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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Gore faz apelo climático aos Estados Unidos e à China

O antigo vice-presidente americano Al Gore apelou aos dois maiores emissores de gases de efeito de estufa, os Estados Unidos e a China, para que trabalhem em conjunto sobre as alterações climáticas.

Ao receber o Prémio Nobel da Paz em Oslo, Gore referiu-se às alterações climáticas como uma "emergência planetária". Por esse motivo, espera resultados positivos das conversações sobre o clima a decorrer em Bali, sob a égide das Nações Unidas.

O presidente do segundo laureado, o Painel Internacional sobre as Alterações Climáticas, referiu que as alterações climáticas ameaçam a segurança da humanidade.

"As sociedades têm um longo historial de adaptações ao impacto do tempo e do clima", disse Rajendra Pachauri, o engenheiro indiano que preside à IPPC desde 2002. "Mas as alterações climáticas colocam riscos novos, muitas vezes para além da experiência actual."

A quarta avaliação da ciência climática, impactos e aspectos económicos do IPCC publicada durante 2007, prevê aumento do número de secas, declínio das colheitas e escassez de água potável em vastas zonas do planeta.

Pachauri fez um tributo aos milhares de cientistas cujo trabalho contribuiu para as avaliações do IPCC, principalmente o primeiro presidente Bert Bolin, que não pode comparecer na cerimónia devido a problemas de saúde.

Tal como seria de esperar do cinematográfico autor de Uma Verdade Inconveniente, o discurso de Gore foi uma excelente peça de retórica.

"Nós, a raça humana, estamos a enfrentar uma emergência planetária, a ameaça à sobrevivência da nossa civilização que está a acumular um potencial ominoso e destrutivo neste mesmo momento. A Terra tem febre, e a febre está a subir. Os peritos já nos alertaram para o facto de não se tratar de uma situação menor e passageira, que possa curar-se sozinha. Nós somos o problema e temos que ser nós a corrigi-lo."

O antigo vice-presidente pintou um quadro negro dos impactos climáticos que estão adiante mas estava mais optimista em relação à possibilidade de redução das emissões de carbono. "Em todos os países a verdade, uma vez conhecida, tem o poder de nos libertar."

Passos essenciais, disse ele, incluem a ratificação universal do Protocolo de Quioto, uma referência aos Estados Unidos, que estão agora sozinhos entre os países industrializados na sua rejeição do tratado de 1997, uma moratória à construção de estações eléctricas a carvão, taxas às emissões de carbono e mobilização de iniciativas a nível mundial.

As palavras calorosas para os esforços que a Europa e o Japão têm feito nos últimos anos contrastaram fortemente com a sua avaliação das "duas nações que estão a falhar no que têm que fazer", a China e os Estados Unidos. "Ambos os países têm que deixar de usar o comportamento dos outros como desculpa para o impasse e desenvolver uma agenda de sobrevivência mútua num ambiente global partilhado."

Gore Pachauri viajam agora para as conversações das Nações Unidas em Bali, que entraram na sua segunda semana. Os delegados também receberam recados duros acerca dos potenciais impactos das alterações climáticas.

À margem da conferência, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para o facto de as temperaturas a subir estarem já a levar a malária a regiões onde antes era demasiado frio, como o Butão ou o Nepal.

A principal tarefa dos negociadores é iniciar um processo que resulte em objectivos para a redução das emissões de gases de efeito de estufa quando o actual Protocolo de Quioto expirar em 2012. Um rascunho do texto propõe que os países industrializados concordem em reduzir as suas emissões de 25 a 40% até 2020. Os Estados Unidos opõem-se a qualquer noção de objectivos vinculativos.

Pachauri referiu que as esperanças continuam vivas no encontro de Bali, "ao contrário das conclusões estéreis de sessões anteriores dos últimos anos." A questão, disse ele aos delegados em Oslo, era se os políticos iriam ouvir a voz dos cientistas.

"Se o fizerem em Bali e daqui para a frente, então todos os meus colegas da IPCC e os milhares dos que lutam pela causa da ciência sentir-se-iam duplamente honrados pelo privilégio que estou a receber hoje em nome deles."

Fonte: Simbiotica


Saber mais:

IPCC

Uma Verdade Inconveniente

Convenção climática das Nações Unidas


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