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terça-feira, 5 de outubro de 2010

ALGAS À MESA, FONTE DE SAÚDE

As algas são o alimento conhecido mais extraordinariamente rico em minerais, metais e metalóides e oligo-elementos raros. Este facto faz delas o maior nutriente e reequilibrante dos sistemas metabólicos – base da saúde em geral.


Esta composição é ainda, na proporção mais perfeita e equilibrada, condicente com as próprias necessidades constitutivas do organismo humano. Os oligo-elementos, apesar de traços-ínfimos, que são, de certas substâncias minerais, não podem ser negligenciados por um organismo saudável.

Elementos tais como o ouro, a prata, a platina, o rubídio, o níquel, o boro…, podem soar-nos a estranhos como participantes do nosso corpo e funções mas, na verdade, têm o seu lugar e desempenho imprescindíveis dentro de nós. Ingerimo-los de forma natural, pois estão presentes (como é evidente, em proporções infinitesimais) nomeadamente no sal marinho não refinado, e em muitos produtos alimentares vegetais. Em nenhum outro alimento, porém, se conhece uma tão extensa congregação de todos os mais importantes macro e micro elementos minerais.

A maioria das algas contém bastante iodo, mais do que a própria água do mar. Numa média (a composição química varia segundo a espécie, o grau de maturidade, o local da recolha e as estações do ano), análises laboratoriais revelaram a presença de:

• Bromo, magnésio, potássio, sódio, cálcio, ferro, alumínio, manganésio, fósforo, enxofre, cloro, cobre, níquel, silício, flúor, selénio, estanho, rubídio, germânio, gálio, prata, bismuto, arsénio, antimónio, lítio, boro, zinco, ouro, bário, cobalto, berílio, estrôncio, cério, titânio, platina, vanádio, árgon e crípton.
• Vitaminas A, B1, B2, B3, B6, B12, C, D, D2, E, F, K, PP. Algumas algas contêm Vitamina B12 em quantidade comparável à encontrada no fígado de vaca (tão rara, ou praticamente inexistente, no Reino vegetal, e tão importante, designadamente como anti-anémica). Outras, possuem quase tanta Vitamina E como a que se encontra no gérmen de trigo.
• Aminoácidos: ácido glutâmico, cistina, metionina, leucina, valina, serina, tirosina, lisina, ácido aspártico, arginina, isoleucina, histidina, treonina, triptofano, fenilalanina.
• Prótidos (incluindo uma imensa riqueza em albumina, até 50%).
• Glúcidos: manitol, algulose, laminarina e matérias gordas.
• Clorofila (por vezes associada a diversos outros pigmentos portadores de energia igualmente absorvida da luz solar).
• Hormonas vegetais (auxinas e giberelinas).
• Enzimas.
• Mucilagens.
• Celulose.
• Substâncias antibióticas.

As algas em geral têm propriedades estimulantes e reguladoras do metabolismo, remineralizantes, reforçadoras das defesas naturais, estimulantes circulatórias, cardiotónicas, anti-anémicas, anti-reumatismais, anti-infecciosas, anti-raquíticas. Possuem, ainda, acções benéficas reconhecidas em geriatria (nomeadamente, na artereosclerose), na hipertensão, na impotência, na osteoporose, na obesidade, nas afecções dos rins e no sistema nervoso. São depurativas e têm efeito alcalinizante, que compensa, em parte, o excesso de efeito ácido da alimentação corrente, frequentemente desequilibrada.

As algas, secas, conservam-se quase indefinidamente quando bem armazenadas – fechadas e em lugar seco. Depois de abertas as embalagens, conservam-se ainda por cerca de 4 meses, em sacos ou outros recipientes adequados e fechados.

DESCRIÇÃO SUMÁRIA DE ALGUMAS ESPÉCIES (para além dos caracteres gerais, já assinalados e comuns a todas as algas comestíveis, fazemos nota, em cada caso, de algum destaque ou predominância, sobre a média, que se justifique):
ALGAS VERDES
Enteromorfas (Enteromorpha intestinalis e outras espécies)
São conhecidas sob a designação de Ao-Nori (“ao” significando “verde” em japonês) e têm altos teores em ferro. Possuem um marcado gosto a iodo e servem de condimento ou como guarnição.
(Estas algas são muito resistentes a diversas formas de poluição, o que pode indiciar que são susceptíveis de acumular substâncias tóxicas, nomeadamente metais pesados. Há, assim, que assegurar-se da segurança sanitária das zonas de recolha, adquirindo as algas, qualquer que seja a espécie, em estabelecimentos comerciais fiáveis).
Alface do mar (Ulva lactuca)
Rica em ferro, é também importante pelo seu conteúdo em oligoelementos diversos e muito raros, vitaminas A, B12 e C, e proteínas. Utiliza-se crua (ao natural), ou ressecada.
O seu emprego requer cuidados de lavagem prolongada.
Clorela (Chlorella pyrenoidosa)
É uma microalga de água doce, cuja composição é muito rica em clorofila (a que deve o seu nome), proteínas, designadamente aminoácidos essenciais, e também vitaminas e sais minerais. Devido ao abundante teor em triptofano, é um regulador natural da produção de serotonina no nosso cérebro. A clorela apresenta propriedades desintoxicantes e estimulantes do sistema imunitário, sendo muito utilizada como anti-viral.

ALGAS CASTANHAS
Kombu (Laminaria japonica)
Cresce nas profundidades oceânicas e é das mais ricas em minerais e oligoelementos (a mais rica em iodo). De alto valor proteico, contém, igualmente, em quantidades apreciáveis, vitaminas A, C, E, B1, B2, B3, B12, PP, K e cálcio. Pela muita celulose de que é composta, é a mais rija de todas as algas, requerendo longo tempo de cozedura. Usa-se na confecção de sopas, em condimentos (torrada ou esmagada) ou acompanhada de vegetais, cereais ou leguminosas, e também em chá. Cozinhada juntamente com feijão ou outras leguminosas, torna-os mais macios e digeríveis. Previne a formação de gases intestinais e está indicada nas colites em geral.
A sua congénere Laminaria digitata possui gosto e características químicas semelhantes às da Kombu. Para além do apreço reconhecido das qualidades culinárias, ambas possuem virtudes terapêuticas que vão desde a prevenção e controle do colesterol a acções anti-nefríticas e reguladoras da tensão arterial. Têm igualmente efeitos benéficos nas perturbações cardiovasculares e tiroidianas, bem como em alguns tipos de diabetes (especialmente se em sinergia com a Hiziki e abóbora).
Bodelha (Fucus vesiculosus)
O seu talo é coriáceo, plano e ramificado, com pequenas dilatações cheias de ar e soro, sendo especialmente utilizado em infusões e decocções. Emprega-se também em cosmética e, nos spas, tem lugar de eleição, como anticelulítica. A de melhor qualidade (muito rica em iodo) pode ser encontrada no Atlântico Norte. É antiácida, sendo benéfica nos casos de gastrites e úlceras estomacais, e esofagites.
Em Homeopatia, emprega-se o Fucus vesiculosus para combater a obesidade, a celulite, a obstipação intestinal e flatulências, o bócio e a desestabilização do metabolismo em geral, dermatoses (incluindo psoríase), linfatismo, reumatismos e doenças artríticas, etc.
Alaria (Alaria esculenta)
A Alaria é também uma laminária, que se consome muito na Islândia. É conhecida pelas suas numerosas indicações medicinais: intensifica o metabolismo celular, estimula as funções glandulares, tem acção dilatadora das veias e capilares, favorece a cicatrização tecidular.
Esparguete marinho (Himanthalia elongata)
De paladar forte, estes fios são, regra geral, utilizados na culinária em conjunto com leguminosas. Em particular, esta alga possui acção benéfica sobre o sistema linfático, venoso e nervoso. Contém nove vezes mais ferro do que a lentilha.
Wakamé (Undaria pinnatifida)
Possui sabor suave e adocicado. Comprida, fina, usa-se em sopas (em especial, na de miso), saladas, junto com vegetais, como condimento, etc. Requer ser demolhada por longo tempo (cerca de 20 minutos) e, logo após, ser-lhe retirado o veio central, demasiado rijo.
É especialmente rica em Vitaminas A, C, B1, B2, B3, B12 (depois da Espirulina, a mais rica que se conhece, nesta vitamina), Cálcio, Ferro, Magnésio, Iodo e diversas enzimas. Pode ser útil nas afecções bronco-pulmonares, incluindo a asma.
Aramé (Elsenia arborea)
Alga fina, preta, semelhante à Hiziki. De sabor suave, pode cozinhar-se ao vapor, salteada, estufada, em saladas, etc. É particularmente rica em cálcio, ferro e iodo. Muito digestiva, estimula, ainda, a boa digestão dos outros alimentos complementares. Tem indicações terapêuticas em particular para afecções no aparelho reprodutor feminino.
Hiziki (Cystophyllum fusiforme)
Alga castanho escura, ficando preta, quando seca. É uma alga dura, requerendo, assim, mais tempo de cozedura que a Aramé. Sendo semelhante a esta última, tem, contudo, sabor mais intenso a mar. Nela se encontram importantes teores em Vitamina A, C, B1, B2, Cálcio (6%) e Ferro (30%).
No Japão, a “cura de Hiziki” é uma cura muito popular. Acredita-se, mesmo, que os nipónicos devem a excepcional condição dos seus cabelos ao consumo desta alga (efectivamente, os japoneses raramente ficam calvos e só têm cabelos brancos em idade avançada). Faz baixar a taxa de colesterol.
ALGAS VERMELHAS
Nori (Porphyra tenera)
De folhas largas e finas, fica preta ou roxa-escura quando seca. É usada como guarnição, em sushi (enrolada em “croquetes de arroz acidulado”), ou cozinhada em água com tamari e usada como condimento. Neste último caso, basta passar uma folha várias vezes sobre uma chama, até atingir uma cor esverdeada, e triturá-la depois entre os dedos; em seguida, polvilham-se as sopas e os pratos. Possui, em particular, elevado teor em Vitamina B12 e Cobalto.
Na costa atlântica europeia recolhe-se uma espécie vizinha, a Porphyra umbilicalis. Ambas apresentam altos índices proteicos e vitaminas B1, B2, B12, A e C. São diuréticas (promovendo a eliminação de toxinas), estimulantes da digestão e activadoras da circulação sanguínea.
Dulse (Rhodymenia palmata, também chamada Palmaria palmata)
Apresenta um paladar delicado. É especialmente rica em vitaminas A, B12 e C, proteínas, sais minerais e numerosos oligoelementos raros. É uma alga macia, muito utilizada em sopas, como também em condimentos.
Carragenano (Condrus crispus)
Também conhecida por “Musgo-da-Irlanda”, esta alga vermelha é notável pelo seu conteúdo em agar-agar (até 80%), um gelificante branco muito utilizado em pastelaria e sobremesas em geral. Tem altos teores de potássio, cálcio, magnésio, enxofre, iodo, bromo, magnésio, sódio. A decocção de carragenano, feita com água ou com leite, é muito nutritiva e usa-se nos estados gripais, na obstipação, nas inflamações biliares e dos rins, no raquitismo e nas perturbações endócrinas.
Musgo-da-Córsega (Alsidium helminthocorton)
É uma mistura de algas marinhas que se encontra abundantemente nas rochas da costa provençal da Córsega. Também este musgo contém uma quantidade apreciável de mucilagem (oleína, miristina, 60 / 70%); é, ainda, rico em cálcio, ferro, sódio e iodo. É um vermífugo conhecido desde o tempo de Teofrasto, utilizado até à Idade Média, esquecido e caído em desuso, e recuperado por um médico córsego (Stephanopoli, em 1775). É anti-inflamatório e regulador da tiróide. Usa-se, particularmente, em decocções, e em pó – sobre os alimentos, como condimento, ou tomado simples, em pequenas colheres, como tónico ou medicamento.
ALGAS AZUIS
Espirulina (Spirulina maxima)
É uma microalga azul-esverdeada de inestimável valor biológico e nutritivo. Contém cerca de 70% de proteínas de alta qualidade (em contraste com os 15 a 20% da carne), e todos os aminoácidos essenciais. Possui um alto teor em complexo B (de vitamina B12, possui mais 250% do que a encontrada no fígado), beta-caroteno (pró-vitamina A), clorofila e ácidos gordos essenciais poli-insaturados. É extraordinariamente rica em ferro, apresentando uma taxa 58 vezes superior à encontrada nos espinafres. É um poderoso estimulante do sistema imunitário e reforça as capacidades intelectuais, neurológicas e de resistência física. Na verdade, a sua maior e mais conhecida virtude parece ser como anti-viral e estimulante do sistema imunitário (nomeadamente, é muito utilizada como participante nos tratamentos de Sida e Cancros, e ainda em pessoas que estiveram expostas a radioactividade).
Para além de tudo isto, a Espirulina é uma alga de excelente degistibilidade, porque a sua membrana celular não é celulósica e sim mucoproteica.
O CONSUMO DE ALGAS NO MUNDO ACTUAL
Desde a mais remota antiguidade, a maioria das populações marítimas do mundo tem sido consumidora de algas para fins alimentares. Anualmente, só no Japão, com uma população de 127 milhões de pessoas, são consumidas cerca de setecentas mil toneladas deste vegetal marinho (não contando com o que se destina às numerosas e prósperas indústrias, nem à exportação). Mas são também os demais povos orientais os que o incluem, como alimento de primeira ordem, na sua nutrição diária. Na Europa, são os nórdicos os maiores apreciadores e consumidores.
Todavia, pouco a pouco, a necessidade económica e a consciência do valor alimentar e terapêutico das algas têm vindo a fazer irradiar os hábitos da sua inclusão nas dietas, até ao Mediterrâneo. Portugal não é excepção: cada vez mais pessoas se interessam por saber, por conhecer, por as experimentar… e prazenteiramente degustar.
Com a extensa orla costeira que possuímos, não nos parece razoável continuar a ignorar a imensa riqueza que constituem as nossas algas, tanto no que respeita ao consumo alimentar interno (inclusive dos animais, aves e mamíferos), como a um investimento mais atento e alargado nas numerosas possibilidades de exploração industrial, ou, ainda, a exportações organizadas, e certamente muito rentáveis.
A quantidade mínima de proteínas necessárias à vida humana é de cerca de um grama por quilo do seu peso. As algas, e talvez, em particular, a Espirulina, poderiam resolver boa parte das carências nutricionais de uma multidão de pessoas. Apenas pequeníssimas doses são necessárias para prover os nutrientes básicos que sustentam a saúde. Por exemplo, 3 ou 4 pequeninos troços de 5 cm de alga (como a Kombu…), por dia, fornecem as quantidades requeridas de proteínas, vitaminas e sais minerais, incluindo os preciosos oligoelementos. E mesmo até o simples condimento, de pó de algas, não é de desprezar. É mesmo de ter em casa, sempre à mão!…
Isabel Nunes Governo
Vice-Presidente do Centro Lusitano de Unificação Cultural
Obras consultadas: “El Dioscórides Renovado”, de P. Font Quer, Editorial Labor, Barcelona, 1987; “Les Algues, Source de Vie”, de Alain Saury, Editions Dangles, Paris, 1982; “Phytothérapie”, de Jean Valnet, Ed. Maloine, Paris, 1983
Fonte: http://biosofia.net/2007/02/01/algas-a-mesa-fonte-de-saude/ consultado em 05/10/2010

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