteúdo normal de cálcio e também naqueles enriquecidos com o mineral. A biodisponibilidade de ferro, cálcio, fósforo e magnésio foram avaliados através de técnicas de balanço metabólico em camundongos. Para saber se a utilização dos minerais afetava a distribuição e destinação metabolica, os pesquisadores determinaram as concentrações dos mesmos em diferentes órgãos e no sangue. Isto não foi observado nos bebês que receberam o leite de cabra.
Os resultados obtidos revelaram que a anemia ferropriva e a desmineralização óssea foram melhor recuperada nos animais que receberam o leite de cabra. Estes dados servirão de base para outros estudos sobre o benefício do leite em populações afetadas pela anemia ferropriva e doenças relacionadas a desmineralização óssea. Os resultados parciais deste estudo foram publicados no International Dairy Journal e no Journal Dairy Science.

Fast food e a saúde de seus filhos



Um novo estudo sugere que crianças em idade pré-escolar (menores que 6 anos) preferem o sabor de alimentos e bebidas dos alimentos quando os mesmos estão dentro de embalagens da cadeia de Fast Food McDonald's. A pesquisa divulgada no exemplar de agosto do Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, busca entender a influência do marketing nos hábitos e preferências das crianças. A indústria de alimentos e bebidas gasta mais de 10 bilhões de dólares anualmente em marketing direcionado às crianças, apenas nos EUA. Já aos dois anos, as crianças alimentam preferências e crenças no que diz respeito a determinadas marcas e com seis anos podem reconhecê-las e determinar a que cadeia de fast food cada produto pertence.
O pesquisador Thomas N. Robinson e seus colaboradores da Universidade Stanford na Califórnia entrevistaram 63 crianças entre 3 e 5 anos. Cada criança provou 5 pares de embalagens com alimentos e bebidas do McDonald´s. Apesar de todos os alimentos serem da mesma cadeia de fast food apenas metade dos mesmos estavam nas embalagens fornecidas pelo fabricante.
No total as crianças fizeram mais de 300 comparações. Os resultados mostraram que:
  • Em média, as crianças preferiram o sabor dos alimentos e bebidas que estavam dentro das embalagens do McDonald's (4 em cada 5 testes);
  • Crianças que assistiam mais TV e as que visitavam o McDonald's mais frequentemente mostraram maior preferência pelos mesmos alimentos quando estavam dentro da embalagem da marca.
Este estudo mostra que o marketing realmente exerce um grande poder de atração sobre as crianças e que, por isso, justifica-se uma maior regulação do governo sobre as propagandas de alimentos com alto conteúdo calórico, pobre em vitaminas e minerais e ricos em açúcar.

Caso queira ler o artigo na integra procure por: "Effects of Fast Food Branding on Young Children's Taste Preferences." Thomas N. Robinson; Dina L. G. Borzekowski; Donna M. Matheson; Helena C. Kraemer. Arch Pediatr Adolesc Med. 2007;161:792-797.
Vol. 161 No. 8, August 2007.

Fonte da imagem: http://cache.consumerist.com/images/2006/03/mickeydburger.jpg

Abacate e a prevenção do câncer


O abacate, fruta nativa da américa central, é um alimento rico em gorduras monoinsaturadas, famosas por reduzirem os níveis de colesterol ruim, ou LDL.
Agora, pesquisadores da Universidade de Ohio, descobriram que o fruto também tem um papel importante na prevenção do câncer, provavelmente devido a seu alto conteúdo de vitaminas, minerais e fitoquímicos.
As pesquisas ainda caminham no sentido de descobrir como os compostos agem na prevenção do câncer, porém caso queira se beneficiar do alimento imediatamente, inclua-o em pratos frios como o guacamole, em vitaminas ou cremes. Duas colheres de sopa fornecem 50 calorias e 4 gramas de gordura. Algumas pessoas substituem a manteiga, margarina e maionese pela polpa da fruta que é muito mais nutritiva.

Andreia Torres

Nutricionista, especialista em nutrição clínica e mestre em nutrição humana.
Atualmente leciona em faculdades particulares do DF e atende em seu consultório, em Águas Claras.

Restrição calórica para a reparação celular


Um estudo da Universidade da Flórida evidenciou que o corpo beneficia-se da restrição calórica, pelo menos em camundongos. O baixo consumo calórico proporcionou mais tempo de vida aos roedores através do aumento da habilidade de reparo de células danificadas.
Durante o envelhecimento, radicais livres são produzidos em maiores quantidades danificando células e tecidos. O efeito pode ser desastroso causando a morte celular em escalas aumentadas. Células jovens tem maior capacidade de se reciclar e degradar estruturas danificadas. Porém células mais velhas realizam este processo menos eficientemente acumulando-se e acelerando o envelhecimento. A sobrevivência das células depende de sua habilidade em reciclar suas estruturas danificadas através de um processo conhecido como autofagia. Quando uma célula está passando por algum tipo de estresse o mecanismo de autofagia inicia-se com a finalidade de remover os componentes danificados, enquanto recicla os blocos necessários à reconstrução celular.
No estudo da universidade da Flórida, dois grupos de camundongos foram comparados: aqueles com dieta livre e aqueles com dieta hipocalórica. O estresse da dieta com poucas calorias foi suficiente para aumentar o processo de renovação celular no coração dos camundongos em até 120%. Afim de determinar como a restrição calórica foi capaz de reduzir os compostos tóxicos produzidos, os cientistas estudaram como a quantidade de certas proteínas mudou com o envelhecimento e com a dieta dos roedores. Os achados evidenciaram que determinadas proteínas responsáveis pela degradação de células danificadas eram mais abundantes em camundongos mais velhos cujas dietas eram restritivas em termos calóricos.
Este processo de reparação celular é particularmente importante no coração, um órgão vital, rico em mitocôndrias. Como o coração não tem uma capacidade de repor células mortas em velocidade adequada, a manutenção de células antigas através da reparação é crucial para o bom funcionamento do órgão.
Agora que as proteínas foram identificadas os pesquisadores buscam um mecanismo de acelerar a renovação celular sem a restrição calórica. Enquanto as pesquisas continuam tenha em mente que quanto mais você come mais envelhece por isto tente não abusar à mesa com grande frequência.

Fonte: University of Florida

Nova posição sobre o consumo de gorduras das associações americana e canadense de nutricionistas


Quanta gordura pode ser incluída em uma dieta saudável? Como evitar as gorduras trans? Os ácidos graxos ômega 3 são realmente bons para o coração? Estas questões, comuns entre consumidores e profissionais de saúde estão respondidas no documento Dietary Fatty Acids - divulgada pelas associações americana e canadense de nutricionistas.


As gorduras são componentes fundamentais de uma dieta saudável. Entre 20 e 30% das necessidades energéticas devem ser supridas por estas moléculas. Porém, uma vez que óleos e gorduras são ricos em calorias (fornecem 9 calorias em uma grama) as porções devem ser limitadas a fim de evitar o ganho de peso.

O tipo de gordura na dieta também é muito importante. As escolhas mais saudáveis são as gorduras insaturadas presentes em óleos vegetais, nozes e castanhas, e o ômega-3 presente nos frutos do mar e na linhaça. Gorduras saturadas (presentes em produtos de origem animal) e gorduras trans (comuns nos alimentos industrializados) devem ser evitadas.

As duas associações recomendam ainda uma dieta rica em vegetais, frutas, grãos integrais, leguminosas, nozes e castanhas. Indica que o consumo de carnes deve ser reduzido e que as escolhas devem recair sobre os cortes magros. Os laticínios devem ser desnatados e o consumo de peixes deve aumentar. Além disso recomenda a retirada das gorduras hidrogenadas (trans) da dieta.
Uma cópia do documento pode ser encontrada na página http://www.dietitians.ca/news/highlights_positions.asp.

Associação de nutricionistas do Canadá: http://www.dietitians.ca.

Associação de nutricionistas dos EUA: http://www.eatright.org/

Mais pistas sobre os benefícios da restrição calórica

Os cientistas dão passos lentos mas acabam chegando nas respostas que tanto esperamos. No dia 21 de setembro um grupo de pesquisadores das Universidades americanas de Harvard e de Cornell, publicaram na revista Cell um novo estudo sobre mecanismos com que a restrição calórica prolongam a vida. Os pesquisadores descobriram dois genes (SIRT3 e SIRT4) envolvidos diretamente no prolongamento da vida celular. Quando os mamíferos são submetidos a restrições calóricas, os dois genes entram em ação protegendo as células contra doenças relacionadas ao envelhecimento. Para saber mais, leia o post em inglês New clue to why eating fewer calories can help you live longer ou o artigo original:


"Nutrient-Sensitive Mitochondrial NAD+ Levels Dictate Cell Survival."
Hongying Yang, Tianle Yang, Joseph A Baur, Evelyn Perez, Takashi Matsui, Juan J Carmona, Dudley W Lamming, Nadja C Souza-Pinto, Vilhelm A Bohr, Anthony Rosenzweig, Rafael de Cabo, Anthony A Sauve, and David A Sinclair. Cell, Vol 130, 1095-1107, 21 September 2007.
http://www.nearingzero.net/screen_res/nz302.jpg
Fonte da figura: http://www.nearingzero.net/screen_res/nz302.jpg

O segredo dos japoneses



A dieta praticada no Japão é rica em nutrientes importantes para a saúde, como fitoquímicos, ômega-3 e vitaminas do complexo B. Alimentos como soja, peixes e algas marinhas são alguns dos responsáveis pela boa forma da população e também pela menor incidência de doenças coronárias e diabetes.

Outro segredinho da dieta japonesa é a quantidade de alimentos consumida. As porções costumam ser menores do que as praticadas pelos países do ocidente. Em média, japoneses consomem 200 calorias a menos do que os americanos. Por isto, apenas 3.6% dos adultos japoneses sofrem com a obesidade, enquanto a síndrome atinge 32% dos americanos.

Dicas dos japoneses:

- Coma em pratos menores;
- Deixe espaços vazios no prato;
- Coma pequenas porções de alimentos deliciosos;
- Encha apenas 80% do seu estômago.

Fonte:

Andreia Torres

Nutricionista, especialista em nutrição clínica e mestre em nutrição humana.
Atualmente leciona em faculdades particulares do DF e atende em seu consultório, em Águas Claras.

Propriedades nutricionais do gergelim

Além de gostoso o gergelim possui propriedades nutricionais interessantes. É rico em proteínas, fibras, cálcio e ferro, além de conter gordura de ótima qualidade, vitamina E, do complexo B, minerais como fósforo, magnésio, selênio, zinco e manganês.


Informação nutricional

Por 100gPorção 10g%VD(*)
Valor Energético570 kcal 85 kcal 4
Carboidratos23 g 4 g 1
Proteínas18 g 3 g 4
Gorduras totais50 g 8 g 12
Gorduras saturadas7 g 1 g 1
Gorduras Trans0 g 0 g 0
Colesterol0 mg 0 mg 0
Fibra alimentar9 g 1 mg 4
Cálcio975mg 146mg 18
Ferro14 mg 1 mg 7
Sódio11 mg 1 mg 0
*Valores diários de referência com base em uma dieta de 2000 kcal. Fonte da tabela: http://www.universoorganico.com.br/index.php?secao=04c&codigo=8

Benefícios do jejum

Uma nova pesquisa divulgada na edição de outubro do Journal of Lipid Research mostrou que o jejum pode diminuir a quantidade de células gordurosas no organismo e acelerar os mecanismos de quebra de células adiposas.


A cientista Krista Varady estudou o efeito do jejum intercalado com alimentação em camundongos do sexo masculino. Durante 4 semanas os pesquisadores alimentaram os animais com um dos seguintes esquemas alimentares:

- dieta normal (livre);
- jejum em dias alternados com alimentação normal;
- dieta normal em um dia, 50% da dieta normal no outro dia;
- dieta normal em um dia, 75% da dieta normal no outro dia;

Os pesquisadores observaram uma perda de peso nos grupos de camundongos que jejuou e nos grupos com dietas restritivas, sendo que o grupo que jejuou perdeu 50% das células adiposas e o grupo que consumiu 50% da dieta normal, perdeu 35% das células de gordura, o que pode contribuir para a prevenção de doenças como obesidade e diabetes tipo 2.

Fonte: K. A. Varady, D. J. Roohk, Y. C. Loe, B. K. McEvoy-Hein, and M. K. Hellerstein . J. Lipid Res. 2007 48: 2212-2219. First Published on July 2, 2007.

Papel do resveratrol em dietas hipercalóricas


Trabalho publicado na revista “Nature”
18 de Setembro de 2007


Uma substância presente em grandes quantidades em frutos, como uva e nozes, o resveratrol, atenua os efeitos não desejados da Obesidade e melhora a esperança e a qualidade de vida dos que sofrem com excesso de peso.

O estudo, desenvolvido por um grupo de cientistas - na maioria norte-americanos – foi recentemente publicado na revista “Nature”.

Os cientistas chegaram a esta conclusão após alimentarem ratinhos com uma dieta muito rica em gorduras em conjunto com resveratrol, substância com a qual as videiras e nogueiras se defendem de infecções, como fungos.

Segundo o líder da investigação, Plácido Navas, da Universidad Pablo de Olavide, foi comprovado que os ratinhos alimentados com esta dieta viviam mais e tinham melhor qualidade de vida que os que engordavam sem a substância.

Os animais desenvolveram uma mudança metabólica capaz de prevenir, por exemplo, todos os sintomas de doenças como Diabetes. Além disso, disse o especialista, a esperança de vida dos animais aumentou com o consumo de resveratrol combinado com uma dieta hipercalórica.

Segundo os dados das experiências, quando a dieta rica em gorduras era combinada com resveratrol, apenas 30% dos roedores morriam, enquanto a percentagem chegava aos 50% entre os animais que não receberam a substância e ganhavam peso. O especialista explicou ter ficado comprovada uma mudança molecular nesses animais rumo a uma maior produção de mitocôndrias.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Dois medicamentos para emagrecer comercializados em Portugal aumentam risco de Depressão e Ansiedade

Estudo da University of Alberta

19 de Novembro de 2007

Um estudo realizado no Canadá revela que dois medicamentos usados para emagrecer, comercializados em Portugal, aumentam o risco de reacções adversas do foro psiquiátrico, como a Depressão e a Ansiedade.

O estudo da University of Alberta no Canadá e realizado para avaliar a eficácia a longo prazo de dois fármacos usados no tratamento da obesidade e do excesso de peso - orlistato e sibutramina - demonstrou que estes fármacos só permitem uma pequena perda de peso de menos de cinco quilos, provocando um aumento do risco de problemas de humor, como a Depressão e a Ansiedade.

Segundo fonte oficial do INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde), "apenas a sibutramina e o orlistato se encontram à venda em Portugal", mas que, de qualquer forma, "todos os efeitos secundários que tenham sido observados estão descritos nos resumos dos medicamentos", estando por isso os pacientes informados.

Fontes: Lusa e Infarmed
ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Uso excessivo de antibióticos preocupa médicos

Muitas pessoas têm recorrido ao uso de antibióticos para problemas rotineiros
de saúde como tosse, constipações e dor de garganta. O comportamento tornou-se tão comum, muitas vezes os próprios médicos contribuem com a tendência, que tem levado não apenas à auto-medicação, mas ao aparecimento de certos tipos de fármacos preferidos, como se tais medicamentos fossem doces ou refrigerantes.


Para o médico Jim Wilde, da Faculdade de Medicina da Geórgia, nos Estados Unidos, a situação é tão grave que «a guerra contra as bactérias está a ser perdida». O ponto mais preocupante é que a proliferação de microrganismos resistentes aos antibióticos tem ocorrido em velocidade e frequência muito superiores ao ritmo de produção de novos medicamentos.


O cientista explica que, mesmo que os antibióticos sejam utilizados apenas quando realmente necessários, as bactérias encontrarão maneiras de lhes resistir. Mas a diferença é que, nesse cenário, o período de eficácia seria muito maior, dando tempo para que fossem desenvolvidas novas drogas.


Wilde acredita que, se nenhuma medida drástica for tomada, a maioria dos antibióticos (necessários para tratar estados graves como meningite ou pneumonia ) pode tornar-se inútil em 50 anos.


O especialista lembra que em países em desenvolvimento, onde a falta de médicos e profissionais de saúde acaba por conduzir a um uso ainda mais indiscriminado de antibióticos do que nos países mais ricos, o perigo é ainda maior. «Em diversas regiões, as infecções comuns que já não têm tratamento disponível».


Traduzido por:
MNI-Médicos Na Internet

Austrália decidida a ratificar o Protocolo de Quioto


O novo primeiro-ministro australiano Kevin Rudd não perdeu tempo a deitar mãos ao trabalho em relação uma promessa eleitoral de ratificar o Protocolo de Quioto sobre as emissões de gases de efeito de estufa.

Rudd, antigo diplomata de 50 anos, liderou o Partido Trabalhista numa enfática vitória na eleição de sábado passado, reclamando 83 dos 150 lugares da câmara baixa do parlamento nacional.

No dia seguinte, Rudd reiterou a promessa de ratificar o protocolo climático até ao Natal. O anterior líder, John Howard, tinha recusa terminantemente apoiar o pacto ao longo dos seus 11 anos de duração.

"A Austrália tem agora a oportunidade de fazer parte da liderança sobre as acções contra as acções climáticas", diz Denise Boyd da Australian Conservation Foundation de Melbourne. "Antes apenas perdemos tempo."

No seu primeiro dia de trabalho, domingo, Rudd também confirmou que tenciona liderar a delegação australiana à Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, a realizar em Bali na próxima semana. Assim, esta reunião terá os Estados Unidos como único estado desenvolvido que ainda recusa o Protocolo de Quioto.

John Connor, executivo-chefe do Climate Institute of Australia de Sydney, diz que a alteração de posição do país já está a causar alterações na cena internacional das alterações climáticas. "Será um grande empurrão para as negociações de Bali ter um dos bloqueadores a transformar-se num apoiante."

As alterações climáticas foram um tema definidor na campanha eleitoral, que decorreu durante o que os funcionários governamentais consideraram a pior seca de que há memória na Austrália. Sondagens à boca da urna confirmaram que a economia e a saúde ocupavam os primeiros lugares das preocupações dos eleitores, com as alterações climáticas e a relações industriais no terceiro lugar.

Na frente doméstica, Rudd prometeu estabelecer objectivos para um regime de trocas de emissões até meados de 2008 e estabelecer um objectivo obrigatório de energias renováveis até ao final do próximo ano mas não foram conhecidos detalhes ainda.

Originalmente a Austrália tinha negociado uma permissão generosa de aumento de 8% sobre os níveis de emissões de 1990 até 2012 sob a alçada do Protocolo de Quioto, apesar de não ter ratificado o acordo. Os objectivos têm sido seguidos de acordo com este objectivo mas Rudd deve realmente reduzir as emissões no espaço de 5 anos e garantir que toda a nova electricidade acrescentada à grelha provenha de energias limpas.

Novas Obras - Dr.Marcio Bontempo

"Que o teu alimento seja o teu remédio."
Hipócrates (260 - 377 a.C.)

Novas obras - Dr.Marcio Bontempo

*Receitas Médicas Naturais

Esta obra é resultado da experiência de médicos e profissionais da saúde que aplicaram as plantas medicinais como base terapêutica. Com linguagem simples e objetiva, o livro apresenta orientações médicas combinadas à sabedoria popular e tradicional, que agora são comprovadas e até aplicadas pela medicina oficial.
Considerado o introdutor da medicina natural científica no Brasil, com 25 anos de experiência em projetos e atividades voltadas para a saúde do povo, especializado em saúde pública, Dr. Marcio Bontempo mostra como muitas enfermidades podem ser tratadas com métodos simples e de fácil aquisição, valorizando assim nossas raízes culturais e tradicionais.
Receitas médicas naturais é um manual prático que tem o objetivo de aliar o conhecimento da medicina oficial ao da medicina popular. Uma obra indispensável a todas as pessoas interessadas em cuidar da saúde pessoal e familiar.


*Pimenta e Seus Benefícios à Saúde

Você sabia que a pimenta, aquele condimento de sabor picante, traz diversos benefícios à saúde?

Na realidade, o poder nutricinal e medicinal fazem da pimenta um alimento muito saúdavel. Seu sabor ardente deve-se a uma substância com propriedades analgésicas e energéticas. Rica em vitaminas, a pimenta também favorece a redução de coágulos no sangue, pois é vasodilatadora; estimula a produção de endorfina no cérebro, hormônio que produz a sensação de bem-estar; apresenta ação antioxidante, antiinflamatória e anticancerígena; e ainda reduz o apetite, sendo benéfica ao tratamento da obesidade.

Além de informações sobre suas aplicações medicinais, este livro apresenta algumas receitas nas quais a pimenta é o principal ingrediente, assim você poderá apreciar o sabor inconfundível desta autêntica especiaria.


*Alho Sabor e Saúde

Não restam dúvidas acerca dos inúmeros benefícios do alho para a nossa saúde: é um antibiótico natural que combate muitas infecções, baixa o colesterol, protege o coração e favorece a circulação; é também um poderoso depurador e contém uma dose elevada de vitamina C, além de selênio – mineral antioxidante –, sendo ainda recomendado para o alívio de perturbações respiratórias.

Conheça mais detalhadamente as indicações de seu uso no combate e prevenção de enfermidades, bem como os diversos benefícios que este alimento proporciona à sua saúde, além de aprender como escolhê-lo na hora da compra, como armazená-lo e como utilizá-lo para aproveitar melhor as suas propriedades em deliciosas receitas.



Editora Alaúde: www.alaude.com.br (Preços promocionais!!)

Dr.Marcio Bontempo: www.drmarciobontempo.com.br

Matérias: Revista Boa Forma - Vida Natural & Equilíbrio - Estilo Natural (Outubro e Novembro de 2007). Veja no site do autor ou da editora Alaúde.



www.drmarciobontempo.com.br
terça-feira, 27 de novembro de 2007

ONU: Brasil entra em grupo de alto desenvolvimento


Capa do relatório 2007/2008 do PNUD
Programa da ONU divulga ranking de desenvolvimento desde 1990
O Brasil entrou pela primeira vez para o grupo de países de "alto desenvolvimento humano" no ranking elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), divulgado nesta terça-feira em Brasília.

De acordo com o relatório da ONU, o Brasil atingiu o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,800, em uma escala de 0 a 1. Países com índice inferior a 0,800 são considerados de "médio desenvolvimento humano", categoria na qual o Brasil figurava desde 1990, quando o PNUD começou a divulgar o ranking.

Os dados do relatório divulgado nesta terça-feira são referentes a 2005. No relatório do ano passado, de 2004, o IDH do Brasil foi de 0,798, já com os dados revisados.

Apesar de ter tido uma pontuação maior, o país caiu uma posição no ranking e agora ocupa o 70º lugar, o último entre os de nações com “alto desenvolvimento”. Nesse grupo, que saltou de 63 para 70 neste ano, o Brasil também é o país com maior desigualdade entre ricos e pobres, seguido por Panamá, Chile, Argentina e Costa Rica. No Brasil, os 10% mais ricos da população têm renda 51,3 vezes maior do que os 10% pobres.

Além do Brasil, países como Rússia, Macedônia, Albânia e Belarus também ingressaram no rol dos países de "alto desenvolvimento humano" nesta edição do ranking, que neste ano foi liderado pela Islândia, com IDH de 0,968.

Revisão

O IDH é um índice usado pela ONU para medir o desempenho dos países em três áreas: saúde, educação e padrão de vida. O índice é composto por estatísticas de expectativa de vida, alfabetização adulta, quantidade de alunos na escola e na universidade e o Produto Interno Bruto (PIB) per capita.

O Brasil subiu não só devido a melhoras reais nos campos avaliados pelo IDH, mas também em função de revisões de estatísticas nos bancos de dados da Unicef e do Banco Mundial – órgãos que fornecem os números para o PNUD, normalmente baseados em dados produzidos pelos próprios países.

Revisões estatísticas também revelaram que os padrões de educação e expectativa de vida no Brasil aumentaram em 2005. A expectativa de vida média subiu de 70,8 anos, no relatório anterior (71,5 no número revisado), para 71,7 anos em 2005. A revisão foi feita em 62 países, a partir do ajuste do impacto da Aids na longevidade das populações, menor do que se pensava anteriormente.

Ritmo estável

De 2004 para 2005, o Brasil melhorou em todos os itens que compõem o IDH, com exceção da alfabetização adulta – que ficou estável em 88,6% da população com mais de 15 anos. O outro subitem ligado à educação, a taxa de matrícula escolar total, havia sido revisado de 85,7% para 87,5% para o ano de 2004 e foi repetida em 2005 porque não havia ainda dados disponíveis para aquele ano na data da elaboração do relatório, em abril deste ano.

IDH do Brasil
1990 - 0,723
1995 - 0,753
2000 - 0,789
2004 - 0,792
2005 - 0,800
Fonte: PNUD

O desempenho econômico do país também contribuiu para melhorar o padrão de desenvolvimento humano. O PIB per capita anual aumentou 2,5% de 2004 para 2005, atingindo US$ 8.402 (por paridade de poder de compra).

De 1990 a 2005, o PIB per capita brasileiro cresceu em média 1,1% por ano, ritmo idêntico ao da Argentina, mas bastante inferior ao do Chile – que cresceu em média 3,8% ao ano.

O PNUD começou a divulgar o IDH desde 1990, mas traz dados para vários países retroativos a 1975. Desde então, o Brasil vem melhorando o seu índice de desenvolvimento humano em um ritmo estável.

Em 1975, o IDH brasileiro era calculado em 0,649. Desde então o Brasil vem mantendo uma média de crescimento de cerca de 0,050 no índice a cada dez anos.

Segundo o economista Flavio Comim, especialista em desenvolvimento humano e assessor especial para o PNUD, o aumento de número de alunos matriculados em escolas foi o fator que mais contribuiu para a melhora do IDH do país no longo prazo. Desde 1990, o índice subiu de 67,3% para 87,5%.

Para Comim, a importância de entrar na lista dos países de alto desenvolvimento humano é "simbólica, mas significativa, pois abre espaço para uma agenda mais ambiciosa no Brasil".

Segundo ele, um dos motivos que faz o Brasil ficar em último lugar entre as nações de "alto desenvolvimento humano" no IDH é o fato de que os indicadores sociais brasileiros estão muito abaixo do nível de renda do país.

Comim identifica cinco áreas em que o Brasil ainda precisa melhorar para subir no ranking: combate à pobreza e à desigualdade, saneamento, mortalidade infantil e mortalidade materna. Nessas áreas, segundo ele, o Brasil está muito atrás dos demais países, mesmo os latino-americanos.

Comim afirma que, baseado em dados já disponíveis sobre 2006, o Brasil deve melhorar ainda mais o seu IDH no relatório do ano que vem.

Fonte: BBC Brasil

A epidemia de diabetes

Uma epidemia de diabetes se espalha pelo Brasil e por muitos países.
Essa afirmação parece estranha porque costumamos empregar o termo epidemia apenas quando nos referimos às doenças infecto-contagiosas, mas a atual explosão de casos de diabetes obedece a todos os critérios epidemiológicos necessários para a caracterização de uma epidemia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) chama a atenção para o fato de que a incidência de diabetes aumenta não apenas nos países industrializados, mas também nos que adotaram estilos de vida e hábitos alimentares "ocidentalizados". A OMS estima que cerca de 5,1% da população mundial entre 20 e 79 anos sofra da doença. E faz previsões nada otimistas: o número atual de 194 milhões de casos duplicará até 2025.
Diabetes mellitus é uma condição crônica que surge quando o pâncreas se torna incapaz de produzir insulina (diabetes tipo 1 ou insulinodependente), ou quando o organismo não consegue fazer uso adequado da insulina produzida (tipo 2 ou não insulinodependente). Noventa por cento dos casos pertencem ao tipo 2, e apenas 10%, ao tipo 1.
Sabe-se que filhos de pais e mães diabéticos correm mais risco de desenvolver a doença e que algumas condições da vida intra-uterina também aumentam a probabilidade. Por exemplo, crianças nascidas com baixo peso correrão risco maior na vida adulta.
Embora fatores genéticos estejam claramente envolvidos em ambas as formas da doença, as causas de diabetes tipo 1, mais freqüente em crianças e adolescentes, permanecem mal elucidadas; já as do tipo 2, que se instalam preferencialmente na maturidade, estão ligadas ao excesso de peso, à obesidade, à inatividade física, às dietas ricas em gordura e em alimentos de alta densidade energética.

Fatores de risco
Nos últimos 20 anos, ficou demonstrado que a obesidade é um fator de risco determinante para o aparecimento de diabetes tipo 2 em todos os grupos raciais ou étnicos estudados. Mas, o risco pode variar de acordo com o grupo estudado. As populações indígenas, por exemplo, são particularmente suscetíveis à associação obesidade-diabetes: os índios Pima, do Arizona, conhecidos pela alta prevalência de obesidade, apresentam a maior incidência de diabetes do mundo (50% dos adultos são diabéticos).
No passado, pensávamos que o tecido gorduroso fosse simples depósito de gordura, encarregado de armazenar energia a ser disponibilizada quando o organismo dela necessitasse. Hoje sabemos que as células adiposas podem ser consideradas parte do sistema endócrino: produzem hormônios que caem na corrente sangüínea e vão afetar outros tecidos.
É o caso da lepitina, proteína descrita em 1994, dotada da propriedade de agir sobre o centro da saciedade no cérebro, com a finalidade de inibir o apetite, evitar a obesidade e, conseqüentemente, condições como o diabetes. Por razões desconhecidas, no entanto, indivíduos obesos, apesar de geralmente produzirem grandes quantidades de lepitina, são resistentes a seu efeito inibidor do apetite. Essa resistência mantém a obesidade e aumenta a chance de desenvolver diabetes.

Ação dos hormônios
Recentemente, foram descritos outros dois hormônios produzidos pelo tecido adiposo envolvidos no aparecimento da doença: resistina e adiponectina. O primeiro, como o nome indica, exerce ação oposta à da insulina, reduzindo sua capacidade de metabolizar glicose adequadamente e favorecendo, assim, o aumento das concentrações de açúcar no sangue. Já a adiponectina promove efeito oposto: facilita a ação da insulina, reduzindo o risco de diabetes.
Infelizmente, nas pessoas obesas a produção de resistina aumenta e a de adiponectina cai, criando uma composição hormonal que favorece o aparecimento da doença.
Além desses hormônios, os ácidos graxos produzidos generosamente pelas células gordurosas em excesso acabam se acumulando nos músculos encarregados de remover glicose da circulação, dificultando a atividade da insulina e aumentando a quantidade de açúcar na corrente sangüínea.
Por razões como essas, o risco de homens ou mulheres desenvolverem diabetes aumenta progressivamente com a quantidade de gordura em excesso. Curiosamente pessoas obesas com excesso de tecido adiposo acumulado na região abdominal correm mais risco de se tornarem diabéticas do que pessoas obesas com gordura distribuída uniformemente pelo corpo.

Mudanças no estilo de vida
A atual epidemia de obesidade que atinge a infância e os adolescentes tem provocado aumento assustador de diabetes do tipo 2, mesmo nessas faixas etárias anteriormente consideradas resistentes a essa forma da doença. É importante lembrar que um adolescente com excesso de peso tem 70% de chance de mantê-lo ou de se tornar obeso na vida adulta. Se um de seus pais sofrer de obesidade, a probabilidade então sobe para 80%.
Várias pesquisas demonstram que perdas de 5% a 10% do peso corpóreo podem prevenir ou pelo menos retardar o aparecimento de diabetes. Mudanças discretas no estilo de vida que incluam dieta e atividade física, também. Por exemplo, andar 30 minutos por dia pode reduzir 40% a 60% o risco de instalação da doença.
Andar apenas 30 minutos por dia para evitar uma doença que provoca perda da visão, ataques cardíacos, derrames cerebrais, amputações de membros e insuficiência renal capaz de exigir transplante de rim, é muito sacrifício?

Fonte:Drauzio Varela

Mais da metade dos índios no Alto Xingu está acima do peso, revela artigo



Igor Cruz

Um estudo publicado em agosto na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz encontrou, entre os índios aruák (como os povos waurá, mehináku e yawalapati) do Alto Xingu, no Mato Grosso, uma elevada prevalência de excesso de peso, aumento da taxa de lipídios no sangue e pressão alta. Esses resultados, se comparados aos de pesquisas anteriores, revelam uma piora das condições de saúde dos índios, sobretudo dos homens. Esta população, cujos hábitos de vida conferiam proteção contra doenças crônicas, está se tornado vulnerável a problemas cardiovasculares, diabetes e outros agravos.

The New York Times) " border="0">
Índios waurá se preparam para uma dança ritual no Alto Xingu (Foto: Nicolas Reynard/The New York Times)

O estudo foi coordenado pelo professor Roberto G. Baruzzi, do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Integrante da equipe de pesquisa, a doutora em saúde pública Suely Gimeno relata que a alimentação das tribos está passando por mudanças. Peixe assado ou cozido, mandioca, amendoim, milho, banana, cana, mel e frutas ainda são destaques nas refeições. No entanto, em tempos mais recentes, outros ingredientes têm sido adicionados, como o sal comum, o açúcar e o óleo de cozinha – este responsável pela ingestão mais freqüente de frituras. As dietas dos índios são, hoje, mais ricas em carboidratos e gorduras e mais pobres em fibras.

Essas mudanças na alimentação, somadas a outras transformações no estilo de vida, como redução da atividade física, têm como conseqüência o maior risco de obesidade e de doenças associadas ao excesso de peso. Os pesquisadores da Unifesp, após examinaram cerca de cem índios adultos do sexo masculino, verificaram que 52% deles se encontravam acima do peso ideal, sendo que 15% estavam obesos. Além disso, 38% apresentavam pressão alta e 77% tinham taxas elevadas de lipídios no sangue. Entre as cerca de cem índias adultas que participaram do estudo, mais da metade apresentava obesidade abdominal.

“O processo de transição epidemiológica e nutricional observado em nosso meio (e também nas populações indígenas) tem em comum a consolidação do excesso de peso como um agravo nutricional associado à presença de diversas doenças crônicas não-transmissíveis”, diz o artigo publicado na revista da Fiocruz. “Esses achados sugerem a necessidade de implementação de medidas urgentes que visem tanto ao controle quanto à prevenção da obesidade e outros fatores de risco cardiovasculares também entre esses indivíduos”.



Leia o texto completo no endereço da Fiocruz.

Fonte: Agência Fiocruz

O QUE SÃO ENZIMAS?


O QUE SÃO ENZIMAS?

Segundo o Dr. Edward Howell, o primeiro pesquisador das enzimas, “as enzimas são substancias que tornam a vida possível. São necessários para todas as reacções químicas que ocorrem no corpo. Sem enzimas nenhuma actividade alguma vez aconteceria. Nem as vitaminas nem os minerais ou as hormonas conseguem fazer o seu trabalho – sem enzimas.”

Temos uma reserva de enzimas limitada o que nos leva a morrer quando as enzimas acabam.

Se comermos alimentos crus evitamos a destruição das enzimas que a comida contem facilitando assim a digestão e evitando gastar as nossas próprias reservas.

Segundo ainda o Dr. Edward Howell, a falta de enzimas na comida cozida é ainda uma das razões maiores do envelhecimento e morte precoce. É ainda a causa subjacente da maior parte das doenças.

Se o nosso corpo está ocupado com a digestão de alimentos cozidos e a produção de enzimas para a saliva, suco gástrico, suco pancreático e sucos intestinais, então terá de diminuir a produção de enzimas para outros propósitos.

Quando isto acontece, então como pode o corpo produzir enzimas para o trabalho do cérebro, coração, rins, músculos e os outros órgãos e tecidos.

Esta falta de enzimas ocorre na maioria da população mundial dos países civilizados que se alimenta de comida cozida.

Segundo estudos científicos recolhidos ao longo de mais de 40 anos pelo Dr. Howell, “o homem é o que menos enzimas da digestão dos amidos tem no seu sangue, entre todas as criaturas. Também temos o maior índice destas enzimas na urina o que prova que estão a ser utilizados rapidamente”. Consequentemente cada vez que comemos farináceos (pão, bolos, etc.) estamos a diminuir o nosso tempo de vida.

Existe evidencia que mostra que esta baixa de enzimas não é devida a nenhuma peculiaridade da nossa espécie. Na realidade, deve-se ás largas quantidades de amidos cozidos que comemos.

Em adição, é evidente a indicação que a alimentação cozida, por conseguinte sem enzimas contribui para o crescimento patológico excessivo da glândula pituitária, que regula as outras glândulas. Além disso, há pesquisas que indicam que 100% dos indivíduos com mais de 50 anos que morrem de causas acidentais tem deficiências nas glândulas pituitárias.

Seguidamente, acredita-se que a deficiência de enzimas é a causa da maturação exagerada das crianças e adolescentes dos nossos dias .É também uma causa importante no excesso de peso de muitas crianças e adultos.

Muitas experiências com animais mostram que as dietas deficientes em enzimas produzem uma maturação mais rápida do que o normal. Os animais com uma dieta cozida são também mais pesados do que os seus equivalentes que comem cru.

Outra evidencia é que os agricultores usam batatas cozidas para engordar os seus porcos antes de os levarem para o mercado. Eles descobriram que os porcos comendo batata cozida engordavam mais rápido e economicamente do que porcos comendo batata crua.

Esta evidencia mostra a grande diferença entre calorias cozidas e calorias cruas. Na verdade na sua experiência de trabalho num sanatório, o Dr. Edward Howell, descobriu que era impossível engordar as pessoas comendo cru, independentemente da quantidade de calorias ingeridas.

A propósito, outro dos efeitos relacionados com a deficiência de enzimas é que o tamanho do cérebro diminui. Mais, a tiróide aumenta de volume, mesmo na presença do iodo.
Isto foi provado em várias espécies. Na realidade não foi comprovado em seres humanos mas a evidencia é muito sugestiva.

Considera-se que o pâncreas humano é sobrecarregado com uma produção excessiva de enzimas comparado com qualquer outra criatura que se alimenta de comida crua. De facto, em proporção com o peso do corpo, o pâncreas humano é duas vezes mais pesado do que o de uma vaca.

Seres humanos que comem maioritariamente cozido, enquanto as vacas comem erva crua.

Depois, existe evidencia que ratos que comem cozido tem um pâncreas duas vezes maior do que ratos que comem cru.

Mais ainda, há provas de que o pâncreas humano é um dos mais pesados no reino animal, tendo em conta o peso corporal.

Este aumento de volume do pâncreas humano é tão perigoso – provavelmente ainda mais – do que o aumento de volume do coração, da tiróide etc.. A produção exagerada de enzimas é uma adaptação patológica a uma dieta de comida sem enzimas.

O pâncreas não é a única parte que produz exageradamente enzimas quando a alimentação é cozida. Por adição, existem as glândulas salivares, que produzem enzimas num grau nunca visto nos animais selvagens com a sua alimentação natural.

De facto, alguns animais numa dieta crua não tem qualquer tipo de enzimas na sua saliva. As vacas e as ovelhas produzem torrentes de saliva sem enzimas.

Os cães, por exemplo, também não segregam enzimas na sua saliva quando comem comida crua. No entanto, se começar a alimentá-los com amidos cozidos, as suas glândulas salivares começarão a produzir amido-enzimas digestivos ao fim de 10 dias.

Mais ainda, há mais evidencia de que as enzimas na saliva representam uma situação patológica e não normal. Isto é algo que o Dr. Edward Howell demonstrou em laboratório.

As enzimas na saliva só atacarão o amido quando este é cozido. Sendo assim, vemos que o corpo canaliza a sua limitada produção de enzimas para a saliva se de facto o tiver que fazer.

O Doutor Howell efectuou experiências em ratos em que um grupo comia carne crua e vegetais e sementes crus e o outro grupo comia o mesmo mas cozido. tentava assim ver qual dos grupos vivia mais tempo. Conclusão, ambos os grupos viviam praticamente o mesmo tempo o que surpreendeu o médico. Os ratos de ambos os grupos viveram cerca de 3 anos. Mais tarde o Dr. Howell descobriu a diferença.

Verificou que os ratos alimentados a comida cozida tinham comido as suas próprias fezes, as quais continham as enzimas excretadas pelo seu corpo.

Todas as fezes, incluindo as dos seres humanos, contém as enzimas utilizados pelo corpo. Os ratos tinham reciclado as suas próprias enzimas para as usarem outra vez. Por isso viveram tanto tempo como os outros ratos a comer cru.

Na realidade a prática de comer fezes é praticamente universal entre todos os animais de laboratório. Se bem que estes animais recebam dietas cientificas contendo todas as vitaminas e minerais, instintivamente sabem que precisam de enzimas. Por isso, comem as suas próprias fezes.

De facto, os animais com dietas cientificas desenvolvem a maior parte das doenças crónicas e degenerativas comuns aos seres humanos, se os deixarem viver até ao fim das suas vidas. Isto prova que só vitaminas e minerais não são suficientes para manter a saúde.

Para o Dr. Howell a evidencia mais impressionante de que precisamos de enzimas na nossa alimentação ocorreu no seu trabalho de sanatório quando os seus doentes eram postos em jejuns curativos.

“Quando se jejua, há uma paragem imediata da produção de enzimas digestivas. As enzimas da saliva, suco gástrico e pancreático diminuem e são raras. Durante o jejum, as enzimas do corpo estão livres para o trabalho de reparação e remoção de tecidos doentes. ”Disse.

Nos países considerados civilizados comem-se tamanhas quantidades de comida cozida que o sistema enzimático fica ocupado somente a digerir comida. Como resultado, o corpo tem falta de enzimas para manter os tecidos em boas condições.

A maior parte das pessoas que jejuam passam pelo que é chamado de uma crise curativa. Os pacientes podem sentir náuseas, vómitos e tonturas. O que se passa é que as enzimas estão a trabalhar para mudar a estrutura doente do organismo. As enzimas atacam os tecidos patológicos e dividem as substancias indigestas e não processadas; e estas são depois evacuadas pelos intestinos, pelo vómito ou através da pele.

Vários nutricionistas dizem que as enzimas dos alimentos são destruídas pelos ácidos do estômago e porconseguinte de pouco ou nenhum valor.

O doutor Howell contrapõe que esses nutricionistas não prestam atenção a dois factores importantes.

Em primeiro lugar, quando se come, a secreção ácida do estômago ocorre minimamente pelo menos durante 30 minutos. Á medida que a comida atravessa o esófago, cai sobre a parte superior do estômago. Esta é chamada a secção cardíaca, uma vez que está próxima do coração.

O resto do estômago continua plano e fechado enquanto a parte cardíaca se abre para acomodar a comida. Durante o tempo que a comida fica nesta secção superior, pouco ácido ou enzimas são segregadas pelo organismo. As enzimas da própria comida começam a digerir a comida. Quanto mais desta auto digestão ocorre menos trabalho o organismo tem que realizar mais tarde.

Quando este período de 30 a 40 minutos passa, a parte inferior do estômago abre e o corpo começa a produzir ácido e enzimas. Até nesse momento as enzimas da comida não param até que o nível ácido se torne proibitivo. Como se pode comprovar as enzimas conseguem suportar ambientes muito mais vezes ácidos do que neutros.

Muitos animais tem até o que se pode chamar de compartimentos de pré digestão enzimática onde a comida se digere a si própria. É o caso de certos macacos e roedores com as suas bolsas nas bochechas, os buchos de muitas espécies de pássaros, e os primeiros estômagos de golfinhos, baleias, etc..

Quando os pássaros comem sementes ou grãos de cereais, estes ficam no bucho entre 8 a 12 horas. Nesta pausa, absorvem humidade e começam a germinar. Durante a germinação formam-se enzimas que tem o trabalho de digerir as sementes e grãos.

Os golfinhos as baleias tem um primeiro estômago que não segrega enzimas. As baleias, por exemplo, engolem grandes quantidades de alimentos sem a mastigarem. A comida decompõe-se e digere-se a si própria. Na pele dos peixes e de outras espécies marinhas que a baleia come existe uma enzima, chamado catepsina, que decompõe o peixe uma vez morto, na realidade esta enzima está presente em quase todas as criaturas.

Depois do alimento da baleia se tornar liquefeito a si próprio, passa por um pequeno canal para o segundo estômago da baleia.

Parece um mistério para os cientistas na baleia, como tanto alimento pode passar por um canal tão pequeno. Não tem ideia de que a auto digestão esteve em acção.

Questionado sobre o facto de a maioria da população comer cozido todos os dias e se poderíamos recuperar a falta de enzimas comendo ao mesmo tempo comida crua o Dr. Howell respondeu:

“Não. A comida cozida causa um desgaste tão grande na nossa reserva de enzimas que não se consegue recuperar comendo também comida crua.

Na realidade os vegetais e a fruta não são fontes concentradas de enzimas. Quando amadurecem as enzimas estão presentes para o amadurecimento. No entanto quando o amadurecimento acaba, as enzimas retiram-se para os caules e sementes.

Por exemplo quando certas companhias querem extrair enzimas da papaia , um fruto tropical, eles usam o sumo de papaia verde. A papaia madura por si não tem grande concentração de enzimas.”

Segundo o Dr. Howell as bananas, abacates e mangas são boas fontes de enzimas. Na generalidade, os frutos com um alto valor calórico são mais ricos em enzimas.

As nozes e as sementes contém inibidores de enzimas pelo que se devem demolhar. Estes inibidores de enzimas existem para protecção da semente. A natureza não quer que a semente germine prematuramente e perca sua vitalidade. Quer sim que as sementes germinem num solo suficientemente húmido para poderem crescer e continuar a espécie.

Desta forma, quando se comem sementes cruas ou nozes cruas, estamos a ingerir os inibidores de enzimas que neutralizam algumas das enzimas que o organismo produz. Na realidade comer alimentos com inibidores de enzimas provoca um inchaço do pâncreas.

Todas as nozes e sementes contêm estes inibidores de enzimas. Amendoins crus, por exemplo tem uma quantidade especialmente grande. O gérmen de trigo cru também um dos piores ofensores. Em adição todas as ervilhas, feijões, e lentilhas contem alguns.

As batatas que são sementes também tem inibidores de enzimas.

Nos ovos que também são sementes, o inibidor existe basicamente na clara.

Como regra geral, os inibidores de enzimas estão confinados ás sementes dos alimentos. Por exemplo, os olhos das batatas. Os inibidores não estão presentes nas partes frescas das frutas ou nas folhas e caules dos vegetais.

Há duas formas de destruir os inibidores de enzimas. A primeira é cozer; no entanto assim também se destroem as enzimas. A segunda, que é preferível é a germinação. Assim destroem-se os inibidores de enzimas e também se aumenta o conteúdo de enzimas numa proporção de 3 para 6.

Alguns alimentos, como o feijão de soja, tem de ser bem cozidos para destruir os inibidores de enzimas. Por exemplo, muitas das farinhas de soja e pós no á venda não foram suficientemente aquecidos para destruir os inibidores.

A única solução para quem continua a comer alimentos cozidos é tomar suplementos de concentrado de enzimas de plantas.

Na ausência de contra-indicações, deve-se tomar entre uma a três cápsulas por refeição. É claro que se a sua refeição for só crua, não precisará de enzimas nessa refeição.

As cápsulas devem ser misturadas com a comida ou chupadas. Desta forma podem começar a trabalhar imediatamente. Acidentalmente, tomar enzimas extra é outra forma de neutralizar os inibidores de enzimas das nozes ou sementes não germinados.

Os concentrados de enzimas de plantas ou enzimas de fungos são melhores para pré-digestão da comida do que comprimidos de enzimas pancreáticos. Isto porque as enzimas de plantas conseguem actuar melhor em meios ácidos como o estômago, enquanto que as enzimas pancreáticos só trabalham no meio alcalino do intestino delgado.

Se os comprimidos tiverem um revestimento entérico, então não são apropriados, uma vez que só serão liberados depois de atravessar o estômago. Nesta altura é demasiado tarde para a pré-digestão da comida. Aqui o corpo já terá usado as suas enzimas para digerir a comida.

Uma alimentação deficiente em enzimas causa uma redução de 30% no tempo de vida. Assim sendo, poderíamos prolongar o nosso tempo de vida 20 ou mais anos.

Mesmo numa dieta de crus deve-se incluir enzimas pois o nosso corpo usa-as de tantas formas e assim poderemos manter a nossa reserva para situações de doença, situações extremas de temperatura e durante situações de exercício vigoroso. Conclui o Dr. Howell, que a titulo de curiosidade, já passou claramente dos 70 anos e continua a sentir-se como se tivesse 30, praticando ainda jogging todos os dias.

Fonte: living-foods.com - University of Natural Healing, Inc.

Tradução: de Luis Guerreiro (Publicado inicialmente no Site Comida Viva)

Regeneração no Corpo

Se desejarmos viver além da média dos homens, devemos reter o frescor da juventude em nossos tecidos. Não podemos permitir que eles endureçam. O processo de endurecimento leva à velhice [1].

A velhice não é uma época da vida. É um estado do ser - uma condição do corpo. É um efeito cumulativo de toda uma série de causas que operam para enfraquecer e deteriorar o corpo. Não é o período de tempo que vivemos, mas a maneira como nós vivemos que nos envelhece.

A vida do homem deve ser construída sobre a conservação de energia, não sobre sua dissipação.

Vejamos alguns exemplos. O livro História da Índia, de Peter Maffin, contém um relato sobre Numside Cogna, que morreu em 1566 com a idade de trezentos e setenta anos. Seus dentes, barba e cabelo foram renovados em quatro ocasiões diferentes. Os registros da Igreja de São Leonardo, em Londres, mostram que Thomas Carn nasceu em 25 de janeiro de 1588 e morreu em 1795, portanto com 207 anos de idade. Kentigern, o fundador da Catedral de Glasgow, morreu com a idade de 185 anos. Um soldado russo morreu em 1825 com a jovem idade de 202 anos. Etc.Algumas dessas idades podem ser questionadas, mas existe espaço para não desfazer de parte desses casos.

Uma coisa peculiar sobre esses homens de idade avançada é que a vida parece dar uma "segunda chance" para todos. Um terceiro conjunto de dentes pode eventualmente crescer. O cabelo pode vir de novo, sem ser grisalho, e, diz-se, as rugas da pele às vezes desaparecem.

Referência:[1] Herbert M. Shelton, Living Life to Live It Longer, Health Research Publ., 1962, pp. 83-84.

Alimentação viva: busca de qualidade de vida e mais energia

Comida viva

Alimentação viva: busca de qualidade de vida e mais energia
Uma alimentação que inclua hortaliças, frutas, nozes, algas marinhas, legumes crus (ou cozidos a uma temperatura inferior a 40ºC) e na qual não pode faltar, principalmente, grãos germinados (girassol, aveia, trigo, linhaça, soja, centeio, gergelim, entre outros) é novidade para muita gente, mas já vem conquistando adeptos mundo afora. Pessoas que querem uma vida mais saudável proporcionada por uma dieta leve e rica em energia estão aderindo à alimentação viva.
Esse novo conceito de dieta, segundo Tiana Rodrigues, sócia do restaurante Universo Orgânico, no Leblon, no Rio de Janeiro, cidade onde a tendência é mais forte no Brasil, explica que a base da comida viva é manter intactas as enzimas dos alimentos, chamados de “vivos”. “Quando o alimento é preparado a uma temperatura acima de 40ºC as enzimas são destruídas. Quanto mais enzimas o alimento tiver, melhor será o aproveitamento dos nutrientes pelo organismo e mais fácil será a digestão. Conservadas as energias dos alimentos, a pessoa não precisa usar a sua para digeri-lo. Todo o corpo fica muito melhor”, conta, acrescentando que o termo e o conceito de comida viva, criados pela médica Ann Wigmore (1909-1994), ganharam força nos Estados Unidos há cerca de 15 anos.

Alimentos orgânicos, frescos, da estação e que não sejam industrializados devem constituir a dieta da alimentação viva. Glúten, laticínios, açúcares e sais industrializados, por outro lado, são os grandes vilões. Mas as mudanças na alimentação não devem ser radicais. Segundo Rodrigues, as adaptações devem ocorrer gradativamente. “Não recomendo que seja imediatamente. Deve ser um processo de transição, pois o corpo ainda não está acostumado. Os alimentos devem ser retirados da alimentação aos poucos. O açúcar industrializado deve ser substituído, passando, por exemplo, pelo açúcar mascavo até chegar ao mel”, diz.

Mariana Soares, 32 anos, moradora de Copacabana, no Rio de Janeiro, conta que procurou uma melhor qualidade de vida para o dia-a-dia nessa forma de alimentação. A professora de ioga e arteterapeuta, que não come carne vermelha há mais de 12 anos e aos poucos foi cortando as brancas da dieta, descobriu a comida viva em 2004. “Minha motivação foi mesmo o interesse por saúde e disposição. Dou aulas de ioga diariamente, pela manhã e à noite, se não fosse pela comida viva, não teria tanta disposição para dar aulas e ainda pedalar de um lugar para o outro”, diz.

Um dos novos hábitos de Soares ao aderir ao novo tipo de alimentação foi passar a consumir diariamente um copo do suco luz do sol. A bebida reúne os seguintes ingredientes: maçã orgânica; pepino, folhas de couve ou outra hortaliça rica em clorofila; hortelã, capim limão ou erva cidreira; grãos germinados e raiz (gengibre, cenoura, etc.) e legumes (batata doce, inhame, etc.). Nas demais refeições, ela inclui alimentos orgânicos, sementes germinadas e brotos, verduras e legumes crus.

Mas a dieta de Soares não se baseia somente nos conceitos da alimentação viva. “Minha dieta mudou muito, mas eu ainda sinto falta de arroz integral e pão sem fermento, mas com farinha integral. Antes comia muito feijão, arroz e legumes em forma de purês e suflês. Hoje minha alimentação é muito mais rica em variedade e qualidade. No almoço como até tofu, soja, arroz integral, mas sempre com sementes germinadas, mas há muita gente que só come comida viva”, conta.

A professora adjunta do Departamento de Nutrição e Dietética da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Wilza Peres, afirma que não há estudos científicos que comprovem os efeitos da alimentação viva, mas que os bons resultados podem ser percebidos. “Os grãos germinados são ricos em sais minerais e vitaminas. Nessa fase inicial, os alimentos concentram muitos nutrientes que participam da obtenção de energia. As pessoas ficam bem dispostas e revigoradas”, afirma.

Segundo Peres, os grãos germinados podem ser incluídos na alimentação, não sendo necessária a substituição da dieta tradicional. “Esses alimentos podem ser adicionados a saladas, por exemplo, como uma maneira de enriquecer o cardápio. As sementes podem ser ingeridas tanto germinadas quanto na forma que se encontra nas lojas”, diz, acrescentando que é preciso ter cuidado com o cozimento dos vegetais. “O ideal é cozinhar a vapor, que tem menor perda de nutrientes”, explica.

Fonte: Previ

Germine a revolução



Conheça a dieta da alimentação viva, baseada em vegetais crus, frescos e orgânicos cheios de energia






Os grãos, sementes e castanhas germinados são componentes importantíssimos na cultura raw food (comida crua ou crudivorismo) e na dieta da alimentação viva, baseada em vegetais crus, frescos e orgânicos cheios de energia. Quando germinado, o alimento tem o seu valor nutricional altamente potencializado – em 20 mil vezes – e pleno de prana, a energia vital. O Rio de Janeiro tem peças-chave no desenvolvimento desse estilo de vida no Brasil, como Ana Branco, professora da PUC, e os irmãos Tiana e Henrique Rodrigues, do complexo de mercado e restaurante Universo Orgânico. Pioneiro, o espaço já faz sucesso entre artistas, yogis, esportistas e adeptos da vida saudável no Leblon. Em São Paulo, o grupo Terra Dourada tem ministrado cursos e palestras sobre alimentação viva.

Alimentação viva (living food)
O mais importante fator nessa dieta são as enzimas, pequenas proteínas que quando aquecidas acima de 38° C são destruídas. Elas ajudam na digestão. Os adeptos acreditam que quando se come um alimento cozido, é necessário o uso das suas próprias enzimas para digeri-lo, e quando você não tem reservas delas, a digestão fica lenta e sacrifica os órgãos. Na alimentação viva, a digestão é feita pelas enzimas do próprio alimento, poupando as enzimas de quem come, aumentando a reserva de energia, vitalidade e rejuvenescimento para o corpo e a mente.

Alimentação com vida (life food)
Segue o conceito da alimentação viva, com algumas restrições. Por exemplo, feijão e grãos (aveia, trigo, centeio) não são considerados “vivos”. O feijão é tóxico demais e os grãos híbridos contêm muito glúten. Os alimentos com semente são os consumidos – eles mantêm viva a cadeia da alimentação porque voltam para a terra. E valoriza a wild food, alimentos de plantas que nascem e crescem espontaneamente, sem a ajuda do homem. “Eles certamente têm muito mais energia do que os vegetais plantados em grande escala. Um típico caso é uma jaboticabeira que nasce em um sítio ninguém sabe como”.


Hábitos vivos
Qualquer que seja a sua dieta, inclua dicas do Universo Orgânico e ganhe energia

Leite o leite animal pode intoxicar o corpo dos adultos, causar sinusite e obstruções. Podemos extrair leite saboroso e nutritivo de castanhas e de amêndoas.

Verdes inclua mais saladas frescas nas suas refeições, principalmente em pratos com carnes. Ajuda na digestão. E sucos com vegetais verdes também. A clorofila limpa o sangue.

Germinados consuma em saladas, sobre frutas e qualquer prato. São peças-chave de uma alimentação energética.

Comida fresca quanto menos o alimento sofrer na distância do transporte, passar por diferenças de temperatura etc., mais energia ele terá.

Aquecimento ideal abaixo de 38° C.

Forno e fogão uso de fogão a lenha, a gás, elétrico e microondas – nesta ordem, o primeiro modo de cozinhar é o melhor e o último, o que menos preserva a energia vital do alimento. O corpo decodifica o alimento e manda os nutrientes com precisão para cada parte ideal. Quando o calor desfaz a estrutura do alimento, o corpo perde a referência e manda nutrientes de maneira desordenada, porque só entende o código do que o Universo criou, e assim gera lixo, o que pode provocar doenças. Isso também acontece com alimentos alterados geneticamente.

Cálcio quem tomar sol no rosto e mãos em horários adequados sem filtro solar por meia hora ganha muito em sua reserva de cálcio.

Mel vivo procure um apiário e peça pela última safra, que nunca foi requentada.

Sal do Himalaia é uma fonte de mineral mais pura porque cristalizou de um oceano de milhares de anos atrás.

Como Germinar Grãos
1, 2, 3
Coloque de uma a três colheres de sopa de grãos em um vidro e cubra com água mineral.
4 Deixe de molho por uma noite (8 horas).
5 Cubra o vidro com um pedaço de tule e prenda com um elástico.
6, 7 Despeje a água e enxágüe bem sob a torneira do filtro.
8, 9 Coloque o vidro inclinado em um escorredor em um lugar sombreado e fresco
10, 11 Enxágüe pela manhã e à noite. Nos dias quentes é preciso lavar mais vezes.
Os grãos iniciam sua germinação em períodos variáveis. Em geral estão com a sua potência máxima logo que sinalizam o processo do nascimento, quando ficam prontos para serem consumidos, com um biquinho apontando para fora.

Sugestões de sementes: Todas comestíveis por homens ou pássaros: girassol, nabão, painço, niger, colza, aveia, trigo, linhaça, arroz, soja, centeio, gergelim, grão de bico, amendoim, lentilha, nozes, castanha-do-pará, amêndoas, ervilha, feno-grego etc

Fonte: www.universoorganico.com

Como cultivar os germinados
Escolha sementes (orgânicas sempre que possível) e lave bem. Se for para bater com sucos, use uma mão cheia por suco e na quantidade de 1 para 3 de água pura para hidratar ou germinar. É preciso saber a hora certa de consumir, porque quando a semente passa do ponto, precisa ir para a terra e virar broto. Sugestão: mamão com linhaça germinada é um ótimo café de manhã. Os germinados acompanham bem sucos, saladas e qualquer prato que você quiser. Para germinar as sementes e grãos, é preciso deixá-las de molho e seguir o processo da ilustração. Para mais detalhes, entre em contato com os sites indicados.

SEMENTES
Gergelim, girassol e linhaça:
8 a 12 horas

CEREAIS
Trigo: 8 a 12 horas
Aveia: 36 horas
Cevada: 48 horas

CASTANHAS
Amêndoas, castanha-do-pará, nozes, castanha-de-caju:
de 8 a 12 horas de molho

FRUTAS DESIDRATADAS
Ameixa, tâmara, damasco, banana:
de 2 a 6 horas

Fonte: http://eyoga.uol.com.br

Revolução da Comida - Bio Chip, Ana Branco - no site SindRio






“Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a Terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento”, Gênesis 1:29.

A orientação dada por Deus a Adão para viver no Jardim do Éden é um princípio que norteia há 13 anos Ana Branco, professora do Laboratório de Investigação em Living Design (LILD), do departamento de Artes da PUC-Rio. Ana coordena o projeto Alimentação Biochip, grupo de estudo que investiga os processos de produção e revitalização dos alimentos vivos. Toda quinta-feira, no campus da universidade, a professora realiza a Feira do Desenho Vivo para demonstração desta tecnologia de preparo e degustação de saborosos desenhos, obtidos através dos pigmentos vivos como o Suco da Luz do Sol, farinhas coloridas e constituição de cores e sabores em formatos variados, potencializando a essência do alimento. No cardápio, há a reconstrução de pratos como pizza, tortas, doces como cocada, paçoca, canjica e etc. A proposta é utilizar materiais que se encontram prontos para o uso na natureza e disponibilizados pelos diferentes ecossistemas. "As culturas, as comidas, todos os sabores da nossa cultura são redesenhados", diz a professora.

Raw Food





A onda crua da gastronomia

Imagine fazer um almoço sem utilizar o fogão, somente com alimentos crus? Não se trata de um banquete japonês ou vegetariano, mas sim de uma nova tendência da gastronomia contemporânea, o raw food, antes chamado de crudivorismo, hábito de se alimentar de comidas cruas que passam pelo cozimento abaixo de 40 graus. Macarrão e arroz, por exemplo, não são cozidos, mas desidratados.

“Nós temos um cuidado especial com a temperatura e higiene dos alimentos. Os legumes e verduras ficam em um composto de água e vinagre”, alerta o chef Gilberto Ângelo.

A prática começou nos anos 90 e defende uma dieta praticada na pré-história, quando homem ainda não havia descoberto o fogo. Seus adeptos – que incluem algumas estrelas de Hollywood, como, Demi Moore e Alicia Silversonte – acreditam que cozimento pode destruir as enzimas naturais de cada alimento. Os mais fiéis se alimentam de frutas, castanhas, folhas, algas, cogumelos e mel. Todos devem ser cultivados sem agrotóxicos, conservantes químicos e adubos.

Criada pelo americano David Wolf, a filosofia que ganhou espaço em alguns restaurantes de Nova Iorque, Califórnia chegou há dois anos no Brasil e já está nos cardápios de alguns restaurantes e eventos.

“Ainda é muito recente aqui no País, por isso, insiro somente algumas preparações do raw food no menu principal para as pessoas irem conhecendo aos poucos. Saladas e porções a base de milho da culinária mexicana são muito apreciados”, afirma o chef Glauco Al Rojas.

Além das saladas, também é comum pratos com a abóbora, como, por exemplo, o Carpaccio de Abóbora com Azeite de Manjericão, de Glauco, e também a Abóbora com couve-flor moída, que acompanha amendoim germinado, alho e cebolinha. Já a feijoada não fica de fora e está entre as prediletas do restaurante paulistano Sattva. “Neste prato, a carne é substituída por soja. Mas contém feijão preto, glúten e acompanha farofa, couve e vinagrete”, explica o chef Gilberto.

Segundo Gilberto, o strogonnof de soja com batata palha é uma boa pedida. “Também é cada vez maior o número de pessoas que saboreiam as saladas de beterraba com caju, mussarela e tomate que acompanham molhos indianos à base de ervas, vinagre e shoyo".

Mas não é só nas mesas dos restaurantes que a culinária crua é servida. “Em festas e recepções, os pratos chegam a acompanhar sucos de flores e iogurtes asiáticos com mel e gergelim. É tudo muito novo, mas acho que o brasileiro está mais preocupado em conhecer preparações novas e de qualidade”, conclui Glauco.

Fonte: Cybercook

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Parar de comer doces 'pode prolongar a vida em até 15 anos'

doces
Alimentos ricos em açúcar são prejudiciais à saúde
Uma pesquisa realizada na Alemanha sugere que abdicar de doces e carboidratos pode aumentar a expectativa de vida em até 15 anos.

Os cientistas, do Instituto de Nutrição Humana, da Universidade de Jena, realizaram experiências em minhocas e observaram que o corte da ingestão de glicose, encontrada em alimentos ricos em açúcar e carboidratos, levou os invertebrados a aumentarem consideravelmente a produção de radicais livres.

Os radicais livres são moléculas que podem ser prejudiciais ao organismo porque estão ligadas a processos degenerativos, como o câncer e o envelhecimento.

Os pesquisadores, no entanto, observaram que a falta de glicose fez com que as minhocas rapidamente reagissem aos radicais livres, produzindo enzimas de defesa contra estas moléculas e aumentando a expectativa de vida em 20%.

Este número, calculam os pesquisadores, seria o equivalente a 15 anos na espécie humana.

“Se este resultados se mostrarem efetivos para a espécie humana, isto significa que o fim do consumo de glicose pode ter efeitos positivos na expectiva de vida”, afirmou Michael Ristow, um dos líderes da pesquisa.

“Durante o processo, as minhocas produziram mais radicais livres, mas ao mesmo tempo ativaram rapidamente as defesas contra essas moléculas. O mal acabou produzindo algo bom no fim”, acredita.

Ainda de acordo com ele, o consumo de açúcar corresponde de 15% a 20% da ingestão diária de calorias, que não são necessariamente glicose, mas acabam se transformando na substância durante a digestão.

Fonte: BBC Brasil (consultado 25/11/2007)

domingo, 25 de novembro de 2007

25/NOV - Dia Mundial Sem Carne - DIVULGUE

Abobrinha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Como ler uma caixa taxonómica
Abobrinha

Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Cucurbitales
Família: Cucurbitaceae
Género: Cucurbita
Espécie: C. pepo
Nome binomial
Cucurbita pepo

A abobrinha, ou courgette (Cucurbita pepo L.) é um fruto colhido ainda verde, pertencente à família cucurbitáceas, assim como a melancia, o melão, o pepino e a moranga. Quando deixado na planta, o fruto se desenvolve até formar a abóbora madura. Originou-se no continente americano, do Peru até sul dos Estados Unidos. É um fruto de fácil digestão, rico em niacina, além de ser fonte de vitaminas do complexo B e possui poucas calorias.
Índice

* 1 Os tipos
* 2 Dicas para consumo
* 3 Data de cultura (no Brasil)


Os tipos

Os dois tipos de abobrinha são mais comuns no mercado brasileiro: a abobrinha tipo menina, que tem o fruto com pescoço e a tipo italiana, com o fruto alongado sem pescoço. As cores vão do verde bem claro, quase branco, até verde médio com faixas de cor verde mais escuro. Em alguns mercados, pode-se encontrar fruto de cor amarela forte e uniforme, que não deve ser confundido com o fruto verde amarelecendo por estar velho. Os frutos são muito sensíveis e se machucam com facilidade, apodrecendo rapidamente nas partes machucadas. Por isto, escolha-os com cuidado, sem apertá-los ou danificá-los com as unhas.

Dicas para consumo

Escolha os frutos firmes, com a casca de cor brilhante, sem partes escuras ou amolecidas. As abobrinhas devem ter no máximo 20 cm de cumprimento. Quando menores são mais tenras e saborosas.

Quando já picada e embalada em filme de plástico deve obrigatoriamente estar em expositor refrigerado. Preste atenção no prazo de validade e não compre se houver formação de líquido amarelado no fundo da embalagem, o que indica que o fruto está começando a se deteriorar.

Prefira comprar frutos com o cabinho, pois eles se conservarão por mais tempo.


Os seguintes temperos combinam com a abobrinha: alho, cebola, pimenta, cebolinha verde, azeite, limão, vinagre, gergelim, manjericão.

Data de cultura (no Brasil)

A abobrinha italiana é encontrada de julho a dezembro e a abobrinha menina de setembro a janeiro

CURSO CULINÁRIA VIVA


Preparações sem o uso de calor

Aprenda a preparar:

"Queijo" de Nozes e Castanhas

Hambúrguer Vegetariano

Espaguete de Legumes

Lasanha de Abobrinha

Patê de Grão de Bico

Shake de Cacau

Guacamole

Gaspacho

Tabule

27 de novembro (terça-feira) na Vila Mariana

28 de novembro (quarta-feira) no ABC

19 horas

Investimento: R$ 70

VAGAS LIMITADAS!

RESERVE O SEU LUGAR!

VEGETHUS Restaurante Vegetariano

Prazer... dentro e fora do prato

Vila Mariana – São Paulo

Rua Padre Machado, 51

11 5539-3635

Metrô Santa Cruz

Santo André

Rua das Monções, 480

11 4427-9459

Bairro Jardim

Consulte o nosso calendário de cursos, jantares, festas e palestras em:

www.vegethus.com.br