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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Educando os filhos - nutrição e não só

Algumas perguntas colocadas em mensagens trocadas em comunidades no "Orkut" inspiram-me para uma dissertação...


Uma amiga falando da tentativa de educar os filhos para uma nutrição mais saudável e adequada:

"É que a transição pra os crus, no caso da minha família, é lenta por receio de mudar rapidamente para as crianças. Contudo, é espectacular as pequenas alterações em todos.
Não tirei a carne por completo deles, mas reduzi bastante e consegui restringir em 90% os lacticínios (não dá pra cortar a pizza na casa dos amigos!!!)."

"Ah, aqui em casa tudo bem, mas o problema é na casa dos outros.
Eu explico tudo pra eles, eles até lêem os textos junto comigo e quando as pessoas notam as mudanças (no maior a mudança é muito grande, pois além de perder peso, ele perdeu as espinhas e pele ficou mais bonita), eles dão uma aula de como tiramos o açúcar, que só tomamos limonada com mel, não consumimos mais leite e laticínios, muita verdura e fruta frescas, e assim melhoramos a nossa saúde."


Resposta:
- Já que eles estão bem mais informados - é valorizar e enaltecer essa informação de forma a que eles sintam o bem que estão praticando para si mesmos. Um pouco de enaltecimento não faz mal.

É bom ouvir que os seus filhos dão aulas de saúde aos outros. Quanto mais os integrarmos em bons hábitos (sem moralizar em excesso, claro) melhor eles vão construir o seu futuro.

As novas gerações estão despertando para a realidade.
Em relação à carne é um processo que leva o seu tempo para deixar pois temos gravado cá dentro a informação de décadas de propaganda enfatizando a proteína animal é o nosso medo de não darmos o suficiente.

A melhor forma é enfrentarmos a verdade para tomarmos coragem para a deixarmos.Os animais são tratados como objectos e quando compramos um pedaço de carne não vemos o sofrimento que ela contêm - nem as hormonas, antibióticos, adrenalina, agro-tóxicos concentrados,etc.
Mais facilmente descartamos um vegetal com folhas amareladas do que um pedaço de carne que muitas vezes está debaixo de luz vermelha para disfarçar a cor e quando processado em fiambre, salpicão ou outros - nem sabemos o que contem podendo até ter restos de animais doentes.


Eu próprio tive dificuldade em deixar a carne e o peixe mas valeu a pena...

Confesso que apesar de estar consciente da desumanidade desnecessária que é matar um animal e comê-lo, ainda sinto ás vezes saudades de um peixe assado na grelha. A informação está cá gravada de tal maneira que tenho que ser preserverante para não o aceitar.

Por isso não podemos só condenar quem ainda come produtos animais como se fosse um assassino - temos sim que apresentar alternativas e explicar de uma forma inteligente os porquês da necessidade de mudança.

Certos alimentos trazem consigo uma carga afectiva e emocional muito grande.

A tradição de certas refeições (como o churrasco ao ar livre) ou alimentos isolados (doces, etc) estão ligados à "festa",à recompensa, ao substituto de algo.
Dai tornarem-se facilmente viciantes.
Quando crianças esse factores sociais ficam gravados no inconsciente e influenciam-nos para o resto da vida.
Quantas vezes me deram um doce quando visitava familiares, amigos, vizinhos (por isso hoje tenho parte dos dentes estragados). Quantas vezes para acalmar bebes vejo os pais a darem-lhe doces para depois se queixarem que os filhos estão doentes, hiperactivos,etc.

Há dois dias atrás noutra comunidade falando com nutricionistas me disseram que a alimentação crudivora é deficiente porque exclui a carne e o pão.
Isto parece incrível vindo de alguém que é responsável por dar concelhos a famílias inteiras - defender aquilo que são os agentes mais responsáveis por 90% das doenças existentes.

Tenho que dizer com isto que a forma como a nutrição está a ser ensinada nas escolas está completamente errada, pois não estão a ligar nem aos seus próprios estudos que provam que uma alimentação à base de produtos animais e farináceos é responsável por doenças do coração, colesterol, cancro, etc.

E o caricato é que nem podemos falar com a maior parte deles pois acham-se senhores e donos da verdade.


(lá vou eu também parar à lista de picaretologia - como eles gostam de chamar)

Não quero com isto dizer que são todos iguais pois felizmente temos bastantes casos de médicos conscientes que tem tido a coragem de enfrentar essa industria de morte (sim estou a ser duro de propósito - quem se sentir magoado - pense bem porquê) e por isso são muitas vezes perseguídos pela sua classe e colegas.

A única coisa que eu peço à classe médica é que eles, indivíduos, seres humanos como nós também, despertem e se libertem das garras da industria farmacêutica e dos lobbies de interesses económicos que dominam toda a sociedade e nos fazem vitimas de desnecessárias mazelas.

E com isto quero dizer que é necessário estudar - sim, mas não só reacções químicas em laboratório mas também averiguar as realidades da experiência humana.

Não podemos dizer que determinado alimento é bom ou mau só porque alimentámos cobaias com o mesmo alimento (e só o mesmo alimento) durante x tempo - é lógico que dessa forma vai haver uma concentração de determinados elementos que eventualmente podem tornar-se tóxicos devido à sua elevada concentração. Mas isso acontece constantemente e muitos estudos são feitos dessa forma.

E quando apresentamos factos de estudos de indivíduos (humanos)ou populações, que provam que determinada dieta é efectivamente mais saudável, recebemos a resposta que isso não está comprovado cientificamente, que não vem no manual, que não faz parte da tabela instituída e que não estamos capacitados nem autorizados para discutir o assunto.

Desde quando é que não estou autorizado para saber aquilo que eu como.

Para aqueles que são ainda estudantes de nutrição, desejo-lhes boa sorte e coragem pois irão enfrentar dogmas e paradigmas difíceis. Mas são vocês, nessa difícil missão que poderão fazer a diferença e mudar o futuro da medicina que quanto a mim deve ser na cozinha e não só nos laboratórios e consultórios.


E quem és tu - Luis Guerreiro para desafiar os "Deuses" dessa maneira?

Pois bem eu tenho as minhas provas, não laboratoriais, não cientificas mas da vida, sim empíricas.

Tenho provas que posso passar sem suplementos, medicamentos, vícios desnecessários, posso passar sem carne, sem pão, sem alimentos cozidos e ter mais saúde do quando tinha quando seguía a dieta e conselho dos "Deuses".

Além disso quando falo em industria de morte não o digo sem argumentos nem provas - o meu pai foi deixado a morrer por negligencia médica com uma perfuração gástrica à porta do hospital - a resposta para uma pessoa que estava "verde" e prestes a "rebentar" foi para "ir para casa que aquilo logo passava".

A minha avó materna durou bastantes anos mas foram anos sofridos pelo vicio dos medicamentos, para as mil e uma doenças que arranjou ao longo de aproximadamente 90 anos de vida. Mais valia que tivesse continuado a usar o irrigador (clister) do que ter dado ouvidos aos "agentes da química". dava dó ver aquela mulher - tomava comprimido para acordar, comprimido para o apetite, comprimido para o estômago, para o intestino, para dormir, para, para, para...

Chegou a uma altura que ficou senil (pobre avozinha) e só fazia besteiras.

A minha mãe que já ia dando os passos da minha avó em duas semanas a crus deixa os medicamentos para a gastrite - mas vão lá dizer isso aos médicos que nos recomendam tomar drogas até ao fim da vida porque senão podemos apanhar o cancro(câncer). E infelizmente aqueles que podem fazer a diferença - os verdadeiros médicos (nutricionistas) continuam a dizer que temos que comer carne e pão senão vamos ter falta de nutrientes.

Para quê isto tudo? Se a vida pode ser bem mais simples - sem sofrimento - aproveitando o melhor que a natureza tem para oferecer - o que sempre esteve lá antes da mente humana começar a inventar alterações e manipulações. A separar como é o hábito.
É isso, a humanidade tem andado a inventar separação o tempo todo.


Atenção

Isto não é uma cruzada contra médicos sejam eles nuticionistas ou não.

Os médicos são necessários para situações de crise e para atender situações agudas.

Agora em relação ás chamadas doenças crónicas, essas podiam ser evitadas 99% dos casos se aconselhassem e ajudassem a mudar os hábitos alimentares da população em geral.

Já que alguns argumentam que a alimentação crudivora não é saudável porque não fazer estudos concretos junto dos indivíduos que a praticam.
(um pouco de ironia) Não tenham medo que a gente não morde...

Já agora que falo da classe médica gostaria de também de falar dos pseudo-curadores, dos vendedores de mezinhas alternativas e poções para emagrecer, "banhas da cobra", etc, que poluem as comunidades do orkut e toda a internet com a sua propaganda constante que na gíria cibernética chamamos de spam.

Entendo bem que acreditem nos produtos que vendem como forma de consolidarem a vossa sobrevivência económica mas por favor não acreditem no lixo que vos enfiaram em pseudo-cursos de fim de semana, de esquemas esclavagistas de piramide que servem para recriar um pouco a sociedade ignóbil em que vivemos.

O homem faz parte da natureza e tudo aquilo que ele altera desordenadamente irá servir como terra para tapar a sua sepultura.
Não se enganem a si próprios nem muito menos aos outros pois colherão o fruto daquilo que semearem - e não estou a entrar em questões religiosas nem filosóficas.

Estou sim a pensar nos factos. A forma como vivemos, como tratamos o nosso corpo, tratamos a natureza, o vizinho. Os nossos filhos - sim os nossos filhos vão comer aquilo que deixarmos de sobra - da educação que lhes dermos - daquilo que salvarmos da destruição constante deste planeta.

Felizmente estamos a dar a volta a isso, há cada vez mais gente a despertar - o processo é difícil mas é urgente - por isso eu não quero tanto assim atacar somente as pessoas referidas anteriormente mas sim pedir-lhes que analisem e reconheçam erros cometidos.

Que se abram a novas alternativas - que partilhem mas também aceitem conselhos dos outros. Que encontrem soluções que não excluam todas as possibilidades e opiniões.

As descobertas de ontem foram quase todas ultrapassadas por novas teorias - dá para perguntar - para que serve a ciência actual se o universo está em constante mutação e as provas do passado já não servem como argumento quando há nova experiência.

E entramos no ciclo vicioso dos "estudos provam que..." e depois passado algum tempo "estudos provam que afinal já não é assim - mas assado".

Vão lá fazendo as vossas experiências mas façam-nas com o intuito de ajudar e não com a perspectiva de receber mais um subsidio chorudo...

E abram-se também à vida como ela é - lá porque não conseguem explicar fenómenos ou situações não venham com a famosa frase de que "não está provado cientificamente por isso não tem valor".

Tudo aquilo que a ciência estuda, estudou e vai estudar, sempre existiu, existirá para sempre. Só que somos assim temos uma mente que gosta de chamar nomes ás coisas (porque senão é capaz de se perder), de separar, dissecar - para no fundo chegarmos à física quântica que apresenta teorias de possibilidades infinitas, de matéria que não passa de energia concentrada e que analisada ao pormenor parece quase um vazio.

Com tanta análise perdemos uma parte importante que é o nosso laboratório natural - deixámos de usar os nossos sentidos no máximo do seu potencial (a própria ciência diz que não usamos grande parte as nossas capacidades cerebrais).

Engraçado que ao falar nisto me recordo de no outro dia estar ao pé de uma pessoa e de repente sentir o cheiro a doença que ela emanava.
Quando comemos mais naturalmente os nossos sentidos olfactivos e gustativos (para não falar noutros) ficam mais "alertas" e detectamos coisas que nunca nos passariam pela cabeça - isto não tem nada de isotérico - os cães também conseguem cheirar emoções como o medo.


Aqui estão casos interessantes para a ciência se debruçar - as capacidades sensoriais que o ser humano tem (e já teve ainda mais) para lidar com o meio evolvente.

Dá que pensar - quanto mais perto da pureza melhor entendemos o funcionamento do universo - e esse compreender não é o mesmo das sebentas que tanto valorizamos - pois esse saber não se consegue pôr em palavras - está para além das palavras e ai é que começa o choque com a ciência. O que não se consegue explicar não é supostamente verdadeiro. Mas o que é a verdade senão mais uma lufada de vento que passa e quando volta a passar, passa de maneira diferente.

Esta viagem de descoberta não tem fim e ai é que está o "busilis" da questão. É isso que torna a vida apetitosa - temos sempre algo novo para descobrir. O problema é quando nos agarramos a essa coisa e lhe chamamos verdade. No momento seguinte essa coisa já não está lá - já é outra coisa. É de facto interessante e fascinante meditar sobre a verdade...


E eu próprio também mereço a minha critica pois ao longo da minha vida também me tenho agarrado a verdades temporais para depois mudar de barco e seguir nova direcção.

Não vale a pena de facto agarrar-nos de unhas e dentes a uma tábua podre, que em breve, se afunda no oceano de possibilidades infinitas que o universo e a vida nos proporciona.

Mais vale sermos como as aves que usam as amplitudes térmicas para irem sem esforço de um lugar para o outro. Poupando assim energia e divertindo-se no processo.

Bem e com isto tudo já vou numa resposta que poderia levar o resto da vida a escrever - não fosse também a minha mente, muitas vezes, trapaceira, e gostasse também de se banhar nas águas da prosa activa.

Acho que vou parar por aqui até que outra onda de inspiração me surja.

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