NutriViva no Facebook é a nossa página no Facebook onde há uma constante actividade com pratos e ideias sobre Alimentação Viva.
O blog também está acessivel em ALIMENTACAOVIVA.COM e ALIMENTACAOVIVA.INFO
Visitem o meu blog em inglês (com traduçao automática)
Raw in Copenhagen
Ao deixar um comentário referente a um artigo, por favor colar o link desse artigo.

Badge Raw Food

Qr Code do blog

Qr Code do blog
Qr Code do blog

Rss

Contacto

Search/ Busca

Carregando...

Blog Archive

Followers

Follow by Email

Add me on Facebook

NutriViva Tv



Ocorreu um erro neste gadget

Total de visualizações de página

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Médicos X Nutricionistas


(...)
"A medicina está aprendendo como manter vivas as pessoas a quem a dieta ocidental está fazendo doente. Melhorou em estender a vida das pessoass com doença de coração, e agora está trabalhando na obesidade e nos diabetes. O capitalismo é ele próprio maravilhosamente adaptável, capaz de tornar os problemas que cría em oportunidades de negócio lucrativos: comprimidos para emagrecer, operações de bypass ao coração, bombas de insulina, cirurgia bariátrica. Mas enquanto a "fast food" puder ser um bom negócio para a indústria de saúde, certamente o custo para a sociedade - estimado só nos EUA em mais de $200 biliões de dólares por ano em gastos relacionados com cuidados de saúde relativos a problemas de dieta - esse é insustentável."(...)


Michael Pollan, escritor, é professor de journalismo na Universidade de Berkeley na Califórnia. O seu mais recente livro, “The Omnivore’s Dilemma,” foi escolhido pelos editores do "The New York Times Book Review" como um dos 10 melhores livros de 2006.


A cura das doenças crónicas está mais perto do que se faz transparecer mas isso não interessa á industria - neste paradigma nasce o conflito entre médicos em geral e nutricionistas.
Quantas farmácias fechariam se agora as pessoas passassem a ter mais saúde.


Mas poderíamos ir mais longe porque esta guerra de interesses reflete o poder exercido pelos lobbies junto da comunidade cientifica que serve de modelo pelos seus estudos para a formação de médicos e dos próprios nutricionistas. Aqui o problema tem a ver com aquilo que de facto se estuda e investiga e como o rigor pode ser influenciado pela pressão da sociedade, dos patrocinadores dos estudos, etc.


O progresso cientifico tem ignorado propositadamente a natureza, trazendo com isso enormes prejuízos para o nosso planeta em termos ecológicos. Ao mesmo tempo negligencia deliberadamente a nutrição como factor de saúde trazendo assim as alterações metabólicas trágicas que estão à vista nas doenças degenerativas e crónicas que proliferam.

O divórcio entre a entre a ciência médica e a dietética foi sem duvida um dos mais dramáticos acontecimentos na história da humanidade e isso tudo tem a ver com uma única questão - interesse económico.

Os nutricionistas são vistos como uma pedra no sapato da medicina instituida. É inaceitável para a elite da classe médica ter que recuar terreno perante a verdade inquestionável - "somos aquilo que comemos" e num corpo sadio a doença não tem lugar.
São aceites porque tanta mentira é quase impossivel de sustentar e a solução é mantê-los sobre rédea curta. No fundo é politica de intresses a sobrepor-se aquilo que poderiam ser as profissões mais nobres existentes.

Felizmente alguns médicos e nutricionistas conscienciosos começam a acordar e a fazer a diferença, desmascarando a mentira e os mitos instituídos mas a luta ainda está no principio. E esses corajosos são constantemente perseguídos e até em certos casos expulsos da ordem ou temporariamente afastados das suas funções.

Os primeiros médicos tinham que de facto saber nutrição e saber preparar os medicamentos - hoje os médicos não passam de meros empregados de balcão servindo os cocktails do cardápio criado pela industria farmacêutica. Esta perda de estatuto doi no orgulho dos médicos e faz com que as suas relações com colegas nutricionistas seja ainda pior.

Com isto tudo fica aqui uma questão - que fazer?

Continuar a hostilizar as partes não resolve nada nem é benéfico para ninguém. O importante é a tomada de medidas para mudar o sistema não só com a imposição da lei que dá poder aos nutricionistas mas também com o esclarecimento de todos.

O ideal mesmo é que não existisse a classe médica separada dos nutricionistas e que o paciente fosse visto como um ser humano e não só como uma máquina química. Mas isso era estarmos a pedir para mudar todo o sistema - levará algum tempo mas penso que com a situação catastrófica que a humanidade atravessa, brevemente seremos obrigados a rever toda a teoria para passarmos a outra pràtica. Sem querer ser completamente fatalista, essa prática chama-se sobrevivência da humanidade e do planeta em geral.

Se não unirmos esforços em todos os campos - sejam eles a medicina, a nutrição, a ecologia, etc, a humanidade irá cair no abismo.

O aquecimento global pode não parecer ter nada a ver com esta discussão mas tem. Pois o mesmo modelo que levou à industrialização massiva, consequentemente poluidora, também levou à criação do modelo médico instituído.
Aquilo que poderia ser uma ciência e um desenvolvimento ideal para o bem estar da humanidade tem criado doença não só nos seres humanos como em todo o planeta.

As recomendações dos estudos que servem de modelo áquilo que é ensinado aos nossos médicos e nutricionistas vem na sua maioria dos EUA, pais responsável por 30% da poluição mundial e um pais com os maiores índices de doenças crónicas e degenerativas. Esse modelo não pode servir mais para aquilo que é ensinado no resto do mundo. E aqui podemos ver uma analogia interessante - os países supostamente menos desenvolvidos submetem-se à tirania da ciência americana que é maioritariamente pró química medicamentosa submetendo-se também à tirania da destruição do seu meio ambiente (casos da Amazónia - empresas americanas) - por sua vez no trabalho nos serviços de saúde o nutricionista que deveria ser como um "ecologista" do organismo, é repetidamente subjugado quer com pressões dos colegas médicos quer da própria ciência que o limita a funcionar com base em estudos a meu ver duvidosos.

E agora vocês poderão perguntar com é hábito nas comunidades de discussão sobre nutrição - "mas quem é você para falar assim dos cientistas, da classe médica e dos nutricionistas?"
"Que bases cientificas tem você para fazer toda essa dissertação?"

Aqui eu poderei responder que é arrogante não escutar opiniões de terceiros mesmo que não façam parte da nossa classe. E essa arrogância de facto existe - ao ponto de eu ter sido várias vezes expulso de comunidades de discussão por simplesmente expressar a minha opinião muitas das vezes apresentando provas com estudos científicos e colocar questões como estas que referi atrás.

Está na altura dos responsáveis pela saúde se tornarem verdadeiramente responsáveis e unirem esforços para facilitar a vida ao comum dos mortais que deseja ter mais qualidade de vida e não servir única e exclusivamente como fonte de rendimentos chorudos de meia dúzia.

Tenho o direito de saber aquilo que entra no meu corpo e nutrição deveria ser a primeira disciplina a começar a ensinar-se logo na escola primária, mesmo antes de se aprender a ler. Desta forma haveria mais espaço nos hospitais para atender casos urgentes em vez dos constantes corredores cheios de gente com doenças degenerativas e metabólicas.

Aos nutricionistas - lutem pela vossa posição, cumpram o vosso juramento e tragam mais paz e alegria a quem quer verdadeiramente viver.

Aos médicos - estudem mais nutrição e cumpram também o juramento de não prejudicar ninguém - jamais.

A todos em geral - libertem-se!

Mais sobre este assunto em Inglês no site do New York Times


FEEDBACK

19 de Fevereiro de 2007

Entretanto começa a haver feedback a este artigo.

A reacção de alguns médicos, estudantes de química e medicina.

Sentem este artigo como ataque directo.

e surgem as seguintes questões:

"O artigo transparece na vitimização dos nutricionistas"

A frase do médico:

"Se vitimar não leva a nada".

A resposta:

- Eu não estou a vitimar - os nutricionistas é que se queixam de não poderem exercer as suas funções devidamente.

Em relação ao facto histórico de os médicos terem mudado para vendedores de droga em vez de curadores efectivos um estudante de química pergunta o seguinte:

"E isso lá torna os médicos menos dignos???"

A resposta:

O que é menos digno é o adeusamento de uma profissão que serve para servir o próximo e não para o explorar até ao tutano. Isso infelizmente é mais comum em países de regime totalitário ou com democracias muito jovens como é o caso do Brasil e Portugal também.
Em ceros paises, como a Bélgica e a Inglaterra, onde vivi, a casse médica não é vista como raça superior pelo povo mas sim como parte integrante do conjunto de profissões que servem a sociedade.
Este é um defeito e teimosia latina - pois em quase todos os países de origem latina há este conceito - muito mais no Brasil onde todo o mundo consegue ser "Doutor" mesmo sem canudo.

(...)Prometo que ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade da caridade e da ciência.(...)

(...)
Nunca me servirei da profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime. Se eu cumprir esse juramento com fidelidade, goze eu, para sempre, a minha vida e a minha arte. de boa reputação entre os homens. Se os infringir ou dele me afastar, suceda-me o contrário.(...)


(Hipócrates, nasc. 450 a.C.)

Quando ataco a industria farmacêutica e a forma como a medicina é exercida não estou de forma alguma a dirigir esse ataque aos médicos pois acredito que são necessários.
Todos os dias vem à baila noticias de mais casos de corrupção, de pressão e de controlo dos médicos pelas farmacêuticas.
Quem quiser continuar com esse jogo sujo que continue mas saiba que se sujeita a ser julgado - isso está a acontecer, e até que enfim, aqui em Portugal onde o parlamento resolveu tomar medidas para acabar com essa vergonha que já cheirava mal. E aqui não é caso de teoria da conspiração, são factos que estão na praça publica e nas mãos da justiça.

Velhos hábitos são difíceis de mudar mas quem for sério e honrado ainda está a tempo de o fazer e concerteza não se irá ofender com as minhas palavras.
Muitos médicos o fazem e a esses eu aplaudo de pé por não quererem ser também mais vitimas do sistema. Esses sim tem-nos no sitio...(para bom entendedor meia palavra basta).

Um nutricionista solidário com a classe médica e a industria responde:

"A farmácia sempre terá lugar no mundo pois as pessoas simplesmente
adoecem e nem todas as doenças têm causa os maus hábitos alimentares e nem bons hábitos são garantia de saúde perfeita".

Eu contraponho:

Não é a farmácia nem os medicamentos que estão errados, o que está errado é a forma como funcionam. Na sua maioria os medicamentos não tratam mas sim servem para adormecer os sintomas - ai é que está o erro.
Não está errado um médico fazer o seu melhor para curar um paciente, o que está errado é o médico vender discriminadamente medicamentos sem primeiro usar alternativas de cura como é o caso da nutrição. O que está errado é o médico ir passar férias à custa das comissões que recebeu da venda desse venenos.

Nem todas as doenças têm causa nos maus hábitos alimentares mas a maioria delas têm. E nesse rol de doenças encontram-se as crónicas e as que mais vitimizam a humanidade.

O que está errado nos estudos científicos é excluírem tudo o que é natural como se os elementos químicos e a síntese dos variados elementos não viessem da natureza.
Se podemos tratar naturalmente para quê a utilização de químicos? É só para justificar a profissão? Para justificar os biliões gastos?

Mas mesmo os cientistas, ou aspirantes a sê-lo, esquecem uma coisa
importante - gasta-se mais dinheiro em campanhas de marketing e pagamentos de favores do que se gasta na própria investigação - porquê? É preciso vender mais.
E quantos indivíduos com capacidades excelentes no campo da investigação, principalmente nos países subdesenvolvidos, são obrigados a procurar trabalho no exterior pois os seus países não conseguem suportar a carestia de possíveis investigações. Isto torna os cientistas vitimas de empresas sem escrúpulos que efectivamente lhes dão trabalho mas que os obriga a investigar somente o que essas empresas entenderem independentemente da ética desses estudos. E aos países de origem dos referidos cientistas resta-lhes comprarem e engolirem a tecnologia externa vendida então a preço de ouro.

Não compreendem nem querem compreender que isto é tudo uma maquinagem bem orquestrada e que vocês são simples peões, talvez com um pouco mais de estatuto, que só servem para manter e nutrir o monstro destruidor que vos comanda (mas lá vou eu parar ao quadro dos alvos a abater pois vão considerar uma coisa óbvia, picaretologia ou teoria conspiratória).

Não estou aqui para atacar nem a classe médica nem a cientifica. Somente gostava de ver todas essas profissões mais prestigiadas e úteis.

Se por acaso vos quisesse ofender poderia usar de outro tipo de linguagem mas não é nem nunca foi essa a minha intenção.

Mas poderia continuar aqui a dissertar sobre o modo que a sociedade funciona e em que estamos todos implicados. Já que me acusam de teórico-conspirativo tiro o proveito da acusação e aproveito para relembrar outro paradigma.

A relação entre a Industria farmacêutica e as industrias alimentícias, ou não estivessem elas interligadas.


A produção de alimentos está completamente ligada e cada vez mais dependente da industria química - com o pretexto de combater pragas e doenças, pulverizamos tudo o que é plantação com toneladas de químicos que vão não só poluir as nossas reservas de água, destruindo a natureza pura, como vão acabar em doses letais nas plantas e nos amimais que consumimos.

E o mais caricato é ver produtos que são proibidos nos países dos fabricantes a circularem livremente nos países dependentes, tal e qual como certos medicamentos banidos nos países de origem levam mais tempo a ser retirados do mercado dos países dependentes e compradores.

Quem diz que não acredita nisto ou não quer ver esta realidade é porque tem alguma conveniência em não o admitir. E ai passa a ser conivente com os lobbies mas por uma razão muito simples - lucro pessoal e estatuto social.

Há custa disso temos uma sociedade à beira do abismo com guerras injustificáveis onde a politica do medo e do terror imperam.
Temos uma sociedade doente intoxicada pelos venenos que nos impõem como lei.

Por isso tudo vos lembro o juramento de Hipócrates para que possam sair com alguma honra de todo este processo.
É pura irresponsabilidade continuar a aceitar e a manter o sistema como se encontra.
Existem alternativas e todas as classes devem intervir no seu melhor para melhorar as condições de vida da humanidade, para salvar este planeta de um autentico descalabro.

Por isso eu assino com a palavra paz - porque ela é necessária para pensarmos melhor e efectivamente servirmos para dignificar aquilo que chamamos de espécie superior e mais inteligente ao cimo da terra.

Borragem: Sabor e Beleza Numa Só Planta





Texto: Leonardo de Melo Gonçalves
Fotos: Portal do Jardim


A borago officinalis (nome comum: Borragem) combina em si a beleza nas suas flores de um azul profundo (e em casos raros, o branco) e uma série de utilizações culinárias e medicinais.

Acredita-se que a borragem teve origem na Síria, mas está hoje disseminada por todo Mediterrâneo e tende a florir quase todo o ano em climas quentes, preferindo uma posição bem exposta ao Sol.


Borragem fotografada à beira da estrada.
Algarve, Portugal.

Trata-se de uma planta anual ou perene, chegando a atingir entre 60 a 100 cm de altura. De fácil germinação, pode semear-se no exterior no local desejado e serve de garantia às visitas de abelhas que a ela são atraídas. Quando estabelecida, a planta autopropaga-se muito facilmente, tornando-se por vezes invasiva, algo a ter em conta quando escolher a sua localização.

Os usos desta planta são variados. Na culinária é utilizada em saladas (flores e folhas jovens) pelo seu aroma fresco. Pode ser servida em bebidas quando congelada em cubos de gelo, dando um ar exótico a qualquer refresco. Ao congelá-la desta forma, é também uma boa maneira de reter o seu sabor, podendo depois colocar-se os cubos de gelo com borragem num guisado, numa sopa ou num molho, um pouco antes de o servir. O sabor mais fresco advem das suas folhas jovens.

Diz-se também que um chá de folhas de borragem ajuda a combater o stress. A borragem tem variadíssimos outros usos medicinais, sendo reconhecidas as suas capacidades no que diz respeito a doenças pulmonares e como anti-inflamatório.

Como qualquer ingrediente, não deve ser consumido em excesso – especialmente por pessoas com problemas hepáticos. De outro modo, o seu sabor fresco, talvez semelhante ao do pepino, confere uma nova experiência aos sentidos.

Sites consultados:
http://www.maltawildplants.com/BORG/Borago_officinalis.html
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Acrilamida - Veneno em Alimentos Cozinhados

Acrilamida


Sinônimos: 2-propenamide; ethylene carboxamide; acrylic amide; vinyl amide; acrylamide

Fórmula química: CH2CHCONH2

1) IDENTIFICAÇÃO DOS DANOS

AVISO: Danoso se for engolido ou inalado. Prejudicial se for absorvido através da pele. Causa irritação à pele, olhos e trato respiratório. Pode causar câncer (o risco de câncer depende na duração e nível de exposição). Afeta o sistema nervoso central e periférico e o sistema reprodutor. Pode causar má formação congênita. Termalmente instável. Pode polimerizar explosivamente se aquecido ao ponto de fusão.

Índices:
Saúde: 3 - severo (pode causar câncer)
Flamabilidade: 1 - leve
Reatividade: 3 - severo (explosivo)
Contato: 3 - severo (vida)

Equipamento a ser usado em laboratório: óculos, avental, capela e luvas apropriadas.

Código de Armazenamento: amarelo (estocagem separada) *Etiqueta deve conter a precaução de se evitar contacto com olhos, pele e roupas, e de substâncias incompatíveis. Deve conter também instruções de se usar com proteção adequada.

Efeitos potenciais à saúde:

AVISO: a acrilamida é suspeita de ser carcinogênica, severamente neurotóxica, causar irritação dos olhos, pele (é imediatamente absorvida) e trato respiratório.



ACRILAMIDA -Perguntas e Respostas

O que é ? Quais são as utilizações ?
A acrilamida é uma substância química, utilizada para produzir polyacrilamida, com várias utilizações industriais, como sejam, a utilização para o tratamento da água, indústria do papel, cosméticos e plásticos.
A acrilamida é também componente do fumo do cigarro e foi recentemente detectada em alguns alimentos ricos em amido.


Que alimentos contêm acrilamida ?
Estudos recentes indicam que a acrilamida pode detectar-se em alimentos ricos em amido, quando sujeitos a altas temperaturas, como as utilizadas para fritar, assar e dourar.

Segundo a wikipidia (versão espanhola) alimentos sugeitos a mais de 120ºC podem formar a acrilamida.

(...)"La acrilamida es un compuesto orgánico de tipo amida.(...)

(...)La acrilamida se puede formar al calentar comida (especialmente compuestos que contienen almidón), friéndola o asándola a más de 120 ºC. Se podría formar a través de diferentes mecanismos a partir de diferentes compuestos presentes en la comida, como aminoácidos, proteínas, carbohidratos, lípidos, etc. Esto puede suponer un problema pues según estudios en animales la acrilamida es un probable carcinógeno en humanos.(...)


A acrilamida é uma substância química descoberta recentemente ?
Não.
Os métodos analíticos utilizados anteriormente não permitiam a detecção desta substância, mas os recentes avanços técnicos, possibilitam o uso de métodos de detecção capazes de registar níveis muito baixos de acrilamida nos alimentos.



Como atenuar a formação da acrilamida ?
Os alimentos não devem ser submetidos a altas temperaturas durante muito tempo, sem prejuízo de se cozinharem os alimentos o tempo suficiente para destruir os microrganismos responsáveis pelas toxinfecções alimentares.
Com o intuito de minimizar a formação da acrilamida, as unidades industriais de processamento de alimentos têm vindo a rever os processos de fabrico.
Desconhece-se a temperatura exacta a que é formada a acrilamida nos alimentos, contudo não foi detectado qualquer teor de acrilamida em alimentos preparados a temperaturas inferiores a 120 º C.


Não é preciso nenhuma ciência aeroespacial aqui. Os pães e a maioria de produtos com amido, como batatas, não são bons para si - muito menos cozidos.
Não é surpresa que quando você os aquece em altas temperaturas algumas coisas mais más aconteçam.
Os alimentos crus são a chave para a sua saúde. A maioria de alimentos cozinhados perderão nutrientes valiosos.
Entretanto, as altas temperaturas também causarão potencialmente a formação de substâncias carcinogenicas.

Fontes:
http://www.cfsan.fda.gov/~dms/acryfaq.html
http://www.mercola.com/
http://www.qca.ibilce.unesp.br/prevencao/produtos/acrilamida.html http://www.agenciaalimentar.pt/index.php?module=ContentExpress&func=display&ceid=311&bid=71&btitle=Seguran%E7a%20Alimentar&meid=83
Wikipidia

Doenças transmitidas por alimentos - uma análise

É interessante ver que a maioria das doenças transmitidas por alimentos estejam presentes em maior quantidade nos produtos de origem animal.

Estudo - National Advisory Committee on Microbiological Criteria for Foods (N.A.C.M.C.F.), EUA


Estima-se que cerca de 90% das doenças transmitidas por alimentos sejam provocadas por microrganismos. Estes podem-se encontrar em quase todos os alimentos, mas a sua transmissão resulta, na maioria dos casos, da utilização de metodologias erradas nas últimas etapas da sua confecção ou distribuição(1). Embora se conheçam mais de 250 tipos diferentes de bactérias, vírus e parasitas causadores de Doenças de Origem Alimentar, apenas alguns aparecem frequentemente. De acordo com a National Advisory Committee on Microbiological Criteria for Foods (N.A.C.M.C.F.), EUA (2004), estes (micro)organismos podem-se classificar segundo o seu perigo e difusão.

(1)NOTA:Mais uma razão para comprarmos orgânicos ou plantarmos nós os próprios alimentos e desta forma não sofrermos contaminações desnecessárias


1. Bactérias

As bactérias são microrganismos unicelulares com uma estrutura muito simples, o que lhes permite replicarem-se muito rapidamente caso encontrem nutrientes, temperatura, pH, humidade e concentração de oxigénio favoráveis. Nalguns casos, apenas 20 minutos são suficientes para que o número de bactérias duplique, o que significa que um número inicial de 10 bactérias num determinado alimento em condições favoráveis, se multiplicará de tal modo que se terão 640 bactérias ao fim de 2 horas.






BACTÉRIAS IMPLICADAS

EM DOENÇAS DE ORIGEM ALIMENTAR

Género

Espécies /Estirpes

Alimentos mais frequentemente associados

Alimentos notificados no RASFF*

(Março 2005 -Agosto 2006)

Bacillus

B. cereus

Arroz, Cereais, Pratos de carne, Vegetais

Alimentos que tenham tido contacto com o solo ou com pó

Cacau

Leite UHT

Massas demi-frescas

Mistura de especiarias

(curcuma)

Peixe

Brucella

B.licheniformis

Leite cru

Derivados de animais contaminados

Alimentação dietética

( crianças)

Campylobacter

C. jejuni

Alimentos proteicos crus ou pouco cozinhados

Lacticínios

Coelho

Frango

Manteiga

Clostridium

C. botulinum

Carnes insuficientemente curadas ou sem conservantes

Conservas caseiras de carnes ou vegetais


C. perfringens

Manejamento inadequado

Refrigeração lenta

Alimentos aquecidos a baixa temperatura


Escherichia

E. coli

Água ou alimentos com contaminação fecal

Carne vaca, Chá de limão, Queijo Brie

Mexilhão

Salame

Produtos à base de leite

Listeria

L. monocytogenes

Leite

Derivados do leite

Saladas

Bacon entremeado, Carne de cavalo, Carne de vaca cozinhada, Filetes de Pangasius, Halibute, Linguiça, Paté, Queijo de leite cru, Queijo fumado, Peixe (Pangasius hypophthalmus), Salame, Salmão fumado

Sushi

Salmonella

S. Enteritidis

S. typhimurium

Frango

Pato

Peru

Ovos

Carne porco, Carne vaca, Codornizes, Frango, Pato, Peru, Ovos

S. Aberdeen, S. Agona, S. Bardo, S. Bareilly, S. Bilu, S. Blockley,S.Cerro, S.choleraesius, S.Cubana, S. Gabon

S. Derby, S. Dublin, S. Gold Coast, S. Hadar, S. Indiana, S. Infantis, S. Johannesburg, S. Livingstone, S.Mbandaka, S. Meleagridis,

S. Mgulani, S. Minesota, S. Montevideo, S. Napoli, S. Oranienburg, S. Orion, S. Panama, S. Salamae, S. Paulo, S. rissen, S.salamae, S. Senftenberg, S. Stourbrige, S. Virchow, Grupo B, Grupo C,


Alimento para crianças, Bacon, Leite para crianças, Camarão, Carne de coelho, Carne porco, Carne de javali, Carne de vaca, Chá de ervas, Chouriço, Curcuma (especiaria), Foie gras, Frango, Ganso, Gelado

Gengibre, Javali

Leite em pó, Leite para bébés, Linguiças, Mexilhão, Pato, Peru, Pimenta moída, Pintada, Queijo cabra, Queijo fresco, Queijo pasteurizado, Ração de peixe, Rebentosde soja, Sementesde colza, Sementes de sésamo, Vitela

S. typhi

S. paratyphi

Água







Shigella

S. dysenteriae

Saladas, Leite, Aves

Produtos hortícolas


Staphylococcus

S. aureus

Carne, Leite, Ovos e derivados

Resulta da manipulação

Alimentos ricos em proteína e água

Marisco

Peixe

Queijo de leite cru

Streptococcus

S. pyogenes

Leite cru, gelados, saladas,

mariscos


Vibrio

V. cholerae

V. parahaemolyticus

V. vulvinicus

Peixe, marisco e moluscos crus ou insuficientemente cozinhados

Camarão

V. alginolyticus


Camarão

Yersinia

Y. enterocolitica

Leite cru, Aves, Carnes, Mariscos, Vegetais


*RASFF- Rapid Alert System for Food and Feed


2. Vírus

Os vírus são agentes infecciosos com uma organização acelular muito simples: uma capa proteica e um ácido nucleico (DNA ou RNA) no seu interior. São muito mais pequenos do que as bactérias e para se multiplicarem requerem que uma célula viva, de uma espécie para a qual são específicos, lhes sirva de hospedeiro.

Alguns vírus são causadores de Doenças de Origem Alimentar. Embora não se multipliquem nos alimentos (por serem específicos para as células humanas), a sua destruição também não ocorre a não ser que os alimentos sejam devidamente cozinhados. A sua especificidade também implica que os vírus que infectam animais, como é o caso do vírus da peste suína, não representem quaisquer perigos para a saúde humana, sendo o seu controlo justificado apenas por uma questão de sanidade animal.

Os vírus mais frequentemente implicados em Doenças de Origem Alimentar são os da hepatite A e da hepatite E, os rotavírus (principal causa de diarreia infantil) e os vírus da família Norwalk (que provocam gastroenterites).

VÍRUS IMPLICADOS

EM DOENÇAS DE ORIGEM ALIMENTAR

Vírus

Alimentos mais frequentemente associados

Alimentos notificados no RASFF*

(Março 2005 - Agosto 2006)

Astrovírus



Hepatite A

Água

Marisco

Saladas


Hepatite E

Água


Rotavírus

Fruta

Saladas

Transmissão fecal-oral

(a transmissão pessoa a pessoa é a mais frequente)


Vírus de Norwalk (também designados norovirus, calcivírus)

Água

Framboesas, ostras cruas

*RASFF- Rapid Alert System for Food and Feed

3. Parasitas: vermes e protozoários

Os vermes e os protozoários são parasitas, isto é organismos que vivem sobre ou no interior de outro organismo (o hospedeiro), beneficiando desta associação enquanto prejudicam o hospedeiro, do qual geralmente obtêm nutrientes.

As Doenças de Origem Alimentar provocadas por estes parasitas são muito menos frequentes do que as de origem bacteriana. Estes parasitas, que são muito maiores do que as bactérias, podem crescer e atingir o estado adulto no tracto gastrointestinal do homem, ou ser directamente ingeridos por consumo de tecidos de animais contaminados. Nalguns dos casos os sintomas podem durar várias semanas ao fim das quais diminuem ou desaparecem, para posteriormente reaparecerem. Entre os principais parasitas causadores de Doenças Origem Alimentar encontram-se Giardia lamblia ou intestinalis, Cryptosporidium parvum (protozoários) e Trichinella spiralis (verme).

PARASITAS ENVOLVIDOS

EM DOENÇAS DE ORIGEM ALIMENTAR

Género

Espécies

Alimentos mais frequentemente associados

Alimentos notificados no RASFF*

(Março - Agosto 2006)

Cryptosporidium

C. parvum

Leite, Água, Vegetais Transmissão oral-fecal

Também ocorre transmissão indivíduo-indivíduo


Diphyllobothrium


Salmão

Outros peixes


Entamoeba

E. histolytica



Giardia

G. lamblia

(ou intestinalis)

Alimentos ou águas expostos a contaminação fecal






Ascaris

A. lumbricoides



Anisakis

A. simplex

Salmão, Bacalhau, Badejo, Arenques, etc. Esta larva encontra-se no músculo de muitos peixes

Bacalhau seco

Sardas

Tamboril

Taenia

T. saginata




T. solium



Trichinella

T. spiralis

Javali

Porco

Músculo de animais que comem carne






Cyclospora

C. cayetanensis

Água e alimentos contaminados com fezes


*RASFF- Rapid Alert System for Food and Feed

4. Priões

O prião é uma partícula proteica infecciosa que se presume ser o agente causador das encefalopatias espongiformes transmissíveis (TSE), como a Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE-doença das “vacas loucas”) e a sua variante humana, o scrapie dos carneiros e das cabras e a doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD). É constituído por uma proteína modificada, que por contacto com uma proteína sã a modifica convertendo-a numa proteína patogénica, que por sua vez vai modificar outra proteína sã, produzindo uma reacção em cadeia.

Alexandra Veiga de Barros

Doutorada em Eng. Agro-Industrial

Setembro de 2005