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sábado, 16 de junho de 2007

João Teixeira de Faria - médium



João Teixeira de Faria (n. 24 de julho de 1942) é um médium, natural de Cachoeira da Fumaça, residente em Abadiânia no estado de Goiás (Brasil), conhecido por executar operações cirurgicas sem a utilização de anestesia. Fundou em 1976 a Casa de Dom Inácio de Loyola.

É frequentemente referido como executante da cura de doenças como cancro, esclerose múltipla, paralisia cerebral e diversas doenças psíquicas. É considerado por alguns como impostor, mistificador ou charlatão, supostamente dotado de poderes sobrenaturais, paranormais ou sensitivos, mas manifesta a plena consciência dos seus actos para a realização das suas actividades, aceitando as críticas, mas nunca escondendo o que faz, referindo que os seus frutos falam por si.

Apesar de ser brasileiro e residir no Brasil, atende pacientes maioritariamente estrangeiros, nomeadamente gregos, eslovenos, canadenses, norte-americanos, franceses, coreanos, japoneses, irlandeses entre outros.

De semblante humilde, nascido de família simples, desprovido de grande bagagem intelectual, é um homem comum com problemas, defeitos, limitações e suscetível a erros e sofrimentos como a maioria dos seres humanos comuns, e ele precisa fazer um grande esforço para não ser endeusado por aqueles que foram beneficiados por alguma forma de cura.

O tipo de mediunidade que possui é inconsciente, segundo sua informação. Entre as entidades que incorpora, destacam-se: Dom Inácio de Loyola, Dr. Augusto de Almeida, Dr. Oswaldo Cruz, Dom Ingrid, Dr. Fritz, Dr. Bezerra de Menezes e Eurípedes Barsanulfo, entre outros. Quando incorporado, transfigura-se ao ponto de mudar a cor da íris de seus olhos, ocorrendo mistura de várias tonalidades de cores, passando às vezes de verde para um azul brilhante.

O médium João Teixeira de Farias é natural de Cachoeira da Fumaça, interior de Goiás, tendo nascido no dia 24 de julho de 1942. É residente na cidade de Anápolis-GO, a 37 Km de Abadiânia, iniciando ali seu trabalho; fundando em 1976 a Casa de Dom Inácio de Loyola.

É filho do Sr. José Nunes de Farias e Sra. Francisca Teixeira Damas, ambos falecidos. Tem os seguintes irmãos: América, Americano, José Valdevino, Francisco e Abílio. Seu pai era alfaiate, o qual tentou passar a profissão para o filho.

Em entrevista afirmou que é goiano mas sente-se mineiro - seus pais eram mineiros. As suas manifestações mediúnicas começaram quando ainda era menino e a primeira visão e premonição aconteceu aos 16 anos de idade quando em companhia de sua mão deslocava-se da cidade de Itapaci para Nova Ponte e em dado instante olhou para o céu e disse à sua mão que iria chover, com o que ela não concordou mas ele insistiu dizendo para que olhasse a uma determinada nuvem e, neste momento começou a puxá-la pela mão, querendo correr. Chegando em Nova Ponte, um patrimônio de poucas casas, reafirmou que iria chover e que em conseqüência da chuva várias casas iriam ruir, inclusive a de seu irmão. Após três horas aconteceu uma tempestade derrubando as casas.

Certa vez em Campo Grande, após mais uma tentativa à procura de trabalho, antes de passar sobre a ponte sentiu grande vontade de ir embaixo da mesma. Ao chegar lá encontrou uma mulher com quem conversou por algumas horas. No dia seguinte, no mesmo horário voltou ao local para conversar novamente com a mulher, mas apenas encontrou um foco de luz e uma voz que ordenava sua saída daquele local. No mesmo dia ao encontrar-se em Campo Grande, em frente de um centro espírita, o qual não conhecia porque era de família católica, chegou à porta que estava aberta, e o presidente do Centro levantou-se e disse: "Senhor João Teixeira de Farias, faça o favor de vir para a mesa. Estamos esperando você". A princípio pensou que deveria ser outro João porque ali ninguém o conhecia. Ele se aproximou e segurou seu braço e João desmaiou, recobrando os sentidos após três horas ao terminar os trabalhos daquele dia. Comentavam, então, que seu guia havia operado e consultado várias pessoas, cirurgias foram marcadas e outras informações. Assim que pôde falar, explicou que não era profissional e não tinha conhecimento do mundo espiritual nem de Medicina e não sabia explicar o que havia ocorrido nesses momentos de inconsciência. Na ocasião narrou sua difícil caminhada em busca de trabalho e esclareceu que devia ter desmaiado de fome.

Passado aquele instante de entendimento foi levado para a casa do presidente e recebido com um verdadeiro banquete, e até um quarto com ventilador e mosquiteiro o esperava. No dia seguinte, por volta das 14 horas, o banquete se repetiu, e ele ainda com idéia de menino pensou: "Vou alimentar-me bem, porque eles vão me mandar embora". Alimentou-se e mais tarte foi para o Centro Espírita, e após a abertura da sessão pelo presidente passou a atender as pessoas. Desde então não parou mais de realizar trabalhos de cura.

Posteriormente teve seu interesse espiritual despertado pelo mestre Yokaanan, quando este abriu o templo religioso da Fraternidade Eclética Espiritualista Universal, me Itapaci, e por isso guarda imenso carinho e respeito por esse mestre.

Em Campo Grande permaneceu de três a quatro meses, passando por várias cidades indo em seguida para Anápolis, enquanto sua família estava sempre contestando a permanência dentro do Espiritismo. Desta foram atendeu e operou o joelho de um médico - Dr. Isaías - que acabou por levá-lo para Brasília onde passou a cuidar de autoridades civis e militares, obtendo muito apoio durante 9 anos em que ali permaneceu, mudando posteriormente para o Rio de Janeiro, Niterói, e voltando a Anápolis. Perdeu a conta de quantas vezes foi acusado e preso por exercer a chamada Medicina clandestina. Hoje, porém, atende muitos médicos que o procuram, bem como advogados, delegados e juízes, porém afirma que os pacientes devem procurar a Medicina convencional. "Não há por que desprezá-la, até porque os profissionais da saúde têm uma grande missão a cumprir e são escolhidos e preparados para isso. Para o auxílio espiritual, entregue os casos insolúveis sob o ponto de vista humano, porque o sobrenatural, com a ajuda de Deus, vai mais além."

Foi assim que começou a sua missão que iniciou involuntariamente e já caminha para mais de 30 anos. Sempre entrega o seu corpo para a prática da caridade, não sabendo de seu guia cortou alguém ou não, pois fica totalmente inconsciente nestas ocasiões, e o que mais o alegra e o faz continuar a missão é quando uma pessoa chega e diz que ficou curadoa através de alguma das entidades e que ele afirma ser mais de 20. Diz que não suporta sangue, tem medo de tomar injeção e gostaria de estar consciente enquanto trabalha, que faz parte de sua missão advertir os seres humanos sobre a realidade fantástica da viada além da morte.

A partir desta constatação fica mais fácil entrentar as provas que estão reservadas a cada um de nós neste cenário de provas e expiações. A simples cura da enfermidade física não é o mais importante, e sim a busca de medicamentos para melhora do corpo espiritual; este é imortal, ao passo que a vestimenta da carne é transitória e um grande número de doenças são causadas por espíritos obsessores (Agente Theta).

Que a humildade é uma qualidade indispenável a todos os que se dedicam a se tornar instrumentos divinos. A mediunidade inversamente ao que muitos imaginam não é uma ferramenta que a justiça divina empresta, de forma proporcional, para serem utilizadas no resgate positivo das dívidadas cármicas contraídas em vidas pregressas.

Pelo fato de ficar inconsciente e não lembrar o que ocorre é que hesita em dar entrevistas. Alega falta de assunto para relatar e que é somente um instrumento das entidades espirituais. Um médium que recebe energia de um ser supremo de Deus. Tem conhecimento das cirurgias através de filmes e fotos. Também já foi auto-operado, não tendo lembrança do fato nem da dor. Seu grande sonho é construir uma creche, um abrigo para ancião e um hospital espiritual.

Em uma ocasião presenciamos a chamada incorporação. O médium dirigiu-se até um crucifixo sobre uma mesa e falou: "Senhor, orientai a minha mão a vosso serviço para que ela possa continuar a curar os necessitados". Começou a rezar o pai-nosso e antes de terminar estava incorporado, sem nenhum estardalhaço; se encontrava descalço. Explicou posteriormente que assim a energia flui melhor, e dirigiu-se à sala de cirurgia.

Quando incorporado pode ser manso ou ríspido, humilde ou arrogante, orgulhoso ou compreensivo, conforme a entidade que o possua. Os médiuns que acompanham há longo tempo já conhecem a entidade no momento em que ocorre a chamada incorporação.

O Sr. João atuou também no Fenômeno Poltergeist, ocorrido na Fazenda Mondongo, a 80 km de Pirinópolis-GO. Vários lavradores viviam em uma casa solada e passaram a ser surrados, receber pedradas. As facas voavam e as cobertas saíam da cama sem explicação plausível dos fatos. O episódio foi fotografado e documentado pelo Sr. Marconi Barreto do jornal "Diário da Manhã", de Goiás.

Suas atividades de cura não se restringem a Abadiânia. Recebe convites dos mais diversos pontos do país, dando assistência nos finais de semana. Também atendendo a convites do exterior já esteve nos Estados Unidos, Peru, Paraguai, Bolívia, Argentina e Portugal, sendo sempre alvo de estudo por parte de pesquisadores. Seu trabalho é divulgado por jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão, brasileiras e estrangeiras.

É possível constatar a presença de equipes de reportagens acompanhando o trabalho em Abadiânia e por vezes esperando dias e semanas por uma entrevista. Atualmente dedica todo o tempo disponível à missão de cura. Diz ser católico e que não há religião ruim; o que deixa a desejar são alguns dos dirigentes, e que cada ser humano, dentro de sua crença, deveria lembrar o grande mandamento: amar ao próximo como a si mesmo.

Na vida profissional o Sr. João Teixeira de Farias trabalhou de diversas formas, tendo trabalhado por um perído como carregador de barro em uma olaria de fazer tijolos, mas como sua produção era insuficiente foi dispensado. Em Campo Grande montou um alfaiataria, mas como dentro de um mês ninguém procurou seus serviços devido ao calor, abandonou o serviço de alfaiate, passando a ser minerador em Nova Era-MG. Hojé é proprietário de fazendas, jazidas de garimpo e demais negócios, dos quais sobrevive.

É sereno, discreto e possui uma postura ética como um profissional de outras áreas: não revela nomes das pessoas que o procuram. Acredita que nenhuma pessoa é mais importante que outra e sentencia: "Todos são filhos de Deus." Apesar da discrição do médium, sabe-se que recentemente o presidente do Peru, Alberto Fujimori, bem como a atriz Shirley MacLaine o procuraram segundo a reportagem da revista Manchete, edição de 16/03/91, e também o falecido diretor da TV Globo Augusto César Vannuci.

Revela que não é espírita. Porque espírita que conhece "é o amigo Francisco Cândido Xavier, um médium que considero o papa da espiritualidade e... E quem sou perto dele? Uma gota d'água!"

O médium João se autodefine: "Se eu fosse perfeito, não estaria nesta missão na Terra. Devo ter sido um grande pecador. Estou me preparando para outras encarnações". Ele não deixa de ser um enigma, e não admite ser chamado de "curandeiro" ou "milagreiro". Por ocasião de seu aniversário, no dia 24 de Junho, é impressionante o número de pessoas atendidadas: em três dias aumenta consideralvelmente e ultrapassa o número de cinco mil.

Muitas dessas pessoas vão em busca de cura, outras para agradecer e cumprimentá-lo por ocasião de seu aniversário. Esta festa repete-se todo ano, e dependente dessa data, o mesmo recebe manifestação de carinho diariamente.

Observou-se que os médiuns auxiliares e pacientes sentem-se honrados em desfrutar de sua companhia, mesmo que por alguns segundos.

Considerado por alguns como impostor, mistificador, charlatão, dotado de poderes sobrenaturais, paranormal, sensitivo, sobretudo manifesta consciência de seus atos com infra-estrutura completa para a realização de suas atividades.


Referencias:

Wikipedia.org
http://www.abadiania.hpg.ig.com.br/joao.html

Cirurgia espiritual: uma investigação

Revista da Associação Médica Brasileira

Print ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.46 n.3 São Paulo July/Sept. 2000

Artigo Original

Cirurgia espiritual: uma investigação

A.M. de Almeida ,T.M. de Almeida , A.M. Gollner

Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP; Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, MG

RESUMO ¾ OBJETIVO: Uma modalidade de tratamento que capta muito a atenção da mídia é a cirurgia espiritual, que, entretanto, tem sido pouco estudada cientificamente. Uma questão que se impõe é sobre a veracidade ou não de tais fenômenos, porém pesquisas nesse sentido são escassas.
MÉTODO: Apresentamos o relato de uma investigação sobre um dos mais famosos cirurgiões espirituais do Brasil, o Sr. João Teixeira de Farias. Foram acompanhadas por volta de 30 "cirurgias", sendo que em seis dos pacientes foram realizados a anamnese, o exame físico e coletados os tecidos extraídos para exames anatomo-patológicos.
RESULTADOS: O "cirurgião" verdadeiramente incisa a pele ou o epitélio ocular, além de realizar raspados corneanos sem nenhuma técnica anestésica ou antisséptica identificável. Apesar disso, apenas um paciente queixou-se de dor moderada quando teve a mama incisada. Os pacientes foram examinados até três dias depois da cirurgia sem nenhum sinal de infecção, bem como os relatos posteriores dos pacientes não continham informações de infecção. O exame histopatológico evidenciou que os tecidos extraídos eram compatíveis com o local de origem e, com exceção de um lipoma de 210 gramas, eram tecidos normais, sem particularidades patológicas. Foi realizada revisão da literatura e discussão do efeito placebo.
CONCLUSÕES: As cirurgias são reais, mas, apesar de não ter sido possível avaliar a eficácia do procedimento, aparentemente não teriam efeito específico na cura dos pacientes. Sem dúvida, nossos achados são mais exploratórios que conclusivos. São necessários posteriores estudos para lançar luz sobre esse heterodoxo tratamento.

UNITERMOS: Cirurgia espiritual. Cura espiritual. Terapia alternativa. Terapia complementar.

INTRODUÇÃO

Há um extenso registro de curas espirituais em todo o mundo desde a mais remota antigüidade1-3. Foram encontrados relatos no Egito e Grécia antigos, entre os índios4, além do fato de que a história cristã é rica em fatos dessa natureza2.

Apesar de uma origem tão antiga, as curas espirituais persistem ainda em nossos dias quase que completamente ignoradas do ponto de vista científico5. Entretanto, geram acentuado interesse em milhões de pessoas que buscam alívio para seus males, tanto em países desenvolvidos2,6,7 como em desenvolvimento8,9.

O raciocínio popular diferencia a medicina ocidental da cura espiritual, mas considera que ambas são eficazes7. Desse modo, geralmente a medicina espiritual é usada como complemento da medicina ocidental9,10,11, sendo muitas vezes o último recurso dos pacientes, que, geralmente, não relatam esse uso da medicina alternativa para seus médicos6,12. Nos últimos anos tem havido um aumento do interesse dos médicos pelo tema2, e uma busca de "domesticar" como conhecimento científico o que já foi tido como anárquico demais para ser "domado"13.

Um dos mais interessantes e controversos tipos de cura espiritual é a cirurgia espiritual, que é muito popular no Brasil14-16 e nas Filipinas8,17, onde diariamente milhares de pessoas de todo o mundo buscam atendimento. Como todas as terapias complementares, o assunto é polêmico e cria grande divergência de opinião entre a população, mídia e até mesmo entre os pesquisadores, que, muitas vezes se baseiam apenas em trabalhos que foram selecionados por corroborarem seus pontos de vista, ignorando os resultados contrários18. É possível notar que a maior parte dos conceitos emitidos provêm de opiniões preconcebidas, favoráveis ou desfavoráveis, moldadas nas convicções pessoais de cada um. Indubitavelmente, há muitos casos de charlatanismo, de simples truques5,8,14,17,19; mas faz-se mister definir se todos os fenômenos dessa estirpe são fraudes, ou se há algo de real que necessita ser melhor conhecido. A avaliação da veracidade das cirurgias espirituais é bastante dificultada pelo fato de tais curandeiros geralmente não cederem os materiais extraídos dos pacientes para uma análise laboratorial8,20,21. Em alguns dos casos dos quais foi possível analisá-los, foi constatado que o sangue e os tecidos "retirados" eram fraudulentos5,8,17,19.

Com relação à eficácia das curas espirituais, alguns pesquisadores relatam que seriam totalmente inúteis21 ou que apenas os pacientes com transtornos somatoformes obteriam resultado positivo8, enquanto outros estudiosos registraram curas obtidas mesmo em sérias condições orgânicas2,7,10,11. Há relatos de que algumas vezes os curadores realizavam diagnósticos antes destes terem sido obtidos pelos métodos convencionais7.

Outro ponto obscuro com relação às curas espirituais é quanto à necessidade de fé do paciente para que a controversa "cura" possa ocorrer. Há predominância dos que julgam-na necessária9,10,22,23, mas certos autores afirmam que a "cura" ocorreria independente da fé2,20.

Um importante fator para o desconhecimento científico das cirurgias espirituais é a omissão dos pesquisadores24, muitas vezes fruto de um intransigente cepticismo7. O tema, quase que completamente inexplorado, possui amplas possibilidades de estudo e de aplicações1,2,11, estudo esse que deve diferenciar o que é eficaz do que é inútil ou prejudicial25.

Como busca-se o alívio e, se possível cura, das enfermidades, o que é útil deve ser incorporado à prática médica2,26, principalmente porque, em geral, são procedimentos sem efeito colateral e de custo desprezível2 e aquilo que é danoso ou inútil deve ser proscrito. Com estudos controlados, seria possível identificar os charlatães25, possibilitando suas punições.

É imprescindível evitar o conflito entre a medicina tradicional e a científica, devendo-se enxergá-las não como antagônicas, mas como complementares13,23,25. Os fenômenos ditos paranormais não são inexplicáveis24,27, mas permanecem em grande parte inexplicados. Não são sobrenaturais, sendo, no máximo, fatos ainda não satisfatoriamente explicados pelas leis naturais até então conhecidas11,22.

Há necessidade premente de mais estudos devido ao seu potencial valor, principalmente no que se refere aos mecanismos e efeitos da cura2,17. Fato significativo é a existência de metodologia científica para a análise de curas espirituais que é capaz de controlar o efeito placebo1,2,28,,29,30.As evidências de resultados objetivos que ultrapassam os possíveis efeitos psicológicos não foram suficientes para vencer a resistência de grande parte do meio científico em estudar com seriedade o assunto2. Já foi relatado o aumento da atividade enzimática in vitro, diminuição do crescimento de microorganismos em cultura1,2, a aceleração do crescimento de plantas e da cicatrização em ratos, aumento da hemoglobinemia humana2,3, reducão dos níveis pressóricos em hipertensos30 e da dor em portadores da síndrome da dor crônica idiopática31. A medicina ortodoxa freqüentemente tem exigido da medicina complementar, maiores padrões de provas que os requeridos para ela mesma13. Em termos históricos, a aplicação do método científico à medicina ocidental é algo relativamente recente, muitos de nossos procedimentos ainda não possuem uma firme base científica. Incontestavelmente, para as terapias complementares os fundamentos científicos são muito mais escassos18.

Buscando um maior conhecimento das curas espirituais, decidimos estudar as controvertidas cirurgias espirituais. Objetivou-se principalmente avaliar a veracidade e a realização das cirurgias em si, com ênfase na analgesia e antissepsia. É esse um passo importante, pois antes de tudo é preciso saber se tais fenômenos são simples truques ou se são reais, requerendo, desse modo, maiores estudos.

MATERIAL E MÉTODO

Para operacionalizar essas metas, executaram-se as seguintes etapas:

1. Definiu-se pelo estudo do brasileiro João Teixeira de Farias, que atende em Abadiânia, no Estado de Goiás, situado no centro-oeste do Brasil, a 115Km do Distrito Federal. Ele foi escolhido por atender diariamente a centenas de pessoas11,15,16, por ter despertado o interesse da mídia e de pesquisadores do Brasil, Peru, Alemanha e EUA11,15, e por receber caravanas de enfermos de todo Brasil, além dos EUA, Portugal, Itália e outros países europeus e asiáticos11.

2. Previamente foi realizado contato telefônico com os dirigentes da instituição onde o cirurgião espiritual atende e foi obtida autorização para a execução da pesquisa.

3. Entre os dias 16 a 18 de agosto de 1995, foram acompanhadas as atividades desenvolvidas na Casa Dom Inácio, o templo ecumênico onde ocorrem os trabalhos de cura.

4. Solicitou-se a assinatura, pelos pacientes, de um termo de consentimento em participarem do estudo.

5. Anamnese e exame físico dos pacientes. Buscando também identificar a religião, nível de escolaridade, como tomou conhecimento do médium, se acredita na cura, existência de diagnósticos médicos, exames complementares e tratamentos anteriores. Das 30 cirurgias presenciadas, em apenas seis casos foi possível essa investigação.

6. Investigou-se a realização de antissepsia e a presença de complicações infecciosas.

7. Avaliou-se a realização ou não de algum procedimento anestésico, bem como foi perguntado aos pacientes o que sentiram durante a cirurgia, buscando principalmente identificar a presença ou não de dor.

8. As cirurgias foram acompanhadas e documentadas com vídeo e fotos, observando-se quais instrumentos foram usados para proceder as incisões.

9. Em dez casos as peças cirúrgicas foram recolhidas e submetidas a exames histopatológicos para verificar a autenticidade das mesmas

10. Exame das feridas cirúrgicas, se houve sutura.

11. Tentou-se manter um contato posterior com os pacientes visando à avaliação de exames complementares, laudos médicos e evolução da enfermidade após o tratamento espiritual, porém essa etapa não foi totalmente realizada por falta de retorno de dados pelos pacientes.

12. Verificação quanto a cobranças de taxas ou algo que denotasse exploração comercial.

13. Foi observado se era recomendado o abandono do tratamento médico convencional.

14. Avaliação do ambiente onde são realizadas as cirurgias: local, iluminação, limpeza, número de presentes e envolvimento emocional destes.

RESULTADOS

João Teixeira, que tem escolaridade primária e é fazendeiro, durante três dias na semana atua como curador. Diariamente são atendidas por ele centenas de pessoas que entram em uma fila e, uma a uma, sem precisar dizer o que têm, vão recebendo um receituário composto por rabiscos ilegíveis para a maioria, sendo decodificado apenas pelos responsáveis pela venda dos preparados de ervas e raízes. Se julgado necessário, há a indicação da cirurgia espiritual. Apesar de não aparentar estar em transe, o médium relata que durante todos os procedimentos ele se encontra inconsciente, permitindo a manifestação de um das dezenas de espíritos de sua "equipe espiritual".

Os pacientes que receberam a indicação de cirurgia podem optar entre a "cirurgia visível" ( com incisões e objeto dessa pesquisa) e a "cirurgia invisível", que seria realizada no "corpo espiritual" enquanto os pacientes permanecem deitados em uma sala reservada. O médium afirma não ser necessária a "cirurgia visível", sendo realizada apenas naqueles que não acreditam na "invisível" e desejam comprovação do tratamento através de cortes11.

As cirurgias ditas "visíveis", que geralmente duram poucos minutos, são realizadas com os pacientes de pé ou assentados em um salão repleto de espectadores, que em sua maioria são as pessoas que foram ao local buscar tratamento. A execução das cirurgias e a demonstração de "poder" pelo "cirurgião" geram um grande envolvimento emocional e perplexidade dos presentes.

Não são cobradas taxas, não há qualquer solicitação de contribuições e há distribuição gratuita de sopa para quantos a desejarem (que geralmente são centenas). Por outro lado, cada frasco do remédio prescrito é vendido por R$ 3,00, sendo que para cada paciente geralmente são prescritos vários frascos; os muito pobres não pagam. Há também venda de terços, fitas de vídeo e camisetas com estampas do médium.

Apesar de usualmente os pacientes procurarem o tratamento alternativo devido à falência ou temor ao tratamento convencional, não há recomendação ao abandono deste.

João Teixeira é procurado para o tratamento das mais variadas desordens: esclerose lateral amiotrófica, paralisia cerebral, câncer, bócio, nódulos mamários, epigastralgia, cefaléia, vertigem, dor abdominal, lombalgia, artralgia, problemas oculares, etc. No entanto, não é prometida a cura a todos, já que esta dependeria da "vontade de Deus".

Ao todo, foram recolhidos os tecidos extraídos de dez cirurgias, mas em apenas seis pacientes foi possível a realização de um exame clínico minucioso. Características:

• todos eram católicos e acreditavam na cura.

• três tomaram conhecimento do médium por vizinhos, um pelos pais, um através de amigo e um pela imprensa.

• Quatro iam pela primeira vez, um pela segunda e outro pela quarta vez.

• As cirurgias são realizadas sem nenhuma técnica de antissepsia: o médium não lava as mãos entre uma cirurgia e outra, não usa luvas e não há limpeza do campo cirúrgico. Os instrumentos, ora são bisturis esterilizados, ora são facas de cozinha. Apesar disso, não foi verificado nenhum caso de infecção.

• não foi identificado nenhum procedimento anestésico, mas dos seis pacientes examinados, apenas um se queixou de dor e todos afirmaram estarem lúcidos durante a cirurgia.

• as feridas cirúrgicas são reais, os procedimentos mais comuns são raspados da cavidade nasal (obtidos pela introdução de um porta agulhas com algodão na extremidade), raspados corneanos e retirada de fragmentos da conjuntiva bulbar.

Não foi possível fazer o meticuloso acompanhamento pós-operatório, mas em quatro relatos obtidos seis meses após a cirurgia, dois demonstraram significativa melhora, e dois que apresentavam hemorragia retiniana e sinusite crônica afirmaram não ter obtido benefício algum. Dos que referiam melhora, um possuía hepatopatia alcoólica, hipermetropia e lombalgia incapacitante há cinco anos e o outro apresentava cisto de mácula e dor abdominal idiopática já pesquisada, inclusive através de ultrassonografia e laparoscopia e tendo sido proposta uma laparotomia exploradora. O primeiro paciente relata desaparecimento da lombalgia tendo, inclusive, retornado à prática de esportes; relata ter diminuído o grau de hipermetropia (conforme o médium havia prometido) e um mês após a cirurgia, com a abstinência do álcool e o uso do preparado de ervas prescrito, a gama GT cai de 221 para 113 U/L e a atividade da protrombina subiu de 44% para 68% . O segundo paciente, que sofreu uma incisão em hipogástrio donde se retirou tecido adiposo e ressecção de fragmento da conjuntiva bulbar, relata ter obtido grande melhora na acuidade visual e importante diminuição das dores. A incisão não apresentou infeção e deixou cicatriz. Para nenhum desses pacientes foi possível a obtenção de um relatório feito pelos seus médicos, sendo que conseguimos apenas as informações inespecíficas supracitadas.

DISCUSSÃO

Cirurgia espiritual é um fenômeno do século XX, e apesar de predominar em áreas rurais das Filipinas21, no Brasil se concentra nos setores urbanizados e industrializados32. Os cirurgiões espirituais do Brasil não são "curandeiros tradicionais", eles são produtos da modernização de nossa sociedade, o que se reflete no fato de serem freqüentemente procurados por integrantes dos estratos socioeconomicamente mais elevados. Esse tipo de "terapia", em nosso país, não se opõe à medicina científica, mas procura funcionar de modo complementar32, o que também foi observado neste estudo.

O processo de escolha e realização das cirurgias em si merece várias considerações, pois o significado simbólico e metafórico da atuação de um curandeiro ou de um médico pode ser um fator decisivo na sua efetividade33,34. O fato de um cirurgião psíquico em ação apresentar-se alerta já foi relatado16, bem como a não necessidade de dizer o que deseja que seja curado7,23. O grande envolvimento emocional dos assistentes pode ter um importante efeito terapêutico4,7,8,9,27,35. A aura que envolve o processo de uma operação cirúrgica e o comportamento extrovertido e entusiasmado de um cirurgião podem contribuir para uma evolução do quadro além do efeito específico do procedimento cirúrgico36. Sabe-se que quando os pacientes estão envolvidos na escolha de uma operação, isso é um forte incentivo para que relatem benefícios com o procedimento36.

Na literatura há registros de locais onde há cobrança7,17,21 e outros onde não se cobra pelo tratamento10,14,17,23, sendo este o procedimento mais comum no Brasil32. Há maior tendência a notar benefícios de uma cirurgia se os pacientes pagam grandes quantias36, o que não ocorreu em Abadiânia.

Assim como não detectamos qualquer caso de infecção, não há nenhum relato de que estas tenham ocorrido11, apesar de não ter sido notada qualquer técnica antisséptica e de não prescrever antibióticos como outro cirurgião espiritual brasileiro prescrevia32.

A analgesia existente é um outro ponto obscuro que precisa ser melhor compreendido. Alguns sugerem que pelo envolvimento emocional haveria um aumento de endorfinas, o que explicaria o fato14. É discutível se essa hipótese é suficiente para explicar a ausência de dor que ocorre em quase todos os pacientes. Outro autor argumenta que o médium inconscientemente pode induzir transes hipnóticos nos pacientes durante sua performance inicial32. Apesar do epitélio corneano ser extremamente sensível e conter inúmeras terminações nervosas livres37,38, não houve nenhum caso de dor nos procedimentos oculares. Também nas incisões superficiais sobre a mama e em hipogástrio, extração de lipoma dorsal e de um dente molar, apenas a incisão mamária gerou dor.

Por serem raros os trabalhos onde se procedeu a análise laboratorial dos materiais extraídos, houve dificuldade na obtenção de dados que servissem de comparação com os nossos resultados. Porém, encontramos registros onde o "sangue" obtido era corante8 e outros em que era sangue real e do mesmo tipo do paciente17, e também de tipo diferente19, bem como há relatos em que os exames mostram vísceras de animais8,17 , tecidos humanos e outros em que o tecido não foi identificado17.

Há relatos de casos resistentes ao tratamento espiritual7,10, e a promessa indiscriminada de cura é tida como indício de charlatanismo25.

As cirurgias e raspados são reais e os materiais extraídos são compatíveis com o local de origem37,38,39, mas sem sinais de malignização ou especificidade. A predominância de cirurgias superficiais e no globo ocular foi previamente observada em cirurgiões espirituais no Brasil32 e nas Filipinas34. Apesar de haver relato de operações profundas com extração de neoplasias malignas11, o observado é que apesar das cirurgias serem reais, os materiais extraídos aparentemente não seriam capazes de explicar uma hipotética cura dos pacientes (exceto no caso do lipoma).Assim como outros cirurgiões espirituais brasileiros, João Teixeira afirma que as cirurgias são completamente dispensáveis, podendo os espíritos atuarem diretamente sobre os pacientes. Mas estes necessitariam ver as curas sendo realizadas no corpo físico para se convencerem da realidade do tratamento32. Talvez essas cirurgias sirvam, na realidade, para propiciar uma suposta cura (do operado e dos que assistem à operação) por um outro mecanismo não bem compreendido, talvez a cirurgia funcione como um placebo36. A magnitude do efeito placebo nas cirurgias é aproximadamente o mesmo de outras respostas placebo ( em torno de 35%). Em muitos ensaios com drogas, o efeito placebo diminui após três meses, mas o efeito de procedimentos mais invasivos parecem ser mais prolongados. Por questões éticas e técnicas é muito difícil avaliar o efeito placebo de uma cirurgia36.

O próprio conceito do que seria placebo é alvo de inúmeras controvérsias, Götzsche (1994) afirmou que, com os conceitos atuais, não há como definir placebo de um modo logicamente consistente e sem contradições. Não há concordância sobre o que seria efeito específico e não efeito placebo. O rótulo de placebo pode ser transitório já que o que acreditamos ser um placebo pode posteriormente mostrar possuir efeitos específicos. Como distinguir uma intervenção ativa, mas de ação desconhecida, de um placebo? Freqüentemente se alega que todas as práticas não-científicas que têm algum efeito são placebos, já que são rejeitadas as teorias não corroboradas cientificamente usadas para explicar suas ações. Porém, ainda não conseguimos desenvolver teorias empiricamente verificadas para o mecanismo de ação dos placebos. Baseado nessas ponderações, o mesmo autor conclui que nosso foco de interesse deve se deslocar do insolúvel problema de determinar se dada intervenção se constitui ou não num placebo para a avaliação da magnitude do efeito dessa intervenção. Em geral, quanto maior o efeito comparado com a ausência de tratamento, mais útil é o procedimento, qualquer que seja sua natureza. A história da medicina nos mostra o quanto de danos aos pacientes foram feitos por condutas baseadas mais em teorias que em testes empíricos. Essa mudança de postura pode ajudar a superar o abismo entre a medicina científica e a não-científica40.

Sabe-se muito pouco sobre os mecanismos das curas espirituais2,12, as hipóteses geralmente giram em torno das sugestões psicológicas8,9,22,24 ou da transmissão de uma energia até então não detectada1,2. Fato é que as explicações dos cépticos não resolvem os casos de cura espiritual que excedem os domínios dos tratamentos psicossomáticos2,7. Assim como em outros estudos9,16,30,31, o tratamento espiritual mostrou-se sem efeito colateral.

CONCLUSÕES

Pode-se concluir que as cirurgias estudadas e os materiais extraídos são reais, não há utilização de técnica asséptica ou anestésica, mas não foi detectada nenhuma infecção e apenas um paciente referiu dor. Como não houve identificação de fraudes, o fenômeno necessita de posteriores estudos para a explicação adequada da analgesia, da não-infecção, avaliação da eficácia e por quais mecanismos a suposta cura poderia ocorrer, pois as cirurgias em si aparentemente não conduziriam a esse resultado, já que usualmente não extraem tecidos patológicos.

Como vários autores relatam benefícios com os tratamentos espirituais2,7,11,30,31, é fundamental um melhor conhecimento dos mecanismos e eficácia das curas espirituais2,9,17. Isso possibilitaria a adaptação das formas úteis como terapias complementares à medicina ocidental2,9,10,11,13,24-26, bem como desencorajaria os procedimentos danosos ou inúteis9,25. A discussão séria de um tema não requer que compartilhemos as crenças envolvidas, mas que tomemos suas implicações seriamente e não subestimemos as razões pelas quais tantas pessoas se envolvem41. Nem a crença entusiasmada ou a descrença renitente ajudarão os pacientes ou o desenvolvimento da medicina18.

AGRADECIMENTOS

Somos gratos ao Dr. Francisco Lotufo Neto, coordenador do Núcleo de Estudos de Problemas Religiosos e Espirituais (NEPER) e Livre Docente do Departamento de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo pelo estímulo e revisão dos originais.

SUMMARY
Psychic surgery: an investigation

BACKGROUND: A very popular modality with the media is psychic surgery which has received little scientific evaluation though. Such phenomena always raise the issues of fakery and deceit. Research has been scarce.
METHODS: We report an investigation on one of the most famous psychic surgeons in Brazil, João Teixeira de Farias. 30 surgical interventions with cutting were studied, 6 patients undergoing history-taking, physical examination and analysis of the materials supposedly extracted from them.
RESULTS: We were struck by the fact that the surgeon really incisions skin or ocular epithelium in addition to scraping the cornea without identified anaesthetics or antiseptics being used. Just one woman complained of pain as she had her breast incised. Longer follow up of patients failed to notice any infection in the surgical sites. Histopathology found the specimens to be compatible with their site of origin and, apart from a 210g. lipoma, were healthy tissues without discernible pathology.
CONCLUSIONS: The surgerical procedures are real but we couldn't evaluate the efficacy. It didn't appear to have any specific effect. Our findings are undoubtedly more of an exploratory kind than conclusive ones. Further studies are clearly necessary to cast light on this unorthodox treatment.

KEYWORDS: Spiritual surgery. Spiritual healing. Alternative therapy. Complementary therapy.

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o homem é...


"[...] o homem não é constituído unicamente por uma mão, por um pé, ou por uma cabeça: ele é tudo isso ao mesmo tempo.
Mão, pé, cabeça foram feitos para estarem juntos.
Um ser humano saudável sente-se realmente feliz quando todas as partes do seu corpo vivem em harmonia com os seus sentidos, e não quando apenas uma parte do seu corpo vive[...]
"

O Papalagui - discursos de tuiavii, chefe da tribo de tiavéa nos mares do sul.
Antígona.

Óeo de coco é um forte inimigo do HIV

Estudos mostram que o

óleo de coco é um forte inimigo do HIV

Cientistas filipinos e canadenses em estudos isolados descobriram que princípios químicos encontrados no óleo de coco não só podem destruir o HIV (AIDS), como também inibir o desenvolvimento do vírus e sua carga viral.

Por Frank Cimatu

Inquirer News Service
PDI Northern Luzon Bureau

Cidade de Baguio

A Fundação Filipina para Pesquisa e Desenvolvimento do Coco juntamente com o Hospital São Lázaro e os Laboratórios United, conduziram em 1999 os primeiros testes de HIV / AIDS efetuados nas Filipinas. Os testes envolveram 15 pacientes do Hospital São Lázaro portadores de HIV, nos primeiros estágios de desenvolvimento do vírus.

Os testes basicamente procuravam determinar se a monolaurina, um derivado do ácido laurico seria responsável pelo aumento de células CD4 e a redução da carga viral nos pacientes num estágio ainda não detectável. As células CD4 são a primeira linha de defesa do corpo contra doenças e infecções, mas também são as primeiras a serem atacadas pelo HIV. A carga viral é a quantidade de vírus no sangue.

O Dr. Conrado Dayrit, Presidente da Academia Nacional de Ciências e Tecnologia e membro do Conselho do PCRDF, num pronunciamento anterior, afirmou que o HIV, o vírus que causa a AIDS, está envolvido por uma membrana gordurosa que a monolaurina pode penetrar e mutilar rapidamente após ingerido. A monolaurina destrói a membrana que envolve o vírus por um processo de amaciamento. “Se isso acontece, o vírus morre” disse o Dr Dayrit.

Romulo Conde, Supervisor Técnico do PCRDF, disse que os resultados foram promissores, mas a fim de satisfazer a comunidade cientifica, precisam de conclusões mais concretas. Não é bom tirar conclusões pela metade, acrescentou. Disse ainda que os testes continuarão no próximo ano.

De acordo com a edição de Novembro da “Discover Magazine”, um grupo de cientistas canadenses desenvolveram o que eles chamaram de “camisinha invisível”, que nada mais é do que uma gelatina anti-microbiana atuando na prevenção do HIV. A equipe liderada pelo Dr Michael Bergeron disse que o gel, incolor e inodoro, não é um preventivo para gravidez, mas pode bloquear o vírus da AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis.

“O preparado do Dr Bergeron, que ele chama de “camisinha invisível” consiste de dois componentes. O primeiro é um polímero gelatinoso, que é liquido na temperatura ambiente, mas torna-se um gel quando na temperatura do corpo.

Quando introduzido, o liquido se dissemina por toda a parede vaginal, tornando-se em seguida uma gelatina e criando uma barreira semi-sólida contra agentes infecciosos”, reportou a Discover Magazine. O segundo ingrediente é um anti-germe como o lauril sulfato de sódio, uma substância saponácea que dissolve as membranas dos vírus, eliminando-os. O lauril sulfato de sódio é um elemento químico derivado do ácido laurico e do leite materno, conhecido como um eliminador de micróbios. A gelatina, quando testada em ratos, foi 90 a 100 por cento eficaz na eliminação do vírus da herpes genital

Em outro artigo publicado no “Indian Coconut Journal em Setembro de 1995, a Dra. Enig afirmou :

“O reconhecimento da atividade anti-microbiana da monolaurina tem sido registrada desde 1966. O trabalho embrionário pode ser creditado a Jon Kabara. Essa pesquisa anterior foi direcionada para os efeitos virucidais por causa dos possíveis problemas relacionados com a preservação de alimentos. Alguns dos antigos trabalhos de Hierholzer e Kabara (1982), que mostravam os efeitos virucidais da monolaurina sobre vírus envolvidos em RNA e DNA, foram elaborados em conjunto com o Centro de Controle de Doenças do Serviço Publico de Saúde Americano, com protótipos selecionados ou reconhecidos como envolvidos em membranas de lipídios de grande rigidez. “


A Dra. Enig afirmou em seu artigo, que a monolaurina, cujo precursor é o acido laurico, destrói a membrana de lipídios que envolve o vírus bem como torna inativas bactérias, leveduras e fungos.

Ela escreveu: “Dos ácidos graxos saturados, o ácido laurico tem uma atividade antiviral maior do que os ácidos caprilico(C10) e miristico (C14). A ação atribuída ao monolauril é a de que ele solubiliza os lipídios contidos no envoltório do vírus, causando a destruição desse envoltório.” Na Índia, o óleo de coco é ministrado a bezerros no tratamento de Cryptosporidium conforme reportado por Lark Lands Ph.D no seu livro a ser lançado, “Positivamente Bem”.

Apesar de não ter sido mencionado por Enig, o HHV-6A é um vírus que tem uma capa envolvente cuja expectativa é que se desintegre na presença de acido Laurico e/ou Manolaurina

Segundo Dra. Enig, HIV, sarampo, Vírus da estomatite vesicular (VSV), Herpes Simplex Virus (HSV-1), Visna, Cytomegalovirus (CMV), Influenza vírus, Pneumonovirus, Syncytial vírus e Rubeola, são algumas das doenças que tem suas atividades inibidas pela Monolaurina. Algumas bactérias, que incluem Listeria, Staphylococus aureus, Streptococus agalactiae, Streptococci dos Grupos A, B, F e G, Organismos Gran-positivos e Gran-negativos tornaram-se inativas pelo ação da monolaurina.

O OLEO DE COCO NATURAL NA AIDS E EM OUTRAS INFECÇÕES VIRAIS

Em 19 de Julho de 1995 a Dra. Enig falava para um artigo publicado no jornal “THE HINDU”, O Jornal Nacional da Índia, quando afirmava que o óleo de coco é convertido pelo organismo em “monolaurina”, um ácido graxo com propriedades anti-virais, que pode ser útil no tratamento da AIDS. Um repórter do “THE HINDU” escreveu o seguinte a respeito da apresentação Dra. Enig durante uma conferência em Kochi :


“Houve um momento nos Estados Unidos em que uma criança comprovadamente diagnosticada positiva, tornou-se HIV Negativa. Essa criança havia sido alimentada com uma fórmula com alto teor de óleo de coco. A experiência foi significativa e os esforços estão voltados para se encontrar as causas da redução da carga viral da criança com HIV quando alimentada com uma dieta que ajuda na geração de monolaurina no organismo”.

O repórter comenta também a observação feita pela Dra. Enig de que a monolaurina ajuda também na inibição de outros vírus como o sarampo, herpes, estomatite vesicular e Citomegalovirus e que pelo avançado das pesquisas, há também uma indicação de que o óleo de coco oferece certas medidas de proteção contra substâncias cancerígenas.

Estudos divulgados pelo Dr. Conrado S. Dayrit, MD em 25 de julho de 2000 em Chennai na Índia, no 37º Encontro Cocotécnico, mostraram um grande potencial terapêutico para os óleos láuricos (com alto teor de ácido láurico, como o babaçu, tucumã e côco da bahia). A experiência da administração de 50ml de óleo de coco diária em 15 pacientes (10 mulheres e 5 homens) portadores do HIV (o vírus da AIDS) e que nunca haviam recebido nenhum tipo de tratamento anti-HIV, no Hospital de São Lázaro, nas Filipinas, sob a responsabilidade do Dr. Eric Tayan, M.D, mostraram um aumento do linfócitos de defesa do corpo, CD4 e CD8 de 248 para 1.065 e 570 para 1671 respectivamente. Um homem que possuía uma carga viral muito baixa (<0.4x103) class="GramE">4 homens e 10 mulheres e mostram que 7 (2h, 5m) de 14 pacientes tiveram uma redução em 3 meses de uso diário do óleo, enquanto 8 (3h, 5m) sofreram redução em 6 meses. Os níveis de CD4 e CD8 aumentaram em 5 pacientes, mas não mantiveram relação com a diminuição da contagem viral.

A adição de óleos láuricos na alimentação de pacientes portadores do HIV pode trazer como benefício a diminuição do nível da carga viral em indivíduos HIV positivos, diminuição do antígeno P24 e o aumento do CD4 e/ou CD4/CD8. Com bases nas pesquisas acima, o uso de óleos láuricos na alimentação de pessoas com baixa imunológica, que possuem grande facilidade em gripar, pessoas com doenças bacterianas e viróticas como tuberculose, pneumonia, herpes, doenças venéreas, auto-imunes como o lúpus e a psoríase, câncer, Crohn entre outras, seria de extrema valia. Da mesma maneira, o emprego deste óleos na massagem se mostra eficaz para o tratamento dos mesmos problemas, dada sua penetração pela pele ser muito fácil. Óleos láuricos são os óleos mais finos e de melhor penetração pelos poros, sendo também os melhores veículos carreadores para óleos essenciais. Na alimentação podem ser utilizados para cozinhar e fritar alimentos, substituindo os óleos de soja, girassol e milho. O refino não interfere nas suas propriedades terapêuticas, apesar de ser melhor o óleo in natura, porém a hidrogenação da parte insaturada do óleo pode levar à formação de gordura trans capaz de causar câncer, aumento do colesterol, entre outros desequilíbrios. O uso local destes óleos ainda pode ser uma fonte interessante para tratamento de escaras, feridas infeccionadas e inflamações.

A DOSE TERAPEUTICA

Baseada nos seus cálculos, e na quantidade de acido Láurico encontrado no leite materno humano, a Dra. Enig sugere para adultos, uma dieta rica de 24 gramas de acido láurico diariamente. Essa quantidade corresponde a aproximadamente 3,5 colheres de sopa de óleo de coco ou 10 onças de Puro Leite de Coco. Aproximadamente 7 onças de coco bruto devem conter 24 gramas de acido láurico. Essa é a dose terapêutica diária sugerida pela Dra. Enig, baseada nas suas pesquisas de acido láurico contidos no leite humano materno.

ÓLEO DE CÔCO E CÂNCER

Em um estudo de Reddy e al (1984) com animais, puro óleo de côco exerceu efeito inibitório mais forte que o óleo MCT quando empregado em tumores do cólon induzidos pelo uso de azoximetano. Outras pesquisas de Cohen e al (1986) mostraram que os efeitos não promotores do cãncer do óleo de cõco foram também observados no câncer dos seios induzido quimicamente. Neste modelo, a pequena elevação do colesterol nos animais comendo óleo de côco funcionou como protetora enquanto os animais comendo mais óleo poliinsaturado (milho, girassol, etc) tiveram redução do colesterol, mas contudo mais tumores. Os autores notaram que “...uma tendência inversa geral tem sido observada entre os tipos de lipídeos no organismo e a incidência de tumores para os 4 maiores grupos de gorduras.”

OS EFEITOS DO OLEO DE COCO NOS NIVEIS DE COLESTEROL E HDL


A Dra. Mary Enig MS (Cientista Nutricional) desenvolveu uma pesquisa original onde mostra a correlação positiva entre o óleo vegetal e o câncer e a negativa entre este e a gordura animal. Ela elaborou uma análise clara dos componentes das gorduras “trans” em 200 alimentos.

As gorduras “trans” são formadas quando os óleos vegetais são hidrogenados ou aquecidos a altas temperaturas. Com altas temperaturas, fica alterada a sua forma original “cis” transformando a gordura em gordura “trans”.

Ela estudou o efeito dessas gorduras trans, originárias de alimentos, sobre a função mista do sistema oxidativo do fígado que metaboliza no organismo drogas e poluentes ambientais. Um importante achado desses estudos foi que animais de laboratórios submetidos a uma dieta especial contendo gorduras trans, sofreram alterações nas atividades desse sistema de enzimas. Esses resultados foram em parte responsáveis pela revisão no Health Aspects of Dietary Trans Fatty Acids, mantidas pela Federação das Sociedades de Biologia Experimental, Life Sciences Research Office por solicitação do FDA (Food and Drug Administration)

Dra. Mary Enig tem 17 artigos publicados em jornais científicos desde 1976. Em 1986 foi nomeada pelo Governador de Maryland para o Conselho Estadual de Aconselhamento Nutricional. Foi editora colaboradora da revista Clinical Nutrition” e consultora editorial do jornal do Colégio Americano de Nutrição. Desde 1979 já proferiu mais de 50 palestras em seminários sobre alimentos e nutrição.

Num artigo publicado no “Indian Coconut Journal,” em 1995, a Dra. Enig afirmou que Ancel Keys tem uma grande responsabilidade pelo inicio da campanha contra a gordura saturada nos Estados Unidos. Ela questionou Keys afirmando que “toda gordura aumenta o colesterol; gorduras saturadas aumentam e as polinsaturadas reduzem o colesterol ; as gorduras hidrogenadas são problemas; as gorduras animal são problemas. E a Dra Enig conclui: “Como pode ser visto, seus achados não têm consistência”.

A Dra. Enig também declarou : “Os problemas com o óleo de coco começaram há quatro décadas quando pesquisadores alimentaram animais com óleo de coco hidrogenado propositadamente alterado, para torná-lo completamente destituído de qualquer ácido graxo essencial. Os animais alimentados com óleo de coco hidrogenado (sendo a única fonte de gordura) apresentaram naturalmente uma deficiência em ácidos graxos essênciais. Houve um aumento do colesterol no sangue. Dietas que causam uma deficiência dos ácidos graxos essenciais provocam um aumento nos níveis de colesterol assim como nos índices arteroscleróticos. Os mesmos efeitos foram verificados com outros óleos hidrogenados como e de semente de algodão, soja e milho. Fica portanto claro que trata-se de uma função dos produtos hidrogenados, tanto por causa de uma deficiência dos ácidos graxos essenciais, como por causa das gorduras trans.

Uma questão que se coloca é: O que acontece quando animais são alimentados com óleo de coco não processado? A Dra. Enig escreveu :Hostmark at al...” (1980) comparou os efeitos das dietas contendo 10% de óleo de coco e 10% de óleo de girassol em proteínas distribuídas em ratos fêmeas da raça Wistar. Em relação ao óleo de girassol, o óleo de coco produziu níveis significativamente mais baixos (p=0,05) de beta-pre lipoproteinas (VLDL) e significativamente mais altos (p=0,01) de alfa-lipoproteinas (HDL). “(Nota do Editor : HDL é considerado o bom colesterol prevenindo os depósitos do colesterol LDL nas paredes arteriais.)”. Enig cita também um estudo elaborado por Awad (1981) onde ratos da raça Wistar foram alimentados com 14% de óleo de coco natural e 14% de óleo de girassol. Ela afirmou:” O óleo de girassol provocou nos tecidos dos animais um acúmulo de colesterol seis vezes maior do que os animais alimentados com óleo de coco (não hidrogenados)”. A conclusão que se pode tirar é que alimentar animais com óleo de coco hidrogenado destrói a formação de ácidos graxos essenciais potencializando a formação de arteriosclerose. É importante frisar que animais alimentados com óleo de coco regular tiveram um índice mais baixo de colesterol no fígado e em outros órgãos do corpo.

Enig também se referiu a um estudo epidemiológico elaborado por Kaunitz e Davrit (1992) em sociedades que se utilizavam do coco como alimento, onde se confirmou por um estudo da população, que uma dieta rica em óleo de coco não leva a um aumento dos índices de colesterol, nem das doenças coronarianas. Vale ressaltar que nessa sociedade não houve qualquer consumo de óleos hidrogenados. Apenas óleo de coco natural.

Em 1989, Kaunitz e Davrit chamaram atenção para um relatório de Mendis et al onde mostrava que mulheres do Sri Lanka que tiveram suas dietas alteradas de óleo de coco natural para óleo de milho, apresentaram uma redução no Colesterol LDL de23.8%, o que é uma boa noticia, porem o colesterol HDL também apresentou uma redução de 41,4% o que é uma má noticia. Isso criou uma relação LDL/HDL desfavorável, significando que numa dieta de óleo de milho haverá um maior depósito de colesterol nas artérias em relação ao óleo de coco natural. Em suma, a dieta com óleo de milho líquido acelera o depósito de colesterol, em comparação com aquela de óleo de coco natural.

O óleo de coco natural, ao provocar um aumento no HDL (bom colesterol), ajuda na prevenção de arteriosclerose e de doenças do coração. Enig cita também a pesquisa de Tholstrup et al (1994) com óleo de palmeira (não hidrogenado) rico em acido láurico contendo também ácido mirístico. Tholstrup encontrou também um aumento significativo nos níveis de colesterol HDL
No seu artigo, Enig registrou que os efeitos do óleo de coco em pessoas com baixo nível de colesterol é justamente o contrário daqueles com um alto nível. As pessoas com uma baixa contagem de colesterol, deverão apresentar um aumento de colesterol sanguíneo, do colesterol LDL e especialmente do colesterol HDL. Já as pessoas com alto nível de colesterol apresentarão uma redução dos níveis de colesterol total e colesterol LDL.

Os estudos que ela menciona mostra que em ambos os grupos a relação HDL/LDL se move numa direção favorável. Para pessoas com AIDS ou com comprometimento da imunidade para outras doenças, as conclusões desse pesquisa são profundas. Isto significa que tudo que tem sido informado ao público pela televisão no últimos 15 anos a respeito dos óleos vegetais têm sido meias-verdades, levando esse público a conclusões errôneas. O público tem sido levado a acreditar que óleos tropicais provocarão bloqueio nas artérias levando a doenças cardíacas. O que ocorre na verdade é justamente o contrário. Óleos tropicais naturais ajudam na preservação das artérias enquanto que ocorre o oposto com a maioria dos outros óleos vegetais, principalmente as gorduras hidrogenadas tão utilizadas hoje em pastelarias, biscoitos, pães, margarinas e produtos industrializados em geral.

Esta política contra o côco, babaçu e o dendê (palma), tem sido mantida por grandes multinacionais americanas que, sendo os maiores produtores mundiais de óleos vegetais poliinsaturados (soja, milho, canola e girassol), não querem sofrer perdas financeiras que estas alternativas trariam a eles, pois óleos extraídos de plantas tropicais como os cocoqueiros custariam muito mais baratos e seriam mais acessíveis às populações de baixa renda.

A Dr, Enig também informa que o óleo de canola é o pior para ser utilizado em qualquer circunstância. Quando utilizado na cozinha ele produz um elevado nível de gorduras trans

ÓLEO DE CÔCO E MASSAGEM

Óleos láuricos como o de côco da Bahia e babaçu, são extremamente finos, de baixa viscosidade, sendo por isso excelentes veículos carreadores para óleos essenciais, dada à sua fácil e rápida penetração pelos poros da pele. São excelentes fontes alternativas para substituição do óleo mineral, hoje considerado dentro de alguns estudos científicos como cancerígeno. A vantagem é que são baratos e competitivos como produtos naturais.

São emolientes naturais, que podem ser empregados refinados ou não, possuindo normalmente uma longa durabilidade. Agem na pele hidratando suavemente, refrescando e devido ao seu teor em ácido láurico, como moderados anti-sépticos, além de terem efeito imunoestimulantes.

Como côco, são compreendidas várias alternativas da família das palmeiras, que contém óleos vegetais extraídos por prensagem, fervura ou artesanalmente por exposição ao sol de seus frutos e com alto teor de ácido láurico (acima de 40%) e que podem ser utilizadas para tudo o que foi descrito anteriormente por gerarem monolaurina no corpo. Entre estas alternativas disponíveis atualmente no mercado para uso tanto alimentar quanto para massagens temos:

Côco da Bahia

Babaçu

Murumuru

Tucumã (tucum)

Palmiste

Coquinho

Textos organizados, selecionados e complementados pelo Prof. Fábián László (prof_fabian_laszlo@hotmail.com)

Onde comprar óleo (côco da bahia, babaçu, tucumã) e leite de côco produzidos no Brasil, para uso na alimentação e como veículo carreador em massagens:

Aromalandia - Av. Afonso Pena, 748 / 1401 – Centro – BH – MG – 30130-002

Tel: (31) 3271.1187 / 3271.0979 http://aromalandia.isonfire.com

Referências:

http://www.enig.com

http://www.lauric.org

http://www.coconutoil.com

http://www.pubmed.com

Report 14, Keep Hope Alive Magazine

Mary Enig cita 24 referências científicas na página 7 de seu artigo “Lauric Acid for HIV-infected Individuals,":

1. Issacs, C.E. et al. Inactivation of enveloped viruses in human bodily fluids by purified lipids. Annals of the New York Academy of Sciences 1994;724:457-464.

2. Kabara, J.J. Antimicrobial agents derived from fatty acids. Journal of the American Oil Chemists Society 1984;61:397-403.

3. Hierholzer, J.C. and Kabara J.J. In vitro effects on Monolaurin compounds on enveloped RNA and DNA viruses. Journal of Food Safety 1982;4:1-12.

4. Wang, L.L. And Johnson, E.A. Inhibition of Listeria monocytogenes by fatty acids and monoglycerides. Appli Environ Microbiol 1992; 58:624-629.

5. Issacs, CE et al. Membrane-disruptive effect of human milk: inactivation of enveloped viruses. Journal of Infectious Diseases 1986;154:966-971.

6. Anti-viral effects of monolaruin. JAQA 1987;2:4-6 7. Issacs CE et al. Antiviral and antibacterial lipids in human milk and infant formula feeds. Archives of Disease in Childhood 1990;65:861-864.

Material ilustrativo:

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