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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Cientistas e sociedades médicas questionam benefícios da soja

Soja, só para relembrar... artigo de 03/08/2006


FLÁVIA MANTOVANI

THIAGO MOMM PEREIRA
da Folha de S.Paulo

Na contramão da grande oferta e dos estudos que sinalizam benefícios, cientistas, agências governamentais e sociedades médicas de alguns países questionam as propriedades atribuídas a ela e alertam para possíveis efeitos adversos do consumo excessivo.

Autoridades e sociedades médicas de países como Inglaterra, Canadá, França e Nova Zelândia recomendam cautela, por exemplo, ao alimentar bebês com fórmulas à base de soja. "Eles alegam que não há estudos de longo prazo que mostrem a segurança desses produtos para crianças pequenas. A soja tem isoflavona [substância semelhante ao hormônio feminino estrógeno], e não sabemos os efeitos dela em um sistema reprodutivo imaturo como o da criança", afirma Roseli Sarni, presidente do departamento de nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ela diz que a entidade levará isso em conta em um consenso sobre alergias que está elaborando.

Estudos também vêm mostrando que a soja interfere na produção do hormônio tiroxina (da tireóide) e que pode, por isso, não ser indicada para quem tem predisposição genética ao hipotireoidismo.

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com dificuldade de absorver nutrientes também são recomendados a não exagerar --compostos antinutricionais da soja diminuem a absorção de certos minerais.

A discussão vem ganhando espaço principalmente na Nova Zelândia e no Reino Unido.

No Brasil, a Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) alerta em relação a possíveis riscos e questiona uma das principais propriedades atribuídas à soja: o alívio dos calores da menopausa. Após revisar vários estudos, a entidade concluiu, em um artigo, que sua eficácia como alternativa de reposição hormonal é praticamente nula.

Segundo a endocrinologista Ruth Clapauch, do departamento de endocrinologia feminina e andrologia da Sbem, a maior parte dos estudos que mostram efeitos positivos é in vitro ou com animais e não pode ser transposta diretamente para o ser humano.

"Na prática, os efeitos estrogênicos da isoflavona são muito fracos e praticamente iguais aos do placebo. Ela não consegue se ligar aos receptores de estrogênio com a mesma facilidade que os hormônios do nosso corpo. Concluímos que não é eficaz para esse fim", diz.

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