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segunda-feira, 11 de junho de 2007

Preocupação com clima cresce mais no Brasil que no mundo, diz estudo

Barco em mar de gelo
Aquecimento global já preocuparia quase um quarto dos brasileiros
Os brasileiros estão em terceiro lugar entre os povos cuja preocupação com o aquecimento global mais cresceu nos últimos seis meses – a porcentagem da população que se diz preocupada com o tema mais do que triplicou no período, enquanto no mundo ela pouco mais que dobrou.

De acordo com uma pesquisa publicada nesta terça-feira e realizada online pelo Instituto de Mudanças Ambientais da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, e pela empresa Nielsen, em outubro de 2006, 7% dos entrevistados afirmava que as mudanças climáticas eram a sua maior ou segunda maior preocupação.

Em abril deste ano, essa porcentagem saltou para 24%. No mundo, essa variação no período foi de 7% a 16%.

O estudo indica que os gregos são os que apresentaram o maior aumento em relação à população na preocupação com o assunto (passando de 4% para 23%), seguidos pelos canadenses (de 13% a 31%) e Brasil (7% a 24%), Bélgica 11% a 28%), Noruega (10% a 27%) e Suíça (19% a 36%).

Isso não significa, no entanto, que o Brasil seja um dos países mais preocupados com o assunto.

Os mais inquietos com o aquecimento global segundo o levantamento são os suíços (36%), os franceses (32%), canadenses e australianos (ambos com 31%).

Em geral, todos os 47 países pesquisados apresentaram um aumento na preocupação com o assunto. A tendência global é de um aumento expressivo.

"O aquecimento global como uma das principais preocupações mais do que dobrou no mundo entre outubro de 2006 (7%) a abril de 2007 (16%), com alguns países triplicando ou quadruplicando esses números", afirmou Patrick Dodd, presidente da ACNielsen Europa.

Governos

O estudo também indica que 42% dos consumidores querem que os governos imponham restrições para empresas às emissões de dióxido de carbono e outros poluentes.

Mais ou menos a mesma proporção acredita que os governos deveriam investir em pesquisa para descobrir soluções ambientalmente corretas e que economizem energia.

A pesquisa foi publicada às vésperas da reunião do G8 (o grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia), na Alemanha, que pode discutir um acordo sobre o tema.

"Com esse encontro neste momento crucial, eles (os líderes) devem estar conscientes de como a população está alarmada sobre a possibilidade de um futuro com clima instável e do consenso que existe sobre a necessidade de os governos mostrarem liderança por meio de legislação severa, pesquisa e iniciativas", disse o professor Timmons Roberts, da Universidade de Oxford.

A pesquisa foi realizada com 26.486 usuários da internet em 47 países da América do Norte, Europa, Ásia e Pacífico, América Latina e Oriente Médio.



Fonte BBC Brasil

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