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sábado, 10 de novembro de 2007

FAO alerta que aumento de produção de carne é um perigo para consumidores


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ROMA (AFP) — O aumento da produção dos diferentes tipos de carne também incrementa o risco de transmissão de enfermidades dos animais aos homens, alertou nesta segunda-feira a Organização da ONU para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

À medida que os países enriquecem e que a população continua aumentando, a demanda de carne e outros produtos pecuários cresce, segundo afirma a FAO, em um documento intitulado "Produção animal industrial e perigos sanitários mundiais".

"Para satisfazer esse aumento na demanda de produtos pecuários, a produção e a densidade animal se incrementaram consideravelmente, no geral perto de centros urbanos", assinala o texto.

"A concentração de milhares de animais confinados aumenta a probabilidade de transferência de elementos patogênicos. Além disso, os gados produzem grandes quantidades de dejetos, que também podem conter concentrações elevadas de agentes patogênicos".

O documento acrescenta que grande parte desses dejetos é eliminada sem tratamento, algo que representa um perigo de infecção para os mamíferos e aves selvagens.

Por isso a FAO pede "aos produtores de carne que apliquem as medidas de biossegurança básicas".

"Os locais de produção não deveriam ser construídos perto de lugares onde vivem aves selvagens; as granjas deveriam ser limpas e desinfetadas regularmente, os movimentos de pessoas e veículos controlados e os empregados formados em medidas de biossegurança", acrescenta o texto.

A FAO adverte que "se o vírus altamente patogênico H5N1 da gripe aviária é atualmente um tema de preocupação mundial, a circulação silenciosa dos vírus da gripe de tipo A entre as aves e os porcos também deveria ser estritamente vigiada".

"Isso pode dar lugar ao surgimento de uma pandemia de gripe entre os homens", afirma ainda o texto.

17/09 - 11:52 - AFP

Fonte: AFP

Stress aumenta necessidade "compulsiva" na procura de fontes de prazer


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O stress activa no cérebro um mecanismo hormonal que conduz as pessoas a comer doces, consumir drogas e apostar em jogos de azar, segundo um artigo publicado na revista "BMC Biology".

Investigadores da Universidade do Michigan e de Georgetown, em Washington, realizaram um estudo com ratinhos de laboratório nos quais injectaram o factor libertador de corticotropina no cérebro, em níveis similares aos que se registam em seres humanos em situações de stress.

A corticotropina é a hormona responsável pela biossíntese e secreção de certas substâncias do cortex.

"A substância cerebral do stress triplicou a intensidade de desejo por alimentos com açúcar em relação ao provocado por indicadores dessas guloseimas", assegurou o professor de psicologia da Universidade do Michigan, Kent Berridge.

Este resultado explica porque é que as pessoas que sofrem de stress têm mais possibilidades de sentir desejos mais intensos por recompensas que se possam satisfazer de forma compulsiva com actividades que gerem prazer, como comer ou consumir drogas.

MNI

Mais de quatro horas ao telemóvel (celular) por dia pode diminuir a boa qualidade de espermatozóides e influenciar a fertilidade nos homens.


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Mais de quatro horas ao telemóvel por dia pode diminuir a boa qualidade de espermatozóides e influenciar a fertilidade nos homens.

Cientistas da Cleveland Clinic, nos EUA, apresentam resultados de um teste clínico e alertam para possíveis riscos.

Usar o telemóvel indiscriminadamente muitas horas por dia pode ter um grande impacto na qualidade, mobilidade e estados dos espermatozóides, contribuindo para uma subida nos níveis de infertilidade nos homens. O alerta é feito à American Society for Reproductive Medicine, por cientistas da Cleveland Clinic Ohio, após um estudo de observação em 364 homens.

Os especialistas dividiram a amostra de homens em 3 grupos diferentes, de acordo com a utilização diária de telemóvel, e indicam que os indivíduos que passam mais de 4 horas diárias em conversas telefónicas móveis apresentaram uma menor quantidade de espermatozóides, com menos mobilidade e alteração na forma, comparativamente com os homens que recorrem menos ao telemóvel.

Os dados indicam que o grupo dos homens que apresentou quantidades normais de espermatozóides se situou, em média, nos 86 milhões/milímetro, com 68% de mobilidade e 40% de estado normal, sendo que os que passam mais de 4 horas ao telemóvel apresentaram uma média de quantidade de espermatozóides de 66 milhões/milímetro, 48% de mobilidade e 21% de estado normal.

No artigo apresentado à American Society for Reproductive Medicine, e que está actualmente em submissão para publicação, os cientistas escrevem que, «a utilização do telemóvel pelos homens na avaliação da infertilidade está fortemente associada com a diminuição na qualidade do esperma».

Os especialistas acrescentam que verificaram que «os efeitos não dependem da qualidade inicial do sémen dos sujeitos», no entanto, «estudos de larga escala são necessários para identificar o mecanismo envolvido na redução da qualidade do sémen».

A confirmar-se os efeitos da utilização excessiva de telemóveis pelos homens na qualidade dos espermatozóides, os cientistas indicam que poderá haver duas explicações possíveis que o justifique. Por um lado, um possível efeito prejudicial dos campos electromagnéticos e, por outro, possíveis efeitos de aquecimento dos tecidos.

Os cientistas estão conscientes que os resultados do estudo não comprovam que os telemóveis podem estar na origem da infertilidade em muitos homens, no entanto, Ashok Agarwal, investigador principal do estudo afirma, citado pela BBC News on-line que, «verificou-se uma diminuição significativa nas medições mais importantes da saúde do esperma e isso deve definitivamente ser reflectido na diminuição da fertilidade, que é verificada em todo o mundo».

O especialista acrescenta ainda que, hoje em dia, a utilização do telemóvel já está muito generalizada entre as pessoas, sendo que normalmente nem se pensa nos possíveis efeitos nefastos que poderá ter, como na fertilidade. Citado pela BBC News on-line, Ashok Agarwal afirma mesmo que, isto «ainda tem de ser provado, mas poderá ter um grande impacto porque os telemóveis são uma grande parte da nossa vida».

TV ciência

Gordos, gulosos e mal-informados



Dr. Álvaro Cidrais
Data: 2006-12-18


Os portugueses estão mais gordos, mais gulosos e mal-informados. Consomem mais e pior. Mexem-se menos e empanturram-se de açúcares e gorduras, impelidos pelo Marketing e pela Publicidade. Engordam a indústria alimentar e a do açúcar e contribuem para as maiores epidemias mundiais.


Dados recentes comprovam que uma epidemia de diabetes e outra de obesidade estão a atingir o mundo, principalmente nos países mais desenvolvidos, onde a sociedade do consumo e da abundância promove hábitos sedentários e uma alimentação exagerada em açúcar, gorduras e sal. Estamos a adoecer por comer que nem alarves.

De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a diabetes mata mais do que a SIDA. Hoje, em todo o mundo, existem cerca de 177 milhões de diabéticos. Esse número chegará a 366 milhões até ao ano 2030. Em 1985 eram apenas 30 milhões!

O problema é de tal modo grave que a OMS aprovou em Maio passado a Estratégia Global para a Dieta, Actividade Física e Saúde. Nesse contexto, todos os países são convidados a desenvolver medidas de promoção da saúde, de educação e de actividade física.

A diabetes pode ser evitada com uma alimentação saudável e actividades físicas regulares. O controlo adequado da doença pode retardar ou evitar complicações e muitos gastos. A OMS estima que os custos directos do tratamento desta doença cresçam dos 2,5% actuais para 15% nos orçamentos anuais de cada país, em 2030!

A outra epidemia, a obesidade, pode ser contrariada também pela informação mais rigorosa sobre os prejuízos que os alimentos causam à saúde humana, pela actividade física mais continuada e pela educação alimentar.

Estas doenças são as maiores causadoras de morte e de gastos com a saúde nas sociedades desenvolvidas, necessitando de uma intervenção rápida e integrada dos governos. Todavia, como percebemos em Portugal, esta preocupação não faz parte das agendas governamentais.

É ridículo que o Governo esteja preocupado com os lucros da indústria farmacêutica, das farmácias e dos médicos. É incrível que seja tão incompetente em relação à gestão das contas e à diminuição de gastos com os medicamentos e gastos hospitalares, mas nada diga sobre esta questão de Saúde Pública.

Apesar do grave problema que se manifesta nas elevadas taxas nacionais de pessoas com tensão arterial elevada, com peso excessivo, com problemas derivados da diabetes, com deficiências cardiovasculares de diversos tipos, não temos uma política integrada de prevenção da obesidade e da diabetes.

Efectivamente, embora se saiba há alguns anos da importância deste problema para a Saúde Pública, os sucessivos governos não defendem a saúde dos portugueses. Esperemos que despertem, agora, pressionados pela posição da OMS.

Mas, o que assusta mais é que este é um assunto envelhecido. Um tema tão importante do ponto de vista económico que, por exemplo, nos Estados Unidos da América, levou o cartel do açúcar a ameaçar o Governo de retaliações caso avançasse com limitações à quantidade de açúcar utilizada ou pretendesse limitar a publicidade aos alimentos!

Um trabalho da National Geographic Portuguesa (de Agosto de 2004) demonstra bem como a indústria alimentar – utilizando imagens e produtos da Coca-Cola, McDonalds e a Hersheys (uma marca de chocolates) – aumentou as suas doses desde 1900 até hoje, incrementando o consumo em quantidade e em calorias!

Em Portugal, já houve casos em que os refrigerantes subiram o teor em açúcar para serem mais apelativos e mais consumidos. Os rótulos, habitualmente, disfarçam o açúcar com o nome de dextrose, frutose, etc. Na Europa, sabemos que a política de rotulagem dos alimentos não consegue tornar evidente para os utentes a quantidade de açúcar de um alimento (bebida ou comida).

O excelente trabalho de informação da National Geographic aponta algumas doenças hepáticas, o cancro do cólon, as osteoartrites, a diabetes tipo 2, os acidentes vasculares cerebrais (tromboses) e outras doenças cardíacas como os mais importantes reflexos da obesidade.



Mas, são apenas as mais comuns!

Ao mesmo tempo que desfrutamos dos estilos de vida mais luxuosos (pela sociedade de consumo que desenvolvemos nos últimos anos), da abundância alimentar, do trabalho automatizado, do prazer sem esforço e do conforto, somos inquinados de açúcar e gordura. Isto porque a nossa escola não ensina nutrição, o Instituto do Consumidor não se mexe e o Ministério da Saúde dá prioridade às questões da gestão e do orçamento em vez de dar atenção à qualidade e bem-estar das populações.

Ou seja, somos enrolados – não sei se por vontade deliberada, influência alheia ou puro desconhecimento dos governantes – numa teia comercial de doenças causadas pela alimentação! Afinal, a doença mais mortal da actualidade é a combinação da comida com o estilo de vida, salpicada por pedacinhos de marketing irresponsável.

Dr. Álvaro Cidrais
Geógrafo e Consultor

Fonte: Médicos de Portugal

Sol dentro de portas (Solários)


Muitos são os portugueses que se preparam para receber o sol com um bronzeado de fazer inveja. Os solários estão cada vez mais na moda. Conheça os riscos para a saúde, as vantagens e a lei que regulamenta o sector.

“O solário vicia”. A afirmação é de Marta Viegas, 34 anos, que não dispensa um look bronzeado ao longo de todo o ano. “Dá-nos um ar saudável e aumenta a nossa auto-estima”, justifica ao Saúde Semanário. A farmacêutica é uma das muitas pessoas que não dispensam uma ida regular ao solário, faça chuva ou faça sol. Conhece os riscos? “Sim, mas quando as coisas são feitas com conta peso e medida não há problema”, remata.

Ana Maria Gonzalez, do Estúdio Solar, partilha da mesma opinião. “Existem regras e cumprimos a lei”, explica. E acrescenta: “há muita gente a dizer que os solários fazem mal, mas também temos cá pessoas a fazer programas estabelecidos por médicos e dermatologistas”.

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Há alguma diferença entre a exposição ao sol e nos solários?
Os solários emitem radiação ultravioleta (RUV) fundamentalmente nos UVA (responsáveis pelo envelhecimento da pele), mas incluem pequenas contaminações de UVB (responsáveis pelo cancro na pele). A motivação básica dos utentes dos solários é obter um “bronze natural”, alegado atributo de status social, de saúde e de beleza. O objectivo é induzir uma pigmentação “natural” com radiação “natural” “sem riscos”. Nada mais errado! A radiação dos solários é um agente carcinogénico completo, uma verdadeira “bomba com retardador” que induz cancros cutâneos, envelhecimento acentuado da pele e alterações na função imunológica.

Para todas as idades

São várias as pessoas que procuram este tipo de bronzeamento, avança a especialista. “Temos clientes dos 18 aos 60 anos, das mais diferentes áreas: médicos, comerciantes, empregados de escritório, estudante”, conta. Tal como Marta Viegas, a maioria dos clientes quer estar bronzeado o ano inteiro. “Muitos querem preparar a pele antes de ir de férias para os trópicos, para evitar escaldões, outros gostam de estar bronzeados o ano inteiro e procuram-nos durante o Inverno”, esclarece Ana Maria Gonzalez. A Estúdio Solar está no nosso país desde 1997 e segundo a gerente a procura tem aumentado de ano para ano. No entanto, a “crise económica que afecta o país também já chegou a esta área”, ressalva.

Actividade regulamentada

A actividade foi regulamentada em Novembro do ano passado, com a entrada em vigor do decreto-lei n.º 205/2005, que acolhe as recomendações da Organização Mundial de Saúde. Até aqui, qualquer ginásio ou gabinete de estética possuía uma máquina de bronzeamento e exercia o negócio sem qualquer tipo de controle. Segundo a legislação, os trabalhadores dos solários são obrigados a fazer cursos profissionais até Junho deste ano. A falta de qualificação implica uma coima entre 2490 e 3490 euros para as pessoas singulares e entre 24.940 e 44.890 para as pessoas colectivas. Além da formação dos funcionários, a legislação fixa as categorias dos aparelhos que devem ser utilizados, estipula os limites das radiações ultravioletas e obriga ao fornecimento de óculos de protecção. O consumidor deve ser amplamente informado das características das máquinas, as quais devem constar de um letreiro colocado em local bem acessível do solário. cada cliente deve ter uma ficha pessoal e consentir, por escrito, que pretende utilizar as máquinas. Estas devem ser fiscalizadas anualmente.

Portugueses contra a lei

A responsável do Estúdio Solar, que tem seis estabelecimentos no país, diz estar em fase de adaptação à lei. Ainda assim, sublinha que muitas da medidas contempladas na legislação já era práticas deste estabelecimento. “A diferença é que antes recomendávamos, agora impomos e é regra”, esclarece, frisando que “já costumávamos aconselhar o uso de batons e óculos”. Estar dentro da legalidade já trouxe até alguns dissabores para esta cadeia de solários. “Muitas pessoas ficam chateadas quando dizemos que não podem fazer mais do que uma vez por dia”, conta Ana Maria Gonzalez, acrescentando que “muitos dizem que vão embora para outros sítios e que o corpo é deles”.

Destaques:

“Muitos clientes recusam-se a usar protector genital e óculos”

Inquéritos realizados na União Europeia indicam que 16% das pessoas utilizam centros de bronzeamento artificiais, 30% dos quais são adolescentes e jovens residentes nas cidades.

Em Portugal, há uma média de 800 de novos casos de cancro da pele por ano, segundo o Registo Nacional Oncológico. Esta patologia tem uma taxa de cura de 90% quando é diagnosticada precocemente.

O que diz a lei?

• É obrigatório qualificação profissional

• É obrigatório existir livro de reclamações

• É obrigatório fornecer óculos e protector genital

• É proibido a grávidas

• É proibido a menores de 18 anos


Pergunta & Resposta
Dr. Rui Tavares Bello
Médico Dermatologista
Hospital Militar de Belém

Quais os perigos da ida aos solários?
Como qualquer agente tóxico, a radiação ultravioleta emitida pelos solários tem efeitos agudos queimaduras e securas da pele, prurido fototoxias, fotoalergia, irritação ocular e conjuntivites) e efeitos crónicos (envelhecimento da pele, cancro cutâneo, alterações oculares (cataratas) e imunosupressão. O principal problema é, de facto, o CANCRO CUTÂNEO, em particular o Melanoma Maligno. A evidência ligando a utilização dos solários ao desenvolvimento deste terrível tumor é sólida, assente em estudos epidemiológicos e biológicos.

Há alguns dados sobre o número de pessoas que têm problemas de pele devido à exposição aos solários?
Os dados provêm do Reino Unido, Canadá e EUA. Cerca de 8 a 10 % da população do RU recorre usualmente aos solários. A idade dos utentes está a diminuir, o que aumenta o risco de carcinogenicidade! O problema assume uma dimensão tão preocupante que alguns health officials de áreas do Reino Unido baniram mesmo o seu uso.

Associações como a Organização Mundial de Saúde, a American Joint Comittee on Cancer, a American Medical Association e a British Association of Dermatologists vêm juntando esforços no sentido de informar o público e as autoridades de saúde para limitar o uso destes sistemas, atendendo à sua periculosidade.

Médicos de Portugal

Radiações podem causar cancro (câncer)

Radiações podem causar cancro (câncer)

Estão por todo o lado: telemóveis, rádio, televisão, postes de alta tensão, radares, electrodomésticos, internet sem fios... E as crianças são mais vulneráveis. Mas, para que o pior aconteça, tem de haver uma exposição muito elevada. Governo quer proteger populações.

O relatório do grupo de trabalho nomeado pelo Governo para avaliar a exposição da população aos campos electromagnéticos revela que existem riscos para a saúde. O documento alerta para a radiação emitida por antenas de telemóveis (celulares), rádio e televisão, linhas de distribuição de electricidade, assim como radares de aeroporto. A DGS diz que o objectivo é alterar e criar leis que protejam a população.

Os malefícios dependem da intensidade e do tempo de exposição, mas, ainda assim, existe risco de leucemia e tumores. Os técnicos da DGS dizem mesmo que «é considerado como possível que uma intensa exposição aos campos electromagnéticos nas habitações possa aumentar ligeiramente os riscos de leucemia infantil e que esta exposição nos locais de trabalho possa aumentar ligeiramente os riscos de leucemia e tumores cerebrais em adultos».

O estudo feito pela Direcção-geral de Saúde mostra que a absorção de radiações faz-se com mais facilidade em cabeças mais pequenas e em caixas cranianas mais finas. Ainda assim, os especialistas sublinham que estes efeitos apenas se reflectem com radiações «de uma intensidade suficientemente elevada para produzir efeitos térmicos».

Lembram, no entanto, que «as radiações são omnipresentes. Não existe risco zero». Para além de todos os objectos já referidos, basta pensar também nos pequenos electrodomésticos, na internet sem fios, nos sistemas de protecção nos estabelecimentos comerciais e de detecção nos aeroportos e nos radares na estrada.

A exposição a radiações, sublinham os especialistas, pode igualmente conduzir à libertação de cálcio no sistema nervoso, provocando perturbação das emoções, da memória e do sono. Este é aliás, um campo, que deve merecer prioridade nas investigações.

O subdirector-geral de Saúde indicou que este relatório foi feito para actualizar os «níveis possíveis» de radiações «sem que haja impacto para a saúde» para que estes fossem aplicados na lei.

José Robalo confirmou ainda que a exposição «descontrolada» a campos electromagnéticos nas habitações pode ser prejudicial. «Havendo um acompanhamento e um rigor na avaliação desse risco o problema não se põe», acrescentou.

O objectivo é alterar e criar leis que garantam que os produtos que emitem radiações não sejam prejudiciais à população.

“Portugal Diário” (17.08.2007)

A radiação electromagnética é uma forma de energia invisível, que se transmite através de ondas (ondas electromagnéticas).

TESTE
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O seu microondas é estanque ou deixa passar radiações?
Se pretender testar a estanquicidade do seu microondas pode pôr um telemóvel no seu interior, fechar a porta e fazer uma chamada para o telemóvel. Se tocar é porque o microondas deixa passar radiação electromagnética. Mas atenção: não ligue o microondas!

Somos “obrigados” a conviver com a radiação electromagnética pois ela está presente, desde logo, no sol, fonte natural desta radiação. O desenvolvimento tecnológico trouxe consigo novas e variadas fontes de radiação electromagnética, como por exemplo as linhas de alta tensão, as antenas de telecomunicações (rádio, televisão, telemóveis), aparelhos médicos (raios X, radioterapia), os electrodomésticos (micro-ondas, monitores, televisores) e a última das necessidades, o telemóvel.

A questão muitas vezes colocada é se a radiação electromagnética faz mal à saúde. A resposta é muito difícil ou mesmo impossível, pois depende essencialmente da qualidade e quantidade da exposição, ou seja, andar ao sol não faz mal, mas se ficarmos muitas horas na praia o resultado mais provável será sofrer queimaduras na pele.

Os problemas levantados constantemente pela comunicação social em relação às antenas dos telemóveis e aos próprios telemóveis, com novos estudos, a maior parte de fraco valor científico, vão contra o conhecimento actual em relação ao problema.

Alguns exemplos de potência e possível exposição:
Forno microondas -1000 Watts
Antenas de telemóveis - 600 Watts
Lâmpada de casa - 60 Watt
Telemóvel - 1 a 2 Watts

Portanto, desde há muito que nos encontramos expostos na nossa vida diária a níveis de radiação electromagnética muito superiores aos telemóveis e às suas antenas. Relativamente às antenas de telemóveis, apesar da radiação na origem ser de 600 Watts, com uma distância de apenas alguns metros terá uma emissão insignificante, pois a radiação diminui muito com a distância à origem. No caso dos telemóveis, a radiação pode atingir um máximo de dois Watts para o sistema GSM (2ª geração) e um Watt para o sistema UMTS (3ª geração). Ora, se o nosso microondas emite 1000 Watts (em condições ideais o aparelho é estanque, e não deixa passar radiação para o exterior), e a antena de transmissão de um qualquer canal televisivo cerca de 400 000 Watts, estamos perante um falso problema.

A legislação em vigor, tanto a nível nacional como internacional, permite níveis de radiação electromagnética 50 vezes inferiores aos que comprovadamente provocam lesões no ser humano. Em Portugal, tendo sido controlados todos os locais onde se produzem maiores níveis de radiação electromagnética, nunca foi detectado nenhum que ultrapassa-se o valor máximo admitido (relembrando que este valor, mesmo assim é 50 vezes abaixo de ser prejudicial para a saúde).

Algumas considerações:
- Os efeitos para a saúde das radiações electromagnéticas podem ser térmicos (amplamente conhecidos), não térmicos (muitos estudos em desenvolvimento) e psicológicos (criados pelos meios de comunicação social).
Relativamente ao telemóvel, os efeitos térmicos após utilização muito prolongada, são mais sentidos pelo olho, pois este órgão, por ser menos irrigado tem maior dificuldade de se adaptar a variações de temperatura;

- O principal risco para a saúde pelo uso dos telemóveis é composto pelos acidentes de viação para quem os utiliza a conduzir;

- Relativamente aos aparelhos auditivos e ao pacemaker, não existe nenhum problema com o uso dos telemóveis pois trabalham em frequências diferentes;

- Não se recomendam sistemas de protecção para as radiações dos telemóveis pois a radiação final tem de ser sempre a mesma (só gasta mais bateria e dinheiro na compra da protecção);

- A utilização de auricular e a diminuição do tempo de chamada são formas eficazes de diminuir a radiação;

- O uso de telemóveis pelas crianças não é mais nem menos perigoso do que para os adultos.

- A interferência dos telemóveis com outro material médico e com os aviões está em curso.

Médicos de Portugal


A televisão como novo membro de família

As famílias portuguesas estão cada vez mais dependentes da televisão. Esta ideia, embora já bastante discutida, assume nova importância quando empresas de sondagens divulgam dados reais.

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Temos então que pensar não só no que poderá estar a levar a um aumento do consumo da televisão mas também nas implicações que advêm dessas razões e nas suas consequências para a educação dos jovens de hoje.

Não será pois de estranhar que, segundo o relatório anual da OCDE, a família portuguesa seja aquela que em toda a Europa passa menos tempo com os filhos. A televisão acaba por ser a única coisa que colmata a necessidade de segurança e de afectos que a criança necessita.

O consumo de televisão aumentou 4,6% entre Janeiro e Outubro face a igual período em 2003. Nos primeiros 10 meses de 2004, cada residente no Continente com idade superior a 4 anos, viu, por dia e em média, 3 horas, 32 minutos e 17 segundos de televisão. É ainda importante referir que embora sejam os jovens que vêem menos televisão (comparando-os com idosos acima dos 65 anos e donas de casa), é na classe etária entre os 15 e os 34 anos que se regista uma maior subida, rondando os 10,3%.

Para compreendermos este fenómeno, em primeiro lugar, é necessário compreender a mudança de características e de valores que a sociedade tem sofrido. A sociedade outrora simplista, virada para o sacrifício, para a moralidade e para a palavra, está agora orientada para o consumismo, para o hedonismo (busca do prazer), para a amoralidade e para o sentir. Basta para entender esta mudança observar a evolução da banda desenhada, antigamente repleta de balões com texto e agora com apenas imagens.

Neste sentido, é natural que os jovens procurem, dentro desta ordem de ideias, estímulos e comportamentos orientados para esta busca do prazer e do sentir. A televisão aparece assim como o meio mais prático e mais barato para satisfazer esta busca.

Esta razão, por si só poderá explicar o aumento da visualização da televisão na sociedade portuguesa, no entanto existem outros factores que podem estar a influir este comportamento. É necessário avaliar até que ponto poderão os pais estar a fomentar este consumo: quantas vezes se ouvem frases como “deixa-te estar sossegadinho a ver televisão!” ou “vai ver televisão e não chateies!”. Estas frases parecem demonstrar um profundo mal-estar familiar onde os filhos são tratados como um mal de que é necessário prevenir de contacto, eliminando o verdadeiro modo de educação, “o estar com…”, onde é essencial a relação humana ao invés de apenas co-habitação. Estes comportamentos acabam por criar assim uma cultura apreendida de consumo da televisão.

Parece ainda existir algo mais… parece que as crianças acabam por desenvolver desde uma idade bastante precoce uma “relação” de companheirismo com a televisão pois esta acaba por ser a companhia após a escola, na hora das refeições e na ajuda dos trabalhos de casa.

Por outro lado, é preciso ainda pôr a hipótese que a televisão poderá ser a única fonte de ligação familiar: basta pensar nas famílias em que o único contacto familiar social se rende ao serão em frente à televisão visionando a telenovela, um filme ou um concurso televisivo. Esta acaba por ser uma forma negligente de cuidar que, a longo prazo traz danos afectivos e relacionais graves. A criança aprende deste modo a relacionar-se com os outros, comprometendo não só a socialização familiar mas também a socialização com os pares. Sendo este o único modo que conhece de relacionamento, progressivamente, vai assimilando-o como normal e ensinando-o aos seus próprios filhos. Passando de geração em geração, acaba-se por formar uma cultura de consumo televisivo, tornando estas questões cada vez mais problemáticas e enraizadas socialmente.

Visto que, ao que parece a televisão encontrou um lugar como um novo membro da família, é essencial debruçarmo-nos sobre o tipo de informação que esta passa para as nossas crianças. Tirando alguns programas, de um modo geral a televisão apresenta uma grelha deficiente em termos de valores e educação. Resta-nos ter esperança que os canais televisivos adoptem uma posição de educador, orientando as suas grelhas para algo mais que programas que rasam a demência e a idiotice apostando na informação para a cultura.

A televisão acaba então, por se tornar um elemento de socialização familiar mas também de companheirismo e educação para a sociedade.

Mas a que preço? As relações afectivas e humanas tornaram-se negligentes. Todos vêm televisão em conjunto mas, intimamente sozinhos. Todos se sentam a uma mesa em conjunto, mas sozinhos com eles próprios… e com a televisão. A televisão tornou-se hoje, um elemento compensador da solidão e da falta de afectividade, quase um mecanismo de defesa que inconscientemente alastrou a toda a sociedade. Qual a solução? Simplesmente desligar a televisão quando em família, sentar no tapete e brincar com o seu filho, transmitir os seus valores, critérios e atitudes: acima de tudo… educar e aprender a recuperar algo estrondosamente bom: os afectos.

Médicos de Portugal

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Olhar nos olhos torna pessoa mais atraente, diz estudo

Mulher sorrindo
Olhar direto e sorriso seriam fundamentais para atração
Uma pesquisa britânica divulgada nesta quarta-feira indica que uma pessoa pode se tornar mais atraente a outra se a olhar diretamente nos olhos.

Nos testes realizados, os cientistas do Laboratório de Pesquisas Faciais da Universidade de Aberdeen, na Escócia, descobriram que um olhar direto e um sorriso podem tornar uma pessoa oito vezes mais desejável.

Os estudiosos apresentaram a centenas de voluntários vários conjuntos de imagens, com homens e mulheres parecendo felizes ou aborrecidos.

Eles agruparam as imagens em pares em que a mesma pessoa aparecia olhando diretamente para a câmera ou olhando para outro lado.

"Descobrimos que as pessoas gostam de rostos com um olhar direto mais do que aqueles que desviam o olhar", afirmou Ben Jones, chefe da equipe de pesquisadores. "Ou seja, as pessoas gostam de ser vistas e acham isso atraente."

Evolução

Estudos anteriores sobre o que torna uma pessoa atraente se concentravam na análise de características físicas, como a preferência por rostos simétricos e por feições femininas ou masculinas.

"Parece ser algo narcisista. As pessoas são atraídas por quem se sente atraído por elas", explicou Jones.

"É um efeito bastante básico do qual todos nós, em algum nível, estamos cientes: se você sorri e mantém contato visual, torna-se mais atraente."

Segundo ele, os resultados fazem sentido do ponto de vista da evolução.

"Atrair um parceiro é um esforço muito grande, então você tende a concentrar esse esforço de uma maneira mais eficiente", disse.

Fonte: BBC Brasil

Grã-Bretanha apresenta projeto de casa carbono zero

Casa zero carbono
Um medidor inteligente vai mostrar se há desperdício de energia
Um novo projeto da primeira casa que atende a padrões de conservação ambiental a serem impostos na Grã-Bretanha até 2016 está sendo apresentado nesta segunda-feira em Watford, próximo a Londres, na feira Offsite 2007.

A casa de dois dormitórios, projetada pela empresa Kingspan Off-site, tem um revestimento que faz com que ela perca 65% menos de calor do que uma casa comum. A perda de calor é uma característica importante para moradias em países fora da zona tropical, onde a calefação é amplamente utilizada no inverno.

Painéis solares, aquecedor a biomassa e mecanismos para uso eficaz de água - inclusive com a coleta de água da chuva -, estão entre as características da casa.

O ministro das Finanças da Grã-Bretanha, Gordon Brown, anunciou em seu orçamento, apresentado em março passado, que casas de carbono zero ficarão isentas do imposto sobre a transferência de imóveis.

Aquecedores a biomassa funcionam com combustíveis orgânicos como bolinhas de madeira e são classificados como "zero" em emissão de gases do efeito estufa porque a quantidade de dióxido de carbono que expelem quando em funcionamento é compensada pela quantidade absorvida quando o cultivo que deu origem ao seu combustível foi desenvolvido.

A casa tem ainda um sistema de separação de lixo que permite que material combustível seja queimado para contribuir para o fornecimento de energia doméstica.

A quantidade de energia tem um medidor inteligente para que os moradores saibam o quanto estão desperdiçando.

O conceito do cidadão "carbono zero" é compensar as emissões decorrentes do seu estilo de vida por meio de ações que retiram gases de efeito estufa da atmosfera.

Casa carbono zero
Veja abaixo algumas das características da casa zero carbono

1. Estrutura para ventilação no verão.
2. Painel solar na parte de trás, para aquecer água e gerar eletricidade.
3. Revestimento reforçado para evitar perda de calor no inverno.
4. Aquecedor a biomassa.


Fonte: BBC Basil

Estudo sugere que vegetal orgânico é mais saudável

Tomates
Pesquisa analisou antioxidantes em tomates orgânicos
Um estudo americano que durou dez anos sugere que consumir frutas e verduras orgânicas é melhor para a saúde do que comer os mesmos alimentos cultivados com o uso de fertilizantes.

Os pesquisadores da University of California compararam tomates orgânicos com os convencionais e chegaram à conclusão de que os orgânicos têm quase o dobro de flavonóides - substâncias consideradas benéficas à saúde por suas propriedades antioxidantes.

Estudos anteriores indicaram que os flavonóides reduzem a pressão sangüínea, diminuindo os riscos de doenças cardíacas e derrames. As substâncias também já foram associadas à redução nos índices de determinados tipos de câncer e demência.

Os cientistas mediram as quantidades de dois tipos de flavonóides - quercetina e kaempferol - em amostras de tomates secos que haviam sido coletadas como parte de um estudo de longo prazo sobre os métodos de agricultura.

Eles descobriram que, na média, os tomates orgânicos tinham 79% mais quercetina e 97% mais kaempferol do que os convencionais.

Fertilizantes

A equipe diz que a diferença pode ser explicada pela concentração de nitrogênio no solo.

Segundo a revista científica New Scientist, os diferentes níveis de flavonóides se devem provavelmente à ausência de fertilizantes na agricultura orgânica.

Os flavonóides são produzidos como um mecanismo de defesa que pode ser acionado por deficiências de nutrientes, como a falta de nitrogênio no solo.

Como o nitrogênio está facilmente acessível nas lavouras convencionais, não-orgânicas, as plantas não "precisariam" produzir os flavonóides.

O estudo foi publicado na última edição da revista Journal of Agricultural and Food Chemistry.

Ômega 3

O diretor para políticas públicas da Soil Association, uma ONG britânica que promove o consumo de alimentos orgânicos, disse que este é o segundo estudo americano a mostar diferenças nutricionais entre alimentos orgânicos.

"Essas descobertas também confirmam recentes pesquisas européias, que mostraram que tomates, pêssegos e maçãs processados de forma orgânica têm maior qualidade nutritiva do que os não-orgânicos", disse Peter Melchett.

A agência que fiscaliza o setor alimentício na Grã-Bretanha reconheceu a existência de provas de que os flavonóides podem ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares e disse estar estudando esses benefícios mais a fundo.



Fonte: BBC Brasil

Luz !!!

O gene que transforma o leite materno em alimento para o cérebro

Será que amamentar uma criança lhe aumenta o desenvolvimento cerebral e a inteligência? Só se a criança for portadora de uma versão de um gene que consegue extrair do leite materno tudo o que ele tem de melhor, dizem os investigadores.

Os resultados aumentaram o debate há muito em curso da questão 'natureza versus criação' relativa à inteligência, ao mostrar de que forma as duas vertentes podem interagir.

A questão de se as pessoas nascem inteligentes ou se tornam inteligentes pelo seu ambiente tem estado em debate há décadas. Investigações com gémeos idênticos separados ao nascimento tem demonstrado que tanto a genética como as condições de criação são importantes na determinação da inteligência.

Um dos efeitos ambiental importante parece ser a amamentação. Crianças que são amamentadas geralmente têm melhores resultados nos testes de QI do que as alimentadas com outro tipo de leite. Os investigadores pensam que tal deve ter a ver com ácidos gordos específicos presentes no leite humano, mas não no de vaca ou em pó, que melhoram o desenvolvimento cerebral.

Avshalom Caspi e Terrie Moffitt, psicólogos do King’s College de Londres, analisaram a relação entre a amamentação e a inteligência para explorar a possibilidade de neste caso a natureza e a criação estarem intimamente associadas.

O grupo procurou primeiro genes que metabolizem os ácidos gordos, que por sua vez são importantes para o crescimento dos neurónios. Diferenças nesses genes, colocaram eles a hipótese, podem moderar as vantagens intelectuais associadas à amamentação. Analisaram a literatura e as bases de dados genéticas e encontraram um bom candidato: o gene FADS2 .

Analisaram, então, mais de mil crianças neozelandesas nascidas em 1972 e testaram-lhes o QI com idade de 7, 9, 11 e 13 anos. Foram mantidos registos das crianças que foram amamentadas. O estudo foi repetido com cerca de 2200 crianças inglesas nascidas entre 1994–95 e testadas para QI com 5 anos. Testes de DNA analisaram uma zona específica do gene FADS2, para confirmar de que versão eram portadoras.

Nas crianças portadoras de pelo menos uma cópia do alelo ‘C’ do gene FASD2, as que tinham sido amamentadas geralmente tinham um QI mais elevado, em média 6,4 pontos nos neozelandeses e 7,0 nos ingleses. Pelo contrário, crianças portadoras de dois alelos ‘G’ tinham mais ou menos o mesmo QI, fosse qual fosse a sua dieta. Estima-se que cerca de 10% da população seja ‘GG’.

“Tínhamos uma hipótese muito forte mas facilmente podia ter sido refutada, por isso ficámos muito satisfeitos quando os dados se enquadraram na hipótese na Nova Zelândia e ainda mais com os ingleses", diz Moffitt.

Como e porquê esta diferença genética terá surgido não é claro. “É quase como se o alelo G tivesse evoluído como um genótipo protector para as crianças que não recebessem leite suficiente", comenta a psicóloga do desenvolvimento Linda Gottfredson, da Universidade do Delaware em Newark.

Os resultados irão ajudar a decidir o debate sobre se a amamentação está ou não associada à inteligência devido à qualidade nutricional do leite ou porque as mães que amamentam são o tipo de mãe que estimulam a aprendizagem nos filhos. “Penso que este estudo vai resolver esse debate, ou pelo menos muito perto disso", diz a epidemiologista Jean Golding, da Universidade de Bristol.

Também pode servir como guia para os investigadores que tentam encontrar factores genéticos que afectam outros factores de desenvolvimento complexos, como a altura. Esse tipo de estudo geralmente como base a análise de milhares de pessoas em busca de alelos diferentes associados à característica de interesse. “Este estudo sugere que apenas analisar amostras grandes não é suficiente", diz o geneticista e psicólogo Matt McGue, da Universidade do Minnesota em Twin Cities. Ele salienta que utilizar pistas específicas do contexto, como foi feito neste estudo, é uma forma mais eficiente de procurar um gene.

Para além disso, a descoberta contribui para a crescente sensação de que os cientistas não devem pensar na natureza ou na criação como situações isoladas. “A nossa equipa também já identificou interacções entre os genes e o ambiente envolvidas na depressão, violência e psicoses ... com estes novos dados muitos de nós estamos a começar a pensar que a frase correcta deve ser ‘natureza via criação'", diz Caspi.

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Este boletim é mantido por simbiotica.org, a Rede Simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza