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sexta-feira, 6 de julho de 2007

Sacola Ecológica

Comércio de SP terá de fornecer sacola ecológica

Roberto do Nascimento

Lojas e supermercados de São Paulo terão de fornecer aos seus clientes sacolas biodegradáveis a partir do ano que vem. A decisão foi aprovada pela Assembléia Legislativa de São Paulo e seguiu para sanção do governador José Serra. O autor do projeto 534/07, deputado Sebastião Almeida, afirma que, onde não existe a coleta seletiva, todo esse plástico usado atualmente nas sacolas termina em aterros sanitários e lixões a céu aberto, dificultando e impedindo a decomposição de materiais biodegradáveis. "Em média, cada saquinho de supermercado que você joga no lixo pode demorar até um século para desaparecer completamente. O Brasil produz anualmente 210 mil toneladas de plástico filme, a matéria-prima dos saquinhos plásticos, que representa cerca de 10% do lixo do País", afirma.
As novas embalagens deverão ser oxi-biodegradáveis, ou seja, que apresentem degradação inicial por oxidação acelerada por luz e calor, e tenham depois a capacidade de serem biodegradadas por microorganismos e que os resíduos finais não sejam ecotóxicos.
Segundo o projeto, as embalagens devem atender aos seguintes requisitos: degradar ou desintegrar por oxidação em fragmentos em um período de tempo especificado; biodegradar, tendo como resultado CO2, água e biomassa; os produtos resultantes da biodegradação não podem ser danosos ao meio ambiente; o plástico, quando compostado, não deve impactar negativamente a qualidade do composto.
Os estabelecimentos comerciais terão prazo de um ano a contar da data de publicação da lei, que, se sancionada pelo governador, deve ocorrer dentro de um mês, para substituir as sacolas comuns pelas biodegradável. Os produtores das embalagens plásticas oxi-biodegradáveis deverão estampar as informações necessárias sobre qual aditivo estão utilizando na embalagem. A lei não abrange as embalagens originais das mercadorias.
Algumas embalagens plásticas levam até 300 anos para se decompor, e são feitas a partir do petróleo, combustível fóssil, não renovável e mais poluente da produção ao uso. Segundo o deputado, cientistas brasileiros do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo desenvolveram um plástico derivado do açúcar de cana, ainda mais caro, mas que se degrada em 60 dias.

fonte: Terra/DiárioNet

Supermercado adota sacola ecológica


Eli Araujo

A rede de supermercados Cidade Canção, de Maringá, adotou uma sacola ecológica com o objetivo de reduzir os danos ao meio ambiente. A idéia da nova sacola foi apresentada à direção do supermercado pela Fundação Verde, uma organização não-governamental (ONG) que atua na cidade há quase 8 anos. Segundo o presidente da ONG, Cláudio José Jorge, a rede de supermercados de Maringá é a primeira do Brasil a usar a sacola em larga escala.

Só para se ter idéia, a sacola tradicional usada nos supermercados demora quase um século para se decompor, enquanto as sacolas ecológicas demoram um ano e meio quando mantidas dentro de casa ou no máximo meio ano quando em contato com a terra. Aparentemente, os dois tipos de sacolas não apresentam nenhuma diferença.

A fase de testes para a implantação da sacola ecológica começou no final de outubro do ano passado, com a compra de um lote de dois milhões de unidades. E ainda não foi feita nenhuma campanha para informar os consumidores. Por isso, a professora Juliana Rigolin Fraguas não sabia da novidade. ”Eu achava que fossem sacolas normais mesmo, não sabia que eram diferenciadas. Isso é muito bacana”.

Segundo ela, a preocupação com o meio ambiente deve começar o mais cedo possível. ”Hoje esse tipo de cuidado é muito necessário e em casa a gente já procura reciclar as coisas”. Para ela, a decisão do supermercado vai atrair mais clientes. ”A idéia é muito interessante e acho que vai atrair principalmente as pessoas preocupadas com a natureza”.

O corretor de imóveis José Carlos Druzian aprovou a iniciativa. ”Tudo aquilo que vem em benefício do meio ambiente é ótimo. Todas as empresas deveriam ter essa preocupação. Isto deveria ser adotado não apenas pelos supermercados, mas por todos os estabelecimentos que usam sacolas”.

Druzian acha que o mercado deveria aproveitar a oportunidade para informar melhor os consumidores sobre o assunto. ”Essa é uma informação relevante, que deve ser levada a todas as pessoas”.

Para a bióloga e pesquisadora, Clarice Gravena, da Universidade Estadual de Maringá, as pessoas devem saber que o ato de descartar uma sacola de maneira errada pode causar muitos danos ao meio ambiente. ”Parece que não, mas se você joga uma, o outro joga outra, isso vira um volume muito grande porque são milhões de pessoas que consomem isso todos os dias. Nós corremos o risco de ter tanto acúmulo de lixo que daqui a pouco não temos onde ficar”, afirma.

A pesquisadora já tinha conhecimento que o supermercado usa a sacola ecológica e avalia que a medida é positiva. Ela fez pós graduação na Inglaterra, onde os supermercados restrigem o uso de sacolas. ”Lá, eles só dão a sacola se você pedir; eles recomendam para a pessoa reaproveitar a sacola que tem em casa para evitar desperdício. Com esse uso racional, a gente tem redução de custos e principalmente de danos ao meio ambiente”.

Iniciativa gera boa imagem

A idéia de adotar as sacolas plásticas ecológicas nasceu na organização Fundação Verde, criada em Maringá em 1999, com o objetivo de revitalizar as matas ciliares do município. A ONG já efetuou o plantio de mais de 30 mil árvores às margens de córregos e rios.

Ao fazer o trabalho de limpeza dos rios, os integrantes da ONG encontraram grande quantidade de garrafas pet e sacolas plásticas dos supermercados. A partir desta constatação, o presidente da Funverde, Cláudio José Jorge iniciou uma pesquisa para reduzir o impacto causado pelos plásticos ao meio ambiente. Ele descobriu que alguns países da Europa usavam sacolas com adição de 1% de uma resina que permite a decomposição do material no máximo em um ano e meio. O nome técnico é sacola oxibiodegradável.

Jorge apresentou a idéia a vários supermercados de Maringá e a rede Cidade Canção resolveu fazer um teste de qualidade, resistência e aceitação junto aos consumidores. Segundo o gerente de marketing do supermercado, Célio Kuratani Hata, o consumidor está recebendo a medida com simpatia. ‘‘Há uma grande preocupação com o lixo e outros poluentes. E as pessoas sabem reconhecer as empresas que agem com responsabilidade social. Isto cria uma boa imagem’’, reconhece.

O presidente da Funverde informa que o lançamento oficial da sacola será no próximo dia 5 de fevereiro. Segundo ele, as sacolas serão adotadas também nas feiras de Maringá em ‘‘caráter experimental’’. Existe a possibilidade de que outros supermercados da cidade também passem a usar as sacolas ecológicas.

Fonte: Folha de Londrina

Mais:

http://www.sacolapermanente.org.br/
http://funverde.wordpress.com/

1 comentários:

funverde disse...

A FUNVERDE acordou para este problema da plastificação do planeta em 2004, durante o desenvolvimento do PROJETO MATA CILIAR - http://funverde.wordpress.com/fale-conosco/about/ -
que revegeta 1 rio por ano, com árvores nativas de no mínimo 1,5 metro e limpa os rios em que desenvolve o projeto.
Durante a limpeza dos rios percebemos que não adiantava nada ficar limpando os rios, porque a cada chuva, a sujeira retornava, especialmente as sacolas plásticas e PET. Tínhamos que encontrar uma solução para o problema.

Foi aí que criamos dois projetos para resolver definitivamente este problema, o PROJETO SACOLA ECOLÓGICA - http://funverde.wordpress.com/projeto-sacolas-ecologicas/ - que lançou no país o plástico oxi-biodegradável, que ao invés de demorar 500 anos para se degradar, em aproximadamente 18 meses já foi incorporado ao solo, consumido por microorganismos.

O outro projeto lançado simultaneamente foi o PROJETO SACOLA RETORNÁVEL - http://funverde.wordpress.com/projeto-sacolas-retornaveis/ - porque o plástico oxi-biodegradável foi só para chamar a atenção para a gestão de resíduos domésticos, depois que o comerciante inicia o uso do oxi, imediatamente falamos das vantagens da substituição de qualquer tipo de plástico de uso único por sacola de pano.

A principal vantagem, que convence de vez o supermercadista - iniciamos a campanha com os supermercadistas porque são os que mais usam sacolas de uso único - é que ele pode construir uma estrutura física por ano ao deixar de distribuir sacolas plásticas e com isso também deixando de utilizar recursos naturais que devem ser deixados para os que ainda não nasceram.

Conheça nossos outros projetos em www.funverde.org.br